‘A maioria dos evangélicos não é homofóbica’, diz Marta Suplicy Resposta

A nova ministra da Cultura, Marta Suplicy, disse, após tomar posse do cargo, que não vê problemas para o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, obter votos de eleitores evangélicos em função do Projeto de Lei da Câmara nº 122 (PLC 122), que torna crime o preconceito a homossexuais. A agora ministra é a principal articuladora do projeto de lei. “Acho que a grande maioria dos evangélicos não é homofóbica. Eles respeitam a diversidade”, afirmou.

Militantes pedem a Suplicy que suplente não assuma projeto contra homofobia


Ainda como senadora, Marta foi procurada por representantes de entidades pelos direitos dos homossexuais que se disseram preocupados com a chegada de seu suplente ao Senado, o vereador Antônio Carlos Rodrigues (PR-SP). Ligado a religiosos da zona sul de São Paulo, seu reduto eleitoral, o novo senador é contra  a união civil entre pessoas do mesmo sexo.
Os ativistas dizem ter medo de que Rodrigues prejudique o andamento do PLC 122 no Congresso, caso assuma a relatoria do projeto de lei. A proposta já havia tramitado na Câmara dos Deputados entre 2001 e 2010, quando foi arquivada. Em 2011, Marta retirou o projeto da gaveta e o colocou na pauta, assumindo a relatoria.
Marta foi flagrada mostrando e-mail de ativistas preocupados com seu suplente para a senadora Lídice da Mata (PSB-BA). Fotos do jornal Correio Braziliense mostram que a mensagem dizia “está havendo muitas críticas pelo suplente, que é evangélico e homofóbico”. Lídice foi convidada por Marta para substituí-la na relatoria do PLC 122.

Embora o tema homofobia seja apontado como uma pedra no caminho de Haddad para o segundo turno, o líder petista na Câmara federal, Jilmar Tatto (PT-SP), nega que o candidato possa ser influenciado nas pesquisas eleitorais nesta reta final da primeira etapa do pleito. “Isso não tem impacto nenhum nas eleições”, afirma.
A ministra minimizou o fato de seu suplente ser de um partido da ala dos “independentes” em relação ao governo federal no Congresso. Marta se recusou também a comentar o apoio de Rodrigues a José Serra (PSDB), opositor de Haddad. “Não tenho nenhum constrangimento ( pelo suplente ser a favor do tucano ). Foi uma decisão partidária ( a escolha para a suplência) . Ele ( Rodrigues ) estava na minha coligação partidária”, disse. “Desejo ao senador que ele faça um bom trabalho”, afirmou.

Lamentável

Marta está equivocada, não só a maior parte dos evangélicos, como a maior parte do povo brasileiro é homofóbico e transfóbico. Lamentavelmente, Marta, que queria ser candidata à Prefeitura e foi barrada pelo PT, pressionou para ganhar um alto cargo no governo Dilma. Conseguiu. Ela não parece estar muito preocupada com o PLC 122 e nem com os gays. O que Marta quer é poder.


Mesmo o Estado sendo laico, religião entra na campanha à Prefeitura do Rio de Janeiro Resposta



Mesmo o Estado sendo laico, religião entra na campanha à Prefeitura do Rio de Janeiro. Entenda:

As críticas feitas pelo ex-governador Anthony Garotinho (PR) ao apoio do prefeito Eduardo Paes (PMDB), que disputa a reeleição, a políticas de defesa dos direitos dos LGBTs (direitos humanos, porque não queremos privilégios e sim ser tratados da mesma maneira que os heterossexuais) no programa eleitoral de TV do candidato do DEM a prefeito do Rio, Rodrigo Maia, direcionaram a corrida ao Palácio da Cidade para dois temas que pautaram eleições majoritárias anteriores: religião e homofobia. Em participação no programa de TV de sexta-feira passada, Garotinho afirmou que Paes concede apoio aos homossexuais e, depois, “vai para igrejas evangélicas e diz: ‘Glória a Deus! Aleluia’. Isso é fingimento, hipocrisia”. A declaração levou a uma crise na campanha de Rodrigo, que perdeu um dos principais integrantes do núcleo político-administrativo:Marcelo Garcia, que integrou o secretariado do ex-prefeito Cesar Maia.

O posicionamento de Garotinho repercutiu negativamente entre movimentos religiosos e contra homofobia. Sua participação no programa do DEM ainda foi criticada por líderes religiosos que participaram, na manhã de domingo, em Copacabana, da V Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa. O evento, de acordo com os organizadores, reuniu 210 mil pessoas. 



— Foi uma atitude fascista do ex-governador Anthony Garotinho. Respeito suas convicções religiosas, mas o que ele fez foi demonizar ações de pessoas que não seguem a religião dele. O ex-governador esquece que o Estado é laico. Ele, como político, deveria combater a homofobia e defender a liberdade religiosa — afirmou Ivanir dos Santos, interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa.

Garotinho fala em lavagem cerebral 

Garotinho se defendeu das críticas em seu blog. “Olha, eu sei que existem pessoas que por conta da lavagem cerebral da mídia acham que eu tenho alguma coisa contra os homossexuais, isso porque quem não vai às paradas gays ou bate palmas é considerado homofóbico. Sim, porque fui eu o primeiro governador do Brasil a criar um Disque-Denúncia Homossexual (DDH) justamente para defendê-los da discriminação e da violência.”

Responsável pela idealização do plano de governo de Rodrigo Maia, Marcelo Garcia afirmou ontem que comunicou sua saída da campanha do DEM logo após ver o programa de TV, na noite de sexta-feira. Segundo ele, nos 47 segundos que Garotinho atacou os homossexuais, o deputado descumpriu acordos firmados entre o DEM e o PR para que fosse viabilizada a aliança entre Rodrigo e Clarissa Garotinho.

— As reuniões aconteceram na minha casa. Deixei claro que a homofobia não seria tolerada. Ele usou um espaço precioso na TV, que deveria ser utilizado para mostrar propostas para os eleitores, e não para abordar questões que não dizem respeito à campanha. Eu não poderia ter outra atitude, a não ser deixar a campanha. Não quero caminhar em direção à lama para onde Garotinho caminha — disse Garcia, amigo do pai de Rodrigo, o ex-prefeito Cesar Maia.

O prefeito Eduardo Paes preferiu não comentar as agressões de Garotinho, assim como a coordenação de campanha de Rodrigo.

Garotinho homofóbico

Garotinho é homofóbico, assim como a sua mulher, e não é de hoje que o povo do Rio de Janeiro sabe disso. Só não dá para entender o motivo. Não seria melhor tratar todos iguais, colocando em prática os reais valores cristãos? 

Mas, independente disso, como disse o professor Ivanir Ribeiro, todo o político deve zelar pelo bem de todos, inclusive LGBTs.

Só que não adianta dar murro em ponta de faca. Temos é que extirpar essa corja de malfeitores que usam, em vão, o nome de Jesus para conseguirem votos e se manter no poder. Não podemos tolerar que política e religião se misturem. 

Mas como tirar esse bando da política? 

Uma maneira é informando. Tipo, sempre que vierem com papo de “homossexualismo” e ”opção sexual”, por exemplo, a gente responder que é homossexualidade e orientação sexual. Mas para isso a gente precisa entender do assunto. Basta pesquisar um pouquinho no Google.

Outra maneira de ajudar a retirar da política esse bando de hipócritas, é divulgando cada cagada que eles fizerem, como fez o senhor deputado Anthony Garotinho. 

Eu acredito ser possível um Brasil justo, com lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e heterossexuais com os mesmo direitos, os mesmos deveres e convivendo harmoniosamente, afinal, somos todos seres humanos.

*Com informações do jornal O Globo

Haddad faz críticas à ajuda de evangélicos a candidato do PRB Resposta


Em seu mais duro ataque ao engajamento de igrejas evangélicas em campanhas rivais, o candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse ver “risco de fundamentalismo” na mistura entre fé e política.

A crítica foi endereçada ontem ao líder das pesquisas, Celso Russomanno (PRB), que tem ampliado os apoios entre líderes religiosos.

Reportagem publicada semana passada no jornal “O Estado de S. Paulo” mostrou que pastores da Assembleia de Deus Ministério em Santo Amaro, na zona sul, receberam meta de conquistar ao menos cem votos cada para o candidato.

“Eu jamais partidarizaria uma igreja. Penso que é uma mistura equivocada”, disse Haddad, após fazer carreata no Jardim Ângela (zona sul).

“O Estado é laico e respeita a liberdade religiosa. A partir do momento em que se misturam as duas questões [fé e política], você vai correndo os riscos de fundamentalismo na sociedade.”

O petista disse que o Estado deve “respeitar as igrejas” e defender a liberdade religiosa, mas sem usá-las como instrumento para pedir votos.

“A mistura e a partidarização podem nos levar a um perigo que está afastado hoje, o de criar antagonismos que não experimentamos na sociedade brasileira”, afirmou.

Haddad é o único dos principais candidatos à prefeitura que não tem apoio de denominações evangélicas. José Serra (PSDB) e Gabriel Chalita (PMDB) também contabilizam aliados no segmento.
No ano passado, pastores atacaram o petista por causa do chamado “kit gay”, que combateria a homofobia nas escolas quando ele era ministro da Educação. A presidente Dilma Rousseff vetou a distribuição do material.

Ontem, Russomanno desconversou sobre a meta de votos na igreja da zona sul. “Eu estou muito feliz de ter todas as igrejas me apoiando. Muito feliz”, limitou-se a dizer. 

Passado

Haddad tem toda a razão, mas esquece-se que, no passado recente, fez parte do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi eleito com o apoio da Igreja Universal do Reino de Deus, o vice, José Alencar, inclusive, era do PRB.

*Com informações de Bernardo Mello Franco e Diógenes Campanha, da Folha de São Paulo

Evangélicos americanos são acusados de promover homofobia na África Resposta


Evangélicos dos EUA são acusados de promover a homofobia na África. A reportagem é de David Smith, do Guardian. Tradução de Clara Allain. Sei que o termo correto é homossexualidade, mas a tradução não é minha! Leia:

Grupos evangélicos cristãos nos EUA estão tentando realizar uma colonização cultural da África, abrindo representações em vários países para promover ataques ao homossexualismo e ao aborto, segundo investigação realizada por um instituto de estudos liberal.

O instituto Political Research Associates (PRA), de Boston, diz que organizações religiosas americanas vêm ampliando suas operações em todo o continente, fazendo lobby em favor de políticas e leis conservadoras e alimentando a homofobia.

Os grupos em questão incluem o Centro Americano para a Lei e a Justiça (American Centre for Law and Justice – ACLJ), fundado pelo televangelista Pat Robertson, que implantou bases no Quênia e no Zimbábue.

De acordo com o relatório do PRA, a direita religiosa americana afirma, concretamente, que os ativistas dos direitos humanos são neocolonialistas cujo objetivo seria destruir a África. Grupos citados no relatório rejeitaram terminantemente as acusações.

Intitulado “Colonizando Valores Africanos: Como a Direita Cristã Americana Está Transformando a Política Sexual na África”, o estudo analisou dados de sete países africanos e pagou pesquisadores para trabalhar por vários meses no Quênia, Malauí, Zâmbia e Zimbábue.

O PRA identificou três organizações que acredita que estão atuando agressivamente na África: o ACLJ, de Robertson, o grupo católico Human Life International e o grupo Family Watch International, liderado pela ativista mórmon Sharon Slater.

Cada uma delas identifica suas agendas como sendo autenticamente africanas, num esforço para retratar a defesa dos direitos humanos como um novo colonialismo cuja finalidade seria destruir tradições e valores culturais, diz o relatório.

Nos últimos cinco anos as organizações teriam aberto ou ampliado representações na África dedicadas à promoção de sua visão de mundo cristã e de direita. Uma rede frouxa de cristãos carismáticos de direita conhecida como o movimento de transformação se une a eles para alimentar as chamas das guerras culturais em torno do homossexualismo e do aborto, defendendo líderes políticas e ativistas africanos destacados.

O padre anglicano zambiano Kapya Kaoma, autor do relatório, disse que grupos cristãos de direita incentivam a percepção de que as relações entre pessoas do mesmo sexo são antiafricanas e impostas pelo Ocidente, uma visão que na realidade é baseada na Bíblia que chegou com o colonialismo, e não na cultura africana tradicional.

Ele deu o exemplo de uma jovem lésbica no Zimbábue que foi levada a várias igrejas para que o demônio fosse expulso de seu corpo, mas, mais tarde, louvada quando sua avó falou que na realidade ela estava possuída pelo espírito de seu tio morto, que nunca se casara.

Kaoma disse que a homossexualidade não é algo estrangeiro, mas é descrita como tal pela direita cristã.
A pesquisa constatou que alguns países são mais abertos à direita cristã americana que outros, em parte em função do apoio de autoridades governamentais.

Os próprios presidentes de Zâmbia, Zimbábue e Uganda acusaram partidos oposicionistas de promover a homossexualidade, para reduzir a influência dos partidos e agradar aos poderosos setores religiosos conservadores africanos.

O ACLJ foi convidado pelo presidente zimbabuano, por exemplo, Robert Mugabe, a abrir representações para treinar advogados para trabalharem sobre uma Constituição que refletisse os valores cristãos.

Um esforço semelhante estaria sendo feito para influenciar a redação das Constituições do Quênia e de Zâmbia, com a inclusão de frases como “a vida começa na concepção”.

O relatório acusa Slater, da Family Watch International, de usar de um discurso alarmista, dizendo que a estratégia de controle populacional da ONU vai destruir a família africana.

Slater teria afirmado que os homossexuais são significativamente mais promíscuos que os heterossexuais e que têm maior probabilidade de praticar a pedofilia.

Kaoma disse: “Slater afirma que a ONU foi dominada por homossexuais. Ela inventa bobagens e as apresenta aos africanos como fatos. Ela argumenta que termos como direitos de gênero e identidade de gênero são termos em código que indicam homossexualismo.”

Kaoma acha que os grupos americanos estão em fase de recuo nos Estados Unidos e, por essa razão, estariam buscando ganhos rápidos na África.

“Eles parecem saber que estão perdendo a batalha nos Estados Unidos, de modo que o melhor que podem fazer é ser vistos como a estando ganhando em outra parte do mundo. Isso lhes confere uma razão para estarem fazendo levantamento de fundos nos EUA. A África é um joguete na batalha que estão travando nos Estados Unidos.”

O relatório foi saudado por ativistas dos direitos dos gays. Frank Mugisha, diretor executivo do grupo Minorias Sexuais, de Uganda, comentou: “Estou grato pela documentação mostrada neste relato, confirmando que é a homofobia que é exportada pelo Ocidente, e não o homossexualismo.”

“Espero que este relatório funcione como alarme de despertar para as comunidades de fé em Uganda e no Ocidente perceberem que as guerras culturais americanas impostas a nós pela direita cristã colocam em risco não apenas a cultura africana, mas as próprias vidas de africanos LGBTI como eu.”
A Human Life International reconheceu que tem várias filiadas na África, algumas das quais recebem dotações, materiais educativos e outros.

Um porta-voz da organização, Stephen Phelan, falou: “Achamos que é importante estarmos na África porque a investida contra os valores africanos naturais pró-vida e pró-família está vindo dos Estados Unidos. Então nos sentimos na obrigação de ajudá-los a entender a ameaça e a reagir a ela com base em seus próprios valores e culturas.”

“É por isso que podemos operar com uma parcela minúscula do orçamento com que trabalham os verdadeiros colonialistas: os muito bem financiados controladores demográficos e governos ocidentais.
“Estamos em sintonia com os valores profundos e naturais de nossos irmãos e irmãs na África e os ajudamos a resistir ao avanço de interesses ocidentais muito poderosos que acham que pode haver crianças demais na África.”

Phelan fez pouco caso da acusação da PRA de que sua organização estaria praticando um novo tipo de colonialismo.

“Esperamos que seus leitores mais refletivos notem a ironia presente no argumento do PRA. Governos ocidentais poderosos e ONGs muito ricas gastam bilhões por ano para impedir africanos de ter filhos, para mudar as leis africanas de modo a ficarem mais abertas a esse controle populacional, tudo como parte de um esforço para tornar o continente culturalmente mais semelhante ao Ocidente.”

“E o PRA, um proponente desse esforço, está acusando um grupinho de organizações cristãs, que juntas gastam uma fração ínfima do orçamento anual do setor de ajuda ao desenvolvimento, de defender os valores africanos naturais pró-vida e pró-família contra o colonialismo. Onde começar?”
Slater também criticou o relatório. “Não temos representações na África, como Kaoma alega sem razão”, disse ela. “Basta esse erro fundamental para indicar a falta de confiabilidade do relatório inteiro.”

Ela acrescentou: “Não somos a direita religiosa cristã que Kaoma insiste em nos mostrar como sendo, apesar do que eu disse a ele e apesar do teor de nossos materiais publicados e de nosso site na internet. A única menção à religião em nosso site ou em qualquer de nossos materiais é nossa preocupação de que seja protegida a liberdade religiosa, independentemente da fé que possa estar sendo alvo de ataques.”

“Nossa posição aqui é baseada em dados claros que indicam uma correlação forte entre observação religiosa e famílias estáveis, e não em qualquer crença ou doutrina específica.”

Joy Mdivo, diretora executiva do Centro de Lei e Justiça da África Oriental, diz que a divisão americana paga os salários e o espaço comercial, mas que o CLJAO faz seu próprio levantamento de fundos para financiar atividades. “Alguém falou que recebemos dinheiro dos americanos para disseminar a homofobia, e eu respondi que não preciso disseminar a homofobia. Basta caminhar na rua, abraçar outro homem e parecer romântico. Não preciso dizer a ninguém o que fazer. Essa é a realidade de quem somos, apenas isso.”

Fonte: Folha de São Paulo

Unaids diz que conservadorismo atrapalha combate à aids no Brasil Resposta

Pedro Chequer

No mesmo dia em que o Ministério da Saúde, depois de seis meses, reconheceu que errou ao censurar um vídeo de prevenção contra a aids de seu site, por conter cena gay, o governo brasileiro foi duramente criticado pelo conservadorismo ao tratar do assunto. Segundo o coordenador do Programa Conjunto das Nações Unidas Para HIV/aids (Unaids) no Brasil, o país corre risco de retrocesso nessa área devido ao conservadorismo religioso. Leia na reportagem de Ericka Sá*, do DW Brasil:

A América Latina é a região com maior índice de acesso à terapia antirretroviral, atingindo cerca de 70% da população, afirmou nesta quarta-feira (18/07) o coordenador do Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids) no Brasil, Pedro Chequer, durante apresentação de um novo relatório sobre os avanços no combate à doença, em Brasília.


O melhor acesso à terapia antirretroviral ajudou a reduzir o número anual de mortes relacionadas à aids na América Latina de 63 mil para 57 mil em dez anos.

Parte deste cenário positivo se deve ao Brasil. “Já nos anos 1990, contrariando a opinião de instituições como o Banco Mundial e também da Europa e dos Estados Unidos, o país adotou uma política de Estado e, apesar de adversidades financeiras, mantém essa posição”, comentou Chequer. Ele disse que a meta de zerar, em três anos, as infecções em crianças pode ser alcançada.

O relatório também destaca a autossuficiência brasileira no financiamento do programa de combate ao HIV, o vírus causador da aids. Segundo o Ministério da Saúde, o país produz hoje 10 dos 20 medicamentos distribuídos no tratamento e o país conseguiu uma economia de 95 milhões de dólares entre 2007 e 2011. Segundo Chequer, essa queda está relacionada com a diminuição de preços de medicamentos não produzidos no país. Mas ele adverte: “Há a necessidade de se utilizar mais as flexibilidades do acordo de Doha e fazer com que os países possam produzir genéricos localmente, independentemente da existência de patentes”.

Conservadorismo religioso

Chequer lembrou que o Brasil é referência em campanhas de conscientização, mas ressaltou que o país corre o risco de um retrocesso nessa área devido ao conservadorismo religioso. “Na medida em que procura atender demandas de alguns segmentos sociais, o Brasil corre risco de retrocesso. Mas confiamos na equipe técnica do Ministério da Saúde e no entendimento que o país tem sobre os direitos humanos. Entendemos isso como uma situação passageira.”

Ele estava se referindo a um recente episódio em que um vídeo da campanha de prevenção à Aids voltado para jovens gays, lançado este ano pelo governo brasileiro em parceria com a ONU, deixou de ser exibido na televisão aberta, ficando restrito a ambientes fechados, como boates. A medida sofreu críticas de movimentos de defesa dos direitos dos homossexuais.

O coordenador brasileiro da Unaids também criticou a suspensão da distribuição nas escolas da rede pública de kits com material educativo para conscientizar crianças e jovens a respeito da diversidade de opções sexuais. Em resposta, o representante do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, garantiu que “a política brasileira continua caminhando no sentido do respeito aos direitos humanos”, mas ressaltou que o país é composto de três poderes, fazendo referência às atribuições distintas do Legislativo, Executivo e Judiciário.

Chequer lembrou ainda que o Brasil é o país onde há mais crimes homofóbicos no mundo, seguido de México e Estados Unidos. “Esperamos que a sociedade civil se mobilize e o Congresso aprove a lei que criminaliza a homofobia. É uma lacuna importante e esperamos que aconteça ainda em 2012”, disse o coordenador do Unaids no Brasil, referindo-se ao projeto que está atualmente em tramitação no legislativo brasileiro.

Comprimido controverso

Apesar de a Unaids ter elogiado a recente decisão do governo norte americano de aprovar o uso de terapia antirretroviral para prevenir a transmissão do HIV, o representante do programa no Brasil disse que é uma notícia que deve ser recebida com ressalvas.

“Há outras pesquisas que têm tanta ou maior relevância do que esta, como aquelas que estudam o uso de retrovirais para reduzir o risco de transmissão entre parceiros sexuais”, disse Chequer. “Seria ético destinar milhões de comprimidos a pessoa que não estão infectadas em detrimento de 8 milhões que necessitam de tratamento e ainda não têm acesso?”, questionou. Ele lembrou que ainda não é possível produzir a quantidade de medicamento necessária para tratar todos os infectados.

Greco disse que não existe pílula mágica e alertou para outro aspecto negativo do uso amplo do novo medicamento: o risco de os usuários do comprimido se sentirem tão seguros com a promessa de proteção e suspender outros métodos de prevenção, como a camisinha.

Num gesto que arrancou risos dos repórteres durante a coletiva em Brasília, Greco tirou dos bolsos dezenas de preservativos. O gesto teve como objetivo, segundo Greco, chamar a atenção para o risco e para dizer, também, que não basta ter o preservativo do bolso, mas é preciso ter a consciência de que o preservativo é hoje a maneira mais eficiente de evita Aids.

*Revisão: Alexandre Schossler

Pastor Silas Malafaia anuncia que apresentará programa especial com “denuncias graves contra a ditadura gay” Resposta

Silas Malafaia (Reprodução)
O pastor Silas Malafaia anunciou que dedicará uma edição do programa Vitória em Cristo para fazer denúncias ligadas ao ativismo homossexual e ao que chamou de “ditadura gay”.

Silas Malafaia tem sido um dos principais opositores dos projetos de lei e ações tomadas por ativistas gays que visam punir pessoas que pensem e opinem de forma diferente dos anseios dessa parcela da população.
Segundo informações do site Verdade Gospel, Silas Malafaia classificou o programa como “imperdível” e disse que as informações que divulgará são extremamente importantes.
Dirigindo aos evangélicos e católicos, Malafaia afirmou que a “ditadura gay” quer fazer com que opositores a seus princípios sejam calados e convocou os fiéis a divulgarem nas redes sociais a veiculação das denúncias em seu programa, que irá ao ar no dia 07/04: “Será um programa esclarecedor tanto para os evangélicos como para os católicos praticantes. Querem a todo custo calar a voz do povo de Deus”.

Silas Malafaia é alvo de uma ação do Ministério Público, que quer que o pastor conceda direito de resposta aos ativistas gays e se retrate com relação às suas declarações de protesto contra atitudes de participantes da Parada Gay, que segundo ele, teriam profanados símbolos católicos durante o evento. Na ocasião, Malafaia afirmou que a Igreja Católica deveria “entrar de pau em cima desses caras” e “baixar o porrete” em reação à manifestação durante a Parada Gay.

* Com informações do Gospel Mais.

Prevenção de danos Resposta

Dora Kramer, O Estado de S.Paulo

O desdém do governo federal em relação a uma oposição partidária fragilizada contrasta com a solicitude dedicada a um segmento bem mais organizado, no Congresso representado pela Frente Parlamentar Evangélica.

Sinal evidente de que há, na visão do Palácio do Planalto, um sério potencial de dano eleitoral nas posições das “igrejas” foi o envio do secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, para conversar com a bancada e, em nome da presidente Dilma Rousseff, “dissolver mal-entendidos”.

A posição dos evangélicos merece mais atenção que a oposição dos partidos. Descontadas frases de efeito aqui e ali, não se veem tentativas de construção de pontes na direção dos oposicionistas, digamos, tradicionais.

Para estes é aplicado o método do trator, mas com aqueles cujo caráter do contraditório mexe com valores e mobiliza multidões obedientes é diferente.

Afinal, o “setor” é muito bem estruturado. Tem meios de comunicação, representação política, capilaridade, imensa capacidade de mobilização e, portanto, poder de fogo nada desprezível como se viu pelo trabalho que deu na eleição de 2010.

Na ocasião, o PT atribuiu ao PSDB a exploração do tema do aborto, na realidade posto na pauta por evangélicos e católicos, mas agora resolveu ir direto à fonte da contrariedade em ação de prevenção de danos.

O governo reagiu tão logo viu o passivo se acumular em três temas: aborto, as cartilhas de anti-homofobia encomendadas pelo Ministério da Educação e as declarações de Gilberto Carvalho sobre a necessidade de se disputar as classes emergentes com os “conservadores” evangélicos.

Carvalho foi, se explicou, pediu desculpas, aparentemente dissipou o mal-estar.
Resolvido o problema? Nem de longe, pois voltará na eleição para ser usado também como arma pelos partidos adversários. E já que se mostrou disposto a ajoelhar, e se não quiser brincar nesse serviço, o governo vai ser obrigado a rezar.


Evangélicos pretendem perseguir Fernando Haddad durante campanha para a prefeitura de São Paulo Resposta

Fernando Haddad

Segundo a coluna Radar, da revista “Veja”, o ministro da Educação não vai ter sossego durante a campanha eleitoral para a prefeitura de São Paulo. A Assembleia de Deus, a maior fatia entre os evangélicos, não perdoa o kit Escola sem Homofobia (anti-homofobia) que o MEC elaborou e pretendia distribuir meses atrás nas escolas, até ser interditado por Dilma por pressão dos evangélicos. “Não vou deixar o Haddad em paz um minuto”, promete um exaltado líder evangélico, segundo o colunista Lauro Jardim. 


A Assembleia de Deus apoiou o candidato José Serra (PSDB) durante a última campanha para presidente do Brasil. A candidata Dilma Rousseff (PT), foi duramente atacada por fundamentalistas evangélicos e católicos. Mas, apesar disso, ela se aliou à Igreja Universal do Reino de Deus, que já apoiava o governo federal. Dilma também divulgou documento se compromentendo a não ferir interesses de grupos religiosos.

Pelo visto, caso as informações estejam corretas, teremos em São Paulo, uma campanha eleitoral de baixo nível, misturando religião com Estado e deixando de lado debate sobre temas importantes e relevantes para a população, assim como aconteceu durante a última campanha para a Presidência da República. Cabe aos LGBTs não votarem em candidatos que estejam sendo apoiados por fundamentalistas, assim como não votar em nenhum candidato, de nenhum partido que esteja apoiando os mesmos!

Pastora famosa por pregar a conversão de gays, assume ser lésbica Resposta

A missionária evangélica Lanna Holder ficou conhecida mundialmente por testemunhar que havia sido curada da homossexualidade. Deu palestras e promoveu o que seria a cura da homossexualidade em igrejas dos quatro cantos do mundo. Mas,  pasmem, Lanna voltou atrás. Agora Lanna é lésbica novamente! Que coisa!

Lanna se apaixonou pela cantora gospel  Rosania Rocha, de renome nos Estados Unidos e se uniu à ela. Ela abriu em São Paulo a Comunidade Cidade de Refúgio, primeira denominação religiosa dirigida por um casal de lésbicas no Brasil. Hoje a missionária assume que nunca deixou de sentir atração sexual por mulheres e critica a postura das igrejas que, segundo ela, pregam uma libertação que não existe. Ela deu entrevista à revista “Junior”, confira alguns trechos:

“Quanto me converti, fui ensinada que a homossexualidade era uma maldição, então expunha para os fiéis da maneira que eu havia aprendido. Milhares de pessoas me procuravam para saber como eu havia deixado de ser lésbica e no fundo sabia que continuava gostando de mulheres. Eu professava aquela mentira na esperança de que um dia ela pudesse se tornar verdade na minha vida.”

“As igrejas evangélicas estão cheias de homossexuais tentando se curar em vão e por isso estão ficando doentes. O sucesso que eu fiz no passado se deve justamente ao grande número de gays evangélicos que se identificavam e se apoiavam no meu testemunho. Durante os cultos eles me procuravam deseseperados para dizer que estavam sofrendo e sendo discriminadas dentro da própria igreja e que precisavam de uma transformação.”

“Eu olho para a minha história, para todas as coisas que eu dizia e lamento pelas pessoas que até se suicidaram, pessoas que geraram em seus corações uma expectativa de mudarem sua sexualidade e não conseguiram. Gente que achava que Deus me amava mais do que elas porque eu dizia que tinha sido liberta e não era verdade. Eu criei feridas no coração das pessoas e alimentei falsas expectativas. Tanta gente que, por minha causa, lutou dentro das igrejas para deixar de ser gay e não obteve exito. Peço perdão à todas essas pessoas. A igreja precisa acordar para esse erro que está comprometendo a vida de tanta gente.”

“O que Deus pôde transformar na minha vida ele transformou, a única coisa que continuou igual foi a minha sexualidade, que é algo intrínseco em mim e não pode ser mudado. Isso não é uma escolha, mas sim uma orientação. Quem ecolheria sofrer e ter um bando de crente hipócrita lançando na cara da gente que somos uma maldição? Ninguém no mundo escolhe sofrer.”

“Eu tenho 49 anos e a maior parte da minha vida, assim como a de tantos evangélicos, foi jogada fora. Fiquei dentro de um armário porque se eu assumisse quem realmente era não poderia pregar, ser missionária, e muito menos considerada crente. Tive que omitir e esconder a minha sexualidade, proferindo que havia sendo curada, para conseguir continuar exercendo o meu ministério. Isso não vale a pena, cansei disso.”

“Fiz intensas sessões de regressão e cura interior, me entreguei para todas essas propostas, mas obviamente nada fez com que eu deixasse de ser lésbica.”

“Hoje não tenho nenhuma proximidade com os evangélicos e eles não aceitam minha atual condição. Todas as igrejas que no passado me convidavam para pregar não se comunicam mais comigo. Qualquer tipo de aliança foi quebrada porque eles consideram a homossexualidade possessão, maldição hereditária e algumas até mesmo doença. Eles não concordam com a visão que passei a seguir e são completamente opostos ao que estou pregando atualmente. A minha família tem a mesma postura, precisei me desligar deles para viver esse novo ministério.”

Presidente da Câmara de São José do Rio Preto quer revogar lei que pune homofobia Resposta


O presidente da Câmara Municipal de São José do Rio Preto, Oscarzinho Pimentel (PPS), apresentou projeto para revogar em todos os seus artigos da lei municipal 8.642, de 6 de junho de 2002, que pune “toda e qualquer forma de discriminação por orientação sexual” na cidade. De autoria do ex-vereador Márcio Ladeia (PT), a lei foi uma das primeiras no País a punir atos homofóbicos.


Na justificativa de sua proposta, Oscarzinho diz que a lei é “inconstitucional por vício de iniciativa” e fere o artigo 5º da Constituição Federal, que prevê igualdade entre todos os brasileiros. Oscarzinho é evangélico e usa o mesmo discurso de outros políticos fundamentalistas.


O projeto, assim como a lei rio-pretense, pune atos de discriminação sexual. Além da proposta de revogar a lei municipal, Oscarzinho apresentou requerimento ao Senado pedindo arquivamento do PL 122. Evangélicos alegam que a lei poderia criar embaraços em pregações ou orientações sexuais dadas por pastores em cultos. Uma das principais vozes contra o PL 122 é o pastor Silas Malafaia, que inclusive organizou a caravana de evangélicos a Brasília. De Rio Preto, seguiram para o protesto na capital federal os também vereadores evangélicos Carlão dos Santos (PTB) e Tadeu de Lima (PSDB).

A lei que Oscarzinho pretende revogar diz que é considerada discriminação “qualquer ação ou omissão que, motivada pela orientação sexual do indivíduo, lhe cause constrangimento, exposição a situação vexatória, tratamento diferenciado, cobrança de valores adicionais ou preterição no atendimento”, bem como “impedir” ou “dificultar” acesso de homossexuais e estabelecimentos ou locais de circulação pública. A lei de Ladeia prevê multa entre R$ 1 mil e R$ 3 mil para os infratores, além de cassação de alvará de funcionamento quando a discriminação ocorrer em local público.

Pastoras lésbicas querem evangelizar na Parada Gay de SP Resposta


Três semanas depois de inaugurar uma igreja inclusiva e voltada para acolher homossexuais no Centro de São Paulo, o casal de pastoras Lanna Holder e Rosania Rocha pretende participar da Parada do Orgulho LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero) de São Paulo, em 26 de junho, para “evangelizar” os participantes. Estudantes de assuntos ligados à teologia e a questões sexuais, as mulheres encaram a parada como um movimento que deixou de lado o propósito de sua origem: o de lutar pelos direitos dos LGBTs.

“A história da Parada Gay é muito bonita, mas perdeu seu motivo original”, diz Lanna Holder. Para a pastora, há na comunidade LGBT promiscuidade e uso excessivo de drogas. “A maior concepção dos homossexuais que estão fora da igreja é que, se Deus não me aceita, já estou no inferno e vou acabar com minha vida. Então ele cheira, se prostitui, se droga porque já se sente perdido. A gente quer mostrar o contrário, que eles têm algo maravilhoso para fazer da vida deles. Ser gay não é ser promíscuo.”

As duas pastoras vão se juntar a fiéis da igreja e a integrantes de outras instituições religiosas para conversar com os participantes da parada e falar sobre a união da religião e da homossexualidade. Mas Lanna diz que a evangelização só deve ocorrer no início do evento. “Durante [a parada] e no final, por causa das bebidas e drogas, as pessoas não têm condição de serem evangelizadas, então temos o intuito de evangelizar no início para que essas pessoas sejam alcançadas”, diz.

Leandro Rodrigues, de 24 anos, um dos organizadores da parada, disse ao portal “G1” que o evento “jamais perdeu o viés político ao longo dos anos”. “O fato de reunir 3 milhões de pessoas já é um ato político por si só. A parada nunca deixou de ser um ato de reivindicação pelos direitos humanos. As conquistas dos últimos anos mostram isso.”

Segundo ele, existem, de fato, alguns excessos. “Mas não é maioria que exagera nas drogas, bebidas. Isso quem faz é uma minoria, assim como acontece em outros grandes eventos. A parada é aberta, e a gente não coíbe nenhuma manifestação individual. Por isso, essas pastoras também não sofrerão nenhum tipo de reação contrária. A única coisa é que o discurso tem que ser respeitoso.”

Negação e aceitação da sexualidade

As duas mulheres, juntas há quase 9 anos, chegaram a participar de sessões de descarrego e de regressão por causa das suas orientações sexuais. “Tudo que a igreja evangélica poderia fazer para mudar a minha orientação sexual foi feito”, afirma Lanna. “E nós tentamos mudar de verdade, mergulhamos na ideia”, diz Rosania. As duas eram casadas na época em que se envolveram pela primeira vez.

“Sempre que se fala em homossexualidade na religião, fala-se de inferno. Ou seja, você tem duas opções: ou deixa de ser gay ou deixa de ser gay, porque senão você vai para o inferno. E ninguém quer ir para lá”, diz Lanna.

A pastora afirma que assumir a homossexualidade foi uma descoberta gradual. “Conforme fomos passando por essas curas das quais não víamos resultado, das quais esperávamos e ansiávamos por um resultado, percebemos que isso não é opção, é definitivamente uma orientação. Está intrínseco em nós, faz parte da nossa natureza.”

Igreja Cidade de Refúgio

Segundo as duas mulheres, após a aceitação, surgiu a ideia de fundar uma igreja inclusiva, que aceita as pessoas com histórias semelhantes as delas. “Nosso objetivo é o de acolher aqueles que durante tanto tempo sofreram preconceito, foram excluídos e colocados à margem da sociedade, sejam homossexuais, transexuais, simpatizantes”, diz Lanna.

Assim, a Comunidade Cidade de Refúgio foi inaugurada no dia 3 de junho na Avenida São João, no Centro de São Paulo. Segundo as pastoras, em menos de 2 semanas o número aumentou de 20 fiéis para quase 50. Mas o casal ressalta que o local não é exclusivo para homossexuais. “Nós recebemos fiéis heterossexuais também, inclusive famílias”, diz Rosania.

Apesar do aumento de fiéis, as duas não deixaram de destacar as retaliações que têm recebido de outras igrejas através de e-mails, telefonemas e programas de rádio e televisão. “A gente não se espanta, pois desde quando eu e a pastora Rosania tivemos o nosso envolvimento inicial, em vez de essa estrutura chamada igreja nos ajudar, foi onde fomos mais apontadas e julgadas. Mas não estamos preocupadas, não. Viemos preparadas para isso”, afirma Lanna.

*Com informações do G1

Curta com temática gay é censurado no Acre 1


O curta “Eu Não Quero Voltar Sozinho”, que foi eleito o Melhor Filme do Festival de Paulínia em 2010 e exibido recentemente pela mostra baiana Possíveis Sexualidades, foi censurado no estado do Acre. Escrito por Daniel Ribeiro, o filme conta a história de um garoto cego que se apaixona por um colega de classe. O curta iria integrar a programação do Cine Educação.


De acordo com informações do Cine Click, o filme foi escolhido para ser projetado aos alunos da Escola Armando Nogueira, de Rio Branco, capital do estado. No entanto, segundo nota divulgada pelo diretor Daniel Ribeiro e pela produtora Diana Almeida, os alunos presentes na exibição confundiram o curta metragem com o “kit anti-homofobia” e levaram a questão aos líderes religiosos, que mobilizaram políticos da região com o intuito de proibir o projeto Cine Educação como um todo.


De forma arbitrária, em uma república federativa cuja Constituição atesta um Estado laico, a sociedade está sendo privada de promover debates. Como pretendemos que adolescentes consigam respeitar a diversidade e formem-se cidadãos lúcidos, pensantes e ativos se informação, arte e cultura lhes são negadas?”, questionaram o diretor e produtora do filme.


Ainda segundo a nota dos produtores, o projeto Cine Educação, realizado em diversos locais do país resultante de parceria da Cinemateca Brasileira, foi paralisado no Acre.

*Com informações do Portal Flavour

Quase 200 mil pessoas protestam contra o PLC 122/06 no Centro do Rio de Janeiro 2

Milhares de pessoas participaram, neste sábado, na cidade do Rio de Janeiro, da Marcha para Jesus, evento organizado por pastores de igrejas evangélicas. A caminhada teve início às 13h, e reuniu cerca de dez trios elétricos. Os participantes seguiram em direção à Cinelândia, onde um palco foi montado para a apresentação de mais de 20 atrações gospel.

De acordo com o presidente do Conselho de Ministros do Estado do Rio de Janeiro, Pastor Marcos Gregório, o objetivo da marcha é proclamar as palavras de Deus e continuar a luta contra a PL 122/06. Os participantes exibiram diversas faixas, algumas delas criticando o projeto de lei que criminaliza a discriminação contra os homossexuais.

Presente no primeiro trio elétrico, o pastor Silas Malafaia gritava palavras de ordem aos fiéis: “A PL 122 é inconstitucional”.

Ato de evangélicos contra criminalização da homofobia em frente ao Congresso reúne 20 mil Resposta


Um ato de religiosos, grande maioria de evangélicos, em frente ao Congresso Nacional, na tarde desta quarta-feira, reúne cerca de vinte mil fiéis, acredita a Policia Militar. Os lideres do movimento falam em até 70 mil pessoas. O ato é contra a tramitação do projeto de lei, no Senado, que criminaliza a prática da homofobia. Os manifestantes exibem cartazes com dizeres “Daqui a pouco vão dizer que a Bíliba é homofóbica”, “I love my family” e “Pela união entre o homem e a mulher”.



Um pequeno grupo de homossexuais, cerca de cem pessoas, protestam contra o ato dos religiosos, num canto do gramado,cercado por 50 policiais militares. Os ativistas também carregam cartazes: “Sou LGBT e Jesus me ama”, “Matar homossexuais não é coisa de Deus” e “Você já deu um abraço no seu filho gay hoje”.

Evangélico, o senador Magno Malta (PR-ES) disse ser contra o projeto no Senado, que tem Marta Suplicy (PT-SP) como relatora.

– O Senado não vai criar o terceiro sexo não. Nâo vai ter uma leizinha para beneficiar meia dúzia.

* Com informações do Extra Online.

Dilma pode ter se baseado em "kit errado" ao vetar cartilha contra homofobia Resposta

Dilma assume que não viu os vídeos do kit

Livretos do Ministério da Saúde apresentados por evangélicos à presidenta Dilma Rousseff podem ter levado à suspensão do kit elaborado pelo Ministério da Educação (MEC) para combater a homofobia nas escolas públicas. A hipótese não é descartada pela própria Presidência da República e pelo MEC.

Na quarta-feira (25/05), após encontro com frentes religiosas, Dilma determinou que fosse reanalisado o material, constituído por um caderno, seis boletins, três vídeos e um cartaz. A intenção do MEC era ajudar o debate em salas de aula do Ensino Médio a respeito da discriminação contra homossexuais.

Informações recebidas pelo site “Rede Brasil Atual” dão conta de que o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), um dos principais interlocutores do encontro, mostrou à presidenta um material elaborado pelo Ministério da Saúde. A assessoria do parlamentar descreveu os títulos dos materiais apresentados na reunião O caderno das coisas importantes” foi elaborado pelo MEC, mas em parceria com o escritório da Organização das Nações Unidas para Educação e Cultura (Unesco) e sem qualquer relação com o kit contra a homofobia. Outro, também em parceria com a agência da ONU, é a história em quadrinhos “A vida como é – e as coisas como são”, lançada em 2010 abordando as relações entre filhos homossexuais e seus pais.

Os demais são de um programa do Ministério da Saúde que visa a reduzir danos no uso de drogas e ao combate a doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Ao ser informada por telefone que o material citado não diz respeito ao kit contra a homofobia, a assessoria do deputado afirmou que “chegou a nossas mãos como sendo o kit-gay (sic). De qualquer maneira é pornográfico”.

Uma das ilustrações mostra dois rapazes praticando sexo. O Ministério da Saúde informou que se trata de um material voltado a um público absolutamente específico: agentes que trabalham com a prevenção de DSTs e com viciados em drogas, sem qualquer conexão com o material elaborado pelo MEC e jamais tendo sido distribuído em escolas.

Origem

A fonte das cartilhas encaminhadas a parlamentares ligados às causas religiosas é o Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (Fenasp). O presidente da entidade, Pastor Wilton Acosta, usou parte do material do Ministério da Saúde em um debate da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão a respeito dos programas do governo federal sobre diversidade sexual.

As mesmas imagens estão disponíveis na página da Fenasp na internet. A reportagem tentou, sem sucesso, contato telefônico com Acosta. A secretária-geral da organização, Damares Alves, afirmou não saber se as cartilhas foram apresentadas a Dilma Rousseff como parte do kit contra a homofobia. O mesmo material foi levado por Damares a uma reunião com o ministro da Educação, Fernando Haddad. “A gente quis mostrar para ele que é uma prática do governo a produção de material de mau gosto”, explica.

Ela lamenta que o combate à homofobia tenha se transformado “em prioridade” para o ministério e avalia que a campanha que seria difundida pelo kit não ajudaria a combater o problema. Damares considera que mostrar relações homoafetivas não vai colaborar em nada para a discussão. “Como dizer que não vivemos a normalidade da heterossexualidade? Isso pode mudar nas próximas gerações, mas essa geração ainda entende a normalidade na heterossexualidade”, questiona.

Incertezas

A assessoria de comunicação da Presidência da República afirmou não haver condições de afirmar se Dilma viu ou não o material correto. A informação é de que Dilma analisou as cartilhas e os vídeos sem a presença de assessores ou do ministro da Educação.

Em rápido pronunciamento a jornalistas nesta quinta-feira (26), a presidenta afirmou não ter visto os filmes, mas considerou o material inadequado. “Não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais, nem de nenhuma forma nós não podemos interferir na vida privada das pessoas”, disse.

O ministro da Educação confirmou que a presidenta não soube precisar se o material a que teve acesso faz parte do kitcontra a homofobia. Haddad lembrou que filmes e textos que circulam pelo Congresso são de campanhas do Ministério da Saúde, levando à desinformação de alguns parlamentares e da sociedade. “Houve muita confusão a respeito. Quando uma discussão deixa de ser técnica e passa a ser política você tem muita dificuldade de organizar um debate racional sobre o assunto”, lamentou o ministro, que considera acertada a decisão de suspender a distribuição das cartilhas em meio a um cenário de turbulência.

A ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Iriny Lopes, foi outra que ponderou que a decisão não representa um retrocesso nas políticas governamentais de conquistas de direitos. “O programa de enfrentamento à homofobia é um programa definitivo. Ele não sofrerá retrocessos. O governo da presidenta Dilma é pautado pela questão de direitos, a presidenta têm demonstrado isso em todos os seus gestos”, disse.

A determinação do Planalto é que qualquer material relativo aos direitos sociais terá de passar por análise de uma comissão a ser montada no Palácio do Planalto antes de vir a público.

*Reportagem: “Rede Brasil Atual”

Dilma precisa de um kit anti-homofobia Resposta

Um dia após se render a chantagens da bancada religiosa fundamentalista do Congresso Nacional e suspender o kit anti-homofobia, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC) de seu governo – a presidenta Dilma Roussef resolveu se manifestar. O que ouvi, estupefado, na CBN e depois li em diversos portais, foi um festival de bizarrices de embrulhar o estômago e me fazer questionar: será que fiz bem em apoiar a campanha dela para a Presidência da República.

Dilma diz que não concorda com o “kit”, mas não viu todos os vídeos

Como se não bastasse ter se aliado a uma bancada que, em parte a atacou durante a campanha eleitoral; de ter entrado em sintonia perfeita com a extrema-direita, personificada pela figura horrenda do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), hoje, Dilma, ao defender o indefensável, disse que “não vai ser permitido em nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais”. Foi assim, ressaltando, claro, que o governo federal vai continuar lutando contra a homofobia, que Dilma justificou sua covardia.



A presidenta está mal informada, assim como diversos brasileiros, ela chama orientação sexual de “opção sexual”. Ela mesma parece precisar de um kit anti-homofobia, que ela chama, assim como os evangélicos e Jair Bolsonaro, de “kit gay”. Será que um dia a presidenta sentou-se em sua cama e se perguntou: sou lésbica ou heterossexual? Claro que não! Ela sabe bem o que é. Então, da mesma forma, as outras pessoas, não optaram por nada! Justamente para evitar esse tipo de argumento tosco é que é necessário, sim, educar os adolescentes nas escolas. Nem sempre a família faz isso, mas este é o dever de um Estado responsável.

Será que, ao falar sobre o uso de preservativo, o governo federal está estimulando a prática sexual? Na escola, aprendemos o que acontece quando um homem transa com uma mulher. Os professores nos ensinam isso. Ensinam sobre a reprodução etc. Em determinado momento, as pessoas praticamente não falavam sobre sexo umas com as outras. Mas, hoje em dia, alguém ousa afirmar que, ao falar sobre sexo, a escola está estimulando os adolescentes a praticá-lo? Claro que não! Sabemos muito bem que meninas de 12 anos estão engravidando! Então, qual é o problema de mostrar que lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais existem e merecem respeito aos estudantes?

O Brasil não possui números oficiais, em âmbito nacional, sobre a violência contra os LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros). O Rio de Janeiro, por exemplo, tem essa estatística. Mas nacionalmente, isso não existe. Entretanto, é público e notório – basta ler os jornais ou rever as próprias atitudes – que os LGBTs sofrem preconceito constantemente. São piadinhas de péssimo gosto, agressões verbais, agressões físicas, torturas psicológicas etc. Imagine sofrer isso, constantemente, dentro de um local que serve para ajudar na formação do indivíduo: a escola. Isso cria traumas, alguns incuráveis. Em casos extremos, chega-se ao suicídio. Com esse quadro, o governo também sai perdendo, pois algumas pessoas abandonam as escolas ou repetem de ano, por exemplo.

O que o governo Dilma queria, antes da própria Dilma se aliar aos fundamentalistas, era simplesmente, ajudar a educar jovens e, também professores, para que eles possam lidar com a diversidade sexual de maneira saudável. Um dia, talvez, o tal “kit” nem seja mais preciso, já que, os jovens educados, iriam transmitir valores diferentes dos que receberam de seus pais aos seus filhos. Infelizmente esse dia aprece estar bem longe. Por enquanto, o Estado só é laico no papel e, muitas vezes, parecemos estar em uma teocracia. Ainda bem que não estamos no Irã, cruzes!

Reportagem de "O Globo" aborda a briga entre deputados e senadores que defendem os direitos LGBT e a bancada evangélica 1

A partir da esquerda, os deputados Jean Wyllys e Arthur Bruno
e as senadoras Marinor Britto e Marta Suplicy

Reportagem de Isabel Braga, do jornal “O Globo” deste domingo (06/03) aborda a briga entre os parlamentares liberais e defensores dos direitos humanos, incluindo os direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) e a bancada evangélica. O jornal afirma que o embate deve se acirrar a partir da chegada do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), segundo deputado homossexual a assumir uma vaga na Câmara – o primeiro foi o estilista Clodovil, Hernandes (1937-2009) – e a volta da ex-deputada e agora senadora Marta Suplicy (PT-SP).

No dia 08/02, a senadora Marta Suplicy, que há décadas luta pelos direitos LGBT, desarquivou o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, de autoria da então deputada Iara Bernardi (PT-SP), que criminaliza a homofobia em território nacional. A senadora conseguiu o número de assinaturas necessários para desarquivar o projeto e disse que o debate irá acontecer “com muita calma e sem pressa e com ampla espaço para o contraditório”.

O PLC 122/06 havia sido enviado ao arquivo, porque o Regimento Interno do Senado estabelece que, ao final de uma legislatura, todas as propostas em tramitação há mais de duas legislaturas sejam arquivadas. Ele tinha sido aprovado na Câmara em dezembro de 2006. A proposta altera a Lei n 7.716, de 5 d ejaneiro de 1989, que tipifica “os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. A proposta inclui entre esses crimes o de discriminação por gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.

No último dia 24, o deputado Jean Wyllys foi à tribuna da Câmara, intitulou-se primeiro representante legítimo da comunidade LGBT e avisou que irá coletar assinaturas para a proposta de emenda constitucional (PEC) que garante casamento civil homossexual.

Do outro lado, a frente parlamentar evangélica fez sua primeira reunião na quinta-feira passada (03/03), quando traçou a estratégia de ação conjunta dos 75 parlamentares que compõem o colegiado (72 deputados e três senadores). Em relação à última legislatura, quando foram eleitos 36 parlamentares evangélicos, segundo “O Globo”, a bancada recuperou sua capacidade de articulação no Congresso. Na pauta da primeira reunião, discutiu-se o acompanhamento de projetos que tramitam no Congresso e contrariam os princípios que a bancada defende.

Entre os alvos da bancada conservadora, que mistura religião com Estado, está o projeto que criminaliza a homofobia. A proposta tem como relatora a senadora Marta Suplicy, que desarquivou o projeto. De acordo com o deputado João Campos (PSDB-GO), o PLC 122/06 tem que ser modificado porque fere a liberdade de expressão. Segundo o parlamentar, não é possível aceitar que os pastores e evangélicos não possam dizer que “homossexualismo é pecado”, porque esse é um dos princípios que defendem e que estaria na Bíblia.

A reportagem mistura o assunto com aborto, o que não tem nada a ver e deveria ser incluído em outra reportagem.

Voltando ao assunto que interessa, os deputados João Campos e Ronaldo Fonseca (PR-DF) foram à Justiça contra a decisão da Receita Federal de estender a todos os parceiros do mesmo sexo o direito de inclusão como dependentes na declaração do Imposto de Renda. Isso fere os princípios evangélicos? Em que isso afeta a vida deles? Mas, não, claro, eles não misturam religião com estado e nem são preconceituosos…

Deputados da bancada evangélica também foram ao Ministério da Saúde, na última quarta-feira, pressionar por mudanças na campanha de carnaval da pasta. Entre eles estava Anthony Garotinho (PR-RJ), que, durante o encontro, manifestou preocupação com o desarquivamento, no Senado, do PLC 122/06:
– Temos que avaliar o pensamento de todos, sem discriminação, mas com ponderação, já que nem portadores de deficiência, idosos e crianças têm tantos privilégios em nosso país.
O deputado Jean tem conversado com colegas de plenário para tentar reativar a frente mista em defesa da cidadania, além do apoio à PEC do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.
– Não quero integrantes da bancada evangélica como meus inimigos. Quando há um conflito de ideias, temos opositores, e uma parte vence a outra com argumentos – disse o parlamentar.
A adesão à frente vem crescendo, e mais de 70 parlamentares já assinaram o documento para a sua criação. No entanto, à PEC do casamento civil encontra resistência. A deputada evangélica Benedita da Silva (PT-RJ) foi uma das que não assinou.
– Eu disse ao Jean: pegue minha história, veja minha luta contra a homofobia, o que fiz como secretária (estadual de Assistência Social) no Rio. Não jogue fora essa parceria.
A deputada Benedita é favorável ao direito do parceiro do mesmo sexo à herança do patrimônio. Mas ela afirma que “o que não podemos é obrigar, com lei, pastores a fazer casamento”. Como assim? Casamento civil não tem nada a ver com religioso. Existem igrejas inclusivas que aceitam casamento religioso homossexual. Uma coisa independe da outra. Quem está jogando no ralo “a própria história” é a deputada, misturando alhos com bugalhos.
A senadora Marta Suplicy, admite que a iniciativa do casamento civil, sugerida por Jean, é mais ampla:
– Decidi desarquivar o projeto de união estável. Acho que tem mais possibilidade no Senado, não é PEC. Mas é importante caminharmos juntos. Se passar o casamento civil, a união cai. O casamento é o objetivo dos homossexuais. A iniciativa do Jean é ousada e corajosa, provoca discussão necessária.
O jornal não aborda a luta de deputados evangélicos e conservadores contra material didático que o Ministério da Educação (MEC) pretende distribuir em seis mil escolas públicas do ensino médio. Deputados como Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ) já se manifestaram contra, o primeiro em violentos discursos com teor homofóbico, na Câmara dos Deputados.
Mas você pode ajudar na luta a favor da educação e contra o preconceito: Assine o manisfesto e apóie o kit de combate à homofobia. Faça a sua parte!