Mulher barrada em porta de boate de Piracicaba (SP) diz que sofreu homofobia Resposta

Estudante foi barrada ao tentar entrar em bar de Piracicaba (Foto: Fernanda Zanetti/G1)

Estudante foi barrada ao tentar entrar em bar de Piracicaba (Foto: Fernanda Zanetti/G1)

A estudante Ariane Regina Gonzales Lucas (25), afirma que foi proibida de entrar em um bar, na madrugada deste domingo (28), por ser lésbica e vestir bermuda. A casa noturna fica na Rua Bom Jesus, na área central de Piracicaba (SP), e normalmente permite a entrada de mulheres com shorts, segundo a jovem, que fez boletim de ocorrência sobre o caso.

Jovem foi barrada (Foto: Ariane Regina Gonzales Lucas/acervo pessoal)

Jovem foi barrada (Foto: Ariane Regina
Gonzales Lucas/acervo pessoal)

Ariane afirma que estava sozinha no momento em que foi barrada. “O argumento usado pelos porteiros foi o de que eu não poderia entrar de bermuda, o que é permitido para mulheres. Eu disse que sou mulher, mas mesmo assim eles negaram a minha entrada.” A jovem disse que pediu para falar com o gerente da casa noturna.

“Ele apareceu, olhou para a minha cara, não falou nada e simplesmente foi embora. E os porteiros continuaram não me deixando entrar. Eu saí de lá e procurei a polícia. Nos meus 25 anos de idade, foi a primeira vez que passei por uma situação homofóbica como esta”, disse Ariane.

A estudante contou ainda que, em outra ocasião, entrou na mesma casa noturna vestindo bermuda. Ela disse acreditar que, por estar com um grupo de amigos da primeira vez, os funcionários da portaria ficaram intimidados e não tentaram barrar sua entrada na época.

A reportagem do G1 tentou falar com responsáveis pelo bar, mas ninguém foi encontrado para comentar o assunto.

Teresina é a capital que mais mata por homofobia em todo o país Resposta

GGB

Proporcionalmente ao número de habitantes, Teresina (PI) é considerada a capital mais homofobia do país por conta do alto índice de lésbicas, gays e travestis. De acordo com dados de um relatório sobre violência homofóbica no Brasil, em 2012 foram registradas 68 denúncias contra homossexuais do Piauí. O número é menor do que 2011 quando foram registrados 107 denúncias uma redução de 36%.

O Piauí foi o único estado da federação que registrou o decréscimo de denúncias, a contradição, é a capital do estado. Um estudo anual do Grupo Gay da Bahia em 2012 revela que Teresina teve uma média de 15,6% de assassinatos homofobicos para uma população de pouco mais de 800 mil habitantes. Proporcionalmente ao número de habitantes, a capital do Piauí é considerada a mais homofobica do país.

“Percebemos que estamos num momento de retrocesso nessa questão do enfretamento a homofobia. Parece que quando damos um passo pra frente damos três pra trás. As pessoas ainda insistem em nos martirizar”, disse Maria dos Reis, presidente do grupo de travestis e transexuais.

Erika Mourão, delegada de direitos humanos diz que a maioria dos agressores são pessoas próximas das vítimas. “Vizinhos e muitas vezes familiares que são os autores dos crimes. Algumas pessoas tem até receio de se assumirem e as vezes deixam de vir a delegacia. É importante que venham até aqui, façam o registro de ocorrência”, explicou.

Veja o vídeo do assassinato de de mais uma travesti em Teresina: clique aqui.

Fonte: G1

Devemos estar atentos ao que de fato importa Resposta

ADRIANA-CALCANHOTO-LISBOA1

O que está em jogo não é se a cantora Joelma é brega ou não, mas o fato de ela ter comparado gays a dependentes químicos e falado em ex-gay. Dependência química é uma doença, ser gay não. Portanto, não se pode curar gays. Sobre bom gosto, fico com Adriana Calcanhotto:

Senhas 1992
Adriana Calcanhotto

Eu não gosto do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu agüento até rigores
Eu não tenho pena dos traídos
Eu hospedo infratores e banidos
Eu respeito conveniências
Eu não ligo pra conchavos
Eu suporto aparências
Eu não gosto de maus tratos

Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu agüento até os modernos
E seus segundos cadernos
Eu agüento até os caretas
E suas verdades perfeitas

O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu agüento até os estetas
Eu não julgo competência
Eu não ligo pra etiqueta
Eu aplaudo rebeldias
Eu respeito tiranias
E compreendo piedades
Eu não condeno mentiras
Eu não condeno vaidades

O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem
© Editora Minha Música

Podemos fechar os olhos e fingir que a Joelma não representa milhares de pessoas que gostam do trabalho dela, só porque nós não gostamos, ou rebater as suas declarações, para que os fãs dela reflitam e não sejam influenciados pelas declarações falsas e preconceituosas dadas ao Bruno Astuto, da Revista Época. Eu fico com a segunda opção.

Maduro, com marqueteiro do PT, faz campanha homofóbica na Venezuela 1

Marqueteiro do PT, João Santana, faz campanha homofóbica na Venezuela

Marqueteiro do PT, João Santana, faz campanha homofóbica na Venezuela

Nicolás Maduro, na Venezuela, para vencer uma eleição, “acusa” o adversário de Henrique Capriles de ser gay. João Santana, marqueteiro do PT, foi o homem que cuidou da campanha de Hugo Chávez. Já fez uma peça publicitária para ser usada por Nicolas Maduro — o tal vídeo em que se anuncia a ressurreição de Chávez, assegurando que “ele nascerá de novo”.

Pois bem. Esta semana, ao se inscrever como candidato à eleição presidencial, Maduro discursou para uma multidão. Referindo-se a Henrique Capriles, o candidato da oposição, disse: “Eu, sim, tenho mulher, escutaram? Eu gosto de mulheres”. Em seguida, beijou a “companheira esposa”, que estava no palanque, onde se encontravam também seus filhos e netos. Capriles 40 anos, é solteiro. Em 2012, Maduro já o havia chamado de “maricón” (bicha) e agora se refere a ele como “senhorito”.

Caprilles respondeu de modo civilizado: “Quero enviar uma palavra de rechaço às declarações homofóbicas de Maduro. Não é a primeira vez. Creio numa sociedade sem exclusão, na qual ninguém se sinta excluído por sua forma de pensar, seu credo, sua orientação sexual”.

Mesma questão, com o mesmo marqueteiro

Pois é… Já vimos coisa parecida no Brasil. Em 2008, João Santana era o marqueteiro de Marta Suplicy (PT) na disputa pela Prefeitura de São Paulo. E ele não teve constrangimento nenhum em levar ao ar a pergunta: “Kassab é casado? Tem filhos?”.

Se foi Santana ou não a instruir Maduro a tanger a corda da homofobia, isso não sabemos. Mas que há uma coincidência de abordagens, isso é inequívoco, não é mesmo?

Com informações de Veja

Grupo protesta contra trote machista e é agredido, inclusive com frases homofóbicas, na USP São Carlos 1

Grupo protesta contra trote machista e é agredido na USP São Carlos

Grupo protesta contra trote machista e é agredido na USP São Carlos

Militantes da Frente Feminista de São Carlos (SP) foram agredidas verbalmente durante protesto contra o trote Miss Bixete, praticado por veteranos da Universidade de São Paulo (USP). A universidade investiga o caso, ocorrido na terça-feira (26). O Miss Bixete é uma festa dentro do campus que faz parte da recepção de calouros e na qual as calouras desfilam para os veteranos (veja fotos e vídeo abaixo).

Protestos

Desde 2005, as ativistas da Frente, que também promovem a Marcha das Vadias na cidade, denunciam o caráter machista da festa, que ocorre no Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira (Caaso). No protesto, além de batucarem, carregavam cartazes com dizeres como “As mulheres têm cérebro e não apenas seios” – as calouras que desfilam têm que atender aos pedidos dos veteranos, como tirar a blusa.

Ao longo do protesto, veteranos passaram a agredir verbalmente as participantes. Um dos estudante tirou a roupa e exibia o pênis; outro, similou sexo com uma boneca inflável, além de comentários homofóbicos como chamar o grupo de ‘bando de gays e lésbicas’. Também havia veterano distribuindo uma paródia de “50 Tons de Cinza”, cujo título era “50 golpes de cinta”.

Caráter Machista

De acordo com reportagens publicadas na imprensa local, o grupo feminista não queria impedir o Miss Bixete, mas mostrar o caráter machista e constrangedor e deixar claro para as calouras que elas não precisariam desfilar – para as ativistas, muitas desfilam para evitar serem chamadas de chatas ou antissociais depois.

Apesar da confusão e de telefonemas de reclamação à Delegacia da Mulher, não houve um registro formal de queixa. Em nota, a USP informou que vai investigar a conduta dos veteranos.

Abaixo, nota do Caaso sobre o episódio e a festa, divulgada no Facebook.

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“São Carlos, 26 de fevereiro de 2013.

Nota: Posicionamento do CAASO em relação às atividades de terça-feira.

Há anos a tarde de terça-feira da semana de recepção é motivo de debate no campus em função das atividades que ali ocorrem. Enquanto alguns estudantes veem o Miss Bixete como espaço de integração e divertimento, outros têm críticas a essa atividade por identificarem que ela reproduz o machismo que precisa ser combatido na sociedade.

Por isso, é saudável que ocorram atividades alternativas que propiciem experiências diferenciadas e a abertura para o debate sobre o que queremos e o que não queremos na universidade. De qualquer modo, deve-se prezar para que em todos esses espaços a diversidade de opiniões possa se fazer presente de maneira respeitosa por todas as partes.

O CAASO, que sempre lutou contra as opressões na sociedade, deve continuar sendo um palco de discussões em busca de uma sociedade mais justa, livre e igualitária. Por isso reafirmamos nosso posicionamento em não participar do Miss Bixete pelo seu caráter machista.

Deve-se salientar que os estudantes têm liberdade para participar dos espaços que julgarem pertinente, porém a diretoria do CAASO constrói a atividade de integração “Tô à toa”, juntamente com outras secretarias acadêmicas.

Gestão Pelo CAASO – Mais Vale o que Será”

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Fonte: Caros Amigos

Ex-presidente polonês e prêmio Nobel da Paz é acusado de incitar o ódio contra os homossexuais 3

Lech Walesa

Lech Walesa

O sindicalista que marcou uma época destilou homofobia numa entrevista na televisão.

Não pode ser considerada novidade, mas não deixa de ser notícia. Lech Walesa, um nome conhecido pela luta em busca da democracia quando presidente da federação sindical “Solidariedade”, que na altura terá sido visto como um sinal de esperança para um país embrenhado numa ditadura comunista.

Os polacos viam Walesa como a possibilidade de a população poder viver livremente a sua identidade.

De presidente sindical a presidente da Polônia, com esta mudança muda também a sua postura e aspeto, alterando de um visual operário para um visual de fato e gravata.

Nos anos 70 foi o rosto da longa luta pelo derrube do comunismo, detido repetidamente para explicar as reuniões que organizava na defesa de um comércio livre, direitos trabalhistas e pela democracia.

A 1983 Walesa recebe o Nobel da Paz, ainda em luta é a sua esposa que vai com um dos seus filhos a Oslo receber o prêmio, pois havia o receio de que se Walesa sai-se do país lhe fosse recusada depois a reentrada.

Em 1990 passa de presidente do Solidariedade a presidente da Polônia, presidindo durante cinco anos um governo que não foi o brilho esperado pela população e que nas eleições seguintes lhe recusou a sua reeleição.

Agora em 2013, o mesmo Walesa, católico convicto e pai de oito filhos, diz que os deputados homossexuais não deviam estar presentes no parlamento.

Segundo ele sendo uma minoria não deviam ocupar lugares de destaque na política, não deviam sentar-se nas filas da frente mas sim nas últimas filas do parlamento ou mesmo nem se sentarem ou terem qualquer posição politica.

Walesa fez estas declarações numa entrevista televisiva na passada sexta-feira perante um repórter algo surpreendido.

Não teve de esperar muito por reações opondo-se à sua visão, protestos que vieram até de dentro da sua família. Um dos filhos de Walesa disse que as declarações do pai não só são só erradas como também prejudiciais.

Se Walesa já foi a visão da liberdade democrática e foi Nobel da Paz, este tipo de declarações não são novidade recordando o Portugal pós-revolução em que muitos defendiam que a revolução não era para prostiutas e homossexuais.

ABGLT protesta contra indicação do deputado Marco Feliciano para presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias 3

Deputado Marco Feliciano: homofóbico e racista

Deputado Marco Feliciano: homofóbico e racista

Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) emitiu nota de protesto contra a indicação do deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para o cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados. Feliciano ficou conhecido após mensagens no Twitter como “africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato” além de outros textos pelos quais é acusado – além de racismo – de homofobia.

O PSC deve indicar o escolhido apenas na próxima terça-feira, mas o nome de Feliciano, vice-líder da bancada do partido, circula nas redes sociais como um dos mais cotados para assumir o posto.

“O parlamentar indicado para presidir a mencionada CDHM tem feito reiterados pronunciamentos públicos que vão na contramão dos objetivos primordiais desta comissão. Em mais de uma ocasião, teceu comentários depreciativos à população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, mostrando-se totalmente refratário ao reconhecimento dos direitos destas pessoas, indo na exata contramão do entendimento do Supremo Tribunal Federal”, diz a associação, ao citar que a corte reconheceu publicamente a legitimidade da existência de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais e reconheceu o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

ABGLT afirma ainda que são preocupantes as mensagens “infelizes” do deputado no Twitter e suas pregações que afirmam que a aids é uma “doença gay” e que existe um ativismo homossexual promovido por “satanás”.

“Em suma, considerando estes precedentes, delineia-se claramente que a indicação de um quadro proveniente do segmento fundamentalista religioso significa RETROCESSO na luta do povo brasileiro por liberdade, igualdade e justiça social, pilares fundamentais para uma convivência pacífica e solidária. Por este motivo, conclamamos a todos os setores da sociedade comprometidos com a consolidação da democracia, seja em suas instituições, seja nas relações interpessoais, a se manifestarem contrariamente a esta indicação”.

Fonte: Jornal do Brasil

Em entrevista, Tuca Andrada chama homofóbicos de ignorantes 2

Para o ator Tuca Andrada, homofobia é ignorância

Para o ator Tuca Andrada, homofobia é ignorância

O ator Tuca Andrada, 48, falou sobre homofobia em entrevista ao portal Virgula.

Questionado sobre o que achou das declarações homofóbicas do pastor Silas Malafaia no programa De Frente com Gabi (SBT), e sobre o que ele pensa a respeito da homofobia, Tuca preferiu não citar o pastor e respondeu:

“A homofobia é um retrocesso e eu não entendo o porquê de se importar que duas pessoas do mesmo sexo se amem? Em que isso afeta um heterossexual? Por que se sentem tão agredidos? Pura ignorância.”

Polícia divulga retrato falado de suspeito de espancar estudante por homofobia na UnB 1

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A 2ª DP (Delegacia de Polícia), da Asa Norte, região central de Brasília, divulgou o retrato falado do suspeito de agredir uma estudante de agronomia da Universidade de Brasília (UnB) por homofobia. Na agressão, ocorrida no dia 18/02, o homem espancou a jovem e a chamou de “lésbica nojenta”.

Qualquer informação sobre o paradeiro do suspeito pode ser passada pelos telefones 197 ou (61) 3348-1900.

Sempre denuncie crimes homofóbicos: Disque 100.

A homofobia na região de Sorocaba (SP) e seu enfrentamento 1

Marcos Roberto Vieira Garcia*

Em que pesem algumas discordâncias em relação ao seu uso, o conceito de homofobia se popularizou no Brasil para designar o preconceito direcionado a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT). O enfrentamento deste preconceito, como o de todos os outros, é condição indispensável para a construção de uma sociedade na qual os direitos de todos possam ser reconhecidos.

Pesquisa coordenada por mim e pelas profas.Viviane Mendonça e Kelen Leite, todos docentes do Departamento de Ciências Humanas e Educação da UFSCar de Sorocaba, revelou que a situação da homofobia na região de Sorocaba é tão grave quanto em outros grandes municípios brasileiros. Realizada por meio de questionário padronizado aplicado em 350 pessoas durante a Parada do Orgulho LGBT de Sorocaba, seus resultados preliminares indicam que aproximadamente duas em cada três pessoas que se identificam como LGBT em Sorocaba já foram agredidas verbalmente devido a isso, que uma em cada seis já foi agredida fisicamente pelo mesmo motivo, e que uma em cada vinte sofreu agressão sexual devido a sua sexualidade. Tais resultados não diferem significativamente dos obtidos em pesquisas semelhantes realizadas em paradas de outros grandes municípios brasileiros, como é o caso de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.

Não obstante estes dados evidenciarem claramente a necessidade de enfrentamento da homofobia no contexto local, é comum que muitos segmentos da sociedade civil não reconheçam a necessidade deste enfrentamento. Os argumentos contrários à defesa dos direitos da população LGBT vão desde um posicionamento explícito, existente, por exemplo, em discursos de religiosos fundamentalistas, que consideram a homossexualidade por si só como algo a ser combatido, até posicionamentos mais brandos – e por isso menos fáceis de serem percebidos em relação ao preconceito neles implícitos – como é o caso da argumentação que prega a aceitação da homossexualidade em troca de sua invisibilidade social. Este último tipo de argumentação pode ser percebido por meio de um exemplo, que externa a opinião de parte da opinião pública da região de Sorocaba. A propósito da realização da Parada do Orgulho LGBT de Sorocaba, o editorial de um jornal diário local externou a opinião que “os homossexuais precisam entender que historicamente a sociedade foi feita somente para os heterossexuais e o momento é de aprendizado e aceitação”. Transformemos a mesma frase em relação a outras modalidades de preconceito como o machismo e o racismo e perceberemos como traduz claramente um posicionamento preconceituoso, na medida em que estabelece o lugar de poder como atributo do grupo que tem um status dominante e que caberia ao grupo com status inferior se conformar com esta situação: “as mulheres precisam entender que historicamente a sociedade foi feita somente para os homens e o momento é de aprendizado e aceitação”; ou “os negros precisam entender que historicamente a sociedade foi feita somente para os brancos e o momento é de aprendizado e aceitação.”

O enfrentamento da homofobia não pode prescindir do direito à visibilidade das diferentes formas de expressão da homossexualidade, sob o risco de um reconhecimento dos direitos “pela metade”. A expressão da homoafetividade, portanto, deveria ser tolerada sob os mesmos parâmetros de decoro que a heteroafetividade: andar de mãos dadas, beijo em público e outros tipos de contato corporal não poderiam ser direitos apenas de casais heterossexuais. Da mesma forma, a visibilidade na mídia é fundamental para que o preconceito direcionado às pessoas LGBT diminua, pois facilita a aceitação das diferenças em relação às múltiplas formas de se expressar afeto.

Por este motivo, cabe ao poder público assumir um papel ativo no combate à homofobia presente em diversas instituições, sob a forma de programas de prevenção a sua manifestação. Faz-se mister, por exemplo, a realização de ações neste campo na escola, ambiente onde um terço das pessoas LGBT da região de Sorocaba pesquisadas relataram terem sido discriminadas.

Finalmente, é importante ressaltar a necessidade de que os gestores e legisladores saiam da posição de acovardamento em que muitos atualmente se encontram em relação à defesa do enfrentamento da homofobia, por receio de que tenham suas eleição comprometida pela perda do voto de grupos religiosos fundamentalistas. A pesquisa realizada em Sorocaba mostra que tal receio é infundado, haja vista que os três políticos mais citados como apoiadores da causa LGBT são politicos em exercício de mandato atualmente – os deputados federais Iara Bernardi (PT-SP) e Jean Wyllys (Psol-RJ) e a senadora Marta Suplicy (PT-SP). Tal fato mostra o nítido reconhecimento por parte da maioria da população brasileira – e também local – de que a defesa dos direitos das pessoas LGBT é vista como uma necessidade de todos que se preocupam com uma sociedade verdadeiramente mais democrática e mais justa.

* Marcos Roberto Vieira Garcia é doutor em Psicologia Social (USP) e professor da UFSCar – Sorocaba.

* Artigo publicado no Jornal Cruzeiro do Sul

Filha de Raúl Castro quer aprofundar cruzada contra homofobia 1

 

Mariela Castro, filha do presidente cubano, Raúl Castro, conversa com jornalistas no final da reunião da nova Assembléia Nacional (Foto: AFP PHOTO/ADALBERTO ROQUE)

Mariela Castro, filha do presidente cubano, Raúl Castro, conversa com jornalistas no final da reunião da nova Assembléia Nacional (Foto: AFP PHOTO/ADALBERTO ROQUE)

A sexóloga cubana Mariela Castro, filha do presidente Raúl Castro, prometeu neste domingo (24/2), em sua estreia como deputada, trabalhar com mais empenho em sua cruzada pelos direitos de homossexuais e lésbicas na ilha, inclusive a legalização do casamento entre pessoas de mesmo sexo.

“Agora estou em um nível de decisão onde posso facilitar mais que aquilo pelo qual estamos lutando se materialize”, afirmou a sexóloga de 50 anos e diretora do Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex).

“Continuarei fazendo meu trabalho educativo de convencer outros deputados e deputadas, porque, à medida que ia falando (…) me dou conta de que há uma maior compreensão de que se faça justiça neste sentido”, destacou a deputada, que afirmou, em maio passado, que seu pai apoiava a legalização das uniões entre pessoas de mesmo sexo.

Informação: France Presse

Mariela Castro está certa em querer lutar contra a homofobia. Mas o seu tio, Fidel Castro, deveria pagar pelos crimes cometidos contra os LGBT.

Após homofobia e agressão, UnB anuncia criação de diretoria para questões de gênero e etnia 1

Após uma estudante da Universidade de Brasília (UnB) ser agredida na segunda-feira (18/2), vítima de homofobia, o Decanato de Assuntos Comunitários vai criar uma diretoria para tratar exclusivamente das questões de gênero e etnia.

A nova área vai definir políticas de respeito à diversidade e prevenção à violência em consequência cor e orientação sexual.

De acordo com a decana de Assuntos Comunitários, Denise Bomtempo, o principal objetivo é o combate ao preconceito. Segundo ela, a discussão para a criação da diretoria existe desde o final de 2012.

Segundo ela, a ideia é iniciar o mês de abril com a nova diretoria em funcionamento.

Denise Bomtempo explica que a área surge com o propósito de evitar e encaminhar casos como o da estudante do 5º semestre de Agronomia, agredida no estacionamento do Instituto Central de Ciências do campus Darcy Ribeiro, na última segunda-feira.

— Queremos dispor de infraestrutura e recursos humanos especializados para tratar especificamente destes casos. Há um número significativo deles que vem sendo relatados e registrados, mas não basta gerar sindicâncias, punir. É preciso prevenir.

Homofobia

A diretoria vai atuar ao lado de outras iniciativas já existentes, como o Grupo de Trabalho de Combate à Homofobia na UnB. Criado em 2012, o grupo tem 28 membros, entre alunos, professores e servidores. Propõe-se a se tornar um canal de demandas dos vários grupos e estabelecer ações conjuntas para se combater a violência à orientação sexual das pessoas.

No início do mês de janeiro de 2013, estudantes da UnB encontraram uma pichação com mensagens homofóbicas na porta do Centro Acadêmico (CA) de Direito da instituição. Membros da Gestão do CA foram se reunir no local no início do dia para discutir sobre um evento e encontraram mensagens pejorativas como “Não aos gays” e “Quem gosta de dar, gostar de apanhar” espalhadas pelas paredes e portas do espaço.

Informações: R7

Bielorrússia: Grupo LGBT não consegue legalizar-se 1

Embora um país recente e independente da Rússia, na Bielorrússia vive-se um clima de homofobia social e institucional similar.

Um grupo de defesa dos direitos das pessoas LGBT viu o seu pedido de legalização recusado pelo Ministério da Justiça. Os grupos de defesa dos direitos humanos e outros não podem operar no país sem estarem legalizados.

+ É melhor ser ditador do que ser gay¨, diz presidente da Bielorrússia

Enquanto que em Portugal qualquer grupo de amigos é livre de se reunir em acções de apoio social sem problemas de maior, na Bielorrússia tal não é permitido e por isso este novo grupo apresentou o seu pedido de legalização junto dos serviços, um pedido que viram recusado alegando que “a organização não tem em consideração o desenvolvimento dos jovens Bielorrussos, em nenhuma alínea dos seus estatutos”.

Os referidos estatutos indicam que as atividades principais do grupo serão dedicadas a defender os direitos de homossexuais, bissexuais e transexuais.

A Bielorrússia descriminalizou a homossexualidade em 1991 a quando da queda da União Soviética, mas isso por si só não serve para evitar que jovens LGBT recebam ameaças e ataques homofóbicos, ou permite que instituições interpretem os propósitos de cada associação.

Perante a resposta do Ministério da Justiça, o grupo decidiu recorrer da decisão para o Supremo.

Casal de mulheres sofre ataque homofóbico dentro de um trem em São Paulo 2

Casal sofreu agressão homofóbica

Casal sofreu agressão homofóbica

Na sexta-feira (15/2), entre as 06:25h às 06:30h da manhã, um casal de mulheres foi agredido dentro de um trem na cidade de São Paulo. O incidente ocorreu na linha 9 esmeralda da CPTM entre as estações Santo Amaro e Granja Julieta. Segundo as vítimas, que são casadas a mais de dois anos, elas estavam dentro do trem quando um rapaz, com uma mochila enorme nas costas, entrou no vagão empurrando uma delas e, ao ser perguntado se não poderia carregar a mochila pelas mãos, que inclusive é a recomendação nesse caso, o mesmo passou a agredi-la verbalmente com palavras de baixo calão e alto teor homofóbico, logo em seguida o agressor passou a agredir a vítima fisicamente socando várias vezes seu rosto. A vítima preferiu não revidar para não agravar ainda mais a situação.

Por mais absurdo que possa parecer, ao olhar para as pessoas que assistiam ao ocorrido, a vítima observou, incrédula, que as mesmas riam da situação.

Um boletim de ocorrência (BO) foi registrado e agora esperamos que alguma providência seja tomada, não é possível que esse tipo de coisa fique impune. Apesar de sabermos que, na grande maioria das vezes, é exatamente isso o que acontece. Mas, com nossa mobilização e força, esperamos que, pelo menos desta vez, algo seja feito. As vítimas, além do vídeo (disponível abaixo) entraram e contado com várias pessoas via redes sociais e até o momento já contamos com várias manifestações de solidariedade e presteza.

*Informações: Julio Marinho, do Nossos Tons

Petição de apoio a Silas Malafaia é derrubada no site AVAAZ 1

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Este fim de semana a Internet foi palco de uma verdadeira Guerra.

Uma petição criada por grupos homofóbicos com um enunciado desrespeitoso ao Deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) foi postada no site AVAAZ . Nesta petição on-line, eles pediam a saída de Jean Wyllys, que foi eleito democraticamente pelo eleitor fluminense, por não concordarem com a sua luta dentro da Casa do Povo em relação aos Direitos LGBT. Os internautas se revoltaram com esta iniciativa, e diversas ações dentro do Facebook foram tomadas pelos ativistas para a retirada desta petição do site. E obtiveram êxito, na tarde deste último domingo (17) a Petição criada contra Jean Wyllys foi retirada do site, as pessoas que quisessem entrar no endereço da petição eram  encaminhadas para a página inicial do Site.

Um evento foi criado pela Comissão Suprapartidária LGBT chamando os internautas, ou ‘facers’ como são conhecidos os participantes da Rede Social Facebook, para que entrassem na petição contra Jean e a denunciasse como inapropriada com a subcategoria Discurso de Ódio. Os ‘facers’ se mobilizaram e em tempo recorde chega a notícia da suspensão desta Petição no Site.

Mas um segundo round ainda estava por vir. Empolgados com a possibilidade de se fazer ouvir no site, o evento mudou de foco, e os internautas começaram  a denunciar também a Petição criada por Silas Malafaia contra a sua cassação no Conselho Federal de Psicologia. Esta petição foi criada em resposta a uma outra que pede a cassação deste “Pastor Psicólogo” no Conselho. Silas desejava obter 200.000 assinaturas, o dobro do que a petição que deseja sua cassação tem como meta. E novamente obtiveram êxito.

No fim da noite do domingo a Petição criada por Silas Malafaia foi derrubada do site, sendo também encaminhados àqueles que  desejariam assina-la para a página inicial do AVAAZ.

Com isto ficou claro que com a união de todos, sem estrelismos de um lado ou de outro é possível fazer grandes mudanças em nossa sociedade. A comunidade LGBT pode fazer muito, nós que somos militantes da causa LGBT podemos aprender demais com este fim de semana. Através da união, da resposta rápida e da agilidade é que conseguiremos nos transpor à frente dos problemas de nos circundam e nos atacam diariamente. Parabéns militantes! JUNTOS, SOMOS MAIS FORTES!

Mas esta guerra ainda não acabou e virão novos episódios no decorrer da semana. Mas vamos nos focar a assinatura de uma terceira petição: A petição pela cassação do CRP de Silas Malafaia, com a meta inicial de 100.000 assinaturas, ela pode ser acessada neste link :

http://www.avaaz.org/po/petition/Pela_cassacao_do_registro_de_psicologo_do_Sr_Silas_Lima_Malafaia/

“Tendo em vista que a Psicologia, enquanto ciência da saúde, deve preservar e compreender a identidade dos sujeitos e promover a cultura de paz e de respeito aos direitos humanos, nós acreditamos que o Sr. Silas Lima Malafaia (CRP/RJ 24.678), por ter apresentado repetidamente comportamentos homofóbicos e que patologizam a homossexualidade, desrespeitando o método científico e a ética profissional, deve ser submetido a inquérito administrativo que impeça sua atuação como psicólogo. Desta forma, solicitamos à senhora Presidente do CRP/RJ a abertura de inquérito que investigue os comportamentos descritos acima e que verifiquem sua incompatibilidade com a resolução CFP 001/99, que resultaria na cassação do registro profissional do Sr. Silas.”

Vamos assinar?

Texto: Davi Godoy, do http://atos420.blogspot.com.br

Pastor evangélico homofóbico perde eleição à Presidência do Equador. Rafael Correa é reeleito 1

Rafael Correa (Foto: Miguel Ángel Romero/Presidência)

Rafael Correa (Foto: Miguel Ángel Romero/Presidência)

A eleição equatoriana para a Presidência, que foi marcadas pela homofobia do pastor evangélico Nelson Zavala, chegou ao fim com a reeleição do presidente Rafael Correa, confirmando as pesquisas de intenção de voto e boca de urna, que davam a vitória a Correa com mais de metade dos votos válidos.

Segundo resultados parciais, Correa recebeu 57% dos votos, o que lhe garantiu a vitória já no primeiro turno. Reeleito, o presidente, que está no poder desde 2007, ficará no poder pelos próximos quatro anos.

Um dos derrotados, o homofóbico pastor Zavala, do PRE, manteve até o final de seus atos de campanha sua postura em relação a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, que segundo ele sofrem de “desorientação sexual”. “Estas pessoas precisam de um governo que as ajude a ser um homem ou uma mulher de verdade”, afirmou.

Para você ver, baixaria não é exclusividade de eleições brasileiras.

Vereador paraibano participa de bloco de carnaval vestido de mulher, em protesto contra a homofobia 2

O vereador Jucinério Felix travestiu-se e protestou contra a homofobia.

O vereador Jucinério Felix travestiu-se e protestou contra a homofobia.

Carnaval é época de folia, extravasar, se divertir, mas a violência e a discriminação não param, por isso, nunca é demais protestar, e foi isso que o vereador Jucinério Felix (PTB-PB), da cidade de Cajazeiras fez.

Jucinério travestiu-se e desfilou no Bloco das Virgens, exigindo atitudes enérgicas da Justiça contra a discriminação contra lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais.

O vereador, que é gay, foi um dos cinco candidatos LGBT assumidos eleitos dentre 156 de todo o país na eleição de 2012.

DC Comics é criticada por escalar escritor homofóbico para HQ de Super Homem 1

Superman

 

A DC Comics, editora responsável pelas histórias de quadrinhos de personagens como Batman, Mulher Maravilha, Flash, Lanterna Verde e a Liga da Justiça, passou a receber fortes críticas desde a última semana quando anunciou a contratação, a partir de abril, do roteirista norte-americano Orson Scott Card para a revista digital “Adventures of Superman” (As Aventuras do Super Homem), um dos títulos mensais de seu principal personagem.

A controvérsia gira em torno do fato de Card ser assumidamente um severo crítico dos gays, chegando ao ponto de declarar em certa ocasião que o casamento entre pessoas do mesmo sexo resultaria “no fim da democracia dos Estados Unidos”. Em 2009, ele tornou-se um dos dirigentes da ONG Organização Nacional pelo Casamento, que faz campanha aberta contra o direito ao matrimônio para gays e lésbicas.

O anúncio da contratação de Card gerou uma série de protestos na comunidade LGBT, que pedem que a editora reveja sua decisão. “O Super Homem luta pela verdade, justiça e o modo de vida americano. Orson Scott Card não luta por qualquer noção de verdade, justiça ou modo de vida americano que eu possa apoiar”, diz Jono Jarrett, membro da Geeks Out, um site de fãs gays da cultura pop. “É decepcionante e francamente uma escolha estranha”.

Profissionalmente, Card, que morou dois anos no Brasil quando era missionário mórmon, se notabilizou pelo romance de ficção científica “O Jogo do Exterminador” (Ender’s Game, no original) (1977) e que deverá chegar às telas de cinema nos em novembro.

Jarrett desconfia que a DC quer se aproveitar da publicidade em torno do filme para aumentar as vendas graças à grife do roteirista. “Sinto que eles esperavam que ninguém se desse conta [da militância anti-gay de Card]. Estamos num país livre e o que fazemos por aqui é importante. Esse homem quer suprimir meus direitos civis e eu não darei meu dinheiro para ele”, afirma.

O ator Michael Hartney enviou uma carta para a DC e republicada em seu Tumblr se descrevendo como “o maior fã que o Super-Homem terá”, mas protestando furiosamente contra a decisão: “Não quero e não irei apoiar a contratação de Orson Scott Card em Aventuras do Super Homem. Há uma diferença entre ter princípios políticos conservadores e ser uma força ativa pelo ódio e a intolerância”, escreveu.

Hartney, que tem símbolo elipsado do super-herói tatuado em seu braço, também iniciou uma campanha colhendo assinaturas pela internet pedindo que a DC rompa o contrato com o escritor. Até o momento da edição desse artigo, ele já contava com 4.964 assinaturas.

“Se ele fosse um negacionista do Holocausto ou um supremacista branco, ninguém teria dúvidas: contratar esse escritor seria uma vergonha para a sua empresa. Bem, Card é uma vergonha para a DC. É a mesma coisa. A comunidade LGBT não vai deixar isso passar em branco. Nossos direitos civis não estão mais em fase de debate ou discussão”.

“De todos os personagens vocês tinham que escolher para ele justamente o Super-Homem? O personagem que me ensinou a seguir o exemplo? A fazer a coisa certa, mesmo quando é a mais difícil? A persistir, mesmo quando tudo parece perdido? Que insulto. As crianças estão se matando graças a um clima de intolerância e homofobia publicamente fomentada por pessoas como Orson Scott Card. Vocês não precisam contribuir para isso, não devem e não podem”, disse Hartney, chegando a sugerir que a DC o contratasse de graça para escrever as histórias. “Já tenho 30 anos de pesquisa de Super Homem e o conheço muito bem. Seria bom se vocês o conhecessem também”.

Dale Lazarov, um roteirista de quadrinhos homossexual, acredita ser contraprodutivo atacar a contratação de Card. “Sei que Card é um homofóbico furioso desde os anos 1990. Eu me recuso a ler ou comprar seus trabalhos. Mas negar emprego a ele por ser homofóbico é ir longe demais. Militar pela discriminação no trabalho, por qualquer razão, é contraprodutivo para quem quer acabar com a discriminação em seu próprio benefício”.

Em agosto de 2012, quando o Estado da Carolina do Norte aprovou uma lei determinando que o casamento é a união entre pessoas de sexos diferentes, Card escreveu um artigo dizendo que a legalização do casamento homossexual  “não era para dar aos gays o direito de formar casais”. “O objetivo é dar à esquerda o poder de forçar valores anti-religiosos às nossas crianças. Assim que legalizarem o casamento para pessoas do mesmo sexo, eles o utilizarão como ferramenta para tornar ilegal o ensinamento de valores tradicionais nas escolas”.

A DC Comics, que transformou versões atualizadas de dois de seus personagens mais antigos (a Mulher-Morcego em 2006 e o Lanterna Verde original em 2012) em homossexuais, não se manifestou sobre a polêmica.

Fonte: Opera Mundi

Travesti baleada no Rio Grande do Norte pode ter sido vítima de homofobia, diz polícia 1

José Maria da Silva, baleado na perna, foi socorrido ao hospital (Foto: Marcelino Neto)

José Maria da Silva, baleado na perna, foi socorrido ao hospital (Foto: Marcelino Neto)

Uma travesti de 25 anos, natural da cidade de Fortaleza, no Ceará, foi vítima de um atentado com arma de fogo na noite desta segunda-feira (11) no município de Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte. Baleada na perna por suspeitos que estavam em um Gol de cor preta, José Maria da Silva (não consegui achar o nome social dela) foi socorrido ao hospital e não corre risco de morte. O crime foi registrado pelo Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp), órgão que auxilia as ações da Polícia Militar no estado.

A polícia acredita que José Maria pode ter sido vítima de homofobia. Segundo relatório, o travesti foi alvejado quando fazia ponto na Av. do Contorno, BR 304, nas proximidades da entrada do Hotel Vitória. De acordo com a própria vítima, o veículo parou de repente e um indivíduo, que estava no interior do carro, puxou a arma e efetuou um disparo. A bala atingiu a perna esquerda de José Maria, que disse não ter tido condições de reconhecer o suspeito.

Agentes da Ronda Ostensiva da Guarda Municipal de Mossoró prestaram os primeiros atendimentos à vítima e acionaram o Samu. José Maria foi socorrido ao Hospital Regional Tarcísio Maia e passa bem. A PM ainda realizou diligências nas imediações do hotel, mas não localizou os suspeitos.

Um dos mais fortes candidatos a papa defende pena de morte para gay 5

Peter Turkson

Peter Turkson

Desde a última segunda-feira (11/2) em que Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI) renunciou ao posto de papa, em pouco tempo já surgiram alguns nomes que podem sucedê-lo.

Peter Turkson, Cardeal de Gana, é um dos mais fortes candidatos e se for escolhido, se tornará o primeiro papa negro e africano da história.

Mas esse possível sucessor com grandes chances de conquistar o papado já possui um histórico lamentável. De acordo com informações do site Queerty, Turkson seria homofóbico e defenderia a pena de morte para gays em Uganda, um projeto de lei que tramita no Poder Legislativo do país.

Já em entrevista para o site The Telegraph, ele diz que é preciso ‘encontrar maneiras de lidar com os desafios da sociedade e da cultura’, acrescentando que a Igreja precisava “evangelizar”, ou converter, os que tinham abraçado “estilos de vida alternativos, tendências ou questões de gênero”. “Nós não podemos falhar em nossa missão de fornecer orientação”, disse.

Ainda segundo o site Queerty, outra atitude inexplicável de Peter Turkson, foi criticar o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, quando o mesmo pediu que o continente africano acabasse com a criminalização da homossexualidade.

“Quando você está falando sobre o que é chamado de “estilo de vida alternativo”, são estes os direitos humanos? Ele (Ban Ki-moon) precisa reconhecer que há uma sutil distinção entre moralidade e direitos humanos, e é isso que precisa ser esclarecido”, afirmou, insinuando que defender os LGBT não é uma questão de direitos humanos.

Vale Lembrar que Gana é um país da Africa Ocidental que ainda condena a homossexualidade.

Em um comunicado oficial, Bento XVI, que tem 85 anos, afirmou que vai deixar a liderança da Igreja Católica Apostólica Romana devido à idade avançada, por “não ter mais forças” para exercer as obrigações do cargo.

A Santa Sé anunciou que o papado, exercido pelo teólogo alemão desde 2005, vai ficar vago até que o sucessor seja escolhido. Segundo o porta-voz Federico Lombardi, o que se espera que ocorra “o mais rápido possível” e até a Páscoa.