Após casamento gay, homofobia cresce assustadoramente na França 1

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As queixas de atos de homofobia aumentaram 78% em 2013 na França, em relação ao ano anterior, de acordo com um relatório da associação francesa SOS Homofobia. A organização avalia que a alta é uma consequência dos debates sobre a legalização do casamento entre casais homossexuais, aprovada em 2013 pelo Parlamento.

“Nos últimos 20 anos, as denúncias de homofobia recebidas pela nossa associação só aumentaram. Mas esse número literalmente explodiu em 2013”, afirma o documento, que relata 3.500 casos.

Os atos de discriminação incluem insultos recebidos na internet, no ambiente profissional ou na rua (39%), e ameaças ou agressões físicas (6%). A cada dois dias, uma agressão física foi registrada pela associação no território francês, um aumento de 54% em relação a 2012.

A SOS Homofobia percebeu também uma “explosão” do número de agressões verbais realizadas através da internet – eram 656 casos em 2012 e foram 1.723 ocorrências em 2013. O número de queixas de atos homofóbicos feitos no ambiente escolar subiu 25%.

Efeito colateral

“Nós comemoramos a aprovação da lei sobre o casamento para todos e todas, um novo passo em direção à igualdade. Mas essa vitória deixou um gosto amargo”, diz a entidade, segundo a qual “os argumentos” pronunciados pelos opositores ao casamento homoafetivo, durante os debates sobre o assunto, “legitimaram os insultos e as violências homofóbicas”. Na época, centenas de milhares de franceses religiosos e conservadores foram às ruas para protestar contra a aprovação da lei.

A associação destaca que, para muitos homossexuais ou transsexuais, a homofobia faz parte do cotidiano, como receber cartas anônimas ofensivas de vizinhos ou ouvir frases desrespeitosas na rua. “Em duas ocasiões, uma vizinha já me disse que todos os gays deveriam ter aids e que seria melhor para mim se eu gostasse de mulher”, relatou o parisiense Antonin, à ONG.

Opinião

O casamento homoafetivo foi uma grande conquista dos franceses. Resta ao governo fazer programas educativos e punir com rigor os casos homofônicos e transfóbicos.

*Com informações da RFI

Condomínimo para aposentados gays gera polêmica na França 1

Imagem de divulgação do empreendimento voltado para o público gay no sul da França Foto: Divulgação

Imagem de divulgação do empreendimento voltado para o público gay no sul da França
Foto: Divulgação

A criação de um condomínio residencial para aposentados gays na França, o primeiro empreendimento desse tipo no país, suscita debates sobre o “comunitarismo homossexual” e divide opiniões de associações que lutam contra discriminações.

O projeto imobiliário, situado no sudoeste da França, também provocou reações negativas por parte do prefeito e de moradores do pequeno vilarejo de Sallèles d’Aude, nos arredores do condomínio.

O empreendimento Village ─ Canal du Midi “é um oásis privado para a comunidade gay e lésbica que deseja levar uma vida ativa e sadia em um clima quente e amistoso do sul da França”, diz o catálogo de vendas da empresa britânica Villages Group. O grupo constrói condomínios residenciais na França para pessoas com mais de 50 anos e visa normalmente a clientela inglesa.

O condomínio para gays terá 107 casas “ecológicas”, vendidas entre 236 mil e 248 mil euros (entre R$ 717,3 mil e R$ 753,8 mil), além de duas piscinas, quadra de tênis, campo de golf, sauna, centros de lazer e ainda um hotel e um restaurante, abertos ao público em geral. O catálogo também afirma que o condomínio será protegido por um muro.

“Estamos chocados e somos desfavoráveis”, disse Michel Germain, presidente da associação francesa de gays aposentados, que luta contra o isolamento, em entrevista à radio RTL. “Não aprovo a ideia de viver em gueto como ocorre nos Estados Unidos ou na Alemanha, onde há condomínios desse tipo. Os gays não devem criar um grupo à parte”, afirma .

Para Catherine Tripon, porta-voz da associação Outros Círculos, que luta contra a homofobia, “é preciso entender que os gays aposentados viveram em outra época, em um período onde a homossexualidade era (considerada) um crime ou uma doença”.

Mercado fraco

Inicialmente, o projeto não previa que o condomínio fosse destinado aos gays, disse à BBC Brasil o inglês Danny Silver, diretor do The Villages Group. “É puro negócio. Quando começamos a vender as casas, em junho, o mercado estava muito fraco. Tivemos então a ideia de visar a clientela gay, com alto poder aquisitivo”, contou Silver.

O catálogo de vendas foi reeditado para incluir na capa uma bandeira com as cores do arco-íris, principal símbolo da comunidade LGBT. “Em três dias, recebemos 200 pedidos de informações. O mesmo total que havíamos recebido durante três meses”, afirma Silver. Segundo ele, o projeto do condomínio francês está fazendo sucesso nos Estados Unidos e 12 reservas de casas já foram realizadas pela clientela americana.

Já o prefeito do vilarejo de Sallèles d’Aude, Yves Bastié, afirma “ter caído das nuvens” quando soube, recentemente, que o condomínio terá moradores gays. Ele havia concedido em janeiro as autorizações para construir. “Quando assinei os documentos, o projeto não era esse e poderia ter sido um motivo para recusá-lo”, diz o prefeito do vilarejo de 3 mil habitantes.

Bastié, que ressalta não ser homofóbico, lamenta “ter sido colocado diante do fato consumado e não ter podido informar os habitantes do vilarejo previamente”. Mas ele destaca o impacto financeiro positivo do projeto. Segundo Silver, do The Villages Group, o investimento será de 25 milhões de euros e prevê a criação de 60 empregos.

O prefeito convocou reuniões de emergência com os moradores para explicar a situação. Nesses encontros, segundo a imprensa francesa, alguns habitantes afirmaram temer a criação de um gueto no local.

Outros fizeram comentários irônicos e até mesmo discursos homofóbicos. Mas também há moradores que destacam o lado positivo do investimento, que deverá atrair novos consumidores ao vilarejo onde várias lojas têm sido fechadas nos últimos tempos em razão da crise.

“O problema é que na França as pessoas têm a visão de que um local para aposentados deve ser um asilo onde as pessoas vão para morrer”, diz Silver. “Os franceses não entendem que pode ser um lugar com estilo de vida para pessoas ativas e não algo para quem precisa de cuidados médicos”, afirma.

Ele destaca que não é possível impedir, por razões legais, a venda das casas a heterossexuais. As obras começarão em setembro e projeto deverá ser inaugurado no início de 2015, segundo Silver.

O condomínio fica próximo ao Canal do Midi (que liga o rio Garonne ao mar Mediterrâneo), um dos mais antigos canais da Europa ainda em funcionamento, construído no século 17 e tombado pelo patrimônio mundial da Unesco.

Fonte: BBC Brasil

Conheça os gays que são contra o casamento gay 1

Vários países estão abrindo caminhos jurídicos para a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo e outros já oficializaram este tipo de união.

Na França, apesar de inúmeros protestos, o primeiro casamento gay já foi realizado.

Após um decisão do Parlamento britânico, Inglaterra e o País de Gales também poderão realizar casamentos entre pessoas do mesmo sexo em breve.

No Brasil, em maio, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que todos os cartórios do país sejam obrigados a habilitar, celebrar o casamento civil ou converter a união estável em casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Nos Estados Unidos, duas decisões que serão tomadas pela Suprema Corte nas próximas semanas poderão acelerar a aprovação dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo no país.

Apesar do forte ativismo dos americanos, muitos nos Estados Unidos são contra o casamento gay, e não fazem parte de comunidades conservadoras.

‘Comprovadamente não é o mesmo que um casamento heterossexual, o significado religioso e social de uma cerimônia de casamento gay simplesmente não é o mesmo’, disse Jonathan Soroff.

Sorroff é homossexual e vive com seu companheiro Sam em Massachusetts, no leste do país.

Assim como metade de seus amigos, ele é contra o casamento de pessoas do mesmo sexo.

‘Não vamos procriar como um casal e, enquanto o desejo de demonstrar compromisso pode ser louvável, as tradições religiosas que acomodaram os casais de mesmo sexo precisaram fazer algumas distorções razoáveis’, afirmou.

Para Soroff, que escreve para o jornal ‘Improper Boston’, o objetivo é igualdade e não vale a pena se prender apenas a uma palavra.

‘Estive em alguns casamentos gays adoráveis, mas imitar o casamento heterossexual tradicional é estranho e não entendo porque alguém quer fazer isto. Não digo que as pessoas que querem não deveriam ter, mas, para mim, tudo o que importa é a questão legal’, afirmou.

Legalização

A questão legal mencionada por Soroff pode estar a caminho. Os nove juízes da Suprema Corte americana estão analisando se uma lei federal que não reconhece o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e, por isso, nega a eles e elas os benefícios desta união, é inconstitucional.

Um segundo veredicto será dado em relação à legalidade da proibição do casamento gay na Califórnia.

Mas, para alguns homens e mulheres gays americanos, a aprovação do casamento gay seria uma vitória de uma instituição patriarcal.

Claudia Card, professora de filosofia da Universidade de Wisconsin-Madison, afirma que algumas lésbicas são contra esta união alegando razões feministas, pois acreditam que o casamento serve mais aos interesses do homem do que os da mulher.

A professora afirma que a questão do casamento é uma ‘distração’.

‘Ativistas gays deveriam colocar suas energias em questões ambientais como a mudança climática, pois há uma chance de fazer diferença (de forma mais) moralmente defensável e urgente’, disse.

Legba Carrefour, que se descreve como um ‘homossexual radical’, chama o casamento gay de ‘um modo de vida destrutivo’ que produz famílias destruídas.

‘Estamos a apenas uma ou duas gerações de distância de filhos vindos de casamentos gays que também são lares desfeitos’, disse.

Para ele, uma prioridade maior para a comunidade gay é combater o aumento da violência contra transexuais.

‘Não estou preocupado se posso me casar, mas se vou morrer na rua nas mãos de homofóbicos.’

Entre os americanos, o apoio ao casamento gay em geral já está acima de 50%, segundo o instituto Gallup, mas os números de aprovação na comunidade gay são mais difíceis de descobrir, pois os centros de pesquisa nunca fizeram tal levantamento.

União civil

Na Grã-Bretanha, o colunista do ‘Daily Mail’ Andrew Pierce foi chamado de homofóbico por ser contra o casamento gay, apesar de sua longa história de luta pelos direitos da comunidade.

Pierce acredita que as uniões civis, introduzidas na Grã-Bretanha em 2005 para garantir direitos iguais aos casais do mesmo sexo, já são o bastante.

‘Nós temos casamento, é chamado de união civil e eu me alegro com o fato de que pessoas como eu, que são diferentes dos héteros, possam fazer algo que eles não podem’, disse.

Na França, homens e mulheres homossexuais se juntaram aos protestos contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, introduzido neste ano no país.

A ativista Yasmin Nair afirmou que, por muitos anos, a instituição conservadora do casamento nunca esteve em pauta entre os gays. Mas, se transformou em objetivo na década de 1990, quando o movimento gay emergiu do choque da epidemia de Aids sem a sua antiga energia política.

Igualdade

Stampp Corbin, editor da revista ‘LGBT Weekly’, afirma que vê paralelos entre o ativismo gay atual e o movimento de defesa dos direitos civis nos Estados Unidos.

‘Sou afro-americano e havia muitas coisas que a sociedade nos impedia de fazer. Quando éramos escravos, não podíamos nos casar, não podíamos nos casar com alguém que não fosse de nossa raça e, mais notável, não podíamos frequentar os mesmo locais que os brancos.’

‘Então, quando ouço que os LGBTs falando a mesma coisa: ‘Não acho que gays e lésbicas deveriam se casar’, é diferente de escravos falando: ‘não acho que escravos deveriam ser capazes de se casar’?’

‘É ódio internalizado, criado pela opressão. Porque você quer negar a uma pessoa que tem sua orientação sexual a capacidade de se casar? Ninguém está te obrigando a se casar’, afirmou.

Morte de jovem francês por “skinhead” leva governo a atacar a extrema-direita Resposta

A angustiante tensão social e política em que vive a França nos últimos meses, marcados pela recessão econômica, o aumento histórico do desemprego e as maciças manifestações da Igreja Católica, da direita e da extrema-direita contra a lei do casamento gay, degenerou na quarta-feira na tragédia que muitos temiam. Clément Méric, um estudante de 18 anos, sindicalista, militante antifascista e aluno do primeiro ano de ciências políticas em Paris, foi brutalmente agredido por um grupo de “skinheads” [cabeças raspadas] de ideologia neonazista.

A vítima, filho de dois antigos professores de direito, ficou em estado de morte cerebral depois de receber um soco de um jovem de 20 anos ligado a um dos diversos grupos de extrema-direita que ganharam visibilidade nos últimos meses. Os médicos certificaram sua morte às 17h20 de quinta-feira.

O suposto agressor, que o jornal “Libération” identifica como Esteban M., de origem espanhola, havia sido detido pouco antes, junto com outras seis pessoas, entre elas uma mulher, que participaram do ato. Uma fonte policial explicou que o atacante aplicou em Méric um golpe com um soco-inglês e que o jovem caiu para trás e bateu a cabeça em uma estaca de ferro, ficando desacordado na calçada.

A polícia adiantou que alguns dos detidos “gravitam ao redor do núcleo duro” do grupo neonazista Juventudes Nacionalistas Revolucionárias (JNR), embora seu líder, Serge Ayoub, tenha tentado negar a acusação. As JNR foram fundadas em 1987 por Ayoub, e seus membros são conhecidos por usar a cabeça raspada, pelos distintivos nazistas e a extrema violência.

As forças da ordem agradeceram a colaboração de numerosas testemunhas da agressão, às 18h de quarta-feira, em uma rua de pedestres muito comercial, próxima às lojas de departamentos nos grandes bulevares de Paris. O relato dos fatos afirma que Méric visitava, com três amigos, uma loja de roupas situada em um andar quando encontrou um grupo de jovens radicais de cabeça raspada, jaquetas de aviador e botas militares. Depois de se provocarem mutuamente, os dois grupos desceram para a rua, discutindo. Mas a briga durou muito pouco. O agressor, descrito como um homem alto com uma suástica tatuada no pescoço, derrubou Méric com um soco. Segundo seus amigos, o rapaz estava frágil porque se recuperava de uma leucemia.

O presidente François Hollande, em visita oficial ao Japão, condenou “com a maior firmeza” a agressão e pediu “responsabilidade” das forças políticas “para não piorar ainda mais um clima que já é tenso demais”. O primeiro-ministro, Jean-Marc Ayrault, afirmou no Senado que pediu aos ministérios do Interior e da Justiça que façam “o que for necessário para dissolver e reduzir a pedaços os grupos violentos de extrema-direita”. No Parlamento, foi feito um minuto de silêncio.

Os colegas de Méric no Instituto de Estudos Políticos de Paris lhe prestaram homenagem em um ambiente de consternação, raiva e medo. Cantaram a “Internacional” e velhas canções da resistência antifascista. Álex, amigo de Méric, descreveu a vítima como “um rapaz amável e muito comprometido” e confirmou que militava no sindicato esquerdista estudantil SUD.

O jovem –“um estudante brilhante”, segundo seus professores– também fazia parte da rede Ação Antifascista Paris-Periferia, que atribuiu a morte de Méric ao “contexto de violência da extrema-direita desenvolvido nos últimos meses”.

Os partidos demonstraram sua repulsa pela agressão, embora alguns tenham se envolvido em acusações cruzadas. A esquerda parlamentar e os sindicatos convocaram concentrações de repúdio em Paris e outras cidades. Na Espanha, houve atos de solidariedade diante das legações francesas.

O colíder do Partido de Esquerda, Jean-Luc Mélenchon, exigiu “a dissolução dos grupos de extrema-direita que multiplicaram os atos de violência nas últimas semanas” e salientou que “a violência que assassinou Méric não é fortuita, responde à cultura metodicamente exercida pelos extremistas” próximos da Frente Nacional.

Marine Le Pen, líder da FN, rejeitou qualquer envolvimento de sua formação na agressão e lembrou que desde que é presidente expulsou “todos os violentos” –esquecendo a presença de cabeças raspadas em seus comícios.

“A homofobia mata”

Um vídeo publicado no site do “Le Monde” mostra Méric, magro e baixo, com um lenço na boca, segurando diante dos policiais antidistúrbios um cartaz que diz: “A homofobia mata”. No lugar exato onde o jovem natural de Brest caiu fulminado na quarta-feira –“por suas ideias”, como salientou um colega de classe–, alguém escreveu na quinta: “Fascistas, fora de nossas vidas”. As pessoas que se concentraram para lhe prestar homenagem levavam flores e gritavam “Não passarão!”.

Entre as duas cenas, a do vídeo e a da quinta-feira, passou pouco mais de um mês. Em 17 de abril, Méric liderou uma pequena marcha contra a mobilização contra a lei do casamento gay, para gritar que o ódio mata. Em 6 de junho, Méric morria por causa de um golpe na cabeça produzido por um jovem neonazista.

Desde novembro passado, a direita e a extrema-direita tomaram as ruas para protestar contra a Lei do Casamento para Todos, promulgada no início de maio. Segundo explica o sociólogo Eric Fassin, “a Frente Nacional, sabendo que seu sucesso eleitoral depende da imigração mais que dos homossexuais, mostrou-se morna e prudente, e isso abriu uma oportunidade para os jovens mais radicais ganharem visibilidade e legitimar-se”.

A radicalização de todas as direitas –a religiosa, a xenófoba e a homófoba– se traduziu em um inferno quase cotidiano: houve dezenas de incidentes, tanto em Paris como em outras cidades francesas; mais de 250 detenções; insultos e ameaças contra ativistas, bares e locais gays, coroados com a surra brutal que sofreu o gay Wilfred de Bruijn, em Paris. Há um mês, 200 radicais invadiram a comemoração do título de bicampeão do PSG, produzindo vultosos danos no bulevar Champs-Elysées. Cenas parecidas foram vividas no final da manifestação nos Invalides.

Fonte: El País

Prefeito se recusa a celebrar casamento homoafetivo na França Resposta

Um prefeito de direita dos Pirineus Atlânticos (sudoeste da França) anunciou ter se recusado a realizar o casamento de um casal homossexual ao considerar que a nova lei do casamento para todos é “ilegítima”, uma decisão seguida por todos os seus funcionários.

Jean-Michel Colo, prefeito do vilarejo de Arcangues há 31 anos, declarou ao Jornal do País Basco esta decisão, que também foi confirmada à AFP.

“De fato, recebi um pedido, mas informamos que não iríamos celebrar nenhum casamento gay em Arcangues”, disse ao jornal. “Cada um faz o que quer quando fecha a porta de seu quarto, mas se me perguntam como prefeito se eu apoio esta situação, diria que me sinto desconfortável”, indicou à AFP.

Ele informou ter recusado um pedido apresentado no final de maio por um casal de homens.

Jean-Michel Colo (60), disse que seus seis deputados aprovaram sua posição, e que ele escreveu para a autoridade regional informando que a sua prefeitura não daria prosseguimento “aos atos de estado civil”, uma medida que, segundo ele, é permitida pelo código das coletividades locais.

Tecnicamente, segundo ele, não se trata, portanto, de se recusar a cumprir a lei, mas de uma não-aplicação de todos os poderes do executivo municipal em matéria de estado civil.

Em contrapartida, nos termos do Código Penal, um prefeito pode ser condenado por discriminação em caso de queixa e pode ser condenado a até três anos de prisão e a pagar 45.000 euros de multa.

A decisão foi contestada pela associação local para a defesa dos direitos homossexuais Bascos. ‘A lei deve ser aplicada em todo o país’, disse à AFP Benat Gachen, presidente da Bascos.

A associação também anunciou que iria escrever aos ministros do Interior Manuel Valls e da Justiça Christiane Taubira.

Comunidade Homofobia Não refaz mapa do casamento gay pelo mundo. Veja como está 2

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O mapa do casamento gay no mundo: já já entram França e Inglaterra aí

 

Os meninos e meninas da comunidade Homofobia Não, do Facebook, refizeram o mapa do casamento gay no mundo após a aprovação da lei no Uruguai. Agora são doze países onde o casamento gay é permitido: Uruguai, Argentina, Canadá, Noruega, Dinamarca, Islândia, Bélgica, Holanda, Suécia, Portugal, Espanha, França e África do Sul.

O mapa também aponta para os países que possuem conquistas parciais (com Estados que aprovaram o casamento e outros que não, como Brasil e México): Estados Unidos, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Austrália, Nova Zelândia, Finlândia, Alemanha, República Tcheca, Suíça, Áustria, Hungria, Croácia, Sérvia, Eslováquia e Eslovênia.

Há ainda os países que proíbem por lei expressa tais uniões: Marrocos, Argélia, Líbia, Egito, Saara Ocidental, Sudão do Sul, Etiopia, Somalia, Quenia, Unganda, Tanzânia, Zâmbia, Moçambique, Zimbabwe, Malawi, Angola, Namíbia, Botswana, Suazilandia, Lesoto, Guiana, Malásia, Papua Nova Guiné, Afeganistão, Paquistão, Turquemenistão, Uzbequistão, Mianmar, Bangladesh e Butão.

E os que penalizam com morte atos homossexuais: Arábia Saudita, Iêmen, Emirados Árabes, Irã, Mauritânia, Nigéria e Sudão.

Casamento para todos está próximo, mas homofobia aumenta na França Resposta

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A França está na reta final para aprovar a lei que legaliza o casamento para todos. O primeiro artigo do projeto de lei que autoriza o casamento de pessoas do mesmo sexo foi aprovado na noite desta terça-feira (9/4) de forma definitiva. Os debates sobre a legalização do casamento homossexual começaram na semana passada e devem prosseguir até o dia 12 ou 13 abril – data limite para a decisão final do Senado sobre a questão. Associações de apoio aos homossexuais denunciam o aumento da homofobia, principalmente em Paris. O RFI conversou a respeito com Elisabeth Ronzier, da SOS Homophobie. Já o brasileiro Ivan Franc, há oito na França, fala sobre a importância dessa nova legislação. Para ouvir as entrevistas, clique aqui.

Evangélicos, aliados do PT, impõem no Brasil o conservadorismo, diz Le Figaro 4

Jornal francês afirmou que "democraciabrasileira está infiltradas de evangélicos"

Jornal francês afirmou que “democracia
brasileira está infiltradas de evangélicos”

O jornal francês Le Figaro publicou reportagem de seu correspondente no Brasil informando que os evangélicos aliados do PT, o partido governista, estão impondo a sua visão conservadora ao país.

Com o título “A democracia brasileira está infiltrada de evangélicos”, a reportagem cita no começo, como exemplo, a declaração do pastor e deputado Marco Feliciano segundo a qual “as mulheres querem trabalhar, o que destrói a família e cria uma sociedade de homossexuais”.

Feliciano pertence ao PSC (Partido Social Cristão), que faz parte da base de apoio do governo de Dilma Rousseff. O próprio pastor, na campanha eleitoral, defendeu em cultos a então candidatura da petista.

Le Figaro explicou aos franceses que Feliciano não é um simples deputado, porque se tornou o presidente da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara.

O jornal também informou que a multipartidária Frente Parlamentar Evangélica montou uma estratégia que tem funcionado: se fazer representar em comissões relacionadas a questões sensíveis à pregação religiosa, como a união entre pessoas do mesmo sexo e a discussão sobre a liberação do aborto.

Explicou ainda que a presença de evangélicos na política brasileira é recente, ocorrendo após o fim da ditadura militar.

Contou que os pastores decidiram ter um papel político a perceberam o grande poder que têm sobre os fiéis, em um momento histórico em que se acelerou a decadência no país da Igreja Católica.

Fonte: Paulopes

Milhares cercam Arco do Triunfo de Paris contra casamento gay Resposta

Ativista contra o casamento gay entrega um folheto ao presidente francês / REUTERS

Ativista contra o casamento gay entrega um folheto ao presidente francês / REUTERS

“Uma família é um pai e uma mãe”. É esta a palavra de ordem que mais se ouve na manifestação contra o “casamento para todos” e a adoção de crianças por casais homossexuais que decorre desde o início desta tarde junto ao Arco do Triunfo, na capital francesa.

Os manifestantes foram impedidos pelas autoridades de ocupar a Avenida dos Campos Elísios mas dezenas de milhares de pessoas, talvez mesmo centenas de milhares, enchem completamente as largas avenidas de “la Grande Arméé” e “Foch”, que desembocam, ambas, na place Charles de Gaulle, onde se encontra o Arco do Triunfo.

A concentração junto ao célebre monumento prosseguiu até às 20h (hora local) e visa travar a aprovação definitiva da lei que abre a possibilidade de casamento e de adoção aos homossexuais.

A proposta de lei, defendida pela maioria parlamentar e o Governo socialista, vai ser discutida no Senado no início de abril e, se for aprovada, deverá regressar à Assembleia Nacional para aprovação definitiva.

Às 15h30 locais, a manifestação começava a transbordar das duas avenidas para outras vizinhas e também para os Campos Elísios, cujo acesso está protegido por um imponente dispositivo policial.

Algumas centenas de manifestantes tentaram forçar as barreiras da polícia para atravessar a praça e chegar aos Campos Elísios, mas foram expulsos à bastonada e com gás lacrimogéneo. Ao início da tarde vivia-se um clima de alguma tensão no local.

Fonte: Expresso

França: bispos católicos fazem oração contra gays Resposta


Bispos católicos franceses pediram para que os fiéis, durante a comemoração da Festa de Assunção (que acontece todo 15 de agosto), façam orações para que as crianças “deixem de ser objeto dos desejos e conflitos dos adultos para beneficiar-se plenamente do amor de um pai e de uma mãe”.


O pedido é uma crítica ao governo francês e às uniões entre homossexuais.

O presidente socialista François Hollande planeja legalizar o matrimônio gay e a adoção por casais do mesmo sexo no país.

Segundo uma pesquisa do instituto Ifop publicada nesta terça, 65% dos franceses são favoráveis ao casamento homossexual, um avanço de dois pontos em relação a uma pesquisa realizada há um ano.
Quanto à adoção, 53% dos franceses são favoráveis, uma diminuição de cinco pontos percentuais em relação a 2011.

Perdoe, Senhor, eles não sabem o que fazem!

Banda francesa usa pornô gay em seu clipe Resposta

A banda de new wave parisiense The Aikiu quer causar com seu primeiro album, que será lançado neste ano.
E se há um jeito de gerar burburinho para um álbum debut é lançar um vídeo clipe com cenas de pornô gay com imagens sobrepostas da banda tocando seus instrumentos. Instrumentos musicais, que fique claro!

O conceito porn SFW (safe for work) pode não ser inteiramente novo, mas continua valendo demais.

O EP “Pieces of Gold” da banda Aikiu já foi lançadovia Sony Music France.

França permitirá doação de sangue de homens homossexuais Resposta


A França autorizará gays a serem doadores de sangue, o que até hoje não era permitido no país pela crença de que havia um risco superior de contaminação de Aids, afirmou nesta quinta-feira (14) a ministra da Saúde, Marisol Touraine.


Por ocasião do Dia Mundial do Doador de Sangue, Marisol se mostrou partidária de “rever a política” que impede homossexuais de doarem.
“O critério não pode ser a orientação sexual”, afirmou a ministra, acrescentando que “isso por si não constitui um risco”.
A titular da pasta de Saúde argumentou que, no entanto, “a grande varidade de relações e de parceiros constitui um fator de risco, seja qual for a orientação sexual ou o gênero da pessoa”.
Entidades de defesa dos homossexuais da França reivindicavam há anos acabar com o que consideram uma forma de discriminação, mas até agora só haviam recebido negativas de diferentes governos.
A justificativa para não permitir as doações de sangue de homossexuais se baseava na maior porcentagem de soropositivos que se registra em pessoas do grupo.

Fonte: EFE

SP: casal de lésbicas é o 1º a obter separação legal e partilha Resposta

Um casal de lésbicas garantiu em Franca, no interior de São Paulo, o direito de separação legal com partilha de bens, após uma relação que durou 13 anos. Segundo o movimento gay, o caso é o primeiro no País depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a união estável homoafetiva. O casal procurou o advogado Mansur Jorge Said Filho. Como elas nunca haviam oficializado o casamento, o advogado fez uma ação de reconhecimento da união e sua dissolução, com partilha de bens. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Vara de Família de Franca homologou, na semana passada, o acordo proposto sem contestações. Elas dividiram um carro e duas casas em Franca. Para o presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, Fernando Quaresma Azevedo, não há notícias de outros casos após a decisão do STF.

Repercussão Internacional: Associação francesa que defende população transexual critica veto ao filme para gays no Brasil Resposta

A polêmica continua. Nesta quinta-feira, 16 de fevereiro, a PASTT (sigla em francês para Associação de Prevenção, Ação, Saúde e Trabalho para os Transgêneros), divulgou uma nota de protesto contra a decisão do Ministério da Saúde em não usar na campanha de Carnaval 2012 o vídeo destinado à prevenção do HIV entre jovens gays.

“É com surpresa e indignação, que nós constatamos por meio da mídia a retirada do ar (no Brasil), por censura inadmissível, dos vídeos destinados à campanha de prevenção do HIV no Carnaval, que tem como público-alvo o jovem gay”, diz a nota assinada por Camille Cabral, diretora da PASTT, e Bosco Christiano, coordenador de Projetos de Prevenção da entidade.
“Como ativistas brasileiros que trabalham em Paris, experts em políticas públicas de saúde, promotores de projetos de prevenção do HIV/aids/DSTs e ativistas pelo direito à liberdade de expressão, diversidade de gênero e de sexo, nós repudiamos o veto (embora negado pelo Ministério da Saúde) e a censura, inspirados em valores não laicos e repressores, que danificam a eficácia e a pertinência de publicidade que tocam o coração dos jovens brasileiros de uma maneira tão criativa e tão sutil, sem nenhuma atitude desrespeitosa e /ou provocativa”, diz o documento.
A associação comentou ainda o fato do vídeo “censurado” estar disponível no site do Programa das Nações Unidas para o combate à Aids (Unaids). “É clara a contradição entre esta importante e reconhecida agência internacional de políticas públicas de combate à aids e a posição do Governo brasileiro”.
Para a PASTT, “é de responsabilidade do Ministério da Saúde do Brasil – ciente do aumento significativo e preocupante da incidência da infecção pelo HIV em jovens em (10,1% em 2011) – não permitir que o ´igrejismo´ vença a ´laicidade´ da sociedade brasileira, colocando a saúde pública e as políticas contra a epidemia de aids em risco”.
A PASTT é uma associação fundada pela médica transexual franco-brasileira Camille Cabral que aconselha e apoia os transgêneros e transexuais na França, principalmente os que trabalham como profissionais do sexo. A ajuda engloba ações sanitárias, sociais e jurídicas. 
*Informações da Agência de Notícias da AIDS.

Partido de Sarkozy expulsa deputado conhecido por homofobia Resposta

O partido do presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou nesta quarta-feira que vai expulsar o deputado Christian Vanneste, político conhecido por sua homofobia.

Em entrevista coletiva, o secretário-geral da União por um Movimento Popular (UMP), Jean-François Copé, anunciou as sanções contra Vanneste, decretadas “por unanimidade” devido às declarações do parlamentar, consideradas por ele como “inaceitáveis, profundamente chocantes e intoleráveis”.
Copé detalhou que a expulsão deverá ser formalizada na próxima reunião da direção da UMP, na quarta-feira, e que ele será ainda excluído da lista do partido como candidato para as eleições legislativas deste ano.

Outro deputado do partido conservador que participou das decisões, Eric Ciotti, as justificou pelas “manifestações provocativas” de Vanneste contra os homossexuais, que evidenciaram que esse político tem “valores totalmente diferentes dos demais”.

A sanção ocorreu em meio às críticas generalizadas dos partidos franceses, após a divulgação do vídeo de 20 minutos de Vanneste. Ele aparece criticando as propostas do Governo de legalizar as uniões homossexuais e, em particular, o casamento. Condena “o aumento da homossexualidade na sociedade” e “a crescente deformação dos fatos” relacionados ao assunto.

No fragmento mais polêmico de seu discurso, Vanneste mencionou a “famosa lenda da deportação dos homossexuais” pelos nazistas e indicou que enquanto “a Alemanha reprimiu os gays, com 30 mil expatriados, outros locais não fizeram o mesmo”.

“Não houve deportação de homossexuais na França”, e ressaltou que metade dos intelectuais franceses que durante a ocupação “homenagearam” o chefe da propaganda nazista, Joseph Goebbels, “era gay”.

O deputado do departamento de Nord e que no passado já havia provocado a reação de grupos de homossexuais por questionar se são normais, afirmou no vídeo que “um dos principais fundamentos da homossexualidade é o narcisismo” e que um gay “rejeita pessoas de outro sexo” e se sente atraído “pela própria imagem”.

Vanneste negou o número de 300 mil famílias homossexuais na França, que segundo seus cálculos, “são no máximo 20 mil”.

Informações EFE

Aplicativo homofóbico para Android gera indignação Resposta

Aplicativo homofóbico está à venda na Android Market


Um aplicativo para celulares que rodam o sistema operacional Android, da Google, na França é acusado de homofobia. “Mon fils est-il gay?” (Meu Filho é Gay?) se propõe a ajudar mães e pais de adolescentes a “encontrar a verdade”. Por meio de perguntas como “Ele gosta de futebol?”, “Ele lê revistas e jornais esportivos?”, “Ele gosta de cantoras divas?” ou “Ele passa muito tempo penteando os cabelos?”, o aplicativo vem sendo atacado por associações de defesa de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

– Se o resultado é gay, apresenta-se como uma catástrofe. Se não é, é um alívio – criticou Louis-Georgs Tin, do Comitê Idaho (International Day Against Homophobia), citado pela Agence France Press. – Trata-se de um instrumento idiota e odioso, com perguntas caricaturais destinado a atacar os homossexuais.

“Ele gosta de se vestir bem?”, “Ele tem uma melhor amiga?” e “Ele já brigou na rua?” são outras das perguntas entre as 20 incluídas pelos desenvolvedores, que não foram localizados para comentar as acusações de homofobia e incitação ao ódio. Quando o aplicativo sobre localização de judeus foi atacado, também na França, a Apple logo o baniu da sua loja virtual. A Google ainda não se pronunciou sobre o caso, e não se sabe se a gigante americana pretende bloquear a venda do aplicativo.

Outro caso:

Em março deste ano, a Apple foi acusada de homofobia, ao aprovar um aplicativo, da empresa Exodus, que prometia a cura dos homossexuais. Pressionada, ela retirou o aplicativo.


Juiz impede união civil em Franca Resposta

Mais um juiz tenta interferir na lei e proíbe a união civil entre pessoas do mesmo sexo! 

Aconteceu em Franca, interior de São Paulo. O juiz corregedor dos cartórios, Humberto Rocha, disse que ¨a família e entidade familias, na lei, são termosn inconfundíveis, já que casamento (…) é a união de homem com mulher com o afã ou a possibilidade de gerar prole¨. 

Ele ainda diz que não ignora a decisão do Supremo Tribunal Federal, que em maio passou a reconhecer a união estável de pessoas do mesmo sexo, mas explica que o STF deu ao termo ¨entidade familiar¨ um conceito elástico a ponto de ¨açambaçar a união entre homoafetivos, mas daí equiparar tal união à casamento vai um largo pego¨. 

O juiz Humberto Rocha não precisa achar nada, mas cumprir seu dever e obedecer as leis que são impostas no país. 

Gilberto Mendes de Almeida, do movimento LGBT de Franca, atribui a atitude como um ato de preconceito: 

– É uma discriminação contra os gays. 

Com a proibição, os cabeleireiros Thalys Fernando Vieira, 27, e Giliard Fernandes dos Santos, 28, que estão juntos há cinco anos, não puderam se casar.

Parada Gay de Paris leva manifestantes que celebram NY e pedem que país siga exemplo americano Resposta

Pessoas se banham na fonte durante a Parada de Paris
 (Foto:  Thibault Camus/AP) 
Milhares de pessoas participaram neste sábado da parada do orgulho gay em Paris, muitos deles celebrando a legalização do casamento gay em Nova York e exigindo que a França siga o mesmo exemplo. 

Os manifestantes, vestidos de drag, sutiãs ou roupas de marinheiro, desfilaram sob um mar de bandeiras do arco-íris e músicas eletrônicas que vinham dos trios. 

Ativista gay é detido depois de protesto na
Rússia. (Foto:  Dmitry Lovetsky/AP)
No resto da Europa, no entanto, a polícia russa prendeu 14 ativistas dos direitos gays tentando manter uma passeata em St. Petersburg, que exigiam direitos iguais para gays – um sinal de que a resistência continua a ser elevado em muitos lugares. 

A parada de Paris atraiu muitos líderes políticos da esquerda da França, que têm se reunido em torno de direitos iguais para gays, principalmente o casamento e a adoção, e colocar a questão em sua plataforma para a corrida eleitoral presidencial de 2012. 

Muitos manifestantes celebraram a decisão de New York de se tornar o sexto e maior estado dos EUA a legalizar o casamento gay, decisão que aconteceu ontem depois de um voto no Senado de 33 contra 29. Algo que mostra como a França está atrasada no progresso da igualdade de direitos em alguns lugares. 

Outros disseram que a legalização de Nova York deve ser apenas o começo.

Câmara da França rejeita casamento gay Resposta

Como esperado pela oposição, deputados franceses vetaram a proposta de legalização do casamento entre homossexuais. O Partido Socialista, no entanto, afirmou que a união gay será uma das principais reformas da legenda se esta ganhar as eleições presidenciais no ano que vem. Membros da Assembleia Nacional, o equivalente à Câmara no Brasil, rejeitaram a medida por 293 votos contra 222.
 
 
O partido conservador de Nicolas Sarkozy, o UMP, liderou a campanha pelo “não”, enquanto socialistas e outros partidos de esquerda apoiaram a criação da lei.

O movimento pró-casamento gay alega que a França precisa estar alinhada com outros países europeus, como Espanha, Portugal e Holanda, onde o casamento homossexual já é legalizado.

 

No início do ano, o tribunal mais alto da França determinou que leis que proíbem as relações entre pessoas do mesmo sexo não violam a Constituição.

 

Apesar da rejeição entre os políticos, uma pesquisa do Canal Plus TV, realizada em janeiro, mostrou que 58% da população francesa acredita que homossexuais devem ter o direito de se casar e 35% são contra.

 

Casamento gay é reconhecido em nove países
 
O casamento entre pessoas do mesmo sexo é reconhecido, em nível nacional, em África do Sul, Argentina, Canadá, Espanha, Islândia, Holanda, Noruega, Portugal e Suécia.
 
Nos Estados Unidos, o casamento gay só pode ser legalizado em nível estadual. Os estados que reconhecem são: Massachusetts, Connecticut, Iowa, Vermont e New Hampshire.
 
No México, o casamento gay é legalizado apenas na capital.
 
União estável homoafetiva
 
Com direitos similares aos contemplados em um casamento civil, os seguintes países reconhecem a união estável homoafetiva: Andorra, Alemanha, Áustria, Brasil, Colômbia, Dinamarca, Equador, Eslovênia, Finlândia, França, Hungria, Irlanda, Luxemburgo, Nova Zelândia, Reino Unido, República Tcheca, Suíça, Tasmânia e Uruguai.
 
Alguns estados e cidades de Venezuela, Estados Unidos, México e Austrália também reconhecem esses mesmos direitos.
 
Reconhecimento ao casamento gay em debate
 
O casamento gay está em debate em vários países, inclusive em alguns que já reconhecem a união estável homoafetiva. São eles: Albânia, Bulgária, Camboja, Chile, Costa Rica, Chipre, Cuba, Estônia, Grécia, Itália, Japão, Liechtenstein, Malta, Nepal, Paraguai, Peru, Polônia, Romênia e Venezuela. Onze estados estadunidenses debatem a situação.
 
*Com informações do “Globo”

França proíbe o casamento entre homossexuais Resposta

A proibição de casamentos entre pessoas do mesmo sexo foi confirmada peloTribunal Constitucional francês, que considerou que a medida estava dentro da constituição do país.

Ativistas dos direitos homossexuais esperavam que a França fosse unir-se com outros países europeus e legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e uma pesquisa de opinião indicou que a maioria dos franceses são a favor do casamento homossexual.

Embora muitos países europeus reconhecem as uniões civis, apenas a Espanha, Holanda, Bélgica, Portugal, Suécia, Noruega e Islândia reconhecem o casamento do mesmo sexo.

O Conselho Constitucional examinou o caso por causa de um casal de lésbicas.