Lady Gaga condena homofobia na Rússia e chama o governo de criminoso Resposta

Reprodução/Getty Images

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Grande ativista pelos direitos dos LGBT, Lady Gaga não poupou críticas ao governo da Rússia.

“Enviando coragem aos LGBT na Rússia. A ascensão do abuso no governo é arcaico. Hostilizar adolescentes com spray de pimenta? Agressões? Mãe Rússia? O governo russo é criminoso. Opressão será respondida com revolução. LGBT russos, vocês não estão sozinhos. Nós vamos lutar pela liberdade de vocês… Por que você não me prendeu quando teve a chance, Rússia? Por que você não quis responder ao mundo?”, disparou em sua página no twitter.

Durante a Parada Gay no país, em maio, os participantes foram hostilizados por policiais e religiosos da Igreja Ortodoxa Russa. Além disso, recentemente, o Tribunal Municipal de Moscou aprovou uma lei que proíbe a realização do evento pelos próximos cem anos.

Obama diz que não tolera países que intimidam homossexuais Resposta

Barack Obama falou da comunidade LGBT no talk show de Jay Leno, da NBC

Barack Obama falou da comunidade LGBT no talk show de Jay Leno, da NBC

Dando mais uma prova que seu segundo mandato será marcado pela defesa dos direitos LGBT, o presidente estadunidense Barack Obama criticou as nações que perseguem a comunidade gay na noite da última terça-feira (7/8), durante uma entrevista ao programa The Tonight Show, da rede NBC. Obama fez o comentário ao falar da Rússia, que tem aprovado legislações anti-homossexuais.

“Sem tolerância para os países que tentam intimidar gays, lésbicas e transgêneros , de uma maneira prejudicial a eles”, disse Obama ao apresentador do programa, Jay Leno .

Sede da edição de inverno dos Jogos Olímpicos, no próximo ano, a Rússia tem sido pressionada a revogar leis restritivas à comunidade LGBT, como a que proíbe a realização de paradas gays.

“Eu acho que eles entendem que a maioria dos países participantes dos Jogos Olímpicos não toleraria que gays e lésbicas fossem tratados de forma discriminatória”, observou Obama sobre a possível revogação.

O presidente dos Estados Unidos ainda falou da necessidade de tratar todos com igualdade. “Uma coisa que é importante para mim é ter certeza que as pessoas serão tratadas de forma respeitosa e com justiça. É isso o que defendemos, eu acredito que esse preceito não é exclusivo para a América. É algo que deve ser aplicado em todos os lugares. “.

Conheça os gays que são contra o casamento gay 1

Vários países estão abrindo caminhos jurídicos para a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo e outros já oficializaram este tipo de união.

Na França, apesar de inúmeros protestos, o primeiro casamento gay já foi realizado.

Após um decisão do Parlamento britânico, Inglaterra e o País de Gales também poderão realizar casamentos entre pessoas do mesmo sexo em breve.

No Brasil, em maio, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que todos os cartórios do país sejam obrigados a habilitar, celebrar o casamento civil ou converter a união estável em casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Nos Estados Unidos, duas decisões que serão tomadas pela Suprema Corte nas próximas semanas poderão acelerar a aprovação dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo no país.

Apesar do forte ativismo dos americanos, muitos nos Estados Unidos são contra o casamento gay, e não fazem parte de comunidades conservadoras.

‘Comprovadamente não é o mesmo que um casamento heterossexual, o significado religioso e social de uma cerimônia de casamento gay simplesmente não é o mesmo’, disse Jonathan Soroff.

Sorroff é homossexual e vive com seu companheiro Sam em Massachusetts, no leste do país.

Assim como metade de seus amigos, ele é contra o casamento de pessoas do mesmo sexo.

‘Não vamos procriar como um casal e, enquanto o desejo de demonstrar compromisso pode ser louvável, as tradições religiosas que acomodaram os casais de mesmo sexo precisaram fazer algumas distorções razoáveis’, afirmou.

Para Soroff, que escreve para o jornal ‘Improper Boston’, o objetivo é igualdade e não vale a pena se prender apenas a uma palavra.

‘Estive em alguns casamentos gays adoráveis, mas imitar o casamento heterossexual tradicional é estranho e não entendo porque alguém quer fazer isto. Não digo que as pessoas que querem não deveriam ter, mas, para mim, tudo o que importa é a questão legal’, afirmou.

Legalização

A questão legal mencionada por Soroff pode estar a caminho. Os nove juízes da Suprema Corte americana estão analisando se uma lei federal que não reconhece o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e, por isso, nega a eles e elas os benefícios desta união, é inconstitucional.

Um segundo veredicto será dado em relação à legalidade da proibição do casamento gay na Califórnia.

Mas, para alguns homens e mulheres gays americanos, a aprovação do casamento gay seria uma vitória de uma instituição patriarcal.

Claudia Card, professora de filosofia da Universidade de Wisconsin-Madison, afirma que algumas lésbicas são contra esta união alegando razões feministas, pois acreditam que o casamento serve mais aos interesses do homem do que os da mulher.

A professora afirma que a questão do casamento é uma ‘distração’.

‘Ativistas gays deveriam colocar suas energias em questões ambientais como a mudança climática, pois há uma chance de fazer diferença (de forma mais) moralmente defensável e urgente’, disse.

Legba Carrefour, que se descreve como um ‘homossexual radical’, chama o casamento gay de ‘um modo de vida destrutivo’ que produz famílias destruídas.

‘Estamos a apenas uma ou duas gerações de distância de filhos vindos de casamentos gays que também são lares desfeitos’, disse.

Para ele, uma prioridade maior para a comunidade gay é combater o aumento da violência contra transexuais.

‘Não estou preocupado se posso me casar, mas se vou morrer na rua nas mãos de homofóbicos.’

Entre os americanos, o apoio ao casamento gay em geral já está acima de 50%, segundo o instituto Gallup, mas os números de aprovação na comunidade gay são mais difíceis de descobrir, pois os centros de pesquisa nunca fizeram tal levantamento.

União civil

Na Grã-Bretanha, o colunista do ‘Daily Mail’ Andrew Pierce foi chamado de homofóbico por ser contra o casamento gay, apesar de sua longa história de luta pelos direitos da comunidade.

Pierce acredita que as uniões civis, introduzidas na Grã-Bretanha em 2005 para garantir direitos iguais aos casais do mesmo sexo, já são o bastante.

‘Nós temos casamento, é chamado de união civil e eu me alegro com o fato de que pessoas como eu, que são diferentes dos héteros, possam fazer algo que eles não podem’, disse.

Na França, homens e mulheres homossexuais se juntaram aos protestos contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, introduzido neste ano no país.

A ativista Yasmin Nair afirmou que, por muitos anos, a instituição conservadora do casamento nunca esteve em pauta entre os gays. Mas, se transformou em objetivo na década de 1990, quando o movimento gay emergiu do choque da epidemia de Aids sem a sua antiga energia política.

Igualdade

Stampp Corbin, editor da revista ‘LGBT Weekly’, afirma que vê paralelos entre o ativismo gay atual e o movimento de defesa dos direitos civis nos Estados Unidos.

‘Sou afro-americano e havia muitas coisas que a sociedade nos impedia de fazer. Quando éramos escravos, não podíamos nos casar, não podíamos nos casar com alguém que não fosse de nossa raça e, mais notável, não podíamos frequentar os mesmo locais que os brancos.’

‘Então, quando ouço que os LGBTs falando a mesma coisa: ‘Não acho que gays e lésbicas deveriam se casar’, é diferente de escravos falando: ‘não acho que escravos deveriam ser capazes de se casar’?’

‘É ódio internalizado, criado pela opressão. Porque você quer negar a uma pessoa que tem sua orientação sexual a capacidade de se casar? Ninguém está te obrigando a se casar’, afirmou.

Produtor lança vinho especial em apoio ao casamento homoafetivo nos EUA Resposta

 

O vinho tinto “Same Sex Meritage” foi criado pela vinícola da família Stein, em São Francisco, e apresentado pelo produtor Josh Stein. (Foto: Eric Risberg/AP)

O vinho tinto “Same Sex Meritage” foi criado pela vinícola da família Stein, em São Francisco, e apresentado pelo produtor Josh Stein. (Foto: Eric Risberg/AP)

Uma vinícola da Califórnia, nos Estados Unidos, lançou um rótulo especial de vinho em homenagem ao casamento gay. O vinho tinto “Same Sex Meritage” foi criado pela vinícola da família Stein, em São Francisco, e apresentado pelo produtor Josh Stein.

Cada garrafa do vinho custa US$ 25. No site da vinícola, Stein define a iniciativa de criar o vinho homenageando o casamento gay para apoiar os casais que ainda são proibidos de se casar com as pessoas que amam. O produtor diz que a proibição do casamento gay é uma “inquestionável violação dos direitos civis”.

Cada garrafa do vinho custa US$ 25. (Foto: Eric Risberg/AP)

Cada garrafa do vinho custa US$ 25. (Foto: Eric Risberg/AP)

Pesquisa indica que 3 de 4 americanos consideram casamento gay ‘inevitável’ Resposta

Quase três de quatro americanos consideram a legalização do matrimônio entre pessoas do mesmo sexo algo ‘inevitável’, independentemente de serem a favor ou contra, segundo uma pesquisa do instituto americano Pew publicada nesta quinta-feira.

A pesquisa foi realizada por telefone com 1.504 pessoas nos Estados Unidos durante os primeiros cinco dias de maio, um mês antes de a Suprema Corte dos Estados Unidos se pronunciar sobre o tema.

No total, 72% dos consultados acreditam que a legalização do casamento gay é ‘inevitável’. E entre aqueles que se opõem ao matrimônio homossexual, 59% acreditam que esta mudança é ‘inevitável’.

Quase nove em cada dez americanos conhece um gay ou uma lésbica (contra 6 de 10 em 1993). Dentro deste grupo, composto em sua maioria por mulheres e jovens urbanos pouco religiosos, um terço conhece homossexuais que criam filhos e dois terços apoiam o casamento gay.

‘No entanto, a oposição ao matrimônio gay continua sendo grande’, disseram os pesquisadores do Pew. Entre os americanos, 45% acreditam que o homossexualismo é um pecado (contra 55% em 2003).

Embora 51% dos americanos sejam a favor do casamento gay, 40% dos consultados disseram que é difícil, e 19% consideram muito difícil, aceitar ter um filho gay.

O matrimônio entre pessoas do mesmo sexo é legal em 12 estados do país e na capital federal, Washington. As constituições de 31 estados de 50, e em nível federal, definem o casamento como a união entre um homem e uma mulher.

O Pew publicou os resultados de sua pesquisa no site: http://www.pewcenter.org

Fonte: France Presse

Gays e imigrantes ‘saem do armário’ e lutam por reforma nos EUA Resposta

Gays imigrantes lutam por benefícios em reforma migratória

Gays imigrantes lutam por benefícios em reforma migratória

Imigrantes e gays

Parte dos milhares de imigrantes indocumentados nos Estados Unidos afirma sofrer um preconceito duplo: de um lado, porque não nasceram no país; de outro, porque são gays.

  • 11 milhões de estrangeiros vêem a reforma migratória que tramita no Congresso americano como a esperança de um futuro menos incerto.
  • Desse total, pelo menos 267 mil são gays, lésbicas, bissexuais ou transgênero (LGBT), segundo estimativa do Williams Institute, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

Aos 25 anos de idade, o consultor Sebastián Velásquez, graduado em Política Internacional na prestigiada Universidade de Georgetown, em Washington, já “saiu do armário” três vezes.

Aos 16, assumiu para a família que era gay – o que levou a sua mãe a fazer uma greve de fome e, através de “uma série de ações manipuladoras e chantagem emocional”, forçá-lo a “entrar de novo no armário”, como relatou à BBC Brasil.

Dois anos depois, no seu aniversário de 18 anos, foi novamente “dedurado” pela irmã que, desaprovando sua orientação sexual, disse ao pai que não queria mais “ir à escola com um homossexual”.

Abandonado no Texas pela família, que se mudou para Miami, Velásquez teve de trabalhar desde cedo para poder sobreviver até o fim do colégio. Por pouco tempo, a família voltou a morar junta na Flórida. Até que ele conheceu o seu primeiro namorado.

“Minha mãe cuspiu na minha cara, disse que eu ia pegar HIV e me jogou para fora de casa”, disse. “Morei no meu carro por umas duas semanas, até um amigo me dar teto e comida, já que eu não conseguia arrumar trabalho por causa do meu status migratório.”

“Em 11 anos de EUA, definitivamente vi as minhas múltiplas identidades se sobreporem”, disse o jovem, que ainda teve de “sair das sombras” mais uma vez, ao se assumir como um dos milhões de imigrantes ilegais que vivem nos EUA sob a ameaça quase constante de deportação.

“Umas vezes fui oprimido por causa de uma delas e outras vezes, da outra. E às vezes, de ambas.”

‘Interseção’

Velásquez, que veio da Colômbia com os pais aos 14 anos de idade, faz parte dos cerca de 11 milhões de estrangeiros que veem a reforma migratória que tramita no Congresso americano como a esperança de um futuro menos incerto nos EUA.

Ele está também entre pelo menos 267 mil que, desse universo de imigrantes, são gays, lésbicas, bissexuais ou transgênero (LGBT), de acordo com uma estimativa feita pelo Williams Institute, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

Estão “na interseção de dois grupos sociais entre os mais marginalizados da sociedade americana”, nas palavras de um relatório da organização Center for American Progress (CAP), e são “duplamente vulneráveis”.

Por isso, ativistas de direitos civis estão pressionando para incluir o maior número possível de provisões que beneficiem imigrantes LGBT na reforma das leis de imigração.

CliqueLeia mais: Imigrantes e gays ‘trocam lições’ nos EUA

O autor do relatório, Crosby Burns, disse à BBC Brasil que a lei que está tramitando na Comissão de Justiça do Senado já significaria um “bom negócio” para a comunidade LGBT.

Além da possibilidade de cidadania para os indivíduos LGBT dentro do universo total de imigrantes, a lei prevê alternativas para o regime de detenção, o que aliviaria a situação particular de gays e lésbicas submetidos a maus tratos nas prisões – mesmo aqueles portadores de HIV.

A legislação também poderia eliminar o prazo de um ano para que determinados indocumentados peçam asilo político, caso de muitos gays, lésbicas e transgêneros que vêm para os EUA fugindo da violência em seus países.

Em seu relatório, o CAP nota que frequentemente muitos destes casos são desconsiderados porque os candidatos “não se conformam ao estereótipo do que é ser gay ou lésbica”.

Mas a mais ousada – e polêmica – das cláusulas que afetam indivíduos LGBT é o chamado ‘Ato de Unificação das Famílias Americanas’, introduzido como emenda no projeto do Senado pelo democrata Patrick Leahy, do Estado americano de Vermont.

Igualdade para casais

A legislação propõe estender aos casais homoafetivos os mesmos direitos concedidos aos heterossexuais. Isto beneficiaria cerca de 24,7 mil casais nos quais um dos parceiros poderia tirar seu visto com base no status legal do outro.

Assim, em vez de esperar 13 anos para obter a cidadania pelo mesmo caminho dos outros imigrantes, cônjuges e parceiros do mesmo sexo poderiam se tornar cidadãos americanos em quatro.

“Achamos que (a emenda) expande a legislação de forma a capturar mais famílias americanas na reforma migratória”, afirma Crosby.

Mas a proposição já suscitou a reação de grupos conservadores e religiosos que avisaram que pressionarão seus parlamentares para votar contra o resto da reforma se a emenda que beneficia os casais LGBT for mantida no texto.

O presidente da organização Comissão de Ética e Liberdade Religiosa, ligada à Igreja Batista do Sul dos EUA, Richard Land, enviou uma carta ao senador Leahy afirmando que, “se a proposta incluir provisões (relativas aos casais do mesmo sexo), a maioria, se não todos, entre nós, terá de se opor a ela”.

Para a organização, “a lei de imigração não é o lugar para tentar mudar o compromisso de longa data do nosso país com o casamento tradicional”.

Grupos religiosos estão sendo apontados por analistas americanos como instrumentais para a aprovação da reforma, porque mobilizam extensas redes a favor da legislação, avaliam analistas.

Mas se os casais LGBT se sentem discriminados injustamente na reforma migratória, os conservadores creem que estão sendo induzidos a promover os interesses de um grupo através de um projeto de reforma focado em outro.

Processo legislativo

Sebástian Velásquez diz ter sofrido preconceito por ser imigrante e gay

Sebástian Velásquez diz ter sofrido preconceito por ser imigrante e gay

As emendas à lei de imigração – mais de 300 – começaram a ser discutidas na Comissão de Justiça do Senado na semana passada. O senador Leahy, presidente da Comissão, quer encerrar a votação das mudanças dos senadores até o fim do mês para colocar o projeto em votação no plenário da Casa em junho.

Analistas creem que a reforma incluirá provisões que beneficiam os indivíduos gays e apontam que Leahy, em particular, pode conseguir a inclusão de sua proposta.

Mas a ideia não tem o apoio de sequer um senador do partido oposto, e há dúvidas se a Câmara dos Representantes (deputados), controlada pelos republicanos, passaria a reforma com a modificação que beneficia os casais gays.

Sebastián diz que a comunidade LGBT fiscalizará o processo de perto para evitar que os parlamentares usem a emenda que beneficia os casais homoafetivos como pretexto para não aprovar a reforma mais abrangente.

“Estamos falando das suas carreiras políticas – eles querem ou não ficar os seus cargos?”, desafia. “As pessoas estão acompanhando estas discussões e vão saber quem está do lado da história e quem não está.”

Fonte: BBC Brasil

Homem gay enfreta pastor homofóbico e é aplaudido no metrô; assista 3

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Quem nunca se deparou com alguém pregando ideais religiosos em pleno transporte público, né?!

Pois bem, um pastor resolveu entrar em um vagão de metro em Nova York para dizer que ser gay é errado. O que ele não esperava era encontrar um homem gay no caminho, que não topou ouvir aquelas besteiras contra a homossexualidade calado!

Sem revidar com ofensas, mas com educação e civilidade, ele chamou o pastor de “falso profeta” que “ensina o ódio” e é “cheio de medo”! A atitude do rapaz foi aplaudida pelos outros passageiros do metro.

Confira trecho da conversa…

Pastor: “Vocês vêem o que estou dizendo? Você não pode aceitar dois homens juntos. E eles não tem seios, têm pênis. Dois homens tem pênis”

Rapaz: “Eu sou um homem. Eu sou um homem bom. E gay. E Jesus me ama”

Pastor: “Homem gay não. Você é um viadinho”

Rapaz: “Jesus me ama. Jesus me ama”

Assista ao Vídeo: 

Fonte: paraiba.com.br

Obama, Kobe e personalidades apoiam jogador da NBA que assumiu ser gay Resposta

Jason Collins recebeu apoio de diversas personalidades e companheiros de NBA

Jason Collins recebeu apoio de diversas personalidades e companheiros de NBA

A decisão do pivô Jason Collins, que assumiu ser gay na segunda-feira (29/4), causou grande impacto nos Estados Unidos. Rapidamente, o caso ganhou repercussão mundial e muitas pessoas começaram a se questionar sobre como seria a reação dos americanos com o anúncio. No entanto, antes que qualquer teoria homofóbica ganhasse força, diversas autoridades e jogadores da NBA saíram em defesa do atleta e enviaram mensagens de apoio.

Um dos primeiros a se manifestar a favor do atleta foi Barack Obama. O presidente dos Estados Unidos ligou para Collins para demonstrar apoio e dizer ficou impressionado com a coragem demonstrada pelo jogador do Washington Wizards.

Em seguida, o ex-presidente Bill Clinton utilizou sua conta oficial no twitter para apoiar a decisão de Collins e divulgar um comunicado a favor da causa gay.

“Eu espero que todos, principalmente os companheiros de Jason na NBA, a mídia e os fãs, apoiem e demonstrem o respeito que ele merece”, dizia parte do texto assinado por Bill Clinton.

Ainda pelo twitter, diversas personalidades do esporte se manifestaram a favor da atitude de Collins. Lenda do Los Angeles Lakers, Magic Johnson, que recentemente viu seu filho assumir ser homossexual, afirmou que apoia 100% o jogador.

“Jason Collins anunciou que é gay. Eu o conheço e sua família muito bem e o apoio 100%”, postou o ex-atleta.

Outro astro dos Lakers que apoiou publicamente o anúncio de Collins foi Kobe Bryant. Um dos maiores jogadores da atualidade, o camisa número 24 da franquia californiana se disse orgulhoso do companheiro de NBA.

“Orgulhoso de Jason Collins. Não se sufoque por conta da ignorância dos outros”, tuitou Bryant.

Até mesmo personalidades de outros esportes defenderam o pivô do Washington Wizards. A ex-tenista Martina Navratilova, que é uma das grandes defensoras dos direitos LGBT, também aprovou a decisão.

“Muito bem Jason Collins. Você é um homem corajoso e um grande homem. 1981 foi o ano para mim – 2013 é o ano para você”, postou.

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Medo de perder vaga na NBA

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Após o anúncio, Collins, primeiro atleta ainda em atividade a assumir ser gay em um dos quatro grandes campeonatos dos Estados Unidos, afirmou não saber qual será o seu futuro como jogador da NBA e se a liga vai aceita-lo normalmente. Mas a orientação sexual do pivô não deve ser um problema. Rapidamente, o presidente do Washington Wizards, Ernie Grunfeld, divulgou um texto para elogiar o seu comandado.

“Estamos orgulhosos de Jason e apoiamos sua decisão de viver abertamente. Ele tem sido um líder dentro e fora das quadras e um excelente companheiro de equipe ao longo de sua carreira. Estas qualidades vão acompanhá-lo como um jogador e como um modelo positivo para todos, de todas as orientações sexuais”, afirmou.

A situação de Collins pode ficar complicada por outro fator. A partir de julho, o jogador ficará sem contrato com nenhuma franquia. De acordo com um levantamento feito pela imprensa norte-americana, de 14 times procurados em sigilo, seis esperam que o jogador consiga assinar com alguma equipe e jogar sua 14ª temporada na liga, mesmo após assumir a homossexualidade. No entanto, algumas organizações explicaram que a idade do jogador, 34 anos, pode ser um fator decisivo para que nenhum time demonstre interesse em sua contratação.

Collins, que nesta temporada defendeu Boston Celtics e Washington Wizards, está na NBA desde a temporada 2011-02 e possui médias de 3.6 pontos por jogo e 3.8 rebotes.

Informações: UOL

Magic Johnson apoia filho homossexual e pede fim de preconceito Resposta

Ex-jogador acredita que filho será um símbolo na luta contra a homofobia

Ex-jogador acredita que filho será um símbolo na luta contra a homofobia

A notícia de que Earvin Johnson III, filho do lendário jogador da NBA Magic Johnson, assumiu ser homossexual ganhou forte proporção ao longo da semana e se tornou um dos temas mais discutidos nos Estados Unidos. Preocupado com a repercussão negativa que o caso poderia ganhar, o próprio ex-jogador decidiu quebrar o silêncio nesta quinta-feira e dizer que apoia totalmente a decisão do garoto.

“Sim, nós (Magic e sua mulher) sabemos há muito tempo que nosso filho é gay. Finalmente nós sentamos e falamos sobre isso. Eu disse a ele: “Eu vou te amar de qualquer forma. Apenas me deixe saber se você é ou não?”. Então, finalmente ele disse: “Sim, eu sou””, contou Magic durante entrevista para o site especializado em celebridades TMZ.

A situação chegou a conhecimento público na noite da última segunda-feira, quando um repórter do TMZ flagrou E.J (apelido do jovem) andando de mãos dadas com um suposto namorado pelas ruas de Hollywood. Questionado sobre a conversa que teve com o filho, Magic demonstrou calma e voltou a defender E.J.

“Eu disse a ele: “estamos aqui para te apoiar e nós vamos te amar não importa quem você seja e o que você faça. Queremos apenas que você tenha amor próprio e certeza de que possui todas as informações”, continuou.

O ex-jogador do Los Angeles Lakers e atualmente um dos donos do Los Angeles Dodgers também aproveitou para “agradecer” o flagra do TMZ. De acordo com Magic, a situação ajudou o garoto a assumir a homossexualidade.

“Eu acho que ele realmente queria assumir, mas devia ficar pensando: ” Será que eu devo falar que sou Gay?”. Eu acho que o TMZ o ajudou nesse caso. Foi um grande momento para nós como família e para ele”, analisou.

Por último, Magic Johnson atacou as pessoas que possuem algum tipo de preconceito contra os homossexuais e afirmou que espera que mais jovens também assumam a homossexualidade nos próximos meses.

“As pessoas precisam entender que estamos em 2013 e devemos ajudar e apoiar os gays. Acho que a atitude de E.J. vai ser boa para muitos jovens negros que pretendem se assumir. Ele pode ser um símbolo, o símbolo de esperança de que as pessoas podem conversar com os pais e amigos, tanto homens quanto mulheres”, concluiu.

Veja o vídeo do filho de Magic Johnson passeando com suposto namorado, clicando aqui: http://bit.ly/10ACwjP

Suprema Corte dos EUA faz audiência sobre casamento gay Resposta

A Suprema Corte dos Estados Unidos iniciou nesta terça-feira uma audiência para ouvir os argumentos a respeito de duas leis que são fundamentais para que casais gays possam se casar, no momento em que novas pesquisas de opinião mostram uma grande alteração no número de norte-americanos que apoiam a queda de barreiras ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

A opinião do público sobre questões relacionadas aos direitos de gays e lésbicas nos Estados Unidos, assunto que era explosivo há poucos anos, registrou uma das evoluções mais rápidas da história política do país. Segundo pesquisa do Centro Pew, realizada em meados de março, 49% dos norte-americanos são agora favoráveis à permissão de que gays e lésbicas se casem legalmente, enquanto 44% se opõem. Uma década atrás, os números estavam na direção oposta: 58% eram contra e 33% se mostravam favoráveis.

Na medida em que casais gays e lésbicos se tornaram mais visíveis ao público, os norte-americanos podem ver que “há famílias reais que são impactadas. As pessoas veem que não há impacto negativo (do casamento gay). É apenas a exclusão do casamento que tem impacto negativo”, disse Jennifer Levi, professora de Direito da Universidade de Western New England.

A mudança da opinião pública não são garantia um resultado em favor do casamento gay no tribunal, que tem tendências mais conservadoras. Adversários do casamento gay expressaram confiança de que a os juízes tomarão uma decisão contrária a esse tipo de matrimônio e até mesmo alguns ativistas dos direitos dos homossexuais temem que o tribunal tenha assumido a discussão da questão muito cedo.

Partidários do casamento entre pessoas do mesmo sexo esperam que a decisão judicial seja o equivalente no século 21, ao caso Loving v. Virginia, que em 1967 derrubou a proibição de casamentos inter-raciais.

Nesta terça-feira, advogados que representam dois casais da Califórnia tentarão persuadir os nove juízes da Suprema Corte a derrubar a proibição dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo e declarar que casais gays podem se casar em todo o país.

Os advogados que representam os partidários da proibição desse tipo de casamento no Estado da Califórnia, conhecida como Proposição 8, argumentarão que o tribunal não deve substituir o processo democrático e impor uma solução judicial que redefinirá o casamento em cerca de 40 Estados que não permitem esse tipo de matrimônio.

O caso analisado na Suprema Corte surgiu quatro anos atrás, quando os dois casais, Kris Perry e Sandy Stier, de Berkeley, e Paul Katami e Jeff Zarrillo, de Burbank, concordaram em abrir o processo e se tornaram a face pública da luta para derrubar a Proposição 8 nos tribunais. As informações são da Associated Press.

Fonte: Estadão

Pastor americano proíbe casamentos até que gays também possam se casar Resposta

Enquanto o governo do estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, não aprovar a lei que reconhece o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, nenhum casal heterossexual irá se casar na igreja Green Street United Methodist que fica na cidade de Winston-Salem.

A decisão é do pastor Kelly Carpenter que é favorável à união entre pessoas do mesmo sexo.

“Na igreja Green Street, consideramos que as pessoas do mesmo sexo que estão comprometidas numa relação não são menos sagradas para nós e para a nossa comunidade”, disse ele em um comunicado segundo informou o site da revista Salon.

Para Carpenter os homossexuais precisam ter seus direitos resguardados e não devem ser tratados com indiferença dentro das igrejas. “Consideramos que os homossexuais são dignos de receber os santos sacramentos do casamento. Rejeitamos qualquer noção que os torne cidadãos de segunda classe no Reino de Deus.”

No mesmo texto o pastor metodista mandou um recado para as igrejas da Carolina do Norte pedindo para que elas acolham de forma tolerante os casais gays. “Os casais que assumem um compromisso têm necessidade de uma comunidade que os apoiem e ajudem a crescer na fé e no amor”.

Obama pede que Supremo declare inconstitucional lei contra casamento gay 1

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O Governo de Barack Obama pediu nesta sexta-feira ao Supremo Tribunal dos Estados Unidos que declare inconstitucional a lei federal que define o casamento como “a união entre um homem e uma mulher” quando decidir sobre o assunto, em junho. O Departamento de Justiça entregou ao Supremo a primeira de uma série de opiniões legais sobre as uniões entre pessoas do mesmo sexo, que o Supremo deve avaliar após admitir o trâmite de dois processos relacionados ao tema. Um deles questiona a constitucionalidade da Lei de Defesa do Casamento, de 1996, que define o casamento como “a união entre um homem e uma mulher” e à qual Obama se opôs publicamente em várias ocasiões. Nesta sexta-feira, o Departamento de Justiça respaldou essa posição no documento, que foi entregue um mês antes de o Supremo realizar sua primeira audiência sobre o assunto. “A oposição moral ao homossexualismo, embora possa refletir opiniões pessoais profundas, não é um objetivo de política legítimo que possa justificar o tratamento desigual dado às pessoas gays”, apontou o advogado-geral dos EUA, Donald Verrilli, no documento. Verrilli ressaltou ainda que a lei nega aos casais homossexuais uma série de benefícios federais válidos para as uniões heterossexuais. O Governo de Obama também considera intervir no segundo caso sobre o casamento homossexual a ser avaliado pelo Supremo, o relacionado com a “Proposição 8”, da Califórnia, que declara ilegais as uniões gays nesse estado e foi aprovada em um referendo em 2008, pouco após o estado legalizar essas uniões. Em 2010, um tribunal de apelações declarou inconstitucional a emenda, pelo que seus defensores decidiram levar o caso ao Supremo. Segundo fontes da emissora “CNN”, o Departamento de Justiça prevê publicar na semana que vem uma opinião legal defendendo a revogação da “Proposição 8” por considerá-la uma violação da “proteção igualitária” que está garantida na Constituição. O casamento homossexual é legal em nove estados do país – Maryland, Washington, Maine, Nova York, Connecticut, Iowa, Massachusetts, New Hampshire e Vermont – e no Distrito de Columbia. Em outros cinco estados são permitidas as uniões civis, mas não é um direito reconhecido pelo Governo federal. Segundo uma pesquisa feita em dezembro pelo jornal “USA Today” e a empresa Gallup, 53% dos americanos estão de acordo com as uniões entre pessoas do mesmo sexo, o dobro do índice registrado em 1996.

EUA: Pequena cidade no Kentucky adota lei anti-homofobia 1

Antiga sala de bilhar onde são realizadas as reuniões da Comissão da cidade de Vicco, Kentucky (Foto: NYT)

Antiga sala de bilhar onde são realizadas as reuniões da Comissão da cidade de Vicco, Kentucky (Foto: NYT)

Em uma antiga sala de bilhar onde hoje fica a prefeitura de Vicco, uma cidade de 335 habitantes, foi realizada a reunião da Comissão da Cidade. Comissários e convidados sentaram-se em cadeiras enfileiradas, compradas com desconto, e dispostas ao redor de uma mesa de reunião. Era permitido fumar no local.

A Comissão aprovou a ata de sua reunião e contratou uma empresa de construção local para arrumar a planta de esgoto e discutiu sobre o toque de recolhimento. Ah, e ela também votou para eliminar a discriminação contra qualquer pessoa com base na orientação sexual ou identidade de gênero – tornando Vicco o menor município em Kentucky, e possivelmente do país, em ter aprovado uma medida sobre o assunto.

Temos que admitir: a votação da Comissão anti-homofobia parece estar em desacordo com as ambições desta pequena cidade localizada nos campos de carvão dos Apalaches, comprimida entre Sassafras e Happy. Por um lado, Vicco abraça sua reputação de ovelha negra – por ser um lugar que possui cerca de dez assassinatos não resolvidos, de acordo com os moradores da cidade. Por outro, foi no condado de Perry, onde quatro em cada cinco eleitores rejeitaram a reeleição de novembro do presidente Barack Obama.

Mas a votação de 3 a 1 da Comissão de Vicco não só antecipou um tema central no segundo discurso inaugural do presidente (“Nossa viagem não estará completa até que os nossos irmãos e irmãs homossexuais sejam tratados como qualquer outra pessoa sob a lei …”), mas também apresentou um modelo legislativo para o Capitólio.

“Você discute, você chega em um consenso, você vota, e segue em frente”, explicou o prefeito, Johnny Cummings, que administra um salão de beleza. “Você tem que se dar bem.”

Cummings é um sobrenome bastante conhecido em Vicco. A mãe de Johnny Cummings, Betty, era uma professora. Hoje, ela sofre de demência e hoje passa a maior parte dos dias em seu salão. Seu pai, John, administrou vários negócios, incluindo um bar, e morreu de um golpe na parte de trás da cabeça, em 1990. Um dos assassinatos não resolvidos de Vicco.

Cummings é homossexual, algo que nunca escondeu e o tratamento rude dispensado a ele quando era adolescente não foi nada impossível de lidar. Após o colegial, ganhou uma bolsa de estudos para uma escola de beleza na Califórnia, mas voltou depois de dois meses. Apesar de ter vivido brevemente na Carolina do Sul, ele decidiu criar raízes em Vicco, onde, durante os últimos 25 anos, tem sido sócio de um salão chamado Scissors (Tesoura).

“Eu faço 20 viagens por dia” entre o salão e a Câmara Municipal”, disse. “Neste momento eu estou cuidando de uma senhora que quer colorir seu cabelo.”

Como prefeito, Cummings herdou uma cidade que não podia se dar ao luxo de deixar todas as suas luzes acesas. Além disso, 40% dos canos do sistema de água que gera dinheiro para a cidade através de vendas a clientes da região estavam vazando. “Como vou arrumar isso?”, Cummings se lembra ter pensado. “Eu sou apenas um cabeleireiro.”

Ele começou a fazer as pazes com agências do governo que há muito tempo haviam abandonado Vicco e contratou de volta um dos responsáveis pela manutenção que conhecia melhor do que ninguém os canos de água e como obter subvenções públicas para pagar o trabalho feito pela prefeitura. Agora, segundo ele, os canos reparados geram receita suficiente para contratar mais trabalhadores e restaurar a vida em Vicco.

Vicco foi um dos poucos municípios a receber um pedido no ano passado da Coligação Equidade, um grupo de defesa baseado em Kentucky para pessoas que são homossexuais, lésbicas, bissexuais ou transgêneros. Cummings tem uma irmã, Lee Etta, que participa na coligação. O pedido da coligação foi o de considerar a adoção de uma lei anti-homofobia.

Um advogado com visão para o futuro, Eric Ashley, diminuiu a proposta da coalizão de 28 páginas para apenas algumas páginas. Em seguida, o prefeito e a Comissão de quatro membros, todos homens heterossexuais, reuniuram-se em dezembro para uma primeira leitura e uma discussão que terminou com um voto de 4 a 0 a favor da lei.

Prefeito de Vicco, Johnny Cummings, prepara o cabelo de sua cliente Doris Shepherd no salão Scissors em Vicco, Kentucky (Foto: NYT)

Prefeito de Vicco, Johnny Cummings, prepara o cabelo de sua cliente Doris Shepherd no salão Scissors em Vicco, Kentucky (Foto: NYT)

 

Os comissários faziam perguntas e tiravam suas dúvidas e Ashley fez o seu melhor para responder todas elas. Mas um comissário, Tim Engle, que conhece Johnny Cummings desde pequeno, disse que precisava mudar seu voto. “Tim afirmou que, devido à sua religião, tinha que votar contra o decreto acima mencionado”, disse um oficial que participou da reunião.

“Há vezes em que nós simplesmente não chegaremos a nenhum acordo, e por mim tudo bem”, disse Engle, de acordo com o jornal local, o Hazard Herald. “Para isso existem os debates… é por isso que esse grupo está aqui. Eu quero que eles façam o acham certo e o que acreditam que precisa ser feito.”

Claude Branson Jr., 56 anos, um mineiro de carvão aposentado que faz parte da Comissão – e o único comissário, ele orgulhosamente observa, com um corte de cabelo mullet – disse recentemente que a presença de Cummings não foi um fator crucial na votação quanto uma “maior perspectiva do mundo”. “Nós queremos que todos sejam tratados iguais e de maneira justa”, explicou.

Reportagem: Dan Barry, New York Times

Conheça a primeira senadora assumidamente lésbica dos EUA Resposta

 
 

A primeira senadora assumidamente lésbica da história dos Estados Unidos, Tammy Baldwin, foi eleita nesta terça-feira no estado de Wisconsin.

 

“Não se enganem, tenho orgulho de ser uma progressista em Winsconsin”, disse a democrata Tammy Baldwin, cuja homossexualidade assumida não foi um tema dominante na acirrada eleição neste estado do norte do país.

Baldwin, 50 anos, havia ocupado anteriormente uma cadeira na Câmara de Representantes, onde também foi a primeira integrante abertamente homossexual.

Depois da vitória nesta terça-feira, congressista, muito comprometia com a situação no Oriente Médio, chega ao Senado.

EUA: Mitt Romney é contra contra a extensão do casamento a gays Resposta


Bay Buchanan conselheira de Mitt Romney, candidato republicano à Presidência dos EUA, veio a público dizer que ele é contra a extensão do casamento a pessoas do mesmo sexo.
Poucas horas depois do último debate Bay Buchanan veio a público esclarecer que o candidato republicano apoia uma emenda que defina o casamento apenas entre um homem e uma mulher e que cada estado nos EUA deve ser livre de decidir sobre diversos direitos associados ao casamento como adoção ou visitas hospitalares.
Perante esta posição, e na eventualidade de Romney ganhar as eleições, prevê-se uma luta nos tribunais pelos direitos de gays e lésbicas conseguirem a nível nacional o reconhecimento casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Neste momento esta guerra já decorre na justiça dos EUA mas com diversas batalhas ganhas do lado da igualdade, incluindo vitórias em diversos tribunais de segunda instância que consideraram a lei federal inconstitucional.
O próprio Presidente Barack Obama já veio a público apoiar a igualdade e recusou-se a defender nos tribunais a atual lei federal que define o casamento civil como apenas válido entre pessoas de sexo diferente. Em resposta os congressistas republicanos apresentaram-se por sua própria iniciativa nos tribunais para tentarem manter a lei inalterada.

Modelo estava perturbado quando matou jornalista português, diz advogado Resposta

O modelo Renato Seabra (22) estava perturbado quando matou e castrou o jornalistaportuguês Carlos Castro (61) em um quarto do Hotel Intercontinental, perto da Times Square, em Nova York, acreditando que ele poderia “aproveitar o poder” dos testículos decepados do homem, disse um advogado de defesa no início do julgamento por assassinato nesta sexta-feira. 

O crime ocorreu em janeiro de 2011 e foi noticiado pelo blog.
Os promotores disseram ao júri que Seabra sabia o que estava fazendo quando sufocou Castro e pisou em sua cabeça, espancou o jornalista com um monitor de computador e mutilou seus órgãos genitais com um saca-rolhas.
Eles alegaram que Seabra ficou furioso com o fim do relacionamento.
Os advogados de defesa não contestam que Seabra matou Castro, mas dizem que seu cliente teve um “episódio psicótico” e que o júri deveria considerar que ele não era legalmente responsável devido à insanidade.
“No caso de Renato Seabra, louco realmente significa louco”, disse o advogado Rubin Sinins ao júri no tribunal penal de Manhattan. “Este caso é sobre doença mental.”
Sinins acrescentou que Seabra foi diagnosticado naquela noite no Hospital Bellevue, em Nova York, com obsessão e transtorno bipolar, um diagnóstico confirmado por outros médicos, inclusive na prisão onde ele está detido sem direito a fiança.
Sinins disse ao júri que Seabra acreditava que ele estava em uma missão de Deus e que a castração era uma espécie de exorcismo. Ele acrescentou que seu cliente disse à polícia que acreditava que ao “colocar os testículos em cada pulso, ele poderia aproveitar o poder dos testículos de Carlos Castro. Senhoras e senhores, isso é loucura.”
Seabra, vestido com uma camisa branca apertada e calças pretas, usava um fone de ouvido no tribunal e ouviu impassível a seu advogado através de um intérprete de português.
O promotor-chefe, Maxine Rosenthal, disse ao júri que Seabra não apresentou sintomas de doença mental antes do crime, descrevendo um jovem ambicioso, com sede de fama e dinheiro, que viu Castro como “um meio para um fim”.
Os dois homens se encontraram depois que Castro contatou Seabra no Facebook e começaram um relacionamento em que Castro compraria presentes caros ao jovem modelo e a seus familiares, além de trazer Seabra em viagens para Londres e Madri, disse Rosenthal.
Castro nasceu em Angola durante o domínio português do país africano. Ele se tornou jornalista e um ativista gay, contribuindo para uma grande variedade de veículos de comunicação, como o Diário de Notícias, o 24 Horas e o Correio da Manhã.

Informações: Reuters

EUA: TV registra recorde de personagens LGBT Resposta

Séries como “Girls”, “The new normal” e “Go on” ajudaram a TV americana a bater o recorde de personagens gays, bissexuais e transgêneros no ar, de acordo com o grupo GLAAD (sigla para Aliança Gay e Lésbica Contra a Difamação, em português), que defende os direitos homossexuais. Ao contabilizar a diversidade étnica e sexual da televisão, a instituição identificou 111 papéis LGBT no elenco de séries e programas de ficção nos canais dos Estados Unidos.




Herndon Graddick, presidente da GLAAD, disse que o crescimento do número de personagens gays reflete “uma mudança cultural na maneira como gays e lésbicas são vistos em nossa sociedade”. “Mais e mais americanos passam a aceitar seus familiares, amigos, colegas de trabalho e conhecidos homossexuais. Ao assistir aos seus programas favoritos, o público espera encontrar a mesma diversidade que existe em suas vidas cotidianas”, completou.

Só de personagens fixos no elenco das séries das cinco principais emissoras americanas são 31. O restante da soma é de personagens recorrentes, como o irmão gay de Alicia Florrick, de “The good wife”. Um dos destaques do estudo do GLAAD é a comédia-musical “Glee”, que mostra dois gays adolescentes, um casal lésbico e um personagem transgênero. Outro é “True blood”, com seis personagens gays.

No ano passado, o número de personagens LGBTs tinha sido reduzido, mas a estreia de novas séries como “The new normal”, sobre um casal gay às voltas com a adoção de um bebê, e “Go on”, cujo elenco inclui uma personagem feminina que perdeu a companheira, elevou a contagem.

Por aqui

É importantíssimo um número tão grande de personagens LGBTs, porque isso dá visibilidade a nós no meio que as pessoas mais usam para se divertirem, junto com a internet.

Aqui no Brasil, ao longo dos anos, quase todas as novelas das nove, tem ao menos um personagem gay. Sempre retratado de maneira velada ou então caricata, principalmente em programas de humor. Travestis transexuais é como se não existissem. Em novelas das seis, quase nunca tem gays.

As duas maiores redes de TV são a Rede Globo e a Rede Record, que pertence bispo Edir Macedo, que é dono da Igreja Universal do Reino de Deus. Da Record, não podemos esperar nada. É bom lembrar que a emissora fez uma campanha enorme contra o kit anti-homofobia. Aliás, Edir Macedo voltou a atacar o kit em seu blog essa semana, para tentar manchar a imagem de Fernando Haddad, candidato com chance de chegar ao segundo tudo com Celso Russomanno, seu candidato. Outro candidato que pode chegar ao segundo turno é José Serra, que recebeu o apoio do pastor Silas Malafaia, para, nas palavras do pastor “evitar que o candidato do kit gay chegue ao segundo turno”. 

Sendo assim, só podemos contar com a Rede Globo e com o SBT, que, de vez em quando, faz novela e, ano passado, mostrou um beijo lésbico, mas vetou o beijo gay na novela “Amor e Revolução”.

Holandeses fazem testes eleitorais online para escolher candidatos Resposta


Eleitores na Holanda foram às urnas nesta quarta-feira (12) em uma eleição geral ofuscada por preocupações sobre a crise da dívida nos países da zona do euro.

Acredita-se em uma disputa apertada entre o liberal VVD, de centro-direita, do primeiro-ministro Mark Rutte, e o Partido Trabalhista, de centro-esquerda, mas o eleitor tem várias outras opções para fazer valer a sua voz no Parlamento em Haia.

Para se orientar e encontrar o voto certo, milhares de holandeses fazem uso de testes eleitorais online, que são mania no país.

Testes

Com base nas propostas de 20 partidos, dos tradicionais a agremiações excêntricas como o Partido dos Animais, sites como o Stemwijzer (Indicador de Voto, em português) e o Kieskompas (Bússola Eleitoral, em português) elaboram testes com ênfase nos temas mais relevantes.

Frases como ‘Todos os coffeeshops da Holanda devem ser fechados’ e ‘Demitir funcionários deveria se tornar mais fácil para os empregadores’ forão algumas das 30 questões que o site Indicador de Voto formulou para ajudar eleitores a descobrir qual partido político melhor se encaixa com seu perfil.

O usuário escolheu entre ”concordo”, ”discordo” ou ”nenhum dos dois”. O resultado mostra o grau de afinidade entre as respostas do eleitor e as propostas do partido. Também foi possível ler em detalhes porque cada partido é a favor ou contra um determinado tema.

Nos últimos dois meses, cerca de 30 testes eleitorais pipocaram na internet. Além das variantes humorísticas – como o Stomwijzer (Indicador Burro, em tradução livre), um trocadilho com o nome Stemwijzer – há versões para crianças, idosos, vegetarianos, imigrantes, gays, e até o Indicador de Voto Cannabis.

Tantas opções podem deixar o eleitor mais uma vez indeciso, neste caso sobre qual teste utilizar. Mas até para estes, há uma opção: o site Stemwijzerwijzer (Indicador de Indicador de Voto).

Facilidade

Anjet Blinde, de 22 anos, profissional de Mídia e Entretenimento, diz que até mesmo pessoas que já sabem em que partido vão votar ficam curiosas para fazer o teste. ‘No meu caso, o resultado foi exatamente o que eu esperava.’
Ela acha que sites do tipo facilitam a vida do eleitor. ‘Os programas partidários são enormes e muita gente não tem ideia do conteúdo deles.’

A nutricionista e pesquisadora Jolien Hofstede (25) é também uma dos mais de dois milhões de eleitores que até o momento utilizaram o Indicador de Voto.
‘Não acho que você deva deixar sua escolha depender completamente de um site desses, mas ele te mostra em qual direção ir.’

A eleições desta quarta-feira foram convocadas após a queda do governo, em abril deste ano, depois da tentativa frustrada de aprovar um corte de 16 bilhões de euros (R$ 40 bilhões) no orçamento.

A manutenção do déficit dentro dos 3% exigidos pela União Europeia é o principal ponto de conflito entre os partidos que dominam o debate. Segundo pesquisas, o liberal VVD, de Mark Rutte, deve obter o maior número de assentos (34 dos 150), mas terá dificuldades em formar uma coalizão estável.

Invenção Holandesa

O Indicador de Voto é uma invenção holandesa e existe desde 1989. Antes de se transformar num site, em 1998, era vendido em livrarias, tanto em papel e disquete. Nas últimas eleições gerais na Holanda, em 2010, o teste online foi preenchido mais de quatro milhões de vezes.

A Bússola Eleitoral, uma alternativa ao Indicador de Voto, foi elaborada em 2007 pela Universidade Livre de Amsterdã, em parceria com veículos de comunicação. Ela dá opções mais amplas de resposta e utiliza apenas frases afirmativas, o que evita que o usuário se confunda.

Versões da Bússola Eleitoral foram utilizadas no pleito deste ano na França, na última eleição ao Parlamento Europeu, em 2009, e nos Estados Unidos, em 2008.

Dentre os 20 partidos que brigam por uma cadeira no parlamento holandês, há os inusitados, como o Partido Pirata, cuja plataforma é a flexibilização das leis de patente e de direitos autorais, e os excêntricos, como o Partido para o Ser Humano e Espírito.

Fonte: BBC


Homossexuais comemoram grande visibilidade na convenção democrata, nos EUA Resposta






Adam Nagourney com Michael Barbaro e Will Storey
Em Charlotte (EUA)

Após anos buscando atenção e reconhecimento por parte dos partidos políticos do país, gays e lésbicas foram lançados à frente da Convenção Democrata, em Charlotte (EUA), e ocuparam um espaço proeminente no palco, nos discursos, na plataforma e nas festas que ocorrem depois da programação.

A mudança surpreendeu até os líderes homossexuais, que há apenas quatro anos tiveram frustrada sua tentativa em fazer com que o casamento de mesmo sexo fosse mencionado no horário nobre. Muitos passaram os dois primeiros anos da presidência de Barack Obama criticando o presidente por não cumprir a promessa de campanha de eliminar a proibição de homossexuais declarados nas forças armadas.

“Certamente, nunca participei de uma convenção na qual a visibilidade fosse tão significativa quanto nesta”, disse o deputado Tammy Baldwin, democrata gay de Wisconsin que está concorrendo para o Senado. “Há um incrível progresso a ser celebrado.”
Eric Marcus, autor que escreveu extensivamente sobre a história do movimento gay, disse: “Eu costumava achar que eu era audacioso em ser tão declarado quanto sou, mas agora sinto que os heterossexuais que nos apoiam avançaram muito além de mim em seu entusiasmo e em sua abertura. De fato, estão vestindo a camisa em defesa dos homossexuais como uma marca de honra. Que mundo transformado em relação à minha juventude!”.


Um dos primeiros atos dos democratas foi adotar uma plataforma de partido que, pela primeira vez, endossou o casamento de mesmo sexo. Os direitos dos homossexuais –seja o casamento, a suspensão da proibição de gays nas forças armadas ou as medidas contra a discriminação- foram mencionados em quase todos os discursos, inclusive no de Michelle Obama.
Algumas vezes, a questão foi levantada pontualmente, como quando Rahm Emanuel, prefeito de Chicago e o primeiro chefe da casa civil do presidente, falou sobre o sucesso de Obama em acabar com a proibição dos gays nas forças armadas. Mas o assunto também foi citado corriqueiramente, como quando o congressista do Colorado subiu ao palco: “Meu nome é Jared Polis”, disse ele. “Meus tataravós eram imigrantes. Eu sou judeu. Eu sou gay.”
A melhora de status dos gays se estendeu para além do centro de convenção. Não era incomum ver casais do mesmo sexo andando de mãos dadas em Tyron Street, no coração de Uptown. As festas patrocinadas por grupos de gays e lésbicas se tornaram tão desejadas quanto as patrocinadas pelo Google e pela delegação de Illinois.
“Não é possível lançar um dado no ar sem atingir algum gay em Charlotte nesta semana”, disse Craig McCartney, 54, patrocinador democrata de Dallas.
Há 12 anos, ele participou da Convenção Democrata em Los Angeles, onde considerou a presença de gays reduzida.
“A diferença agora é que não apenas estamos mais fora do armário, mas estamos mais fora do armário politicamente”, disse ele.
Em um festival de rua nesta semana, as filas para comprar camisetas da campanha de direitos humanos era tão longa que membros da equipe montaram um jogo de celebração (uma espécie de roleta) para entreter os clientes que aguardavam. (Os manifestantes diante do centro de convenções na quarta-feira (5) se concentraram mormente em condenar os elementos da plataforma relativos ao aborto, não aos direitos dos gays.)
O contraste com a Convenção Republicana na semana passada na Flórida foi impressionante. Em Tampa, não havia pessoas abertamente gays falando no palco e havia um mínimo de discussão de questões gays, apesar de haver pequenos contingentes de representantes e celebridades homossexuais em seções mais obscuras do evento. Isso dito, os representantes gays observaram que, diferentemente de convenções anteriores, não havia um coro de ataques aos direitos homossexuais por parte das pessoas no palco.
Diferentemente de outros grupos de eleitores, os homossexuais podem dizer clara e tranquilamente que suas questões serão mais bem cuidadas sob a presidência de Obama. Os democratas, contudo, estavam um pouco temerosos que o partido transmitisse uma sensação de estar celebrando os gays –e assim alienasse os eleitores que pudessem se sentir desconfortáveis com o homossexualismo e suas questões.
“É de fato uma questão de equilíbrio”, disse Glen Read, que doou fundos para a campanha de Obama e é designer de têxteis. “Se você alardear demais, pode prejudicá-lo em relação às pessoas um pouco mais conservadoras.”
Ainda assim, para os ativistas homossexuais que até agora sentiam que seu principal papel na política era o de assinar cheques, este foi um momento digno de nota.
Michelle Obama foi a principal palestrante de um almoço de políticos gays eleitos, patrocinado por grupos de direitos dos homossexuais na quarta-feira. Os convidados com lenços das cores dos arco-íris e broches com os dizeres “GLT por Obama” aplaudiram-na de pé.
E na quarta-feira à noite, o deputado Barney Frank, democrata de Massachusetts, que se casou com seu parceiro no verão, fez um dos discursos principais.
“A situação vem melhorando continuamente”, disse Frank em uma entrevista antes de seu discurso. “Estamos próximos de vencer esta luta.”
Frank, que falou pela primeira vez na convenção de 1992, sugeriu que uma marca da mudança foi que, em seu discurso na quarta-feira, o tópico não era o direito dos gays e sim o histórico de Mitt Romney como governador de Massachusetts.
Andrew Tobias, tesoureiro do Comitê Nacional Democrata, disse que a primeira vez que uma pessoa abertamente gay recebeu uma posição de proeminência em uma Convenção Democrata foi em 1992, quando Bob Hattoy, assistente da Casa Branca, subiu ao palco para discutir sua batalha contra a Aids.
Na maior parte, porém, ele disse que os palestrantes gays –ou as questões homossexuais- tinham sido relegados para fora do horário nobre da convenção, até hoje.
“Foi maravilhoso”, disse ele. “Cada ano é melhor.”
Chad Griffin, presidente da Campanha de Direitos Humanos, que apresentou a primeira dama no almoço de levantamento de fundos, considerou impressionante a forma como as questões gays tinham sido integradas tão plenamente na convenção.
“É uma diferença incrível, notável e histórica”, disse ele.
“Agora, a igualdade está integrada ao partido. Em conversa após conversa, as pessoas estão falando disso.”
Tradutora: Deborah Weinberg

Evangélicos americanos são acusados de promover homofobia na África Resposta


Evangélicos dos EUA são acusados de promover a homofobia na África. A reportagem é de David Smith, do Guardian. Tradução de Clara Allain. Sei que o termo correto é homossexualidade, mas a tradução não é minha! Leia:

Grupos evangélicos cristãos nos EUA estão tentando realizar uma colonização cultural da África, abrindo representações em vários países para promover ataques ao homossexualismo e ao aborto, segundo investigação realizada por um instituto de estudos liberal.

O instituto Political Research Associates (PRA), de Boston, diz que organizações religiosas americanas vêm ampliando suas operações em todo o continente, fazendo lobby em favor de políticas e leis conservadoras e alimentando a homofobia.

Os grupos em questão incluem o Centro Americano para a Lei e a Justiça (American Centre for Law and Justice – ACLJ), fundado pelo televangelista Pat Robertson, que implantou bases no Quênia e no Zimbábue.

De acordo com o relatório do PRA, a direita religiosa americana afirma, concretamente, que os ativistas dos direitos humanos são neocolonialistas cujo objetivo seria destruir a África. Grupos citados no relatório rejeitaram terminantemente as acusações.

Intitulado “Colonizando Valores Africanos: Como a Direita Cristã Americana Está Transformando a Política Sexual na África”, o estudo analisou dados de sete países africanos e pagou pesquisadores para trabalhar por vários meses no Quênia, Malauí, Zâmbia e Zimbábue.

O PRA identificou três organizações que acredita que estão atuando agressivamente na África: o ACLJ, de Robertson, o grupo católico Human Life International e o grupo Family Watch International, liderado pela ativista mórmon Sharon Slater.

Cada uma delas identifica suas agendas como sendo autenticamente africanas, num esforço para retratar a defesa dos direitos humanos como um novo colonialismo cuja finalidade seria destruir tradições e valores culturais, diz o relatório.

Nos últimos cinco anos as organizações teriam aberto ou ampliado representações na África dedicadas à promoção de sua visão de mundo cristã e de direita. Uma rede frouxa de cristãos carismáticos de direita conhecida como o movimento de transformação se une a eles para alimentar as chamas das guerras culturais em torno do homossexualismo e do aborto, defendendo líderes políticas e ativistas africanos destacados.

O padre anglicano zambiano Kapya Kaoma, autor do relatório, disse que grupos cristãos de direita incentivam a percepção de que as relações entre pessoas do mesmo sexo são antiafricanas e impostas pelo Ocidente, uma visão que na realidade é baseada na Bíblia que chegou com o colonialismo, e não na cultura africana tradicional.

Ele deu o exemplo de uma jovem lésbica no Zimbábue que foi levada a várias igrejas para que o demônio fosse expulso de seu corpo, mas, mais tarde, louvada quando sua avó falou que na realidade ela estava possuída pelo espírito de seu tio morto, que nunca se casara.

Kaoma disse que a homossexualidade não é algo estrangeiro, mas é descrita como tal pela direita cristã.
A pesquisa constatou que alguns países são mais abertos à direita cristã americana que outros, em parte em função do apoio de autoridades governamentais.

Os próprios presidentes de Zâmbia, Zimbábue e Uganda acusaram partidos oposicionistas de promover a homossexualidade, para reduzir a influência dos partidos e agradar aos poderosos setores religiosos conservadores africanos.

O ACLJ foi convidado pelo presidente zimbabuano, por exemplo, Robert Mugabe, a abrir representações para treinar advogados para trabalharem sobre uma Constituição que refletisse os valores cristãos.

Um esforço semelhante estaria sendo feito para influenciar a redação das Constituições do Quênia e de Zâmbia, com a inclusão de frases como “a vida começa na concepção”.

O relatório acusa Slater, da Family Watch International, de usar de um discurso alarmista, dizendo que a estratégia de controle populacional da ONU vai destruir a família africana.

Slater teria afirmado que os homossexuais são significativamente mais promíscuos que os heterossexuais e que têm maior probabilidade de praticar a pedofilia.

Kaoma disse: “Slater afirma que a ONU foi dominada por homossexuais. Ela inventa bobagens e as apresenta aos africanos como fatos. Ela argumenta que termos como direitos de gênero e identidade de gênero são termos em código que indicam homossexualismo.”

Kaoma acha que os grupos americanos estão em fase de recuo nos Estados Unidos e, por essa razão, estariam buscando ganhos rápidos na África.

“Eles parecem saber que estão perdendo a batalha nos Estados Unidos, de modo que o melhor que podem fazer é ser vistos como a estando ganhando em outra parte do mundo. Isso lhes confere uma razão para estarem fazendo levantamento de fundos nos EUA. A África é um joguete na batalha que estão travando nos Estados Unidos.”

O relatório foi saudado por ativistas dos direitos dos gays. Frank Mugisha, diretor executivo do grupo Minorias Sexuais, de Uganda, comentou: “Estou grato pela documentação mostrada neste relato, confirmando que é a homofobia que é exportada pelo Ocidente, e não o homossexualismo.”

“Espero que este relatório funcione como alarme de despertar para as comunidades de fé em Uganda e no Ocidente perceberem que as guerras culturais americanas impostas a nós pela direita cristã colocam em risco não apenas a cultura africana, mas as próprias vidas de africanos LGBTI como eu.”
A Human Life International reconheceu que tem várias filiadas na África, algumas das quais recebem dotações, materiais educativos e outros.

Um porta-voz da organização, Stephen Phelan, falou: “Achamos que é importante estarmos na África porque a investida contra os valores africanos naturais pró-vida e pró-família está vindo dos Estados Unidos. Então nos sentimos na obrigação de ajudá-los a entender a ameaça e a reagir a ela com base em seus próprios valores e culturas.”

“É por isso que podemos operar com uma parcela minúscula do orçamento com que trabalham os verdadeiros colonialistas: os muito bem financiados controladores demográficos e governos ocidentais.
“Estamos em sintonia com os valores profundos e naturais de nossos irmãos e irmãs na África e os ajudamos a resistir ao avanço de interesses ocidentais muito poderosos que acham que pode haver crianças demais na África.”

Phelan fez pouco caso da acusação da PRA de que sua organização estaria praticando um novo tipo de colonialismo.

“Esperamos que seus leitores mais refletivos notem a ironia presente no argumento do PRA. Governos ocidentais poderosos e ONGs muito ricas gastam bilhões por ano para impedir africanos de ter filhos, para mudar as leis africanas de modo a ficarem mais abertas a esse controle populacional, tudo como parte de um esforço para tornar o continente culturalmente mais semelhante ao Ocidente.”

“E o PRA, um proponente desse esforço, está acusando um grupinho de organizações cristãs, que juntas gastam uma fração ínfima do orçamento anual do setor de ajuda ao desenvolvimento, de defender os valores africanos naturais pró-vida e pró-família contra o colonialismo. Onde começar?”
Slater também criticou o relatório. “Não temos representações na África, como Kaoma alega sem razão”, disse ela. “Basta esse erro fundamental para indicar a falta de confiabilidade do relatório inteiro.”

Ela acrescentou: “Não somos a direita religiosa cristã que Kaoma insiste em nos mostrar como sendo, apesar do que eu disse a ele e apesar do teor de nossos materiais publicados e de nosso site na internet. A única menção à religião em nosso site ou em qualquer de nossos materiais é nossa preocupação de que seja protegida a liberdade religiosa, independentemente da fé que possa estar sendo alvo de ataques.”

“Nossa posição aqui é baseada em dados claros que indicam uma correlação forte entre observação religiosa e famílias estáveis, e não em qualquer crença ou doutrina específica.”

Joy Mdivo, diretora executiva do Centro de Lei e Justiça da África Oriental, diz que a divisão americana paga os salários e o espaço comercial, mas que o CLJAO faz seu próprio levantamento de fundos para financiar atividades. “Alguém falou que recebemos dinheiro dos americanos para disseminar a homofobia, e eu respondi que não preciso disseminar a homofobia. Basta caminhar na rua, abraçar outro homem e parecer romântico. Não preciso dizer a ninguém o que fazer. Essa é a realidade de quem somos, apenas isso.”

Fonte: Folha de São Paulo