Eleito prefeito de Salvador, ACM Neto promete combater discriminação Resposta


Antônio Carlos Magalhães Neto foi eleito neste domingo (28), o novo prefeito de Salvador. 

Na área da saúde, ACM Neto prometeu a construção do Multicentro de Salvador, unidade para promoção da saúde e de exames especializados; ampliar de 17% para 50% a cobertura do Programa Saúde da Família (PSF); e criar centrais de marcação de consultas e exames em cada Distrito Sanitário.
Constam ainda no seu plano de governo, a construção de um hospital geral no bairro de Pau da Lima, a entrega domiciliar de medicamentos para idosos e doentes crônicos, a expansão da Rede de Atenção em Saúde Mental e a criação do Prontuário Eletrônico Ambulatorial.
Como ações sociais, ele prevê a ampliação da capacidade e a melhoria da qualidade do acolhimento de moradores em situação de rua e o investimento em políticas afirmativas de inclusão social e de combate à discriminação. Para as mulheres, um programa de assistência às gestantes e a criação de um centro de advocacia para atender mulheres vítimas de violência doméstica.

Serra distribuiu material similar ao ‘kit anti-homofobia’ do MEC em SP Resposta


A Secretaria de Estado da Educação iniciou a entrega de um conjunto de publicações para todas as escolas do Estado de São Paulo que discute o preconceito e a discriminação na infância e na adolescência. Os 13 títulos, sendo 11 livros e dois DVD’s, foram selecionados pelo Departamento de Educação Preventiva dos projetos Prevenção Também se Ensina e Comunidade Presente e contemplam temas como sexualidade, Aids, uso de álcool, tabaco e outras drogas, bullying diversidade étnica, entre outros.
Dentre os autores dos livros, estão o médico Jairo Bauer, que fala de sexualidade na juventude, e o psicanalista Contardo Calligaris, com uma publicação sobre o período da adolescência. Os alunos terão contato com o material em sala de aula e nas bibliotecas, de acordo com a organização de cada escola, tendo como eixo metodológico ações preventivas referendadas nos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais).
Cada um dos kits acompanha ainda o guia Preconceito e Discriminação no contexto escolar: guia com sugestões de atividades preventivas para os HTPC e sala de aula, elaborado para nortear os educadores com instrumentos que facilitem e favoreçam a transversalidade dos temas nas diferentes disciplinas que compõem os currículos do Ensino Fundamental e Ensino Médio.
“São livros educativos que vão estimular nesses jovens a reflexão sobre assuntos muito presentes no cotidiano. Nossa intenção é informá-los bem para que possam lidar melhor com essas questões”, afirma o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza.
Além do guia, as Diretorias de Ensino irão agendar as Orientações Técnicas para os professores coordenadores das escolas. Esse material está sendo encaminhado a todas as escolas e Diretorias de Ensino, sendo dois kits para as Oficinas Pedagógicas e 1 por escola.
Prevenção também se ensina
O projeto Prevenção Também se Ensina é desenvolvido pela Pasta desde 1996 e tem o objetivo de orientar o jovem estudante da rede estadual de ensino sobre temas relacionados à saúde e à sexualidade. Por meio da iniciativa, temas como o câncer, gravidez na adolescência, uso de drogas e doenças sexualmente transmissíveis são levados para discussão dentro da sala de aula.

Fonte: FDE

Bissexuais reclamam que são discriminados por héteros e gays Resposta




Em tempos de discussão sobre orgulho gay e orgulho hétero, 3% da população brasileira diz sofrer preconceito de ambos os lados.
São os bissexuais – mais de 5 milhões no país, segundo pesquisa Datafolha de 2009. Na próxima sexta, dia 23, eles vão comemorar o Dia do Orgulho Bissexual.
Um deles é Fábio*, 17. “Sinto atração pela beleza dos dois”, diz. “As mulheres são mais meigas e suaves, já os homens têm pegada forte, são mais rústicos.”
Como ele, a estudante de ciências sociais Maraiza Adami, 23, também é bi. Ela reclama: “Os héteros acham que ser bi é transitório ou promíscuo. Já os gays, principalmente dentro do movimento LGBT, acham quase uma agressão você ficar com alguém do sexo oposto.”
Especialistas em sexualidade tentam entender as razões do duplo preconceito. O psiquiatra Alexandre Saadeh, especialista em identidade sexual do Hospital das Clínicas, lembra que é muito comum que a bissexualidade seja vista como uma fase anterior à confirmação da homossexualidade.
Esse mito incomoda tanto Ilana Falci, 21, de Belo Horizonte, que ela quer editar um vídeo com vários bissexuais dando o seu depoimento. “O bi não é uma pessoa em dúvida”, diz ela. “Não precisa decidir se gosta mais de homens ou de mulheres.”
O projeto de Ilana se chama “Sou Visível”. É possível encontrar mais informação sobre ele em bisides.com.
Esse site foi criado por outra bissexual, a estudante de secretariado executivo Daniela Furtado, 24. Um dos seus objetivos é utilizar a página para discutir como lutar contra o que ela chama de “bifobia”.
Os participantes do site reclamam que, apesar da sigla LGBT incluir os bissexuais, gays e lésbicas “negam lugar” a eles no movimento. “Eles se sentem no direito de nos olhar com desconfiança”, diz um dos textos. “Então eu pergunto: o que gays e lésbicas propõem que nós façamos quando o sexo de quem amamos é diferente do nosso?”
Daniela já namorou tanto meninas quanto meninos. Atualmente, está há três anos com Danilo Milhiorança, 25, que é heterossexual.
“Ela foi muito honesta comigo e sempre me fez sentir seguro, então está tudo certo”, diz o rapaz.
Entre os bissexuais famosos, estão os cantores David Bowie e Lady Gaga, o vocalista do Green Day, Billie Joe Armstrong, e as atrizes Megan Fox e Angelina Jolie.
ALGO CURIOSO
Nem todo mundo, porém, é tão convicto da sua bissexualidade quanto esses famosos. E não há nada de errado nisso, diz Maria Helena Vilela, educadora sexual e diretora do instituto Kaplan, que faz estudos sobre sexualidade.
Na adolescência, afirma, é comum a confusão entre admiração e tesão. Muitos jovens, então, acabam tendo experiências com o mesmo sexo, com amigos, por exemplo.
Mas isso não necessariamente os faz homo ou bissexuais, já que a identidade só é completamente estabelecida na fase adulta.
“Os adolescentes têm hormônios saindo pelos ouvidos e maior disponibilidade para o sexo, então é mais complicado separar a curiosidade”, explica Saadeh.
Lúcia*, 18, por exemplo, só transou com garotos, mas, desde o começo do ano, tem experimentado ficar com algumas amigas. “Nunca tinha cruzado minha mente a ideia de ficar com meninas, mas rolou um dia e eu gostei, então estou vendo o que realmente quero”, diz.

*Com informações do “Jornal Floripa”

Pesquisa americana aponta que 1 entre 3 gays não se assume no local de trabalho por medo de discriminação Resposta

Uma porcentagem alarmante de pessoas homossexuais enfrentam preconceito no emprego e muitas vezes decide não revelar sua orientação sexual no local de trabalho, de acordo com uma perquisa realizada pelo Instituto Williams, nos Estados Unidos. 

De acordo com uma revisão de estudos recentes e antigos, O instituto anunciou ontem (25/07), que 38% das lésbicas, funcionários gays e bissexuais assumidos, relataram que já foram assediados no trabalho por causa de sua orientação sexual. Mais de um terço dos entrevistados disseram que não eram assumidos para niinguém no ambiente de trabalho.

Pesquisas voltadas especificamente para trabalhadores transgêneros nos últimos anos descobriram a discriminação no emprego ainda maior: um estudo de 2011, por exemplo, descobriu que 78% dos funcionários trans relataram pelo menos uma forma de assédio no trabalho, com cerca de metade já ter passado por discriminação na contratação, promoção e retenção. 

Entre os entrevistados, 42% haviam sofreram algum tipo de discriminação no emprego em algum momento de suas vidas, e 27% apenas durante o período de cinco anos anteriores à pesquisa. 

De acordo com um dos autores do estudo, Christy Mallory, ¨estes novos dados mostram que ainda é arriscado assumir a homossexualidade no local de trabalho. Portanto, não é surpreendente que os dados também mostram que um terço dos empregados gays não são para qualquer pessoa no local de trabalho.¨ 

Por causa do medo de serem discriminados, muitos funcionários LGBT escondem suas identidades, ganham menos e têm menos oportunidades de emprego do que os heterossexuais.

Conselho de Direitos Humanos da ONU aprova resolução contra discriminação de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais Resposta


O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou nesta sexta-feira pela primeira vez uma resolução condenando a discriminação contra os LGBTs (lésbicas, gays bissexauis e transgêneros). Considerada histórica, a declaração passou com margem estreita, recebendo 23 votos a favor e 19 contra, além de três abstenções, entre elas da China.


A representação do Brasil está entre os que votaram a favor da resolução, apresentada pela África do Sul e também apoiada pelos EUA. Já o grupo dos que se opuseram à decisão inclui Rússia, Arábia Saudita, Nigéria e Paquistão.


Falando em nome da Organização da Conferência Islâmica, o embaixador paquistanês Zamir Akram disse que a medida “não tem nada a ver com os direitos humanos fundamentais”.


– Estamos gravemente preocupados com a tentativa de introduzir nas Nações Unidas algumas noções que não tem fundamento legal – disse.



A resolução tem caráter apenas simbólico, já que não impõe a adoção de qualquer política. O texto pede direitos iguais para as pessoas, independentemente de sua orientação sexual, e expressa preocupação com a violência e a discriminação ao redor do mundo.


Perguntado sobre como a resolução beneficiaria homossexuais em todo o mundo, o subsecretário americano Daniel Baer disse que é um sinal de que “muitas pessoas na comunidade internacional estão com eles”.


– É um método histórico de tirania fazer você sentir que está sozinho – disse. – Uma das coisas que essa resolução faz por pessoas em todo lugar, particularmente a população GLBT, é lembrar que não estão sozinhas.


A questão dos gays vem polarizando os debates na ONU há anos. Embora as discussões sobre o assunto estejam avançando no Ocidente, advogados afirmam que os tratados internacionais não oferecem proteção adequada aos homossexuais contra discriminação e tratamentos inadequados.


*Reportagem “O Globo”

Conselho Regional de Química da Bahia condena homofobia no trabalho Resposta

O Conselho Regional de Química da Bahia (CRQ-BA) firmou um termo de ajustamento de conduta com o Ministério Público do Trabalho (MPT) comprometendo-se a coibir a prática de assédio moral e discriminação por orientação sexual.

O termo de ajustamento de conduta foi assinado no início de dezembro e proíbe toda e qualquer atitude abusiva, inclusive comportamentos, palavras, gestos e escritos que possam trazer danos à personalidade, dignidade ou integridade física ou psíquica dos funcionários, ameaçar o emprego ou degradar o ambiente de trabalho.

Qualquer infração deverá ser comunicada de imediato à presidência da autarquia, podendo gerar um processo administrativo, a tramitar sob sigilo, sendo julgado por uma comissão mista.

O descumprimento de quaisquer das obrigações previstas no termo resultará em multa de R$ 500 por cada dia, que será revertida ao Fundo de Amparo ao Trabalhador.