Ativistas fazem marcha fúnebre em São Paulo e ´enterram´ Programas de Aids 1

Protesto de ativistas

Vestidos de preto e num profundo silêncio, quebrado apenas quando alguns entoavam a marcha fúnebre, ativistas entraram na manhã desta sexta-feira, 30 de novembro, no prédio da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, na Av. Dr. Arnaldo, com uma coroa de flores simbolizando a morte dos programas governamentais de aids do Brasil. Os manifestantes seguiram pela Secretaria até sair pela porta da Av. Dr. Enéas Carvalho de Aguiar, onde houve um apitaço.

“Estamos aqui hoje (véspera do Dia Mundial de Luta contra Aids, 1º de dezembro) para exigir respostas mais eficazes das três esferas de governo contra a epidemia”, disse o Presidente do Fórum de ONG/Aids do estado de São Paulo, Rodrigo Pinheiro.

Para ele, que foi um dos principais organizadores do protesto, há um retrocesso nas políticas do País nas áreas da prevenção do HIV e assistência prestada aos doentes de aids. “Faltam profissionais de saúde, leitos especializados foram fechados e o governo federal se mostra conservador na implementação de campanhas de prevenção”, contou. “Aquela ideia de que moramos no país com o melhor Programa de Aids do mundo já era. Nossa mensagem neste protesto é de que aqui jaz o melhor programa de aids do mundo”, acrescentou.

O especialista em saúde pública e presidente do grupo Pela Vidda (Valorização, Integração e Dignidade do Doente de Aids) de São Paulo, Mário Scheffer, lembrou que as manifestações das ONGs são históricas e servem para alertar a sociedade sobre a real situação da epidemia. “Neste ano, o protesto tem um sentido especial, pois há vários sinais de que houve paralisia e até incapacidade do País em responder aos novos casos de HIV. Esta não é uma epidemia controlada. Em algumas regiões do Brasil e em populações específicas há aumento do número de infecções”, comentou.

O representante, no estado de São Paulo, da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids (RNP+), Beto Volpe, critica a “banalização da aids”. Segundo Beto, a epidemia de HIV sofreu dois grandes preconceitos: a criação de grupos de risco e a ideia de cronificação da aids.

Protestto de Ativista 2

“Numa sociedade como a nossa em que sempre pega o que é mais conveniente, o HIV passou a ser considerado um risco apenas para os homossexuais, usuários de drogas e profissionais do sexo, mas não foi essa a reação da epidemia. Hoje, em algumas faixas etárias, como na população jovem, há registros de duas novas infecções em mulheres para cada uma em homem”, explicou. “E ao considerar a aids uma doença crônica, como fazem muitos governantes e médicos, corre-se o risco novamente de um descuido generalizado sobre o vírus. As pessoas tendem a pensar que ter aids é tudo bem”, acrescentou.

Com auto-falante, Beto alertou que as pessoas saudáveis também são vulneráveis à infecção do HIV, “que aids não é gripe” e criticou o que ele considera ser um desejo do governo de transferir o atendimento desta doença para as unidades básicas de saúde.

A manifestação reuniu cerca de 200 pessoas e contou com a participação do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde (SindSAÚDE), Sindicato dos Comerciários de São Paulo e da União Geral dos Trabalhadores.

Secretário-adjunto diz a ativistas que não fechará os leitos do CRT

Depois do protesto, alguns ativistas foram recebidos pelo Secretário-adjunto do Estado da Saúde, José Manoel de Camargo Teixeira, e receberam a informação de que os leitos do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids de São Paulo (CRT) não serão fechados. José Manuel afirmou ainda que verbas do setor continuarão especificadas para o combate da aids, incluindo apoio à sociedade civil organizada.
Protesto e Ativista 3
Para Rodrigo Pinheiro, o encontro foi “muito protocolar”. Apesar das promessas, o presidente do Fórum de ONG/Aids do estado de São Paulo disse ter saído da reunião com a necessidade de ficar ainda “mais atento” sobre a possibilidade de fechamentos de leitos exclusivos para soropositivos. “O secretário-adjunto falou sobre a necessidade de discutirmos mais sobre como os leitos exclusivos para soropositivos estão sendo usados, o que nos deixa de alerta sobre o assunto”, explicou.

A coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo, Maria Clara Gianna, esteve na reunião e respondeu a maioria das perguntas feitas pelos ativistas. Segundo ela, o debate acerca do uso dos leitos do CRT integra uma discussão maior envolvendo a racionalização dos leitos hospitalares de todo o estado. “O secretário afirmou que não há nenhuma intenção de fechar os leitos do CRT”, reforçou.

Durante a manifestação, Maria Clara estava na Secretaria de Estado da Saúde participando da reunião do Conselho Estadual da Saúde que aprovou o Plano de Ações e Metas (PAM) para as DST/Aids. Segundo ela, o tema HIV/aids entrará como pauta da primeira reunião de novos secretários municipais de saúde, em fevereiro de 2013. “Isso é muito bom, pois significa que este será um dos problemas de saúde a ser posto como prioritário pelo secretário estadual aos secretários municipal”, finalizou.

No estado de São Paulo foram notificados 217.390 casos de aids, entre 1980 a junho de 2012. Embora o patamar de novas infecções esteja estável e a taxa de óbito venha caindo, ainda morrem, em média, oito pessoas em decorrência de aids diariamente.

Nesta sexta-feira, o Programa Estadual de DST/Aids está realizando uma ação de testagem anti-HIV, das 9 horas às 16h, em parceria com o Instituto Clemente Ferreira, local onde ocorre a atividade (Rua da Consolação, 717, Centro, São Paulo). Pretende-se realizar 500 testes rápidos anti-HIV e a busca ativa de casos de tuberculose.

O Programa apoia ainda o Núcleo de Estudos para Prevenção da Aids (Nepaids-USP) no debate “Em Defesa da Resposta à Aids no Âmbito Do SUS: Uma Agenda de Pesquisa e para a Prevenção”, na Faculdade de Saúde Pública, e irá iluminar o CRT, a partir das 19h, com dois canhões de luz de cor vermelha para marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids.

Reportagem: Lucas Bonanno, da Agência de Notícias Aids

TV Cultura e SESC TV exibirão documentário ‘Aids, 30 anos: as repostas das ONGs do mundo’ Resposta

Mostrar, através de depoimentos, o que ativistas de diferentes partes do planeta realizam na luta contra o crescimento do HIV/aids. Esta foi a intenção que motivou a jornalista Roseli Tardelli a conceber o documentário Aids, 30 anos: as respostas das ONGs do mundo.

“Conheço e cubro conferências internacionais sobre aids desde 2004. Nestas conferências existe sempre um espaço destinado às ONGs, o Global Village, onde ativistas, gente de todas as partes do mundo, trocam experiências e impressões sobre seus trabalhos. Sempre tive a ideia de retratá-los em um filme. Convidei a cineasta Alcione Alves, para dirigir o trabalho. Fomos juntas para a última conferência em Washington e colhemos as entrevistas com ativistas que fizeram de suas histórias e vidas um compromisso contra o preconceito”, conta Roseli.

As filmagens renderam um bonito documentário com histórias impactantes, como a relatada por Maira Zacarias, da Guatemala. Maira contraiu o HIV de seu marido que morreu. Um de seus filhos foi impedido de frequentar a escola do pequeno vilarejo em que viviam. Assim, ela começou a ser ativista. Foi falar com a professora e diretora da escola sobre seu direito de seguir vivendo e sobre a injustiça de seus filhos serem discriminados.

Luna Luis Ortiz, que atualmente milita no Gay Men´s Health Crisis (GMHC), importante ONG com base em Nova York, infectou-se aos 14 anos. Atualmente trabalha em atividades de prevenção junto a populações vulneráveis nos bairros povoados por imigrantes latinos naquela cidade norte-americana.

“É um prazer mergulhar profundamente no universo de cada história, quando se faz um documentário. Espero ter conseguido retratar os personagens do filme com o respeito que eles merecem”, comenta Alcione.

Roseli explica que a ideia com esta produção foi “ouvir e contar a história de ativistas de outras partes do mundo”. Segundo ela, a atuação do Movimento Social Brasileiro de Luta contra a Aids, referência para o mundo, será abordada em um outro projeto maior.

Roseli é jornalista, produtora cultural e apresentadora. Trabalhou como repórter de política no jornal O Estado de S.Paulo, foi a primeira mulher a ancorar um jornal de rádio, o Jornal Eldorado, na Rádio Eldorado AM de São Paulo, e apresentou os programas Opinião Nacional Roda Viva naRede Cultura. Participa de ações contra o HIV e aids desde 1994, criando em 2003 a Agência de Notícias da Aids e, em 2009, a Agência de Notícias de Resposta ao SIDA em Moçambique.

Alcione é produtora, roteirista e assistente de direção. Seus trabalhos já foram premiados em concursos internacionais, como o CINESTRAT na Espanha, e selecionados para exibições oficiais, como o Globians Doc em Berlin, Mostra Internacional de Cinema 32” em São Paulo e Festival Internacional da Bahia.

EXIBIÇÕES:

Lançamento: Sábado, 1º de dezembro, às 19h
Onde: CINESEC. Rua Augusta, 2075.
Entrada gratuita.

SESC TV, 1º de dezembro, às 22h.

Rede Cultura de Televisão, 1º de dezembro, às 23h15.

FICHA TÉCNICA

Concepção e entrevistas: Roseli Tardelli
Direção: Alcione Alves
Edição:Alcione Alves e Pedro Duarte.
Apoio: Senac e Sesc São Paulo; Angloamerican e Rede Cultura de Televisão.

Fonte: Agência de Notícias da Aids

60% dos jovens soropositivos dos EUA ignoram ter HIV Resposta

Sessenta por cento dos jovens americanos soropositivos com idades entre 13 e 24 anos não sabem que estão infectados com o HIV, vírus causador da Aids, informaram autoridades sanitárias americanas em um relatório publicado esta terça-feira. As informações são do portal de notícias Terra e da agência de notícias AFP.

Estes jovens americanos representam 26% das novas infecções a cada ano no país e 7% do 1,1 milhão de americanos que vivem com HIV, destacou o estudo do organismo federal Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC). Os homossexuais, os bissexuais e os negros foram os mais afetados pelo HIV, acrescentou o estudo, feito com base em números de 2010.

Os jovens negros representam 57% das infecções, enquanto entre os hispânicos e os brancos, a taxa chegou a 20% em cada grupo. Quase 75% das 12.200 novas infecções anuais de HIV entre pessoas de 13 a 24 anos se devem a relações homossexuais.

Estes jovens têm um risco significativamente maior de infecção do que os heterossexuais de ambos os sexos, frequentemente devido a relações sexuais sem proteção com múltiplos parceiros e ao uso de drogas injetáveis, destacou o informe do CDC.

Os cientistas também examinaram o comportamento de jovens em 12 estados e nove centros urbanos importantes e constataram que os homossexuais se infectam muito mais com o HIV do que os heterossexuais. “Este elevado número e jovens infectados com o HIV a cada ano é uma tragédia que poderia ser evitada”, disse o doutor Thomas Frieden, diretor dos CDC. “Todos os jovens podem proteger sua saúde, evitar contrair o vírus e transmiti-lo, e fazer o exame”, insistiu.

Estudos anteriores demonstraram que a pobreza, a falta de acesso a cuidados de saúde e a discriminação aumentam significativamente o risco de infecção. A pesquisa americana, publicada em 9 de novembro pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês), mostra que 20% dos jovens que nascem com HIV nos Estados Unidos desconhecem o fato quando têm sua primeira relação sexual. O estudo, divulgado na revista Clinical Infectious Diseases, também revelou que a maioria das pessoas que sabem estar infectadas com o HIV não contam ao parceiro. Além disso, a grande maioria dos jovens soropositivos admite ter tido relações sexuais sem preservativos.

Fonte: Terra

São Paulo: Campanha realizará 150 mil exames gratuitos de HIV,sífilis e hepatites B e C Resposta

Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde aponta que a taxa de incidência de novos casos do vírus HIV no Estado de São Paulo caiu 35,7% na última década. Os números apontam para o controle de novas infecções, mas a aids ainda mata diariamente oito pessoas, em média, no território paulista.

Para incentivar o diagnóstico precoce e controlar novos casos, a Secretaria de Saúde promoverá no dia 1º de dezembro – Dia Mundial de Combate à Aids – a campanha “Fique Sabendo”.

Durante todo o dia, serão realizados 150 mil exames gratuitos para detecção do vírus HIV, além de sífilis e hepatites B e C. Deste total, 30 mil serão testes rápidos anti-HIV. Ao todo, 526 municípios do Estado aderiram à campanha, num total de mais de 2 mil unidades de saúde.

O teste rápido do HIV demora cerca de 40 minutos e a eficácia é a mesma do teste tradicional. Para conhecer as unidades participantes, entre em contato com o Disque DST/Aids (0800-16-25-50), ou acesse o site: www.crt.saude.sp.gov.br.

Em Florianópolis, Cesar Souza Junior apoia testes voluntários de HIV em órgãos públicos, escolas e empresas Resposta


Cesar Souza Júnior (PSC), foi eleito prefeito de Florianópolis, para enfrentar os problemas sanitários do município, pretende começar eliminando as grandes filas nos hospitais. Para isso, promete um mutirão, bairro a bairro, com o conjunto de médicos necessários. “Essa desobstrução permitirá não só atender a pessoas que estão aguardando há muito tempo na fila, como permitirá que os novos procedimentos venham a ter eficácia”, analisa o plano de governo do prefeito eleito.
Na área da prevenção, Cesar Junior afirma que equipes médicas visitarão periodicamente órgãos públicos, escolas e empresas, fazendo exames preventivos, como exames básicos de sangue, câncer na próstata, câncer de colo de útero, HIV, dentre outros.
Considerando o “avanço da epidemia de aids na cidade” e a “falta de eficiência no atendimento e na disponibilidade de medicamentos”, o novo prefeito diz que sistema de saúde municipal precisa atuar de forma a atender as necessidades da população.
De acordo com dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, Florianópolis é a segunda capital brasileira que registrou mais casos de aids em 2010. São 57,9 notificações para cada 100 mil habitantes. A cidade fica atrás apenas de Porto Alegre, com 99,8 casos.

Pesquisadores italianos criam novo coquetel contra aids Resposta

Andrea Savarino

Uma equipe de pesquisadores italianos do Instituto Superior de Saúde (ISS) concluiu um tratamento novo baseado em um coquetel de drogas que “educa” o sistema imunológico a controlar o vírus da aids na ausência de uma terapia farmacológica.
Testes em macacos deram resultados excelentes e o início das experimentações em seres humanos só depende de financiamentos.
O alcance do estudo italiano, publicado no dia 21, é notável: na prática, abre a possibilidade para que os portadores do vírus HIV interrompam definitivamente o tratamento farmacológico.
Liderados por Andrea Savarino, os cientistas desenvolveram um coquetel específico de medicamentos que, administrados por um período limitado de tempo, foi capaz de induzir o organismo animal ao autocontrole da infecção.
“Nós administramos o coquetel nos macacos durante seis meses antes de suspender o tratamento. Há nove meses, os primatas, que já não recebem remédios, estão sob observação e respondendo bem. É um dado positivo, posto que meses de vida em macacos correspondem a muitos anos em humanos”, observou Savarino.

Fonte: ANSA

Leite materno combate transmissão oral por HIV em estudo com ratos Resposta

Ratos humanizados participaram de estudo sobre 
contágio do vírus da Aids pela amamentação (Foto:
Universidade da Carolina do Norte/Divulgação)

Um estudo feito com ratos por cientistas da Escola de Medicina da Carolina do Norte, nos EUA, mostra que o leite materno tem um forte efeito contra o vírus da Aids, capaz de matar o HIV e proteger a criança da transmissão oral. Os resultados foram publicados esta semana na versão online da revista “PLoS Pathogens”.
Até então, as pesquisas sobre o tema mostravam que a amamentação pode ser um veículo de contágio do vírus, motivo pelo qual as mães soropositivas são orientadas a não dar de mamar para seus bebês.
“A amamentação nesse caso é proibida em todo o mundo, com exceção dos países da África, pois lá, se as crianças não mamarem, acabam morrendo de fome. Então é preferível correr o risco da transmissão para salvar uma vida”, explica a pediatra Ana Escobar. Além de casos de HIV, mulheres com tuberculose ativa também não devem amamentar.
Mais de 15% das novas infecções por HIV ocorrem em crianças. Sem tratamento, apenas 65% dos menores infectados vivem até o primeiro aniversário e menos da metade completa dois anos de idade.
Segundo o especialista em Aids e um dos autores da pesquisa americana, J. Victor Garcia-Martinez, esse trabalho dá indícios significativos da capacidade do leite materno para destruir o HIV e prevenir o contágio oral. Além disso, fornece novas pistas para o isolamento de produtos naturais que poderiam ser usados para combater o HIV.
Garcia-Martinez e seus colegas são pioneiros na utilização de roedores humanizados, que recebem medula óssea, fígado e tecidos vasculares humanos e desenvolvem um sistema imunológico semelhante ao do homem, razão pela qual podem ser infectados com o HIV e responder da mesma maneira que nós.
Os ratos analisados tinham a cavidade oral e o trato digestivo com as mesmas células responsáveis pela transmissão oral do vírus da Aids em seres humanos. Quando os animais receberam o vírus no leite materno de mulheres HIV-negativas, o vírus não pôde ser transmitido.
A pesquisadora Angela Wahl, principal autora do estudo, destaca que os resultados são altamente significativos, pois mostram que o leite materno é capaz de bloquear completamente a transmissão oral do HIV por duas formas: através de partículas do vírus e de células contaminadas por ele.
“Isso refuta a hipótese de ‘cavalo de Troia’, que diz que o HIV em células é mais teimoso contra as defesas do corpo do que o HIV em partículas virais”, explica Angela.
Profilaxia pré-exposição

Os cientistas também avaliaram a eficácia da chamada profilaxia pré-exposição, com medicação antirretroviral para prevenir a transmissão oral do HIV. Em um trabalho anterior, a equipe demonstrou em camundongos humanizados que essa terapia é eficaz contra a transmissão do vírus da Aids por via intravenosa, vaginal e retal. Os animais tomaram as drogas por sete dias – três antes e quatro depois da exposição – e ficaram 100% protegidos.
Essas mais recentes descobertas, segundo os pesquisadores, fornecem importantes pistas para tratamentos alternativos que poderiam ser usados para prevenir o contágio do HIV.
“Nenhuma criança deve sempre ser infectada com o vírus por ser amamentada. O aleitamento materno proporciona nutrição e proteção contra outras infecções, especialmente onde a água limpa é escassa”, ressalta Garcia-Martinez. De acordo com ele, esse trabalho também é importante para compreender melhor como ocorre a transmissão vertical do HIV, ou seja, da mãe para o filho durante a gestação, o parto ou, nesse caso, a amamentação.
Na opinião da pediatra Ana Escobar, esse estudo não significa que os humanos vão apresentar a mesma resposta imune e são necessários mais pesquisas sobre o assunto.
“É importante destacar que a amamentação por mães soropositivas continua não sendo recomendada no mundo”, diz.

Romário se desculpa por declaração infeliz sobre aids Resposta


Não caiu bem para entidades que lutam pelo fim do preconceito contra portadores do vírus HIV a comparação feita pelo deputado Romário entre a aids e José Maria Marin, sucessor de Ricardo Teixeira na CBF. No documento, depois de dizer que o “câncer” Teixeira foi exterminado, o deputado disse que, se Marin seguir seus passos, a “aids também teria de ser exterminada”.


Leia também: Romário defende casamento gay
“Mesmo entendendo que a fala do deputado Romário parte da perspectiva do senso comum, sem nenhuma reflexão, mesmo superficial, sobre o impacto que estas podem ter nas pessoas afetadas pelo HIV, em se tratando de um parlamentar não pode, em hipótese alguma, passar em branco sem uma `chamada` à responsabilidade”, disse em nota Roberto Pereira, coordenador geral da CEDUS-RJ (Centro de Educação Sexual do Rio de Janeiro) e membro da comissão de aids no Ministério da Saúde.
A Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV também se manifestou por meio de Willian Amaral, presidente do núcleo carioca da entidade. Ele diz que a declaração de Romário reforça o preconceito contra a pessoa com aids e indaga se, pela convivência de Romário com a filha portadora de Down, ele não se sentiria do mesmo jeito se a comparação fosse feita com esta síndrome.
“Ao associar uma situação negativa ou um desafeto a uma doença, seja a doença qual for, ele reforça o estigma e o preconceito que toda doença carrega. Bom caráter ou mau caráter qualquer pessoa pode ser, independente da sua patologia. Com certeza se ele se informasse um pouco mais sobre o câncer e a aids não estaria fazendo este tipo de associação, como sabemos que ele não tem a mesma opinião sobre a síndrome de Down”, disse Amaral.

Pereira também comentou a proximidade de Romário com a Síndrome de Down para pedir mais cuidado do deputado com as declarações que possam afetar portadores de outras doenças.
“É obvio que, mesmo sem uma intenção direta, falas como essa reforçam estigmas, ferem sentimentos, incentivam a discriminação e desestabilizam pessoas que, em maior ou menor grau, têm que lidar diariamente com os efeitos que o preconceito ainda provoca em suas vidas. Como Romário é pai de uma criança portadora de necessidades especiais, com absoluta certeza, se um comentário dessa natureza fosse feito trazendo em seu rastro algum tipo de referência à esta situação, a sua posição seria a mesma que milhares de pessoas HIV positivo devem estar tendo neste momento: Constrangimento, revolta e indignação”, disse Pereira.
“Que o Romário manifeste os mesmos esforços que investiu nas questões alusivas à CBF, brigando dentro do Congresso pela aprovação de leis que fomentem o ensino e pesquisa nessa área; que liberem mais recursos para a saúde e que beneficiem diretamente, não só as pessoas HIV positivo, mas aos portadores de tantas outras doenças crônicas que padecem pelo Brasil a fora, tendo que lidar, não só com suas doenças, mas também com o preconceito e a ignorância”, completou Pereira.
Dirceu Greco, diretor do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) do Ministério da Saúde, foi procurado pela reportagem para comentar a nota de Romário, mas por meio da sua assessoria disse que preferia não opinar. Eduardo Barbosa, diretor adjunto do Programa Nacional de DST e Aids, também não se pronunciou. Os dois participaram nesta semana de um simpósio em Florianópolis sobre políticas públicas de prevenção a aids.
 O deputado Romário pediu desculpas aos portadores de HIV nesta terça-feira por meio da sua página no Facebook. O deputado federal afirmou que não quis ofender ninguém e que as pessoas HIV+ fazem parte da sua bandeira em Brasília.

Confira o comunicado de Romário:

Em relação ao futebol: vida nova, passamos a falar, ou melhor, daqui para frente passamos a acreditar que as coisas vão melhorar. Que essa mudança na CBF seja realmente positiva. Que o novo presidente não traga velhos hábitos e ranços para sua nova administração. Como todo brasileiro, torço para que o futebol tome um novo rumo, principalmente, um rumo de transparência. Acredito que é o que todos nós queremos.

Ontem, em um comentário sobre a CBF, fiz alusão a AIDS e algumas pessoas se sentiram ofendidas. 

Quero esclarecer aqui que em nenhum momento quis e nem quero desrespeitar, constranger, descriminar e muito menos causar revolta nessas pessoas. Quem acompanha meu mandato sabe exatamente qual é a minha luta aqui na Câmara. Direta ou indiretamente, pessoas HIV+ também fazem parte da minha bandeira. Usei uma expressão que quem realmente me conhece e entende meu linguajar, sabe que eu quis me referir a uma possível cura na confederação. Aos que se sentiram desrespeitados peço desculpa, de coração. Em especial, a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV, Comissão de Aids do Ministério da Saúde e CEDUS do Rio de Janeiro.

Com certeza isso não se repetirá. E com certeza, também, continuarei aqui lutando por vocês.

Por hoje é isso galera! Valeu!


Casal gay é destaque em outdoor do plano familiar da Unimed Blumenal 1


A foto acima foi compartilhada por milhares de pessoas como sendo da Unimed do Rio Grande do Sul, mas na realidade é da Unimed de Blumenal, no estado de Santa Catarina. É a propaganda do plano de saúde. O que dispertou o interesse foi a veiculação na região de um outdoor expondo um casal gay abraçado e com a seguinte frase: “De um jeito ou de outro, todo mundo precisa. Plano Familiar Unimed para todo o tipo de família.”

Segundo o superintendente da Unimed Blumenal, Dr. Jauro Soares, as primeiras peças da campanha iniciaram a veiculação no dia 15 de junho e é composta de material para a mídia impressa (jornais e revistas), mídia eletrônica (TV e rádio), mídia digital (internet) e exterior (outdoor, busdoor e front-light).

O presidente da Associação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, manifestou apoio à campanha: “Quando confirmado, fiquei extremamente feliz e contemplado pela publicidade. Senti-me cidadão, disse o especialista em sexualidade humana, Toni Reis que recebeu uma foto do outdoor pelo e-mail.

O presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT), Reinaldo Damião, disse que não se trata de uma iniciativa pioneira, uma vez que outras campanhas publicitárias já abordaram a questão da homossexualidade. Segundo ele, o fato novo nessa campanha é que o outdoor retrata pessoas do mesmo sexo, fazendo uma menção explicita ao fato de serem um casal. Até então esse tipo de visibilidade era dirigida para o público gay e em meios de comunicação GLBT: “Embora não seja pioneira, vale ressaltar a coragem da empresa Unimed em assumir publicamente seu desejo de atender também a comunidade homossexual”. Toni Reis destacou que “a mídia brasileira é hetero-normativa e a propaganda sempre mostra um casal de homem com mulher, e não homem com homem, ou mulher com mulher”.


A idéia para a campanha surgiu a partir das últimas pesquisas do IBGE que indicaram diversas mudanças no perfil dos casais, sendo uma delas, o reconhecimento dos parceiros homoafetivos. De acordo com Soares, “a intenção do marketing foi fazer uma campanha ampla, para todo tipo (novo) de família, incluindo homossexuais. A abordagem da campanha foi amplamente aprovada pela classe médica dirigente da cooperativa”. 


O representante da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids (RNP+) do Estado de São Paulo, Lucas Soler, disse que “quebrar o preconceito é muito complicado e não será um outdoor apenas que fará isso, mas sim, uma ação conjunta de toda a sociedade que, unida neste sentido, poderá iniciar um processo de crescimento e orientação para todas as gerações a fim de possibilitar uma maior orientação sobre a diversidade existente”. 

Para o superintendente do plano de saúde, Jauro Soares, a campanha “provoca reflexões em relação aos modelos e conceitos de família nos dias atuais e remete a discussão de preconceitos contra os homossexuais em nossa sociedade”. Ele acredita também que a campanha joga luz sobre o debate atual da união civil entre homossexuais e seus reflexos em nosso país. 

Apesar de a união civil de homossexuais ainda não ser reconhecida pela legislação brasileira, a Unimed tem aceito sem restrições a inclusão em plano de saúde familiares de casais homoafetivos. Segundo o superintendente da Unimed Blumenau, é solicitado um documento (declaração de convivência) feito em cartório e que serve como comprovante para aceitar o companheira/companheiro como dependente. “Legalmente tem-se como base a decisão confirmada pela 6ª turma do TRF da 4ª Região, no dia 27 de julho deste ano. Por unanimidade a sentença obriga ao INSS a considerar os companheiros homoafetivos, como dependentes preferenciais dos segurados de Regime Geral da Previdência Social. Esta sentença ratifica decisão original de primeira instância proferida em final de 2001. A decisão é válida para todo território nacional”, esclareceu Soares.

*Com informações do Ministério da Saúde

Cura da Aids está mais próxima, dizem cientistas Resposta

HIV, causador da Aids, já é o vírus mais conhecido pelos cientistas




São Paulo — O HIV é o vírus mais conhecido pela ciência, como resultado de grandes investimentos em pesquisa nas últimas décadas. Os inúmeros avanços conquistados modificaram muito, para melhor, a realidade dos portadores do vírus. Mas ainda há um longo caminho pela frente para que se possa controlar a epidemia de HIV-Aids.

A conclusão é de Esper Kallás, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) que organizou, na semana passada, em São Paulo, o 6º Curso Avançado de Patogênese do HIV, no qual foram discutidos temas como tratamento, desenvolvimento de vacinas e epidemiologia do vírus.

O curso, que trouxe ao Brasil 30 dos principais especialistas em HIV de todo o mundo, integrou as atividades do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Investigação em Imunologia (INCT-iii), cuja área de HIV-Aids é coordenada por Kallás.

O Programa INCT foi lançado em dezembro de 2008 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com recursos obtidos em parceria com as fundações de amparo à pesquisa estaduais. A Fapesp financia 50% dos valores destinados aos institutos sediados no Estado de São Paulo.

Três desafios

Segundo Kallás, as apresentações dos especialistas durante o curso mostraram que as descobertas relacionadas a vários aspectos do vírus e da Aids não cessaram nos últimos anos – e melhoraram efetivamente a vida dos pacientes –, mas ainda é preciso avançar.

“Os avanços que tivemos desde a identificação da síndrome da Aids até hoje foram imensos. Mas ainda temos três grandes desafios pela frente. O primeiro é desenvolver uma vacina protetora. O segundo, compreender o mecanismo de degeneração e combater o envelhecimento dos portadores. O terceiro é descobrir como curar o indivíduo. Quando cumprirmos esses três objetivos, poderemos controlar ou eliminar a epidemia”, disse ele.

De acordo com Esper Kallás, os investimentos na pesquisa sobre o HIV, que sempre foram consideráveis, precisam permanecer no mesmo patamar para que seja possível chegar a esses objetivos.

“O HIV é seguramente o vírus que mais conhecemos hoje em dia e para o qual nós mais tivemos investimentos em pesquisa. Mas é preciso dar continuidade a isso. É importante observar, no entanto, que os recursos investidos na pesquisa sobre Aids não ficam restritos a essa área, mas acabam se replicando para várias outras. Não podemos esquecer que esse tipo de investimento é feito principalmente a longo prazo, na formação de recursos humanos, na disseminação de conhecimento e na capacitação de grupos de pesquisa”, destacou.

A situação dos pacientes atualmente, em comparação com a do início da epidemia na década de 1980, é bastante diferente, segundo Kallás. Mas isso não significa que a doença possa ser encarada com indiferença.

“Naquela época, ser portador da doença tinha um significado ainda mais dramático. Hoje é diferente, mas a doença não pode ser ignorada. Ela ainda tem um impacto muito grande, em termos de saúde pública, de saúde individual e até mesmo no que diz respeito ao custo financeiro. A condição do doente melhorou muito em relação ao que era antes, mas ainda temos muito o que fazer”, afirmou.

Vacinas experimentais

Durante o curso, uma revisão do tema da patogênese do HIV foi apresentada aos estudantes, médicos e outros profissionais participantes. Mas o aspecto principal do curso consistiu em estreitar o contato com os dados recentes das pesquisas realizadas pelos cientistas que apresentaram conferências.

“Tivemos a oportunidade de ver o que está na fronteira do conhecimento da patogenia do HIV tanto em relação à transmissão, como à prevenção, à resposta imune, à virologia e ao tratamento da infecção”, disse Kallás.

Todas essas áreas apresentaram avanços recentes de grande importância. “Na questão da prevenção, por exemplo, tivemos aqui a apresentação dos dados mais recentes relacionados à profilaxia da pré-exposição ao vírus. Na parte de imunologia, tivemos a identificação de novas subpopulações celulares envolvidas na resposta imune”, afirmou.

Degeneração
Já na área de reconhecimento dos aspectos biodegenerativos da infecção pelo HIV, o curso proporcionou discussões sobre senescência celular e marcadores de ativação. Na parte de virologia, foi apresentada a identificação de novos alvos para a ação antirretroviral e mecanismos de defesa celular.

“Tivemos também a discussão de novos dados de diversidade genética do HIV e novos dados de distribuição e transmissão de HIV no Brasil e no mundo. No que se refere ao tratamento, discutimos as novidades de desenvolvimento de novas drogas e debatemos situações especiais como a infecção aguda, ou pessoas que não respondem com a elevação de linfócitos TCD4. O curso teve ainda extensas discussões sobre a questão da resistência”, disse Kallás.

Na área de vacinas, foram apresentados resultados recentes de diversos grupos com vacinas experimentais candidatas para combater a transmissão do HIV. Foram debatidos alguns dos principais gargalos para o avanço científico em imunologia.

“Um dos gargalos é que ainda não temos um marcador de proteção bem definido. Não conseguimos dizer com precisão, com base em um teste específico, se uma pessoa vai ficar protegida ou não. Em segundo lugar, o vírus é muito diverso, muda muito de pessoa para pessoa e até mesmo dentro de um mesmo indivíduo ele possui uma grande diversidade. Uma vacina tem dificuldade de identificar e reconhecer essas variações virais”, disse.

Outro gargalo, ainda segundo Kallás, é que não se sabe exatamente qual é a região do vírus e o tipo de resposta que consegue de fato gerar proteção. “Há várias tentativas, sabemos algumas dessas coisas, mas não sabemos ainda com certeza essa definição. Tivemos avanços que foram apresentados e que permitem entender alguns desses problemas, mas ainda temos um longo caminho pela frente”, disse. 

Fonte: Agência Fapesp

Prevenção ao HIV após relação sexual de risco anda em marcha lenta em São Paulo Resposta


Durante reunião ordinária do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo realizada na sexta-feira (16/05), os militantes avaliaram que faltam divulgação e profissionais capacitados para a chamada profilaxia pós exposição funcionar efetivamente nos municípios paulistas.

Em outubro de 2010 o Ministério da Saúde autorizou que soronegativos que passarem por uma relação sexual eventual com risco de contrair HIV têm direito a uma proflaxia com antirretrovirais para evitar  a infecção. A possibilidade de tratamento com remédios depende de alguns fatores, como o tipo de sexo (anal, vaginal ou oral), a certeza ou não do (a) parceiro (a) ter HIV e se os envolvidos pertencem a grupos considerados mais vulneráveis, como gays, profissionais do sexo e usuários de droga.

“O Programa Estadual de DST/Aids afirma que o serviço está disponível em todos os municípios de São Paulo, mas isso não acontece”, afirmou o presidente do Fórum, Rodrigo Pinheiro.
Levantamento
O Fórum de ONG/Aids está estimulando os ativistas a realizarem levantamentos sobre a disponibilidade da profilaxia pós exposição sexual em diferentes regiões de São Paulo. Na apuração feita por Jô Fonseca, representante da ONG Sonho Nosso, de Nova Guataporanga, apenas 2 de 10 municípios pesquisados no extremo oeste do Estado ofertam o serviço. “Na maioria dessas cidades os profissionais orientam a procurar uma Santa Casa. Eles estão desinformados”, disse.
Na opinião do presidente do projeto Bem-Me-Quer, José Roberto Pereira (Betinho), a falta de divulgação para os possíveis usuários também gera dificuldades. “Não há flyers e nenhuma outra divulgação voltada aos públicos que são o foco do serviço”, criticou.
Complexidade
O presidente do Grupo Pela Vidda/SP, Mário Scheffer, concorda com as críticas. Porém, Mário ressaltou que é preciso levar em consideração a complexidade do serviço. “São necessários profissionais de plantão com condições de avaliar a indicação da profilaxia”, declarou. “Também temos que reconhecer que o Programa Estadual (de DST/Aids de São Paulo) foi rápido na formalização da iniciativa.”
A necessidade de plantonistas citada pelo ativista ocorre porque quanto antes o usuário começar a tomar antirrretrovirais, mais eficaz será o método. O prazo máximo para iniciar a ingestão dos remédios é de 72 horas depois da relação sexual de risco.
Na tarde desta sexta-feira os ativistas afirmaram que vão levar essas demandas aos representantes do Programa Estadual de DST/Aids na reunião.
Na parte da tarde, Rodrigo expôs essa demanda ao coordenador adjunto do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo, Artur Kalishman, que se comprometeu a apresentar um levantamento sobre como está a situação no Estado.
“São Paulo é o Estado que saiu a frente na implementação desta política, mas ainda estamos capacitando nossos profissionais de saúde. O importante é entender que antes o paciente chegava nos serviços e a única alternativa que tínhamos para oferecer era o teste de HIV, agora podemos oferecer também medicação”.
Artur defendeu ainda que profilaxia pós exposição ajuda no diagnostico precoce. “A pessoa que buscar esse tratamento pode de repente descobrir que é portadora do HIV e iniciar o tratamento”, declarou.

*Informações: Agência de Notícias Aids



Alvos do HIV 1

Mas tem tratamento!” Não é incomum ouvir a frase ao falar a adolescentes sobre Aids no trabalho de prevenção. Graças aos avanços, às pesquisas e à descoberta dos medicamentos em 1992, convivemos com o HIV há três décadas. Mudanças de conceito e na transmissão de informação são pontos marcantes nesses 30 anos. Mas cabe ao educador questionar: o que não é dito a esses jovens?

Se a primeira década foi marcada por terrorismo e medo, já que se desconhecia o agente causador da doença, hoje presenciamos o aumento da qualidade da informação, constatada pelas pesquisas de conhecimento, atitudes e práticas realizadas pelo Programa Nacional de DST/Aids no Brasil. Graças aos avanços desde 1992, com a descoberta dos medicamentos antirretrovirais (que impedem a multiplicação do vírus no organismo), o acesso universal ao coquetel reposicionou a Aids como uma doença crônica com tratamento possível, rigoroso e delicado. Não se trata mais de uma sentença de morte. Ou seja, esta geração de adolescentes veio ao mundo quando o enfrentamento da epidemia tinha novas perspectivas e teve amplo acesso à informação, por meio de campanhas de mídia, articulações em saúde e educação.

Por outro lado, o Ministério da Saúde dá conta de que, em cinco anos, a prevalência do vírus HIV em meninos entre 17 e 20 anos subiu de 0,09% para 0,12% – o porcentual sobe quanto menor for a escolaridade. De 1980 até junho de 2010, 11,3% dos casos no País foram de jovens na faixa dos 13 aos 24 anos. Não só: a maior proporção de ocorrências está relacionada à expoxição sexual. Diante desse quadro, como os jovens lidam com o sexo seguro e com a Aids?

O que os jovens sabem

Em levantamento recente realizado pelo Centro de Estudos da Sexualidade Humana do Instituto Kaplan, 97% dos 1.149 adolescentes demonstraram ter informações sobre a Aids, o que não impediu que, na hora de tomar decisões diante de situações hipotéticas, 37% dessem respostas que indicassem uma conduta de vulnerabilidade (explica-se o conceito a seguir). Ademais, a Pesquisa de Comportamento, Atitudes e Práticas da População Brasileira (PCAP 2008) constatou que 97% dos brasileiros entre os 15 e os 24 anos sabem que o preservativo é o método mais efetivo no combate à transmissão do vírus, mas seu uso tende a cair quanto mais estável for o relacionamento sexual.

É notável que apenas a informação não é suficiente para que os jovens utilizem o preservativo. Também é preciso motivá-los a lançar mão desses conhecimentos e enfrentar situações de risco. É nesse aspecto que a influência do educador pode fazer a diferença. Na mesma sondagem do Instituto Kaplan, a escola foi destacada por 84% dos entrevistados como o principal espaço para a busca de conhecimento sobre DST/Aids, o que mostra que o professor tem papel essencial na educação sexual.

O que fazer diante de uma oportunidade dessas? Os programas de educação pregam aliar informação a valores, atitudes e condutas que fortaleçam a prevenção e diminuam a vulnerabilidade. Para ficar em um exemplo baseado em pesquisas: percebe-se que, diante da afirmação “Mas Aids- tem tratamento!”, nem sempre o professor- esclarece o que vem com o pacote “tratamento”, polemiza, discute como seria o momento posterior a ele ou ressalta o mais grave: que a ainda não há cura. Esse é um típico momento para retirar do próprio adolescente o fragmento de conhecimento que ele apresentar e construir em conjunto uma informação que dê subsídios, de maneira clara e direta, para o entendimento dos reais impactos de uma doença como a Aids ou da convivência com o HIV.

Vulnerabilidade juvenil

O conceito de vulnerabilidade identifica os fatores que influenciam a não prevenção nas relações sexuais. Questões como a dificuldade de negociar o uso do preservativo, a vergonha, o medo de falhar, o desconhecimento, a diminuição da autoestima, a ausência de cuidado consigo e o envolvimento emocional fazem parte do -repertório de fatores que podem agir na contramão do uso do preservativo.

Muito se discute a respeito da vulnerabilidade dos alunos de Ensino Médio em relação à gravidez na adolescência e à infecção pelo HIV. No Brasil, 20,42% dos partos são de adolescentes, de acordo com o Ministério da Saúde. Em relação ao contágio pelo vírus, segundo dados de 2009, a porcentagem de jovens do sexo masculino infectada salta de 2,4%, na faixa dos 14 a 19 anos, para 18,1%, entre os que têm de 20 a 24 anos. Entre as garotas, os números vão de 3,1% para 13,4%, na comparação entre as faixas etárias de 13 a 19 e de 20 a 24 anos.

Especialmente a vulnerabilidade das garotas à Aids preocupa e faz parte das ações de enfrentamento da epidemia no Brasil. No mais recente Boletim Nacional de DST/Aids, elas foram destacadas como o público que teve crescimento no número de casos em relação às demais populações, que tem apresentado decréscimo. Segundo o relatório, a inversão se deu a partir de 1998 e é esta a única faixa etária em que há mais ocorrências entre mulheres do que em homens: oito casos em meninos para cada dez em meninas. Em ambos os sexos, dos 13 aos 24 anos, a contaminação está atribuída à categoria de exposição sexual, sendo 74% no sexo masculino e 94% no sexo feminino. Órgãos como Unaids- e Unesco reconhecem que o adolescente se encontra em posição vulnerável e que é necessário a implantação nas escolas de programas de educação sexual que favoreçam o acesso integral a informações.

Educação sexual

Cerca de 30,5% dos alunos de 9o ano já tiveram relações sexuais segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do escolar (2009) e estima-se que, ao fim do Ensino Médio, de 70% a 80% exercite sua vida sexual. O repertório sexual dos adolescentes é amplo atualmente. Eles se permitem investigar e -descobrir formas de contato íntimo para lidar com interdições como a virgindade, e, assim, se relacionam de outras muitas maneiras que podem torná-los vulneráveis.

Um exemplo é o sexo oral e a crença de que não expõe a DST. O número de dúvidas sobre a prática cresceu nos últimos anos, assim como os casos de HPV e herpes, mas as aulas de orientação sexual a respeito das DST não acompanharam essa evolução, e continuam mostrando imagens horrorosas de estágios avançados de doenças. Na nova perspectiva de formação de competências para a vida não podemos segregar a educação sobre HIV/Aids, um aprendizado que envolve a participação juvenil, o pensamento crítico e a experiência.

Isso posto, é preciso buscar metodologias para inserir a educação sexual, de maneira lúdica e dirigida, atendendo às perspectivas do aluno e fornecendo ferramentas para que ele associe o uso do preservativo ao exercício do prazer. A escola deve estar preparada para uma abordagem integral da sexualidade. Apesar de citada inclusive em guias e diretrizes como os PCN, ainda é difícil expandir na prática a intervenção para além das exposições chatíssimas sobre órgãos reprodutores. Percebe-se, em oficinas que envolvem práticas sexuais, que o prazer e o reconhecimento da vulnerabilidade no cotidiano atraem maior interesse e têm mais impacto nos grupos do Ensino Médio.

Deve-se, então, trabalhar três pilares: conhecimento, atitudes e competências, auxiliando a tomada de decisão diante das condutas de prevenção. É uma tarefa que soa complicada, ainda mais se lembrarmos que, na história da sexualidade, já tivemos tantas associações com a reprodução e que as práticas sexuais sempre foram deixadas de lado, como se não se pudesse abordar a intimidade e as dificuldades que envolvem a vida sexual. Há alguns anos, com o reconhecimento dos 11 direitos sexuais e reprodutivos como direitos humanos – destacando o direito ao prazer – começamos a entender que a estratégia funciona bem como motivadora.

Os adolescentes estão expostos a muitas informações parciais, por vezes tendenciosas ou contestáveis, e o acesso a uma educação sexual clara e baseada nos direitos humanos é fundamental na luta contra o preconceito e para assegurar ao jovem seu papel de sujeito de escolha – esse é o lugar do educador. Trabalhar o cotidiano das práticas sexuais facilita o reconhecimento das situações de vulnerabilidade e promove troca de conhecimento, podendo ampliar o número de respostas de enfrentamento e novas condutas – como o uso do preservativo em todas as relações.

Muitos educadores têm dúvidas sobre dizer ou não ao jovem que o HIV/Aids encontra-se hoje na classe de doenças crônicas porque temem autorizar, assim, a disseminação do vírus e a ausência do cuidado. A omissão relega ao adolescente o antigo papel de “irresponsável”, no qual ele não teria recursos para decidir sozinho. Quanto mais saudável e responsável for o exercício da sexualidade, mais estaremos evoluindo em qualidade de vida da população e em cidadania. O fortalecimento do adolescente como sujeito de direito à saúde e à educação integral, entendendo que sexo e prazer são constitutivos positivos desse processo, auxilia a motivação para a prevenção.

Camila Guastaferro é psicóloga e educadora sexual, coordenadora de desenvolvimento institucional do Centro de Estudos da Sexualidade Humana – Instituto Kaplan.

Artigo publicado na revista “Carta Escola”

Saúde contempla 37 projetos de prevenção às DST, aids e hepatites virais Resposta

Na perspectiva do direito à saúde, a medida visa combater a vulnerabilidade da comunidade LGBT a essas doenças em decorrência do estigma e preconceito.

As ações de prevenção das DST, aids e hepatites virais realizadas durante as mobilizações do orgulho gay deste ano no Brasil vão contar com R$ 1,3 milhão. O recurso será repassado a 37 instituições selecionadas por meio de edital público para desenvolver atividades de promoção à saúde de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT). O resultado da seleção, divulgado esta semana, tem por objetivo também estimular a realização de teste e diagnósitco precoce para o HIV e hepatites virais. Cada proposta contemplada receberá até R$ 25 mil.

Das propostas aprovadas na chamada, 20 são de cidades do interior do país. As outras 17 saíram para instituições de capitais. Minas Gerais lidera o ranking dos estados com sete instituições aprovadas, seguida da Bahia, com quatro. São Paulo e Maranhão tiveram três ações selecionadas, cada.

Segundo a divisão por macrorregiões, o Nordeste está em primeiro lugar, com 15 projetos. O Sudeste está em segundo lugar, com 13 ações aprovadas. Norte, Sul e Centro-Oeste têm o mesmo quantitativo selecionados, três. Em números percentuais, as regiões Norte, Centro-Oeste e Sul detiveram, cada uma delas 8,11%, Sudeste (35,14%) e Nordeste (40,54%). Os projetos contemplados terão acompanhamento das Coordenações de DST, Aids e Hepatites Virais dos respectivos estados e municípios.

Na perspectiva do direito à saúde, a medida visa combater a vulnerabilidade da comunidade LGBT a essas doenças em decorrência do estigma e preconceito. “Desde o início do enfrentamento do HIV/aids, em nosso país, a carga de discriminação imposta especialmente a gays, travestis e transexuais tornou-se um grande desafio a ser superado para que medidas preventivas e de cuidados pudessem ser adotadas”, observa o diretor-adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Eduardo Barbosa.

Apoiar iniciativas de promoção à saúde, principalmente nesses grupos, entre os quais a epidemia ainda hoje apresenta grande concentração (de cada 100 mil pessoas, 19,4 têm aids; de cada 100 mil gays, 226,5 têm a doença) é mais um passo para o alcance dessas populações. Na política de enfrentamento das DST, aids e hepatites virais, as parcerias entre as organizações sociais e o governo são fundamentais para a ampliação do acesso e ações efetivas que gerem confiança e adesão da população às ações de prevenção, diagnóstico e tratamento desses agravos.

A garantia dos direitos humanos das pessoas vivendo com aids e dos grupos em situações mais vulneráveis ao HIV – principalmente profissionais do sexo, usuários de drogas, gays e HSH (homens que fazem sexo com homens), travestis e transexuais – sempre estiveram na pauta do governo e cada vez mais fazem parte do conjunto de ações implementados no Sistema Único de Saúde (SUS).

*Com informações do Correio do Estado.

Estudos apontam que remédios podem prevenir a infecção pelo HIV 1

Alguns remédios podem reduzir o risco de infecção do HIV para as pessoas cujo parceiro já está vivendo com o vírus. Isso de acordo com os resultados iniciais de uma nova pesquisa no Reino Unido, apesar de todos os detalhes ainda não terem sido publicados.


Cerca de 80.000 pessoas no Reino Unido estão vivendo com o HIV. Historicamente, os homens gays têm sido o grupo mais afetado, porém, mais de metade das novas infecções de HIV agora acontecem no sexo heterossexual.

O preservativo ajuda a deter a passagem do vírus HIV de pessoa para pessoa durante o sexo, mas apesar de preservativos funcionarem bem, eles não são 100 por cento eficazes. Os pesquisadores também têm olhando se medicamentos anti-retrovirais – os medicamentos usados ​​para tratar a infecção pelo HIV – podem impedir que alguém se contagie.

Um estudo de 2010 descobriu que as drogas anti-retrovirais reduzem o risco de infecção pelo HIV para homens gays em cerca de 44 por cento. Que compara com uma queda de 80 por cento no risco com preservativos.

Um novo estudo analisou 4.758 casais heterossexuais no Quênia e em Uganda, onde um dos parceiros já estava vivendo com HIV. Alguns dos parceiros não infectados receberam um comprimido diário contendo fármacos anti-retrovirais, para ver se isso os protegia contra a infecção.

Os novos estudos apontam que as pessoas que tomam medicamentos anti-retrovirais tiveram um menor risco de se infectar com HIV.

Os casais foram divididos em três grupos. Em um grupo, a pessoa HIV-negativo em cada casal foi tratada com o medicamento anti-retroviral tenofovir. No segundo grupo, a pessoa HIV-negativo foi tratada com uma combinação de tenofovir e um medicamento similar, chamado emtricitabina. As pessoas do terceiro grupo receberam comprimidos placebo, inativos.

Todos os casais no estudo receberam preservativos grátis, conselhos sobre sexo seguro, e testes e tratamento para infecções sexualmente transmissíveis.

Os resultados completos do estudo ainda não foram publicados, mas de acordo com um comunicado de imprensa, o tratamento reduz o risco de infecção por HIV em cerca de 60 ou 70 por cento.

Houveram 18 casos de infecção pelo HIV entre casais onde o parceiro HIV-negativo estava tomando um medicamento anti-retroviral (que funciona em cerca de 1,1 em cada 100 pessoas infectadas). Houveram também 13 novos casos de HIV no grupo sendo tratados com dois medicamentos (cerca de 0,8 em cada 100 pessoas). Surgiram 47 novos casos de HIV entre as pessoas que receberam comprimidos inativos, placebo (cerca de 3 em cada 100 pessoas). 


Os pesquisadores disseram que sérios efeitos colaterais não eram mais comuns com medicamentos anti-retrovirais do que com o placebo. No entanto, sabe-se que as drogas utilizadas no estudo podem causar efeitos colaterais, como problemas de estômago, lesões no fígado, colesterol alto, e a repartição dos ossos.

O estudo foi finalizado antes do tempo previsto. Não estava originalmente programado para que os resultados fossem liberados até final de 2012 ou início de 2013.

Em uma medida incomum, os resultados do estudo foram divulgados para a mídia, antes de ser apresentado em uma conferência científica ou publicados em um jornal. Isso significa que não se pode olhar em detalhe o estudo e ver se ele foi feito de uma maneira que faz com que seja confiável.

Jason Warriner, Diretor Clínico do Terrence Higgins Trust, disse que precisam ainda mais pesquisas e estudos mais amplos antes de sabermos ao certo se esses medicamentos anti-retrovirais são uma forma segura e eficaz de prevenir a infecção pelo HIV.

Cerca de sete mil pessoas são infectadas pelo HIV por dia no mundo, diz ONU Resposta


Cerca de 7.000 pessoas são infectadas pelo HIV por dia no mundo e quase 34 milhões de pessoas com o vírus não sabem que o têm, segundo um documento da Unaids (rograma Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS, lançado para marcar o aniversário de 30 anos da doença.

A agência disse que mais investimentos, menos desperdício e mais programas são necessários, com urgência, para consolidar os ganhos atingidos na guerra contra a Aids.

O documento destaca o progresso espetacular feito nos últimos 30 anos, desde que epidemiologistas dos EUA descreveram, em um estudo de 5 de junho de 1981, casos de cinco jovens homossexuais cujos sistemas imunológicos haviam sido destruídos.

No entanto, a Unaids disse que cerca de 34 milhões de pessoas viviam com HIV em 2010 e quase 30 milhões morreram de Aids nas últimas três décadas.

A taxa de novas infecções do vírus HIV caíram, mas a Unaids disse que número total de infecções permanece alto, com 7.000 novos casos por dia.

Apesar dos avanços e do aumento de investimentos nos países pobres, a agência confirma que ainda estamos longe do objetivo de “acesso universal” ao tratamento, como a ONU pretendia para 2010.

Para atingir essa meta, mais investimentos serão necessários, disse a agência.

Mesmo assim, a resposta mundial para AIDS tem alcançado resultados significativos desde que o primeiro caso foi registrado. A taxa de novos infectados teve queda de 25% na última década, segundo o relatório “Aids 30 anos depois: Nações na encruzilhada”, lançado em 03/06 pelo UNAIDS. O documento ainda aponta um recorde: 1,4 milhão de pessoas iniciaram tratamento em 2010 e pelo menos 420 mil crianças tomaram antirretroviral no ano passado – 50% a mais que em 2008.

*Com informações da “ONU” e da “Folha de S. Paulo”

Ignorância sobre a transmissão do HIV continua, aponta pesquisa britânica Resposta

Uma pesquisa britânica sugere que uma em cada cinco pessoas não sabem que o HIV pode ser transmitido através do sexo gay desprotegido.

A pesquisa com cerca de 2.000 pessoas, feita pelo National AIDS Trust, também descobriu que o mesmo número de entrevistados nãosabiam que relações heterossexuais sem proteção pode levar à transmissão do vírus. 
Pessoas da África e do Caribe foram os menos propensos a entender que o sexo gay desprotegido era uma maneira de transmissão, em 49% dos entrevistados, em comparação com 20% por cento de outras localidades
É o quarto ano que esse levantamento vem sendo publicado e os pesquisadores disseram erradamente, mais pessoas atualmente acreditam que o HIV pode ser transmitido através do beijo (9%) ou cuspindo (10%). Estes números dobraram desde 2007, quando a pesquisa apontou 4 e 5 por cento, respectivamente. 
Sessenta e sete por cento das pessoas disseram ter simpatia por portadores de HIV e 74 por cento acreditavam que eles deveriam ter o mesmo nível de apoio e respeito das pessoas com câncer. Onze por cento não tinha simpatia, e subiu para 30 por cento o número de infectados com o HIV através do sexo desprotegido. 
Deborah Jack, presidente executiva da National AIDS Trust, afirma que ¨é certamente positivo ver que a maioria do público têm atitudes favoráveis em relação às pessoas com HIV, mas ainda há enormes lacunas na consciência do que significa viver com o HIV no Reino Unido hoje¨. 
E continua:
– É extremamente importante que as incursões são feitas em termos de educar o público em geral para que possamos erradicar o preconceito que ainda existe em torno do HIV. Além de melhorar o conhecimento sobre o HIV, o trabalho intensivo também precisa entrar na luta contra os julgamentos, muitas vezes profundamente enraizados e nas crenças que as pessoas têm sobre o HIV e os infectados.

¨Glee¨ e ¨Project Runway¨ são indicados a prêmio gay Resposta

Série Glee

O filme vencedor do Globo de Ouro “The Kids Are All Right” e os programas de TV “Glee”, “Modern Family” e “Project Runway”, estão entre os indicados nesta quinta-feira (20/01) para a
edição anual do prêmios GLAAD que homenageia a representação de gays e lésbicas na mídia. 
A entrevista do cantor Ricky Martin para a TV, onde ele assume sua homossexualidade para com Oprah Winfrey, o filme musical “Burlesque”, e a reportagem de Anderson Cooper da CNN sobre suicídios de adolescentes gays, também estão entre os indicados, que cobrem as revistas e jornalismo digital, juntamente com cinema, televisão, música e teatro. 
Blogs independentes também estavam entre as nomeações pela a primeira vez em 22 anos de história de premiação da Aliança Gay e Lésbica Contra a Difamação (GLAAD). 
A Presidente do grupo, Jarrett Barrios, disse que os 147 nomeados “representam algumas das imagens e histórias na raiz da crescente aceitação da nossa comunidade e apoio para a nossa igualdade. Desafiamos a indústria para compartilhar mais histórias que refletem a diversidade de nossa comunidade e os desafios que as pessoas homossexuais e transexuais enfrentam. ” 
Os vencedores serão anunciados durante o jantar de gala e angariação de fundos em Nova York, no dia 19 de março, 16 de abril em Los Angeles e 14 de maio em São Francisco.
O filme “The Kids Are All Right”, que no Brasil recebe o nome ¨Minhas mães e meu pai¨, fala sobre um casal de lésbicas que criam duas crianças em busca de seu pai doador de esperma, ganhou um Globo de Ouro de melhor comédia e um prêmio de melhor atriz para Annette Bening no domingo (16/01).
A série comédia da ABC, “Modern Family”, apresenta um casal gay que cria uma filha adotiva, 
e o concurso de estilistas “Project Runway” no ano passado apresentou um concorrente que revelou no programa que ele era HIV-positivo. 
A cantora country Chely Wright, que assumiu ser lésbica em maio de 2010, estava entre os nomeados nas categorias de música, junto com a banda Scissor Sisters nos EUA, e os cantores mexicanos gays Christian Chávez e Fedro.

¨Lula é o vampiro dos gays¨, afirma antropólogo para O Globo Resposta

O antropólogo Luiz Mott, da Universidade Federal da Bahia, disse em um artigo para o jornal O Globo que o Ex Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, é o ¨Vampiro dos Gays¨, devido ao grande número de gays infectados pelo vírus HIV e assassinados por conta da homofobia no país. 


Lula foi recentemente foi chamado de ¨Papai Noel dos Gays¨ pelo presidente da Associação Brasileira dos Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros em premiação dos direitos humanos, mas para Mott, o governo Lula também não teve a responsabilidade de enfrentar a homofobia. Confira o artigo na íntegra:

Uma cruel liderança

Recentemente, o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros, ao receber no Palácio do Planalto o prêmio de direitos humanos, provocou riso nos governistas presentes ao intitular Lula “Papai Noel dos Gays”. Anos passados, ao receber idêntica premiação de FHC, abri uma faixa “Gays querem justiça!”, protestando contra a homofobia reinante em nosso país: matava-se então no Brasil um homossexual a cada três dias, uma média de 100 a 150 por ano. A gente era quase feliz e não sabia!
Ao tomar posse, Lula recebeu a incumbência de cumprir o Programa Nacional de Direitos Humanos II, onde, num total de 402 ações afirmativas, constavam 11 dirigidas à população LGBT. 

Lastimavelmente, Lula deixou de cumprir sua obrigação constitucional, pois, apesar de muita bravata, realizando uma conferência nacional, instituindo o Programa Brasil sem Homofobia, criando no último mês de governo o Conselho Nacional LGBT, como acertadamente declarou a senadora Marta Suplicy, “a situação piorou para os homossexuais no Brasil. Os crimes aumentaram e nenhuma lei foi aprovada no Congresso. Os países vizinhos avançaram mais. Apesar da festa, temos um cenário cada vez mais difícil!” Faltou vontade política de Lula para enfrentar a homofobia institucional. Cristina Kirchner foi muito mais ousada.

Triunfalismos a parte, em vez de Papai Noel dos Gays, desgraçadamente, Lula ficará na historia como “Vampiro dos Gays”. Nunca antes na história deste país tanto sangue gay foi derramado ou contaminado pelo HIV, devido à irresponsabilidade do atual governo. Em 2009 foram documentados 198 assassinatos de homossexuais brasileiros, crimes de ódio cometidos com requintes de crueldade. Até início de dezembro de 2010, 235 gays, travestis e lésbicas foram cruelmente trucidados, aproximadamente uma morte a cada dia e meio, o dobro de quando Lula começou a governar. O país da futura Copa ostenta cruel liderança: é o campeão mundial de assassinato de homossexuais! Aqui matam-se muitíssimo mais gays do que todas as execuções homofóbicas de Irã, Arábia, Sudão, Nigéria e demais sete países onde há pena de morte contra os amantes do mesmo sexo. Nos Estados Unidos, com cem milhões a mais de habitantes, matam-se em média 25 gays por ano; aqui, 250!

Todo esse sangue derramado poderia ter sido evitado se Lula tivesse cumprido ao menos duas ações afirmativas do PNDH-II, aprovado meses antes de sua posse:

* Nº 231. “Promover a coleta e a divulgação de informações estatísticas sobre a situação sociodemográfica dos LGBT, assim como pesquisas que tenham como objeto as situações de violência e discriminação praticadas em razão de orientação sexual.”

* Nº 232. “Implementar programas de prevenção e combate à violência contra os LGBT, incluindo campanhas de esclarecimento e divulgação de informações relativas à legislação que garantam seus direitos.”

A mortandade de gays vítimas da aids é outra face criminosa do vampirismo do “Papai Noel dos Gays”: enquanto são 0,8% os homens heterossexuais infectados pelo HIV, entre os gays 11% são soropositivos. As raras campanhas de prevenção destinadas ao principal “grupo de risco” da epidemia, além de tímidas, não causaram o efeito necessário. De quem é a culpa?

Lula deixa para sua sucessora essa cruel herança maldita para os homossexuais e transexuais: se ficar a aids pega, se correr a homofobia mata.

Seriado gay ¨Apenas Heróis¨ é sucesso na Internet Resposta

Está rolando na web um seriado voltado ao público LGBT idealizado pelo diretor geral e roteirista Daniel Sena. A série se chama ¨Apenas Heróis¨ e conta a história de diferentes personagens que lidam com a homossexualidade, abordando temas reais como HIV, homofobia, paixões não correspondidas e suicídio.

Só o fato de ser um projeto independente, sem patrocínios e com 23 atores desconhecidos da grande mídia, já é o suficiente para fazer da história a mais real possível. E com certeza todos irão se identificar em algum momento da série, que se passa em Salvador e traz um novo capítulo a cada 15 dias. Isso sem falar do lindo sotaque baiano, que se eu pudesse escolher, teria nascido na Bahia só para ter aquele jeito gostoso de falar. rs.

O blog onde os episódios são postados já recebeu quase 3 milhões de acessos, e o trabalho é realmente de qualidade. A impressão que eu tenho é que em algumas cenas não existe um texto a ser decorado. Os atores recebem uma direção e improvisam, e isso faz com que que tudo fique ainda mais real. A web série tem o apoio da Faculdade da Cidade de Salvador que disponibiliza os equipamentos de filmagem e a ilha de edição.

Destaque para os atores Cristiane Lacerda, que interpreta Lúcia, uma lésbica hiper espevitada, Rodrigo Márcio Silveira, que interpreta a travesti Kid Purpurina e Luiz Antônio Jr., que dá vida ao personagem Eduardo, que contrai o vírus HIV. O último episódio de 2010 será exibido no dia 21 de dezembro, mas o internauta tem acesso a todos os capítulos anteriores através do blog da série.

Clique aqui e confira!

EUA: Campanha contra AIDS coloca gays como principais transmissores Resposta

O Departamento de saúde da cidade de Nova York produziu um vídeo que promove o uso da camisinha para prevenir a transmissão do HIV e advertir sobre as consequências decorrentes do contágio da doença. O vídeo vem causando desconforto em diferentes setores, principalmente na comunidade LGBT, pois segundo eles, a peça publicitária demoniza os homossexuais e as pessoas que vivem com a doença.

O vídeo tem como filosofia a seguinte frase: ¨Quando você contrai o HIV, nunca é só HIV. Você corre um risco maior para dezenas de doenças mesmo que tome medicamentos, como osteoporose, demência e câncer de ânus¨.

O que revolta alguns grupos de direitos homossexuais, é que o vídeo mostra apenas casais gays como portadores de HIV, dando a entender que somente quem tiver uma relação homossexual está sujeito a contrair o vírus e também a forma como são tratadas as pessoas com HIV+. Um leitor do site Miami Herald dá a sua opinião:

– Os criadores desta campanha estão tentando alienar as pessoas que têm AIDS e esse tipo de prevenção não vai ajudar ninguém a lembrar de usar camisinha, mas talvez fazer com que as pessoas olhem para baixo e vejam os portadores de HIV como um caso perdido.

De fato o vídeo estigmatiza o homossexual. Fazer uma propaganda de prevenção à AIDS e colocar apenas casais homossexuais chega a ser um risco para a população. E também a forma como a peça publicitária foi criada, com uma música dramática ao fundo e colocando um terror psicológico em cima daqueles que já têm a doença. Campanhas devem ser feitas, mas sem estigmas e estereótipos.

É sempre importante advertir as pessoas em relação ao uso da camisinha nas relações sexuais, não só entre os gays, mas também entre os héteros. Mas também não podemos fechar os olhos para aqueles que já contraíram a doença e estigmatizá-los.

Assista o vídeo da campanha: