Ator americano Ethan Rawke grava vídeo a favor do casamento gay em Nova York Resposta

Ethan Hawke e sua mulher, Ryan Shawhughes

O ator Ethan Hawke e sua mulher, Ryan, são as mais recentes celebridades de Nova York a participar de uma série de vídeos a favor da igualdade do casamento, promovida pela Campanha de Direitos Humanos.


O projeto é baseado nos moradores de Nova York que são a favor da campanha Igualdade no Casamento, e foi projetado para mover os expectadores a pressionarem os legisladores do estado para a igualdade no casamento através de depoimentos em vídeo com aliados de alto nível como o Hawke. Os vídeos de 30 segundos vão ao ar nas TV’s aéreas e nos taxis de Nova York.

No novo vídeo, a estrela de teatro e cinema diz:

– Nossa relação é reconhecida pelo governo, mas alguns dos nossos amigos não têm a mesma oportunidade.

No ano passado, angariando fundos para a Campanha dos Direitos Humanos, Hawke assumiu uma abordagem igualmente pragmática para a questão do casamento que não iria romantizar a instituição do casamento, mas a verdade é que há vantagens que vêm com

casamento e deve estar disponível a todos. ¨É por isso que eu estou envolvido com isso¨, diz o ator.

O novo vídeo chega como o impulso para a igualdade no casamento que em Nova York. Na última quarta-feira (09/03), os defensores reuniram-se para uma sessão de estratégias confidenciais em Albany com o governador Andrew Cuomo, que disse querer ver outra votação sobre a igualdade no casamento através do projeto de lei de igualdade, até Junho. O projeto, que passou na assembléia estadual inúmeras vezes, falhou no Senado estadual por 38 votos contra 24 em 2009.

Bryan Elner, sênior estrategista da Campanha de Direitos Humanos, falou sobre a importância do projeto e da reunião com o governador:

– Na semana passada nossa reunião em Albany com o governador Cuomo nos lembrou porque é importante que Nova York seja igual para todos, e hoje estamos honrados por lançar um novo vídeo de Ethan Hawke e Ryan pedindo que as pessoas mantenham contato com seus deputados estaduais e peçam a eles que apóiem a igualdade no casamento agora, para que este possa ser o ano em que se permita que todos os casais apaixonados e comprometidos tenham a mesma dignidade e responsabilidade.

Outros vídeos de nova-iorquinos para a campanha de igualdade no casamento contam, até a gora, com depoimentos de Barbara Bush, filha do ex-presidente George W. Bush, o prefeito Michael Bloomberg, Robert F. Kennedy Jr., Joan Rivers, Whoopi Goldberg, Kyra Sedgwick e Kevin Bacon, Russell Simmons, Julianne Moore, Moby, Fran Drescher Mark Ruffalo e Sunrise, Jeanne Moutoussamy Ashe, Kenneth Cole, John Slattery, e Daphne Rubin-Vega.

Confira o vídeo de Ethan Rawke e sua mulher:

EUA: Barack Obama diz que não vai mais defender a lei contra o casamento gay 2

Em um comunicado oficial ontem (23/02), a Casa Branca anunciou que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, decidiu que uma lei federal contra o casamento gay é inconstitucional e não vai mais defendê-la no tribunal.

A decisão de Obama não terá um impacto imediato. O procurador-geral Eric Holder disse que o presidente continuará a aplicar a Lei de Defesa do Casamento até que seja claramente golpeada pelos tribunais ou revogado pelo Congresso, o que ele já pediu. 
Isso significa que cerca de 1.140 leis e políticas a respeito da união permanecerão em vigor e sendo executadas, e que casais homossexuais que se casaram nos estados onde vivem ainda terão negados os benefícios da união federal. Masjá é um sinal de uma mudança de rumo para a administração e isso mostra a evolução do assunto nos últimos anos. 
A lei, aprovada por um Congresso republicano e sancionada pelo presidente democrata Bill Clinton, enquanto ele tentava a reeleição em 1996, definiu o casamento como sendo entre um homem e uma mulher.
Em um comunicado, Holder disse que ¨grande parte da paisagem jurídica mudou nos 15 anos desde que o Congresso aprovou a Lei de Defesa do Casamento (LDC)¨, e completa:
– A Suprema Corte decidiu que as leis que criminalizam a conduta homossexual é inconstitucional. O congresso revogou a lei militar ¨não pergunte, não diga¨. Vários tribunais inferiores acreditam que a LDC é inconstitucional. 
O cenário político também mudou. O casamento gay era amplamente impopular quando Clinton assinou a lei, mas é muito menos agora. As fileiras de americanos que pensam que o casamento gay deve ser ilegal caiu de 68 por cento em 1996 para 53 por cento em 2010, de acordo com uma pesquisa. Ao mesmo tempo, o total de americanos que acham que deve ser legal passou de 27 por cento a 44 por cento. 
Como a oposição pública diminuiu, cinco estados já legalizaram o casamento gay desde 2004: Massachusetts, Connecticut, Iowa, New Hampshire e Vermont, bem como o Distrito de Columbia. E Maryland pode em breve se juntar a eles. 
A visão de Obama também tem evoluído. Ainda como candidato em 2008, ele disse que aprova a união civil para garantir os direitos para casais homossexuais, mas disse acreditar que um casamento é a união entre um homem e uma mulher. Em dezembro do ano passado, ele disse ao jornal gay ¨The Advocate¨, que “como um monte de gente, eu estou lutando com isso. Minhas atitudes estão evoluindo.” 
Independentemente da sua opinião pessoal sobre o casamento, Obama concorda que a definição da lei do casamento, excluindo os casais homossexuais, é inconstitucional e não pode ser defendido em tribunal. 
O presidente do Comitê Judiciário da Câmara, Lamar Smith, republicano do Texas, criticou a decisão como uma abdicação do direito:
– O Departamento de Justiça tem a responsabilidade de defender as leis aprovadas pelo Congresso, independentemente das opiniões políticas pessoais do presidente ou do procurador-geral.

Mas os defensores dos direitos dos homossexuais saudaram a decisão:

¨Esta é uma decisão monumental para os milhares de casais do mesmo sexo e suas famílias que não querem nada mais do que os mesmos direitos e a dignidade conferida a outros casais¨, disse Joe Solmonese, presidente da Campanha de Direeitos Humanos, um grupo de direitos gays.

EUA: Havaí aprova união civil entre homossexuais Resposta

Os legisladores do Havaí aprovaram um projeto de lei na última quarta-feira (16/02), que permite a união civil entre casais de pessoas do mesmo sexo, marcando o fim do que o governador chamou de “processo emocional” para um campo de batalha de longa data do movimento pelos direitos dos homossexuais. 

O escritório do governador democrata Neil Abercrombie disse, em comunicado, que pretende assinar a lei no prazo de 10 dias úteis. A união civil começaria a valer a partir do dia 1 de janeiro de 2012, tornando o estado o sétimo do país a conceder, essencialmente, os mesmos direitos de casamento a casais do mesmo sexo, sem que seja autorizado o casamento em si.
Um cidadão de Honolulu, Kristin Bacon, que pretende obter uma união civil com seu parceiro de 15 anos, expressou sua alegria depois da nova lei:
– Estou muito feliz e aliviado. Estamos realmente representando o espírito aloha com esta votação. Estou emocionado. 
Bacon estava entre uma multidão de torcedores vestindo com as cores do arco-íris e etiquetas contendo a palavra ¨Igualdade¨. Todos eles aplaudiram, se abraçaram e choraram de alegria, depois dos 18 votos do Senado contra 5. A Câmara aprovou o projeto de lei na semana passada. 
Os defensores dos direitos LGBT elogiaram a votação como uma vitória pela igualdade de direitos em um estado conhecido pela sua diversidade e tolerância. Os opositores da medida,muitos deles cristãos, disseram que as uniões civis corroem o conceito da família tradicional.
Cinco estados e mais o Distrito de Columbia permitem o casamento do mesmo sexo nos Estados Unidos.
O Poder Legislativo do Havaí também aprovou uma lei similar de uniões civis no ano passado, mas foi vetado pela então governadora Linda Lingle, uma republicana. A votação final veio depois de anos de muita luta, batalhas eleitorais e testemunhos públicos apaixonados sobre uma questão que tem dividido o estado do arco-íris (como é conhecido o Havaí), por quase 20 anos. 
David Robins, de Honolulu, quer também o direito ao casamento completo para homossexuais, e disse que tem sido uma grande jornada até então, e ver tudo se tornando realidade é, com certeza, um grande dia:
– Esté é o primeiro passo certo a ser dado.

EUA: Illinois se torna hoje o décimo segundo estado americano a reconhecer a união civil entre casais homossexuais Resposta

Pat Quinn, governador de Illinois
O governador de Illinois, Pat Quinn vai assinar durante uma cerimônia na tarde desta segunda-feira (31/01), o que vai ser um marco na legislação de direitos de uniões civis, dando aos casais gays de Illinois muitos dos direitos legais concedidos aos casais heterossexuais. O acontecimento histórico será realizado perante uma multidão de pessoas no Centro Cultural de Chicago.

“Nosso maior problema agora é a resposta das pessoas que querem estar lá para testemunhar a cerimônia. Eles consideram que isto é parte da história do estado”, disse o Representante do Estado, Greg Harris.
Com a assinatura de Quinn, Illinois se torna o décimo segundo estado ou distrito dos EUA que vai reconhecer juridicamente as relações entre pessoas do mesmo sexo, seja através de uniões civis ou casamento.
A deputada estadual Deborah Mell disse que a atitude é ¨ótima para o estado e para o avanço de uma verdadeira igualdade. Ela foi responsável por fazer um apelo emocional para que seus colegas políticos a favor do projeto de lei. A Assembleia Geral aprovou a legislação no início de dezembro de 2010.
A nova lei entra em vigor a partir do dia 1º de junho de 2011, no entanto, ainda há trabalho a ser feito antes da primeira união civil ser reconhecida. A Secretaria Estadual de Saúde Pública está trabalhando nos documentos que serão necessários para as pessoas interessadas em uniões civis.
A lei não reconhece casamentos homossexuais, mas vai proporcionar os mesmos direitos do cônjuge para parceiros do mesmo sexo, quando se trata de substituição de tomada de decisão para tratamento médico, adoções, acidentes e seguros de saúde.
O evento de hoje vai contar com a presença prefeito de Chicago, Richard M. Daley, o Presidente do Senado de Illinois John Cullerton, o Presidente da Câmara, Mike Madigan, entre outros políticos.
O defensor e co-fundador dos direitos gays de Illinois, Rick Garcia, comemora:
– Estou muito feliz que o governado está assinando esta lei. Este projeto nos coloca um passo mais perto da plena igualdade.

Exército americano deve receber as primeiras tropas gays em 3 meses Resposta

Os líderes do Pentágono vão lançar um plano nesta sexta-feira (28/01) para dar ao exército americano cerca de três meses para treinar as suas forças na nova lei que permite os gays de servirem abertamente. 


O plano, segundo eles, irá delinear o recrutamento de pessoal e outros regulamentos que devem ser alterados. Ele irá descrever três níveis de formação para as tropas: os comandantes e os administradores chave, recrutadores e outros que terão de aplicar as alterações. Após a conclusão do treinamento, o presidente e seus principais assessores militares devem comprovar que o levantamento da proibição não vai prejudicar a capacidade das tropas de combate. Sessenta dias após a certificação, a lei entraria em vigor. Isso significa que a completa execução poderia começar no próximo verão americano. 

O assessor de imprensa do Pentágono, Geoff Morrell, disse que os líderes militares irão fornecer uma atualização na sexta-feira sobre a forma como o Pentágono está agindo na aplicação da nova lei, que pôs fim à lei ¨Não Pergunte, Não Conte¨, de 17 anos.

As mudanças afetam o modo como as tropas são recrutadas e treinadas, e também a forma como os parceiros do mesmo sexo serão tratados em termos de saúde e outros benefícios. Alguns serão fáceis de implementar, por exemplo, os recrutas não serão mais desmerecidos por serem gays. Mas envolvendo outros benefícios, o programa de formação será mais complexo. 

Segundo funcionários, o treinamento será dividido em três categorias: Uma será para os líderes que terão de responder a perguntas sobre a nova política. A segunda será para os altos comandantes que terão de reforçar as políticas e também prestar atenção para os problemas entre os membros do serviço. A terceira, que deverá ser mais difícil, será a formação geral para as tropas ao redor do mundo.

Revista gay da Índia provoca revolução Resposta


Quando os primeiros exemplares da revista gay “Fun” chegaram na banca em Nova Delhi, Ram Naresh, dono da banca, exibiu as revistas discretamente para evitar uma ofensa, mas os clientes têm esgotado as edições a cada mês.


A publicação lustrosa, lançada em julho do ano passado, combina fotos de modelos jovens posando apenas de cueca com artigos sobre o que vestir em um encontro, discute sobre problemas sexuais e os últimos lançamentos de carros. Naresh disse que sempre fica sem nenhum exemplar, e que pede mais revistas o tempo todo. 

Essa cultura homossexual continua a ser chocante para a maioria dos índianos, que muitas vezes tratam o assunto como um grande tabu. Mesmo indianos de alto nível social não são abertamente gays ou lésbicas, inclusive nos domínios do esporte, política ou entretenimento. O sexo gay foi legalizado em 2009 e o perfil dos homossexuais na Índia tende a aumentar à medida que o país rapidamente abraça muitos aspectos do estilo de vida ocidental. 

O sucesso da revista “Fun” contrasta com o de “Bombay Dost (Amigo de Bombay), a primeira revista gay da Índia, que sobreviveu por 12 anos a partir de 1990, mas fechou até um recente relançamento. Outros pequenos sinais da crescente importância da comunidade gay foi incluir personagens do mesmo sexo em cartões do dia dos namorados e o filme de Bollywood, ¨Dostana¨, em que uma mãe acolhe o suposto namorado de seu filho na casa dela. 


Existem hoje, pelo menos oito impressos e revistas on-line destinados a lésbicas e gays na Índia, incluindo a “Jiah” (Coração), uma publicação na Internet que Ápia Kumar, de 26 anos, começou no ano passado.

“Eu queria um meio de comunicação, não para que eu pudesse empurrar anúncios e vender 
batom “, disse Ápia. ¨As pessoas escrevem me pedindo para que eu as envie a revista. O anonimato da internet ajuda imensamente em fazer com que as pessoas se sintam seguras e 
parte de uma comunidade.¨

Jiah, que é composta por voluntários, fica longe de fotografias de nu e fantasias sexuais, e aposta na poesia e em guias de viagem gay-friendly. “Eu não quero incluir qualquer conteúdo visivelmente sexual, uma vez que temos bastante jovens leitores, quero que os pais deles também sejam capazes de ler¨, finalizou Kumar. 

Marchas do orgulho gay tornaram-se eventos anuais bem-humorados em várias cidades, mas Kumar disse que muitos de seus leitores vêm de cidades onde as pessoas conservadoras 
acreditam que a homossexualidade é uma doença. 

As páginas da moda de “Fun” dificilmente são material de campanha militante, mas Manvendra Singh Gohil, editor da revista, acredita que seu tom confidente também ajuda na causa da igualdade homossexual. 

“Revistas indianas sempre ostentaram o corpo feminino, agora é hora de exibir o corpo masculino “, disse Gohil, um descendente gay de uma família real no Oeste da Índia. “As coisas estão mudando gradualmente. Quando eu me assumi gay em 2006, minha família me deserdou. Hoje, eu vejo os pais juntos com seus filhos nas marchas do orgulho gay¨, finalizou.

EUA: União civil entre casais homossexuais será possível ainda este mês, em Ilinois Resposta

Pat Quinn, govenador de Ilinois
O governador democrata do estado de Illinois, nos Estados Unidos, Pat Quinn, vai assinar a lei que permite a união civil de casais homossexuais no dia 31 de janeiro, no Centro Cultural de Chicago. 

O projeto foi aprovado pelo Senado Estadual com 32 votos a favor contra 24, no dia primeiro de dezembro. No dia anterior, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto com 61 votos a favor contra 52. O projeto de lei chama-se ¨Ato de Proteção da Liberdade Religiosa e União Civil de Illinois¨, e dá aos casais de gays e lésbicas o reconhecimento de relação, representando uma tentativa de forçar entidades religiosas a oferecerem a bênção da união, mesmo em desacordo com seus ensinamentos. 
Apesar da formulação, a medida enfrentou forte oposição da Conferência Católica de Illinois, assim como a Organização Nacional do Casamento, que é baseada em Washington.
Uma pesquisa realizada em outubro do ano passado descobriu que dois terços dos prováveis eleitores em Illinois são a favor de uniões civis ou igualdade no casamento para casais do mesmo sexo. 
Quando a medida entrar em vigor no dia primeiro de julho deste ano, Illinois irá juntar-se com Nova Jersey, Califórnia, Nevada, Oregon e Washington, estados que oferecem os mesmos direitos em uniões civis entre casais homossexuais. 
Somente Massachusetts, Iowa, Vermont, Connecticut, New Hampshire, e Washington, D.C. concedem a igualdade no casamento completo, embora não tendo o reconhecimento federal por conta do Ato de Defesa do Casamento, de 1996.

Argentina: Um ano após o primeiro casamento gay Resposta

Ontem (29/12), foi um dia de comemoração para os casais gays da Argentina, principalmente para o casal Alex Freyre e José Maria di Bello, que há 1 ano se tornaram o primeiro casal gay do país a conseguir se casar legalmente.

Os dois realizaram a cerimônia em um cartório civil da cidade de Ushuaia, à 3.500 km ao sul de Buenos Aires, e não só receberam o título de primeiro casal gay a oficializar o matrimônio na Argentina, mas também em toda a América Latina.

O casamento era para acontecer no dia 1º de Dezembro de 2009, por ser o dia mundial da AIDS, já que os dois que são ativistas e soro positivos. Mas o pedido foi negado em cima da hora e apenas após a decisão da governadora Fabiana Ríos, finalmente eles puderam se casar.

Até hoje já foram realizados mais de 1000 casamentos entre pessoas do mesmo sexo na Argentina.

Governo Lula expandiu direitos dos LGBT, mas homofobia cresceu Resposta

O “Jornal do Brasil” revela que os oito anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva são marcados pelo avanço institucional no reconhecimento de direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros, mas, também, pelo avanço da homofobia.

Os dados divulgados pela reportagem são do Grupo Gay da Bahia (GGB). De acordo com o GGB, no ano de 2009, 198 pessoas foram mortas em razão do ódio quanto as suas orientações sexuais. Este ano, segundo a organização não governamental (ONG), já estão documentados 232 assassinatos. É a primeira vez, “em 30 anos” que esse número “chegou a ultrapassar 200. Isso faz o Brasil campeão mundial de assassinatos, sobretudo de gays e travestis”, é o que garante o fundador do GGB e professor universitário Luiz Mott.

Segundo Mott, em 2002 havia uma média de uma morte de gay ou travesti a cada três dias, hoje essa média seria de um homicídio em menos de dois dias. Ele lamentou que o governo Lula não tenha capacitado a segurança pública para proteger esse segmento da população e nem criado um sistema de informações sobre a violência contra os LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros), conforme previsto na segunda edição do Plano Nacional de Direitos Humanos, aprovado durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

O antropólogo ainda aponta as contradições de um país que mais mata gays e tem a maior parada do Orgulho LGBT do mundo (em São Paulo, mais de três milhões de pessoas).

É bom lembrar que em muitos países não existem pesquisas a respeito da violência contra os LGBT, portanto, classificar o Brasil como o país onde mais se mata gays e travestis é precipitado. Embora a violência contra esses grupo de pessoas seja preocupante.

Para Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABLGBT), as contradições da sociedade podem ser verificadas entre os Três Poderes.

Enquanto o Executivo federal promoveu a primeira conferência nacional sobre o tema, com a presença do presidente da República, iniciou a implementação do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT e recentemente criou o Conselho Nacional de Combate à Discriminação e o Poder Judiciário deu ganho de causa em mais de 780 ações para união estável, direito de adoção e condenações a práticas discriminatórias, o Legislativo ainda não aprovou o projeto de lei complementas, em tramitação desde 2001, que define os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.

Segundo Toni Reis, o governo Lula implantou 60% do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos dos LGBT.

Para pressionar os parlamentares a aprovarem o projeto de lei complementar que torna a homofobia crime, acesse http://www.naohomofobia.com.br e assine o abaixo-assinado!

Afinal, quem é dono do arco-íris? Resposta

Como não poderia deixar de ser, um ativista do grupo americano anti-gay ¨Organização Nacional do Casamento¨ (aqui exite grupo para tudo que voce possa imaginar), está dando declarações contro o uso do arco-íris como símbolo da liberdade homossexual. Segundo ele, os gays não são donos do arco-íris. Algumas dessas pessoas que, provavelmente, não tem muita coisa pra fazer, estão dizendo que o arco-íris é um sinal de Deus e que não tem nada a ver com homossexualismo.

Jennifer Morse, fundadora e presidente do ¨Projeto Ruth¨, descrito por ela como uma causa para promover o amor do casamento duradouro para estudantes (rs), diz que ¨as pessoas não podem simplesmente deixar os gays levarem o arco-íris, utilizado em escolas cristãs, na arca de Noé… todos esses são ótimos símbolos cristãos, judeus e o arco-íris ainda é nosso¨.

De fato, o símbolo esteve presente em diferentes momentos da história. Segundo algumas religiões, o arco-íris foi entitulado por Deus como arco-aliança, logo depois que ocorreu o grande dilúvio, quando Deus firmou um compromisso de nunca mais inundar o planeta, colocando assim, o arco-íris como um símbolo deste pacto.

No início dos anos 70, nos EUA, a bandeira do arco-íris era tida como um símbolo do internacionalismo e unidade entre os povos. Unidade. Foi utilizada pela primeira vez como símbolo das minorias sexuais e orgulho gay, na parada do dia da liberdade gay de São Francisco, no dia 25 de Junho de 1978. Mas antes, ela foi usada também no século XVI, durante a Guerra dos Camponeses da Alemanha, como um sinal de esperança da nova era. Esperança. O sacerdote Thomas Muentzer, que fez o apelo durante a revolta, é muitas vezes retratado segurando a bandeira do arco-íris.

Na Itália, foi utilizada como símbolo pacifista nos anos 60. Esta bandeira tem escrita a palavra pace, que significa paz em latim. Paz. Não podemos esquecer que o Greenpeace, organização de proteção ao meio ambiente, utiliza a bandeira do arco-íris em várias ações, como por exemplo a série de barcos Rainbow Warrior (guerreiro arco-íris).

O arco-íris também é usado na bandeira oficial do Oblast Autónomo Judaico, que tem as sete cores representando os sete braços do Menorá, que segundo as tradições judaicas, representam os sete dias que Deus utilizou para criar o mundo. O Peru, a Bolívia e o Equador utilizam a bandeira do arco-íris como símbolo do Tahuantinsuyu, índios andinos, porém algumas pessoas do movimento indígena de Cuzco, no Peru, tem demonstrado o desejo de abandonar o símbolo por conta de uma confusão junto ao movimento LGBT.

Portanto, de quem será o arco-íris? Quem seria o mais indicado a carregar esse símbolo secular? O fato é que de um lado ou de outro, o arco-íris sempre foi um símbolo de união e amor, acima de tudo, um símbolo que representa a paz. E por que querem tirar o direito de paz e amor dos gays? Alguns grupos são egoístas ao ponto de quererem o arco-íris só para eles. Mas para mim, se perguntássemos ao arco-íris para quem ele gostaria de brilhar, tenho certeza que ao invés de escolher aqueles que fazem a guerra, ele escolheria aqueles que apenas fazem o amor.

Olá Resposta

Adorei a ideia do meu amigo Douglas, de criarmos este blog. Na verdade, já tivemos um blog que era um apanhado de notícias do mundo LGBT. A intenção agora é um pouco diferente. Além das notícias, o espaço será de opinião. Então, não surpreenda-se se, de vez em quando, a chapa esquentar. A intenção é essa.

Queremos, dentro de nossas limitações: espaço físico (ele mora nos EUA, eu no Brasil), pouco conhecimento a respeito de informática – por exemplo, a gente queria colocar uma foto pequena de cada um, com o nosso perfil por aqui e não sabe como (rs rs rs) – despertar em você, leitor(a) um certo incômodo. Queremos despertar em você uma vontade de mudar, não o mundo, não a situação dos LGBT em países fundamentalistas, mas as suas atitudes. Queremos que você levante a bunda da cadeira e haja! Está na hora! Podemos, sim, mudar a situação vexatória em que o nosso Brasil se encontra. É o país, segundo dados não oficiais, onde mais se mata gays no mundo!

Você pode até questionar os métodos de quem divulga os números da violência contra os LGBT no Brasil. Mas, se você parou neste espaço, é porque certamente se sente incomodado com algo. Então, acredito que, se a gente mudar a nossa atitude nos pequenos acontecimentos do dia a dia, deixará de passar por constrangimentos e de presenciar crimes contra pessoas, simplesmente, por elas terem uma orientação sexual ou identidade de gênero diferente da do agressor.

Sei que o início de um blog é difícil e a sensação é de falar com as paredes. Por isso, peço que você perca um tempinho e comente algo. Dê a sua opinião. O que você quer ver por aqui.