Marcleo Tas diz ter muito orgulho de sua filha lésbica Resposta


Apesar das declarações racistas e homofóbicas dadas pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), na segunda-feira da semaan passada (28/03), ao programa “CQC”, esta semana, ele esteve de volta ao programa, reinterando a sua homofobia e levando a foto de um homem negro, que ele diz ser seu cunhado, na tentativa tosca, de dizer que não foi racista respondendo a uma pergunta da apresentadora e cantora Preta Gil.


Com um discurso diferente do da semana passada, quando alegou preferir acreditar que o deputado não tivesse entendido a pergunta da Preta Gil – apesar da pergunta ter sido bem clara – o aprsentador do “CQC”, Marcelo as, mostrou uma foto de sua filha, a estudante de Direito Luiz, lésbica, segundo o próprio apresentador. E disse ter orgulho dela. Menos mal.

Relembre:

Na segunda-feira (28/03), Jair Bolsonaro, deu entrevista racista e homofóbica ao programa “CQC” (Band). Ao responder a pergunta: “Se seu filho se apaixonasse por uma negra, o que o senhor faria?”, o deputado respondeu que não iria discutir “promiscuidade” com ela.


O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), encaminhou quatro representações contra Jair Bolsonaro. As ações foram protocoladas pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, pela seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil, pelo Deputado Edson Santos (PT-RJ) e pela Comissão de Direitos Humanos, assinada por um grupo de 19 deputados. Vários parlamentares protestaram.

O presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, Tony Reis, protestou: “É muito triste a gente perceber que temos parlamentares com esse nível de discussão. Ele rasga a Constituição Federal a cada declaração”. Tony citou trechos da Carta Magna que teriam sido violados por Bolsonaro. “Ele tem que ler – e se for analfabeto, a gente pode fazer uma leitura apra ele – o artigo 3º e o artigo 5º da Constituição que dizem: “todos são iguais perante a lei e não haverá discriminação de qualquer natureza”. “Ele se lixa pela questão dos direitos humanos, ele se lixa pela democracia, pelos principais valores republicanos. Ele já teve declarações em que mandou o [ex-presidente] Fernando Henrique [Cardoso] para o paredão, já chamou nosso [ex]presidente [Luiz Inácio] Lula [da Silva] de bêbado, já chamou nossa presidente [Dilma Roussef] de ladra, terrorista… então é uma pessoa que realmente está caindo no ridículo”, afirmou. “Se ele quer aparecer, que ele amarre uma melancia no pescoço e não fique fazendo esse tipo de sensacionalismo”, reclamou. “Quando ele atacou só os gays, era uma coisa, mas agora ele está mexendo com muita gente. Então estamos muito tranquilos de que esse senhor vai ser punido”, disse Tony.

O Conselho Nacional de Combate à Discriminação Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CNDC/LGBT) divulgou nota repudiando “com veemência as declarações racistas, sexistas e homofóbicas feitas pelo deputado federal”.

A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa fez um ato de repúdio às falas do deputado Jair Bolsonaro. Além dos religiosos, diversas autoridades estiveram presentes.

O presidente da Fundação Palmares, Eloi Ferreira de Araujo disse que a entidade estuda, com o seu departamento jurídico, a adoção de medidas contra o ato de racismo.

Preta Gil: Sou negra gay e feliz 1


Durante o lançamento oficial da 15ª Parada do Orgulho LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero), na noite da última quarta-feira (30/11), a cantora Preta Gil comentou a entrevista racista e homofóbica do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) ao programa “CQC” (Band). Ao responder a pergunta: “Se seu filho se apaixonasse por uma negra, o que o senhor faria?”, o deputado respondeu que não iria discutir “promiscuidade” com ela.





“Passei nos últimos dias por um terror. Fui injustamente agredida por um político que não só me agrediu, mas a todos que são negros, gays ou que são os dois. Eu, no meu caso, sou uma mulher, negra gay e feliz”, afirmou a cantora e apresentadora.

Preta já avisou que vai processar o deputado. As reações da sociedade civil organizada foram imadiatas. Além de muitos protestos nas redes sociais.

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), encaminhou quatro representações contra Jair Bolsonaro. As ações foram protocoladas pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, pela seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil, pelo Deputado Edson Santos (PT-RJ) e pela Comissão de Direitos Humanos, assinada por um grupo de 19 deputados.

A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa fez um ato de repúdio às falas do deputado Jair Bolsonaro. Além dos religiosos, diversas autoridades estiveram presentes.

O presidente da Fundação Palmares, Eloi Ferreira de Araujo disse que a entidade estuda, com o seu departamento jurídico, a adoção de medidas contra o ato de racismo.

Relembre momentos de machismo, homofobia e racismo de Bolsonaro 6

O presidente da Câmara dos Dputados, Marco Maia (PT-RS), encaminhou na última quarta-feira (30/03), quatro representações contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) para serem analisadas pela Corregedoria da Casa. As ações dizem respeito às declarações homofóbicas e racistas do deputado em entrevista ao programa “CQC” (Band).

Jair Bolsonaro disse que seus filhos não namorariam gays, porque foram bem educados e não tiveram pais ausentes e, respondendo a uma pergunta da cantora e apresentadora Preta Gil, afirmou que seus filhos não namorariam uma negra, pois ele é contra essa “promiscuidade”. Após Preta Gil afirmar que irá processá-lo, o deputado, que sabe que racismo é crime no Brasil e homofobia não, disse que entendeu apenas que a pergunta sobre se o filho namorasse um gay. O deputado também disse que torturaria seu filho se o encontrasse fumando maconha.

As ações encaminhadas foram protocoladas pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, pela sccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), pelo deputado Edson Santos (PT-RJ) e pela Comissão de Direitos Humanos, assinada por um grupo de 19 deputados. Nesta quinta-feira, deve ser protocolada mais uma representação, da Procuradoria da Mulher da Câmara dos Deputados.

Com o encaminhamento, caberá ao corregedor, Eduardo Fonte (PP-PE), dar um parecer à Mesa Diretora sobre o tema para que seja decidido se Jair Bolsonaro vai ou não para o Conselho de Ética. O deputado, que disse estar se “lixando” para o movimento gay, mesmo depois de toda a repercussão negativa de suas declarações, terá cinco dias para se defender após ser notificado pela Corregedoria.
Jair Bolsonaro disse, na última quarta-feira (30/03), que não teme ser cassado por racismo. Bolsonaro também disse que não tem medo de ser destituído da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Sim, ele faz parte da comissão!
“Quem manda na minha cadeira é o líder do meu partido. Ele é quem decide, eu não saio de lá. Estou lá para não ser uma comissão só voltada para a demagogia e para defender interesses de quem está à margem da lei, como presidiários. Eu nunca vi defenderem direitos de famílias de vítimas de assassinos”, afirmou Bolsonaro.
A principal voz Câmara contra a discussão sobre direitos dos homossexuais (que faz parte da discussão sobre direitos humanos) tem sido a do deputado Jair Bolsonaro, que está em seu sexto mandato e é capitão do Exército. Representantes da Frente Evangélica e os da Família, em geral, medem as palavras ao tecer críticas aos projetos voltados aos interesses dos LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero).
Desde o final do ano passado (2010), Jair Bolsonaro aumentou os seus ataques à comunidade LGBT. Tudo porque ele ficou indignado com a iniciativa do Ministério da Educação (MEC), de distribuir material didático, a princípio a 6 mil escolas públicas do ensino médio. O material, chamado pejorativamente por Bolsonaro de “kit gay”. é composto de três vídeos educativos e um guia de orientação aos professores.
O material foi exibido para especialistas e parlamentares em seminário sobre o tema realizado na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados em novembro do ano passado (2010). Em sessão realizada no Plenário, se valendo da imunidade parlamentar e do fato de a homofobia não ser crime, Bolsonaro disse o seguinte que o “kit gay” é um “estímulo ao homossexualismo e um incentivo à promiscuidade”. Ele disse, também, que dá “nojo” discutir o conteúdo do filme. E completou: “Esses gays e lésbicas, querem que nós, a maioria, intubemos, como exemplo de comportamento, a sua promiscuidade”. Antes do episódio do “CQC”, nada foi feito contra ele.
No passado, durante discussão com a então deputada, Maria do Rosário (PT-RS), disse que ela era uma vagabunda, empurrou a deputada e disse que só não estupraria ela, porque ela não merece.
Jair Bolsonaro, que defende a ditadura militar, já defendeu, também, o fuzilamento do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Além de milhares de pessoas que protestaram contra o deputado Jair Bolsonaro, vários políticos como Jean Wyllys e Marta Suplicy também manifestaram sua indignação:
“Ele é um hipócrita. Fala em nome da família, mas ele está se lixando – para usar expressão dele – para as famílias de homossexuais. Mães e pais que estão neste momento ferido, ofendidos”, disse Jean.
“Para tudo tem limite! Principalemnte para um representante do povo que deve ter como regra o respeito à Constituição Brasileira e prezar pelo decoro parlamentar”, escreveu, em nota, a senadora Marta Suplicy.
A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) fez um ato de repúdio às falas do deputado Jair Bolsonaro. Além dos religiosos, estiveram presentes autoridades como a chefe da Polícia Civil, Marta Rocha, o promotor Marcos Kac, o delegado Henrique Pessoa, entre outros.
O interlocutor da comissão, o babalaô Ivanir dos Santos, disse que a atitude de Jair Bolsonaro foi “um ato fascista e que ameaça de novo, a democracia, a liberdade de expressão e a liberdade religiosa”.
A chefe da Polícia Civil, delegada Marta Rocha, disse que, enquanto cidadã, acha que “todas as pessoas devem se posicionar contra qualquer tipo de intolerância”. E lembrou de quando estava à frente da 12ª DP (Copacabana) e ajudou a organizar a Caminhada Contra a Intolerância Religiosa, que reúne milhares de pessoas há três: “Aquele dia foi mais do que um dia festivo, foi a realização do estado democrático de direito. Foi para nos lembrar que todo poder emana do povo e em seu nome será exercido. Esse povo não pode ser entendido sob a ótica da cor, da orientação sexual, da raça, da etnia ou da condição econômica.
O vereador Carlos Bolsonaro, chamou todos os que protestaram contra o seu pai de oportunistas. E completou:
“Enquanto discordar de que crianças de sete anos aprendam lições de homossexualismo for mais grave do que ser ladrão, o Brasil estará perdendo”.

Jean Wyllys: Bolsonaro só é corajoso para ofender 1

O deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) comentou as declarações racistas e homofóbicas ditas pelo seu colega, o também deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ). “Agora Bosonaro está tão amedrontado. Ele que sempre foi tão corajoso para ofender os homossexuais, para debochar das vítimas da ditadura militar”. Para Jean, há uma tentativa do Bolsonaro, de substituir o racismo pela homofobia, porque ofensa aos LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero) ainda não é considerada um crime no Brasil.
Em entrevista ao programa “CQC”, o deputado Jair Bolsonaro disse que os filhos dele não correm o risco de namorar uma negra e nem de ser gay porque foram muito bem educados.
Um grupo de 20 deputados está levando adiante cinco medidas que pretendem tomar em relação a Bolsonaro: ingressar com uma representação junto ao Ministério Público Federal, recorrer ao Conselho de Promoção da Igualdade Racial, recorrer também ao Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana e, por fim, pedir ao Partido Progressista (PP) que o destitua da cadeira a qual ele tem direito na Comissão de Direitos Humanos da Câmara.
A cantora Preta Gil, ofendida por Bolsonaro durante a entrevista ao “CQC”, disse que vai processar o deputado por racismo.
A OAB-RJ ingressou nesta quarta-feira (30/03) com uma representação na Câmara dos Deputados contra Bolsonar.
Apesar de tudo isso, Bolsonaro voltou a atacar os gays hoje, em entrevista durante o velório do ex-vice-presidente José de Alencar. Ele disse que está se lixando para os grupos gays.
Jean Wyllys disse que “é preciso desmascarar a estratégia de Bolsonaro: ele está tentando se safar de um crime de racismo que ele cometeu. Por que é que ele está assumindo com todas as letras ser homofóbico e injuriando os homossexuais de maneira grotesca, violenta e odiosa? Porque ele sabe que no Brasil homofobia não é crime. Então, ele se assume homofóbico e pede descolpa pelo crime de racismo, porque ele sabe que homofobia não é crime. Ele não teve coragem de assumir a sua própria posição, reiterando as declarações que deu ao CQC. E mais, o argumento de que ele não entendeu a pergunta da cantora Preta Gil é acreditar que as pessoas são muito ingênuas ou burras. Até foneticamente não há nenhum tipo de proximidade entre mulher negra e filho gay.