Após casamento gay, homofobia cresce assustadoramente na França 1

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As queixas de atos de homofobia aumentaram 78% em 2013 na França, em relação ao ano anterior, de acordo com um relatório da associação francesa SOS Homofobia. A organização avalia que a alta é uma consequência dos debates sobre a legalização do casamento entre casais homossexuais, aprovada em 2013 pelo Parlamento.

“Nos últimos 20 anos, as denúncias de homofobia recebidas pela nossa associação só aumentaram. Mas esse número literalmente explodiu em 2013”, afirma o documento, que relata 3.500 casos.

Os atos de discriminação incluem insultos recebidos na internet, no ambiente profissional ou na rua (39%), e ameaças ou agressões físicas (6%). A cada dois dias, uma agressão física foi registrada pela associação no território francês, um aumento de 54% em relação a 2012.

A SOS Homofobia percebeu também uma “explosão” do número de agressões verbais realizadas através da internet – eram 656 casos em 2012 e foram 1.723 ocorrências em 2013. O número de queixas de atos homofóbicos feitos no ambiente escolar subiu 25%.

Efeito colateral

“Nós comemoramos a aprovação da lei sobre o casamento para todos e todas, um novo passo em direção à igualdade. Mas essa vitória deixou um gosto amargo”, diz a entidade, segundo a qual “os argumentos” pronunciados pelos opositores ao casamento homoafetivo, durante os debates sobre o assunto, “legitimaram os insultos e as violências homofóbicas”. Na época, centenas de milhares de franceses religiosos e conservadores foram às ruas para protestar contra a aprovação da lei.

A associação destaca que, para muitos homossexuais ou transsexuais, a homofobia faz parte do cotidiano, como receber cartas anônimas ofensivas de vizinhos ou ouvir frases desrespeitosas na rua. “Em duas ocasiões, uma vizinha já me disse que todos os gays deveriam ter aids e que seria melhor para mim se eu gostasse de mulher”, relatou o parisiense Antonin, à ONG.

Opinião

O casamento homoafetivo foi uma grande conquista dos franceses. Resta ao governo fazer programas educativos e punir com rigor os casos homofônicos e transfóbicos.

*Com informações da RFI

ES: Professor é espancado e diz ser alvo de homofobia Resposta

"Não saio mais a pé, como andava antes. Tenho medo de ser agredido novamente", lamenta o professor.

“Não saio mais a pé, como andava antes. Tenho medo de ser agredido novamente”, lamenta o professor.

Nove dias em um hospital, uma cirurgia, dois pinos no maxilar, 12 quilos a menos, dificuldades na fala, depressão e pânico de sair de casa. Esse é o resumo dos últimos seis meses na vida do professor Roberto Alexandre Alcântara, 39 anos, desde o dia em que foi espancado no meio da rua, na Praia da Costa, em Vila Velha (ES).

O motivo da violência? “Tenho certeza que fui vítima de preconceito. Isso foi homofobia”, desabafou o professor, que ainda não consegue comer direito e está com a fala prejudicada devido às lesões na boca. Na cabeça, ainda há marcas dos cinco pontos que levou para fechar um dos ferimentos.

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O professor contou que no dia do crime, 18 de agosto do ano passado, seguia para uma boate, quando foi agredido. “A única coisa que lembro foi do soco que levei. Caí no chão e ele (agressor) me chutou, inclusive no rosto. Foi quando quebrou minha mandíbula. Desmaiei e fui socorrido por um porteiro”, lembrou a vítima.

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Agressor

O suspeito de praticar as agressões foi identificado pela polícia como sendo o técnico em segurança do trabalho Frederico Ribeiro Perazzini, 31 anos. Ele foi indiciado por lesão corporal gravíssima.

Na semana passada, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público Estadual. Inicialmente, não há denúncia por homofobia. Junto aos documentos, há um vídeo feito por câmeras de segurança de um prédio que registraram a agressão. As imagens foram divulgadas pela polícia nesta semana.

No vídeo, o professor aparece sendo alvo da violência e, nem mesmo ao cair no chão, escapa de ser chutado no rosto, nuca e costas. Outras imagens mostram quando o suspeito e a namorada, 28 anos, fogem em um carro, em marcha ré.

Após ser identificado, com o auxílio das imagens, o agressor confessou o crime em depoimento. Mas alegou que só foi violento porque a vítima teria lhe feito uma cantada, o que o deixou irritado. A TV Gazeta procurou o acusado, mas ele disse que não quer falar sobre o caso e que seu advogado está cuidando do processo.

A violência também gerou outros processos depois que o professor procurou a delegacia. O uso do carro pelo agressor e a namorada, que teriam ingerido bebida alcóolica, está sendo investigado pela Delegacia de Delitos de Trânsito, segundo relatou a vítima.

Fonte: TV Gazeta

Opinião

O Ministério Público Estadual deveria denunciar o crime por homofobia, já que o agressor alega ter ficado com raiva após levar uma cantada.

Uefa pune Bayern por homofobia e por defender Kosovo Resposta

Punir um time por homofobia no futebol é algo relevante, mesmo quando se trata de uma punição branda. A União das Federações Europeias de Futebol (Uefa) puniu o Bayern de Munique por um cartaz no jogo contra o Arsenal. Além disso, o Comitê Disciplinar da Uefa puniu o clube por ter levantado faixas em favor de Kosovo, num recado claro de que a política segue sendo assunto proibido.

A punição ao Bayern se dá pelos artigos 14 e 16 (2e) do Regulamento Disciplinar da Uefa. O artigo 14 fala sobre comportamento racista ou discriminatório em geral, enquanto o 16 (2e) fala sobre a proibição de manifestação política de qualquer natureza. Considerando que são duas punições, você deve imaginar que o Bayern realmente terá problemas, certo? Bom, nem tanto.

Foi estabelecida uma multa de € 10 mil por cartaz ilícito. Sim, uma multa de incríveis € 10 mil. A outra punição foi fechamento de um setor da Allianz Arena para o jogo em casa do time contra o Manchester United, nas quartas de final da Liga dos Campeões. A princípio, uma punição pesada. Olhando o descritivo da punição, o setor fechado será o 124 do estádio. Veja o mapa que mostra o tamanho desse setor e analise por você mesmo se é uma punição pesada:

 

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Pois é. A Uefa segue tratando homofobia e racismo como algo punível com uma multa sem vergonha e o fechamento de um setor ínfimo do estádio. Ainda estamos longe de tratar a questão com a seriedade que merece.

Mais do que isso: a Uefa trata de correr para punir alguém que se manifesta politicamente com força igual ou maior do que as punições por discriminação racial ou sexual. Sim, a Uefa sabe que não punir o Bayern nesse caso seria desagradar a Sérvia, que é membro da sua organização. Só que manifestações em cartazes são legítimas e não podem, nem devem, ser censuradas ou punidas. Racismo e homofobia sim. A Uefa (e a Fifa, estendendo ao mundo) precisam entender que o futebol jamais estará separado da política.

A mensagem a favor do Kosovo também esteve nas arquibancadas da Allianz

A mensagem a favor do Kosovo também esteve nas arquibancadas da Allianz

Com informações: Trivela

 

Curitiba: Clientes acusam cervejaria Devassa de homofobia Resposta

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Três mulheres denunciam que bebiam no Bar Devassa na Praça da Espanha neste Domingo em Curitiba quando foram discriminadas e uma delas teria sido agredida por um garçom do local. Em mensagem no Facebook, Claudia Arzua conta que estava com duas amigas no bar quando o funcionário do local passou com um saco de lixo perto de sua amiga que reclamou por ter pingado o conteúdo do saco nela. O homem então respondeu grosseiramente, jogando o saco próximo à mesa das mulheres e pronunciando palavrões, segundo a versão das moças. Antes, ao perguntarem sobre um sabor de pastel, o mesmo garçom, que estava fazendo bico naquela noite, mandou elas grosseiramente lerem o cardápio se quisessem saber sobre as porções servidas. As garotas teriam ido ao mesmo local no dia anterior e foram bem antendidas.

Ainda segundo o relato: O gerente do local então retirou o garçom para outra área. O tal homem passou a encarar as mulheres. Adriana Crisóstomo foi surpreendida ao ser agredida com um chute quando entrou no local para pagar a conta. O mesmo gerente que antes prestou solidariedade então chamou as garotas de sapatão e deu a entender que elas não eram mais bem vindas, segundo a versão das clientes. As mulheres saíram do local com medo e afirmam que as pessoas da mesa ao lado se prontificaram a testemunhar o fato.

Elas registraram a ocorrência, puxam um boicote ao local pela internet e pretendem processar o estabelecimento. A Lado A conversou com Adriana e com o gerente da casa, que informou que a versão do gerente e dos funcionários apontam que a cliente agrediu o citado garçom, identificado como Márcio, que teria pedido desculpas quanto ao incidente do saco de lixo e foi agredido por duas vezes, primeiro do lado de fora do bar e no interior do mesmo, quando um segurança precisou intervir. A casa informa ainda que há um vídeo que está sendo analisado e que o conceito “Devassa” é inclusivo, sendo bem vindas todas as pessoas e reiterou que há funcionários homossexuais na casa que não tolera preconceito.

Abaixo veja o relato de umas das garotas no Facebook:

VAMOS COMEÇAR A DIVULGAR PARA QUE ESSE TIPO DE COISA NÃO ACONTEÇA MAIS! Hoje, estávamos em 3 amigas no BAR DEVASSA DO FAMOSO BATEL SOHO…. O Garçon já começou a ser grosso desde o início. Mas, tudo bem. De repente ele passa com um saco de lixo em cima da Adriana Crisóstomo, que na hora se levantou e disse: pô cara como vc passa com saco de lixo assim em cima de mim?” O garçon jogou o sao de lixo ao lado da nossa mesa e disse para ela: “Vc não sabe que saco de lixo é furado?”Bem grosseiramente… e começou a nos encarar, falar palavrões… Eu, falei para ele, meu vc é um grosso, saia daqui… e ele nos encarando.

Chamamos o Gerente, que prontamente nos defendeu, pediu desculpas e disse que não aconteceria mais e iria manter o Tal Garçon longe da nossa mesa. Não adiantou muito, ele continuou nos encarando. Enfim, pensamos, vamos embora, ficar num lugar para sermos tratadas assim, tenso demais. A Adriana Crisóstomo, foi pagar a conta dentro do bar. Chegando lá foi agredida com chutes pelo referido Garçon e o Gerente que foi tão simpático, disse, ai nem liga… É UM BANDO DE SAPATÃO… e ainda mandou ver se ela tinha pago a conta mesmo!!! TEMOS UMA AÇAO BOA AÍ NÉ.. BAR DEVASSA DO BATEL SOHO!!!!

Fonte: Lado A

RJ: Atores e chefe da Polícia Civil participam de campanha pela criminalização da homofobia no Brasil Resposta

Depois de acompanhar o aumento das agressões e mortes de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros o ator e diretor Aloísio de Abreu resolveu iniciar uma campanha pela criminalização da homofobia. Ele reuniu personalidades como os atores Marcelo Serrado, Beth Goulart e Cissa Guimarães, a apresentadora Fernanda Lima, o diretor de Tv Ricardo Waddington e a chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Martha Rocha, em um vídeo com depoimentos e questionamentos sobre a falta de punição para este tipo de crime no Brasil.

A ideia do ator ganhou força depois da divulgação do último relatório da violência contra gays, lésbicas, transsexuais e travestis, divulgado pela Secretaria de Direitos Humanos de Presidência da República. De acordo com o levantamente, os crimes motivados por homofobia tiveram um aumento de 46% .

Aloísio de Abreu: luta contra a homofobia Foto: Guga Melgar / O Globo

Aloísio de Abreu: luta contra a homofobia Foto: Guga Melgar / O Globo

– Criei a campanha porque realmente me questionei e perguntei a algumas pessoas o porquê da homofobia não ser criminalizada e não ouvi resposta. Juntei então algumas pessoas importantes e outras com quem lido no meu dia a dia para fazer o vídeo e iniciar a campanha – contou.

Além dos vídeos, Aloísio lançou também a página “Sente muito, Brasil!”, no Facebook. A ideia é convocar os brasileiros a debater o tema. Serão divulgados 4 filmes por semana, lançados às quintas-feiras.

– Já tivemos mais de 500 likes em apenas 5 dias, mais de 3.000 vizualizações e dezenas de compartilhamentos – comemorou.

Fonte: Extra

Homofobia: Assassino de Daniel Zamudio pega prisão perpétua no Chile 1

Daniel Zamudio

Daniel Zamudio

“Condena-se o acusado Patricio Ahumada na qualidade de autor do delito qualificado de Daniel Zamudio à pena de prisão perpétua”, proferiu a sentença nesta segunda-feira o juiz do  Quarto Tribunal Oral de Santiago, no Chile. Ahumada foi considerado mentor do crime e líder do bando que em 2012 espancaram e torturaram o estudante Daniel Zamudio, 24 anos, por ele ser homossexual em um parque da capital chilena. Após mais de 20 dias em coma, Zamúdio faleceu devido aos ferimentos que chegaram a amputar uma de suas pernas.

Alejandro Angulo, Raúl López e Fabían Mora, os outros assassinos foram condenados 7 anos e 15 anos de prisão. Ahumada terá direito a pleitear a liberdade condicional ou redução da pena dentro de 20 anos. “É uma pena exemplar, eles irão apodrecer na cadeia”, afirmou o pai de Daniel, Iván Zamudio, após ouvir a sentença.

Em Março de 2012, a capital do Chile amanheceu atordoada com um crime homofóbico chocante que levou o país a criar uma lei contra crimes de ódio e preconceito contra homossexuais com o nome da vítima. Daniel Zamudio, 24 anos, foi encontrado em um parque de Santiago com sinais de tortura, uma perna quebrada e à beira da morte, com suásticas entalhadas em seu corpo. Após 22 dias entre a vida e a morte, o jovem faleceu no hospital.

As investigações mostraram que o crime foi cometido por um grupo de amigos que apesar de não terem nada de arianos gostavam da ideologia nazista. A crueldade fora real: Zamudio foi queimado com cigarros, apedrejado, atacado com garrafas, teve uma das orelhas cortada, a perna dilacerada. Patricio Ahumada Garay, Alejandro Angulo Tapia, Raul Lopez Fuentes e Fabian Mora Mora foram presos dias depois, após o crime ganhar as manchetes internacionais.

“A Justiça chilena considera este um dos crimes mais graves e prevê a pena máxima, que é prisão perpétua qualificada, ou seja, 40 anos de prisão efetiva antes da tentativa de redução da pena”, disse Jaime Silva, advogado da família Zamudio na época. É esta a condenação que a família espera. Ao anunciar a condenação o juiz descreveu o crime como de “extrema crueldade” e “total desrespeito a vida humana”.

Há um antes e depois nas leis do país depois da morte do belo jovem de classe média que reverteu a opinião pública. O projeto de lei contra a homofobia, parado no país por 7 anos, caminhou rapidamente para a aprovação no ano passado depois do crime, com apoio do presidente Sebastian Piñera. Se fosse hoje, todos os assassinos seriam condenados a prisão perpétua, sem direito a revisão da pena.

Fonte: Lado A

Sinal da escalada da homofobia, grupo russo cria em rede social “safári” para “caçar” gays 1

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A atuação é simples e efetiva. O grupo utiliza o Vkontakte, rede social mais importante da Rússia, para anunciar a data dos “safáris” (como chamam a busca aos “criminosos”) e por módicos 250 rublos (R$ 18), qualquer um pode participar da “caça a pedófilos e a homossexuais”. Para os que estão ainda mais motivados pela “nobre causa de proteger as crianças russas”, o grupo Occupy Pedofilia faz um desconto – três caças por 600 rublos (R$ 43).

Participar dos "safáris" custa 18 reais por pessoa. A macabra caça aos homossexuais é organizada por meio do Vkontakte

Participar dos “safáris” custa 18 reais por pessoa. A macabra caça aos homossexuais é organizada por meio do Vkontakte

Fundado pelo ex-skinhead Maksim “Tesak” Martsinkevich em 2012, logo após ter cumprido uma pena de três anos por incitação a crimes de ódio étnico, o Occupy Pedofilia explica em sua página oficial que  o objetivo do movimento é “criar um banco de dados de pedófilos” para que “qualquer um possa conferir se tem algum colega, professor ou médico” que se encaixe no perfil-alvo do Occupy. Em uma das páginas do grupo, há mais de 160 mil seguidores.

Os membros do grupo Occupy dedicam seu tempo a encontrar homossexuais ou supostos pedófilos através da Internet e tudo acontece como nos habituais flertes virtuais: frases elogiando a foto do perfil, estabelecimento de uma amizade, troca de telefones e finalmente o encontro real.

Maksim “Tesak” Martsinkevich (de regata preta e verde) com membros do grupo Occupy Pedofilia, em Kiev, capital da Ucrânia

Maksim “Tesak” Martsinkevich (de regata preta e verde) com membros do grupo Occupy Pedofilia, em Kiev, capital da Ucrânia

Na hora do encontro, a surpresa. A vítima do trote é forçada a confessar para as câmeras que é um pedófilo ou um homossexual (para os “justiceiros russos”, os termos se equivalem) e logo em seguida passam por diversos tipos de humilhação, como ter que tirar a roupa, falar para os “entrevistadores” segurando uma banana, passar maquiagem e até mesmo beber urina. Em muitos dos casos, há também covardes agressões.

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Nos vídeos postados na Internet pelo grupo e nas discussões nos fóruns (abertas a qualquer internauta), os ataques mais comuns são aos “viados” – “pidor”, como chamam vulgarmente em russo, numa diminuição do termo “pederasta” – e não aos pedófilos, como anunciam.

[“Pise em um homossexual como merda”, diz cartaz homofóbico]

Em um dos casos que ganhou maior destaque, o ativista gay Artem Gorodilov, da cidade russa de Kamensk-Uralsky, foi sequestrado no meio da noite e levado até um cemitério onde está enterrado um outro ativista que se suicidou depois de ter sua sexualidade exposta pelo mesmo grupo neonazista.

Na noite em que foi sequestrado, Artem foi obrigado a correr em frente de um carro enquanto carregava uma cruz que havia sido arrancada do próprio cemitério. A Igreja Ortodoxa fez uma denúncia à polícia – por causa da cruz destruída -, os neonazis foram chamados a depor, mas soltos em seguida. Depois de ter sido interrogado pelas autoridades, um dos neonazis atacou Artem outro vez e jogou urina em cima do jovem.

“Pedófilos e gays são a mesma coisas. Eles representam a degradação do ser-humano”, explica a Opera Mundi Maksim, um dos líderes do movimento na cidade russa de Tula. “A morte de algumas pessoas é um efeito colateral. Imagine quantas coisas estes sujeitos teriam feito se estivessem vivos”.

Apenas duas pessoas reagem ao ver cena de homofobia em ‘Vai fazer o quê?’ #Fantástico 1

Fantástico

O ‘Vai fazer o quê’, quadro do Fantástico (Rede Globo) deste domingo discutiu a homofobia. Apesar de o Rio de Janeiro ter sido eleito recentemente um dos melhores destinos para o público gay, o Brasil ainda é um país onde se registram muitos crimes de ódio contra homossexuais.

O quadro mostrou um casal gay sendo repreendido por namorar em público, e a sua atitude das pessoas. Teve uma senhora entrevistada que concordou com o ator que estava repreendendo o casal de atores.

Por todo o Brasil, multiplicam-se espaços onde o público gay é bem-vindo, bem recebido. União estável, adoção, casamento… Todos esses direitos foram conquistados com muita luta ao longo da última década. Mas apesar dos avanços da sociedade, será que ver dois homens namorando em público ainda é capaz de chocar alguém?

Rodolfo e Cleiton são atores treinados para compor um casal gay. E como qualquer casal de namorados, trocam carinhos.

A maioria das pessoas parece indiferente ao casal de rapazes, mas a cena chama atenção de alguns.

Duas pessoas foram as únicas que agiram ao ver uma cena de homofobia.

Durante as gravações, centenas de pessoas passaram pelos nossos atores. A maior parte não se importou ao ver os gays namorando. Isso reforça os dados de uma pesquisa recente, que aponta que nos últimos vinte anos o brasileiro se tornou muito mais tolerante aos homossexuais. Segundo o IBOPE, em 1993, 7% dos brasileiros eram favoráveis à união homossexual, já em 2011, 45% são a favor.

Mesmo assim, casos de violência contra homossexuais infelizmente ainda são comuns.

Se você testemunhar algum tipo de preconceito sexual, seja ele qual for, ligue para o Disque 100, de qualquer telefone do país.

Veja o vídeo do quadro, clicando aqui.

Sheik vai usar chuteira contra homofobia 1

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Após dar um selinho no amigo Isaac Azar e publicar a foto do beijo na internet, o atacante Emerson Sheik foi criticado por muitos torcedores do Corinthians.

Nesta semana, cinco integrantes da torcida organizada “Camisa 12” foram ao CT do clube e levaram cartazes homofóbicos com os seguintes dizeres: “Veado não”, “Aqui é lugar de homem” e “Vai beijar a PQP”.

Em resposta aos comentários, o jogador pediu o fim do ‘preconceito babaca’ no futebol e desculpas aos ofendidos.

Agora, para o jogo contra o Vasco, no próximo domingo, o corintiano vai ‘estrear’ uma chuteira nova, com as seguintes palavras nos calçados: “Fora preconcento” e “Gentileza”.

Nesta semana, a Polícia Cívil de São Paulo chamou o jogador e a “Camisa 12” para falarem sobre o caso. A polícia quer saber se Emerson se sentiu ameaçado pelos torcedores e se deseja representar formalmente uma queixa contra os corintianos.

Opinião

O selinho é válido, as declarações também, assim como a chuteira que Sheik usará, mas ele precisa representar uma queixa formal na polícia contra os torcedores homofóbicos. Preconceito a gente combate com educação e punição.

Promotores debatem atuação do MPPE de Pernambuco em casos de homofobia Resposta

Dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República apontam que Pernambuco é o sexto estado mais violento do país em assassinatos contra LGBT – em 2011, 25 pessoas foram mortas por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero. Para debater a atuação do  Ministério Público de Pernambuco (MPPE) nesses casos e discutir a prevenção e promoção dos direitos homoafetivos, teve início nesta quarta-feira (14), em Muro Alto, Ipojuca, Região Metropolitana do Recife, o X Congresso Estadual do Ministério Público.

Com o tema “MP e os 25 anos da Constituição de 88: novos paradigmas de atuação”, o evento desta semana busca tratar de assuntos que estejam em vigor no estado e que exigem uma atuação mais adequada do MPPE. Procuradores e promotores da justiça poderão participar de palestras e discutir formas de abordagem no combate à homofobia e também no enfrentamento da criminalidade organizada.

De acordo com o presidente da Associação do Ministério Público de Pernambuco, José Vladimir da Silva Acioli, Pernambuco já vem combatendo a homofobia há um certo tempo, através de promotorias de direitos humanos. Foi criado também o Comitê de Promoção dos Direitos Humanos Homoafetivos. “Em posição avançada com relação ao resto do Brasil, o comitê busca atuar, sobretudo, na prevenção e sensibilização dos promotores para a temática. Também buscamos criar uma uniformização nos procedimentos e na atuação, que busque a atuação preventiva e inclusão desse movimento”, afirmou Vladimir, em entrevista ao Bom Dia Pernambuco desta quarta-feira (14).

O Congresso também vai discutir as práticas do crime organizado – sociedades que já têm até diferentes ramos de atividades como grupos de extermínio, crimes contra ordem pública e até homofóbicos. “A necessidade de discutir a temática é porque as organizações têm tentáculos que se espalham para além do estado brasileiro, com a participação de pessoas de vários países. Há uma tendência de se instalar em setores públicos como parlamentos, poderes executivos, entre outros”, explicou. “O crime organizado se diferencia do crime do dia-a-dia porque ele é mais sutil. Hoje, você entra em um restaurante e não sabe se está contribundo para a lavagem de dinheiro. Vamos tratar disso com a tecnologia da informação, porque é possível transferir grandes quantias em dinheiro com um simples toque de computador.”

O evento tem início a partir das 13h e segue até a próxima sexta-feira (16), no Beach Class Resort, em Muro Alto. O procurador-geral de Justiça, Aguinaldo Fenelon, será o presidente de honra do evento, que também vai prestar uma homenagem à promotora de Justiça e professora Anamaria Campos Torres. Confira a programação:

Quarta-feira, 14 de agosto de 2013
13h – Credenciamento e entrega de material
15h – Encontro de saúde, esporte e lazer
15h – Serviço médico da AMPPE
17h – Dr. Aderbal Vieira
19h – Solenidade de abertura
21h – Voz e violão – Abelim Rocha

Quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Manhã – Livre
12h – Almoço
14h – Apresentação das teses ou grupo de trabalho setorial
16h – Painel – Enfrentamento à Criminalidade Organizada – Novos Paradigmas de Atuação, com Arthur Pinto de Lemos Junior, promotor de Justiça de São Paulo; e Francisco Ortêncio de Carvalho, promotor de Justiça de Pernambuco.
18h – Palestra – O MP e os Novos Paradigmas de Atuação, com Emerson Garcia, promotor de Justiça do Rio de Janeiro

Sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Manhã – Livre
14h – Painel – O Ministério Público e sua atuação contra a Homofobia, com Giselle Groeninga, mestre em Direito pela USP e Especialista em Psicanálise pelo Instituto Sedes Sapientiae e SBPSP; Maria Rita de Oliveira Silva, presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família; e Maxwell Anderson Lucena Vignoli, promotor de Justiça de Pernambuco.
16h – Painel – Questões Institucionais do MP Brasileiro, com o deputado federal Vieira da Cunha, e Tito Amaral e Marcelo Ferra de Carvalho, conselheiros do CNMP.
18h – Plenária de encerramento
22h – Jantar de confraternização

Drag queen costura a própria boca em vídeo em protesto contra a homofobia na Rússia Resposta

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A drag queen Barbie Breakout normalmente produz vídeos tutorais na internet com dicas de maquiagem.

Mas, dessa vez, ela resolver protestar contra a homofobia na Rússia, onde qualquer tipo de manifestação ou propaganda gay sofrem punição.

Barbie, em silêncio , vai passando uma agulha com uma linha entre seu lábio inferior e o superior, até que a boca fique completamente costurada.

Em seguida, vem a chamada em off: “Não deixem que proíbam a sua voz. Abra a boca!”.

Em entrevista, a drag diz que se sentiu extremamente impotente com a lei anti-gay e outras atrocidades cometidas contra a comunidade LGBT na Rússia. .

“Há, por exemplo, imagens que mostram como os adolescentes gays são atraídos para armadilhas e brutalmente torturados pela direita radical. Os autores dos vídeos são os próprios torturadores, que se vangloriam da atitude”, diz a drag.

Barbie Breakout trabalha como DJ e hostess em clubes noturnos de Berlim. Ela comentou sobre a repercussão do seu vídeo.

“A maioria das reações foi muito positiva. Claro, muitos agora vão me considerar louca. Mas o meu vídeo está ligado a páginas onde você pode ler sobre o contexto político – e alguns só tomaram conhecimento do assunto através do meu protesto”, diz Barbie.

Confira o vídeo:

Lady Gaga condena homofobia na Rússia e chama o governo de criminoso Resposta

Reprodução/Getty Images

Reprodução/Getty Images

Grande ativista pelos direitos dos LGBT, Lady Gaga não poupou críticas ao governo da Rússia.

“Enviando coragem aos LGBT na Rússia. A ascensão do abuso no governo é arcaico. Hostilizar adolescentes com spray de pimenta? Agressões? Mãe Rússia? O governo russo é criminoso. Opressão será respondida com revolução. LGBT russos, vocês não estão sozinhos. Nós vamos lutar pela liberdade de vocês… Por que você não me prendeu quando teve a chance, Rússia? Por que você não quis responder ao mundo?”, disparou em sua página no twitter.

Durante a Parada Gay no país, em maio, os participantes foram hostilizados por policiais e religiosos da Igreja Ortodoxa Russa. Além disso, recentemente, o Tribunal Municipal de Moscou aprovou uma lei que proíbe a realização do evento pelos próximos cem anos.

Antes de ser morto, professor de Mato Grosso protestou na web contra homofobia Resposta

Horas antes de ser assassinado em Cuiabá (MT), o professor Pedro Araújo (52), usou a rede social para protestar contra a violência e agressões sofridas por gays. Na página do seu perfil, na web, ele postou uma imagem com três fotos de jovens espancados em atos homofóbicos, com a frase “Estes jovens foram espancados apenas por serem gays. Diga não à homofobia”.

A publicação ocorreu no sábado (3/8) e o professor foi encontrado morto no domingo (4/8), dentro da própria residência, um condomínio no Bairro Recanto dos Pássaros. Uma moradora tinha a chave da casa e estranhou o desaparecimento do professor durante todo o dia. Na noite de domingo, ela decidiu entrar no local e encontrou a vítima amordaçada, com os pés e as mãos amarrados. O corpo estava no chão, dentro do quarto. Ele apresentava ter sido estrangulado ou asfixiado.

Um boletim foi registrado pela Polícia Militar (PM) que informou que a vítima era gay. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que trabalha com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte). O delegado Antônio Carlos Garcia, responsável pelo inquérito, disse que o suspeito é um jovem de aproximadamente 18 anos e que foi visto por moradores saindo da residência no domingo, por volta das 6h30.

O jovem utilizou o carro da vítima para deixar o local. “Diversas testemunhas relataram que viram um rapaz deixando a casa, logo cedo. O local foi encontrado revirado, com vários objetos espalhados pela casa. Alguns estavam em uma sacola preparados para serem levados. Mas acho que o suspeito ficou com receio pela movimentação de pessoas e acabou deixando na sala. Por isso o caso passou de homicídio para latrocínio”, declarou o delegado.

Ainda não há informações sobre a identificação do suspeito. O delegado ressalta que está apurando se o rapaz seria um garoto de programa contratado pelo professor ou alguém com quem ele já vinha mantendo relacionamento. No entanto, informou que o garoto já foi visto outras vezes saindo da residência da vítima. De acordo com o delegado, a equipe de perícia conseguiu recolher fragmentos de impressões digitais para a possível comparação com algum suspeito. As buscas pelo veículo também estão sendo realizadas e até a publicação desta matéria no G1 ainda não havia sido localizado.

O delegado Antônio Garcia solicitou ainda informações da direção da escola a qual o professor trabalhava para verificar se o suspeito pode ser um possível aluno. Familiares informaram que o corpo do professor será enterrado em Sinop, a 503 km de Cuiabá.

Casos semelhantes
Em janeiro deste ano, um caso parecido foi registrado pela polícia. O professor Iltomar Rodrigues de Moraes, de 50 anos, etava desaparecido desde o dia 27 e foi encontrado morto no dia 30 do mesmo mês em um matagal  próximo à MT-010, no Distrito de Nossa Senhora da Guia, em Cuiabá. Conforme as investigações, ele teria sido morto a facadas por um garoto de programa de 19 anos.

No dia 14 de março um dançarino de 38 anos também foi morto a facadas no Bairro Boa Esperança, em Cuiabá. Na ocasião, um rapaz de 18 anos foi preso. Ele disse ter sido contratado para fazer um programa com a vítima e houve desentendimento. Durante a discussão, ele pegou uma faca e desferiu alguns golpes contra o dançarino.

Acusados de homofobia e outros crimes ex-cônsul do Brasil em Sydney e ex-cônsul adjunto ganharam mais dois meses para a defesa Resposta

Acusados de assédio moral e sexual, homofobia e desrespeito, o ex-cônsul do Brasil em Sydney (Austrália) Américo Fontenelle e o ex-cônsul adjunto Cesar Cidade ganharam mais dois meses para a defesa. O Ministério das Relações Exteriores confirmou no último dia 12 à Agência Brasil a prorrogação da sindicância que investiga os diplomatas. O processo de apuração das denúncias, encaminhadas por funcionários do Consulado do Brasil em Sydney, foi aberto na primeira semana de maio.

Três embaixadores designados pelo Itamaraty para investigar o caso foram à Austrália. Eles conversaram com funcionários que reiteraram situações em que houve abuso de autoridade e humilhação. Fontenelle e Cidade negam as acusações. Ambos deixaram os cargos. Fontenelle foi removido por ordem do Itamaraty, enquanto Cidade pediu para sair do posto na Austrália.

O resultado da sindicância, chamado no Itamaraty de processo administrativo disciplinar, pode levar à exoneração dos dois diplomatas, mas há também possibilidade de serem punidos apenas com advertência oral. Pelas normas, o prazo da investigação é 60 dias, com possibilidade de prorrogação por mais dois meses – no caso, o processo deve ser encerrado em setembro.

Em maio, quando as denúncias vieram à tona, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, reiterou aos diplomatas responsáveis pela investigação que rejeita os comportamentos inadequados às funções desempenhadas pelo Itamaraty. Durante cerimônia de posse do novo secretário-geral, Eduardo dos Santos, o chanceler lembrou que “não há espaço” para comportamentos que “não sejam adequados” ao ministério.

Travesti é assassinada no bairro Cidade Industrial, em Contagem (MG) Resposta

Uma travesti de 20 anos foi assassinada na madrugada desta quarta-feira (12/06) no bairro Cidade Industrial, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar (PM), o corpo foi encontrado por um homem que ia para o trabalho, por volta das 4h30. A vítima tinha um tiro no rosto e estava caída na Rua José Maria de Lacerda.

Um colega do travesti morto disse à polícia viu o amigo saindo em um carro para fazer programa com um homem. Esta foi a última vez que ele o viu. Não há identificação do veículo.

A PM desconhece a motivação do crime e até a publicação desta reportagem ninguém havia sido preso.

Identificado corpo de maquiador morto a pauladas em Cabo Frio Resposta

Parentes e amigos durante velório do maquiador Rodrigo Millão, de 35 anos Renata Christiane

Parentes e amigos durante velório do maquiador Rodrigo Millão, de 35 anos Renata Christiane

O corpo do maquiador e cabeleireiro Rodrigo Millão (35), foi identificado por parentes e amigos, na manhã desta terça-feira (11/06), no bairro de Portinho, em Cabo Frio, Região dos Lagos. Ele foi morto a pauladas no último fim de semana, no próprio bairro. Desde o dia 8, amigos já compartilhavam fotos nas redes sociais, em busca de informações sobre a vítima. O sepultamento de Rodrigo estava marcado para a tarde desta terça-feira, no Cemitério municipal de São Pedro da Aldeia, cidade onde Rodrigo morava.

A polícia ainda investiga o assassinato, que pode ser sido motivado por homofobia. O presidente do Grupo Iguais, Rodolpho Campbell, manifestou repúdio ao caso:

— Como se já não bastasse uma batalha contra o fundamentalismo religioso, agora temos refletido e multiplicado diariamente, em todos os cantos do Brasil, barbaridades como essa, cometidas única e exclusivamente por repulsa.

O corpo de Rodrigo foi encontrado em um terreno baldio, na tarde do último domingo (09/06), com marcas de pauladas. A polícia só conseguiu identificar a vítima com a ajuda dos familiares.

Cláudio Nascimento, superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos e coordenador do Programa Rio sem Homofobia da Secretaria estadual de Ação Social e Direitos Humanos (Seasdh), acompanhou o velório. Ele lembra que nos últimos 30 dias foram nove crimes contra homossexuais.

— Ainda não podemos afirmar, mas os crimes de homofobia têm características semelhantes. São sempre muito agressivos, com requintes de crueldade. Em Angra dos Reis, por exemplo, o rapaz levou 33 facadas no fim de semana passado. Por enquanto não posso afirmar, mas é importante que essa linha de investigação seja incluída.

Fonte: O Globo

Morte de jovem francês por “skinhead” leva governo a atacar a extrema-direita Resposta

A angustiante tensão social e política em que vive a França nos últimos meses, marcados pela recessão econômica, o aumento histórico do desemprego e as maciças manifestações da Igreja Católica, da direita e da extrema-direita contra a lei do casamento gay, degenerou na quarta-feira na tragédia que muitos temiam. Clément Méric, um estudante de 18 anos, sindicalista, militante antifascista e aluno do primeiro ano de ciências políticas em Paris, foi brutalmente agredido por um grupo de “skinheads” [cabeças raspadas] de ideologia neonazista.

A vítima, filho de dois antigos professores de direito, ficou em estado de morte cerebral depois de receber um soco de um jovem de 20 anos ligado a um dos diversos grupos de extrema-direita que ganharam visibilidade nos últimos meses. Os médicos certificaram sua morte às 17h20 de quinta-feira.

O suposto agressor, que o jornal “Libération” identifica como Esteban M., de origem espanhola, havia sido detido pouco antes, junto com outras seis pessoas, entre elas uma mulher, que participaram do ato. Uma fonte policial explicou que o atacante aplicou em Méric um golpe com um soco-inglês e que o jovem caiu para trás e bateu a cabeça em uma estaca de ferro, ficando desacordado na calçada.

A polícia adiantou que alguns dos detidos “gravitam ao redor do núcleo duro” do grupo neonazista Juventudes Nacionalistas Revolucionárias (JNR), embora seu líder, Serge Ayoub, tenha tentado negar a acusação. As JNR foram fundadas em 1987 por Ayoub, e seus membros são conhecidos por usar a cabeça raspada, pelos distintivos nazistas e a extrema violência.

As forças da ordem agradeceram a colaboração de numerosas testemunhas da agressão, às 18h de quarta-feira, em uma rua de pedestres muito comercial, próxima às lojas de departamentos nos grandes bulevares de Paris. O relato dos fatos afirma que Méric visitava, com três amigos, uma loja de roupas situada em um andar quando encontrou um grupo de jovens radicais de cabeça raspada, jaquetas de aviador e botas militares. Depois de se provocarem mutuamente, os dois grupos desceram para a rua, discutindo. Mas a briga durou muito pouco. O agressor, descrito como um homem alto com uma suástica tatuada no pescoço, derrubou Méric com um soco. Segundo seus amigos, o rapaz estava frágil porque se recuperava de uma leucemia.

O presidente François Hollande, em visita oficial ao Japão, condenou “com a maior firmeza” a agressão e pediu “responsabilidade” das forças políticas “para não piorar ainda mais um clima que já é tenso demais”. O primeiro-ministro, Jean-Marc Ayrault, afirmou no Senado que pediu aos ministérios do Interior e da Justiça que façam “o que for necessário para dissolver e reduzir a pedaços os grupos violentos de extrema-direita”. No Parlamento, foi feito um minuto de silêncio.

Os colegas de Méric no Instituto de Estudos Políticos de Paris lhe prestaram homenagem em um ambiente de consternação, raiva e medo. Cantaram a “Internacional” e velhas canções da resistência antifascista. Álex, amigo de Méric, descreveu a vítima como “um rapaz amável e muito comprometido” e confirmou que militava no sindicato esquerdista estudantil SUD.

O jovem –“um estudante brilhante”, segundo seus professores– também fazia parte da rede Ação Antifascista Paris-Periferia, que atribuiu a morte de Méric ao “contexto de violência da extrema-direita desenvolvido nos últimos meses”.

Os partidos demonstraram sua repulsa pela agressão, embora alguns tenham se envolvido em acusações cruzadas. A esquerda parlamentar e os sindicatos convocaram concentrações de repúdio em Paris e outras cidades. Na Espanha, houve atos de solidariedade diante das legações francesas.

O colíder do Partido de Esquerda, Jean-Luc Mélenchon, exigiu “a dissolução dos grupos de extrema-direita que multiplicaram os atos de violência nas últimas semanas” e salientou que “a violência que assassinou Méric não é fortuita, responde à cultura metodicamente exercida pelos extremistas” próximos da Frente Nacional.

Marine Le Pen, líder da FN, rejeitou qualquer envolvimento de sua formação na agressão e lembrou que desde que é presidente expulsou “todos os violentos” –esquecendo a presença de cabeças raspadas em seus comícios.

“A homofobia mata”

Um vídeo publicado no site do “Le Monde” mostra Méric, magro e baixo, com um lenço na boca, segurando diante dos policiais antidistúrbios um cartaz que diz: “A homofobia mata”. No lugar exato onde o jovem natural de Brest caiu fulminado na quarta-feira –“por suas ideias”, como salientou um colega de classe–, alguém escreveu na quinta: “Fascistas, fora de nossas vidas”. As pessoas que se concentraram para lhe prestar homenagem levavam flores e gritavam “Não passarão!”.

Entre as duas cenas, a do vídeo e a da quinta-feira, passou pouco mais de um mês. Em 17 de abril, Méric liderou uma pequena marcha contra a mobilização contra a lei do casamento gay, para gritar que o ódio mata. Em 6 de junho, Méric morria por causa de um golpe na cabeça produzido por um jovem neonazista.

Desde novembro passado, a direita e a extrema-direita tomaram as ruas para protestar contra a Lei do Casamento para Todos, promulgada no início de maio. Segundo explica o sociólogo Eric Fassin, “a Frente Nacional, sabendo que seu sucesso eleitoral depende da imigração mais que dos homossexuais, mostrou-se morna e prudente, e isso abriu uma oportunidade para os jovens mais radicais ganharem visibilidade e legitimar-se”.

A radicalização de todas as direitas –a religiosa, a xenófoba e a homófoba– se traduziu em um inferno quase cotidiano: houve dezenas de incidentes, tanto em Paris como em outras cidades francesas; mais de 250 detenções; insultos e ameaças contra ativistas, bares e locais gays, coroados com a surra brutal que sofreu o gay Wilfred de Bruijn, em Paris. Há um mês, 200 radicais invadiram a comemoração do título de bicampeão do PSG, produzindo vultosos danos no bulevar Champs-Elysées. Cenas parecidas foram vividas no final da manifestação nos Invalides.

Fonte: El País

‘Quem fez isso tem que pagar’, diz irmã de homem assassinado em boate gay no Rio 1

A sobrinha de Luiz Antônio de Jesus, Elizabeth Jesus de Brito, e a irmã Rosalina Jesus estavam no IML na manhã desta quarta-feira (29). (Foto: Renata Soares / G1)

A sobrinha de Luiz Antônio de Jesus, Elizabeth Jesus de Brito, e a irmã Rosalina Jesus estavam no IML na manhã desta quarta-feira (29). (Foto: Renata Soares / G1)

Familiares e amigos estão inconformados com a morte de Luiz Antônio de Jesus, de 49 anos, agredido em uma casa noturna na Zona Oeste do Rio na madrugada de domingo (26). O caso será investigado como crime de homofobia, segundo a Polícia Civil.

“Quem fez isso tem que pagar pelo crime! Queremos justiça”, declarou a irmã da vítima, Angelina de Jesus, ao Bom Dia Rio. “Ele era uma pessoa tranquila, muito amiga, muito alegre. Não é de caçar confusão. Com certeza alguma coisa muito ruim aconteceu porque ele não é de confusão com ninguém”, garantiu a amiga Inês Rocha.

Ele foi encontrado desacordado no banheiro da Boate Queen, em Jacarepaguá e morreu nesta terça-feira (28), no Hospital Lourenço Jorge, na Barra, segundo Secretaria Municipal de Saúde.

“Era a primeira vez que ele tinha ido nessa boate para conhecer. E tudo acabou nessa tragédia”, comentou a sobrinha da vítima, Elizabeth Jesus de Brito, de 35 anos.

Luiz estava internado em estado gravíssimo com traumatismo craniano, com ferimentos no rosto e no pescoço. Ele será enterrado nesta quarta-feira (29), às 16h, no Cemitério do Pechincha, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.

“Ele já sofreu alguns preconceitos, mas  estava muito caseiro. E foi nesse dia que ele acordou alegre e decidiu dançar. Nós queremos uma resposta para saber o que de fato ocorreu com o meu irmão dentro daquela boate”, desabafou irmã de Luiz Antonio, Rosalina de Jesus, que esteve no IML na manhã desta quarta-feira (29), para a liberação do corpo.

Câmeras

De acordo com o delegado titular da 32ª DP (Taquara), Antônio Ricardo Lima, que inicialmente estava investigando o caso, seguranças, funcionários e parentes da vítima já prestaram depoimento, as imagens do estabelecimento já estão sendo analisadas e o local passa por perícia.

Segundo a polícia, as imagens podem ajudar a esclarecer o caso. Conforme mostrou o Bom Dia Rio desta quarta-feira (29), das 12 câmeras instaladas na boate, uma fica em frente ao banheiro do estabelecimento.

De acordo com Rosalina, a dona da boate informou que o local possui 40 câmeras no circuito interno de segurança, mas o equipamento do banheiro não estava funcionando no momento do incidente.

Segundo a Polícia Civil, “o caso foi encaminhado para a Divisão de Homicídios (DH) e está sendo investigado como crime de homofobia, seguindo a portaria 574 criada em 9 de fevereiro de 2012, pela chefia de Polícia Civil. O documento determina entre outras providências, a inclusão do nome social de travestis e transexuais no registro de ocorrência, bem como a inserção do termo homofobia no campo referente ao motivo presumido do crime.”

Cabelereiro não voltou pra casa

Segundo familiares, o cabeleireiro não voltou para dormir em casa e não avisou nada. Por isso, a família ficou preocupada e foi até a casa noturna para saber alguma informação. Segundo Rosalina Brito, a dona do estabelecimento, Jade Lima, informou para a filha e para a irmã que Luiz Antônio foi encontrado passando mal e vomitando no banheiro e foi levado pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, por volta das 3h.

Rosalina contou ainda que elas viram manchas de sangue na porta do banheiro, mas a proprietária disse que a sujeira era antiga. “Ela [Jade] ficou tentando despistar elas.”

Jade Lima confirmou em um site de relacionamento que na madrugada de sábado (25) para domingo um cliente foi encontrado caído em um dos banheiros do estabelecimento. Segundo ela, “havia no momento do ocorrido algumas pessoas na fila, que ouviram o barulho da queda e foram elas que acionaram o staff da casa para socorrer esse cliente. Não houve qualquer tipo de agressão”.

Rosalina de Jesus informou que a família encontrou Luiz Antônio com o rosto muito machucado. “Debaixo do queixo tem um corte de um lado para o outro. Ele está com o rosto desfigurado, está cheio de ponto, com o pescoço roxo, parece que enforcaram ele”, contou.

Outro cliente prestou queixa

Segundo informações do RJTV desta terça, outro cliente da boate procurou a 32ª DP no domingo (26) para relatar uma agressão de um suposto agente de segurança da boate. Sobre o segundo caso, Jade Lima disse também em uma rede social que no domingo um cliente foi convidado, pelos seguranças da casa, a se retirar da boate por estar importunando outros clientes.

“Também não houve agressão nesse caso, entretanto o cliente, decidiu dar queixa na delegacia por se sentir ofendido por tal acontecido”, explicou a proprietária.

A jornalista contou que todos os outros irmãos estão empenhados para resolver o caso. “Não podem ter feito isso com ele porque ele era gay, ninguém merece passar por isso.”

A família fez um apelo para qualquer pessoa que tenha informações sobre o caso ligue para o Disque-Denúncia pelo telefone 2253-1177.

Morre homem agredido em boate gay de Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio Resposta

Luiz Antônio morreu nesta terça (Foto: Rosalina Brito/Arquivo Pessoal)

Luiz Antônio morreu nesta terça
(Foto: Rosalina Brito/Arquivo Pessoal)

Morreu às 15h desta terça-feira (28), de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, Luiz Antônio de Jesus, de 49 anos, agredido em uma casa noturna na Zona Oeste do Rio na madrugada de domingo (26). Ele estava internado no hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, em estado gravíssimo com traumatismo craniano. O corpo foi encaminhado ao IML no fim da tarde.

Luiz foi encontrado caído na Boate Queen, em Jacarepaguá, com ferimentos no rosto e no pescoço. Nesta terça, segundo a assessoria da Polícia Civil, equipes da 32ª DP (Taquara) fizeram uma vistoria e interditaram o local no início da tarde por falta de documentação adequada.

Procurada pelo G1, Rosalina da Silva Jesus de Brito, jornalista em um jornal comunitário, informou que o irmão Luiz Antônio, que é homossexual, estava muito feliz no domingo e resolveu sair para dançar. Ele pediu à sobrinha levá-lo até a boate em Jacarepaguá, por volta de 1h.

Como o cabeleireiro não voltou para dormir em casa e não avisou nada, a família ficou preocupada e foi até a casa noturna para saber alguma informação. Segundo Rosalina Brito, a dona do estabelecimento, Jade Lima, informou para a filha e para a irmã que Luiz Antônio foi encontrado passando mal e vomitando no banheiro e foi levado pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, por volta das 3h. Rosalina contou ainda que elas viram manchas de sangue na porta do banheiro, mas a proprietária disse que a sujeira era antiga. “Ela [Jade] ficou tentando despistar elas.”

Jade Lima confirmou em um site de relacionamento que na madrugada de sábado (25) para domingo um cliente foi encontrado caído em um dos banheiros do estabelecimento. Segundo ela, “havia no momento do ocorrido algumas pessoas na fila, que ouviram o barulho da queda e foram elas que acionaram o staff da casa para socorrer esse cliente. Não houve qualquer tipo de agressão”. O G1 tentou entrar em contato, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Rosalina Brito informou que a família encontrou Luiz Antônio com o rosto muito machucado. “Debaixo do queixo tem um corte de um lado para o outro. Ele está com o rosto desfigurado, está cheio de ponto, com o pescoço roxo, parece que enforcaram ele”, contou.

De acordo com Rosalina, a dona da boate informou que o local possui 40 câmeras no circuito interno de segurança, mas o equipamento do banheiro não estava funcionando no momento do incidente.

Outro cliente prestou queixa

Segundo informações do RJTV desta terça, outro cliente da boate procurou a 32ª DP no domingo (26) para relatar uma agressão de um suposto agente de segurança da boate. Sobre o segundo caso, Jade Lima disse também em uma rede social que no domingo um cliente foi convidado, pelos seguranças da casa, a se retirar da boate por estar importunando outros clientes. “Também não houve agressão nesse caso, entretando o cliente, decidiu dar queixa na delegacia por se sentir ofendido por tal acontecido”, explicou a proprietária.

A jornalista contou que todos os outros irmãos estão empenhados para resolver o caso. “Não podem ter feito isso com ele porque ele era gay, ninguém merece passar por isso.”

A família fez um apelo para qualquer pessoa que tenha informações sobre o caso ligue para o Disque-Denúncia pelo telefone 2253-1177.

Fonte: G1

Itália: vice-ministra afastada do novo governo sob acusação de homofobia Resposta

Michaela Biancofiore

Michaela Biancofiore

A vice-ministra italiana para a Igualdade de Oportunidades foi afastada de seu cargo apenas um dia após o ter assumido.

Michaela Biancofiore, do partido “O Povo da Liberdade”, teve de se demitir após ter declarado, em entrevista, que “são os próprios homossexuais que provocam sua discriminação por se fecharem em uma espécie de gueto”.

A formação do executivo italiano demorou cerca de dois meses. Analistas italianos consideram o governo de coalizão centro-direita e centro-esquerda, finalmente constituído pelo premiê Enrico Letta, imprevisível e predizem-lhe um futuro difícil.

Fonte: Voz da Rússia