Pais devem ser os primeiros a ajudar filho a lidar com homofobia na escola Resposta

Os pais devem mostrar que estão abertos para conversar e apoiar o filho quanto a sua orientação sexual Getty Images/Pixland

Os pais devem mostrar que estão abertos para conversar e apoiar o filho quanto a sua orientação sexual Getty Images/Pixland

Se o bullying nas escolas já é um grande problema na vida dos adolescentes, nos casos de homofobia, a situação é bem pior. Segundo estudo realizado em 501 escolas de 27 estados do país pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), em 2009, 87,3% das pessoas apresentaram algum nível de preconceito em relação à orientação sexual.

O estudo foi feito com questionários aplicados a 18.599 pessoas (entre estudantes, professores, diretores e pais) e revelou também que 98,5% dos entrevistados desejavam manter algum nível de distância dos homossexuais.

Além de sofrerem com a homofobia nas escolas, o que agrava a situação é que os filhos dificilmente encontram o apoio de que precisam em casa. “Se uma criança sofre preconceito por ser negra, ela chega em casa e fala com a mãe, que vai reclamar com a professora, a diretora. Os jovens gays, geralmente, não têm com quem falar, porque os próprios pais não aceitam sua orientação sexual”, declara Edith Modesto, terapeuta especialista em diversidade sexual e questões de gênero e fundadora e diretora do Grupo de Pais de Homossexuais (GPH).

Segundo Edith, que é autora de “Mãe Sempre Sabe? – Mitos e Verdades sobre Pais e seus Filhos Homossexuais” (Editora Record), o primeiro passo para ajudar os filhos é aceitá-los completamente. “O preconceito está diminuindo, mas, dentro de casa, mudou muito pouco. Os jovens ainda têm medo de contar para família que são gays. Se tiverem a aceitação dos pais, saberão que podem contar com eles para ajudá-los”, afirma.

De acordo com o educador Caio Feijó, autor dos livros “Pais Competentes, Filhos Brilhantes” e “Os Dez Erros que os Pais Cometem” (Editora Novo Século), o primeiro preconceito que os jovens gays sofrem acontece em casa. “A primeira discriminação acontece quando os pais sabem. Por mais que eles tenham uma cabeça aberta, a maioria não fica feliz, pois tem receio de que o filho sofra com o preconceito da sociedade”, diz.  Para Feijó, os pais devem buscar ajuda para conseguir lidar com a homossexualidade do filho, ou ele irá esconder sua orientação.

“O primeiro lugar que pode e deve oferecer segurança para o jovem é a casa dele. É preciso ouvir quando ele falar sobre sua orientação, e sem recriminá-lo. O jovem está cansado de ouvir piadas e ver os gays serem apresentados de modo preconceituoso na TV. Ele tem muita angústia dentro dele”, afirma Maria Cristina Cavaleiro, professora de políticas públicas da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) coordenadora do grupo de estudo sobre gênero e diversidade da instituição e participante do grupo Estudos de Gênero, Educação e Cultura Sexual (Edges) da Universidade de São Paulo (USP).

“Há uma dificuldade muito grande de aceitação por parte dos pais. Eles foram criados para terem filhos héteros, e os filhos aprendem, desde criança, que devem ser assim, que os sonhos dos pais foram construídos para isso”, diz Edith. “Muitos jovens me procuram perguntando como fazem para serem héteros, iguais ao pai, à mãe. Os filhos ficam tristes ao ver que os pais têm dificuldade para aceitá-los. Os adultos precisam entender que eles são assim, não escolheram ser.”

Filhos confiantes

Pensar em possíveis situações que o filho pode enfrentar na escola e prepará-lo para elas não é a melhor saída para ajudá-lo, segundo os especialistas. Para Edith Modesto, só se deve conversar se a situação acontecer. “Por mais que pareça que os jovens não ouvem os pais, tudo o que a família diz tem grande importância para eles. Se os pais sugerirem possíveis problemas, eles podem ficar com medo e se sentirem ansiosos sem necessidade”.

Segundo Klecius Borges, psicólogo pós-graduado pela USP que atua na área de terapia afirmativa para gays e orientação familiar desde 2001, os pais preparam os filhos para possíveis situações preconceituosas ao aceitá-los como são, sem críticas ou opressão, e ao ensiná-los que as pessoas são diferentes e não há nada de errado nisso. Com amor e apoio, os filhos acabam tendo maior autoconfiança para lidar com os problemas, incluindo a homofobia.

Para Feijó, se os adultos ensinarem os filhos a terem autonomia, a saberem lidar com frustrações e passarem a eles valores como cidadania, moral e ética, os jovens terão capacidade para se protegerem sozinhos.

Quanto o pai pode interferir

Ao perceber que o jovem é vítima de homofobia na escola, é natural que o primeiro impulso dos pais seja o de ir ao colégio e cobrar satisfações e, até mesmo, tentar conversar com os pais do colega que maltrata o seu filho. No entanto, é preciso ter cuidado para respeitar o espaço e a vontade do adolescente.

“Os pais só podem falar na escola se o filho permitir. Eles não podem chegar dizendo que o filho é gay e está sendo vítima de preconceito, a única pessoa que pode dizer isso é o próprio jovem, que, muitas vezes, não quer sair do armário ainda”, diz Edith.

Além disso, principalmente na fase da adolescência, é comum que o jovem queira resolver sozinho os seus problemas e tenha vergonha que os pais tentem fazer isso por ele. “Se os pais vão à escola, o jovem fica com fama de dedo duro, de covarde. Quanto mais os pais fortalecerem a autoestima do filho, mais ele mesmo irá se defender e falar com a direção sozinho, se for o caso”, diz ela.

Para Klecius Borges, nem sempre o filho adolescente deve resolver sozinho todos os problemas da sua vida. “É preciso avaliar se o que ele está sofrendo é grave e o quanto isso o está machucando. Se o pai ou a mãe perceber que ele está sofrendo e não sabe lidar com isso, cabe ao adulto ajudar”, diz.

Se, por exemplo, a discriminação é praticada pelos próprios professores, os pais devem comunicar imediatamente o ocorrido à direção da escola. “A Constituição fala que todos devem ser tratados sem preconceito. O adulto precisa saber que seu filho tem direito a expressar sua sexualidade e deve lutar por isso. É nessa fase que o jovem forma sua identidade, é fundamental que ele não sofra rechaço”, afirma Maria Cristina.

Nova escola

De acordo com a terapeuta Edith Modesto, se o adolescente já foi vítima de preconceito em uma escola e for mudar de colégio, os adultos devem conversar com a direção da nova instituição para avaliar sua filosofia. No entanto, a orientação sexual do filho só deve ser mencionada caso o jovem os autorize a falar sobre isso.

Para Borges, cabe aos pais escolher, no momento da matrícula, uma escola que saiba lidar com a diversidade de uma maneira geral. Os adultos devem perguntar, sem expor os filhos, se algum aluno já sofreu bullying e como isso foi tratado.

Sinais de que algo não vai bem

Com a tentativa de independência que é comum durante a adolescência, é normal que muitos jovens que sofrem preconceito na escola evitem contar o problema para os pais. Mas há sinais comportamentais que podem ajudar a família a identificar se algo errado acontece. Não querer ir à escola, sempre se atrasar para se arrumar, ter dificuldade de acordar e apresentar uma queda repentina no desempenho escolar são alertas que jovens que sofrem bullying começam a dar. “Se o jovem não conta, mas apresenta uma mudança de comportamento muito evidente e abrupta, é preciso conversar com ele”, fala Borges.

Nesse caso, o ideal seria que os filhos vissem espaço para conversar com os pais sobre o problema. “Mas, se os pais percebem que a situação é grave, é preciso tomar uma atitude, afirma Maria Cristina. Segundo ela, caso o adolescente ainda não tenha se assumido, há formas de mostrar para ele que se está aberto para esse tipo de conversa. “Hoje tem a novela que mostra personagens homofóbicos, por exemplo. Os pais podem mostrar que acham a atitude deles horrível, e os filhos entendem o recado sem que o espaço deles seja invadido”, diz.

Já quando a orientação do filho é algo aberto para a família e, mesmo assim, ele não fala sobre o que acontece na escola, vale ir ao colégio, sondar o que está acontecendo e ouvir o que os profissionais têm a dizer, segundo Maria Cristina. “Provavelmente, a primeira atitude da escola é negar, mas, caso se tenha certeza da homofobia, os pais devem buscar ajuda na Secretaria de Diversidade, nos disques-denúncia, na delegacia de ensino”. Também existe o Disque 100, para qualquer caso de homofobia.

Informações: UOL

O que é que tem colocar uma saia ou uma calça? Resposta

Não é a primeira vez que casos como o do colégio Bandeirantes ou da USP Leste chamam a atenção do cotidiano brasileiro.

Os jovens estão vivos e a sociedade precisa de suas vozes e gestos de contestação.

Generificar o vestuário é uma forma de manter-se a homofobia e preconceitos patriarcais arraigados na sociedade há bastante tempo.

O que é que tem colocar uma saia ou uma calça?

Não é a roupa que incomoda, até porque a saia que foi utilizada nem era curta, como muitas mulheres utilizam para chamar a atenção sobre as suas pernas torneadas.

A questão é contracultural. Usar saias, pintar unhas, usar batom, usar calcinhas em vez de cuecas, desestabiliza a questão relacional de gênero em sua normatividade.

Homens vestem isto, mulheres aquilo. E os homossexuais e travestis subvertem esse sistema, porque não se enquadram no que a sociedade obriga os sujeitos a vivenciar no dia a dia público.

É preciso haver uma discussão mais profunda sobre essa contestação. Há casos em que o jovem exposto a deboches e piadinhas se fecha, vai para os guetos, se evade das aulas, corre para as drogas, se entristece. Às vezes se mata, como já vimos em trabalhos feitos por nós da Unesp (Assis, Ourinhos e Prudente com o ensino médio) sobre o homosuicídio.

Engraçado é que isto é cultural. Em outras sociedades, a saia faz parte da vida cotidiana, como os ingleses. O problema não é a saia. É ter direito de vestir o que se quiser. Amar a quem se quiser, desde que se respeite o outro.

Alguém reclama dos héteros vestirem o que quiserem, extravagantemente? Uma loira colocar um collant bem apertado ou um homem vestir-se de caubói com a calça ultrapertada? São valores condicionados a uma moral pouco cidadã.

ARILDA INES MIRANDA RIBEIRO é coordenadora do Núcleo de Diversidade Sexual na Educação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp de Presidente Prudente.

Crianças transgêneros desafiam leis e políticas escolares nos EUA Resposta

Ryan faz acrobacias com suas amigas no recreio do colégio, num subúrbio de Chicago; nascida menino, ela se identifica como menina desde os primeiros anos de vida (Foto: AP Photo/M. Spencer Green)

Ryan faz acrobacias com suas amigas no recreio do colégio, num subúrbio de Chicago; nascida menino, ela se identifica como menina desde os primeiros anos de vida (Foto: AP Photo/M. Spencer Green)

Para incluir e tratar igualmente todos os alunos e alunas, inclusive os que se identificam com gêneros diferentes aos seus biológicos, escolas dos Estados Unidos estão aprendendo empiricamente a se adaptar a uma realidade longe do branco e preto que definem que roupas, brinquedos e atitudes são de meninos ou de meninas. O assunto foi tema de longa reportagem da agência de notícias Associated Press. O blog publica abaixo um resumo feito pelo G1 com os principais trechos da reportagem da AP:

A presença de crianças e adolescentes que adotam outra identidade de gênero é pequena nas escolas, mas tem crescido. No distrito escolar da cidade de São Francisco, por exemplo, o gerente de programas de saúde escolar Kevin Gogin afirmou à reportagem que, de acordo com uma pesquisa com os estudantes, 1,6% dos alunos de ensino médio e 1% dos alunos dos anos finais do ensino fundamental se identificavam como transgênero ou variante de gênero.

As crianças dos anos iniciais não foram incluídas na pesquisa, mas Gogin disse à AP que o distrito já havia identificado alunos e alunas nesta situação nestes anos.

Com Ryan, que hoje cursa o quarto ano do fundamental em um subúrbio da cidade americana de Chicago, a adoção de outro gênero aconteceu ainda mais cedo. Desde os dois anos de idade, ela mostrava atração pela cor rosa e usava as calças do pijama para improsivar uma peruca de cabelos compridos. Na época, ela foi diagnosticada com desordem de identidade de gênero, e os pais começaram a incentivar atividades e objetos típicos de meninos. Quando a estratégia não deu certo, passaram a proibir qualquer menção ou brincadeira tipicamente feminina. Ao perceberem que o efeito da repressão não seria benéfico, decidiram aceitar as escolas da filha.

Desde 2012, a “desordem de identidade de gênero” foi removida da lista de doenças de saúde mental, e outros pais de crianças que não se encaixam no padrão polarizado de meninos e meninas recebem o apoio de médicos e especialistas que não enxergam mais esse fenômeno como algo a ser consertado.

Para alguns deles, a evolução da percepção sobre pessoas transgênero (em suas várias formas, desde que quem se identifica com o gênero oposto até quem se considera parte homem e parte mulher) vai evoluir da mesma forma como a visão a respeito da homossexualidade, que há cerca de 40 anos deixou de ser considerada uma doença mental.

Contra o bullying na escola e na família

Ainda no jardim de infância, ela decidiu, com o apoio dos pais, abandonar a rotina de vestir roupas de menino na escola e trocá-las, assim que chegava em casa, por saias e uma blusa combinando. No primeiro dia da mudança, a mãe dela, Sabrina, foi à sala de aula explicar aos coleguinhas que Ryan gostava de se vestir como menina e fazer coisas de menina.

Algumas crianças contaram suas próprias histórias que quando vestiram roupas indicadas a outros gêneros por motivos variados, e o grupo superou a notícia. As crianças do ensino fundamental, porém, começaram a perseguir Ryan na hora do recreio. Para evitar aborrecimentos, a diretoria da escola garantiu a aplicação da política de intolerância ao bullying.

O processo, porém, não foi totalmente fácil, segundo contou a mãe da criança, Sabrina, à reportagem da AP. Antes da escola, Ryan começou a vestir roupas convencionalmente atribuídas a meninas em parques, no bairro e com a família.

Algumas pessoas não aceitaram a mudança, criticaram o apoio dos pais por acharem Ryan nova demais para saber o que queria, ou simplesmente pararam de reconhecer a criança. “Era como se ela não existisse mais”, disse a mãe. A posição dela e do pai foi, além de mudar de bairro e buscar uma escola que parecesse mais aberta, enfrentar o problema de frente e com uma posição clara: eles reuniram os parentes e lhes informaram que estariam do lado da criança.

“Nosso compromisso é que nossos filhos estejam em um ambiente acolhedor e amoroso, e se alguém não concorda com isso, então não vai estar por perto”, explicou o pai de Ryan, Chris.

Ryan, Scott Morrisson, Eli Erlick e Coy Mathis; aluno e alunas transgêneros nos EUA (Fotos: AP Photo/ M. Spencer Green/Don Ryan/Rich Pedroncelli/ Brennan Linsley)

Ryan, Scott Morrisson, Eli Erlick e Coy Mathis; aluno
e alunas transgêneros nos EUA (Fotos: AP Photo/
M. Spencer Green/Don Ryan/Rich Pedroncelli/
Brennan Linsley)

A tolerância na prática
“Por uma margem grande, a maioria dos educadores quer fazer a coisa certa e quer saber como tratar todas as suas crianças igualmente”, afirmou à reportagem da AP Michael Silverman, diretor-executivo do Fundo de Defesa Legal e Educação Transgênero da cidade de Nova York. Segundo ele, atualmente 16 estados americanos e o Distrito de Columbia (capital dos EUA) já contam com leis que garantem os direitos de pessoas transgêneros. Mas, mesmo nos estados que não contam com essa legislação, os distritos escolares estão geralmente abertos à orientação para a diversidade.

O problema, porém, é que as práticas de aceitação e tolerância à diversidade ainda não são muito difundidas. Entre as perguntas mais comuns estão a definição de qual banheiro a criança vai usar, onde ela vai se trocar para a aula de educação física e que pronome os professores e colegas devem usar para chamar a criança transgênero.

Dados recentes mostram que a falta de informação e socialização entre os estudantes transgêneros podem ter resultados alarmantes.

Um pesquisa nacional feita em 2010, feita em conjunto entre o Centro Nacional pela Igualdade Transgênero e pela Força Tarefa Gay e Lésbica Nacional, mostrou que 41% das pessoas transgêneros entrevistadas no país admitiram que já tentaram cometer suicídio. Mais da metade (51%) delas afirmou que sofreu bullying, assédio, agressão ou expulsão da escola por serem transgêneros.

Scott Morrison, que mora no estado de Oregon há três anos, e há dois fez a transição de menina para menino, afirma que o apoio da família, dos amigos e de sua nova escola, inclusive da ajuda de um conselheiro escolas, fez toda a diferença no processo, inclusive evitando que ele considerasse tirar a própria vida.

“A identidade de gênero é provavelmente a parte mais importante de mim, é a descoberta mais importante que fiz sobre mim mesmo”, disse o formando do ensino médio à AP.

Para Eli Erlick, uma aluna transgênero que vai terminar o ensino médio neste ano em Willits, uma pequena cidade no norte da Califórnia, a transição de menino para menina começou aos 8 anos. Na época, há cerca de dez anos, a sensação que ela descreveu à agência era de ser “a única pessoa desse jeito”. Além de ser ridicularizada em público pelos próprios professores, a aluna não tinha permissão para usar o banheiro das meninas. Para contornar o problema, ela fingia alguma doença para poder ser liberada e usar o banheiro de casa.

Em geral, porém, ela afirma ter notado uma mudança geral nas atitudes em relação às diferenças entre identidades de gênero. Hoje, Eli coordena uma organização que treina e orienta escolas a lidar com pessoas como ela, além de ter ajudado seu próprio distrito escolar, além de outros na Califórnia, a definir políticas sobre o tema.

A inclusão escolar na Justiça

Ainda que haja mais conscientização, nem todas as relações entre alunos transgêneros e suas escolas são pacíficas, e algumas já foram parar na Justiça. Michael Silverman, de Nova York, representa a família de Coy Mathis, uma garota transgênero de seis anos do estado de Colorado.

O motivo do processo foi o fato de a escola ter definido que a criança seria obrigada a usar um banheiro separado das demais meninas.

“Se fosse só um banheiro, então a opção neutra estaria bem. Mas é sobre realmente ser aceita”, disse a mãe de Coy, Kathryn Mathis. “O que acontece agora é que eles te chamam de garota, mas você não é realmente uma garota, então não te deixam agir como uma. E isso faz um estrago incrível.”

A reportagem da Associated Press procurou a escola de Coy, mas ela não se pronunciou.

Os precedentes abertos nos últimos anos e a evolução da posição de especialistas sobre a condição de pessoas transgêneros têm feito com que as crianças e adolescentes que se identificam com um gênero diferente do biológico possam viver mais abertamente e com maior apoio.

“Essas crianças estão começando a ter uma voz, e acho que isso é o que tem feito as coisas interessantes e desafiadoras –e difíceis, às vezes–, dependendo da família, da criança ou da escola”, afirmou à AP Roberto Garofalo, diretor do Centro de Gênero, Sexualidade e Prevenção de HIV do Hospital Infantil Lurie, de Chicago.

No caso de Ryan, sua integração escolar tem tido, até agora, poucas consequências negativas. Uma de suas colegas do quarto ano do fundamental resumiu tudo com uma frase: “A maioria das pessoas esqueceu que um dia ela já foi um menino”, disse a garota.

Fonte: G1

Em vídeo, menino de 12 anos reclama de bullying e impressiona no discurso contra homofobia 1

"Sabe o que é perturbador? Que isso venha de mim, que tenho 12 anos e já sei disso", comenta Theo em vídeo

“Sabe o que é perturbador? Que isso venha de mim, que tenho 12 anos e já sei disso”, comenta Theo em vídeo

Um garoto de 12 anos que virou uma celebridade na internet por publicar vídeos em que aparece dançando e dublando músicas de sucesso decidiu usar a mesma ferramenta para desabafar sobre bullying que tem sofrido justamente pelos vídeos que publica.

Theo Chen, que vive em Cingapura, costuma fazer vídeos editados para suas danças e dublagens de artistas como Bruno Mars, Justin Bieber e Pink. O material rendeu ao garoto uma série de comentários agressivos, sobretudo os que o chamam de gay.

Em um vídeo intitulado “Gay”, Theo desabafa. Sem as edições normais de seus vídeos de música e dança, o garoto mostra uma clareza de ideias que impressiona pela pouca idade ao reclamar das agressões verbais que vem sofrendo, inclusive de quem ele considerava amigo.

— Eles só querem fofocar sobre mim também com dez mil pessoas se eu sou gay ou não. E honestamente, eu não sei. Vocês querem saber quantos anos eu tenho? Tenho 12 anos de idade. E vocês me chamam de gay. Honestamente, neste momento eu não sei. Mas quem se importa se eu sou gay? Achei que este fosse um mundo livre.
Ele reclama que os comentários não o tratam como gay apenas na internet. A fofoca e o tratamento agressivo se espalharam também entre os colegas de escola.

— Querem saber? Se qualquer um de vocês assistir a isso e eu me tornar gay, espero que vocês sejam cabeça aberta sobre isso, ok? Agora, eu gosto de meninas. Não penso que seja gay no momento. Não que haja algo de errado em ser gay. Não acho que a humanidade deva julgar as pessoas pela sexualidade porque não é certo.

Para Theo, aqueles que o ofendem deveriam analisar as pessoas pela personalidade delas e não pela sexualidade.

— Muitos de vocês vão ver este vídeo e pensar “sim, ele definitivamente é gay. Não me importo. Fiz este vídeo para pedir a vocês para que pensem sobre o que dizem. Porque está atacando meus nervos, é torturante. As pessoas fofocam sobre mim. E, sabe, não me apreciam por quem eu sou.

Theo manda ainda um recado aos veteranos da escola onde estuda, para que parem de julgá-lo. Segundo o garoto, os comentáros que surgiram em sites chamando-o de gay o motivaram a fazer o vídeo.

— Sabe o que é perturbador? Que isso venha de mim, que tenho 12 anos e já sei disso. Eu deveria estar aproveitando a escola, mas não estou, porque as pessoas falam de mim o dia todo. E isso realmente me incomoda. Então, por favor, podem parar?

Veja o vídeo, clicando aqui.

No Rio de Janeiro, PSC controla Secretaria de Prevenção à Dependência Química Resposta

psc

A reportagem acima é do jornal O Globo e mostra como o PSC – partido do deputado Pastor Marco Feliciano e que o apóia na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara -, cresceu (já é a décima segunda força na Câmara) na rebarba do poder, com o apoio do governo federal.

Estado do Rio de Janeiro terá nova lei contra homofobia

O que me deixou pasmado é que o governo do Rio de Janeiro, progressista, tem o PSC como aliado. O partido controla a Secretaria Estadual de Prevenção à Dependência Química, sob o comando de Filipe Pereira (PSC), deputado, filho do “dono” do PSC, deputado Pastor Everardo Dias Nascimento (PSC).

Para quem não sabe, vou falar sobre isso pois o blog é sobre direitos humanos, existe um projeto absurdo de fichamento de alunos usuários ou suspeitos de serem usuários de drogas. Projeto que tem o apoio da bancada religiosa (católicos e evangélicos) do Congresso. Veja na reportagem de sábado do jornal O Globo:

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Prefeitura de São Paulo deve aplicar programa Escola sem Homofobia do governo do estado Resposta

A Secretaria de Educação da cidade de São Paulo pode aplicar o programa anti-homofobia criado pelo governo estadual. Segundo o secretário de Educação, Cesar Callegari, o material, que já é usado por professores estaduais, poderá servir também a professores da rede municipal para trabalhar questões relativas a diversidade sexual e preconceito.

“Se for compatível com aquilo que nós acreditamos que seja adequado, dentro de uma discussão ampla com os próprios educadores, a intenção é pedir autorização do governo do estado para utilizar na nossa rede”, disse Callegari na manhã desta quinta-feira (21), durante o desfile do estilista Ronaldo Fraga no CEU Butantã, na Zona Oeste, ao lado do prefeito Fernando Haddad (PT).

A Secretaria Estadual da Educação evita a expressão “kit gay” (termo que José Serra usou durante a campanha, para acusar Fernando Haddad, hoje prefeito, e na época seu opositor eleitoral, de ter criado o kit, quando material anti-homofobia distribuído, em 2009, para escolas pelo governo do estado de São Paulo na administração do tucano José Serra (2007-2010), tinha pelo menos dois vídeos iguais ao chamado “kit gay”, do Ministério da Educação, elaborado na época da gestão do petista Fernando Haddad e suspenso pela presidenta Dilma Rousseff), com razão, já que a alcunha foi dada por opositores da educação anti-homofobia e inclusiva. O material é composto por vídeos e cartilha que tratam de prevenção da gravidez na adolescência, violência, diversidade sexual e preconceito e tem aval da UNESCO.

“Nós não estamos elaborando o kit gay (sic). A questão da homofobia é uma questão curricular, como a questão ambiental. Se trata é de um esforço da Secretaria Municipal de Educação como estão sendo orientados os professores que também são nossos, além de serem professores do estado. E nós precisamos conhecer essas orientações curriculares, inclusive sobre o combate á homofobia”, explicou o secretário municipal de Educação para o G1

MP no Ceará recebe denúncia de homofobia contra colégio 2

Uma denúncia de suposto conteúdo homofóbico em apostila escolar foi feita ontem ao Ministério Público do Ceará (MP-CE) pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT). A entidade recebeu a acusação de uma pessoa identificada como estudante do 3º ano do ensino médio do colégio Farias Brito.

Além do procurador de Justiça do MP-CE, José Valdo Silva, a denúncia foi feita ao Ministério da Educação. Segundo informações do presidente da ABGLT, Toni Reis, no dia 14 de fevereiro, durante aula de Física sobre prótons e elétrons, o aluno da escola teria observado na apostila que as figuras utilizadas para ilustrar repulsão e atração seriam de cunho homofóbico.

Nas ilustrações, a repulsão (representada por setas em sentidos contrários e sinais negativos) se dá entre dois meninos e entre duas meninas, enquanto a atração é apenas entre um menino e uma menina.

O diretor-superintendente da instituição, Tales de Sá Cavalcante, afirma que o colégio está investigando o caso. Segundo o diretor, a apostila é utilizada no colégio desde 2006, e os estudantes nunca se manifestaram contra as ilustrações. “Em nenhum momento, o professor que fez (o material didático) tomou uma atitude de homofobia”, diz.

O diretor defende também que a instituição é pluralista e democrática, com alunos, professores e funcionários homossexuais. “Tudo indica que este aluno não exista e que seja intriga de colégios concorrentes”, diz.

Fonte: Jornal de Hoje

Grupo protesta contra trote machista e é agredido, inclusive com frases homofóbicas, na USP São Carlos 1

Grupo protesta contra trote machista e é agredido na USP São Carlos

Grupo protesta contra trote machista e é agredido na USP São Carlos

Militantes da Frente Feminista de São Carlos (SP) foram agredidas verbalmente durante protesto contra o trote Miss Bixete, praticado por veteranos da Universidade de São Paulo (USP). A universidade investiga o caso, ocorrido na terça-feira (26). O Miss Bixete é uma festa dentro do campus que faz parte da recepção de calouros e na qual as calouras desfilam para os veteranos (veja fotos e vídeo abaixo).

Protestos

Desde 2005, as ativistas da Frente, que também promovem a Marcha das Vadias na cidade, denunciam o caráter machista da festa, que ocorre no Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira (Caaso). No protesto, além de batucarem, carregavam cartazes com dizeres como “As mulheres têm cérebro e não apenas seios” – as calouras que desfilam têm que atender aos pedidos dos veteranos, como tirar a blusa.

Ao longo do protesto, veteranos passaram a agredir verbalmente as participantes. Um dos estudante tirou a roupa e exibia o pênis; outro, similou sexo com uma boneca inflável, além de comentários homofóbicos como chamar o grupo de ‘bando de gays e lésbicas’. Também havia veterano distribuindo uma paródia de “50 Tons de Cinza”, cujo título era “50 golpes de cinta”.

Caráter Machista

De acordo com reportagens publicadas na imprensa local, o grupo feminista não queria impedir o Miss Bixete, mas mostrar o caráter machista e constrangedor e deixar claro para as calouras que elas não precisariam desfilar – para as ativistas, muitas desfilam para evitar serem chamadas de chatas ou antissociais depois.

Apesar da confusão e de telefonemas de reclamação à Delegacia da Mulher, não houve um registro formal de queixa. Em nota, a USP informou que vai investigar a conduta dos veteranos.

Abaixo, nota do Caaso sobre o episódio e a festa, divulgada no Facebook.

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“São Carlos, 26 de fevereiro de 2013.

Nota: Posicionamento do CAASO em relação às atividades de terça-feira.

Há anos a tarde de terça-feira da semana de recepção é motivo de debate no campus em função das atividades que ali ocorrem. Enquanto alguns estudantes veem o Miss Bixete como espaço de integração e divertimento, outros têm críticas a essa atividade por identificarem que ela reproduz o machismo que precisa ser combatido na sociedade.

Por isso, é saudável que ocorram atividades alternativas que propiciem experiências diferenciadas e a abertura para o debate sobre o que queremos e o que não queremos na universidade. De qualquer modo, deve-se prezar para que em todos esses espaços a diversidade de opiniões possa se fazer presente de maneira respeitosa por todas as partes.

O CAASO, que sempre lutou contra as opressões na sociedade, deve continuar sendo um palco de discussões em busca de uma sociedade mais justa, livre e igualitária. Por isso reafirmamos nosso posicionamento em não participar do Miss Bixete pelo seu caráter machista.

Deve-se salientar que os estudantes têm liberdade para participar dos espaços que julgarem pertinente, porém a diretoria do CAASO constrói a atividade de integração “Tô à toa”, juntamente com outras secretarias acadêmicas.

Gestão Pelo CAASO – Mais Vale o que Será”

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Fonte: Caros Amigos

Grupo da UnB prepara cartilha contra homofobia para calouros 2

O Grupo de Trabalho de Combate à Homofobia da Universidade de Brasília (UnB) prepara uma cartilha sobre tolerância à diversidade sexual a ser entregue aos novos alunos da instituição, no início do semestre letivo, marcado para abril.

O coordenador do GT, professor José Zuchiwischi, diz que o material, produzido por professores, alunos, servidores e ativistas está pronto e deve seguir para diagramação no dia 15 deste mês.

“A publicação informa o calouro que esse grupo de trabalho existe. O aluno LGBT fica sabendo que ele não está sozinho. Mas a cartilha não é só voltada a esse público. Ela também alerta a todos sobre os perigos da homofobia”, fala Zuchiwischi.

Casos
Uma estudante do 5º semestre de agronomia da UnB afirmou ter sido vítima de agressão corporal motivada por homofobia no dia 18 de fevereiro deste ano.  Ela andava em direção ao carro no estacionamento do ICC Sul, quando foi derrubada por um homem. O agressor teria desferido socos e chutes contra a estudante enquanto gritava “lésbica nojenta”.

No início de janeiro, as paredes do centro acadêmico de direito foram pichadas com mensagens pejorativas, machistas e homofóbicas.

Para Zuchiwischi, esses acontecimentos na universidade são reflexos do que acontece na sociedade. “A UnB não é uma ilha, nós fazemos parte da sociedade. O que nos importa é que a universidade esteja preparada para reagir a esse tipo de violência. Não podemos permitir que este espaço, pensado para ser vanguarda, tenha esse tipo de evento.”

Fonte: G1

Após homofobia e agressão, UnB anuncia criação de diretoria para questões de gênero e etnia 1

Após uma estudante da Universidade de Brasília (UnB) ser agredida na segunda-feira (18/2), vítima de homofobia, o Decanato de Assuntos Comunitários vai criar uma diretoria para tratar exclusivamente das questões de gênero e etnia.

A nova área vai definir políticas de respeito à diversidade e prevenção à violência em consequência cor e orientação sexual.

De acordo com a decana de Assuntos Comunitários, Denise Bomtempo, o principal objetivo é o combate ao preconceito. Segundo ela, a discussão para a criação da diretoria existe desde o final de 2012.

Segundo ela, a ideia é iniciar o mês de abril com a nova diretoria em funcionamento.

Denise Bomtempo explica que a área surge com o propósito de evitar e encaminhar casos como o da estudante do 5º semestre de Agronomia, agredida no estacionamento do Instituto Central de Ciências do campus Darcy Ribeiro, na última segunda-feira.

— Queremos dispor de infraestrutura e recursos humanos especializados para tratar especificamente destes casos. Há um número significativo deles que vem sendo relatados e registrados, mas não basta gerar sindicâncias, punir. É preciso prevenir.

Homofobia

A diretoria vai atuar ao lado de outras iniciativas já existentes, como o Grupo de Trabalho de Combate à Homofobia na UnB. Criado em 2012, o grupo tem 28 membros, entre alunos, professores e servidores. Propõe-se a se tornar um canal de demandas dos vários grupos e estabelecer ações conjuntas para se combater a violência à orientação sexual das pessoas.

No início do mês de janeiro de 2013, estudantes da UnB encontraram uma pichação com mensagens homofóbicas na porta do Centro Acadêmico (CA) de Direito da instituição. Membros da Gestão do CA foram se reunir no local no início do dia para discutir sobre um evento e encontraram mensagens pejorativas como “Não aos gays” e “Quem gosta de dar, gostar de apanhar” espalhadas pelas paredes e portas do espaço.

Informações: R7

Agredida na UnB, estudante diz que foi vítima de homofobia 3

unb

Uma estudante do 5º semestre de Agronomia da Universidade de Brasília (UnB) foi à polícia nesta segunda-feira (18/2) e afirmou ter sido vítima de agressão corporal motivada por homofobia.

A mãe da jovem, Sílvia Rodrigues, afirma que a filha, que prefere não ser identificada, andava em direção ao carro no estacionamento do ICC Sul, por volta das 17h desta segunda, quando foi derrubada por um homem, aparentemente com idade entre 18 e 22 anos. O agressor teria desferido socos e chutes contra a estudante enquanto gritava “lésbica nojenta”. Sílvia Rodrigues diz que, após algum tempo, a filha conseguiu empurrar o homem, que fugiu.

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De acordo com a família da estudante, ela precisou de atendimento médico e teve a perna esquerda e o braço direito enfaixados. À noite, ela registrou ocorrência na 2ª delegacia de polícia, na Asa Norte.

A mãe da jovem diz não saber o que fazer. “Estou indignada e revoltada. A que ponto chega a homofobia? Qual o limite de uma pessoa que faz isso?” Sílvia Rodrigues afirma que a filha está com medo de voltar às aulas na universidade. “Ela está com medo de sofrer uma agressão de novo, pois parece que a pessoa já a conhecia.”

Procurada pelo G1, a Polícia Civil disse que, por enquanto, não se pronunciará sobre o caso. A UnB afirmou que não foi comunicada oficialmente e que repudia qualquer tipo de ato homofóbico. A instituição também disse que ainda não foi procurada pela aluna, mas que vai dar todo suporte necessário à estudante.

Fonte: G1

Bullying homofóbico 1

A enfermeira Denise Dal Ri, de Carazinho (RS), enviou ao Entre Nós um artigo sobre bullying homofóbico, escrito após palestra que ela ministrou, a convite do governo do Rio Grande do Sul, que possui um programa chamado Rio Grande sem Homofobia.

Faça como a Denise, se você tem alguma crítica, sugestão, foto, vídeo ou sugestão de pauta, envie para oblogentrenos@gmail.com. A sua participação é importante.

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MEC vai criar novo plano contra violência e homofobia nas escolas Resposta

O ministro Mercadante (esq.) afirmou que é preciso construir uma cultura de convívio com a pluralidade (Foto: Edson Lopes/Conselho Federal de Psicologia)

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e o presidente do Conselho Federal dePsicologia (CFP), Humberto Verona, assinaram ontem (20) um convênio para o estudo da violência e elaboração de um plano para o combate à homofobia nas escolas. A parceria foi firmada durante a cerimônia de abertura da 2º Mostra Nacional de Práticas em Psicologia, em São Paulo. O evento termina no sábado (22). 

“Esperamos com esse convênio um trabalho intenso em toda a rede, com trabalho de campo, para o desenvolvimento de políticas para uma escola acolhedora, uma cultura de paz, tolerância, convívio com as diferenças, com a pluralidade sexual, racial, religiosa, que enfrente o preconceito e a discriminação e coloque a escola pública em outro patamar e prepare o país para essa nova era do conhecimento”, disse o ministro.

Mercadante destacou o desafio de colocar a educação, a ciência, a tecnologia e a inovação como eixo estruturante de uma política de inclusão. “E a educação precisa do respaldo intelectual dos psicólogos”, afirmou. Ele lembrou as ações do MECvoltadas à ampliação do atendimento nas creches (o país tem apenas 23% das crianças pequenas matriculadas nesses estabelecimentos) por meio do programa Brasil Carinhoso, e do tempo de permanência na escola dos alunos do ensino fundamental vão requerer o trabalho desses profissionais.

A Mostra Nacional de Práticas em Psicologia é um evento comemorativo dos 50 anos da regulamentação da profissão de psicólogo. Além do ministro Mercadante, estiveram na cerimônia de abertura representantes dos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, da Saúde e da Secretaria de DireitosHumanos.  

Em uma mensagem gravada em vídeo, o ministro Alexandre Padilha, da Saúde, lembrou que o psicólogo, que trabalha para reduzir o sofrimento das pessoas e conhece a mente humana, é cada vez mais necessário em políticas para o setor, onde são previstas a ampliação da oferta de centros de atendimento psicossocial (Caps) e de consultórios de rua.
Kit anti-homofobia

Em maio de 2011, o então ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que kit-antimofobia que estava sendo preparado para combater o preconceito contra homossexuais na escola poderia incluir outros grupos que também são vítimas de discriminação.

No entanto, após pressão da bancada religiosa, o governo recuou no projeto.

kit foi elaborado por entidades de defesa dos direitos humanos e da população LGBT a partir do diagnóstico de que falta material adequado e preparo dos professores para tratar do tema. Ele era composto por cadernos de orientação aos docentes e vídeos que abordavam a temática do preconceito. Foi cancelado mesmo sem a presidenta Dilma Rousseff ter assistido a nenhum dos vídeos.

Tudo no mesmo saco

Antes a proposta era de combate a homofobia nas escolas, agora é de combate a todos os preconceitos, inclusive ao preconceito religioso. Só que cada tipo de preconceito deve ser tratado de maneira diferente, porque tem consequências diferentes na vida das pessoas. Se ninguém da bancada religiosa do Congresso chiar é porque está do jeito que eles aprovam. Vamos aguardar. Tomara que seja o início de uma política do governo federal contra a homofobia no país que é campeão mundial em violência contra LGBT.

*Com informações da Rede Brasil Atual




Escola do sertão de Pernambuco combate o bullying homofóbico através da educação Resposta


Vem de Petrolândia (429 km do Recife), cidade que fica no sertão de Pernambuco, um dos maiores exemplos de trabalho escolar de combate ao bullying contra alunos de orientação sexual diferente.


Os alunos do Ensino Médio da Escola Maria Cavalcanti Nunes participaram de atividades da disciplina da Filosofia entre elas a votação do Projeto de Lei 122/06, da deputada Iara Bernardi (PT), que torna a homofobia crime.



Antes da votação simulada, os estudantes assistiram ‘a um debate entre um pastor evangélico contra o projeto, e um estudante de Direito defensor dos direitos das pessoas de orientação sexual diferente.


Um grupo de estudantes assumiu o papel de 16 deputados. Depois da análise da proposta a votação revelou a aprovação do projeto por 9 votos a favor e 6 contra.


”A gente percebe que existe um certo tabu quando o assunto é homossexualidade, então foi muito importante discutir” explicou o aluno Lucas Monteiro em entrevista para a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Educação.


A idéia foi do professor Daniel que comemorou o sucesso das atividades como sendo “uma aula de respeito e democracia”.

Está aí um bom exemplo de que a educação pode evitar a homofobia. Fica a dica, presidenta Dilma Rousseff.

Materiais didáticos ‘não vão resolver’ homofobia, diz ministro da Educação Resposta

Como já era esperado, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, se posicionou contra o kit anti-homofobia. Ele disse que a elaboração de materiais didáticos sobre o combate à homofobia “não vai resolver” o problema. Mercadante falou sobre a questão da diversidade nas escolas ao se dirigir ao deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) durante reunião na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

Leia também: Dilma suspende kit anti-homofobia do MEC, após pressão da bancada religiosa da Câmara

Segundo o ministro, o mais importante é que se possa estabelecer um diálogo de respeito à diversidade. “As crianças vão para casa humilhadas devido à homofobia. Nós precisamos fazer uma pesquisa sobre como construir um diálogo de respeito à diversidade”, afirmou o ministro. “Lançar um material didático não vai resolver”, disse Mercadante.

Em maio de 2011, após ser chantageada por parlamentares da Frente da Família (conjunto de deputados e senadores evangélicos fundamentalistas), a presidenta Dilma Rousseff suspendeu o kit anti-homofobia, que havia sido elaborado quando o ministro da Educação era o hoje mudo (quando o assunto é homofobia) Fernando Haddad. Dilma, na época, assumiu que sequer assistiu aos os vídeos que faziam parte do kit.

O kit era compost pro três vídeos e por apostilas que seriam voltadas aos professores. Era parte do programa Escola sem Homofobia, do Governo Federal. O objetivo era das subsídios para que os professores abordassem temas relacionados à homossexualidade com alundos do ensino médio.

O kit foi elaborates após realidação de seminários com profissionais de educação, gestores e representantes da sociedade civil. O material era composto de um caderno que trabalhava o tema da homofobia em sala de aula e no ambiente escolar, buscando uma reflexão, compreensão e confronto. A ideia era distribuir em 6 mil escolas públicas.

É triste ver que um governo do PT, partido que historicamente sempre esteve ao lado das chamadas minorias, se mostre reacionário e conservador. Enquanto isso, estudantes gays continuam sendo alvo de gozação de alunos e professores, apanhando e, quando não suportam mais, cometendo suicídio. 

Se o governo federal acha que o kit anti-homofobia não resolve a questão (alguém disse que resolveria?, mas que ajudaria, ajudaria), ele deveria, ao menos, elaborar campanhas publicitárias em nível nacional a respeito do tema. Não se trata de uma reivindicação dos movimentos LGBT, mas de um clamor da sociedade, que não aguenta mais tanta violência e tanto ódio.

Metade dos adolescentes filhos de mães lésbicas sofre preconceito, a maioria na escola, aponta estudo americano. Resposta

Cinqüenta por cento dos jovens de 17 anos de idade que cresceram em famílias chefiadas por lésbicas nos Estados Unidos já passaram por estigma e momentos de preconceito e bullying, porém souberam lidar com essa situação, é o que afirma um novo estudo publicado por mas foram capazes de lidar, de acordo com um novo feito por uma entidade que trata de assuntos da juventude, na Califórnia, Estados Unidos. 


Uma parte fundamental do estudo revela que a média global de famílias lideradas por mães lésbicas que sofrem chacotas e ataques de preconceito não difere da média encontrada em famílias heterossexuais, o que é consistente nos estudos anteriores nesta área.
Os resultados ainda revelaram que os estudantes adolescentes eram na maioria das vezes, a fonte de comentários negativos, vítimas de provocação, ou ridicularização. Trinta por cento dos incidentes relatados ocorreram no ensino fundamental e 39 por cento ocorreram no ensino médio.
¨As descobertas sugerem que os sistemas educativos podem desempenhar um papel importante na prevenção de incidentes e estigmatização da homofobia com projetos anti-bullying¨, disse o autor do estudo, Loes van Gelderen, da Universidade de Amesterdã.
Além disso, quase dois terços dos adolescentes estudados sabem como lidar com essas situações de constrangimento, com habilidades de enfrentamento. A maioria dos adolescentes tentou se confortar, enquanto outros confrontaram os autores dos ataques para que ficasse claro que as provocações eram inaceitáveis. Alguns optam por estar com os amigos que apóiam sua situação familiar ou procuram ajuda social e contam o que acontece em suas vidas. Outros adolescentes, no entanto, usam as habilidades de enfrentamento que eram menos eficazes, como a tentativa de evitar o confronto. Por exemplo, um adolescente disse: “Eu logo aprendi a ficar de boca fechada e usar o termo ¨parents¨ (que significa pais em inglês, mas não define se são um pai e uma mãe, dois pais ou duas mães) ao invés de dizer mães.¨
No estudo, “A estigmatização associada a crescer em uma família de mães lésbicas: O que passam esses adolescentes e como eles lidam com isso?”, adolescentes foram questionados sobre se tinham ou não sido tratados injustamente por causa de ter uma mãe lésbica. Os adolescentes que disseram que sim, tiveram que descrever duas ou três dessas experiências, especificando o que aconteceu, como se sentiram, o que eles disseram ou fizeram, e o que foi dito sobre eles.
Os 78 adolescentes foram retirados de famílias que estão participando do Estudo Longitudinal Nacional da Família Lésbica (NLLFS), o maior projeto de estudo sobre sobre mães lésbicas e seus filhos nos Estados Unidos. Iniciado por Nanette Gartrell, em 1986, o NLLFS examina o desenvolvimento social, psicológico e emocional das crianças, bem como as dinâmicas de famílias lésbicas planejadas.

Minorias são destaque na pauta da Câmara Resposta



A discussão da homofobia nas escolas causou polêmica na Câmara em 2011. Por pressão da bancada evangélica, após muita discussão, o governo suspendeu a implantação do programa Escola sem Homofobia. Mas o tema permaneceu na pauta da Casa e deve representar uma das bandeiras da comunidade LGBT no próximo ano, juntamente com a criminalização da homofobia, prevista no Projeto de Lei 122/06, em análise no Senado.
Em seminário realizado em novembro, o movimento reivindicou a inclusão de conteúdos sobre orientação sexual e diversidade de gênero nos currículos escolares e na formação de professores, como forma de combater o preconceito. Essa representa a principal demanda da comunidade para o Plano Nacional de Educação (PNE, PL 8035/10), em análise na Câmara.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, em 2012, as 250 Paradas do Orgulho LGBT devem ter a violência e a educação como tema. “Também vamos reforçar o esclarecimento, por meio de parcerias com universidades, sindicatos, conselhos profissionais”, acrescenta.
Debate importante
Representante da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT na Câmara, o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) considera que, apesar do recuo quanto ao Escola sem Homofobia, o debate foi importante. “Infelizmente o Governo Federal cedeu à chantagem da bancada evangélica e suspendeu o programa, mas o debate já foi uma grande conquista”, defendeu.
O presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado João Campos (PSDB-GO), também considera que a discussão foi “muito positiva”. Com a pressão, ele afirma que os parlamentares evangélicos conseguiram do governo o compromisso de “ouvir todos os segmentos organizados quando for desenvolver programas relacionados a valores e tradições da sociedade brasileira”.
Reconhecimento

Jean Wyllys e Toni Reis também consideram a inclusão da liberdade de orientação sexual e religiosa no Estatuto da Juventude uma vitória. “Esse marco legal reconhece a juventude LGBT e os jovens adeptos de outras religiões que não as cristãs – as de matriz africana”, comemora Jean Wyllys.
Outra pauta que deve mobilizar a comunidade LBGT no próximo ano é o casamento civil. Em maio o Supremo Tribunal Federal reconheceu a equiparação da união civil homoafetiva às uniões heterossexuais. Na prática, a decisão legaliza o casamento civil, pois a Constituição equipara as duas formas de união. Segundo Toni Reis, já são mais de 20 uniões homoafetivas convertidas em casamento em todo o País.
Para fazer a conversão, no entanto, o casal tem de recorrer à Justiça. Por isso, embora também considere a decisão do Supremo uma conquista, Jean Wyllys afirma que ela não é suficiente. “Vivemos em um País em que quase 90% da população não têm acesso à Justiça, então uma decisão que depende de cada um entrar com um processo para garantir um direito não vai atender todo mundo”, sustenta.
Casamento
Para o parlamentar, a única forma de contemplar a todos é por meio da lei. Por isso, antecipa que já elaborou uma Proposta de Emenda à Constituição que garante o direito de homossexuais ao casamento civil. “Já colhi 99 assinaturas, das 171 necessárias”, explica.
O deputado está confiante que, no ano que vem, conseguirá as assinaturas que faltam. Segundo ele, o movimento LGBT, por sua iniciativa, vai começar uma campanha em favor “do casamento civil igualitário”. “É uma campanha com artistas e formadores de opinião”, esclarece.

Agência Câmara

Homofobia pode ser tema da redação do Enem 2011 Resposta



Uma dica valiosa, para os candidatos que prestarão o Enem, neste final de semana, é se preparar para a redação. A pontuação desta prova, pode garantir a aprovação do aluno.
 A prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio, solicita que os estudantes elaborem uma dissertação-argumentativa. O texto deve apresentar a opinião do autor durante a introdução. Argumentos que fundamentem a tese, durante o desenvolvimento do texto. E possíveis soluções para os problemas discutidos, na conclusão.
Para elaborar um bom texto, os candidatos devem conhecer o tema. Em geral, a prova cobra dos estudantes respostas para problemas sociais. Sites especializados em vestibular acreditam que a Homofobia pode ser tema da redação deste ano.       
O estudante pode estudar a decisão do STF em ampliar o direito dos homossexuais. Crime e agressões motivados pela orientação sexual, etc.
Lembrando que essas sugestões apenas norteiam os estudos. E os candidatos devem estudar todos os assuntos da atualidade.

Bacana, assim muitos estudantes que pretendem entrar em uma universidade, precisarão estudar o assunto. Ideal seria que as escolas discutissem mais o tema. Aliás, a sociedade de uma forma geral. O Kit Escola sem Homofobia, suspenso pela presidenta Dilma Rousseff, tinha esse propósito. De qualquer forma, é animador, saber que futuros formadores de opinião precisam estar por dentro de um assunto tão importante e que, durante muito tempo, foi posto à margem da sociedade, quanto a homofobia.

*Com informações da Universia Brasil

Ato reuni 20 mil pedindo ensino contra a homofobia no Pará Resposta

Travesti participa da parada gay na praça Waldermar Henrique, no centro de Belém
Foto: Igor Mota/Futura Press


Aproximadamente 20 mil pessoas da comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) de Belém participaram ontem da 10ª edição da Parada Gay, que este ano teve como tema “Educação e cidadania: por uma escola sem homofobia”.


O ato iniciou com caminhada, que partiu por volta das 12h, no centro da capital paraense, puxada pelo trio elétrico da organização (Grupo Homossexual do Pará), vestido com a bandeira multicolorida do movimento, a partir das 17h30 aconteceu a festa, com performances de drag queens e shows musicais.


O governo do Estado emitiu nota garantindo apoio ao movimento “por meio da integração de diversos órgãos institucionais. Além da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Instituto de Artes do Pará (IAP) e a Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves (Centur) integram as articulações para a execução do evento”.
O evento contou com cinco trios elétricos, levando os organizadores e autoridades locais, a caminhada se estende até a Praça da República. DJs animaram os participantes e divulgaram informes gerais sobre o tema deste ano. Informações sobre prevenção de doenças e outros cuidados com a saúde também foram abordados durante o percurso.
Frequentadores do evento, disseram que este ano a parada esteve mais pacífica e organizada.
A Guarda Municipal afirmou que o número de ocorrências foi considerado baixo. Foram oito furtos registrados, O que mais teve foram brigas.
Organizado pelo Grupo Homossexual do Pará (GHP) e pela organização não-governamental Cidadania, Orgulho e Respeito (COR), a Parada Gay teve o apoio do governo do Estado e do Ministério da Saúde, além de entidades como o Sindicato dos Psicólogos do Pará (Sindpsi), representado por Lúcia Lima:
“Apoiamos a luta contra a homofobia e eu, como profissional, defendo a educação como forma de informar e orientar desde a infância para aceitação das diferenças e da diversidade”.


“Os políticos foram intolerantes ao vetar o kit anti-homofobia criado pelo MEC. Nós somos uma minoria e precisamos ter direitos iguais aos de todos”, ressaltou Rui Guilherme, do movimento LGBT estadual.
*Com informações do “Diário do Pará”, do “Terra” e da “Agência Pará de Notícias”


Projeto de Lei que proíbe kit anti-homofobia em São José dos Campos será votado hoje Resposta

Será votado hoje o projeto de lei que visa proibir a divulgação do kit anti-homofobia nas escolas de São José dos Campos, em São Paulo. A votação da proposta apresentada pelo vereador Cristóvão Gonçalves (PMDB), vai ser votada na Câmara da Cidade. 

Esta é a terceira vez que a polêmica proposta entra em pauta no Legislativo, e vários representantes do Fórum Paulista LGBT estão em atrito com líderes da bancada religiosa. 

A idéia é proibir a distribuição de material didático que inclui panfletos e vídeos educativos que abordam a homossexualidade e acabar com bullying nas escolas de ensino fundamental. A presidenta Dilma Roussef, sem ter tido contato com o verdadeiro material proibiu o kit de ser distribuído, depois de ter cedido às pressões da bancada evagélica e afirmando que o governo não vai fazer propaganda da vida sexual das pessoas. 

Mesmo com a análise do Ministério da Educação (MEC), o vereador afirma que o kit não é educativo e que induz os jovens a se tornarem homossexuais. Ou seja, espalha um discurso tão ignorante quanto ele. 

Caso a lei que permite a distribuição do kit anti-homofobia for aprovada, todas as escolas municipais, estaduais e particulares de São José dos Campos receberão o material, e caso não cumpram a medida, receberão uma multa de mil reais. 

O coordenador da Campanha da Fraternidade da Igerja Católica, José Luis Nunes, disse que o MEC deveria se preocupar com outras demandas na educação e que o materia na avaliação dele, é ¨totalmente prejudicial e inoportuno para a sociedade¨. Em outras palavras, perseguir alunos homossexuais, agredir e não educar os jovens para que respeitem as diferenças, são fatores que não devem ser levados em consideração. 

Já os integrantes do Fórum Paulista LGBT, que protestam desde as primeiras sessões em que o projeto foi apresentado, dizem que a iniciativa do vereador Cristóvão Gonçalves é um absurdo, e que ¨ele está indo contra a todo um trabalho que visa acabar com o preconceito e a homofobia em todas as esferas¨.