MEC vai criar novo plano contra violência e homofobia nas escolas Resposta

O ministro Mercadante (esq.) afirmou que é preciso construir uma cultura de convívio com a pluralidade (Foto: Edson Lopes/Conselho Federal de Psicologia)

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e o presidente do Conselho Federal dePsicologia (CFP), Humberto Verona, assinaram ontem (20) um convênio para o estudo da violência e elaboração de um plano para o combate à homofobia nas escolas. A parceria foi firmada durante a cerimônia de abertura da 2º Mostra Nacional de Práticas em Psicologia, em São Paulo. O evento termina no sábado (22). 

“Esperamos com esse convênio um trabalho intenso em toda a rede, com trabalho de campo, para o desenvolvimento de políticas para uma escola acolhedora, uma cultura de paz, tolerância, convívio com as diferenças, com a pluralidade sexual, racial, religiosa, que enfrente o preconceito e a discriminação e coloque a escola pública em outro patamar e prepare o país para essa nova era do conhecimento”, disse o ministro.

Mercadante destacou o desafio de colocar a educação, a ciência, a tecnologia e a inovação como eixo estruturante de uma política de inclusão. “E a educação precisa do respaldo intelectual dos psicólogos”, afirmou. Ele lembrou as ações do MECvoltadas à ampliação do atendimento nas creches (o país tem apenas 23% das crianças pequenas matriculadas nesses estabelecimentos) por meio do programa Brasil Carinhoso, e do tempo de permanência na escola dos alunos do ensino fundamental vão requerer o trabalho desses profissionais.

A Mostra Nacional de Práticas em Psicologia é um evento comemorativo dos 50 anos da regulamentação da profissão de psicólogo. Além do ministro Mercadante, estiveram na cerimônia de abertura representantes dos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, da Saúde e da Secretaria de DireitosHumanos.  

Em uma mensagem gravada em vídeo, o ministro Alexandre Padilha, da Saúde, lembrou que o psicólogo, que trabalha para reduzir o sofrimento das pessoas e conhece a mente humana, é cada vez mais necessário em políticas para o setor, onde são previstas a ampliação da oferta de centros de atendimento psicossocial (Caps) e de consultórios de rua.
Kit anti-homofobia

Em maio de 2011, o então ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que kit-antimofobia que estava sendo preparado para combater o preconceito contra homossexuais na escola poderia incluir outros grupos que também são vítimas de discriminação.

No entanto, após pressão da bancada religiosa, o governo recuou no projeto.

kit foi elaborado por entidades de defesa dos direitos humanos e da população LGBT a partir do diagnóstico de que falta material adequado e preparo dos professores para tratar do tema. Ele era composto por cadernos de orientação aos docentes e vídeos que abordavam a temática do preconceito. Foi cancelado mesmo sem a presidenta Dilma Rousseff ter assistido a nenhum dos vídeos.

Tudo no mesmo saco

Antes a proposta era de combate a homofobia nas escolas, agora é de combate a todos os preconceitos, inclusive ao preconceito religioso. Só que cada tipo de preconceito deve ser tratado de maneira diferente, porque tem consequências diferentes na vida das pessoas. Se ninguém da bancada religiosa do Congresso chiar é porque está do jeito que eles aprovam. Vamos aguardar. Tomara que seja o início de uma política do governo federal contra a homofobia no país que é campeão mundial em violência contra LGBT.

*Com informações da Rede Brasil Atual




Ministério quer fazer 3,4 milhões de testes antiaids Resposta

O governo federal quer proporcionar este ano a realização de 3,4 milhões de exames rápidos antiaids. A meta foi anunciada nesse domingo (19), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na abertura dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial, na Marquês de Sapucaí, no Rio, conforme informações da Agência Brasil.


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“É o dobro de testes em relação ao ano passado. A estimativa é que tenhamos 250 mil brasileiros que estão infectados pelo HIV e não sabem. O diagnóstico precoce é fundamental para bloquear a cadeia de transmissão e para as pessoas terem acesso mais rápido ao tratamento”, disse Padilha à agência estatal.
O ministro ressaltou que este ano o foco principal é o público mais jovem. “Os dados que temos mostram uma redução da contaminação na população em geral, de até 20% nos casos de infecção pelo HIV, mas um aumento de 10% no público jovem gay, sobretudo de 19 a 24 anos. Então, estamos aproveitando o carnaval para reforçar a mensagem de que a aids não tem cura e a única forma de prevenção é usar a camisinha.”
Padilha disse ainda que  foram distribuídos em todo o país 70 milhões de preservativos nas unidades de saúde, nos blocos de rua, nos desfiles de carnaval, nos camarotes e nos hotéis.

PT, menos Dilma Rousseff, teme reprise de onda religiosa na eleição Resposta


O governo federal e articuladores da candidatura do ex-ministro Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo já temem a reedição de temáticas religiosas e conservadores na disputa deste ano, repetindo a agenda da eleição de 2010, quando a então candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, chegou a ser chamada de lésbica.
Enquanto o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, reunia-se ontem com a bancada evangélica no Congresso para, a mando da hoje presidenta Dilma Rousseff, negar ter dito – durante o Fórum Social Mundial – que o governo teme o controle ideológico da classe C e teria a intenção de enfrentar o segmento religioso com uma nova rede de comunicação, Haddad, na capital, já montava uma vacina para os ataques dos políticos evangélicos contra o “kit anti-homofobia” do Ministério da Educação, encomendado durante a sua gestão e suspenso pela presidenta Dilma Rousseff que, primeiro, sofreu preconceito de parte de políticos fundamenetalistas e agora se rende a eles.
A bancada evangélica reagiu fortemente na época e dá sinais de que vai ressuscitar o tema na campanha. Segundo Haddad, a verdade vai prevalecer sob quaisquer circunstâncias neste caso: “Ninguém tem compromisso com a mentira. A verdade prevalecendo, não tem o que temer.”
Obscurantismo
Haddad afirmou que se preocupa com o incentivo à violência que esses comentários fomentados por religiosos podem gerar, mesmo quando os oponentes não tenham essa intenção. “Muitas vezes, as pessoas não se dão conta do quanto esse tipo de abordagem acaba liberando, em alguns indivíduos perturbados, forças obscurantistas. É a única preocupação que tenho.”
O petista afirmou, ainda, que respeitará a posição da presidenta Dilma Rousseff de não atuar nas campanhas quando houver mais de um candidato da base aliada. “É natural que ela pondere a conveniência política à luz dos interesses da manutenção de uma coalização.”
Aborto
Aos evangélicos, Gilberto Carvalho levou um recado da presidenta: reafirmou que o governo não vai tomar qualquer iniciativa para alterar a legislação sobre aborto. O tema também voltou à pauta de religiosos após a nomeação da socióloga Eleonora Menicucci, defensora da descriminalização do aborto.

Por enquanto, quem sai ganhando são os religiosos e o Brasil, que deveria ser um país laico, sai perdendo, mas a presidenta Dilma Rousseff só quer saber de manter a popularidade em alta e não está muito preocupada com temas como direitos humanos e saúde da mulher.

*Com informações da Agência Estado

Prevenção de danos Resposta

Dora Kramer, O Estado de S.Paulo

O desdém do governo federal em relação a uma oposição partidária fragilizada contrasta com a solicitude dedicada a um segmento bem mais organizado, no Congresso representado pela Frente Parlamentar Evangélica.

Sinal evidente de que há, na visão do Palácio do Planalto, um sério potencial de dano eleitoral nas posições das “igrejas” foi o envio do secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, para conversar com a bancada e, em nome da presidente Dilma Rousseff, “dissolver mal-entendidos”.

A posição dos evangélicos merece mais atenção que a oposição dos partidos. Descontadas frases de efeito aqui e ali, não se veem tentativas de construção de pontes na direção dos oposicionistas, digamos, tradicionais.

Para estes é aplicado o método do trator, mas com aqueles cujo caráter do contraditório mexe com valores e mobiliza multidões obedientes é diferente.

Afinal, o “setor” é muito bem estruturado. Tem meios de comunicação, representação política, capilaridade, imensa capacidade de mobilização e, portanto, poder de fogo nada desprezível como se viu pelo trabalho que deu na eleição de 2010.

Na ocasião, o PT atribuiu ao PSDB a exploração do tema do aborto, na realidade posto na pauta por evangélicos e católicos, mas agora resolveu ir direto à fonte da contrariedade em ação de prevenção de danos.

O governo reagiu tão logo viu o passivo se acumular em três temas: aborto, as cartilhas de anti-homofobia encomendadas pelo Ministério da Educação e as declarações de Gilberto Carvalho sobre a necessidade de se disputar as classes emergentes com os “conservadores” evangélicos.

Carvalho foi, se explicou, pediu desculpas, aparentemente dissipou o mal-estar.
Resolvido o problema? Nem de longe, pois voltará na eleição para ser usado também como arma pelos partidos adversários. E já que se mostrou disposto a ajoelhar, e se não quiser brincar nesse serviço, o governo vai ser obrigado a rezar.


No DF, grupo protesta contra veto a propaganda que exibia casal gay Resposta

Manifestantes ligados à causa LGBT protestaram em frente ao Ministério da Saúde na tarde desta quarta-feira (15) contra a suspensão de uma propaganda de prevenção à aids que exibia um casal de homossexuais. O vídeo foi retirado da página do ministério na internet no último dia 3. De acordo com o ministério, a campanha não era para veiculação na web e na TV aberta.

Segundo o presidente do grupo Estruturação, Michel Platini, organizador do protesto, nada explica a retirada das propagandas. “Não se discute prevenção com uma consciência preconceituosa. […] É inaceitável que, sabendo que a incidência da doença entre gays é alta, o governo tire do ar uma propaganda que contribuiria para diminuir os casos.”

Platini afirma que, além de ser uma questão de saúde pública, a suspensão da campanha também está relacionada aos gastos públicos. “Técnicos do ministério fizeram esse material, houve recurso público investido para fazer essa campanha. Esse é um serviço para a comunidade.”

Vídeo retirado (veja, clicando aqui)

O Ministério da Saúde determinou no início do mês (3) que o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais retirasse da internet um vídeo com cenas de um casal de homens trocando carinhos.

O vídeo, que faz parte de uma campanha para o uso de preservativos no carnaval, ficou um dia no site do departamento, conforme a assessoria de imprensa.

Em 30 segundos, o vídeo mostra um casal gay abraçado quando ambos percebem que estão sem preservativo. Uma fada aparece com uma camisinha e entrega ao casal. O slogan da campanha é: “Na empolgação pode rolar de tudo. Só não rola sem camisinha”.

De acordo com a assessoria do Ministério da Saúde, o vídeo era para ser exibido em locais fechados e específicos para o público gay, como festas e boates.

*Com informações do G1

Alagoas: apenas cinco, dos 19 crimes contra LGBTs foram eluciados em 2011 Resposta

Luiz Mott, de blusa quadriculada

O sociólogo Luiz Mott esteve em Alagoas para discutir o elevado índice de homicídios cometidos contra gays no estado e enfatizar a importância de políticas públicas que possam prevenir e até erradicar os crimes de natureza homofóbica, a exemplo de alguns países europeus. Em parceria com o Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Mott fez uma retrospectiva de sua militância e se reuniu com a secretária da Mulher, Kátia Born, e o secretário da Defesa Social, Dário César.
Para o sociólogo, Alagoas tem avançado no quesito implementação de políticas públicas, contudo, as mesmas não têm sido suficientes para diminuir os assassinatos. Mott diz ainda que os índices não são elevados apenas em Alagoas, ele relata que dos 26 assassinatos contra homossexuais registrados no Brasil desde o começo deste ano, seis ocorreram na Bahia. O que preocupa o sociólogo no caso de Alagoas é a proporcionalidade. “Num país onde são cometidos crimes contra homossexuais em plena Avenida Paulista, a mais movimenta do Brasil, imagine o que pode acontecer em cidades do interior, principalmente no Nordeste, onde o machismo é mais acentuado. Um estado pequeno como Alagoas registrar 19 crimes somente o ano passado, é um índice realmente muito alto”, comentou Mott.
Ainda de acordo com Mott, o tratamento contra a homofobia deve ser impactante. “A presidente Dilma deveria fazer um pronunciamento oficial sobre este assunto”, disse.
Representando o município, Marcelo Nascimento também convocou o governo federal para intervir na causa. Na visão de Marcelo é preciso um compromisso entre as três esferas do poder. “Já obtivemos avanços importantes no governo Lula, como a primeira conferência gay do mundo, mas é preciso um comprometimento dos governos estaduais e municipais em efetivar as políticas públicas assumidas pelo governo federal. O não cumprimento pode ser caracterizado como homofobia constitucionalizada”, declarou Nascimento. Marcelo lembrou ainda da criação do Plano Municipal da Cidadania LGBT que deverá ser entregue ainda este ano deverá ajudar a diminuir os índices e fortalecer a categoria.
O presidente do GGAL em Alagoas, Nildo Correia, apresentou alguns dados sobre a violência contra grupos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros). Segundo Correia, dos 19 casos ocorridos no ano passado, apenas cinco foram elucidados, todos réus confessos. Os outros dois casos contra travestis ocorridos já neste ano de 2012 também continuam sem elucidação.
Na ocasião também foi distribuída uma cartilha de prevenção. Sob o título “Gay vivo não dorme com o inimigo”, a cartilha traz dez dicas para que homossexuais possam se prevenir da violência. Segundo o representante do governo, Dino Alves, a Secretaria da Mulher deverá atualizar e produzir novas cartilhas para a distribuição junto à sociedade. Dino lembrou ainda que a exemplo do município, o governo também adotou a criação do núcleo de diversidade social nas escolas.
Por fim, Mott parabenizou a Corregedoria de Justiça de Alagoas pela portaria que obriga os cartórios a reconhecer o casamento de pessoas do mesmo sexo. “Já enviei uma cópia para a corregedoria da Bahia e meu objetivo é disseminar o mesmo em todo o Brasil”, concluiu Mott.

Dilma suspende kit anti-homofobia do MEC, após pressão da bancada religiosa da Câmara Resposta



Reportagem de Luiza Damé, do jornal “O Globo”

BRASÍLIA – Diante da reação negativa das bancadas religiosas, a presidente Dilma Rousseff mandou suspender a produção e distribuição de vídeos e cartilhas contra a homofobia, organizados pelos ministérios da Educação e da Saúde. A decisão da presidente foi informada, nesta quarta-feira, pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, a deputados das bancadas evangélica, católica e da família, que ameaçaram obstruir as votações de interesse do governo na Câmara, convocar o ministro da Educação, Fernando Haddad, e apoiar a convocação do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, caso o material fosse distribuídos às escolas. Segundo Gilberto, a presidente considerou o material inadequado.


– O governo mantém sua posição clara contra qualquer tipo de homofobia, e as bancadas também se declararam contra a homofobia. Mas o governo achou prudente não editar esse material que estava sendo preparado no MEC. A presidente decidiu a suspensão desse material e do vídeo produzido por uma ONG. O governo decidiu também suspender a distribuição desse material – disse Gilberto, que recebeu os parlamentares no Palácio do Planalto.


Segundo o ministro, a partir de agora todo o material sobre costumes será feito a partir de consultas mais amplas à sociedade e às bancadas, com a da educação, a da família e as religiosas.


– É importante que esse material, para ser produtivo, para atingir o seu objetivo, seja fruto de uma ampla consulta na sociedade, para não gerar esse tipo de polêmica que acaba prejudicando a causa para o qual foi destinado. Qualquer outro material, daqui para frente, editado pelo governo sobre a questão de costumes passará pelo crivo amplo da sociedade e das bancadas interessadas – afirmou.

Gilberto disse que essa posição do governo não representa um retrocesso:


– O que o governo está fazendo é aprofundando o diálogo. Se você produz um material que sofre uma tamanha contestação, o objetivo para o qual ele está destinado é prejudicado. É preferível que você produza um material com mais diálogo para atingir o objetivo. Não se trata de recuo, mas de um processo mais aprofundado de diálogo.


Segundo Gilberto, a presidente “assistiu ao vídeo e não gostou”. A presidente vai conversar com os ministros Haddad e da Saúde, Alexandre Padilha, sobre a produção de material que tratam de questões de costumes.


– Ela acha que o vídeo era impróprio para o seu objetivo. Não se trata de uma posição só de aparências. A presidente tem as suas convicções e acha que o material é inadequado. Ela foi muito clara nesse sentido e determinou que esse material não circule oficialmente por parte do governo – afirmou.


O líder do PR na Câmara, Linconl Portela (MG), disse que a preocupação dos parlamentares das bancadas religiosas é com a “didática do material”. Na avaliação desses parlamentares, o material contra a homofobia induz à homossexualidade.


– A didática é muito agressiva. Às vezes, é preciso ser mais agressivo, mas também é preciso ter cuidado para que a dosagem do remédio não seja acima da necessidade. Estamos preocupados com a maneira virulenta com que esse material está sendo apresentado – disse o deputado.


Os próprios parlamentares reconheceram que o material não está sendo distribuído às escolas, mas que os vídeos vazaram na internet. Mesmo assim, eles ameaçaram atrapalhar o governo no Congresso, caso não houvesse uma revisão do material contra a homofobia.


– Nós oferecemos o diálogo e eles que tomassem a atitude que achassem consequente. Eles que decidiram suspender aquela história que eles estavam falando. Não tem toma lá dá cá – afirmou Gilberto.

Seis mil escolas públicas devem receber o kit anti-homofobia no 2º semestre Resposta


Chamado de “Escola sem Homofobia”, o governo federal planeja distribuir, já no segundo semestre, o kit escolar para combater a violência contra gays. O kit será enviado para 6.000 escolas públicas do país.


Dirigido a professores e alunos do ensino médio, em geral com 14 a 18 anos, o material contém vídeos que tratam de transexualidade, bissexualidade e de namoro gay e lésbico.
O objetivo do kit é ensinar os estudantes a aceitarem as diferenças e evitar agressões e perseguições a colegas que assumem a orientação sexual ou identidade de gênero diferente.

O assunto virou foco de intensa e agressiva campanha no Congresso Nacional, depois que deputados fundamentalistas e de extrema direita, contrários ao material o apelidaram de “kit gay”, argumentando que ele estimularia a prática homossexual entre os adolescentes.

Como é o kit

Além de cinco vídeos em DVD, o kit anti-homofobia inclui um caderno com orientações para professores, uma carta para o diretor da escola, cartazes de divulgação nos murais do colégio e seis boletins para distribuição aos alunos em sala de aula.

A ideia é que o material sirva como guia para discussões sobre as diferenças de sexo, a discriminação contra mulheres e gays e a descoberta da sexualidade na adolescência.

O kit é em boa parte desconhecido. Há pelo menos um ano, ele vem sendo estudado pelo Ministério da Educação (MEC), que pode fazer mudanças no formato. O material é mantido em sigilo pelo receio de um impacto negativo antes da entrega às escolas.

Em contato com o ministério, o portal R7 não obteve acesso ao conteúdo do material impresso, sob a justificativa de ele ainda estar “em análise” por um grupo de trabalho. Na internet, a reportagem encontrou cinco vídeos.

Três dos vídeos estão em versão completa na internet. Todas as histórias se passam em uma escola.

No site da Ecos, ONG responsável pela produção, há trailers para download de outros dois vídeos, mais antigos. Um deles é o desenho animado Medo de Quê?, sobre um menino que percebe estar apaixonado por um colega; e Boneca na Mochila, em que uma mãe descobre que o filho gosta do brinquedo.

Todo o material foi projetado pela ONG, sediada em São Paulo, que também negou o envio da parte impressa e do restante dos vídeos. Em conversa com a reportagem, a diretora da entidade, Lena Franco, uma das autoras, descreveu o teor.

– [O material] diz como a heterossexualidade foi imposta como norma, que é imposta e as pessoas têm que aceitar. Conta a história do movimento LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros] e a história dos direitos humanos.

Para além da questão gay

Cada edição do boletim do kit Escola sem Homofobia, voltado para os alunos, traz um tema diferente e que vai além do conceito sobre diversidade sexual. Tratam de amor, mas também questões sexuais, como masturbação. Também falam de família, violência sexual e doméstica e prevenção à AIDS, entre outros.

No site, a apresentação do caderno que será distribuído no kit diz que ele “possibilita aos profissionais avaliar e rever sua visão em relação à homossexualidade e à própria sexualidade dos jovens”. O caderno está esgotado.

A reportagem apurou que só a confecção do kit custou R$ 743 mil. O dinheiro é parte de uma emenda parlamentar aprovada em 2008 no valor total de R$ 1,9 milhão, que financiou ainda uma pesquisa nacional sobre homofobia nas escolas e cinco seminários.

Como ainda não começou, a impressão e distribuição do kit anti-homofobia ainda têm custo desconhecido.

Reação

Enquanto o Ministério da Educação se fecha sobre o assunto, um grupo de deputados, liderados por Jair Bolsonaro (PP-RJ), vêm buscado apoio da sociedade contra a distribuição do material.

Nesta semana, o deputado carioca deve levar aos gabinetes dos colegas 10 mil panfletos atacando o kit anti-homofobia.

– Ninguém aqui é contra o homossexual, cada um faz o que quer com seu corpo. O que não pode é levar isso para as escolas.

Contra esse tipo de argumento, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), diz que o material usa a educação para inibir as agressões a alunos perseguidos nas escolas. Para o kit ganhar apoio da sociedade, é preciso esclarecer as pessoas, ressalta o parlamentar.

– O projeto valoriza a vida humana, o respeito à dignidade do outro. Se a gente pudesse apresentar para a sociedade os danos causados pelo bullying, se pudesse ter acesso a todos os crimes praticados, lesões corporais, violência, ela [a sociedade] não iria ser contra, porque estaria protegendo os seus próprios filhos.

Nas últimas semanas, duas comissões rejeitaram a convocação do ministro da Educação, Fernando Haddad, para falar sobre o kit na Câmara Federal.

* Com informações do “R7”

Audiência pública sobre kit anti-homofobia, convocada por bancada evangélica do Paraná, gera protesto Resposta

Márcio Marins

A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) realizou na manhã da última terça-feira (19/04) uma audiência pública para debater o “kit anti-homofobia”. O material foi requisitado pelo Ministério da Educação (MEC) e Organizações Não-Governamentais (ONGs), com objetivo de ser distribuído em escolas de todo o país.

Assine o manifesto e apóie a distribuição do kit anti-homofobia nas escolas

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O kit faz parte do programa Escola Sem Homofobia, do Governo Federa, e contém material didático-pedagógico direcionado aos professores e a 6 mil escolas do ensino médio.

O deputado estadual Leonaldo Paranhos (PSC-PN), que convocou a audiência, avaliou o encontro como positivo para a discussão do tema. “A minha análise foi a melhor possível, houve a participação de diversos segmentos como pais, pastores e pessoas a favor do kit”, afirmou. No entanto, segundo Márcio Marins, secretário da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) não houve contraponto. “Não existia uma fala na mesa que expusesse o outro lado. Eles chamaram um representando do Ministério da Educação, que já havia dito que o ministério não se pronunciaria”.

Na opinião do deputado o kit não evita discriminação. “É um material danoso que não combate a homofobia. Existe um equívoco, uma discriminação do próprio material que mostra a derrota do sonho de um menino homossexual”, explicou o deputado.

Maris discordou dessa posição de Paranhos. “Foi uma audiência chamada por deputados da bancada evangélica, plantada com factóides pra minar um projeto que é contrário à ideologia religiosa deles”, rebateu.

O representante da ABGLT também questionou a alegação dos deputados de que a intenção seria preservar as crianças do conteeudo da cartilha. “O material não é direcionado para crianças e sim para adolescentes do ensino médio. Além disso, é voltado para os educadores e não para os aluns”, afirmou.

*Informações do G1

Homofobia: Grupo Gay da Bahia vai denunciar o governo brasileiro na ONU e na OEA Resposta


O Grupo Gay da Bahia (GGB) que contabiliza números não oficiais de crimes contra homossexuais – baseado em registros na imprensa e de informações enviadas à entidade – divulgou relatório que mostra que o Brasil registrou 260 casos assassinatos de gays, travestis e lésbicas no Brasil no ano passado, 62 a mais que em 2009 (198 mortes), um aumento 113% nos últimos cinco anos (122 em 2007). Dentre os mortos, 140 gays (54%), 110 travestis (42%) e 10 lésbicas (4%). O Brasil confirma sua posição de campeão mundial de assassinatos de homossexuais: nos Estados Unidos, com 100 milhões a mais de habitantes que nosso país, foram registrados 14 assassinatos de travestis em 2010, enquanto no Brasil, foram 110 homicídios. O risco de um homossexual ser assassinado no Brasil é 785% maior que nos Estados Unidos.



A Bahia pelo segundo ano consecutivo lidera essa lista macabra: 29 homicídios, seguida de Alagoas, com 24 mortes, Rio de Janeiro e São Paulo com 23 cada. Rio Grande do Norte e Roraima registraram apenas um assassinato cada. Se relacionarmos a população total dos estados com o número de LGBT assassinados, Alagoas repete a mesma tendência dos últimos anos: é o Estado que oferece maior risco de morte para os homossexuais, cujo número de vítimas ultrapassa o total de todos os estados juntos da região Norte do país. Maceió igualmente é a capital onde mais gays são assassinados: com menos de um milhão de habitantes, registrou 9 homocídios, contra 8 em Salvador (3 milhões) , 7 no Rio de Janeiro (6 milhões) e surpreendentemente, 3 mortes na cidade de São Paulo, com 10 milhões de habitantes.

O Nordeste confirma ser a região mais homofóbica: abriga 30% da população brasileira e registrou 43% dos LGBT assassinados. 27% destes crimes letais ocorreram no Sudeste, 9% no Sul, 10% no Centro-Oeste, 10% no Norte. O risco de um homossexual do Nordeste ser assassinado é aproximadamente 80% mais elevado do que no sul/sudeste! 36% destes homicídios foram cometidos nas capitais, 64% nas cidades do interior.

Quanto a idade, 7% das vítimas eram “menor de idade” ao serem assassinados, 14% com menos de 20 anos; 46% menos de 30 anos, 6% na terceira idade. A faixa etária que apresenta maior risco de assassinato situa-se entre 20-29 anos: 28%. A vítima mais nova tinha 14 anos: a travesti Érica, morta com 14 tiros no Centro de Maceió e o mais velho, Josué Amorim, 78 anos, aposentado, assassinado por três rapazes a golpes de facão em sua residência em União dos Palmares (AL).

43% dos homossexuais foram mortos a tiros, 27% com facas, 18% vítimas de espancamento ou pedrada e 17%, sufocados ou enforcados. Vários destes crimes revelam o ódio da homofobia, sendo praticados com requintes de crueldade, tortura, empalamento, castração. A travesti Mauri, de Montalvânia, MG, foi morta com 72 facadas! 90% das travestis foram mortas a tiros na rua, enquanto gays morrem dentro de casa. As vítimas pertenciam a mais de 60 profissões, demonstrando a crueldade da homofobia em todos os segmentos sociais, predominando profissionais do sexo, cabeleireiros, estudantes, profissionais liberais, incluindo diversos pais de santo e padres.

Segundo o GGB, “o Brasil tornou-se o epicentro mundial de crimes contra homossexuais. A Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República não implementou em tempo hábil as deliberações do Programa Nacional de Direitos Humanos II, nem do Programa Brasil Sem Homofobia e da 1ª Conferencia Nacional GLBT”. O GGBB está enviando denúncia contra o Governo Brasileiro junto à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) e à Organização das Nações Unidas (ONU), pelo crime de prevaricação e lesa humanidade contra os homossexuais. O GGB reivindica como medida emergencial a divulgação de outdoors em todos os Estados com mensagens diretas alertando os homossexuais a evitarem situações de risco e estimulando a população respeitar as minorias sexuais.
No Brasil não há estatísticas oficiais com relação à violência contra LGBT, só no estado do Rio de Janeiro

Filho de Jair Bolsonaro, vereador Carlos Bolsonaro, volta a a defender o pai, ataca gays e Preta Gil 1

O vereador Carlos Bolsonaro (PP-RJ) voltou a defender o pai, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) e atacar os gays. Foi em entrevista ao site da revista “Alfa”. Ele disse o pai foi “injustiçado”, negou a existência de uma ditadura no Brasil e defendeu a posição política do pai sobre cotas raciais e direitos dos homossexuais. “Nenhum pai tem orgulho de um filho gay”. Confira trechos da entrevista:


“É uma injustiça acusá-lo [o pai, deputado Jair Bolsonaro] de racista diante de uma sociedade totalmente tolerável. Nunca tivemos problemas com cores, qualquer que seja”.

Como assim, vereador? Nunca tivemos problema com cores? E a escravidão? E os inúmeros casos de racismo?

Sobre Preta Gil, Carlos disse: “Ela lança CDs de música por aí onde aparece nua, envolta por fitinhas do senhor do Bonfim, mas não vou julgá-la por isso”. “A Preta Gil vive de polêmicas. Ela explora um tipo de música que, diz a imprensa, faz menções à pedofilia. Achamos equivocada a maneira como ela explora a religiosidade. Por isso meu pai não gostaria que eu namorasse alguém como ela. Tive boa criação”, disse Carlos, que afirmou que isso não tem nada a ver com o fato de Preta ser negra.


Sobre o Plano Nacional de Promoção à Cidadania e Direitos Humanos, que a revista chama de “Plano Nacional LGBT”, Carlos disse: “Claro [que sou contra], sem dúvida. Que pai tem orgulho de ter um filho gay? Acho que nenhum pai tem orgulho disso. Quando você tem 18 anos, faz o que quiser da sua vida, mas querer ensinar para um garoto de seis anos… Não seria igual nem se fosse sobre relacionamento homem-mulher. Nós lutamos, contra a ditadura desses pequenos que querem enfiar goela abaixo o que pensam, sem levar em consideração o que nós também pensamos”, disse Carlos citando o kit anti-homofobia, que o Ministério da Educação (MEC) pretende distribuir em 6 mil escolas do Ensino Médio. O pai de Carlos, Jair, mente e diz que o MEC pretende distribuir a escolas do Ensino Fundamental, também.



“O eleitor que vota na gente [ele, o irmão, o deputado estadual Flavio Bolsonaro (PP-RJ) e o pai, deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ)] nunca teve dúvida do que representamos. Defendemos as políticas de planejamento familiar, de controle da natalidade e de redução da maioridade penal. O que aconteceu agora foi o seguinte: os homossexuais, esse grupo LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero) que está acontecendo aí, deram proporções enormes à polêmica. Com apoio do governo federal, eles querem entrar nas escolas de primeiro grau para dizer que é correto ser homossexual”.

Ontem, em seu Twitter, Carlos Bolsonaro chamou de “oportunistas” todas as pessoas que estão protestaram no Twitter, no Orkut e no Facebook contra o seu pai. Inclusive foi criado um abaixo-assinado pedindo a abertura de um processo por quebra de decoro parlamentar. No Twitter, ele escreveu: “Papai mandou, eu obedeço com muito orgulho. Se os filhos respeitassem os pai nos dias de hoje, certamente teríamos um pais melhor”. E completou: “Enquanto discordar de que crianças de 7 anos aprendam lições de homossexualismo for mais grave do que ser ladrão, o Brasil estará perdendo”.

Governo Federal vai lançar selo "Brasil Sem Homofobia" contra a violância Resposta

A Secretaria Nacional de Direitos Humanos quer reforçar a luta contra a homofobia. Para isso, será lançado o selo “Brasil Sem Homofobia”, é o que informa a coluna da jornalista Mônica Bergamo, do jornal “Folha de São Paulo”.

O objetivo é lembrar à sociedade que praticar qualquer tipo de violência e discriminar lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) não deve ser tolerado e que ações serão tomadas para punir os responsáveis.

O lançamento deve acontecer no fim deste mês (janeiro) e será na Avenida Paulista, onde aconteceram, no fim do ano passado (2010), ataques homofóbicos.


Conheça o novo coordenador nacional de políticas LGBT Resposta


O novo coordenador nacional de políticas públicas LGBT é o advogado gaúcho Gustavo Bernardes, ligado ao PT e à Organização Não Governamental SOMOS.

Em entrevista ao site “A Capa”, ele diz que “os gestores anteriores da Coordenação LGBT foram pessoas extremamente competentes, pois obtiveram enorme sucesso ao estabelecer um diálogo qualificado com o movimento social, definiram prioridades e conduziram ações visando atender as necessidades da população LGBT em todo o Brasil”. O advogado cita a primeira Conferência Nacional LGBT como um divisor de águas: a partir daí “se obteve avanços no reconhecimento do nome social de travestis e transexuais na Administração Federal e se construiu o Conselho Nacional LGBT”.


Gustavo diz que o “tema central” de sua gestão será “o enfrentamento da violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais”. “Qualificaremos o sistema de monitoramento das violências contra LGBT no Brasil, divulgaremos o disque Direitos Humanos (Disque 100), atuaremos no sentido de sensibilizar a sociedade brasileira e os parlamentares sobre a importância da aprovação do projeto de lei complementar 122/06 (PLC 122/06), que criminaliza os atos homofóbicos e estabeleceremos uma rede de acolhimento das denúncias de violência”, afirma o advogado.

O advogado diz na entrevista que “o avanço da homofobia está relacionado aos avanços e direitos pela população LGBT”. Para ele há uma “retaliação por parte de grupos mais conservadores da sociedade.” E diz que a ação prioritária será divulgar o Disque 100 e, “a partir dos dados colhidos” no serviço, o governo definirá a maior parte das ações de enfrentamento à homofobia no país.

Boa notícia, pois, o único estado do Brasil que tem dados oficiais de violência contra a população LGBT é o Rio de Janeiro, que possui o Disque Cidadania LGBT (0800-023-4567, ligação gratuita) e três centros de referência.

Gustavo falou que o Ministério da Educação tem sido um grande parceiro no enfrentamento da homofobia, tanto nas escolas, quanto nas universidades.


O advogado considera “um avanço que os temas da homossexualidade e da homofobia sejam debatidos pelos meios de comunicação e que isso promova um debate na sociedade de temas que são emergentes.” Com relação ao tão aguardado beijo gay em horário nobre, em uma novela, ele diz que a expectativa do governo é que a novela “se proponha a realizar um serviço realmente de esclarecimento, demonstrando que a homofobia é uma prática que não pode ser tolerada.”

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Ao site “Mix Brasil”, Gustavo que está buscando alternativas para evitar o arquivamento definitivo do PLC 122/06, “que é fundamental para a nossa estratégia de enfrentamento da homofobia”.

Mande uma mensagem exigindo dos senadores a aprovação do PLC 122/06, clique aqui.

Assine o abaixo-assinado em apoio ao kit anti-homofobia, clique aqui!

Padre em cruzada contra Dilma, aborto e gays Resposta


O padre Luiz Carlos Lódi, presidente do movimento denominado Pró-Vida, divulgou nota na internet atacando o governo da presidenta Dilma Roussef.

Segundo o padre fundamentalista, ministros recém-empossados estariam defendendo a “descriminalização do aborto e o uso de drogas”. O padre também reclama do novo governo, por ele defender a ampliação dos direitos dos homossexuais, usando como escudo para suas propostas o combate à homofobia e as resoluções contidas na terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH3).

O Pró-Vida (de Quem?) tem sede na cidade de Anápolis, interior de Goiás. É um dos movimentos católicos mais radicais do Brasil, representante do atraso e da cegueira. O padre Lódi fez campanha para o candidato derrotado José Serra (PSDB), utilizando argumentos do fundador do movimento, o arcebispo emérito de Anápolis, Dom Manoel Pestana Filho.


D. Manoel morreu na semana passada. Seu sucessor, o padre Lódi, continua em campanha. Na nota que distribuiu na internet, Lódi menciona trecho de uma entrevista da ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para mulheres, na qual ela afirma não ver como obrigar alguém a ter um filho que não se sente em condições de ter. Para a ministra, ter filho ou não seria uma decisão individual, que deve ser respeitada. A ministra tem total razão. O padre não sabe (ou será que finge não saber?) que milhares de mulheres abortam todos os anos? Mulheres ricas em com médicos particulares, mulheres pobres em verdadeiros açougues humanos!

A nota cita ainda o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, por ele defender uma discussão pública, de toda a sociedade, sobre a descriminalização do uso de drogas.

A ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário é criticada na nota por ter anunciado, em seu discurso de posse, que pretende adotar medidas de combate à homofobia.

O padre diz que essas declarações fazem parte de uma escalada contra a vida, que estaria em curso no País: “O governo brasileiro se destaca, desde a ascensão do PT em 2003, por uma campanha ininterrupta e onipresente em favor da corrupção de crianças, da destruição da família e da dessacralização da vida. Para nossa vergonha, é difícil imaginar, em todo o planeta, um governo que mais tenha investido na cultura da morte”.

O texto do padre possui várias mentiras: atribui ao governo Dilma uma resolução do Conselho Federal de Medicina, publicada no Diário Oficial da União, no dia 6/01, que estendeu a duplas homossexuais o direito à reprodução assistida. Os conselhos federais profissionais são, de acordo com a Constituição, entidades autônomas. Ele também atribui a presidenta Dilma medidas adotadas durante o governo Lula.

A maior parte dos itens abordados pelo padre, no documento distribuído em nome do movimento Pró-Vida (de Quem?) refere-se à questão de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT). “O Ministério da Educação e Cultura pretende forçar as escolas a corromper os adolescentes, apresentando a conduta homossexual como aceitável e a conduta homofóbica como abominável”, afirma o padre. Ué, mas não é isso mesmo? Devemos abominar a violência e aceitar as diferenças, padre!

Ministério da Saúde promove concurso de crônicas de travestis que vivem com HIV/Aids Resposta

O Ministério da Saúde está promovendo um concurso que premiará as melhores histórias contadas por travestis que vivem ou convivem com HIV/Aids.

O “Vidas em Crônica” terá duas categorias: uma para quem vive e outra para quem convive com o HIV/Aids. As 10 histórias finalistas serão adaptadas por um escritos e publicadas em uma revista especializada. Os três primeiros colocados de cada grupo ganharão um notebook. Os outros seis melhores trabalhos receberão menção honrosa e serão convidados para a cerimônia de entrega do prêmio.

Cada relato deve ter, no máximo, três mil caracteres. No ato da divulgação dos textos, será preservado o sigilo dos autores, desde que solicitado. Entre os critérios de seleção, serão avaliados a adequação ao tema, o respeito aos Direitos Humanos e a criatividade. A data provável de divulgação do resultado será dia 29 de janeiro de 2011.

Para saber mais sobre o projeto Vidas em Crônicas e contar a sua história, acesse http://sistemas.aids.gov.br/blogvidas/

Deputado Jair Bolsonaro continua sua luta contra os LGBT Resposta

Bolsonaro: luta contra os LGBT continua

Navegando em busca de informações para alimentar o blog, me deparei com a coluna do jornalista Marco Eusébio, colunista do site “MS Aqui”. Era uma nota sobre o kit anti-homofobia (materiais didáticos) que o Ministério da Educação (MEC) pretende distribuir, a princípio em 6 mil escolas públicas. Ao final da nota, havia um link e a seguinte chamada: “Veja ‘Encontrando Bianca’ do kit contra homofobia”. Na verdade, trata-se de um vídeo editado pelo deputado federal ultraconservador Jair Bolsonaro (PP-RJ), que continua a sua campanha contra a luta contra a homofobia, agora em seu canal no YouTube.






Como você pode ver, o vídeo postado pelo depuado Bolsonaro é totalmente editado, manipulado. Um deputado que diz que homossexualidade se cura a base de porrada não tem credibilidade. Gostaria de ver o vídeo inteiro.

Hoje, quem voltou a se manifestar contra o kit anti-homofobia, foi o presidente da Câmara dos Vereadores de Campo Grande e pré-candidato à prefeitura, Paulo Siuf (PMDB-MS). A uma rádio da capital do Mato Grosso do Sul, o político disse que o “kit gay” incentiva a homossexualidade infanto-juvenil.


Falando em kit anti-homofobia, está rolando um abaixo-assinado contra e outro a favor. Então, galera, vamos enviar mensagem ao Congresso Nacional, expressando o nosso apoio à essa iniciativa fundamental para a construção de um novo Brasil, com mais respeito e menos ódio e ignorância. Assine o “Abaixo Assinado Apoio ao Kit de Combate à Homofobia nas Escolas clicando aqui. E lembre-se de divulgar para os amigos!