Russomanno e Haddad comentam nota de repúdio da Arquidiocese Resposta

Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer


Os candidatos Celso Russomanno (PRB) e Fernando Haddad (PT) comentaram nesta sexta-feira (14) nota de repúdioemitida pela Arquidiocese de São Paulo na quinta-feira (13).  A nota é uma reação a texto publicado em maio de 2011 no blog do pastor Marcos Pereira,presidente do Partido Republicano Brasileiro (PRB) e atual coordenador da campanha de Russomano.



No texto, Pereira associa o “kit anti-homofobia”, que ficou conhecido como “kit gay” pela comunidade evangélica, à influência da Igreja Católica. A mensagem do pastor voltou a circular nas redes sociais e provocou a reação católica. Na nota de repúdio, a Arquidiocese disse que o texto do pastor revela “destempero” e “cheira à intolerância religiosa”. A Igreja Católica afirma ainda que o PRB é “manifestadamente” ligado à Igreja Universal.

O candidato do PRB disse que irá procurar o cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, para esclarecer suas posições e afirmou que a opinião veiculada em 2011 é de um “blogueiro que é presidente do partido”. O petista Fernando Haddad criticou o texto do pastor, disse que não esperava a reação da Igreja Católica e defendeu a tolerância religiosa.



Russomanno

Russomanno e Edir Macedo

“Não fiquei sentido [com a nota]. Eu respeito a opinião de todo mundo. Evidentemente, ele [Dom Odilo] deve estar magoado com o que leu , apesar disso ter acontecido em maio do ano passado”, disse Russomanno. “Eu já estive com Dom Odilo [em uma outra ocasião], vou ligar, vou entrar contato com ele para explicar que quem está governando (sic) São Paulo é o Celso Russomanno”, afirmou o candidato.



O candidato do PRB comentou a nota após caminhada na Avenida Parada Pinto, na Vila Nova Cachoeirinha, Zona Norte da capital paulista. “Sou católico, todo mundo sabe. Essa é a opinião de um blogueiro que é presidente do meu partido, em maio do ano passado, em um contexto que era a distribuição das cartilhas”, explicou o candidato do PRB.

“

Agora estão requentando essa história porque estamos em um momento político. Quem vai governar São Paulo é o Celso Russomano, que está sendo eleito pelo povo”, acrescentou Russomanno. Quando questionado se o PRB não terá influência em sua gestão, ele repetiu: “quem vai governar é o Celso Russomano.”

O candidato não quis fazer declarações sobre a suspensão do “kit gay“, pois, segundo ele, seria um ataque a Fernando Haddad, candidato do PT.

Haddad

Fernando Haddad

O petista participou de evento na Zona Leste de São Paulo e criticou o texto do pastor Marcos Pereira. “Obviamente que não esperávamos [a reação da igreja]. A Igreja tem autonomia, hierarquia, e não há nenhuma conexão entre uma coisa e outra”, disse Haddad. Entretanto, ele criticou o conteúdo do post escrito pelo pastor. “Uma carta de um dirigente partidário fazendo criticas à Igreja, na minha opinião infundadas, é muito grave”, disse.



“Nosso desejo é nos guiarmos pelos princípios da nossa Constituição, que não estão sendo respeitados. O estrado é laico no Brasil, isso exige de cada candidato uma responsabilidade muito grande, de não estabelecer conflitos que não existem no nosso país, não temos conflito religioso aqui”, disse Haddad.  “Meu pai teve que abandonar o Líbano porque a minoria cristã, naquela época, não se sentia acolhida, então ele teve que ir atrás de um lugar onde pudesse viver e trabalhar normalmente e livremente. Não podemos correr esse risco aqui, o brasileiro é tolerante”, disse.

“O estado laico implica no combate à intolerância religiosa, e não o contrario. Justamente por ser laico e não estar comprometido com nenhuma em particular, a obrigação é defender toda e qualquer manifestação religiosa.”

Estado Laico

O Estado deveria ser laico… Deveria…




Haddad faz críticas à ajuda de evangélicos a candidato do PRB Resposta


Em seu mais duro ataque ao engajamento de igrejas evangélicas em campanhas rivais, o candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse ver “risco de fundamentalismo” na mistura entre fé e política.

A crítica foi endereçada ontem ao líder das pesquisas, Celso Russomanno (PRB), que tem ampliado os apoios entre líderes religiosos.

Reportagem publicada semana passada no jornal “O Estado de S. Paulo” mostrou que pastores da Assembleia de Deus Ministério em Santo Amaro, na zona sul, receberam meta de conquistar ao menos cem votos cada para o candidato.

“Eu jamais partidarizaria uma igreja. Penso que é uma mistura equivocada”, disse Haddad, após fazer carreata no Jardim Ângela (zona sul).

“O Estado é laico e respeita a liberdade religiosa. A partir do momento em que se misturam as duas questões [fé e política], você vai correndo os riscos de fundamentalismo na sociedade.”

O petista disse que o Estado deve “respeitar as igrejas” e defender a liberdade religiosa, mas sem usá-las como instrumento para pedir votos.

“A mistura e a partidarização podem nos levar a um perigo que está afastado hoje, o de criar antagonismos que não experimentamos na sociedade brasileira”, afirmou.

Haddad é o único dos principais candidatos à prefeitura que não tem apoio de denominações evangélicas. José Serra (PSDB) e Gabriel Chalita (PMDB) também contabilizam aliados no segmento.
No ano passado, pastores atacaram o petista por causa do chamado “kit gay”, que combateria a homofobia nas escolas quando ele era ministro da Educação. A presidente Dilma Rousseff vetou a distribuição do material.

Ontem, Russomanno desconversou sobre a meta de votos na igreja da zona sul. “Eu estou muito feliz de ter todas as igrejas me apoiando. Muito feliz”, limitou-se a dizer. 

Passado

Haddad tem toda a razão, mas esquece-se que, no passado recente, fez parte do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi eleito com o apoio da Igreja Universal do Reino de Deus, o vice, José Alencar, inclusive, era do PRB.

*Com informações de Bernardo Mello Franco e Diógenes Campanha, da Folha de São Paulo

Eduardo Lopes, suplente de Crivella, é articulador da Universal Resposta

No Senado sai Marcelo Crivella (PRB-RJ) e entra outro bispo da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), Eduardo Lopes, ou seja, o jeito homofóbico de fazer política será mantido.

Do púlpito para o palanque. Vice-presidente do PRB no Rio de Janeiro, Eduardo Lopes comanda a área política da Igreja Universal do Reino de Deus no estado. É pelas mãos do primeiro-suplente do senador Marcelo Crivella que passam a escolha de candidatos da Universal no Rio e a estratégia política empregada em anos eleitorais. Lopes também opina na relação de candidatos em outros estados.

Bispo da Universal, Eduardo Lopes tem reduto político na capital, embora seu rebanho eleitoral tenha representantes em todos os municípios fluminenses onde a igreja possui filiais. Seu nome também é bem aceito em outras denominações evangélicas pentecostais. Lopes sucedeu na função de coordenador político da Universal no Rio ao todo-poderoso Vitor Paulo (PRB-RJ), eleito deputado federal em 2010, e que hoje coordena a política da Universal em nível nacional.
O novo senador faz parte do grupo político de Crivella – que chegou a sofrer restrições à sua candidatura à reeleição em 2010 por parte de líderes da Universal, que sugeriam o senador como puxador de legenda para a Câmara. Crivella teve o apoio de Lopes à reeleição.
Participação em programas de TV e visitas a templos

Ao assumir o cargo, Lopes deverá se licenciar das funções de bispo e será afastado da chamada “área espiritual da igreja” – uma das regras da Universal. O novo senador tem costume de visitar templos pelo Estado do Rio e participar de cultos. Com frequência, é citado em reportagens e coberturas de eventos religiosos em sites evangélicos ligados à Universal. Também chegou a fazer parte de programas de TV da igreja veiculados no horário da madrugada.
De estilo calmo, é considerado na Universal como um bom articulador político, mais maleável que Vitor Paulo, que comanda as estratégias eleitorais nacionais com mão de ferro. Este será o segundo mandato de Lopes. Em 2006, o primeiro-suplente de Crivella assumiu a vaga de deputado federal deixada por Alexandre Cardoso (PSB-RJ), convidado para ser secretário de Ciência e Tecnologia do Estado do Rio. Lopes, que era o primeiro-suplente de Cardoso, disputou a eleição pelo PSB. Na época, a Igreja Universal tinha como estratégia política distribuir seus candidatos por vários partidos. Hoje, a Igreja concentra seus indicados no PRB.

Nesta quarta-feira, Lopes afirmou que, ao assumir a cadeira no Senado, dará continuidade ao trabalho deixado por Crivella, com ênfase na defesa dos interesses do Rio em relação à partilha dos royalties do petróleo e aos novos critérios para o Fundo de Participação dos Estados (FPE). Claro que não podemos esperar nada no que se refere a avanços a respeito das discussões dos direitos dos LGBT, com um bispo da Iurd como senador.

Com informações de O Globo

Dilma nomeia Marcelo Crivella, bispo-senador homofóbico, ministro da Pesca Resposta


A presidenta Dilma Rousseff nomeou o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) novo ministro da Pesca. Crivella faz parte da bancada fundamentalista do Congresso Nacional, que atende pelo nome de Frente da Família, e é um dos maiores opositores dos que defendem os direitos de lésbicas, gays, bissexuais e trangêneros (LGBT).




Marcelo Crivella fez carreira política embalada pela força da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) criada pelo to, o bispo Edir Macedo. Apesar do esforço para se mostrar um senador do Estado do Rio de Janeiro, e não da Igreja Universal, Crivella não esconde as convicções religiosas. Se diz criacionista e acredita que a explicação bíblica sobre a origem da humanidade é mais lógica do que a evolução. Nas eleições de 2008, enfrentou a ira dos movimentos LGBT ao declarar em entrevista que divergia da união homoafetiva por achar que a homossexualidade era o “caminho da amargura”.

Apesar dos problemas já enfrentados com o movimento gay, ele continua firme no propósito de combater a união homoafetiva. Para isso, levanta a voz até mesmo contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Em 24 de outubro do ano passado, por exemplo, subiu à tribuna para contestar o Supremo e dizer que os juízes não têm poder para legislar. Em sua defesa do casamento hetero, chegou a dizer que à mulher cabia o papel da renúncia.

“A família é o homem, a mulher e seus filhos. É aí que nós temos uma força extraordinária: a mulher, pela sua renúncia, pelo seu idealismo; o homem, pela força e pela sua coragem, rompendo os males com o peito, conquistando o sustento do seu lar. Isso é uma família. Isso faz com que a nossa humanidade se perpetue. Isso gera filhos. Isso é um casamento”, discursou ele.

Crivella também é um ferenho opositor da criminalização da homofobia. Ele alega liberdade de expressão. Na prática, o senador quer que a sua igreja continue a vender a ideia mentirosa de cura gay, inclusive com exorcismos.

A aproximação do governo com os evangélicos é estratégica para a candidatura do ex-ministro da Educação Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. Haddad enfrentou forte oposição de parlamentares religiosos ao tentar implementar nas escolas o chamado “kit anti-homofobia”, material didático voltado ao combate ao preconceito contra homossexuais. O kit foi suspenso pela presidenta Dilma Rousseff, após chantagem da bancada fundamentalista. Dilma foi pressionada pela bancada evangélica e católica, que juntam mais de 90 deputados, na época eles ameaçaram contribuir para que o então ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, esclarecesse a evolução patrimonial dos últimos 4 anos. 

Lamentável a nomeação da presidenta Dilma Rousseff, não pelo fato de Marcelo Crivella ser evangélico, mas porque ele é fundamentalista, ou seja, mistura religião com Estado. Na visão do futuro ministro, os LGBTs são seres demoníacos. Tanto é verdade, que ele quer nos tirar direitos adiquiridos no Supremo Tribunal Federal, como a união homoafetiva. Para pessoas como Crivella, nós não devemos ser tratados da mesma maneira que os heterossexuais, como manda a Constiuição, nós não somos dignos disso.

Mais uma vez, Dilma se alia ao que há de pior na política, mostrando que sabe muito bem jogar sujo, para se manter no poder.


Com informações do G1 e O Globo

Igreja Universal é processada depois de vídeo de ¨exorcismo¨ e ¨cura gay¨ ir ao ar 2

Bispo Edir Macedo em cena de suposto exorcismo
e ¨cura¨ de jovem homossexual (Reprodução)
A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), entrou com um pedido de investigação no Ministério Público de São Paulo contra a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), depois que um programa exibido em um canal da igreja na internet exibiu um vídeo em que apareceia um jovem sendo supostamente exorcisado e ¨curado¨ de sua homossexualidade.


De acordo com a associação, as imagens exibidas seriam uma prova de charlatanismo, já que desde 1990 a homossexualidade não é tratada como uma doença pela Organização Mundial de Saúde, e por isso, não pode ser algo que tenha algum tipo de cura.


Nas imagens, o bispo Edir Macedo, líder da IURD, junto com o pastor Clodomir Santos, fazem uma sessão de ¨exorcismo¨, com um jovem supostamente homossexuai. Durante a sessão, os pastores gritam, algo bem comum nos cultos de igrejas como a IURD e falam que todas as enfermidades, inclusive a AIDS, se houver, serão queimadas pelo Espírito Santo.

No vídeo também podemos ver o pastor Clodomir Santos conversando com o ¨demônio¨ e chegando à conclusão de que o jovem teria sido vítima de um ¨trabalho de macumba¨, feito por um vizinho. Depois disso, cenas de circo tomam conta do vídeo, que mostra o rapaz se contorcendo, mudando a voz e gritando. Depois de toda essa cena, o jovem parece acordar e se diz outra pessoa, sentindo-se ¨curado¨.

O bispo Edir Macedo ainda solta algo do tipo: ¨Agora você está até falando grosso.¨ Assista ao vídeo do ¨exorcismo¨:

Edir Macedo exorciza gay ao vivo, ‘promete cura’ e gera protestos Resposta

Um vídeo em que o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) Edir Macedo aparece de chicote na mão expulsando demônios de um jovem gay tem causado protestos.

O vídeo é de uma transmissão ao vivo da IURD TV, em um programa que Macedo estava acompanhado de outros líderes da IURD, incluindo o bispo Clodomir Santos. Durante o exorcismo, os bispos ordenam que os demônios saiam do rapaz, aos gritos.

“Queimando, queimando, desgraçado!”, afirma Macedo. O rapaz, supostamente homossexual, teria procurado a Universal para ser exorcizado durante o programa, que é transmitido ao vivo pela rede de rádios da igreja e pela IURD TV.

Ao final, Macedo conversa com o jovem e detecta uma mudança de comportamento: ´agora, você está falando grosso´. O jovem, agradecido pelo exorcismo, afirma que está se sentindo bem melhor.

O bispo Macedo chega a questionar o rapaz quanto ele pagaria, caso o serviço fosse cobrado, e o rapaz responde que se pudesse, mostraria o coração para que as pessoas vissem como está agradecido.


É para continuar exorcizando gays (como se fosse coisa do demônio) e prometendo a cura (como se fosse doença) dos gays que parlamentares evangélicos querem que o PLC 122/06 não seja aprovado.

Veja outro vídeo, mais esclarecedor, sobre o bispo Edir Macedo: