Toni Reis comemora 23 anos de casado e mostra ao blog como foram as Bodas de Palha Resposta

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O dia 29/03 foi um dia muito especial para mim (Toni) e David. Completamos 23 anos de casados. Comemoramos as Bodas de Palha. Na ocasião também comemoramos os 21 anos do Grupo Dignidade (14/03) e os 55 anos do David (10/03).

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Estamos muito felizes com o nosso filho Alyson, que é motivo de orgulho, com raros momentos de estresse. Também estamos felizes com os nossos cachorrinhos, o Vitor e a Honey (nossa neta!).

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Recebemos em casa algumas pessoas amigas que não viajaram na Páscoa. Fizemos um belo estrogonofe de peixe, como manda a tradição cristã! Alyson fez fondue de chocolate. Hoje (30/3) de manhã recebemos uma bela e suculenta cesta de café de manhã de nossa amiga Araci. Mesmo que o Feliciano fale que nossos sentimentos são podres, não acreditamos nisso. Somos felizes e ele não nos representa. Felicidade é estar com quem você gosta a e ama.

Toni, David e Alyson

Faça como o Toni Reis, ex-presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, e entre em contato com o blog pelo email oblogentrenos@gmail.com

Grupos protestam pelo país contra deputado federal Marco Feliciano 6

Manifestantes de São Paulo protestam contra a permanência do deputado Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara (Foto: Cris Faga/Estadão Conteúdo)

Manifestantes de São Paulo protestam contra a permanência do deputado Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara (Foto: Cris Faga/Estadão Conteúdo)

Milhares de pessoas saíram às ruas na tarde deste sábado (9) em várias cidades do Brasil para protestar contra a eleição do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

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Em São Paulo, a concentração foi marcada para as 14h na esquina entre a Avenida Paulista e a Rua da Consolação, na região central de São Paulo. Munidos de cartazes, os manifestantes caminham pela Rua da Consolação, ocupando faixas da rua no sentido centro.

Em Brasília, a manifestação começou na Rodoviária do Plano Piloto, organizada em redes sociais por membros dos movimentos LGBT e da Federação Umbanda e Candomblé de Brasília e Entorno. Os manifestantes chegaram a interditar quatro faixas do Eixo Monumental.

Houve manifestação, também, em Curitiba (PR).

Grupo do Espírito Santo protesta contra decisão dos deputados da Comissão de Direitos Humanos(Foto: Aubrey Effgen/VC no ESTV)

Grupo do Espírito Santo protesta contra decisão dos deputados da Comissão de Direitos Humanos
(Foto: Aubrey Effgen/VC no ESTV)

Já em Vitória (ES), mais de 200 pessoas se reuniram na Praça do Papa para protestar contra a nomeação do novo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.

De acordo com o organizador do evento no Espírito Santo, Guilherme Rebelo, a mobilização é nacional e começou pelas redes sociais. “O pastor não é a pessoa mais indicada para reivindicar o direitos humanos, ele é um dos primeiros a fazer discursos homofóbicos e racistas. Queremos sensibilizar a pessoas que desconhecem esse fato”, explicou Rebelo.

O organizador disse ainda que o grupo vai sair em caminhada até a Assembleia Legislativa com cartazes. A ideia é enviar uma nota de repúdio pela nomeação do parlamentar à Comissão de Direitos Humanos do Espírito Santo para que chegue a Câmara dos Deputados em Brasília.

Eleição criticada

A escolha de Feliciano para presidir a comissão gerou protestos de entidades de direitos humanos e de parlamentares. O deputado é alvo de dois processos no Supremo Tribunal Federal: um inqúerito que o acusa de homofobia e uma ação penal na qual é denunciado por estelionato. A defesa do parlamentar nega as duas acusações.

Pastor da igreja Assembleia de Deus, Feliciano causou revolta em 2011 por causa de mensagens publicadas no twitter. “Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, Aids, fome… Etc.”, escreveu na época. Ele também publicou que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime e à rejeição.”

Para Rafael Moreira, diretor da Federação, que organizou o protesto em Brasília, Feliciano não pode presidir comissão que atende direitos de minorias.

“Você quer uma pessoa dessas para atender o meu interesse ou dos LGBT? Se ele permanecer na presidência da comissão, a gente vai provar que a comissão é do povo, não dele. Como a gente dá um voto de confiança a um cara que ataca negros, gays e ligados às religiões de matrizes africanas?”, disse Moreira.

A publicitária Malu Rodrigues vê incoerência na eleição do pastor.

“É uma incoerência absurda ele ser eleito para presidir essa comissão. Ele é claramente racista e homofóbico. Não tem nada a ver com ele ser evangélico ou pastor, mas com ele mesmo”, disse.

Participando pela primeira vez de uma manifestação, a advogada Fabiane soube por meio de redes sociais da manifestação. Ela afirmou estar descontente com o cenário político brasileiro, mas disse ver a escolha de Feliciano para o cargo como “a gota d’água”.

“Eu me senti ultrajada. Não me sinto representada por uma presidência que fala de direitos humanos olhando só para uma parte. Que não representa as minorias, que na verdade são a maioria no país.”

Em Fortaleza, houve protesto de um grupo com cartazes e faixas. O ato de repúdio à nomeação do deputado teve concentração, às 14 horas, no aterro da Praia de Iracema e seguiu até o Jardim Japonês, no Meireles.

Grupo protesta contra Marco Feliciano em Fortaleza(Foto: Pedro Marques/Arquivo Pessoal)

Grupo protesta contra Marco Feliciano em Fortaleza
(Foto: Pedro Marques/Arquivo Pessoal)

De acordo com um dos organizadores do evento, Michell Barros, cerca de 400 pessoas estiveram presentes no protesto. O estudante de teatro criou o evento nas redes sociais. “Eu vi o exemplo do pessoal de São Paulo e resolvi criar a página e convidar a pessoas em Fortaleza”. Na página do ato, 2.865 pessoas haviam confirmado presença.

Um grupo de baianos também protestou na tarde deste domingo (10/3), contra a eleição do deputado Pastor Marco Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

A ação aconteceu em um dos principais pontos turísticos de Salvador, o Farol da Barra. De acordo com informações dos organizadores, cerca de 600 pessoas gritaram palavras de ordem e levantam cartazes com dizeres como “Fora Feliciano”, “Feliciano, respeite os seres humanos”, “Mais liberdade, Menos Feliciano”, “Nós somos agora a sua maldição” e outros.

O encontro foi organizado através de redes sociais e por volta das 17h25, o grupo seguiu sentido Ondina e deve parar nas proximidades da estátua do Cristo. Ao chegar no local, por volta das 18h, o grupo vestiu a estátua com a bandeira gay.  O Grupo Gay da Bahia estava presente no local.

O ator Lelo Filho da Companhia Baiana de Patifaria, esteve no protesto e disse que não quer o deputado representando a Comissão. “O meu pensamento é o mesmo das muitas pessoas que estão no protesto. Independente da religião, ele [o deputado] é a pessoa mais equivocada para assumir a Comissão de Direitos Humanos. O discurso dele sobre negros, África e gay vai na contramão de todas as lutas de classe no país. Esse protesto é completamente legítimo, e isso mostra o quanto a população está insatisfeita com essa escolha”.

Baianos realizam protesto contra o deputado federal Marco Feliciano (Foto: Carol Morena / Arquivo Pessoal)

Baianos realizam protesto contra o deputado federal Marco Feliciano (Foto: Carol Morena / Arquivo Pessoal)

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Casal de mulheres é expulso de estação tubo por cobrador em Curitiba 1

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A estudante de Ciências Sociais da PUC PR Raíza Luara estava na estação tubo Avenida Kennedy, no bairro Novo Mundo, em Curitiba, na tarde deste domingo, com sua companheira e mais dois amigos, quando foi xingada, ameaçada e expulsa da estação tubo pelo cobrador, funcionário de uma das 11 empresas que prestam serviço para a URBS – responsável pelo transporte público na capital paranaense, de capital misto.
O homem, incomodado com o fato das mulheres estarem abraçadas e namorando dentro da estação, tentou expulsar o grupo do tubo (nome dos pontos de ônibus curitibanos em forma de túneis vidro) e posteriormente os obrigou a entrarem no primeiro coletivo que chegou ao local. Segundo testemunha ouvida pela Lado A: “Eu estava junto com um casal de amigas esperando nossos ônibus, quando em alto e bom som (gritando) o cobrador nos acusou de ofender as pessoas, claramente falando sobre elas serem um casal lésbico, e nos expulsou do tubo, não saímos e quando finalmente chegou um ônibus ele soltou a pérola: “Agora vocês vão pegar esse ônibus por bem ou por mal”. Bem, estamos tomando as medidas possíveis mas gostaríamos de causar uma conscientização”, afirmou o jovem que preferiu que seu nome não fosse publicado.
No Facebook, Raíza desabafou: “Eis que a ignorância e a intolerância se manifestam mais uma vez em meu cotidiano, e diretamente a mim. Mais uma agressão e constrangimento sofridos em virtude de minha orientação sexual ocorreu hoje. Estávamos eu, minha namorada e mais dois amigos no tubo da Avenida Kennedy em Curitiba, quando o cobrador começou a proferir insultos demonstrando estar profundamente incomodado com a nossa presença, e mais ainda com as carícias trocadas entre eu e minha namorada. Não é a primeira vez que isso acontece, e ao chegar em casa já ouvi que se procurarmos nossos direitos, estaremos apenas atrás de confusão e não com o objetivo de punir ou até mesmo (e apenas) conscientizar aqueles que causam tal constragimento contra as minorias. Não estávamos faltando com o respeito a ninguém, e não é porque vivemos em uma sociedade patriarcal, machista, racista e homofóbica que devo conter minhas atitudes com minha namorada, única e exclusivamente por se tratarmos de um casal homossexual. Somos cidadãs como qualquer outra pessoa, e temos direitos iguais, direitos dos quais nós vamos atrás sim, não só por nós mas por qualquer outra classe minoritária que esteja sofrendo algum tipo de constragimento ou dano moral, senão agora, a qualquer momento. Sem mais”.A Lado A já entrou em contato com a URBS para que comentem o incidente. Incrível é que a própria família da moça não a apoiou para denunciar a homofobia que sofreu. Que tal deixarmos mensagens de apoio a Raíza nos comentários, heim?

Fonte: Lado A

Gustavo Fruet se compromete a combater homofobia em Curitiba Resposta


Fruet e lideranças LGBT
Gustavo Fruet (PDT), foi eleito prefeito de Curitiba neste domingo, 28 de outubro. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral , Fruet recebeu 60,65% dos votos valáidos, ou 597.200 eleitores. O homofóbico Ratinho Jr (PSC), recebeu 387.483 votos, totalizando 39,35%.
O novo prefeito de Curitiba promete promover a atenção integral à saúde da mulher, dos idosos e da criança com ênfase nas áreas e populações de maior vulnerabilidade; aprimorar a rede de urgência e emergência, com expansão e adequação de unidades de pronto atendimento/UPA, de serviços de atendimento móvel de urgência/Samu, de prontos-socorros e centrais de regulação, articulada às outras redes de atenção; fortalecer a rede de saúde mental, com ênfase no enfrentamento da dependência de crack e outras drogas; e reduzir os riscos e agravos à saúde da população, por meio das ações de promoção e vigilância em saúde.
Antes do segundo turno da eleição, Fruet recebeu visita de uma comitiva de representantes da comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), durante a gravação de programa eleitoral, e assinou um documento em que se compromete a buscar a colaboração da prefeitura na defesa dos direitos humanos e fim da discriminação desta população.
Entre os 10 pontos do Compromisso por uma “Curitiba sem Homofobia, Lesbofobia e Transfobia”, assinado pelo então candidato, destaca-se a garantia no orçamento do Governo Municipal de recursos financeiros para ONGs LGBT e a Gestão Pública executarem de forma transversal e intersetorial ações de promoção da cidadania e dos direitos civis de LGBT.
Curitiba está na 31ª posição das cidades brasileiras com maior prevalência do HIV. Segundo Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, a capital paranaense registrou, em 2010, 42,8 casos da doença para cada grupo de 100 mil habitantes. A primeira é Porto Alegre com 99,8 casos em 10 mil habitantes.

Leia a seguir o termo de compromisso:
TERMO DE COMPROMISSO – ELEIÇÕES 2012
10 pontos por uma Curitiba sem Homofobia, Lesbofobia e Transfobia
Garantir a efetiva implantação e funcionamento do “Tripé da Cidadania LGBT” composto por:
1) Plano Municipal de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, respeitando as decisões do Seminário e da Conferência Municipal LGBT de 2008 e 2011 (anexas), elaborando-o em conjunto com a sociedade civil, destinando orçamento para a execução do mesmo;
2) Coordenadoria Municipal da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, dentro da estrutura do Executivo, com orçamento próprio;
3) Conselho Municipal da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, com representação minimamente paritária da sociedade civil no mesmo.
Convocar, destinar recursos e realizar as Conferências Municipais LGBT, nas etapas que precedem às Conferências Nacionais LGBT convocadas pelo Governo Federal.
Garantir no orçamento do Governo Municipal recursos financeiros para ONGs LGBT e a Gestão Pública executarem de forma transversal e intersetorial ações de promoção da cidadania e dos direitos civis de LGBT.
Demonstar o compromisso, participando de eventos de visibilidade LGBT, a exemplo dos/das prefeitos/as da maioria das capitais estaduais brasileiras.
Apresentar ou sancionar projetos de lei de garantia, defesa, promoção e proteção da cidadania e dos direitos humanos de LGBT.
Vetar leis que firam, propositadamente ou não, a igualdade de direitos da população LGBT garantida pela Constituição Federal.
Baixar decretos determinando a utilização do nome social de travestis e transexuais por todos os órgãos da administração pública direta e indireta.
Zelar pela defesa do Estado Laico, em conformidade com o Artigo 19 da Constituição Federal “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.
Por um Brasil igualitário, justo, laico, solidário e sem discriminação.


Com medo de beijaço gay, candidato Ratinho Júnior desiste de sabatina em Curitiba (PR) Resposta


Ratinho Júnior (PSC), candidato à prefeitura de Curitiba, desistiu de uma sabatina que estava programada esta semana na Universidade Federal do Paraná (UFPR). O motivo seria um beijaço gay programado pela comunidade LGBT para protestar contra o candidato, que se posicionou contra o casamento gay. Entre outras coisas, Ratinho também disse que não quer que seus filhos vejam dois homens se beijando. Na Parada Gay, realizada no último domingo, um panfleto denunciou o preconceito de Ratinho. Pelo Facebook, o convite para o beijaço dizia: “Vamos reunir o maior número de pessoas da comunidade LGBT e ferver essa sabatina, importante irmos bem à vontade, quando ele pegar a palavra pela primeira vez levantamos e beijamos quer quisermos beijar. Vamos mostrar a todos aquilo que ele julga indevido! Vá com ou sem par, todos sabemos que isso é fácil de arrumar, mesmo que na hora! Vamos fazer um ato pacifico e lindo!”

Fonte: Bem Paraná

Parada Diversidade de Curitiba alerta para voto consciente Resposta

Rafaelly Wiest, organizadora da Parada, esperava 150 mil pessoas (Foto: Fernando Castro/G1)


A Parada da Diversidade de 2012 em Curitiba reuniu milhares de participantes na tarde deste domingo (30) no Centro Cívico da capital. Além da tradicional celebração, o evento também teve conotação eleitoral, uma semana antes do pleito, com o tema “Seus direitos, nossos direitos, direitos humanos – por um Paraná livre do racismo, machismo e homofobia, vote pela cidadania”.

De acordo com a organizadora do evento, Rafaelly Wiest, a data escolhida tem a ver com a proximidade das eleições municipais. “Este ano, além dos direitos iguais, também estamos com a bandeira do voto consciente, em especial porque é ano de eleições aqui para Curitibae nós queremos reivindicar nossos direitos”, explicou. Ela ressaltou, contudo, que o grupo não apoia nenhuma candidatura específica.

Esta proximidade temporal e temática se refletia nas ruas ainda na concentração do grupo, na Praça 19 de Dezembro, mais conhecida como Praça do Homem Nu. Bandeiras de diversos candidatos a prefeito e vereador podiam ser vistas entre as tradicionais com cores do arco-íris, algumas delas com design especial para o evento, cujo público tem aumentado ano a ano.

Segundo Wiest, a expectativa é superar o número de pessoas que compareceram à Parada em 2011, quando cerca de 150 mil pessoas participaram do desfile pela Avenida Cândido de Abreu. “Hoje fomos brindados pelo sol lindo que brilhou para o evento. Nunca tivemos nenhum registro de violência na história, e temos orgulho de ser o segundo maior evento de rua da cidade” comemorou a organizadora.

A previsão inicial era de que por volta das 14h o comboio de trios elétricos e os participantes seguisse em direção à Praça Nossa Senhora de Salete, próxima ao Palácio Iguaçu. O desfile só começou, contudo, por volta das 15h, com previsão de durar até às 20h30.

No período, a rua Paula Gomes ficou fechada depois da esquina com a Mateus Leme. A Cândido de Abreu teve bloqueios na praça 19 de Dezembro, na Heitor Stockler de França, na Comendador Fontana, na Lysimaco Ferreira da Costa e na Santiago de Oliveira.

*Reportagem: Fernando Castro – G1




Homofobia em festa da Vivo 1

Seguranças da casa noturna curitibana Liqüe ou contratados pela Vivo são acusados de homofobia. Eles expulsaram um casal de rapazes que se beijou durante a festa patrocinada pela operadora Vivo, Vivo Conectado, na última sexta-feira (10/12). Um amigo dos rapazes tentou filmar a confusão, mas teve o seu aparelho arrancado de suas mãos e em seguida foi expulso da festa.

Já do lado de fora da casa noturna, a confusão recomeçou quando outros rapazes foram expulsos da festa. Uma pessoa conseguiu registrar esse momento. No vídeo, um segurança tenta tomar o celular da mão da pessoa que estava filmando. Os rapazes gredidos tiveram hematomas. Convidados em redes sociais para o evento da operadora Vivo, os leitores agredidos querem processar a empresa e a casa noturna. Segundo relato, uma pessoa que se identificou como Rafael Mueller, teria dito que não queria gays se beijando em “sua” festa.

Na úlima segunda-feira, no Twitter, a Liqüe (@lique) se defendeu, dizendo que um dos rapazes colocou a mão dentro da calça do outro e afirmou que as imagens divulgadas pelo YouTube são da confusão que se deu por um dos rapzes fumar em local proibído. Na página do Twitter do evento (@vivo_conecato), a organização atesta a declaração da casa e afirma que os rapazes tiveram “um comportamento inadequado e contra a lei para um ambiente público”.

Um dos agredidos, um publicitário de 23 anos, afirma que os seguranças usaram de força exagerada. O casal fez uma denúncia ao Ministério Público do Paraná.

Essa não é a primeira vez que a Liqüe é acusada de homofobia. Em 2008, um casal gay foi expulso da casa por se beijarem lá. Na ocasião, a casa se defendeu dizendo que não tem preconceito. Um grupo promete para amanhã um beijaço na frente do clube em protesto.


*Com informações do Lado A.