Danielle Winits: “Ninguém é obrigado a expor a sua sexualidade” Resposta

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Longe dos palcos desde a trágica temporada do musical “Xanadu”, em que despencou do teto em cima da plateia por causa de um dos cabos, Danielle Winits está radiante com sua volta aos palcos, desta vez numa comédia. “É muito bom mudar”, confirma ela, que ainda não se recuperou totalmente do susto. Agora, Danielle encarna uma agente de talentos que precisa encobrir a homossexualidade de seu cliente na peça “O cachorro riu melhor”, com direção de Cininha de Paula e texto adaptado por Artur Xexéo. Muito comum no meio artístico, o tema merece ser tratado com respeito, segundo a atriz. “Ninguém é obrigado a expor sua sexualidade”, ela acredita. Confira a entrevista que a loira deu ao jornal O Globo:

O GLOBO: Como está sendo a volta aos palcos depois de “Xanadu”? Ficaram feridas?

DANIELLE WINITS: Vinha fazendo muitos musicais. Adorei que o Sandro Chaim (produtor) me chamou para esta comédia. A gente tá se divertindo muito… Ficam traumas de algumas coisas do “Xanadu”, mas virei essa página.

O GLOBO: Você interpreta uma agente de atores que precisa esconder a homossexualidade de um cliente?

DANIELLE WINITS: É uma agente que tenta manipulá-lo. Já vi isso acontecer, embora nunca tenha passado por isso. A minha personagem não respeita a opção dele. E ele acaba encaminhado para uma vida dupla.

O GLOBO: O que você acha de gente como Daniela Mercury, que resolveu sair do armário publicamente?

DANIELLE WINITS: Se ela está feliz, eu acho válido. Ela pode ajudar muitas pessoas com essa atitude. Existe o preconceito. Acho que ninguém é obrigado a expor sua sexualidade. As pessoas têm suas limitações e seus quereres. A gente tem que respeitar. Você não precisa se expor se não quiser. Cada um tem um registro familiar e uma história diferente e deve fazer como se sentir confortável.

Com adaptação de Artur Xexéo e direção de Cininha de Paula, a comédia conta a história de uma agente de atores que faz de tudo para colocar em evidência seu pupilo, mas ele se apaixona por um garoto de programa e ela acha que o melhor caminho é esconder do público a sexualidade do cliente.

 

O cachorro riu melhor

Tempo de Duração: 90 minutos

Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos
Texto: Douglas Carter Beane
Adaptação: Artur Xexéo
Direção: Cininha de Paula
Elenco: Danielle Winits, Julio Rocha e outros

 

Teatro dos Quatro (Gávea, Rio de Janeiro)
De 17 abr 2014 até 27 jul 2014
sex e sáb 21:30 | qui 21:00 | dom 20:00
qui R$ 60.00; sex R$ 70.00; dom R$ 80.00; sáb R$ 90.00

Glória Pires espera que as pessoas consigam ver o amor homossexual com mais naturalidade ao assistirem “Flores Raras” Resposta

Glória Pires foi a grande homenageada no Festival de Gramado deste ano

Glória Pires foi a grande homenageada no Festival de Gramado deste ano

Com mais de 40 anos de carreira e prestes a completar 50 anos de idade, no dia 23 de agosto, a atriz Glória Pires fala de maturidade para explicar como se preparou para sua nova personagem no cinema, a arquiteta Lota de Macedo Soares, em “Flores Raras”, que chega aos cinemas nesta sexta-feira (16) e conta a história de amor entre Lota e a poeta americana Elizabeth Bishop, vivida por Miranda Otto.

Pires foi convidada para protagonizar o longa há 17 anos, quando a produtora Lucy Barreto adquiriu os direitos do livro “Flores Raras e Banalíssimas”, de Carmen L. Oliveira. O roteiro demorou anos para sair do papel porque a produtora não encontrava um diretor. Inicialmente, Bruno Barreto, filho de Lucy, não havia se interessado pela história. O projeto chegou a ser oferecido para Hector Babenco, que também recusou.

Somente em 2008, Bruno acreditou que poderia contar essa história e decidiu começar a filmar em 2012. “Acredito que as coisas tenham um tempo para acontecer. Acredito na maturação. Ao longo desses anos houve um amadurecimento pessoal e profissional. O tempo é o melhor preparador que a gente pode ter”, disse ele durante o Festival de Gramado, que teve a edição de 2013 aberta com “Flores Raras”.

Mesmo tendo morado nos Estados Unidos por alguns anos, Pires disse em entrevista ao UOL que graças ao tempo ganhou desenvoltura para atuar em inglês, língua predominante no filme de Barreto. “Ganhei desenvoltura para não me sentir ridícula para atuar em uma língua que não é minha”. A atuação foi bastante elogiada pelo diretor, produtores e críticos.

Homossexualidade na tela

O novo filme de Barreto vem ganhando destaque na imprensa por contar a história de amor entre duas mulheres e Pires espera que as pessoas consigam ver o amor homossexual com mais naturalidade. Para ela, o filme desmistifica o universo gay já que a relação delas é colocada de uma maneira bastante comum. “O filme é muito bonito, muito verdadeiro e nada apelativo. Espero que as pessoas assistam. Caso exista alguma barreira em relação a isso, quero que ela seja vencida”, disse ela.

Glória explica que sua visão sobre a homossexualidade sempre foi de muita naturalidade. Criada em um família de artistas, pai comediante e mãe produtora, Glória disse que convive com homossexuais desde os oito anos de idade. “Meus pais sempre tiveram amigos homossexuais. Alguns enrustidos, alguns assumidos, alguns transexuais. Então é uma coisa que sempre fez parte do meu universo. Nunca foi uma questão. Não tinha nada que eu não soubesse ou que tivesse que aprender com o ‘Flores Raras’ nesse sentido”.

Aprendizado com personagens

Fazendo uma retrospectiva de sua carreira, Glória disse que é muito grata e que aprendeu muito com tudo o que fez. “Não existe um trabalho do qual me arrependa. Todos os convites têm sido bons e desafiadores”. Durante a conversa, a atriz relembra o choque que causou em muitas pessoas ao aceitar o papel de Baby, em “Proibido Fumar” (2009), de Anna Muylaert. “Muitos me falaram que eu estava louca. Queriam saber por que eu ia fazer um filme fora do mainstream, com uma diretora que eu não conhecia. Mas a vida é isso. Você tem que apostar na sua intuição”, disse ela.

Ela conta que a sua intuição sobre Muylaert foi acionada quando assistiu “Durval Discos” (2002), no Cine Ceará. “Lembro de ter assistido a esse filme e de ter ficado falando horas sobre ele com o Orlando (Morais, seu marido). Passou um tempo e ela (Muylaert) me mandou o roteiro sobre aquela personagem maravilhosa. Como não fazer?”. A intuição rendeu a Glória três prêmios por esse trabalho, incluindo o de Melhor Atriz no Festival de Brasília.

Cinema brasileiro

Glória Pires, que no Festival de Gramado deste ano ganhou o Troféu Oscarito pelo conjunto da obra,  atuou pela primeira vez no cinema em 1981, em “Índia, a Filha do Sol”, dirigido por Fábio Barreto. Desde então, a atriz já trabalhou em dramas e comédias, entre elas os sucessos de bilheteria “Se eu Fosse Você”, 1 e 2. Para a atriz, é preciso criar uma política cultural forte para que todos os gêneros do cinema tenham espaço nas sala de cinema. “Com o alto preço dos ingressos, a pessoa escolhe um filme e ela vai escolher de acordo com o apelo que aquilo tem para ela. Por isso, fez-se esse filão de comédias. Seria bom ter espaço para todo mundo: o cinema infantil, o autoral, o suspense. Isso só será possível com política forte, espaço e preço bom”, disse ela.

Pires estará em breve em mais uma produção: “Nise da Silveira – Senhora da imagens”, que conta a trajetória profissional da médica alagoana que virou referência no tratamento da esquizofrenia no Brasil. “Existe uma expectativa grande para o lançamento desse projeto, mas estou aberta a novos desafios”, disse ela.

“Esperei 17 anos pelo papel de lésbica”, afirma Glória Pires Resposta

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No próximo dia 16 de agosto, entra em cartaz nos cinemas o tão aguardado “Flores Raras”, longa dirigido por Bruno Barreto que trará a primeira personagem homossexual da carreira de Glória Pires. Na trama, em que dá vida à arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares, Glória vive uma paixão pela escritora norte-americana Elizabeth Bishop, interpretada pela atriz australiana Miranda Otto. “Acho que o filme vem acrescentar. Mostra as duas em uma vida comum. Desmistifica um pouco esse universo gay. São pessoas comuns que têm anseios, medos, seres humanos”, afirmou Glória em entrevista coletiva concedida à imprensa nesta segunda-feira (5), em São Paulo. A atriz, que virá a Salvador para divulgar o longa na próxima segunda-feira, 12 de agosto, destacou que o fato de ser uma personagem homossexual serviu de motivação. “Quando esse convite veio para mim, eu dei pulos. Foram 17 anos esperando esse filme acontecer. Foi um presente. Tem 40 e poucos anos que trabalho como atriz, maior parte fazendo telenovelas. Sempre tentei fugir às regras, mas você sempre acaba enquadrado, no bom e no mau sentido.”, afirmou.

Fonte: Dois Terços

Batman ‘sai do armário’ em novo livro como um gay ‘egocêntrico’ e ‘perverso’ 1

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O Batman “saiu do armário” e se revelou um homossexual de meia idade que passa algumas noites com rapazes e se senta perto de Elton John em jantares de caridade – pelo menos é o que acontece em uma nova obra.

Os rumores sobre o mascarado que combate crime em Gotham City foram confirmados em “Erotic lives of the superheroes” (Vidas eróticas dos super-heróis, em tradução livre), que retrata Batman e Robin como um casal gay em crise e com uma vida sexual monótona.

Escrito pelo autor italiano Marco Mancassola, o romance imagina como seria as obsessões eróticas do Super-Homem, do Senhor Fantástico e da Mystique enquanto eles envelhecem e seus poderes diminuem. Aclamado na Itália, o livro, que gira em torno de um misterioso assassinato, chega ao Reino Unido nesta semana.

Ao retratar o Batman como um gay assumido, Mancassola explicitou inclinações que existiam sutilmente na história do personagem. Grant Morrison, que escreveu os quadrinhos do herói para a DC Comics, disse que “ele é heterossexual, mas a base de todo o conceito é totalmente gay”. George Clooney, que interpretou o Homem Morcego no fracasso de 1997, “Batman & Robin”, disse que ele teve a intenção de fazer com que o personagem parecesse gay.

A homossexualidade é apenas um aspecto da vida erótica e secreta do Batman, de acordo com Mancassola. Ele afirmou ao “The Independent”: “Batman sempre teve um lado obscuro. O fato de a minha visão sobre o personagem evocar formas estranhas de fetichismo e sexo extremo não deveria causar surpresa.”

“Narcisismo é o seu abismo interior. Ele deixou que sua única história de amor verdadeiro falhasse porque se apaixonou pelo mistério da juventude – aquele tipo de estado inacessível e fugaz que ele enxerga nos olhos dos jovens”, acrescentou.

Os advogados da DC Comics podem não gostar muito da releitura do Batman como um fetichista, mas o autor disse: “Não houve intenção de chocar ou ofender ninguém. ‘Vidas eróticas dos super-heróis’ é só uma tentativa de explorar a complexa humanidade de um grupo de personagens.”

Em outro episódio de diversidade, a DC Comics já reiventou a Batwoman como uma lésbica judia, em uma espécie de remake de 2006. A sexualidade da Mulher-Gato de Anne Hathaway em “O Cavaleiro das Trevas ressurge” também foi tema de discussões.

O autor admite que existem fãs ferrenhos dos quadrinhos que “não conseguem me perdoar pelo que fiz aos seus amados personagens. Isso é verdade especialmente quando se trata do Batman, que é o personagem menos bonzinho do livro. Ele é egocêntrico, ridiculamente vaidoso e perverso em algum nível. Mas, na verdade, eu o retratei do jeito que eu gosto dele. Ele é humano. Ele personifica a tragédia na qual a sociedade contemporência transformou o envelhecimento.”

Capa do livro do italiano Marco Mancassola Divulgação

Capa do livro do italiano Marco Mancassola Divulgação

Nos bastidores de ‘Crô’, Marcelo Serrado cita influência de Sean Penn para o papel Resposta

Marcelo e Ana Maria durante gravação de 'Crô', num casarão em São Paulo; a comédia de Bruno Barreto é inspirada no personagem da novela 'Fina estampa', de Aguinaldo Silva (Foto: Beatriz Lefèvre/Divulgação)

Marcelo e Ana Maria durante gravação de ‘Crô’, num casarão em São Paulo; a comédia de Bruno Barreto é inspirada no personagem da novela ‘Fina estampa’, de Aguinaldo Silva (Foto: Beatriz Lefèvre/Divulgação)

 

 

Enquanto verifica no monitor o resultado da cena que tinha acabado de gravar, Ana Maria Braga comenta com Marcelo Serrado que o set está repleto de “gente bonita”, citando “o diretor careca”. “Estou até ovulando”, devolve o ator, que vive o protagonista do filme “Crô”. A dupla brinca que o encontro deveria se repetir no “Mais Você”, programa da apresentadora. Marcelo (ou Crô), então, lista pratos que estaria apto a preparar: “Salada de salpicão, croquete…”. O cardápio faz rir Ana Maria e a equipe que ocupa um casarão perto da Avenida Paulista. É lá que acontecem as gravações de “Crô” acompanhadas pelo G1 numa sexta-feira de maio. Dirigida por Bruno Barreto, a produção dedica-se ao personagem da novela “Fina estampa”, de Aguinaldo Silva. A estreia está prevista para novembro.

Na sequência da qual participa, Ana Maria Braga interpreta a si mesma e visita a mansão onde mora Crô, principal cenário do longa. Quer entrevistá-lo. Na novela, ele era mordomo. Agora, depois de ficar milionário e de acumular frustrações, deseja regressar à antiga atividade – ele vai usar a exposição no programa de TV para convocar “patroas” e fazer uma improvável seleção de emprego.

Assim que o diretor grita “ação!”, Ana Maria tenta começar a entrevista fictícia: “Marcelo, meu amor…”. Risos são ouvidos no set. Não é a primeira nem a última vez em que a apresentadora confunde ator e personagem. Mas ela retoma – “Crô, meu amor…”. O breve diálogo mantém-se agora sem interrupções. É tempo suficiente para que Crô insista em “salpicão, croquete e ovular”, especule quanto à orientação do Loro José (“Eu conheço a fauna inteira…”) e convoque a colega a acompanhá-lo em seu grito de guerra: “Over the rainbow!”. Ana Maria pergunta se ele nasceu naquela mansão. Resposta: “Eu nasci aqui, eu cresci aqui… Mas não sou Gabriela!”. Bruno Barreto ri.

Serrado posa com ritmistas fantasiados de Crô (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)

Serrado posa com ritmistas fantasiados de Crô
(Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)

Sean Penn, Sandrinho e Jefferson

Terminadas as gravações, intervalo para almoço. Já despido do pijama de cetim usado por Crô até minutos antes, Marcelo Serrado encontra-se com o G1 no camarim. Ao falar sobre influências para o papel, demonstra vontade de escapar do que ele chama de “caricatura”.

Ele se recorda do casal gay Sandrinho (André Gonçalves) e Jefferson (Lui Mendes), da novela “A próxima vítima” (1995). No cinema, de Santiago, mordomo que é tema do documentário homônimo dirigido por João Moreira Salles. Cita ainda Sean Penn em “Milk – A voz da igualdade” (2008). “É tudo construído no detalhe, no dedo, nas mãos. Botei [em ‘Crô’] essa coisa dos anéis, porque uso muito a mão no rosto”, explica.

Marcelo Serrado afirma o seu “é um filme feito por personagens à margem: um mordomo, uma empregada e um motorista”. Acha “engraçado” não existir um casal romântico como protagonista. Ele confessa estar otimista, porque “as pessoas amam o Crô, as crianças amam o Crô”. “Eu viajo pelo Brasil com meu stand up e ponho 2 mil, 3 mil pessoas num fim de semana. Não faço o Crô, mas as pessoas querem ver, se sentem próximas. O Crô é lúdico.”

Lúdico e discreto, insiste Marcelo Serrado. “Apesar de ter essa alegoria toda, se você reparar, Crô é mais fechado, nunca espalhafatoso. Para ele, “o personagem podia virar mais um gay da TV, como vários que existem” – o que foi evitado, na opinião do ator. Bruno Barreto, o diretor, parece concordar. Se no lançamento de “Crô” ele recorreu aos irmãos Coen, Tim Burton, Chaplin e Jerry Lewis, durante a gravação arrisca esta definição: “É meio comédia britânica, não é?”. Nenhum dos presentes no set chega a contestar.

Serrado contracena com Urzula Caneviri no filme 'Crô' (Foto: Lisa Graham/Divulgação)

Serrado contracena com Urzula Caneviri
no filme ‘Crô’ (Foto: Lisa Graham/Divulgação)

Estátua da Ivete

Na entrevista, Marcelo Serrado abordaria tema semelhante. “Crô tem uma coisa comedida, quase inglesa. Ele pode ir para uma boate gay, mas não vai se jogar. Reparou a roupinha dele? Ele usaria isso que você está usando”, brinca, ao apontar a roupa do repórter. “Eu uso, meu pai usava muito isso também! Dá uma postura mais comedida, clássica.”

Nas cenas com Ana Maria Braga, o protagonista vestia casaco azul claro; camisa amarela listrada em branco e azul; gravata amarela, azul e rosa; calças pretas justas; e sapatos dockside (sem meias).

Ele só substitui a roupa na segunda cena gravada naquela manhã, que tem tom menos obviamente cômico. É a vez do cetim. Deitado no sofá, Crô está deprimido, sofre pela falta de companhia. Sua governanta, Marilda (Katia Moraes), se solidariza e oferece um calmante. O terceiro participante é o motorista Baltazar (Alexandre Nero). Mas este logo deixa o recinto – defendendo-se com um “já deu a minha hora” – assim que o patrão lamenta ter de dormir sozinho e lança um olhar carente e suspeito. A sequência se encerra com Crô e a funcionária caminhando pelo átrio central da mansão. Ao fundo, há uma estátua que reproduz Ivete Sangalo, ao pé de uma escadaria. É a cantora a intérprete da mãe de Crô.

Marcelo Serrado e Ana Maria conferem cena que acabaram de gravar no filme 'Crô' (Foto: Beatriz L efèvre/Divulgação)

Marcelo Serrado e Ana Maria conferem cena que
acabaram de gravar no filme ‘Crô’ (Foto: Beatriz L
efèvre/Divulgação)

Oscar x Carnaval
Para a sequência com Ana Maria Braga, são necessárias três repetições – o texto nunca é o mesmo, o improviso é permitido e incentivado. No todo, os 80 minutos de takes vão render para o filme uma “falsa” entrevista com cerca de dez minutos.

Ao se ver posteriormente na tela, a apresentadora conclui: “E eu insisto no ‘Marcelo’ [em vez de falar ‘Crô’]!”. Na conversa pós-cena, ela diz ao parceiro que ele continua parecendo Crô, mesmo com a câmera desligada. “Não pode sair do personagem”, justifica o ator. Depois, Ana Maria pede emprestados os óculos do protagonista. Eles têm armação verde e rosa.

O diálogo avança para as diferenças entre o Crô da novela e o Crô do filme. Para Marcelo Serrado, o original era menos contido – ele usa o termo enquanto indica gestos mais expansivos. No Crô cinematográfico, resta a inspiração no discreto Harvey Milk de Sean Penn. Pelo papel, o ator americano levou o Oscar. Serrado, por sua vez, se lembra de que o Crô de “Fina estampa” lhe rendeu “todos os prêmios de TV que você puder imaginar”. E ainda uma homenagem com a qual o astro americano talvez jamais possa sonhar: Crô foi “tema” da bateria da São Clemente no carnaval do Rio deste ano.

Novo ‘Sai de baixo’ tem ‘chupa, Feliciano!’, Tony Ramos e ‘erros’ 3

Da esq. para dir., Luis Gustavo, Márcia Cabrita, Aracy Balabanian, Tony Ramos, Marisa Orth e Miguel Falabella na gravação do novo 'Sai de baixo' (Foto: Divulgação)

Da esq. para dir., Luis Gustavo, Márcia Cabrita, Aracy Balabanian, Tony Ramos, Marisa Orth e Miguel Falabella na gravação do novo ‘Sai de baixo’ (Foto: Divulgação)

A gravação tinha iniciado fazia apenas dois minutos quando aconteceu o primeiro erro. Do alto-falante, veio a voz do diretor, Dennis Carvalho: “Começou esquecendo já na primeira cena… Essa é Aracy Balabanian!”. Após aplausos do público no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, a intérprete de Cassandra recomeça, dando sequência ao primeiro dos quatro episódios inéditos de “Sai de baixo”, que volta ao ar após 11 anos de seu fim.

O equívoco da atriz estava de acordo com o que o elenco antecipava na entrevista coletiva da véspera: o compromisso com o texto não era próprio do humorístico originalmente exibido pela TV Globo entre 1996 e 2002 e que, a partir de junho, volta em novos capítulos no canal Viva. O G1 acompanhou na noite desta terça-feira (4/6) a segunda das duas sessões de gravação desta reestreia do programa.

Antes do princípio, o mesmo Dennis Carvalho afirmava que “todo o elenco, um por um, quando chegou aqui chorou”. E deu um aviso: “É uma gravação, tem erros, voltam falas, eles esquecem, para variar… O Miguel [Falabella] está com a cabeça fundida, não está mais entre nós. Caçulinha, eu tirei do asilo”, alertou, referindo-se, respectivamente, ao ator que faz o alérgico a pobres Caco Antibes e ao músico que conduz a trilha.

Das passagens de “amnésia” dos atores aos bordões e às piadas que soam como comentários políticos ou sociais, o novo “Sai de baixo” reproduz o essencial de sua versão anterior. Agora, alternam-se tiradas aleatórias – caso de “Estou mais apertado que saco que dupla sertaneja”, dita por Vavá (Luis Gustavo) – e citações a Marcos Feliciano, ao preço do tomate, à ascensão da classe C, ao PEC das empregadas domésticas, à situação dos aeroportos, aos ex-BBB, à mastectomia de Angelina Jolie e até aos obscuros critérios de correção da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Tony Ramos e Luis Gustavo na gravação do 'Sai de baixo' (Foto: Divulgação)

Tony Ramos e Luis Gustavo na gravação do
‘Sai de baixo’ (Foto: Divulgação)

De cara, o capítulo inaugural apresenta uma surpresa: abrem-se as cortinas e quem ocupa o palco, sozinho, é Tony Ramos. Ele não estava no elenco fixo e, aqui, faz um mordomo que fala – ou tenta falar – francês. O cenário é o de sempre, um apartamento no Largo do Arouche, região central de São Paulo. Conforme a campainha vai soando, o mordomo recebe os antigos moradores do local. Pela ordem: Cassadra; Vavá (que surge ao som do hino do São Paulo, time de Luis Gustavo, e Tony mostra estar com uma camisa do mesmo time por baixo do traje de serviçal); Magda (Marisa Orthx, que entra de quatro e usa saia curta e decote, como de hábito); e Caco Antibes (ao som do hino do Vasco da Gama).

Por fim, vem Neide Aparecida (Márcia Cabrita). Enfim, uma década e pouco adiante, estão todos reunidos. Com a diferença de que agora Neide, que era empregada, virou dona do imóvel. É ela quem convida os ex-patrões para um jantar, mas eles vão ficando, ficando… Assim se desenrola, basicamente, o enredo do episódio.

Marisa Orth e Miguel Falabella voltam aos papéis de Magda e Caco Antibes (Foto: Divulgação

Marisa Orth e Miguel Falabella voltam aos papéis
de Magda e Caco Antibes (Foto: Divulgação

Um enredo que, por óbvias razões de saudosismo, desperta aplausos recorrentes ao trazer de volta gracejos já familiares à audiência. Um exemplo. Magda não é propriamente conhecida pela inteligência e jamais acerta um ditado. Por conta disso, “Sai de baixo” popularizou o bordão “Cala a boca, Magda!”. Em dado momento do episódio, a personagem fala algo como “árvore ginecológica” – é a senha para Miguel Falabella pedir ajuda ao público do teatro e todos gritarem juntos a reprimenda.

Curiosamente, contudo, é Falabella quem mais vezes demanda a interferência do diretor, ao esquecer suas falas – embora não se possa precisar o quanto disso é voluntário. E Marisa é a única que parece ter o texto todo decorado. Tanto é verdade que, diante de um erro da atriz, o intérprete de seu marido comenta: “Alguma vez na vida Marisa Orth errou!”. A autorreferência e o ato de se comunicar com a audiência reforça a vocação de “teatro filmado” que tem o “Sai de baixo”.

No conjunto, o que marca a reaparição do programa é o convívio entre um humor inconsequente e repetitivo, como o assédio sexual incessante de Caco sobre Cassandra (sua sogra) e menções à pauta cotidiana. É assim na cena em que Caco insinua sexo a três com Magda e o mordomo, a quem chama de “urso”. Ali, ele grita: “Chupa, Feliciano!”. São passagens que, de tempos em tempos, revelam uma preocupação e servem de recado: o humor de “Sai de baixo” não é gratuito – ou ao menos não deseja ser percebido como tal.

Miguel Falabella, Luis Gustavo, Aracy Balabanian e Marisa Orth criticam o preço do tomate em novo episódio de 'Sai de baixo' (Foto: Divulgação)

Miguel Falabella, Luis Gustavo, Aracy Balabanian e Marisa Orth criticam o preço do tomate em novo episódio de ‘Sai de baixo’ (Foto: Divulgação)

 

 

Miguel Falabella, Luis Gustavo, Aracy Balabanian e Marisa Orth em novo episódio de 'Sai de baixo' (Foto: Divulgação)

Miguel Falabella, Luis Gustavo, Aracy Balabanian e Marisa Orth em novo episódio de ‘Sai de baixo’ (Foto: Divulgação)

Tribalistas lançam música em apoio ao casamento gay; ouça ‘Joga arroz’ Resposta

Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown são os Tribalistas (Foto: Divulgação e G1)

Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown
são os Tribalistas (Foto: Divulgação e G1)

Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown lançaram nesta quarta-feira (29) a música “Joga arroz”, em apoio ao casamento gay (Clique aqui para ouvir a faixa “Joga arroz”, dos Tribalistas).

A canção será disponibilizada no site da campanha Casamento Civil Igualitário, idealizada pelo deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), e nas páginas oficiais do trio de compositores.

Capa de 'Joga arroz', de Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown (Foto: Divulgação)

Capa de ‘Joga arroz’, de Arnaldo Antunes, Marisa
Monte e Carlinhos Brown (Foto: Divulgação)

 

“Para sensibilizar os deputados, senadores e a sociedade brasileira em nome da liberdade de amar”, diz mensagem publicada no site da campanha.

O Conselho Nacional de Justiça obrigou os cartórios a cumprirem a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de maio de 2011, derealizar a união estável de casais do mesmo sexo a partir do dia 16 de maio. Além disso, também obrigou a conversão da união em casamento e a realização direta de casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

Com o lançamento, o trio revive o projeto Tribalistas, que levou a MPB para o topo das paradas com músicas e shows entre 2002 e 2004. Os maiores sucessos dos Tribalistas foram “Já Sei Namorar” e “Já Sei Namorar”, sempre cantados pelos três artistas.

Veja a letra da canção “Joga arroz”:

O seu juiz já falou
Que o coração não tem lei
Pode chegar
Pra celebrar
O casamento gay
Joga arroz
Joga arroz
Joga arroz
Em nós dois
Quem vai pegar o buquê
Quem vai pegar o buquê
Maria com Antonieta
Sansão com Bartolomeu
Dalila com Julieta
Alexandre com Romeu
Joga arroz
Joga arroz
Joga arroz
Em nós duas
Em nós todos
Em nós dois

Homofobia será tema de enredo de escola de samba em São Paulo Resposta

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O engajado Grêmio Recreativo Cultural e Beneficente Escola de Samba Em Cima da Hora Paulistana, de volta ao Carnaval após dois anos de afastamento, já abordou enredos sobre as cotas universitárias para os menos favorecidos e o preconceito racial, definiu o tema que irá embalar a sua próxima a apresentação: homofobia

Para disputar o título do grupo 4, organizado pela União das Escolas de Samba Paulistanas, Uesp, na Vila Esperança, a “Coruja do Samba”, comandada por Jair Santos levará para a avenida o enredo “Homofobia é Crime…Amai-vos uns aos Outros…como eu vos amei”.

Segundo o presidente da escola sediada no Grajaú, zona sul de São Paulo, objetivo do desfile será abraçar aqueles que se sentem discriminados, agredidos e humilhados, simplesmente por amar diferente das tais convenções sociais e religiosas.

“Novamente traremos um tema polêmico, porém, necessário de ser colocado as claras, pois a nossa agremiação não se intitula defensora da classe GLSBT, mas sim defendemos a vida humana como majoritária em qualquer situação, contra violência de qualquer gênero ou natureza”, afirma Jair.

A pretenção da diretoria da agremiação é mostrar que a homofobia tem que ser criminalizada por leis que inibam, coibam e punam agressores, assassinos e intolerantes.

“A intenção de nossa agremiação não é defender, ou levantar bandeira alguma. Queremos gritar contra a homofobia, com leveza, sem atacar ninguém, mas ao mesmo tempo levantando a discusão de que não são religiosos, políticos ou seja lá quem for que tem a sabedoria máxima para condenar qualquer forma de amar. Repugnamos qualquer tipo de preconceito”, explica.

Embalado pela magia do Carnaval, Jair revela detalhes que estão sendo preparados para o desfile.

“A luta contra a intolerância será retratada na comissao de frente. As alegorias retratarão personalidades brasileiras declaradamente gays e bisexuais. Vamos fazer menção a sábios pensadores e grandes homens da humanidade que tinham uma opção sexual diferente do que se classifica erroneamente, como nornal. Destaco também a citação do primeiro homofóbico da humanidade em uma ala e a presença de personalidades do universo gay paulistano que lutam contra o preconceito. Finalizaremos com a alegre e já tradicional celebração da parada gay enfatizando que estas pessoas, são seres humanos, brasileiros quem pagam impostos na mesma carga tributária que qualquer cidadão brasileiro”, finaliza.

Breve a diretoria da Em cima da hora paulistana divulgará detalhes sobre o processo de criação do samba-enredo e eventos temáticos que irão movimentar a quadra de ensaio nos próximos meses.

*Informações SRZD

Ator Jackie Chan participa de campanha contra a homofobia 4

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O ator Jackie Chan (59) “saiu do armário”. Bem humorado, o chinês participou de uma ação do grupo Aliança Gay e Lésbica contra a Difamação (GLAAD), que combate o preconceito e promove o respeito à diversidade sexual.

Durante as gravações, o ator teve a ideia de fazer um trocadilho com o termo e, literalmente, sai do armário, sorrindo. Em seguida, o ator diz: “Eu sou Jackie Chan. Eu estou saindo do armário por aqueles que lutam pela igualdade”.

Antes da ação de abrir as portas do armário, Jackie diz que “não basta falar sobre aqueles que lutam pela liberdade e pela igualdade”, reforçando que ele “está com essas pessoas e quer que elas lutem”. O ator diz ainda uma frase de duplo sentido. “Acreditem em mim. Eu luto muito”, brinca.

Este não é o primeiro artista a participar da campanha. Atores como Jason Alexander, Jamie King, Tamala Jones, Sarah Shahi e Kristen Johnston também participaram de ações do GLAAD.

Veja o vídeo:

O século XXII será dos gays, diz Lygia Fagundes Telles 5

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Prestes a completar 90 anos no próximo dia 19/4, Lygia Fagundes Telles, uma das maiores escritoras do Brasil, disse o que pensa sobre Daniela Mercury assumir sua bissexualidade.

“Sou super a favor de que o ser humano faça o que ele quiser, todo o mundo é livre, a vida é curta. E o século XXII vai ser o século dos gays, pode escrever isso aí”, afirmou Lygia ao jornal “O Globo”.

A autora do agraciado com o Prêmio Jabuti “As Meninas”, já tratou de lesbianidade em contos como “A Escolha” (1985) e no romance que virou duas vezes novela da Rede Globo, “Ciranda de Pedra” (1954).

Fonte: ParouTudo

‘É uma invencionice’, diz Gil após declaração de Feliciano sobre Caetano Resposta

Gil em evento nesta quinta-feira, em Salvador (Foto: Naiá Braga/G1)

Gil em evento nesta quinta-feira, em Salvador
(Foto: Naiá Braga/G1)

O cantor baiano e ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, comentou na manhã desta quinta-feira (11), em entrevista ao G1, a declaração do deputado federal Marco Feliciano que circula na internet após uma publicação no Youtube. No vídeo, o político diz, durante um culto evangélico, que o cantor Caetano Veloso recorreu a Mãe Menininha do Gantois, mãe-de-santo mais famosa de Salvador, morta em 1986, para conseguir sucesso com a música ‘Sozinho’. A composição de Peninha foi gravada por Caetano em 1998.

O vídeo não tem uma data divulgada de quando foi gravado. Até por volta das 16h30 desta quinta-feira, a publicação já tinha mais de 196 mil visualizações.

“Eu ouvi ele falando que Caetano quando gravou ‘Sozinho’, foi pedir conselho a Mãe Menininha. É uma invencionice. De onde ele tirou isso?”, comentou Gil durante um evento do qual participou na manhã desta quinta-feira, na capital baiana.

Sobre as polêmicas que envolvem a permanência dele na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmera dos Deputados, Gilberto Gil preferiu evitar análises. “Eu não vou discutir isso. Ele é político, a indicação é política. Enfim, o partido dele faz parte da base governista. Tem essas injunções todas. Eu não vou entrar no mérito disso. O que está ficando claro é que o consenso maior na comunidade brasileira é de que a presença dele ali é inadequada”, completou o ex-ministro.

Na publicação, Marco Feliciano faz a declaração durante um culto religioso. “Há alguns anos atrás, um sujeito sentado em um banquinho, fazendo um show em uma viola, cantou uma música, cujo nome é ‘Sozinho’ e em uma semana e meia vendeu um milhão de cópias. O pessoal da mídia foi rastrear a música e descobriram que Tim Maia gravou a música e Sandrá [de] Sá também e ninguém canta melhor do que os dois. Voz negra, parafernalha de instrumento. Só que nenhum dos dois vendeu mais do que 30 mil cópias. Aí foram entrevistar o cantor baiano, que era Caetano Veloso e perguntaram ‘Caetano, qual o seu segredo’? Você bateu o Tim, bateu Sandra Sá com um violão só, um milhão de cópias’. Ele fez ‘é simples, meu segredo é Mãe Menininha do Patuá sic[Gantois]’. Como assim Caetano. ‘Antes de mandar a música para a rádio, para o Brasil, eu levo para ela e, ela possuída pelos orixás, diz assim: ‘pode gravar que eu abençôo”, diz Marco Feliciano no vídeo.

Mãe Menininha do Gantois é a ialorixá mais famosa de Salvador. A religiosa dirigiu o terreiro do Gantois em Salvador por 64 anos e morreu em 1986. A mãe-de-santo foi iniciada no Candomblé aos 8 anos de idade.

Fonte: G1

Em novo vídeo, Feliciano diz que Caetano Veloso e Lady Gaga fazem pacto com diabo Resposta

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Em um novo vídeo que circula na internet, o deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) insinua, durante uma de suas pregações, que os cantores Caetano Veloso e Lady Gaga têm pacto com o diabo.

O vídeo está disponível no Youtube. O deputado diz que o cantor Caetano Veloso, quando gravou e fez sucesso com a música “Sozinho”, teria dito que o segredo do sucesso é a mãe de santo, já falecida, Mãe Menininha do Gantois.

– Alguns anos atrás, um cidadão sentado num banquinho, fazendo show com uma viola, cantou uma música chamada “Sozinho” e vendeu, em uma semana e meia, 1 milhão de cópias. Aí perguntaram para Caetano Veloso, qual era o seu segredo. E ele disse: meu segredo é Mãe Menininha do Patuá (sic). Antes de cantar, eu levo para ela que, possuída pelos orixás, diz “pode gravar porque eu abençoo. Não subestime o diabo, porque ele tem poder – diz Feliciano, no vídeo.

O deputado ainda se refere à cantora Lady Gaga.

— O diabo tem uma Lady Gaga que canta e encanta.

Feliciano foi denunciado pelo crime de discriminação pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um ofício pedindo que o plenário da Corte aceite a denúncia. Se os ministros do tribunal concordarem com Gurgel, o inquérito será transformado em ação penal e Feliciano passará a ser réu em mais um processo.

Na terça-feira, após reunião com líderes de partido da Câmara, Feliciano não cedeu e decidiu continuar na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Segundo o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), Feliciano até propôs deixar a presidência da comissão, desde que os petistas João Paulo Cunha (SP) e José Genoíno (SP) deixassem a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Marco Feliciano também é acusado de estelionato, homofobia e racismo por ter postado nas redes sociais comentários considerados ofensivos a homossexuais e negros. Ele nega as acusações.

Feliciano critica John Lennon por se comparar a Jesus

Ângela Ro Ro relembra que foi espancada por ser lésbica 1

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

 

Em tempos de Daniela Mercury, Joelma, Marco Feliciano o jornal Extra conversou com Ângela Ro Ro (63), primeira cantora a se assumir homossexual.

O que achou da postura da Daniela Mercury?

É uma pessoa maravilhosa, que só nos dá orgulho por conta do seu talento e que se despojou de sua vaidade. Não em prol de fazer fofoca ou buxixo, mas porque é mãe de família, responsável, madura, lúcida e consciente para ir em prol da liberdade dos direitos humanos.

Você passou por maus bocados quando assumiu ser gay?

Sofri espancamento por homofobia. Fui vítima da nossa própria segurança, essa que hoje ilustra as manchetes dos jornais. Eu, infelizmente, tenho sequelas físicas. Me deslocaram a retina do olho direito e me ensurdeceram um ouvido. Quando gritei: “Ai, meu útero”, que me gerou um corte de 13 cm no baixo ventre, ouvi de um policial: “sapatão não tem útero”.

E como é a questão atualmente?

Hoje, encontrei a paz. Estou há 15 anos sem beber e sem fumar, feliz da vida e praticando exercícios. Como queria continuar viva, deixei isso de lado. Porque se tivesse entrado com processo, poderia estar aleijada.

O que dizer da Joelma, que acredita que gays podem ser recuperados, como é feito com drogados?

Não sei quem é. Uma pena, sujou o nome da banda.

Como você vê a questão de como a homofobia está sendo tratada pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias?

Diariamente morrem muitas pessoas por homofobia. A lésbica é quase sempre currada, estuprada. E numa hora dessa a Comissão de Direitos Humanos não pode se dar o direito de ficar brincando. Atinge vidas. Esta Comissão está caminhando em direção à tortura, à ditadura, à violência. É de uma leviandade tamanha que corre o risco de ser ativista em prol de um fascismo assassino.

Opinião

Ângela Ro Ro é uma cantora maravilhosa. Lésbica, sim, e daí? Que o Poder Superior lhe dê saúde, para que ela possa continuar encantando todos nós. O fato de ela vir a público dizer que foi espancada só reforça a necessidade de o Congresso aprovar o PLC 122/06, que criminaliza a homofobia.

Malu Valle será mãe homofóbica no teatro Resposta

Atriz Malu Valle

Atriz Malu Valle

Malu Valle está encantada com A Porta da Frente, de Júlia Spadaccini, seu próximo trabalho no palco, que estreia em agosto, no Oi Futuro (Rio de Janeiro). No texto, Malu será Lenita, mãe de família  homofóbica, com casamento em crise e viciada em site de relacionamento. “É o melhor texto dela”, derrete-se Malu, que será dirigida por Jorge Caetano. Paralelamente, a atriz se dedica à Companhia Terra de Teatro: “Ensaiamos uma vez por semana e nos preparamos para editais de temporadas e circulação”.

 

Em tempos de treva, Daniela Mercury posta foto com sua mulher: “É minha família” 7

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Daniela Mercury e sua mulher, Malu Verçosa

 

Em tempos de pastor Marco Feliciano eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, de pastor Silas Malafaia receber a maior medalha de honra do Estado do Rio de Janeiro, da Câmara dos Vereadores, do deputado Jair Bolsonaro xingar ministra de “sapatona”, a cantora  Daniela Mercury resolveu sair do armário e postar fotos de seu novo amor. A diva baiana usou o Instagram para assumir um novo relacionamento com uma mulher, a jornalista Malu Verçosa, editora da Rede Bahia, e fez uma verdadeira declaração de amor a ela.

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“Malu agora é minha esposa, minha família, minha inspiração pra cantar”, escreveu Daniela, que aparece muito sorridente nas fotos e mostra que já está até usando aliança.

Ontem, postei fotos enviadas pelo ex-presidente da Associação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, Toni Reis, comemorando 23 anos de casado, é de exemplos assim que precisamos, não? Aliás, outros artistas lésbicas, gays e bissexuais poderiam fazer o mesmo, não?

Banda Calypso envia nota tentando se esclarecer após declarações homofóbicas de Joelma Mendes 8

Joelma Mendes alisando um macho

Joelma Mendes alisando um macho

Nesta segunda-feira (1/4), a Banda Calypso enviou nota de esclarecimento sobre as declarações homofóbicas que a vocalista, Joelma Mendes, deu à Revista Época. A nota assinada pela MC3 Produções Artísticas e a Great Assessoria, empresas que assessoram o grupo diz que as declarações publicadas na entrevistas foram distorcidas. “Foi publicada neste final de semana, em revista de circulação nacional, entrevista com a cantora, na qual constam declarações que não refletem o pensamento de Joelma”.

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As declarações homofóbicas que Joelma Mendes deu à Época continuam gerando burburinho no meio artístico. Milhares de internautas e blogueiros protestaram, inclusive artistas soltaram notas de repúdio.

Confira a nota de esclarecimento na íntegra:

“A MC3 Produções Artísticas e a Great Assessoria, empresas que empresariam e assessoram, respectivamente, a cantora Joelma, esclarecem:

Foi publicada neste final de semana, em revista de circulação nacional, entrevista com a cantora, na qual constam declarações que não refletem o pensamento de Joelma.

Em momento algum a cantora comparou homossexualidade à dependência química. O que foi relatado foram depoimentos, feitos a ela, de amigos e fãs sobre a dificuldade que sentem – quando assim o desejam – de mudar sua opção sexual e que, eles mesmos, compararam tal dificuldade à dificuldade do dependente químico.

Embora a religião seguida por Joelma não apoie o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a cantora respeita e aceita a opção sexual de todas as pessoas, fãs e amigos, não tendo por ninguém preconceito de religião, sexo e cor.

Diversidade em Animação completa cinco anos no Rio de Janeiro, confira a programação 1

DIVA

 

De 18 a 28 de abril de 2013 acontece o Diversidade em Animação (DIV.A) no Centro Cultural Justiça Federal. O DIV.A completa 5 anos e apresenta: mostra internacional de animação, estreias, programas especiais de filmografias de animadores importantes na cena mundial, retrospectivas, festas e intervenções. A ilustração do DIV.A 2013 é uma criação do italiano Jacopo Dronio.

O Especial Barry Purves reúne os filmes de um dos animadores mais aclamados do mundo, o inglês Barry Purves, que recebeu 60 grandes prêmios internacionais, incluindo o Grand Prix, Melhor Diretor, Melhor Filme, e nomeações no Oscar e no BAFTA.

O animador brasileiro Luc Figueiredo vai estar presente durante o DIV.A 2013 para apresentar a sua seleção “musculosa” de filmes, e falar sobre a produção da sua animação mais recente, o UFGay, destaque do Especial Luc Figueiredo.

As animações de Richard James (Reino Unido) têm fortes influências do esporte e da moda, e se cruzam no Especial Richard James.

As estreias estão na Mostra Internacional de Animação LGBT do DIV.A 2013. E para comemorar os cinco anos do festival no Brasil, as animações premiadas e as melhores de 2009, 2010, 2011 e 2012 serão exibidas na retrospectiva DIV.A 5 Anos.

O Intervenção DIV.A é o novo espaço do festival que irá apresentar sessões com os djs ASC, LEXX e Vino conectados com a projeção de animações LGBT que rompem as fronteiras e os sentidos do cinema tradicional. E mais tarde tem Festa: Ultralovecats (19/04 no Espaço Acústica), X-Tudo (24/04 no Galeria Café) e Achados & Perdidos (26/04 no TV Bar).

DIV.A 2013 – 5 anos

18 a 28 de abril de 2013 (exceto dia 22 de abril)
Sessões 14h, 16h, 18h e 20h
Centro Cultural Justiça Federal
Rio de Janeiro – Brasil

Ingresso de cada sessão: R$ 6 e R$ 3 (meia-entrada)
Entrada permitida somente para maiores de 18 anos

visite www.diversidadeemanimacao.com.br
contato@diversidadeemanimacao.com.br

Devemos estar atentos ao que de fato importa Resposta

ADRIANA-CALCANHOTO-LISBOA1

O que está em jogo não é se a cantora Joelma é brega ou não, mas o fato de ela ter comparado gays a dependentes químicos e falado em ex-gay. Dependência química é uma doença, ser gay não. Portanto, não se pode curar gays. Sobre bom gosto, fico com Adriana Calcanhotto:

Senhas 1992
Adriana Calcanhotto

Eu não gosto do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu agüento até rigores
Eu não tenho pena dos traídos
Eu hospedo infratores e banidos
Eu respeito conveniências
Eu não ligo pra conchavos
Eu suporto aparências
Eu não gosto de maus tratos

Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu agüento até os modernos
E seus segundos cadernos
Eu agüento até os caretas
E suas verdades perfeitas

O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu agüento até os estetas
Eu não julgo competência
Eu não ligo pra etiqueta
Eu aplaudo rebeldias
Eu respeito tiranias
E compreendo piedades
Eu não condeno mentiras
Eu não condeno vaidades

O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem
© Editora Minha Música

Podemos fechar os olhos e fingir que a Joelma não representa milhares de pessoas que gostam do trabalho dela, só porque nós não gostamos, ou rebater as suas declarações, para que os fãs dela reflitam e não sejam influenciados pelas declarações falsas e preconceituosas dadas ao Bruno Astuto, da Revista Época. Eu fico com a segunda opção.

Festival de rock em São Paulo traz movimento contra homofobia 2

Banda "Depois do Fim" participa do Queers & Queens

Banda “Depois do Fim” participa do Queers & Queens

Unindo música alternativa e ativismo contra homofobia, durante todo o mês de março o palco do Dynamite Pub, em São Paulo, vai receber o Queer & Queens. Serão 24 bandas, 16 DJs, palestrantes e manifestações com o objetivo de propagar a informação de que a homofobia é crime e que preferência sexual não define caráter.

Um dos critérios utilizados na seleção das atrações foi o fato de ao menos um dos integrantes ser assumidamente homossexual, e que a banda tivesse identificação com o público LGBT. Entre os destaques estão o grupo de pop punk Depois do Fim, o quarteto mineiro Top Surprise, do punk  curitibano do Teu Pai Já Sabe?, além de diversos grupos que fazem a cena underground paulista como o grupo Jack Revenge.

O Dynamite Pub está na rua 13 de Maio, no. 363 – Bela Vista, São Paulo. A entrada é gratuita, para mais informações, acesso o site http://www.queersandqueens.com.br. Confira a programação:

Dia 02/03 (sádado) às 16h

Top Surprise (Juiz de Fora)

Analisando Sara (Santos)

Cassie

DJs: Guilherme Furtado e Willian Tagart

Dia 03/03 (domingo) às 16h

Depois do Fim

Sapato43

Eyppie

DJs: Junior Gray e Lulu Hipérbole

Dia 09/03 (sábado) às 16h

As Mercenarias

Vou Cuspir no Seu Tumulo (Curitiba)

Jacks Revenge

DJs: Rizada e Sérjô

Dia 10/03 (domingo) às 16h

Teu Pai Já Sabe? (Curitiba)

Anti-Corpos (Santos)

HellSakura

DJs: Irishrover13 e Vinicios Maran

Dia 16/03 (sábado) às 16h

No Skill (João Pessoa)

Glorious Bond (Santos)

Ideocrime

DJs: Ginger Hot e Will Nygma

Dia 17/03 (domingo) às 16h

Human Trash

Star61

Blenda

DJs: Dave Santos e Gorda

Dia 23/03 (sábado) às 16h

Tuna

Larusso

La Revancha

DJs: Xerxes e Walmir Jr

Dia 24/03 (domingo) às 16h

Twinpine(s)

Metade Melhor

Not a Lady

DJs: Manu e Ledah Briacho

Fonte: Mix Brasil

Espetáculo que discute homofobia recebe doações para chegar aos palcos paulistanos 1

Depois de patrocínios negados, teatro que fala sobre homofobia recebe doações para estreia

Depois de patrocínios negados, teatro que fala sobre homofobia recebe doações para estreia

O espetáculo Tem alguém que nos odeia aborda a relação privada e amorosa de duas mulheres, Maria, brasileira, e Cate, estrangeira, que decidem morar juntas em São Paulo. Dentro do antigo e decadente apartamento herdado por Maria, elas vivem em conflito, com suas histórias e culturas diferentes que provocam atritos constantes e comuns a qualquer relação já desgastada pelo tempo. Em meio a esse ambiente conflituoso, a violência e o terror batem à sua porta invadindo seu lar. Obrigadas a enfrentar agressões físicas e psicológicas de algum homofóbico do prédio, ele se torna um inimigo invisível e constantemente presente.

O texto escrito em 2011 por Michelle Ferreira foi finalista do Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia Antônio José da Silva (2011) em parceria entre a FUNART e o Instituto Camões. Tudo estava certo que seria fácil arrumar um patrocínio e apoiadores para uma produção já premiada. Mas não foi isso que aconteceu. Nenhuma instituição privada procurada está disposta em patrocinar a peça Tem alguém que nos odeia. Foi quando a atriz e produtora Ana Paula Grande arregaçou as mangas e foi a luta de um patrocínio coletivo. Ela explica como é o projeto e a saga de levantar a verba necessária para colocar a obra nos palcos. Veja entrevista da equipe do Mix Brasil:

Você apresentou o texto para diferentes empresas. Quais foram as justificativas que estas empresas deram para não patrocinar?

Ela foram evasivas, na verdade nunca foram diretas. Quando a gente chegava no ponto principal da peça, que é a homofobia, as empresas geralmente diziam que não queriam falar sobre o assunto, ou que neste ano vão patrocinar cinema. Na verdade, as empresas estão preocupadas com textos comerciais, não com o tema proposto. Sabemos que a homofobia é um tema relevante para a sociedade, questionar o porquê ela ainda não é crime é urgente. Mas, ainda, estas instituições preferem produções que lucrem.

Como o texto aborda o tema?
O texto é lindo, muito delicado. Conta a história de duas mulheres que vivem juntas em um apartamento, durante o enredo elas começam a ser persseguidas por um vizinho homofóbico e chegam a ser agredidas. O espetáculo não tem cenas de duas mulheres se pegando, peladonas. Ou seja, vamos atingir um público que vai ao teatro, em muitos casos, que não está interessado na causa LGBT.

Você chegou a pedir patrocínio para ONGs LGBTs?


Muitas. Esta semana cheguei mandar e-mail para 300 instituições não governamentais, apenas três me responderam. Uma disse que não tinha dinheiro, outra foi mais direta ainda falando que eu sou louca de pedir dinheiro para uma ONG, a última foi bastante interessante; ela disse assim no e-mail: “o silêncio é uma forma de discriminação”, eu pergunto: “esta última instituição leu meu e-mail explicando o que é a peça, qual mensagem ela quer passar?” Eu não posso ficar calada, o espetáculo tem que acontecer, é de relevância para a sociedade. Resolvi colocar o projeto no Catarse.

E como você conheceu o Catarse?
Eu fui para Europa de lua de mel com meu marido, não sou gay, sou casada com um homem. Lá, visitei vários concertos e peças. Quando eu lia os panfletos dos espetáculos, via o nome de várias pessoas que patrocinaram aqueles projetos e mostrei para meu esposo. Depois, no ano passado, fomos para os Estados Unidos, e lá também se passava a mesma coisa. Quando voltei para o Brasil, procurei algo parecido e cheguei ao Catarse. É maravilho, já que lá as pessoas podem doar em projetos a partir de temas que lhes agradam, não visando se o projeto vai dar lucro ou não. Uma amiga conseguiu juntar 30 mil reais para seu monólogo pelo Catarse. A equipe deles é fantástica, eu cheguei desesperada para mostrar meu projeto, já pensando: “Se eu conseguir mil reais, eu faço a peça em uma praça pública”. Chegamos em um valor minimo de 25 mil reais para colocar o espetáculo dois meses em cartaz.

Vocês já tem um teatro fechado para exibir a peça?
Temos sim. Será no Teatro Augusta, no palco experimental. Eles até me disseram que caso a gente consiga um bom resultado, conseguimos ficar em cartaz até três meses. O Sesc, como está preocupado com a temática e não com o lucro, como as empresas, já disse que também está interessado em exibir nosso espetáculo, mas a gente precisava enviar um vídeo do espetáculo. A gente não tinha dinheiro para ensaiar, quanto menos para pagar a diretora.

Você disse que não é gay. Qual o interesse tão grande em um espetáculo com temática LGBT?
A gente faz teatro desde os 10 anos de idade. 90% dos nossos amigos são gays e desde a minha adolescência vejo estes mesmos amigos sofrendo por serem gays, vários amigos na escola eram afeminados e não conseguiam ter amigos. Agora, fiz 30 anos, e quero ter um filho e não quero que ele viva em um mundo assim, não quero que ele sofra e este projeto é o que me faz ter força.*

Caso queria contribuir para o projeto “Tem alguem que nos odeia”, ou conhecer o Catarse, acesse aqui e saiba como doar. Em cena estão as atrizes  Bruna Anuarte e Ana Paula Grande, cenografia de Pedro Henrique Moutinho, hair e make up de Dicko Lorenzo  e direção de José Roberto Martins.