Porto-riquenho é primeiro pugilista a declarar que é homossexual Resposta


O porto-riquenho Orlando Cruz se tornou o primeiro boxista profissional a declarar publicamente sua homossexualidade. O esportista é o quarto na classificação da WBO (World Boxing Organization) dos melhores pesos-pena do mundo.
“Eu lutei durante mais de 24 anos e quero estar bem com minha consciência”, declarou o pugilista de 31 anos, que conta com 18 vitórias desde que se profissionalizou após as Olimpíadas de Sydney em 2000.
“Eu quero tentar ser o melhor modelo possível para as crianças interessadas no boxe. Eu serei sempre orgulhoso de ser porto-riquenho. Eu sou e serei sempre orgulhoso de ser homossexual”, acrescentou Cruz.
Em um meio machista, o anúncio do porto-riquenho é inédito, ainda que uma tragédia ligada à homossexualidade tenha marcado a história do esporte há 50 anos. Em março de 1962, Emile Griffith, das Ilhas Virgens americanas, irritado por um insulto homofóbico, matou seu adversário Benny Paret.
Durante uma entrevista ao New York Times em 2005, Griffith declarou que sempre se questionou sobra sua sexualidade e que teve relações com homens e mulheres.

O próximo combate de Orlando Cruz está programado para 19 de outubro na Flórida.

Reportagem: RFI

O poder gay e as celebridades Resposta


Nos últimos 30 anos os homossexuais aumentaram o seu “poderio de fogo” junto à mídia e elite americanas. Qualquer atitude considerada politicamente incorreta recebe pronta resposta de organizações e grupos que defendem direitos individuais.

Frequentemente os formadores de opinião dos veículos de comunicação recebem material de convencimento e visitas de “convencimento”.

E quanto às agressivas ações tidas como homofóbicas, mais rápida é a contra-resposta. Uma das ofensas mais bizarras contra os gays foi proferida pelo ator Mel Gibson numa entrevista para uma revista dos Estados Unidos: “O ânus foi feito somente para defecar, as pessoas que fazem mau uso dele o estão transformando numa área de lazer”, disse o ator.

Até o irmão homossexual de Gibson foi obrigado a vir a público defender o irmão: “Ele é heterossexual e estava ilustrando o fato. Do mesmo jeito que um homossexual não gostaria de ter relações sexuais com uma mulher. Ele nunca quis perturbar ninguém. Nunca ouvi nada de homofóbico sair da boca dele. (Se assumir) foi uma das coisas mais terríveis que já fiz. Eu tinha 22 anos. Quando contei para o meu pai ele chorou e se culpou, ele sentia que tinha feito algo errado. Aquilo partiu meu coração e eu disse que não era culpa minha. Eu acho que todos suspeitavam. Eu estava em um jantar de família no restaurante Ariaquando falei para Mel Gibson. Ele apenas disse, ‘Não é minha escolha, mas eu te amo e você é meu irmão”.

Esta semana foi a vez de Paris Hilton sentir o peso das suas opiniões. Ela disse que “homens gays são as pessoas mais excitantes do mundo… Eles são nojentos. Cara, a maioria deles provavelmente tem Aids”, teria dito a modelo e socialite. Hoje ela pediu desculpas.

Mexer com os homossexuais, principalmente com expressões grotescas, é nitroglicerina pura.

*Artigo de Sidney Rezende

Malásia realiza seminários sobre como identificar crianças gays Resposta

Estudantes malaias

O governo da Malásia começou a realizar seminários voltados para ajudar professores e pais a identificar “sinais de homossexualidade” em crianças, reforçando um aumento no fundamentalismo religioso no país de maioria muçulmana.

Até agora, a Fundação de Professores da Malásia organizou 10 seminários por todo o país. Um evento na quarta-feira contou com 1.500 pessoas, disse à Reuters um porta-voz da organização.

“É um (evento) multireligioso e multicultural, afinal de contas, todas as religiões basicamente são contra este tipo de comportamento”, disse uma autoridade.

O governo disse em março que estava trabalhando para conter o “problema” da homossexualidade, especialmente entre os muçulmanos que compõem mais de 60 % da população de 29 milhões na Malásia.

De acordo com um folheto distribuído em um seminário recente, sinais de homossexualidade em meninos “podem incluir a preferência por roupas apertadas e de cores claras e bolsas grandes”, noticiou a mídia local.

Para meninas, os detalhes são menos claros. Meninas com tendências lésbicas “não têm afeição por homens e gostam de andar e dormir na companhia de mulheres”, disseram as reportagens.

A Malásia reprova o sexo oral e gay, descrevendo-os como sendo “contra a ordem da natureza”. Sob a legislação civil, os transgressores –mulher ou homem– podem ser presos por até 20 anos, espancados ou serem penalizados financeiramente.

A intolerância oficial aos gays tem crescido. No ano passado, apesar das críticas generalizadas, o Estado da costa leste de Terengganu criou um campo para meninos “afeminados” para mostrar e eles como se tornar homem.

O seminário mais recente para professores e pais foi ministrado pelo vice-ministro da Educação, Puad Zarkashi, confirmou o seu gabinete.

“Os jovens são facilmente influenciados por sites e blogs relacionados a grupos LGBT”, disse o vice-ministro, segundo a agência de notícias Bernama, usando o acrônimo para lésbicas, gays, bissexuais e transexuais.

“Isto também pode espalhar-se entre os amigos. Estamos preocupados que isso aconteça durante os anos escolares.”

*Com informações da Siva Sithraputhran, da Reuters

Madonna será processada por deputado homofóbico e é criticada por gays na Rússia Resposta

Madonna durante show na Rússia

O deputado da assembleia legislativa de São Petersburgo, na Rússia, Vitali Milonov, acusou a cantora norte-americana Madonna de violar uma lei local, de autoria dele, que proíbe a “propaganda da homossexualidade e da pedofilia para públicos menores de idade”. Isso mesmo, a lei homofóbica acaba por associar homossexualidade a um crime, a pedofilia, como fez a deputada estadual Myrian Rios (na época PDT e hoje PSD – RJ) no ano passado, lembram?

O show foi assistido por vários observadores do governo da cidade, que filmaram um vídeo, registrando a presença no concerto dos “adolescentes de 12, 13 anos”, segundo o deputado Milonov, autor da lei homofóbica. Os organizadores do concerto em sua defesa destacam que todos os bilhetes tinham advertência por escrito, em que os jovens menores de 18 anos não são incentivados a assistir ao concerto de Madonna, e se havia criançada na sala, então foi acompanhada  por adultos.

A estrela ‘pop’ realizou na quinta-feira um concerto na cidade de São Petersburgo, durante o qual proferiu frases de apoio à comunidade LGBT russa.
 

Vitali Milonov
“É preciso punir Madonna ou os organizadores (do show)”, disse à agência Interfax deputado Milanov e prometeu iniciar o processo contra a cantora. “Madonna não respeita os países que visita. Na França é processada pela líder da ‘Frente Nacional’ Marine Le Pen, depois de ter demonstrado um vídeo estampada com uma suástica na testa dela. Na Ucrânia a cantora confundiu a bandeira ucraniana com a russa. E quando começaram a mostrar-lhe a bandeira azul-amarela (ucraniana), perguntou: ‘Será que vocês têm duas bandeiras?’”, afirmou Milonov, em declarações à agência Interfax.
 

Alguns polacos acharam o concerto de Madonna em primeiro de agosto, quando o país lembrava o aniversário do início da Revolta de Varsóvia contra a ocupação nazista, como um insulto. Parte da imprensa acusou a cantora de blasfêmia e provocação.

Durante a atuação em São Peterburgo, a cidade natal do atual presidente russo, Vladimir Putin, a cantora fez uma inflamada defesa dos direitos dos gays russos, cujas associações estão proibidas de celebrar marchas de orgulho gay.
 
“Queremos lutar pelo direito de sermos livres. Tenho viajado muito pelo mundo e vejo que as pessoas estão cada vez mais intolerantes, mas podemos mudar isso. Temos força para isso”, disse Madonna.
 


A cantora, que na terça-feira  (7) durante um concerto em Moscou já tinha suscitado polêmica ao pedir abertamente a libertação do grupo ‘punk’ feminino russo Pussy Riot, julgado por cantar contra Putin numa catedral ortodoxa, assegurou que o “amor” é a única coisa que pode mudar o mundo.

Durante o concerto de São Petersburgo foram distribuídas pulseiras cor-de-rosa, um símbolo do apoio aos LGBT.
 
“As pulseiras fazem parte do espetáculo. Estejam preparados para levantar as mãos em sinal de apoio”, afirmou a cantora na sua página na Internet horas antes do concerto.


Esta semana, várias organizações russas, algumas ligadas à religião ortodoxa, contestaram a realização dos concertos da diva POP e convocaram algumas ações de protesto.
 
Alguns ativistas LGBTs russos também apontaram o dedo à artista e criticaram a sua postura.
 
“Não é suficiente dizer algumas palavras a favor dos homossexuais entre duas canções durante um concerto. Se uma pessoa se assume como defensora dos direitos humanos, ela deve fazer algo mais sério”, afirmou, na quinta-feira (9), um líder local da organização Gay Russia Iouri Gavrikov.
 
O mesmo representante acusou Madonna de “hipocrisia”, uma vez que a cantora optou por atuar na Rússia e em especial em São Petersburgo, cidade que adotou em fevereiro passado uma lei “homofóbica”.
 

Mas gente, o que esses ativistas querem? Que Madonna não faça show em um lugar, só porque ele aprovou uma lei homofóbica? Se ela tivesse feito o show calada, sem se manifestar a favor dos direitos dos gays, tudo bem, essas bichas teriam razão, mas não foi o que aconteceu! Uó esses povo, hein!


Na Rússia, a homossexualidade foi considerada crime até 1993 e uma doença mental até 1999.


John Travolta é processado por homem que alega encontros gays Resposta

John Travolta
Um homem de Los Angeles que escreveu um livro sobre seu suposto relacionamento homoafetivo com John Travolta entrou com um processo por difamação contra o ator e seu advogado. Robert Randolph alegou que Travolta e seu advogado Martin Singer espalharam declarações falsas sobre sua saúde mental em 2010, em uma tentativa de dissuadir o público de comprar o livro.

O advogado de Randolph está buscando danos não especificados na ação legal registrada na Corte Superior de Los Angeles.
Singer chamou o processo de Randolph de “absurdo”, dizendo que era baseado em uma carta privada ao editor de um blog de fofocas e era “completamente privilegiado pela lei”. “Nós pretendemos processar os advogados por acusação maliciosa após a corte ter prontamente dispensado este processo sem fundamento”, disse o representante legal de Travolta em um comunicado.
O livro de Randolph, “You’ll Never Spa in This Town Again”, foi finalmente publicado em fevereiro de 2012, três meses antes de dois massagistas não identificados entrarem com processos por assédio sexual contra Travolta, a estrela de “Grease” e “Embalos de Um Sábado à Noite”.
O porta-voz do ator chamou as acusações de “completas ficções” e ambos os acusadores abandonaram rapidamente as ações legais em maio, após dúvidas serem lançadas sobre os detalhes dos supostos encontros. Travolta é casado com a atriz Kelly Preston desde 1991.

*Com informações da Reuters

‘Não somos mais explorados’, diz preso gay sobre ala especial em MT Resposta


A discriminação e a exploração sexual foram alguns motivos que levaram um reeducando homossexual, de 38 anos de idade, a deixar a ala masculina do Centro de Ressocialização de Cuiabá e passar a integrar a ala exclusiva para gays e travestis. “A falta de respeito é muito grande e vi que mudando de ala poderia assumir a minha verdadeira identidade. Aqui, não somos mais explorados”, declarou em entrevista ao G1. O espaço no presídio está em funcionamento há quase um ano e abriga atualmente 15 detentos. A ala dos homossexuais permite a separação dos que assumem esta orientação sexual ou quem tem identidade de gênero feminina dos demais presos.
O reeducando, que prefere não se identificar, relatou que foi preso por tráfico de drogas há quase um ano e ficou alguns meses cumprindo pena em cela masculina. “Era muito complicado. Não podia me vestir e nem colocar acessórios femininos. Era obrigado a usar roupas masculinas. Além disso, havia muita exploração sexual”, ressaltou. Por conta disso, o detento disse que pediu à coordenação do presídio para que fosse para a ala especial.

Ele foi aprovado na triagem realizada por psicólogos e atualmente participa do projeto “Resgatando a Dignidade”, que consiste em realizar trabalhos artesanais como a confecção de objetos de decoração em tecido e jornal. Os detentos também aprendem a fazer acessórios femininos, pintura em tela, trabalhos em madeira e customizar camisetas. O projeto é realizado pelo Centro de Referência de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros, da Secretaria estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).

O preso gay conta que antes de ser preso trabalhava como cabeleireiro e viu no projeto a oportunidade de aprender novas coisas. “Sou cabeleireiro e hoje gosto muito de fazer enfeites, tapetes e trabalhos artesanais. É uma grande oportunidade que posso desenvolver quando sair daqui”, pontuou. Ele conta que trabalha no projeto pelo menos oito horas por dia e que já produziu mais de 15 tapetes feitos de retalhos. “Tento permanecer o máximo de tempo possível nos cursos oferecidos”.

Para outro preso homossexual, o curso voltado para a culinária e cozinha é o mais interessante. “Trabalhei como garçom, pizzaiolo e descobri o curso de cozinha. Aproveito o projeto para melhorar a performance”, brincou o detento. Ele relata ainda que foi casado por 10 anos e teve uma filha. No entanto, logo após a separação da esposa, assumiu sua orientação sexual.
Com 34 anos de idade e com 16 anos de condenação, o detento declarou que também ficou preso por cinco meses na ala masculina e passou por humilhações. “Não aguentava mais ser humilhado e discriminado pelo fato de ser gay. Por isso pedi para me mudarem de ala”, explicou.
Vendas
A equipe de reportagem do G1 teve acesso à ala e acompanhou o trabalho desenvolvido por eles, que recebem o benefício da redução de um dia na pena para cada três dias trabalhados. De acordo com a gerente da unidade prisional, Alvair Maria Barbosa, todo o material utilizado no trabalho realizado pelos presos foi doado por empresas privadas. O artesanato produzido pelos detentos homossexuais, segundo ela, é vendido nas feiras e eventos realizados pela Grande Cuiabá.
Espaço exclusivo
De acordo com a Sejudh, Mato Grosso é o segundo estado a criar o atendimento à comunidade carcerária LGBT e o primeiro a normatizar medidas protetivas como políticas públicas. Uma ala especial para o público LGBT já existe desde 2009 em um presídio de Belo Horizonte (MG).
Para a coordenadora regional do Centro de Referência LGBT, Cláudia Cristina Carvalho, a ideia é retirar os reeducandos homossexuais da situação de risco e de violência. Porém, garante que não há privilégio aos presos que integram a ala e nem que ocorra segregação. “Tratam-se de pessoas que já lutam contra a violência sexual e psicológica. Com esse espaço, eles podem ter a oportunidade de apresentar a sexualidade e não são mais obrigados a se vestir, por exemplo, como homens da forma como as outras alas masculinas exigem”, observou.

Mateus Solano protagonizará cenas gays quentes em “Novela das Oito” 1

Mateus e Odilon Rocha Foto: divulgação

Mateus Solano irá protagonizar cenas quentes com o ator Odilon Rocha no longa-metragem “Novela das Oito”, que  estreia no próximo dia 30 nos cinemas. Ele dará vida ao bissexual João Paulo. Sem medo, o galã faz elogios à cena em que protagoniza um beijo gay:
“Gostei muito do resultado. Vi no próprio dia da gravação, é uma cena importante, porque ainda é um tabu, e a gente estava preocupado como ficaria. É chiquérrima, mostra um tesão e um desejo que se vê em qualquer casal. Tem até uma masculinidade, uma pegada. São dois machos se pegando. Acho muito bonita”, disse Solano, em entrevista ao portal G1.

Mateus interpreta João Paulo, um diplomata que volta ao Brasil em 1978, época do enfraquecimento da ditadura, e, apesar de casado, se envolve com o jovem Caio (Lontra). O estudante, que tem sua primeira experiência gay com João, mora com os avôs porque os pais, Dora (Claudia Ohana) e Vicente (Otto Jr.) são perseguidos pela ditadura.

O filme
Exilada em São Paulo, a amargurada e misteriosa Dora trabalha como empregada para a prostituta Amanda (Vanessa Giácomo), até que as duas se vêem obrigadas a fugir da polícia, liderada pelo determinado e violento Brandão (Alexandre Nero). A primeira decide, então, ir para o Rio de Janeiro, tentar impedir que Otto e seus companheiros comunistas sejam capturados. Assustada de ficar sozinha, e deslumbrada com a possibilidade de dançar a disco music na famosa boate Dancin’ Days, no Morro da Urca, que inspirou a novela homônima de Gilberto Braga, a garota de programa segue a empregada até a Cidade Maravilhosa. 

O diretor
Formado em Londres, o brasileiro Odilon Rocha escreve e dirige um longa-metragem pela primeira vez. Sem conhecer os atores brasileiro, já que vive na Europa há anos, pesquisou e conversou com amigos até chegar na seleção de elenco. Sem muita bagagem, conquistou a equipe com o roteiro, premiado no Festival do Rio do ano passado, e com a humildade, segundo Mateus Solano.
“Odilon é um fofo, um querido. Deixou a gente sempre muito à vontade. Sabia onde que queria chegar, tem um futuro bem bacana pela frente. Ao mesmo tempo trabalhou com a humildade de alguém que estava pisando pela primeira vez naquele lugar”, avalia o ator.

Para o gay muçulmano, o armário tem sete chaves Resposta


A homossexualidade é assunto tabu na maioria dos países de tradição islâmica. Os únicos cinco Estados do mundo que condenam uma pessoa à morte por ser gay são muçulmanos. Na Espanha, por exemplo, onde a maior parte da comunidade islâmica é formada por imigrantes de primeira e segunda geração, os preconceitos continuam existindo e levam muitos a se esconder. Ao mesmo tempo, as vozes que reivindicam a harmonia entre o Alcorão e a realidade homossexual também começam a ser ouvidas.

– Quando sabemos que alguém é gay, ele é rechaçado e ignorado – admite o marroquino Achraf el-Hadri, de 27 anos e morador de Madri.

A presidente da União de Mulheres Muçulmanas da Espanha, Laure Rodríguez, vai mais além:

– Existe uma lesbofobia e uma homofobia generalizada dentro das comunidades muçulmanas em nosso país.

Os muçulmanos que tentam sair do armário costumam enfrentar um processo complexo, como explica Manuel Ródenas, coautor de um estudo sociológico e jurídico sobre a homossexualidade no mundo islâmico. Segundo ele, os gays de países árabes ou que imigraram para a Europa costumam viver em dois mundos: o da família, que não sabe de nada, e o dos amigos.

Laure Rodríguez descreve o processo de assumir a homossexualidade entre as mulheres muçulmanas como traumático e doloroso. E a primeira mensagem que recebem quando buscam ajuda ou informação, conta, é geralmente para que abandonem a religião.

A tunisiana Shiraz, hoje com 50 anos, conta que só se descobriu realmente quando chegou à Europa. Ela diz que sempre gostou de mulheres, mas que, como vicia em Túnis, não “sabia o que acontecia e tinha muitas dúvidas.

– Se ainda morasse na Tunísia, teria vivido um calvário ou teria escondido isso – afirma Shiraz, que não conta aos parentes sobre sua orientação sexual.

Na França, onde há imigrantes de até terceira e quarta geração, a associação de homossexuais HM2F luta desde 2010 pelos direitos dos gays.

– Não temos que abrir mão de ser muçulmanos por sermos homossexuais – afirma o fundador do grupo, Ludovic L. Mohamed Zahed, de 34 anos.

Para debater o assunto, Zahed organizou um congresso europeu, chamado Calem, que em sua segunda edição, em dezembro, reuniu 250 pessoas em Bruxelas. As conclusões foram apresentadas em conferências em Paris, Lisboa e Madri.

Samir Bargachi, um jovem marroquino de 24 anos, sabe da importância de organizações assim. Assumir a homossexualidade lhe custou a perda do contato com parte da família e com amigos, e ele agora preside o grupo KifKif (“de igual para igual”, em árabe), que trabalha pelos direitos dos gays no Marrocos e na Espanha.

– A comunidade muçulmana até na Espanha ainda é homofóbica – afirma.
Agora, garante o espanhol Abdennur Prado, especialista em islã, as vozes contra a homossexualidade estão começando a surgir dentro da própria comunidade islâmica na Europa. Ele garante que os que pensam que ser gay é proibido pela tradição muçulmana estão equivocados.

– O Alcorão diz que Deus está sempre com os perseguidos, e para mim está claro que os crimes cometidos contra homossexuais e as lésbicas são um absurdo. É para mim um dever religioso como muçulmano lutar contra essa injustiça.

Fonte: El País

Em São Petersburgo, lei pode banir propagandas gays e veicula homossexualidade à pedofilia 1


Com a alegação de proteger as crianças, a Assembleia Legislativa de São Petersburgo aprovou na semana passada uma lei absurda: foram proibidas propagandas de cunho homossexual que possam alcançar menores de idade. Os legisladores da segunda maior cidade da Rússia querem coibir a veiculação de informações e materiais que incluam lesbiandade, homossexualidade, bissexualidade, transsexualidade e pedofilia. Na Assembleia, 29 deputados foram a favor, 5 contra e houve uma abstenção. O governador, Georgy Poltavchenko, tem duas semanas para sancionar ou vetar a lei.

De acordo com o texto, ao apresentar a homossexualidade como algo normal, a saúde e o desenvolvimento moral dos menores podem ser prejudicados. Se a legislação for desrespeitada e houver condenação, a pessoa — física ou jurídica — será multada e deverá pagar um valor entre 50 mil ou 500 mil rublos (o equivalente a US$ 1.700 e US$ 17 mil).

Apesar de a medida assustar outros governos e ativistas a favor dos direitos dos LGBTs, não é algo surpreendente na Rússia. Só em 1993 que o país aboliu um artigo do Código Penal que previa a prisão a quem tivesse práticas homossexuais. Na capital, Moscou, organizações tentam realizar manifestações desde 2006, quando prefeito à época as qualificou de “atos satânicos”. Outro caso é o do deputado Vitaly Milonov, que chamou os gays de “pervertidos” e acusou ativistas pró-direitos homossexuais de realizar uma agressiva campanha, com o apoio de países ocidentais, para converter as crianças em liberais.

Reações negativas pelo mundo

A aprovação da lei já provocou a reação de grupos ativistas russos e estrangeiros, e outras instituições e governos. O Departamento de Estado americano, o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido, o governo da Austrália e o Parlamento Europeu demonstraram grande preocupação com a lei. A Corte Europeia lembrou que não deve existir ambiguidade sobre o “direito individual de se identificar como gay, lésbica ou qualquer outra minoria sexual, e de promover seus direitos e liberdades”.

Hugh Williamson, diretor do Human Rights Watch para Europa e Ásia Central, disse que “29 de fevereiro foi um dia obscuro para São Petersburgo e para a Rússia”, e completou:

— A lei abre um perigoso precedente ao ligar maldosamente homossexualidade com pedofilia, para a liberdade de expressão no geral, e apenas serve para aumentar o sentimento homofóbico da sociedade. Agora, o governador tem a oportunidade de vetá-la e parar com essa iniciativa discriminatória.

A Rússia — apesar dos constantes ataques aos direitos homossexuais — está vinculada a Convenção Europeia dos Direitos Humanos e ao Pacto Internacional sobre Direitos Civis e políticos. O país também apoiou Comitê de Ministros do Conselho Europeu, que, em março de 2010, lançou um documento em prol do fim da discriminação da orientação sexual ou identidade de gênero.

Só nos resta boicotar São Petersburgo, caso a lei seja sancionada.

Reynaldo Gianecchini: “Eu não tenho aids” Resposta

Reynaldo Gianecchini abre o seu coração em entrevista (foto J.R. Duran)

Em entrevista à repórter Ruth de Aquino, da revista Época, o ex-modelo e ator Reynaldo Gianecchini falou abertamente sobre o seu tratamento contra um câncer, a sua vida, inclusive sobre a sua orientação sexual, sobre o ex-administrador, que disse ter recebido dele um apartamento e sobre os boatos de que ele seria soropositivo. 

De maneira franca e honesta, o ator disse que nunca transou com um homem, mas que sedução é outra coisa, deixando no ar uma dúvida: será ele um sedutor de homens? Gianecchini também respondeu sobre os boatos de que ele seria soropositivo, sem mostrar o exame, ele é taxativo: eu não tenho aids. Confira abaixo, trechos da entrevista:


ÉPOCA – Como surgiu a história de que você seria HIV positivo?


Gianecchini – Foi quando procurei o infectologista por causa da dor na garganta e dos gânglios. Logo se espalhou o boato: o cara tem HIV. Nunca desmenti nada. Porque eu ficaria eternamente nesse jogo. Mas agora acho melhor falar, até por respeito às pessoas que gostam de mim e nem comentam comigo. Eu não poderia jamais fazer o tratamento agressivo que fiz se tivesse aids. Primeiro chequei todos os vírus, todas as bactérias, para depois chegar ao câncer. Por isso posso dizer com toda a alegria do meu coração para quem se preocupa realmente comigo: “Eu não tenho aids”. Poderia mostrar um exame aqui, mas não é o caso. Já fui invadido com tantas mentiras absolutamente infundadas. Fui dado como morto. Alguém resolveu soltar essa notícia – e chegou às redações.

ÉPOCA – Foi o que aconteceu também com a história de seu ex-empresário, que disse ter recebido de presente um apartamento seu?

Gianecchini – Outro caso tratado de forma muito leviana. Essa é uma história que tem muitos desdobramentos, que envolve dinheiro, bens e contas. Ele não era meu empresário. Era uma espécie de administrador. Administrava toda a minha vida profissional e até minha casa. Como eu estava sempre viajando, precisava de alguém assim. É uma história que vai levar dez anos na Justiça. Eu o estou processando, porque tem muito dinheiro meu de que ele precisa prestar conta. Não é uma questão amorosa, definitivamente, que está em jogo. Não é uma questão homossexual. Fui ameaçado no meu patrimônio maior, a minha imagem. Mas é uma questão de trabalho, e precisa ser comprovado por A mais B onde foi parar meu dinheiro.

ÉPOCA – Você se considera hétero ou bissexual?


Gianecchini – Penso que essa questão da sexualidade é muito mais complexa do que as pessoas tendem a achar. Cada um tem sua sexualidade. Nunca tive uma história com um homem, nunca fui casado com um homem, nunca tive um romance com um homem. Mas a sexualidade, ou a sedução, é outra coisa. A gente é sexual no dia a dia sem transar. Conheço amigos que seduzem homem, mulher, seduzem a porta. A gente é mais sensual nos trópicos. Mas essas coisas são muito íntimas e, no meu caso, sou tão discreto que, se a história está publicada numa revista como fofoca, pode ter certeza de que é mentira.

Ativista pede ação do Ministério Público contra homofobia na internet Resposta

Ativistas reagiram ao tomar conhecimento de páginas na internet que incitam à prática de violência sexual e de homofobia. Entre as manifestações questionadas, estão uma campanha que pede a morte do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) e um blogue que defende “penetração corretiva de lésbicas”.

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) recorreu à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal (MPF). A demanda, assinada por Toni Reis, presidente da organização, é por investigação e providências para que o blogue e as páginas sejam retirados do ar e para que os autores respondam pelos atos criminosos.

O blogue Silvio Koerich, fora do ar nesta quinta-feira (29), apresentava recomendações para se estuprar lésbicas com o intuito de supostamente “corrigir” sua orientação sexual. A “receita” inclui uso de “toca ninja”, luva, lenço e éter. E sugere que, se a vítima for conhecida pelo agressor, seria recomendável usar preservativo para evitar identificação.

Em outros textos, o mesmo blogue defendia que gays fossem enterrados vivos e incluía manifestações racistas, afirmando que os negros são uma “raça inferior” à dos brancos.



A Polícia Federal afirmou, por meio do Grupo de Combate aos Crimes de Ódio e Pornografia Infantil, ser impossibilitada de avançar nas investigações. Por se tratar de apologia a crime, com pena de detenção, e não infração mais grave, não há meios para se obter a identidade do dono do domínio. Além disso, por ter final “.com”, registrado nos Estados Unidos, a apuração seria ainda mais difícil.

A campanha pela morte de Jean Wyllys tem um perfil no Twitter. Criado no último dia 23, há atualizações apenas até segunda-feira (26), com ataques a homossexuais e a defensores de direitos humanos. Homossexual assumido, o parlamentar é coordenador da frente parlamentar mista de diversidade e tem posição central na discussão do projeto de lei que criminaliza a homofobia.


Reportagem: Brasil Atual

Absurdo! Gana quer curar gays e ministro pede que todos os homossexuais sejam presos Resposta

Foto apenas ilustrativa (Reprodução)
A Igreja Presbiteriana de Gana anunciou planos para estabelecer centros de terapia para ¨vítimas de homossexuais¨ e está pedindo ao governo para esclarecer a lei sobre a homossexualidade, de acordo a agência de notícias de Gana. 

Os centros oferecem ¨aconselhamento e reabilitação¨ em um esforço para ¨reduzir a propagação¨ da homossexualidade. A tal¨cura¨ não é um medicamento caro ou uma vacina que vai levar décadas para ser perfeita, mas consiste totalmente na prática de orações.

O reverendo e professor de direito, Emmanuel Martey afirmou que a homossexualidade foi se espalhando rapidamente na sociedade e pediu aos líderes e ministros do país para colocarem medidas eficazes, verificar e transformar o destino do país. 

O moderador da Assembléia Geral da Igreja Presbiteriana de Gana, disse que a igreja precisa de líderes, que saiam do comum, cheios e fortalecidos pelo Espírito Santo para defender os seus princípios. Ele disse que os pacientes teriam de enfrentar uma série de desafios em suas operações, e que o Senhor os livraria de todos os seus problemas, se eles confiarem no Senhor e orarem regularmente. 

No mês passado, o ministro do interior de Gana, Paul Evans Aidoo ordenou a prisão imediata de todos os homossexuais e pediu a proprietários e inquilinos para denunciarem os gays que estivessem entre eles, de acordo com a publicação australiana Star- Observer, algo bem parecido com os ataques ocorridos durante a Alemanha Nazista. Ele disse que todos esses esforços ¨estão sendo feitos para se livrar dessas pessoas na sociedade¨ 

Nem mesmo a Comissão de Direitos Humanos e a Justiça Administrativa estão preparados para defender os ganeses homossexuais. Em resposta aos relatos da mídia que apontavam um apoio da comissária Lauretta Lamptey pela descriminalização da homossexualidade, ela respondeu: 

– Eu não defendo que o homossexualismo deveria ser descriminalizado. Minha opinião é que, atualmente não está claro se é mesmo crime e que, se o ponto de vista da sociedade é que deveria ser, então, deve haver um debate sobre isso. Na minha opinião, eu não acho que, como sociedade, estamos prontos para dar aos homossexuais e lésbicas qualquer um desses tipos de direitos. 

Leis proibindo o ¨conhecimento natural carnal¨ estão sendo usadas contra gays em Gana, embora não haja menção específica da homossexualidade na lei.

Atriz Louise Cardoso defende gays e diz que religiosos fazem leitura errada da Bíblia Resposta

Louise Carsoso (Foto: Reprodução)
A atriz Louise Cardoso interpreta uma mãe que descobre que seu filho é homossexual na novela ¨Insensato Coração¨. Na trama, a personagem Sueli não aceitou de início a orientação sexual de Eduardo, vivido pelo ator Rodrigo Andrade, mas depois ela entendeu qual era a verdadeira identidade dele e passou a ter orgulho do filho.

Na vida real, a coisa também não é diferente. Em entrevista ao site O Fuxico, Louise disse que fez vários estudos da Bíblia a respeito do assunto:

– Fiz estudos da Bíblia e vi que é uma interpretação errônea sobre o assunto. Ela fala contra a libertinagem no modo geral e não sobre gays. Mas a libertinagem seja sobre homossexuais ou heterossexuais. Não entendo que ela seja contra. Você conduz a interpretação do modo que quiser e acho que é isso que acontece.

A atriz que declara não ter nenhum tipo de preconceito, disse que não tem uma religião definida, mas segue um caminho espiritual, e acha péssimo dizerem que a Bíblia é contra os homossexuais:

– Antes de fazer a novela, eu estudei muito, ouvi vários depoimentos de religiosos e depoimentos terríveiscomo suicídio pela própria não aceitação em ser gay. Eu sou meditante e não tenho uma religião definida. Tenho um caminho espiritual e acho péssimo dizerem que a Bíblia é contra os homossexuais.

Indo ainda mais longe, Louise defende a criação da lei que criminaliza a homofobia e fala da importância da lei ser aprovada:

– Acho importantíssimo que a homofobia seja criminalizada, aliás acho que é mais importanteque o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Infelizmente ainda não é crime, mas espero que seja logo. Na novela eles não querem fazer o BO, ela fala que é porque ele é gay e pobre e é quase presa por desacato! A partir do momento que houver a criminalização da homofobia isso nunca vai acontecer. Todos têm de ter seus direitos. O preconceito é um atraso total. Esta violência contra os gays é a volta às trevas, para a época medieval.

Jornalista da CNN assume que é gay em autobiografia Resposta

O âncora do canal de notícias americano CNN, Don Lemon, revelou em sua autobiografia que ele é gay. Em uma entrevista para o New York Times sobre o livro, entitulado ¨Transparente¨, Lemon diz que adoraria que todos pudessem assumir quem realmente são: 

– Mas é uma escolha muito pessoal. As pessoas têm que fazê-la na sua própria velocidade. Eu respeito isso. Costumo dizer que quanto mais as pessoas se assumem, mais as coisas melhoram para todos, e certamente para os ¨Clementis Tyler¨ do mundo (um aluno de uma universidade de NY que pulou de uma ponte depois de ter seu encontro sexual com outro homem gravado e divulgado na internet). 
Ele diz ainda que se tivesse encontrado mais pessoas como ele, que são assumidas e orgulhosas, ele não levaria 45 anos para se assumir. Mesmo assim, ele afirma que não foi fácil falar sobre sua sexualidade: 
– Eu estou com medo. Estou falando de algo que pode fazer com que as pessoas se afastem de mim. 
Na entrevista, ele ainda diz que essa decisão pode afetar sua carreira na televisão, bem como questões de raça: 
– É completamente diferente para um homem negro americano. É a pior coisa que você pode ser na cultura negra. Você foi ensinado a ser um homem, você tem que ser masculino. Eu acho que isso faz de mim, parte de uma uma dupla minoria agora. 
Lemon foi abordado por uma editora para escrever um livro há vários anos atrás depois de falar em uma conferência chamada “O Homem Negro na idade de Obama.” A idéia era apenas para escrever um panfleto, mas enquanto escrevia, ele percebeu que queria dizer toda a sua história, incluindo a forma de como ele foi molestado quando era criança. Despois que leu o livro finalizado, ele ficou na dúvida se publicava algo tão íntimo e pessoal, mas decidiu ir em frente com suas memórias: 
– Eu abomino a hipocrisia. Eu acho que se você está no ramo das notícias, então você tem que dizer a verdade às pessoas, de tentar lançar luz em locais escuros, então você tem que ser honesto. Você tem que ter as mesmas regras para si mesmo como você faz para todos os outros.

Parlamento de Uganda tira da agenda discussão sobre lei que estabelece pena de morte para casos de homossexualidade Resposta


O Parlamento de Uganda parece ter desistido dos planos de debater a absurda lei que estabelece pena de morte para casos de homossexualidade. A legislação foi proposta no final de 2009, mas não havia sido debatida até a última sexta-feira. O texto voltaria a ser discutido nesta quarta-feira, mas foi retirado da agenda do Parlamento.

John Alimadi, um dos membros da Casa, disse nesta quarta-feira que o tema foi excluído da agenda após o clamor mundial contra a legislação.

O projeto de lei original estabelecia a pena capital para os homossexuais que fizessem sexo com portadores de deficiência, menores de 18 anos ou quando o acusado é HIV positivo. O autor da lei, David Bahati, do partido governista, disse, porém, que a nova versão não contém a pena de morte.

No país africano, a homossexualidade já é crime, punido com grandes multas e com prisão perpétua. A proposta atual é de endurecer ainda mais as leis existentes. Se aprovada, a definição de homossexualidade será ampliada e o ato de promover a prática passa a ser punível com multa ou prisão.

Mas correspondentes dizem que é difícil condenar alguém por homossexualidade em Uganda devido à falta de evidências. Muitos que se declaram publicamente gays não foram levados à Justiça, já que admitir a preferência sexual não é considerado um crime.

*Com informações do jornal “Extra”

Joe Jonas, do Jonas Brothers diz que não é gay em entrevista Resposta

O mundo das celebridades está cheio de disse me disse esta semana. Primeiro, o ex-marido da Sandra Bullock, decide escrever em uma biografia que ela é lésbica, depois, a comediante Claudia Jimenez – não é comédia… – disse, em entrevista, que é ex-lésbica. Agora é a vez de Joe Jonas, o irmão do meio dos Jonas Brothers, em entrevista à revista “Details” falar sobre a sua sexualidade.
O cantor, que namora a estrela da série de filmes “Crepúsculo”, Ashley Greene e já namorou outras meninas no passado, disse na entrevista o seguinte: “Não tem nada errado em ser gay, mas eu não sou”.
Joe disse que a namorada é a sua companheira: Eu acho que funciona porque ela realmente coloca os meus sentimentos em primeiro lugar. Ashley entende minha agenda apertada. Ela vai aos shows comigo. Ela esteve em lugares da América do Sul que eu não consigo nem pronunciar”.
Então é isso, o moço é hétero, gente!

Filho de Cristina Mortágua fala sobre briga com a mãe e a homossexualidade Resposta

Apesar de tê-la denunciado à polícia, Alexandre acha que um dia vão se entender: ‘Ela foi meu pai e minha mãe e lutou pelos meus direitos’.

No dia 7 de fevereiro, uma segunda-feira, depois de denuncias a mãe, a ex-modelo Cristina Mortágua, à polícia por agressão física e psicológica, Alexandre Mortágua entrou no quarto da casa que dividia com ela e recolheu suas coisas. O adolescente pegou seus 79 livros de arte e fotografia, encheu algumas malas de roupa e foi embora. Deixou computador, televisão, móveis, tudo para trás. Desde então, ele vive na casa da avó materna, Neide Mortágua, de 67 anos, no subúrbio de Vila Valqueire, no Rio. 
Na rua da avó moram seus padrinhos, que o acolheram e o matricularam em sua nova escola, também em sua rua, onde ele dará início pela segunda vez ao primeiro ano do ensino médio. O quarto que vai ocupar no apartamento de Neide já tem uma cama kingsize recém-comprada por Alexandre. 
O jovem está ciente de que uma nova vida começou para ele. Apaixonado por moda, vai inaugurar em março o site “Lady In Furs”, especializado em tendências. Aos 16 anos, Alexandre não só sabe fazer moldes, como tem duas máquinas de costura industriais que servem para confeccionar e customizar as roupas que usa. As amigas adoram as blusas feitas por Alexandre, que, recentemente, adquiriu várias peças num brechó em Londres. Sua última excentricidade foi um short e uma blusa do seu xará, o estilista Alexandre Herchcovitch, por R$ 850,00, graças a um desconto do vendedor da loja. 
Na entrevista que segue, Alexandre fala de sua primeira experiência homossexual, aos 13 anos, com o melhor amigo, do relacionamento conturbado com o pai, Edmundo, e da certeza de que um dia voltará a falar com a mãe. “Querendo ou não, ela foi a única que lutou por meus direitos. Quando eu nasci, não tinha pai.” 
EGO: Como você está depois dessa confusão? 
Alexandre: Carregava um peso muito grande. Não me sinto aliviado porque não acabou ainda (Alexandre entrou com um processo pedindo a transferência da guarda para a avó, Neide Mortágua). 

Que dificuldades você enfrentava com sua mãe no dia a dia? 
Ela era uma pessoa de altos e baixos e cada dia estava com um humor diferente. Eu compreendo. Ela já foi a mulher mais bonita do Brasil e hoje está com 40 anos. Antes, ela tinha todo o dinheiro que podia e queria gastar, hoje não é mais assim. Querendo ou não, é uma coisa difícil para ela. Por causa disso, vieram suas crises. Esse foi um dos principais motivos para eu ter ido morar com a minha avó. 
Vocês brigavam muito? 
Não, eu nunca levantei a voz, nem nunca bati na minha mãe. A única vez que falei ‘pronto, agora chega, vou fazer alguma coisa’, foi essa vez. 

Você também reclamou que não tinha acesso a pensão do seu pai (Desde o nascimento de Alexandre, Cristina briga na justiça para o jogador Edmundo reconhecer o filho). 
Sim. Agora minha pensão esta guardada e vai direto para a poupança. Minha pensão é muito boa e dá para viajar para o exterior duas vezes ao ano. Antes eu não podia. Não tinha acesso ao dinheiro. Ganhava uma mesada de R$ 300 dela. Nunca me faltou nada. Ela sempre foi uma mãe excelente. Mas eu fui privado de coisas que eu poderia ter tido e não tive.
‘Eu nunca quis ser jogador de futebol nem quis ser modelo. Sou muito diferente dos meus pais.’

Quem é você, Alexandre? 
Sou um adolescente como qualquer um que vai para escola, faz curso de inglês, tem suas responsabilidades, mas é um adolescente diferente. Sem querer me achar melhor do que os outros, não sou como a maioria que só se preocupa em sair, beber e só. Minha mãe me contava que quando eu fiz 12 anos eu já perguntava como poderia fazer para estudar moda. Cresci cercado no ambiente da moda, conheço esse vocabulário. Foi minha mãe quem me influenciou. 

Por que você se julga um adolescente diferente? 
Nenhum adolescente tem o desejo de fazer 18 anos para sair de casa e começar a estudar. A maioria quer continuar na casa do pai e ser sustentada por ele. Ainda mais quando o pai tem dinheiro. Eu nunca quis ser jogador de futebol nem quis ser modelo. Sou muito diferente dos meus pais. Minha mãe sempre falava: ‘Um dia eu e seu pai vamos ser conhecidos como os pais do Alexandre Mortágua’. 

Como foi a infância com sua mãe, longe de seu pai? 
A convivência com a minha mãe sempre foi boa. Ela sempre foi mãe e pai ao mesmo tempo. Ela conta que meu pai me visitou até os 4 anos. Não sei por que ele parou. Acho que por causa de suas viagens de trabalho acabamos nos distanciando (Edmundo jogou em Tókio e na Itália). Nunca tive um vínculo muito forte com ele. 

Você sente falta do seu pai? 
(Nega com a cabeça) Acho que a gente só pode sentir falta quando a gente perde. Eu nunca tive. 

Você o procura? 
Já o procurei em várias ocasiões. A gente conversava sempre por telefone e raramente ao vivo. Ele ligava de São Paulo, dizia que quando chegasse ao Rio ia me ligar para a gente se encontrar, eu esperava a ligação e ele nunca ligava de volta. Com 15 anos desisti. Ele não me ligava no Natal, não ligava no meu aniversário. Mas hoje eu consigo ver que foi por causa dessa rixa dele com a minha mãe que ele acabou se distanciando de mim. Tenho a certeza que agora que não tenho ‘aquela’ relação com a minha mãe, ele vai voltar a me procurar. 

Quando foi a última vez que você ligou para o Edmundo? 
Em dezembro de 2009 quando a Catarina, a filhinha dele, nasceu. Saí e fui comprar um presente para ela e para ele, pois sabia que ela tinha nascido há pouco tempo. Não consegui falar com ele e não entreguei o presentinho. Está guardado lá em casa. 

Como foi deixar a Barra da Tijuca e ir morar com sua avó na Vila Valqueire, subúrbio do Rio? 
Minha família toda é de lá – madrinha, padrinho, todos moram na mesma rua da minha avó. Quando eu disse que queria morar com a minha avó, minha madrinha foi a primeira a me apoiar. Está sendo difícil porque a maioria dos meus amigos mora na Barra e na Zona Sul. Mas ainda está dando.

Depois que a denunciou à polícia você voltou a falar com a sua mãe? 
Não. 

Tem vontade de procurá-la? 
Não, agora não. 

Como você descobriu a sua homossexualidade? 
Minha mãe sempre foi cercada de muitos gays e isso se tornou uma coisa muito natural para mim, desde pequeno. Eles conversavam entre eles, eu ouvia tudo como se fosse conversa de mulher falando de homem. Meu primeiro beijo homossexual foi com meu melhor amigo, eu tinha 13 anos. Fiquei com ele pela primeira vez e achei que fosse só curiosidade. Aconteceu de novo e vi que era isso que eu queria. Nunca encarei como uma coisa ruim, como se fosse vergonha. Quando contei para minha mãe, ela pediu para eu não contar para ninguém. Mas o mundo é gay. Ela tentou usar isso contra mim na declaração, mas quem já me conhece sabe que eu sou gay. 

Você já se envolveu com mulher? 
Já me envolvi com mulher, mas foi estranho. 

Já teve relação sexual com mulher? 
Não, nunca transei com mulher.

Você pensa em reencontrar seu pai? 
Amo, respeito meu pai. Ele é meu pai, ponto. Não tenho convivência com ele. Se tiver que reencontra-lo será com o maior amor do mundo. 

Qual é o futuro que você enxerga daqui para frente? 
Para me fazer passar por tudo isso, acredito que a vida tem alguma coisa muito boa para mim. É a única motivação que eu tenho para não desistir de tudo. 

Da onde vem essa garra? 
Da minha mãe. Querendo ou não, ela foi a única que lutou por meus direitos. Quando eu nasci eu não tinha pai. Foi ela que brigou, que fez o teste de DNA, lutou 13 anos na justiça para eu ter meu apartamento que hoje está comprado na planta e fica pronto quando eu faço 18 anos. Ela nunca pensou em desistir dos meus direitos. 

Você acha que um dia vai se entender com a sua mãe? 
Com certeza.
*Com informações do site EGO.

Reino Unido: Casal de macacos gays viram celebridades Resposta

Elton John e David: casal homossexual de macacos vira
 celebridade no Reino Unido
Dois macacos em um zoológico passaram a ser tratados como estrelas quando se descobriu que se trata de um casal gay, principalmente depois que tiveram seus nomes mudados e viraram as celebridades do zoológico.

O caso aconteceu no zoológico de Drayton Manor Theme Park, em Staffordshire. Depois que os veterinários descobriram que os dois Macacos-aranha (conhecidos também como Ateles) do sexo masculino eram mais do que simples amigos, decidiram colocá-los no centro das atenções e mudaram, inclusive o nome deles para Elton John e David Furnish, o casal gay do mmomento no Reino Unido.

Segundo o site Pinknews, os dois macacos são “inseparáveis” e gastam seu tempo fazendo carícias e beijando muito.

Colin Bryan, diretor do zoológico, afirmou que “eles têm sido inseparáveis desde que se juntaram no ano passado, e gostam de passar o tempo abraçando-se e beijando-se. Eles fazem um casal maravilhoso e para comemorar o seu primeiro Dia dos Namorados pretendemos dar-lhes uma refeição romântica especial.” O dia nos namorados é comemorado no dia 14 de fevereiro.

A homossexualidade já foi documentada em pelo menos 33 espécies de primatas não-humanos. Embora o comportamento homossexual tenha sido inicialmente considerado uma atividade anormal relacionada com a vida em cativeiro, pesquisa mais cuidadosas revelaram que os macacos na natureza podem ter taxas ainda mais elevadas de relacionamentos homossexuais que os indivíduos em cativeiro. Em particular os macacos-aranha têm uma tendência distinta homossocial no mundo dos primatas: os macacos-aranha do sexo masculino tendem a ficar juntos por toda a vida, e muitas vezes têm laços mais estreitos entre si do que com os seus homólogos do sexo feminino. Em outras palavras, é bem provável que David e Elton fiquem juntos mais tempo que a média dos casais de celebridades humanos.

Mais de cem homossexuais são presos por realizarem festa ¨depravada e decadente¨, em Bahrein Resposta

Cerca de centro e vinte pessoas, em sua maioria homossexuais, foram presos na cidade de Manama, em Bahrein, por causa da realização de uma festa tida como ¨depravada e decadente¨.

Os organizadores alugaram um centro esportivo de Al Hidd, uma aldeia conservadora na ilha de Muharraq, no norte de Bahrain, e realizaram uma festa que trouxe vários homens gays dos países do Golfo Pérsico.
A maioria dos gays tinham entre 18 e 30 anos. Os vizinhos reclamaram do barulho noturno que vinha da festa e alertaram a polícia, que enviou uma patrulha para verificar as reivindicações dos moradores. Um agente disfarçado pagou 20 dinares e entrou na festa, onde viu dezenas de travestis bebendo e fumando narguile. Outras patrulhas foram chamadas e mais de cem pessoas foram presas.
As investigações iniciais revelam que os gays eram cidadãos do Golfo, que foram para Bahrein por causa da festa e pessoas que já viviam lá. Os organizadores foram presos separadamente. Os responsáveis pelo clube disseram que vão analisar o caso.
A homossexualidade é proibida em Bahrein, como nos outros cinco países do Conselho de Cooperação do Golfo (Omã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar e Kuwait), e os estrangeiros presos por conta das atividades homossexuais são deportados após cumprirem penas de prisão.

Vocalista do grupo pop americano ¨New Kids On The Block¨ assume que é gay Resposta

Jonathan Knight

Jonathan Knight, vocalista do grupo pop americano ¨New Kids On The Block¨, anunciou, o que segundo ele não seria novidade para ninguém, que ele é gay.

Na semana passada, o cantor deu risadas por ter sido chamado de gay pela estrela dos anos 90, Tiffany, em uma entrevista para o canal a cabo americano ¨BRAVO¨. Depois, ela pediu desculpas pela gafe, dizendo no Twitter que “Nunca quis machucar Jon “.


Em um post voltado para todos os fãs que manifestaram a sua preocupação, Knight, de 42 anos, abordou a questão da sua sexualidade:

– Eu nunca me assumi para ninguém além de mim mesmo! Fiz isso há quase 20 anos atrás. Eu nunca soube que eu teria que fazer tudo de novo publicamente apenas porque eu me reuni com NKOTB! Eu tenho vivido minha vida abertamente e nunca ocultei o fato de que eu sou gay! 

E continua:

– Eu amo viver minha vida sendo aberto e honesto, mas neste momento eu não vou mais optar por discutir a minha vida privada! Meus companheiros de banda não discutem a vida privada deles e eu não sinto que só porque eu sou gay, eu teria que discutir a minha!

Em 2011, o grupo New Kids On The Block vai sair em uma turnê com o também grupo pop Backstreet Boys.