Conheça os gays que são contra o casamento gay 1

Vários países estão abrindo caminhos jurídicos para a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo e outros já oficializaram este tipo de união.

Na França, apesar de inúmeros protestos, o primeiro casamento gay já foi realizado.

Após um decisão do Parlamento britânico, Inglaterra e o País de Gales também poderão realizar casamentos entre pessoas do mesmo sexo em breve.

No Brasil, em maio, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que todos os cartórios do país sejam obrigados a habilitar, celebrar o casamento civil ou converter a união estável em casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Nos Estados Unidos, duas decisões que serão tomadas pela Suprema Corte nas próximas semanas poderão acelerar a aprovação dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo no país.

Apesar do forte ativismo dos americanos, muitos nos Estados Unidos são contra o casamento gay, e não fazem parte de comunidades conservadoras.

‘Comprovadamente não é o mesmo que um casamento heterossexual, o significado religioso e social de uma cerimônia de casamento gay simplesmente não é o mesmo’, disse Jonathan Soroff.

Sorroff é homossexual e vive com seu companheiro Sam em Massachusetts, no leste do país.

Assim como metade de seus amigos, ele é contra o casamento de pessoas do mesmo sexo.

‘Não vamos procriar como um casal e, enquanto o desejo de demonstrar compromisso pode ser louvável, as tradições religiosas que acomodaram os casais de mesmo sexo precisaram fazer algumas distorções razoáveis’, afirmou.

Para Soroff, que escreve para o jornal ‘Improper Boston’, o objetivo é igualdade e não vale a pena se prender apenas a uma palavra.

‘Estive em alguns casamentos gays adoráveis, mas imitar o casamento heterossexual tradicional é estranho e não entendo porque alguém quer fazer isto. Não digo que as pessoas que querem não deveriam ter, mas, para mim, tudo o que importa é a questão legal’, afirmou.

Legalização

A questão legal mencionada por Soroff pode estar a caminho. Os nove juízes da Suprema Corte americana estão analisando se uma lei federal que não reconhece o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e, por isso, nega a eles e elas os benefícios desta união, é inconstitucional.

Um segundo veredicto será dado em relação à legalidade da proibição do casamento gay na Califórnia.

Mas, para alguns homens e mulheres gays americanos, a aprovação do casamento gay seria uma vitória de uma instituição patriarcal.

Claudia Card, professora de filosofia da Universidade de Wisconsin-Madison, afirma que algumas lésbicas são contra esta união alegando razões feministas, pois acreditam que o casamento serve mais aos interesses do homem do que os da mulher.

A professora afirma que a questão do casamento é uma ‘distração’.

‘Ativistas gays deveriam colocar suas energias em questões ambientais como a mudança climática, pois há uma chance de fazer diferença (de forma mais) moralmente defensável e urgente’, disse.

Legba Carrefour, que se descreve como um ‘homossexual radical’, chama o casamento gay de ‘um modo de vida destrutivo’ que produz famílias destruídas.

‘Estamos a apenas uma ou duas gerações de distância de filhos vindos de casamentos gays que também são lares desfeitos’, disse.

Para ele, uma prioridade maior para a comunidade gay é combater o aumento da violência contra transexuais.

‘Não estou preocupado se posso me casar, mas se vou morrer na rua nas mãos de homofóbicos.’

Entre os americanos, o apoio ao casamento gay em geral já está acima de 50%, segundo o instituto Gallup, mas os números de aprovação na comunidade gay são mais difíceis de descobrir, pois os centros de pesquisa nunca fizeram tal levantamento.

União civil

Na Grã-Bretanha, o colunista do ‘Daily Mail’ Andrew Pierce foi chamado de homofóbico por ser contra o casamento gay, apesar de sua longa história de luta pelos direitos da comunidade.

Pierce acredita que as uniões civis, introduzidas na Grã-Bretanha em 2005 para garantir direitos iguais aos casais do mesmo sexo, já são o bastante.

‘Nós temos casamento, é chamado de união civil e eu me alegro com o fato de que pessoas como eu, que são diferentes dos héteros, possam fazer algo que eles não podem’, disse.

Na França, homens e mulheres homossexuais se juntaram aos protestos contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, introduzido neste ano no país.

A ativista Yasmin Nair afirmou que, por muitos anos, a instituição conservadora do casamento nunca esteve em pauta entre os gays. Mas, se transformou em objetivo na década de 1990, quando o movimento gay emergiu do choque da epidemia de Aids sem a sua antiga energia política.

Igualdade

Stampp Corbin, editor da revista ‘LGBT Weekly’, afirma que vê paralelos entre o ativismo gay atual e o movimento de defesa dos direitos civis nos Estados Unidos.

‘Sou afro-americano e havia muitas coisas que a sociedade nos impedia de fazer. Quando éramos escravos, não podíamos nos casar, não podíamos nos casar com alguém que não fosse de nossa raça e, mais notável, não podíamos frequentar os mesmo locais que os brancos.’

‘Então, quando ouço que os LGBTs falando a mesma coisa: ‘Não acho que gays e lésbicas deveriam se casar’, é diferente de escravos falando: ‘não acho que escravos deveriam ser capazes de se casar’?’

‘É ódio internalizado, criado pela opressão. Porque você quer negar a uma pessoa que tem sua orientação sexual a capacidade de se casar? Ninguém está te obrigando a se casar’, afirmou.

Príncipe Harry salva soldado gay de ataque homofóbico Resposta

Príncipe Harry salva soldado gay de ataque homofóbico

Príncipe Harry salva soldado gay de ataque homofóbico

O príncipe Harry salvou um soldado britânico gay de um ataque homofóbico por integrantes de um regimento de infantaria. O caso teria ocorrido em 2008 durante um exercício militar no Canadá. A revelação foi publicada na edição deste domingo (9/6), do tabloide “Daily Mail”.

James Wharton contou ao jornal que procurou o príncipe após ser ameaçado por seis soldados. A conversa teria ocorrido quando os dois estavam dentro de um tanque durante o treinamento.

“Eu subi na torre [do tanque] e falei com Harry o que exatamente tinha acontecido. Ele disse: certo, eu vou resolver isso de uma vez por todas”, disse  Wharton, que tinha 21 anos à época, ao tabloide.

O soldado contou ainda que Harry procurou os militares e advertindo-os dizendo que a eles que seriam punidos severamente se continuassem com as ameaças.

Wharton, que deixou o Exército britânico no início deste ano, disse que nunca irá se esquecer da atitude do príncipe.“Eu sempre serei grato ao Harry. Nunca vou esquecer o que aconteceu”.

Jurado se recusa a servir em tribunal por ser que é homofóbico e racista Resposta

Juiz leu carta em que homem selecionado para jurado dizia ser muito preconceituoso contra homosexuais, imigrantes e negros  Foto: Reprodução Internet



Um jurado enfrenta acusação depois de ter tentado se livrar do trabalho, dizendo que era muito homofóbico e racista. O homem escreveu uma carta para o juiz depois que foi selecionado para atuar como juri em um caso de um réu que seria julgado por agressão e conduta perigosa em um tribunal da justiça na Inglaterra.  O Juiz Gary Burrell QC leu a carta, onde o homem, que não pode ser nomeado por razões legais, disse que seus pontos de vista extremos tornou a imparcialidade impossível para ele. 

Na carta ele diz “Eu acredito fortemente que seria uma grave injustiça ao sistema legal selecionar-me para o serviço de júri. Eu tenho muito preconceito contra os homossexuais, negros e imigrantes e não poderia ser imparcial  para comparecer ao tribunal. Portanto, não seria do interesse do tribunal me ter como jurado.” O homem também disse que não achava que ele próprio tinha o direito de “julgar ninguém”.

O Juiz Burrell concluiu que era difícil saber com certeza se essas eram as crenças do homem ou se ele estava simplesmente tentando manipular o sistema e disse que o jurado não era capaz de estar no tribunal para julgar ninguém devido as suas concepções como ser humano, o demitindo em seguida. 

O homem, que saiu escoltado do tribunal, enfrenta agora acusação sob a desobediência ao tribunal, ato por não servir em um júri. 

Melhor ser sincero

Melhor ser sincero, do que julgar de acordo com convicções religiosas ou com preconceito.

Com informações de O Dia



Futebol inglês lança cartilha anti-homofobia 14 anos após suicídio de atleta Resposta


Homofobia é lugar-comum nos estádios de futebol da Inglaterra, assim como em outros ao redor do mundo. Mas a partir de agora, se depender da Football Association (FA), a CBF inglesa, torcedor nenhum poderá considerar a arquibancada área de exceção. Ofensas a jogadores passaram a ser enquadradas no novo plano de ação da FA, o LGBT Football, como comportamento discriminatório.



Esta é a primeira vez que a FA, de fato, toca no assunto e tenta por no papel um plano para banir a homofobia do futebol inglês. No entanto, por mais válida e inovadora que seja, a atual iniciativa foi aplaudida no estádio de Wembley, em Londres, como um amistoso que acabou no zero a zero.



No material divulgado pela FA, durante o evento “Opening Doors and Joining In”, no dia 20 de fevereiro, há muita intenções, mas nada de medida prática. Tirando um número de telefone de denúncias homofóbicas, tudo ali é só planejamento.



A cartilha anti-homofobia do futebol inglês tem ao todo 20 páginas – muito mais ambiciosa do que panfleto de 10 maus exemplos, distribuído nos estádios, em 2006. E, mesmo assim, foi alvo de críticas. “Não há nada de concreto ou específico. E é triste dizer, mas não se trata de uma iniciativa que vai causar algum impacto na maioria das pessoas”, avalia o ativista de direitos humanos Peter Tatchell (na foto acima), ex-líder da Gay Liberation Front (GLF), que estava presente no dia do lançamento.



Segundo ele, para entrar em pauta e alcançar os torcedores, a Football Association deveria pressionar os times a incluir mensagens anti-homofóbicas nos ingressos, por exemplo. Ou mais do que isso: exibir frases de campanhas contra esse tipo de discriminação no intervalo entre primeiro e segundo tempo dos jogos.



”Time inglês nenhum apresenta um plano que ofereça algum apoio ao jogador que revelar ser gay ou bissexual, como afirmação pública de sua decisão, assistência a ele e seus colegas em como falar com a imprensa, e como lidar com a reação dos times rivais. Isso sim traria inclusão”, emenda.


Quatorze anos depois


O caso de homossexualidade mais conhecido no futebol inglês teve um trágico final em 1998: o suicídio do jogador Justin Fashanu, o primeiro profissional da série A a admitir em público ser gay. Foram oito anos de uma relação conflituosa com a própria imagem e com a família. Seu irmão, John Fashanu, também era jogador profissional e não aceitava ser ridicularizado pelos colegas.



Pouco antes do suicídio, Justin foi acusado de ter abusado sexualmente de um adolescente, nos Estados Unidos. E se matou deixando uma carta em que dizia que aquilo não era verdade, mas que por ser homossexual, seria tratado injustamente. Por isso, era melhor morrer – uma desgraça que abalou a história do futebol na Inglaterra, e que hoje sobrevive com a The Justin Campaign, uma fundação que luta para combater a homofobia no futebol.

Imagem do Plano LGBT Football, da FA: “quando você é parte de um time, você nunca está sozinho”

O atual plano LGBT chega a ser o começo de uma resposta ou uma medida de prevenção para que casos como o de Justin se repitam. “Já estava ficando vergonhoso para a FA não ter um projeto assim”, revela Tatchell. “Foi um coro de críticas aos comandantes e vários pedidos para que alguma coisa fosse feita que forçou a federação a tomar uma atitude contra homofobia. Vários dirigentes deixaram o assunto de lado, até que não deu mais.” Tardio, mas válido. Válido, mas ainda pouco prático.



Um dos mais ricos do mundo, com investimentos de magnatas russo e árabes, o futebol inglês passa por uma fase polêmica com seus recentes casos de racismo, como o exemplo do uruguaio Luis Suárez, do Liverpoool, contra o francês Patrice Evra, jogador do Manchester United, entre outros. Lançar agora um plano contra a homofobia é importantíssimo pelo caráter do projeto. Mas também pode ser uma boa tática de retomar a imagem, ainda que seja com uma jogada mal acabada.

O vídeo a seguir “Let’s Kick Homophobia Out The Football”, de 2011, é um passo à frente da campanha Let’s Kick Racism Out the Football, de 1996. Nele, o protagonista agride verbalmente o jornaleiro, colegas de escritório, pessoas no elevador. No final, a reflexão: “Se esse tipo de comportamento não é permitido nas ruas e em nenhum outro ambiente, por que está liberado no estádio de futebol? “

Fonte: Opera Mundi

Inglaterra: preconceito contra gays diminui nas escolas Resposta

Mark McCormack

Adolescentes enfrentam cada vez menos homofobia entre seus amigos do que antes, pois o estigma de ser gay está diminuindo nas escolas secundárias, de acordo com um novo livro publicado pelo sociólogo Mark McCormack, da Universidade de Brunel, em Londres. Ele escreveu, após passar seis meses em várias escolas locais e estudar atitudes de alunos entre 16 e 18 anos de idade, que os preconceitos contra gays dos anos 1980 e início dos 90 estão desaparecendo. No livro “O significado do declínio homofóbico: como garotos adolescentes estão redefinindo masculinidade e heterossexualidade”, ele diz que atitudes pró-gays são bem vistas e que a homofobia é tão inaceitável quanto o racismo. As informações são do jornal inglês Guardian.
“Muitos preconceitos são baseados em estigmas e atualmente o estigma em volta de ser gay está caindo. As famílias estão mudando também, os parentes já dizem ok”, afirmou ele, que completou que a internet tem ajudado a dissipar o isolamento de jovens gays, sentido no passado. “Há 20 anos, poucas pessoas falavam abertamente de homossexuais na mídia. Hoje, há uma mudança fundamental no discurso cultural”, ressaltou o escritor. McCormack encontrou adolescentes abertos sobre sua sexualidade. “Isso em um enorme impacto sobre as crianças gays: elas são felizes e orgulhosas na escola. Isso é melhor para crianças gays e crianças heterossexuais também”, disse ele, que ressaltou, porém, que a mudança de atitude pode ser peculiar a essa faixa etária: “Não estou dizendo que a batalha contra a homofobia está vencida, mas está ficando melhor.”

Hermafrodita descobre que possui órgãos sexuais feminino e masculino aos 19 anos e passa a viver como mulher aos 40 1

Caroline Kinsey: Mudança de sexo aos 40.
Caroline Kinsey, de 42 anos, viveu como um homem por 40 anos. Isso porque os pais dela só disseram que a inglesa era hermafrodita quando tinha 19 anos. Até os 40, Caroline, da cidade de Darwen, na Inglaterra, era chamada de Carl John Baker.

Ainda vivendo como homem, a inglesa se casou com uma mulher e se divorciou pouco tempo depois. Caroline sofreu anos de bullying na escola por causa das características femininas do corpo e da voz. Até que os pais resolveram contar a verdade.
– Desde pequena, sempre soube que era diferente. Mas nunca pude tocar no assunto.
Tudo começou a fazer sentido para Caroline, depois de descobrir a verdade.
– Minha mãe me mostrou as fotos do dia do meu nascimento e contou da reação da enfermeira, ao descobrir que eu tinha os dois órgãos genitais. As pessoas que passaram por toda a minha vida sabiam que eu era diferente.
Há dois anos, em depressão, a inglesa resolveu viver como mulher. Era uma tentativa de se sentir melhor.
– No começo foi muito estranho. Mas rapidamente eu percebi que era a coisa certa para mim. Eu cresci como um garoto, mas não deveria, porque segredos foram escondidos de mim. Eu não me sinto bem em roupas masculinas, então decidi me dar uma chande e vestir roupas de mulher.
Caroline conta que algumas pessoas ainda não conseguiram aceitá-la como mulher. Mas isso não chega a ser um problema. A inglesa está procurando ajuda de especialistas para remover a genitália masculina.
– Espero que isso me ajude a deixar o passado para trás e encontrar um amor.

Pai gay luta por guarda de filho com casal de lésbicas Resposta

Um menino britânico de dois anos com “duas mães e um pai” está no centro de uma batalha judicial incomum, na Grã-Bretanha. A mãe biológica diz ter feito um “pacto” com o pai, antes de o menino ser concebido, de que ela e sua parceira lésbica seriam as “mães” e de que ele teria contato limitado com a criança.
Agora, as mulheres dizem se sentir “amarguradas e traídas”, depois que o pai pediu à Justiça que o filho durma em sua casa ocasionalmente e passe férias com ele, bem mais do que as atuais cinco horas a cada 15 dias que ele passa com a criança.
O pai argumenta que ele sempre foi bem mais do que um “doador de sêmen”, já que esteve presente durante o nascimento do bebê, seu batizado e festas de Natal, e afirma querer ser um pai de verdade para o único filho que terá na vida.
Casamento de conveniência
A mãe e o pai biológicos – que não podem ser identificados para proteger a identidade da criança – já estiveram em um “casamento de conveniência” e se consideravam “melhores amigos”, mas hoje estão divorciados.

Os três envolvidos têm empregos com altos salários e vivem no centro de Londres. O pai defende que o menino tenha “três pais e duas casas”, enquanto o casal lésbico insiste em uma “um único núcleo familiar”.
“Apesar de sua sexualidade e de elas aceitarem que, nesse sentido, elas são uma ‘família alternativa’, a mãe e sua parceira têm visões muito tradicionais sobre a vida familiar e nunca escolheriam colocar uma criança em outra situação que não uma família intacta, com apenas dois responsáveis”, disse o advogado do casal, Charles Howard.
Famílias alternativas
Já o representante legal do pai, Alex Verdan, acusou as mulheres de “importar modelos tradicionais ou estereotipados” para o tribunal e afirmou que o caso é relevante para todas as crianças nascidas em famílias alternativas.
Segundo Verdan, o pai não quer afastar a parceira da mãe e insiste que não houve “um acordo claro” antes da concepção do bebê de que seu papel ficaria limitado a visitas ocasionais.
Do outro lado, a mãe e sua parceira dizem ter planejado juntas sua família e que se soubessem que o pai teria esta posição mais tarde, teriam optado por um doador de sêmen anônimo. “Elas decidiram proceder com um doador conhecido, alguém que era seu amigo, para dar à criança um pai, com quem ela pudesse ter um relacionamento limitado, mas importante.”


O julgamento continua, em Londres.

Reportagem BBC

Time inglês demite jogador que fez comentário homofóbico no Twitter Resposta

Lee (esquerda) e Thomas (direita)

O atacante Lee Steele foi dispensado do Oxford City, time de futebol da Inglaterra, após fazer um comentário homofóbico no Twitter sobre Gareth Thomas, ex-jogador profissional de rúgbi e participante do Big Brother inglês de celebridades.

Na rede social o jogador escreveu que “não escolheria a cama ao lado de Gareth Thomas”.

O treinador da equipe, Mike Ford afirmou que a dispensa de Steele foi uma das coisas mais difíceis já feitas por ele no futebol. “Nesta ocasião, Lee teve de pagar por seu erro de julgamento. Fez um comentário homofóbico, mas isso não quer dizer que ele é homofóbico”, lamentou.
O clube divulgou um comunicado justificando a dispensa do jogador por sua “atitude totalmente contrária a ética do clube”. O jogador preferiu não dar declarações sobre o ocorrido.
Atualmente, o Oxford disputa a League Two, o que corresponde a quarta divisão do Campeonato Inglês.

*Reportagem UOL Esportes


Primeiro jogador gay da NBA diz que homofobia é um grande problema no esporte britânico Resposta


O jogador estadunidense aposentado John Amaechi – primeiro jogador da NBA a assumir a homosseualidade – afirmou que o preconceito contra gays é comum no esporte da Inglaterra. Ele descreveu nesta quarta-feira (27/10) o sentimento “anti-gay” nas corporações esportivas como um “problema massivo” que vem sendo “ignorado” há muito tempo. O ex-jogador do Cleveland Cavaliers, Orlando Magic e Utah Jazz disse que “nos esportes, existem instituições que não mudam há 100 anos, mas que precisam mudar.”

Destacando o futebol, Amaechi disse “se você comparar a campanha que eles fizeram contra o racismo e a campanha contra a homofobia, irá perceber claramente.”

Amaechi falou depois de receber a Ordem do Império Britânico por serviços prestados ao esporte voluntário do Príncipe Charles no Palácio de Buckingham.

Amaechi de aposentou da NBA em 2004 e se assumiu sua homossexualidade em 2007, quando escreveu uma autobiografia intitulada Man in the Middle, na época, aos 36 anos. 

Nascido em Massachusetts e criado na Inglaterra, Amaechi fez o anúncio official de sua homossexualidade no dia 13 de fevereiro de 2007, no programa de TV “Outside the Lines”, da ESPN estadunidense. A atitude é rara entre atletas profissionais até hoje. São poucos os nomes de elite no esporte que revelam ser gays.

Amaechi atuou na NBA durante cinco temporadas. Com médias de 6,2 pontos e 2,6 rebotes, ele se aposentou em 2003. Depois disso, voltou para a Inglaterra.
Sair do armário foi apenas mais um desafio na vida do atleta, que teve uma infância difícil, marcada pelo excesso de peso e pela rejeição dos amigos. Até realizar o sonho da NBA, ele passou por vários obstáculos: foi abandonado pelo pai, dispensado pelo time universitário, sofreu com a morte da mãe e ainda se viu obrigado a lidar com lesões e problemas físicos.
O modo como os esportistas americanos tratam o homossexualismo sempre incomodou Amaechi:
– Se você olha para a NBA, as minorias não são bem representadas. Ainda são poucos jogadores descendentes de hispânicos e asiáticos, por exemplo. Então não é nenhuma surpresa o fato de não haver gays assumidos. Seria como um alienígena caindo do céu – declarou, em seu site pessoal, em 2007.

Ele trabalha atualmente como ativista, educador, psicólogo na Europa e nos Estados Unidos da América.



Ignorância sobre a transmissão do HIV continua, aponta pesquisa britânica Resposta

Uma pesquisa britânica sugere que uma em cada cinco pessoas não sabem que o HIV pode ser transmitido através do sexo gay desprotegido.

A pesquisa com cerca de 2.000 pessoas, feita pelo National AIDS Trust, também descobriu que o mesmo número de entrevistados nãosabiam que relações heterossexuais sem proteção pode levar à transmissão do vírus. 
Pessoas da África e do Caribe foram os menos propensos a entender que o sexo gay desprotegido era uma maneira de transmissão, em 49% dos entrevistados, em comparação com 20% por cento de outras localidades
É o quarto ano que esse levantamento vem sendo publicado e os pesquisadores disseram erradamente, mais pessoas atualmente acreditam que o HIV pode ser transmitido através do beijo (9%) ou cuspindo (10%). Estes números dobraram desde 2007, quando a pesquisa apontou 4 e 5 por cento, respectivamente. 
Sessenta e sete por cento das pessoas disseram ter simpatia por portadores de HIV e 74 por cento acreditavam que eles deveriam ter o mesmo nível de apoio e respeito das pessoas com câncer. Onze por cento não tinha simpatia, e subiu para 30 por cento o número de infectados com o HIV através do sexo desprotegido. 
Deborah Jack, presidente executiva da National AIDS Trust, afirma que ¨é certamente positivo ver que a maioria do público têm atitudes favoráveis em relação às pessoas com HIV, mas ainda há enormes lacunas na consciência do que significa viver com o HIV no Reino Unido hoje¨. 
E continua:
– É extremamente importante que as incursões são feitas em termos de educar o público em geral para que possamos erradicar o preconceito que ainda existe em torno do HIV. Além de melhorar o conhecimento sobre o HIV, o trabalho intensivo também precisa entrar na luta contra os julgamentos, muitas vezes profundamente enraizados e nas crenças que as pessoas têm sobre o HIV e os infectados.

Pesquisa na Inglaterra mostra que problemas mentais são mais comuns em LGBT’s Resposta

Os problemas de saúde mental na Inglaterra são mais comuns entre a população LGBT do que na população heterossexual, de acordo com uma nova pesquisa. 

O estudo, publicado na edição de fevereiro do British Journal of Psychiatry, sugere que a discriminação contra os gays pode estar contribuindo para estes altos níveis de transtorno mental. O pesquisador chefe, Apu Chakraborty descreveu os resultados como “muito preocupantes”. 
Os psiquiatras da UCL (University College London) e da Universidade de Leicester, uniram-se para estudar as taxas de transtornos mentais entre 7.403 adultos que vivem no Reino Unido. Eles pegaram os dados da Pesquisa de Morbidade Psiquiátrica de Adultos em 2007, que foi o primeiro ano em que a pesquisa incluiu uma pergunta sobre orientação sexual e as parcerias do mesmo sexo. 
Os pesquisadores descobriram que os distúrbios mentais como depressão, ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo, fobia, auto-mutilação, pensamentos suicidas, alcoolismo e a dependência de drogas, foram significativamente mais comuns entre pessoas que se identificaram como não sendo heterossexuais. 
Por exemplo, 4,1% das pessoas que não são heterossexuais relataram ter tido um episódio depressivo na semana passada, em comparação com apenas 2,1% das pessoas heterossexuais. 10,4% das pessoas não-heterossexuais relataram ter dependência em álcool em comparação com 5,4% de pessoas heterossexuais e 8,6% de pessoas não-heterossexuais relataram cometer auto-flagelamento em comparação com 4,6% de pessoas heterossexuais. Globalmente, 40% das pessoas heterossexuais se descreveram como sendo bastante ou muito feliz, em comparação com apenas 30% das pessoas não-heterossexuais. 
Os pesquisadores também descobriram que as pessoas que não são heterossexuais eram significativamente mais propensas a sofrer discriminação por causa de sua orientação sexual, e um total de 4,9% relataram que sofreram discriminação nos últimos 12 meses, quando apenas 1,6% no grupo dos heterossexuais sofreram algum tipo de preconceito. Dr Chakraborty completa: 
– Esta foi a primeira vez que o estudo analisou a saúde mental e o bem-estar das pessoas LGBT em uma amostra aleatória da população em geral. Nosso estudo confirma os trabalhos anteriores realizados no Reino Unido, EUA e Holanda, que sugere que gays, lésbicas, bissexuais ou transexuais possuem um maior risco de transtorno mental, pensamentos suicidas, abuso de substâncias e de auto mutilação do que os heterossexuais. Embora o nível absoluto de discriminação contra pessoas não-heterossexuais foi comparativamente baixo, ainda é significativamente maior do que contra as pessoas heterossexuais. Ele dá suporte à idéia de que pessoas que se sentem discriminadas na experiência social, aumenta o risco de sofrerem problemas de saúde mental. Esses níveis mais altos de problemas psiquiátricos nas pessoas não-heterossexuais são muito preocupantes. Eles exigem não só uma resposta, cuidados primários e serviços de saúde mental, mas maiores esforços na prevenção destes problemas decorrentes.

Artigo: O beijo proibido que o Brasil espera ver, por Tom Phililips Resposta

Gilberto Braga, um dos autores de Insensato Coração. (Foto: Reprodução)
O jornalista Tom Phililip escreveu para o site inglês ¨Guardian¨ sobre a nova novela da Rede Globo, ¨Insensato Coração¨, e contou sobre a expectativa do beijo gay nas novelas, mostrando ainda dados da homofobia no país. Confira o artigo na íntegra:


Triângulos amorosos, corações partidos e uma estrela de reality show, acompanhados por uma otimista trilha sonora de samba. Só podia ser a mais recente novela do Brasil, que estreou na semana passada. Mas ¨Insensato Coração¨,deverá quebrar o molde com pelo menos seis personagens gays. 

“Estamos abordando um tema contemporâneo e pertinente”, Ricardo Linhares, um dos criadores da novela contou ao site de notícias R7; ele disse esperar que a novela ajude a “combater preconceitos e promover a aceitação”. 

A maioria das cidades brasileiras possuem comunidades gays, mas a homofobia e a violência 
persistem. Segundo o Grupo Gay da Bahia, 198 homossexuais foram assassinados no Brasil em 2009, 122 mortes a mais do que há dois anos atrás. 

As novelas muitas vezes chegam perto de 50 milhões de espectadores. Algumas têm tentado mostrar os tabus, tais como saúde mental, toxicodependência e alcoolismo. “Este é um passo à frente”, disse Julio Moreira, presidente dos direitos gays do grupo Arco-Íris, para o jornal Extra. “Os gays sempre foram retratados como (personagens) marginais ou de alguma forma negativa. É importante mostrar a diversidade e levantar questões políticas. ” 

Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais e transexuais, disse que Insensato Coração é uma oportunidade importante para quebrar estereótipos e trazer visibilidade. É a chance de mostrar uma realidade e um vocabulário que pode influenciar na cultura brasileira como um grande negócio.” 

“Hoje nós somos o país com o maior número de marchas do orgulho gay no mundo … mas a novela da noite atinge todos os lares do Brasil “, disse Reis, que fez história jurídica em 2003 pela obtenção de um visto permanente para seu parceiro britânico. 

Reis disse que a televisão do Brasil geralmente apresenta uma “imagem distorcida” da comunidade gay, com menções à homossexualidade restrito a três tipos de programas: comédia, programas sobre crime e canais religiosos, onde evangélicos pregadores vão contra a homossexualidade. 

Em contraste, entre os personagens gays de ¨Insensato Coração¨, está um advogado, um professor, um jornalista e um comerciante. A obra ainda possui a sua própria boate gay, a luxuosa Barão da Gamboa, inspirada na boate carioca ¨The Week¨, e as iniciais do clube, ¨BG¨, também representam ¨Boate Gay¨.

Fãs gays da novela estão há muito tempo esperando por um beijo nas obras, e em 2005 pensaram que conseguiriam, quando a mídia local anunciou que dois personagens masculinos iam dar um beijo na novela América. A cena acabou sendo cortada, e por isso, houve um protesto com beijos gays no Congresso do Brasil.

Os criadores de Ïnsensato Coração¨ dizem que se os espectadores esperam por um beijo gay, ficarão desapontados. Em uma coletiva de imprensa de lançamento da novela, Gilberto Braga, um dos autores, foi categórico. “O público não está pronto.” 

Reis disse que a decisão mostrou “falta de coragem e ousadia. Beijar é uma demonstração de carinho, e não uma afronta à sociedade. Corrupção, violência, acidentes: estes são afrontas, e são mostrados na TV em excesso “. 

“Eu não acho que vai demorar muito para acontecer um beijo gay em uma novela,” ele acrescentou. “Se não houver um beijo, então isso será um sinal de preconceito.”

Leia também: Gays na TV

Justiça Britânica condena hotel que recusou casal gay Resposta

A Justiça britânica condenou Peter Bull e Hazelmary Bull, donos do hotel The Chymorvah House, a pagar 1,8 mil Libras a Martyn Hall e Steven Preddy, cada um. Em 2008, o casal tentou se hospedar no hotel e foi impedido. Eles vivem em uma união estável. Os donos do hotel são religiosos. O site do hotel diz que pessoas não casadas não pdoem dormir juntas.

“Como queríamos levar o nosso cão, perguntamos se ele seria aceito. Nem nos ocorreu que em 2008 precisávamos perguntar se nós também seríamos”, declarou Martyn, após a sentença.

Ex participante do Big Brother Inglês, Rodrigo Lopes, tira a roupa para revista Resposta

O brasileiro Rodrigo Lopes, de 24 anos, foi um dos finalistas do Big Brother Inglês em 2009. Ele ficou muito conhecido na Inglaterra depois do programa, principalmente após se envolver com um outro participante gay no jogo.

Agora ele tira tudo em um ensaio para a revista Gay Times, em uma edição que traz 30 personalidades do Reino Unido sem roupa. Há um tempo atrás Rodrigo esteve no Brasil, foi ao programa de Ana Maria Braga e foi comparado com o big brother Serginho Orgastic, o que eu não concordo!

Outra característica de Rodrigo é que o rapaz é fã da Rainha da Inglaterra, já se encontrou com ela durante o programa e agora tem uma campanha para encontrá-la novamente.

Confira os bastidores do ensaio: