Pastor Marco Feliciano não pode suspender processo no STF e pode ser preso por discriminar gays 106

Procurador-geral da República, Roberto Gurgel, quer colocar na cadeia, pastor-deputado Marco Feliciano por discriminação

Procurador-geral da República, Roberto Gurgel, quer colocar na cadeia, pastor-deputado Marco Feliciano por discriminação

Enquadrado pela Procuradoria Geral da República na lei que prevê crimes de preconceito de raça ou cor, em ação que corre no Supremo Tribunal Federal (STF), o novo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), não terá direito à suspensão condicional do processo, mesmo que a legislação contemple com este benefício réus cujas imputações não superam dois anos de prisão. Isto porque ele já é réu em ação penal por estelionato e por ter sido investigado em inquérito por crime de injúria contra uma idosa, como cita denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, em 30/11/2012.

“O deputado não faz jus ao benefício (da suspensão condicional)”, diz o procurador-geral no documento, obtido pelo jornal O Globo. Gurgel quer que o STF instaure a ação penal por discriminação e condene o deputado à pena de prisão e pagamento de multa. A denúncia se refere a um inquérito no STF sob a responsabilidade do ministro Marco Aurélio e cita atos de discriminação contra gays no twitter.

Gurgel entendeu que duas mensagens postadas por Feliciano tinham conteúdo discriminatório e, por isso, fez duas acusações no mesmo processo. Como não existe no Brasil lei que prevê pena por homofobia, o procurador-geral usou a lei que estipula pena de prisão para quem “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Perícia solicitada pelo procurador à Polícia Federal confirmou que as postagens no twitter, de fato, partiram da conta do deputado.

Feliciano se defende das acusações e argumenta, nos processos, “ser um pastor conhecido e respeitado em todo o país”. “Lidero um grande rebanho espiritual, contribuo cotidianamente na salvação das pessoas. Esses fatos são inverídicos, não correspondem com meu histórico pessoal”, diz. Então tá.

Informações: O Globo

Pastor diz que gays são culpados pelo furacão Sandy Resposta


De acordo com o pastor americano, John McTernan, os gays são responsáveis pelo furacão Sandy, a supertempestade atingiu os EUA. Ah, além dos homossexuais, o presidente Barack Obama e candidato Mitt Romney também são culpados, porque “os dois candidatos são pró-homossexuais e estão por trás da agenda homossexual”. 
Em seu blog , o pastor descreveu o Sandy, como “o furacão mais poderoso da história.” Mas, em vez de explicar os padrões climáticos que o levaram a esta conclusão, ele preferiu apontar o dedo para Barack Obama por este “ser pró-gay” e “estar 100% por trás da Irmandade Muçulmana, que jurou destruir Israel e tomar Jerusalém.”
Para McTernan, a América promove a homossexualidade com eventos como o “Gay Pride Day”, “Gay Awareness Month” (Junho), “Gay day at Disney land”  e eventos como o “Southern Decadence” em Nova Orleans. Há também clubes gays no ensino médio e faculdades. Os partidos políticos estão cedendo aos homossexuais por conta dos seus votos. 
“A Bíblia nos adverte que Deus julga uma nação que caminha nestas ordenanças. Quando a atitude corporativa de uma nação é amigável para com a homossexualidade, então neste momento ela está cheia de iniquidade.”, disse o pastor.
Ele também afirmou que Mitt Romney é “pró-homossexual” (essa é novidade para nós!): “Mitt Romney” é um grande apoiador pró-homossexual, ele vai manter a aceitação da homossexualidade no exército, ele quer homossexuais nos escoteiros. Ele e os Homossexuais querem mais abertura no Partido Republicano”.
McTernan já havia culpado os homossexuais pelo furacão Isaac, que atingiu o Estado americano da Louisiana e Nova Orleans em agosto desse ano.

Bom, dá para ver o nível de loucura dessa criatura. Mas o que mais impressiona é saber que muita gente acredita e segue esse tipo de maluco. Aliás, McTernan não chega a ser uma exceção, pelo contrário.


Homossexualidade acaba com a procriação, diz Ahmadinejad Resposta



Em uma hora de entrevista exclusiva para o programa Piers Morgan Tonight, que foi ao ar na noite de ontem (24), o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, falou de política a amor, de Israel a Líbia. Um dos temas mais revoltantes, no entanto, foi sua opinião a respeito da homossexualidade. Quando perguntado se negar os direitos aos gays não seria negar o direito à liberdade em si, o presidente iraniano disparou:

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Gays são alvos de milícias e soldados no Iraque pós-Saddam


– Você realmente acredita que as pessoas possam nascer homossexuais? Você acredita que alguém possa dar à luz através da homossexualidade? A homossexualidade acaba com a procriação. Se você gosta ou acredita em algo feio e se os outros não aceitam o seu comportamento, eles estão negando sua liberdade?

Insistente, o apresentador Piers Morgan perguntou o que ele faria então se um de seus três filhos fosse gay. Falando por meio de um tradutor, o presidente de 55 anos disse que o “problema seria resultado da falta de educação apropriada”.

– Uma educação apropriada deve ser dada. Se um grupo reconhece um comportamento feio como algo legítimo, você não deve esperar que outros países ou outros grupos lhe deem o mesmo reconhecimento.

Dicurso parecido com Malafaia, Bolsonaros e Marco Feliciano, não?

É bom lembrar que a troca de sexo é permitida no Irã, mas vejam que absurdo: eles praticamente obrigam todos os gays a trocarem de sexo, mesmo a identidade sexual deles sendo masculina.

Holandeses fazem testes eleitorais online para escolher candidatos Resposta


Eleitores na Holanda foram às urnas nesta quarta-feira (12) em uma eleição geral ofuscada por preocupações sobre a crise da dívida nos países da zona do euro.

Acredita-se em uma disputa apertada entre o liberal VVD, de centro-direita, do primeiro-ministro Mark Rutte, e o Partido Trabalhista, de centro-esquerda, mas o eleitor tem várias outras opções para fazer valer a sua voz no Parlamento em Haia.

Para se orientar e encontrar o voto certo, milhares de holandeses fazem uso de testes eleitorais online, que são mania no país.

Testes

Com base nas propostas de 20 partidos, dos tradicionais a agremiações excêntricas como o Partido dos Animais, sites como o Stemwijzer (Indicador de Voto, em português) e o Kieskompas (Bússola Eleitoral, em português) elaboram testes com ênfase nos temas mais relevantes.

Frases como ‘Todos os coffeeshops da Holanda devem ser fechados’ e ‘Demitir funcionários deveria se tornar mais fácil para os empregadores’ forão algumas das 30 questões que o site Indicador de Voto formulou para ajudar eleitores a descobrir qual partido político melhor se encaixa com seu perfil.

O usuário escolheu entre ”concordo”, ”discordo” ou ”nenhum dos dois”. O resultado mostra o grau de afinidade entre as respostas do eleitor e as propostas do partido. Também foi possível ler em detalhes porque cada partido é a favor ou contra um determinado tema.

Nos últimos dois meses, cerca de 30 testes eleitorais pipocaram na internet. Além das variantes humorísticas – como o Stomwijzer (Indicador Burro, em tradução livre), um trocadilho com o nome Stemwijzer – há versões para crianças, idosos, vegetarianos, imigrantes, gays, e até o Indicador de Voto Cannabis.

Tantas opções podem deixar o eleitor mais uma vez indeciso, neste caso sobre qual teste utilizar. Mas até para estes, há uma opção: o site Stemwijzerwijzer (Indicador de Indicador de Voto).

Facilidade

Anjet Blinde, de 22 anos, profissional de Mídia e Entretenimento, diz que até mesmo pessoas que já sabem em que partido vão votar ficam curiosas para fazer o teste. ‘No meu caso, o resultado foi exatamente o que eu esperava.’
Ela acha que sites do tipo facilitam a vida do eleitor. ‘Os programas partidários são enormes e muita gente não tem ideia do conteúdo deles.’

A nutricionista e pesquisadora Jolien Hofstede (25) é também uma dos mais de dois milhões de eleitores que até o momento utilizaram o Indicador de Voto.
‘Não acho que você deva deixar sua escolha depender completamente de um site desses, mas ele te mostra em qual direção ir.’

A eleições desta quarta-feira foram convocadas após a queda do governo, em abril deste ano, depois da tentativa frustrada de aprovar um corte de 16 bilhões de euros (R$ 40 bilhões) no orçamento.

A manutenção do déficit dentro dos 3% exigidos pela União Europeia é o principal ponto de conflito entre os partidos que dominam o debate. Segundo pesquisas, o liberal VVD, de Mark Rutte, deve obter o maior número de assentos (34 dos 150), mas terá dificuldades em formar uma coalizão estável.

Invenção Holandesa

O Indicador de Voto é uma invenção holandesa e existe desde 1989. Antes de se transformar num site, em 1998, era vendido em livrarias, tanto em papel e disquete. Nas últimas eleições gerais na Holanda, em 2010, o teste online foi preenchido mais de quatro milhões de vezes.

A Bússola Eleitoral, uma alternativa ao Indicador de Voto, foi elaborada em 2007 pela Universidade Livre de Amsterdã, em parceria com veículos de comunicação. Ela dá opções mais amplas de resposta e utiliza apenas frases afirmativas, o que evita que o usuário se confunda.

Versões da Bússola Eleitoral foram utilizadas no pleito deste ano na França, na última eleição ao Parlamento Europeu, em 2009, e nos Estados Unidos, em 2008.

Dentre os 20 partidos que brigam por uma cadeira no parlamento holandês, há os inusitados, como o Partido Pirata, cuja plataforma é a flexibilização das leis de patente e de direitos autorais, e os excêntricos, como o Partido para o Ser Humano e Espírito.

Fonte: BBC


Evento em Belém discute direitos sexuais e homofobia Resposta

Nome social, casamento homoafetivo, boletins de ocorrência que registram a orientação sexual das vítimas. Esses são alguns dos direitos e políticas públicas recentemente conquistadas pela população de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) no Pará. Para discutir esses avanços e ainda as questões que precisam de melhorias, a Universidade Federal do Pará (UFPA) promove uma conferência sobre “Direitos Sexuais e Homofobia” no dia 14 de setembro, a partir das 9h30, no Instituto de Ciências Jurídicas (ICJ) da Instituição, em Belém. A programação é gratuita e não há inscrições prévias para o evento.

Juiz federal Roger Raupp Rios
O evento conta com a presença de Roger Raupp Rios, que, além de juiz federal, é pesquisador da Pós-Graduação em Direito da UniRitter Laureate International Universities, e pretende debater as questões sobre os direitos sexuais e pontuar os desafios vivenciados pela população LGBT, a partir do ponto de vista das áreas de Direito e Antropologia.

Para a professora da Faculdade de Direito da UFPA, Cristina Terezo, que organiza o evento, a discussão desses assuntos é fundamental em vista das recentes decisões tomadas sobre a união homoafetiva e dos impasses na garantia efetiva dos direitos sexuais.


Segundo Simmy Larrat, representante do Grupo de Resistência de Travestis e Transexuais da Amazônia (Gretta), é fundamental a realização de debates em torno da orientação sexual e identidade de gênero, principalmente em ambientes acadêmicos. “Ainda sentimos uma carência de estudos acerca do assunto e é necessário a Academia olhar mais para essa realidade e fomentar discussões científicas sobre a sexualidade”, acredita Simmy. O Movimento Gretta é uma rede que reúne todos os grupos do estado, que atualmente é formado por 36 grupos.

Números da violência 


“A situação atual dos homossexuais no Estado é a mesma de séculos. São pessoas excluídas e oprimidas. A imensa maioria está fora da escola e vive um processo de exclusão iniciado dentro de suas próprias casas, ou seja, uma realidade que não difere da do restante do País”, afirma Simmy Larrat.

Entretanto, recentemente no Pará, os homossexuais obtiveram algumas conquistas, como a criação de políticas públicas e a criação de uma delegacia para crimes homofóbicos, que entrará em funcionamento ainda neste mês de setembro, de acordo com o governo do Estado.

Segundo o Grupo de Resistência de Travestis e Transexuais da Amazônia (Gretta), em 2010, foram registrados dez casos de homofobia. Já em 2011, foram registradas 22 vítimas fatais. Este ano, já chegam a dez os casos de violência extrema contra vítimas GLBT. “Tudo isto comprova que a sociedade está respondendo de maneira violenta às conquistas homossexuais”, defende Simmy Larrat.

Serviço:

Conferência Direitos Sexuais e Homofobia

Período: 14 de setembro

Local: Auditório Aílton Correa, no Instituto de Ciências Jurídicas (ICJ)

A programação é gratuita e não há inscrições prévias para o evento.

*Com informações do G1




Programa Na Moral oficializará união estável de lésbicas Resposta

O Programa Na Moral (Globo) debaterá a homossexualidade. Além do debate, haverá uma cerimonia oficializando a união estável homoafetiva de duas mulheres. 


Aline e Simone estão juntas há 17 anos.  A desembargadora Maria Berenice Dias celebrou a  a união das duas. Convidados e plateia se emocionaram.

A DJ convidada será Glória Pires. A atriz vai revelar como a homossexualidade é tratada em sua família. Ela interpreta a paisagista e urbanista lésbica Lota de Macedo no filme Flores Raras. Lota foi responsável pela construção do Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. Além do trabalho reconhecido até hoje, ela teve um relacionamento, na década de 50, com a poetisa estadunidense e ganhadora do Prêmio Pulitzer, Elisabeth Bishop. Na obra, ainda em produção, a australiana Miranda Otto interpreta a escritora.

Nos bastidores, a atriz tirou foto com Maria Rita e Fúlvia. Convidadas do programa, as duas tiveram a conversão de união estável para casamento civil recentemente aprovada, em segunda instância, no interior de São Paulo. O programa vai ao ar nesta quinta (19), logo após a novela Gabriela.

Elton John pede à Ucrânia que pare com perseguição de gays Resposta

Elton John na Ucrânia

O cantor Elton John usou um concerto de caridade em Kiev (capital ucraniana) para pedir a Ucrânia que pare com a “perseguição de gays”.
A declaração foi feita durante uma apresentação de duas horas incluída no programa oficial do Eurocopa 2012 que foi co-organizado pela Ucrânia e Polônia.
O astro fez um apelo emocionado sobre relatos de ataques físicos de que são alvos os gays no ucranianos.
“Recentemente, li sobre violência contra gays na Ucrânia. Agredir gays é errado. Isto para mim não simboliza a Ucrânia”, disse ele. “Peço a vocês: parem a violência contra os gays.” Pouco antes do início do campeonato europeu de futebol, uma Marcha do Orgulho LGBT em Kiev foi cancelada e um dos seus organizadores alvo de um brutal espancamento.
Sir Elton é um visitante regular do país e recebeu aplausos de milhares de ucranianos que assistiam ao concerto em ecrãns gigantes na rua quando descreveu a Ucrânia como “minha segunda casa”.
E por aqui, qual cantor ou cantora poderiam se manifestar publicamente contra a homofobia, hein?

Com informações do The Independet.

ABGLT vai ao STF para criminalizar a homofobia 1


Aproveitando a maré favorável aos LGBTs na Justiça, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) acaba de levar ao Supremo Tribunal Federal (STF) sua principal demanda: a criminalização da homofobia.
A criação desse crime, em tese, deve ser feita pelo Congresso, que por resistência da bancada religiosa cristã (católicos e evangélicos fundamentalistas) até hoje não conseguiu decidir sobre um projeto que tramita desde 2001. Enquanto isso, a Justiça concedeu o direito à adoção, à união estável.
“Estamos depositando a esperança no Supremo, porque no Congresso está difícil”, argumenta Toni Reis, presidente da ABGLT.
No mês passado, e sem alarde, a entidade apresentou um mandado de injunção, usado para pedir que o tribunal declare a omissão do Legislativo em aprovar uma questão.
Para a ABGLT, ao dizer que o Estado deve punir a “discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais”, a Constituição determina que a discriminação e a violência contra gays sejam criminalizadas.
Esse é o primeiro pedido da ação: que o STF reconheça que o Congresso tem o dever constitucional de aprovar lei nesse sentido, explica Paulo Iotti, advogado da ABGLT.
A associação também pede que o tribunal fixe um prazo razoável para isso e sugere que seja punida como o racismo a discriminação baseada em orientação sexual ou identidade de gênero – o que incluiria a “heterofobia”.
  
O terceiro pedido solicita que, caso o Congresso ignore a decisão, o próprio Supremo entenda a homofobia como uma forma de racismo, aplicando a lei que já existe. 


Iotti antevê questionamentos nesse ponto devido ao princípio segundo o qual “não há crime sem lei anterior que o defina”, o que demandaria, necessariamente, o aval do Congresso.

O advogado acredita, porém, que o Supremo possa se inspirar em decisão que adaptou artigos da Lei de Greve dos funcionários privados para aplicação à greve de servidores públicos, em 2007.

O último pedido da ação é que, enquanto a homofobia não for criminalizada, o Supremo determine a responsabilidade do Estado no cenário atual e o dever de indenizar as vítimas.

*Com informações de Nádia Guerlenda, da Folha de São Paulo.

Novo teste torna mais segura detecção de doença em doação de sangue Resposta


Todo o sangue coletado no país terá de ser submetido a um teste mais eficaz na detecção dos vírus da Aids e da hepatite C a partir deste ano. O Ministério da Saúde informou na última segunda-feira (18) que a portaria que tornará o procedimento obrigatório será publicada em novembro. A tecnologia NAT será empregada tanto no sistema público de saúde quanto na rede privada.


Atualmente,apenas 25% das mais de 3,5 milhões de bolsas de sangue coletadas anualmente no país passam pelo Teste de Ácido Nucleico (NAT, na sigla em inglês), que consegue detectar os vírus mesmo que o doador tenha sido contaminado há poucos dias. Atualmente, o teste mais usado se chama Elisa. Hoje, 75% do sangue é coletado no serviço público e os 25% restantes vêm da rede particular.

O período de tempo em que os vírus, embora presentes no sangue, não são detectados pelos testes é chamado de janela imunológica. Essa é uma das causas principais de um resultado falso negativo, por exemplo. No caso da Aids, a janela imunológica atual, de 22 dias com o Elisa, cairá para 7 dias. Para as hepatites, esse tempo passará de 70 dias para 11 dias.

Dados do Ministério da Saúde indicam que, a cada 150 mil transfusões de sangue feitas no Brasil, uma resulta na contaminação do receptor por HIV ou pelo vírus da hepatite C. Por isso, a testagem para esses dois vírus será priorizada. “Mas, até o final do ano que vem, incluiremos na portaria o teste NAT para hepatite B e dengue ou doença de Chagas”, disse o coordenador da Política Nacional de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez.

Centralização
A testagem do sangue por meio do NAT será feita no Brasil de forma centralizada, em 14 centros nacionais. No Estado de São Paulo serão três polos: o Centro de Hematologia e Hemoterapia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e o Hemocentro de Ribeirão Preto, ambos no interior, além da Fundação Pró-Sangue, na capital.

Um teste NAT, norte-americano, custa cerca de R$ 140 por bolsa de sangue. No Brasil, porém, será usada uma versão nacional da tecnologia. “Conseguimos chegar a um custo 30% inferior ao praticado pela iniciativa privada”, disse Genovez.
O produto nacional é fruto de uma parceria entre a Empresa Brasileira de
Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos), o Instituto Carlos Chagas, o Instituto de Tecnologia do Paraná e o Instituto de Biologia Molecular do Paraná.

Será que, finalmente, a partir daí, o Ministério da Saúde vai permitir que gays doem sangue?

Grupo de gays conservadores declara apoio a candidato republicano à Presidência dos EUA Resposta



Um grupo norte-americano de gays conservadores vai apoiar a campanha do virtual candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Mitt Romney, anunciou nesta quarta-feira (20).

A direção-executiva do GOProud, grupo fundado por dois ex-membros do Log Cabin Republicans, Christopher Barron e Jimmy LaSalvia, votou na terça pela apoio oficial ao republicano.
A homossexualidade é um dos temas que mais dividem republicanos e democratas na campanha, principalmente após o presidente Barack Obama, candidato à reeleição, ter defendido publicamente o casamento gay.
Três dias depois, Romney afirmou, durante dircurso na maior universidade cristã do país, no estado da Virgínia, que o casamento é uma união entre um homem e uma mulher.
Criado em 2009 com integrantes gays e heterossexuais, o GOProud lançou peças publicitárias contra os democratas nas eleições legislativas e está preparando uma nova campanha em nome de Romney para a presidencial.
“GOProud está preparado para usar muitos dos nossos recursos para ajudar a fazer de Mitt Romney o próximo presidente dos Estados Unidos”, disse Lisa De Pasquale, chefe interina da direção do grupo ao “Yahoo News!”.
Dois dos membros do grupo, sendo um deles o ex-presidente Barron, votaram contra o endosso à candidatura republicana. LaSalvia disse que a organização respeita o fato de que nem todos concordam com a decisão.
“Nós não concordamos com o governador Romney em todos os temas –de fato, nós discordamos fortemente dele no apoio a uma emenda federal sobre o casamento [determinando que seja apenas a união entre homem e mulher]”, admite a diretora-executiva.
No entanto, ela afirma, nós pedimos a ele que “assuma publicamente mais ousadas e conservadoras quanto à reforma tributária, a reforma assistencial e os gastos públicos”.

Apple inclui ícones de casais gays a sistema do iPhone Resposta

A Apple introduziu no ainda não lançado sistema iOS 6 emoticons – ícones para mensagens instantâneas – com representações de dois casais homoafetivos, um formado por gays e outro formado por lésbicas.


Os emoticons, ou emojis, como também são chamadas as imagens para inserção em mensagens de texto ou e-mails, dividem espaço com casais heterossexuais e símbolos como mãos gesticulando.


Ao contrário do casal heterossexual, os casais homossexuais não têm boca ou nariz – o que pode ser devido à fase de desenvolvimento do sistema, que ainda passa por testes.


A sexta versão do iOS, sistema usado por iPhone, iPad e iPod touch, foi anunciada nesta segunda (11) e deve ser lançada no segundo semestre.
Uma versão de testes foi disponibilizada pela Apple a seus desenvolvedores
cadastrados.

Por padrão, o novo iOS não exibe os emoticons. É necessário adicioná-los como um outro layout de teclado nas configurações do sistema.

Conheça os candidatos do Mr. Gay Mundo. Brasil está bem representado Resposta

O candidato brasileiro, Heverton Martins
Acontece no dia 08 de Abril em Joanesburgo, na África do Sul, mais uma edição do Mr. Gay Mundo. Representantes de 25 países, entre eles o Brasil, concorrem pelo título do homem mais bonito do mundo, título entregue ao sul-africano Charl van den Berg, em 2011. 

Samuel Mark Kneen, da Inglaterra
Dentre os requisitos que os candidatos devem cumprir, estão desfile de traje típico, ensaio fotográfico e até um teste escrito sobre questões relacionadas aos direitos dos homossexuais no mundo. 
Benjamin Michael, representante
 da Austrália
Heverton Martins  é o candidato que vai representar o Brasil. Vencedor do concurso nacional representando Brasília, ele tem 24 anos e o blog acredita que ele tem muitas chances de vencer o concurso esse ano. 
As pessoas também podem votar pelo site do concurso e eleger aquele que mais agrada à primeira vista. Mas a votação pelo site acaba no dia 7 de Abril. Quem você acha que merece levar o título? Clique aqui para ver a lista completa dos candidatos e escolher seu favorito!

Brasil tem pelo menos 110 pré-candidatos LGBTs Resposta


Não basta ser gay, tem que ter proposta. O lema, citado pelo presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, é o ponto de partida para pelo menos 110 militantes homossexuais que são pré-candidatos a vereador nas eleições deste ano. A associação listou filiados de 19 partidos que pretendem concorrer em mais de 70 municípios de 23 Estados. Em 2008, foram 80 candidatos, com seis vereadores eleitos.

Os pré-candidatos não buscaram apenas legendas de bandeiras libertárias, como o PV. Há filiados a siglas conservadoras como o PR do senador evangélico Magno Malta (ES), que no ano passado ameaçou renunciar se o Congresso aprovasse a lei anti-homofobia, com o argumento de que o projeto de lei estimula “a criação de um terceiro sexo”.

“O senador Magno Malta e eu nos damos muito bem. Ele elogia minha atuação, já me visitou aqui na cidade. Acho que um dia ele vai entender melhor o nosso movimento”, diz a travesti Moa Sélia, que disputará o terceiro mandato de vereadora no município capixaba de Nova Venécia. Moa já foi presidente da Câmara Municipal e preside o PR municipal. “Aos poucos, a gente vai se impondo perante a sociedade e até no meio político” diz ela, eleita pela primeira vez com o slogan “a diferença que faz”.


Segundo Moa, o PR ainda discute a possibilidade de lançá-la candidata à prefeitura. “Vou sempre pregar o reconhecimento dos LGBT, mas minha primeira bandeira é a moralização, o combate à corrupção. Trabalhar a questão LGBT no interior depende de Brasília. Não adianta criar leis municipais se não tiver respaldo no Congresso.”

Eclético. Assim como Moa, o candidato a vereador Sillvyo Luccio Nóbrega, da pequena cidade de Pacatuba, no Ceará, transexual, foi acolhido por uma legenda conservadora, o PSDC, democrata cristão. 

“O partido não tem nada a ver com minha plataforma, mas, no meu município, é aberto, eclético e eu faço parte do diretório municipal”, afirma. Uma das bandeiras do ativista de 48 anos é o acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS) de pessoas do sexo feminino que, como Sillvyo, gostariam de fazer a cirurgia para assumir o sexo masculino. “Essas cirurgias praticamente não acontecem, não existem equipes multidisciplinares”, lamenta. “Ter um amigo gay é bem humorado, ter uma amiga lésbica é ser sem preconceito. Mas ter um amigo transexual masculino, gestor público e candidato a vereador é muito forte. Não importa o número de votos. O importante é que sejamos candidatos e nos tornemos visíveis”, diz Sillvyo.

Presidente da Diversidade Tucana, grupo que reúne militantes e simpatizantes da causa gay no PSDB, o funcionário público Marcos Fernandes disputa uma vaga na Câmara Municipal paulistana. É correligionário do presidente da Frente Parlamentar Evangélica no Congresso, deputado João Campos (GO), que nas últimas semanas liderou a reação à ministra da Secretaria de Política para as Mulheres, Eleonora Menicucci, defensora da descriminalização do aborto e que tem um projeto para legalizar a possibilidade de tratamento para gays, como se a homossexualidade fosse uma doença, e ao ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, católico fervoroso, que defendeu a ofensiva de comunicação do governo na guerra ideológica contra os evangélicos e sua influência na nova classe média.


“Não enfrento problemas no partido e tenho sido muito bem recebido em várias comunidades, inclusive por evangélicos. Não vejo entre os fiéis a mesma resistência da cúpula das igrejas”, diz o pré-candidato tucano.

Marcos disputou uma vaga de vereador em 2008, mas reconhece que fez uma campanha “totalmente segmentada” para o meio LGBT. Agora, ampliou o público e as propostas. “Este ano vamos tratar o tema da diversidade, da geração de emprego e renda, educação, capacitação, saúde, cultura. Tenho uma preocupação, por exemplo, com os adolescentes mais afeminados, que sofrem mais bullying”, diz o tucano, que adotou o slogan “São Paulo mais diferente e menos desigual”.


‘Em geral’. A geração de emprego também é um dos temas centrais da campanha da travesti Sharlene Rosa (PT), de 34 anos, que disputa uma vaga de vereadora em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. “Sou do movimento LGBT e também combato o preconceito em geral, contra o idoso, o deficiente. No caso do emprego, quero dar atenção à população que está na prostituição mas gostaria de seguir outro caminho”, diz Sharlene. Ela cobra da presidente Dilma Rousseff um aceno aos homossexuais.

“Entendo que o PT sofre pressão da bancada evangélica, mas acredito que a Dilma vai tomar o rumo certo e olhar para a população LGB”, diz Sharlene. E sonha: “Quem sabe, nas próximas eleições, não posso entrar na cota feminina do partido?”

Segundo Toni Reis, o momento atual é de incentivo às candidaturas LGBT, mas o movimento continuará a apoiar os “aliados”, que serão incluídos em uma lista mais ampla. Em 2008, fizeram parte da lista de aliados, entre outros, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), o ex-prefeito de Salvador Antonio Imbassahy (PSDB), além de Fernando Gabeira (PV), Jandira Feghali (PC do B), Solange Amaral (PSD) e Alessandro Molon (PT). “Não é nossa intenção afrontar os valores evangélicos e não queremos candidatos corporativistas. Não basta ser LGBT para a gente votar. A pessoa deve ter um histórico de luta e também propostas. Orientação sexual não é pauta política.”


É uma pena que no Brasil existam tantos partidos e que nenhum possua uma identidade. Assim fica difícil boicotar tal partido, por ser contra a causa gay e incentivar o voto em outro, por exemplo. Isso facilitaria bastante na hora de escolher algum(a) candidata ou candidato com projetos para os LGBT de verdade. Parece uma zona. Perde o eleitor que, confuso, acha que está tudo uma bagunça e vota em qualquer um.

Mais da metade dos brasileiros é a favor de gays nas Forças Armadas Resposta


A participação de homossexuais nas Forças Armadas não é vista como um problema para mais da metade dos brasileiros, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo a pesquisa, 63,7% dos entrevistados são favoráveis ao ingresso de gays no Exército, Marinha e Aeronáutica.

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A maior resistência é encontrada entre os homens. Além de estarem em menor número entre os que concordam com a ideia, eles são a maioria entre os entrevistados que discordam da participação de gays nas Forças Armadas. Mais da metade (52%) dos que se dizem contrários ao ingresso dos gays nas Forças Armadas vivem na Região Sul, enquanto 67,5% dos que concordam moram na Região Centro-Oeste.

A pesquisa aponta também que a maioria dos brasileiros (91,7%) ouvidos considera que as Forças Armadas devem ser empregadas no combate ao crime. Das 3.796 pessoas consultadas, 3.480 acreditam que Exército, Marinha e Aeronáutica devem colaborar com as polícias Militar e Civil, atuando também na segurança pública. Porém, quase metade desses entrevistados diz que o emprego dos militares deve ser constante, enquanto os demais defendem que isso ocorra apenas em algumas situações específicas.

O serviço militar deve continuar sendo obrigatório, para a maior parte dos entrevistados. Mas cerca de um terço (38,3%) dos entrevistados defendem que o jovem deveria poder escolher entre a opção militar ou um serviço civil, como a prestação de serviços comunitários e de apoio a populações carentes.

*Fonte: O Globo e Agência Brasil


Conselho Nacional LGBT reúne-se em Maceió, hoje Resposta


O Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), realiza sua 7ª Reunião Ordinária terça-feira (28), em Maceió (AL), às 8h30. Na ocasião, o Ouvidor Nacional dos Direitos Humanos, Bruno Renato Teixeira, e outros integrantes da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) acompanharão de perto o grande número de denúncias de violações de Direitos Humanos à população LGBT na região.

Segundo o secretário-executivo do Conselho, Igo Martini, a reunião no local é uma solicitação do Grupo de Pais e Mães pela Igualdade. “Pretendemos que essa reunião dê visibilidade para a agenda dos Direitos Humanos da população LGBT, demonstrando que a SDH/PR está preocupada com o grande número de violação de Direitos Humanos na região Nordeste”, explica. 

Durante a reunião, será lançado o Plano Municipal de Políticas e Promoção da Cidadania LGBT, com o apoio da prefeitura de Maceió e do Governo do estado de Alagoas. O plano tem como objetivos garantir a execução de políticas públicas voltadas à população LGBT, com foco no enfrentamento à discriminação por identidade sexual e de gênero, promoção da cidadania e redução das desigualdades sociais.

O Conselho integra a estrutura da SDH/PR e é composto por trinta membros, sendo quinze governamentais e quinze da sociedade civil. 

7ª Reunião do Conselho Nacional LGBT 
Data: 28 e 29 de fevereiro de 2012 
Horário: 08h30 às 18h00
Local: Radisson Hotel, na Av. Dr. Antonio Gouveia, 925, Maceió – Alagoas.

Sul e Sudeste lideram ranking de homofobia no Brasil, aponta relatório Resposta

O Grupo Gay da Bahia (GGB), que anualmente divulga relatório sobre o número de assassinatos de homossexuais no Brasil, acaba de finalizar o primeiro levantamento sobre homofobia não letal em todo o País. Conforme o banco de dados coordenado pela entidade, obtido com exclusividade pelo portal Terra Magazine, em 2011, foram contabilizadas 282 ocorrências de discriminação com base na orientação sexual.

Os casos vão de insultos e ameaças até agressões físicas, semelhantes à que aconteceu na segunda-feira (13/02), com um casal de gays, espancado por taxistas (ilegais, em táxi pirata) no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro.

Os registros foram compilados a partir de informações coletadas na imprensa, segundo o antropólogo Luiz Mott, fundador do GGB, que critica a falta de estatísticas, produzidas pelo poder público, sobre violência contra os LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).

– Considero que o governo comete o crime de prevaricação na medida em que o Plano Nacional de Direitos Humanos, aprovado em 2002, previa a criação de um banco de dados em nível federal, assim como políticas públicas para erradicar a homofobia, e nada foi feito – opina.

De acordo com o levantamento do GGB, gays foram os mais vitimizados pela homofobia, com 219 casos, o que corresponde a 77,6%. Na sequência, estão as travestis, com 12,7%, e as lésbicas, com 9,5%.
As regiões com mais registros de homofobia não letal são Sudeste e Sul (67%), seguidas do Nordeste (18%) e Centro-Norte (14%). O relatório ressalta, entretanto, que o maior número de meios de comunicação no Sudeste e no Sul faz com que os casos tenham mais visibilidade.

Considerando os números absolutos, São Paulo figura no primeiro lugar em denúncias de violação dos direitos humanos dos homossexuais, com 72 registros, seguido do Rio de Janeiro (35), Minas Gerais (22), Bahia (18) – que há seis anos é o Estado onde mais se mata LGBTs -, Paraná (11) e Goiás (10).
Já em termos relativos, levando em conta o total de habitantes, o Rio de Janeiro assume a ponta, liderando o ranking de casos de homofobia não letal. Distrito Federal, São Paulo, Paraíba e Goiás aparecem na sequência.

– Coincidentemente, a imprensa está noticiando a agressão violenta sofrida por um casal gay em um aeroporto do Rio, o que confirma a gravidade da homofobia em nosso País e a urgência para que o governo proponha uma campanha, cientificamente elaborada por uma equipe multidisciplinar, garantindo a sobrevivência da comunidade LGBT – destaca Mott.

Casos subnotificados

Das 282 ocorrências compiladas, 87 foram referentes à violência física. Mais uma vez, os gays foram o grupo mais vitimado, abarcando 65% dos registros.

– A maioria do segmento LGBT vítima de violência homofóbica não registra Boletim de Ocorrência nem realiza exame de corpo de delito nos IML de suas cidades, temerosos, com razão, de serem vítima da homofobia policial ou de ter revelada por jornalistas policiais sua orientação sexual muitas vezes secreta. Tal omissão, além de subnotificar as estatísticas de crimes de ódio, indiretamente, estimula a repetição das mesmas agressões – afirma no relatório, o presidente do GGB, Marcelo Cerqueira.

Entre as formas de discriminação mais recorrentes, destacaram-se, em 2011, conforme o levantamento, a praticada por órgãos e autoridades governamentais (19,5%); seguido da discriminação religiosa, familiar e escolar (10%). 
”Agressivas sessões de exorcismo e ‘cura’ de homossexuais praticados por igrejas evangélicas fundamentalistas constituem grave violência contra a livre orientação sexual dos indivíduos LGBT, sem falar na divulgação na TV e na internet de discursos que demonizam a homoafetividade, tendo sobretudo parlamentares e pastores evangélicos seus principais opositores”, frisou o relatório.

Assassinatos

Em janeiro, segundo adiantou a Terra Magazine, o Grupo Gay da Bahia informou o número de assassinatos de LGBTs registrados em 2011, dado que será apresentado no relatório anual de assassinatos de homossexuais no Brasil, cuja divulgação está prevista para depois do Carnaval. Foram 251 homicídios, nove a menos do quem em 2010, quando houve recorde histórico com 260 mortes.

O País, de acordo com a entidade, é o primeiro lugar no ranking mundial de assassinatos homofóbicos, uma média de um homicídio de LGBT a cada um dia e meio.

Ativistas pedem intervenção internacional contra homofobia no Sul do estado do Rio de Janeiro Resposta



Crimes motivados por homofobia se transformaram num pesadelo no Sul Fluminense, região do estado do Rio de Janeiro onde mais ocorre esse tipo de violência. Em menos de um ano, seis assassinatos foram relacionados à orientação sexual das vítimas em Barra Mansa, Volta Redonda, Barra do Piraí e Resende. Três suspeitos foram presos. O assunto será denunciado à Anistia Internacional (AI) e ao Conselho de Direitos Humanos das Organizações das Nações Unidas (ONU) pelo Fórum Regional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) do Sul do estado.

“A situação exige intervenção internacional. A homofobia por aqui virou epidemia”, alerta o presidente do fórum, Rogério Santos. Um dos casos que causaram comoção foi a morte do atendente Marcelo Antônio Lino, 38, em Volta Redonda, em 7 de outubro. Preso uma semana após estrangular Marcelo com a corrente de seu cachorro, o pedreiro Albert Kroll Kardec de Souza, 22, declarou a jornalistas: “Matei porque não gosto de gays”.

A polícia descobriu que Kardec é suspeito de matar outros dois homossexuais em Minas Gerais. O delegado Antônio Furtado, da 93ª DP (Volta Redonda), o definiu como um ‘possível serial killer de gays’. “Não entendemos o motivo de tanto ódio. Ele (Kardec) nem conhecia o meu irmão, que era pacífico, ia sempre à missa e nunca se envolveu com brigas ou drogas”, desabafa Débora Lino,35.

Na madrugada do dia 7 de outubro, conforme vídeos obtidos pela 93ª DP, Marcelo deixou uma boate no Centro da cidade sozinho. No caminho para casa, foi acompanhado por Kardec, que passeava com um cão. No bairro Colina, o pedreiro arrastou o atendente para um matagal e o enforcou com a corrente do animal. Na reconstituição do crime, Kardec deixou policiais e jornalistas perplexos. Ao ser perguntado por que tinha escolhido aquele local, respondeu sorrindo: “É tranquilo. Dava para matar mais uns 50”.

Ataques semelhantes a de skinheads

Os ataques a homossexuais no Sul do estado são semelhantes aos praticados pelos skinheads paulistas (avessos a gays). “A diferença é que aqui os agressores não raspam a cabeça e não agem em bandos”, diz o delegado Antônio Furtado.

Há dois meses, a equipe dele comandou também a prisão de um mecânico suspeito de matar o comerciante Rodrigo Paiva, 26 anos, em 18 de novembro. O suposto mandante é outro mecânico, que alegou em depoimento, antes de ser considerado foragido, que era assediado por Paiva.

Preso em setembro, em Barra Mansa, o pedreiro Fernando de Brito, 35 anos, causou surpresa ao revelar o que o motivou a assassinar a pauladas o travesti Jonatas Ferreira, 23, em maio: “Deteste gay. Saí com ele com o objetivo de matá-lo”.

Em Barra do Piraí, por ter se declarado gay, H., 27, (família pediu sigilo) foi morto em novembro e jogado em lixeira. Em Resende, mortes de dois homossexuais correm em segredo de Justiça.

Medo limita queixas na DP

Para o delegado adjunto da 90ª DP (Barra Mansa), Michel Floroschk, a violência contra homossexuais na região é grave. Mas, segundo ele, de cada 10 registros feitos por gays nas delegacias da região, só dois relacionam a agressão à homofobia.

“O princípio da dignidade da pessoa humana é assegurada pela Constituição, mas o medo de denunciar companheiros violentos ou outros tipos de agressores ainda impera”, adverte Floroschk, que levou o pedreiro Fernando de Brito à prisão.

Ameaçado de morte, o auxiliar de escritório Y., de 24 anos, registrou queixa na 93ª DP (Volta Redonda) duas vezes. “Eu tinha saído de um bar e um jovem quebrou o meu nariz com um soco”, lembra ele. O agressor já foi identificado pela polícia.

*Com informações do jornal O Dia

Casal gay é destaque em outdoor do plano familiar da Unimed Blumenal 1


A foto acima foi compartilhada por milhares de pessoas como sendo da Unimed do Rio Grande do Sul, mas na realidade é da Unimed de Blumenal, no estado de Santa Catarina. É a propaganda do plano de saúde. O que dispertou o interesse foi a veiculação na região de um outdoor expondo um casal gay abraçado e com a seguinte frase: “De um jeito ou de outro, todo mundo precisa. Plano Familiar Unimed para todo o tipo de família.”

Segundo o superintendente da Unimed Blumenal, Dr. Jauro Soares, as primeiras peças da campanha iniciaram a veiculação no dia 15 de junho e é composta de material para a mídia impressa (jornais e revistas), mídia eletrônica (TV e rádio), mídia digital (internet) e exterior (outdoor, busdoor e front-light).

O presidente da Associação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, manifestou apoio à campanha: “Quando confirmado, fiquei extremamente feliz e contemplado pela publicidade. Senti-me cidadão, disse o especialista em sexualidade humana, Toni Reis que recebeu uma foto do outdoor pelo e-mail.

O presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT), Reinaldo Damião, disse que não se trata de uma iniciativa pioneira, uma vez que outras campanhas publicitárias já abordaram a questão da homossexualidade. Segundo ele, o fato novo nessa campanha é que o outdoor retrata pessoas do mesmo sexo, fazendo uma menção explicita ao fato de serem um casal. Até então esse tipo de visibilidade era dirigida para o público gay e em meios de comunicação GLBT: “Embora não seja pioneira, vale ressaltar a coragem da empresa Unimed em assumir publicamente seu desejo de atender também a comunidade homossexual”. Toni Reis destacou que “a mídia brasileira é hetero-normativa e a propaganda sempre mostra um casal de homem com mulher, e não homem com homem, ou mulher com mulher”.


A idéia para a campanha surgiu a partir das últimas pesquisas do IBGE que indicaram diversas mudanças no perfil dos casais, sendo uma delas, o reconhecimento dos parceiros homoafetivos. De acordo com Soares, “a intenção do marketing foi fazer uma campanha ampla, para todo tipo (novo) de família, incluindo homossexuais. A abordagem da campanha foi amplamente aprovada pela classe médica dirigente da cooperativa”. 


O representante da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids (RNP+) do Estado de São Paulo, Lucas Soler, disse que “quebrar o preconceito é muito complicado e não será um outdoor apenas que fará isso, mas sim, uma ação conjunta de toda a sociedade que, unida neste sentido, poderá iniciar um processo de crescimento e orientação para todas as gerações a fim de possibilitar uma maior orientação sobre a diversidade existente”. 

Para o superintendente do plano de saúde, Jauro Soares, a campanha “provoca reflexões em relação aos modelos e conceitos de família nos dias atuais e remete a discussão de preconceitos contra os homossexuais em nossa sociedade”. Ele acredita também que a campanha joga luz sobre o debate atual da união civil entre homossexuais e seus reflexos em nosso país. 

Apesar de a união civil de homossexuais ainda não ser reconhecida pela legislação brasileira, a Unimed tem aceito sem restrições a inclusão em plano de saúde familiares de casais homoafetivos. Segundo o superintendente da Unimed Blumenau, é solicitado um documento (declaração de convivência) feito em cartório e que serve como comprovante para aceitar o companheira/companheiro como dependente. “Legalmente tem-se como base a decisão confirmada pela 6ª turma do TRF da 4ª Região, no dia 27 de julho deste ano. Por unanimidade a sentença obriga ao INSS a considerar os companheiros homoafetivos, como dependentes preferenciais dos segurados de Regime Geral da Previdência Social. Esta sentença ratifica decisão original de primeira instância proferida em final de 2001. A decisão é válida para todo território nacional”, esclareceu Soares.

*Com informações do Ministério da Saúde

Ney Matogrosso detona Lady Gaga, Madonna e critica os gays brasileiros 2



O cantor Ney Matogrosso, em entrevista à jornalsita Marília Gabriela, exibida no dia 15 de janeiro, no GNT, disse detestar a cantora Lady Gaga, criticou Madonna e fez duras críticas aos gays brasileiros.

Quando perguntado sobre a diva Lady Gaga, Ney foi direto: “Não, eu não gosto dela.” “Por quê?”, perguntou Marília Gabriela. “Eu acho que ela é uma imitação da Madonna. Chata.” “Ela tem voz melhor do que a Madonna”, interfere Marília Gabriela. Ney responde: “Sim, canta melhor que Madonna, mas é uma cópia. Eu só me interesso por gente original. Sabe, então eu não acho ela original, eu acho ela over.” “As roupas…”, interfere Marília Gabriela, mais uma vez. “Não, não, a roupa é até interessante, mas o que me incomoda são essas pessoas que trazem para a vida delas o personagem. E elas são personagem na vida. Isso eu não gosto. Eu acho chato. Acho desnecessário. Eu não gosto dela”, sentencia Ney.

Sobre  outra diva, Madonna, Ney também não poupou críticas: “Já a Madonna eu também fazia restrições. Quando eu vi a Madonna cantando ao vivo pela primeira vez, eu tive uma decepção, que foi numa entrega de um Oscar, que ela não segurou, sabe? Eu disse: ‘ué, mas então é tudo truque, é tudo estúdio.’”

No final do programa, quando a jornalista pede para o convidado dizer uma frase, Ney Matogrosso, que parece ser uma voz solitária no meio artístico brasileiro, fala com sabedoria: “Eu acho que os gays no Brasil tinham que ter um pouquinho mais de consciência do seu significado como grupo e não ficar subindo em caminhões nas paradas gays e ficar se beijando. Quatro milhões se juntando podem eleger o presidente da República”.

Quem dera se alguns artistas gays, só alguns, nem precisavam todos, tivessem a lucidez e a sabedoria do Ney Matogrosso!

Entidades de defesa dos direitos LGBT apoiam participação da vereadora Moa em seminário Resposta

Moa Sélia

O Fórum Estadual de Defesa dos Direitos e Cidadania de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais do Espírito Santo, além de outras entidades de defesa de direitos humanos e da comunidade LGBT, assinaram nota pública apoiando a vereadora Moa Sélia (PR), de Nova Venécia, no noroeste do Estado, denunciada pelo Ministério Público do Estado (MPES) por suposto uso de diária ao participar do VII Seminário Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) do Congresso Nacional, ocorrido em maio de 2010.
As entidades entendem que a participação da vereadora, que é transexual, no evento foi de extrema importância, já que é através desta atividade, que tem caráter oficial, que os membrros do Poder Legislativo podem aprender e ser solidários com os direitos e garantias da cidadania LGBT. As entidades que assinaram a nota também dizem não entender o motivo pelo qual o MPES questiona a participação da única representante de legislativo municipal capixaba presente na sessão, que foi organizada pelas Comissões de Legislação Participativa, Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados e a Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT do Congresso Nacional.
Para as entidades que assinaram a nota, conhecer, reconhecer e defender direitos e cidadania LGBT também fazem parte das atividade dos parlamentares e vereadores. As entidades lembram ainda que o Estado é considerado um dos mais homofobicos do País. Os defensores dos direitos e da cidadania LGBT completam dizendo que a participação da vereadora no seminário demonstra compromisso dela com esta parcela da sociedade.
Por fim, as entidades solicitam que o MPES reveja a atitude, já que esperam do órgão o reconhecimento da diversidade sexual. Para elas, a população LGBT precisa ser vista como cidadã, inclusive com o direito de ser representada por seus legisladores.
Assinam a nota, além do Fórum Estadual LGBT, a Associação Gay do Espírito Santo (Ages); Associação Linharense de Apoio a Homossexualidade (Alah); Associação dos/as Transgêneros do Espírito Santo (Astraes); Centro de Defesa dos Direitos Humanos Dom Tomás Balduíno; Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH); Coletivo Estadual de Diversidade Sexual do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado (Sindiupes); Fórum Municipal em Defesa dos Direitos e Cidadania LGBT de Cariacica; Fórum Municipal em Defesa dos Direitos e Cidadania LGBT de Serra; Grupo Orgulho, Liberdade e Dignidade de Colatina (Gold) e o Portal da Diversidade LGBTdo Estado.