Thiago Martins torce para que seu personagem se envolva com Roni em “Avenida Brasil” e sonha em interpretar um gay no cinema 1


O ator Thiago Martins (23) está no ar como o Leandro, na novela Avenida Brasil (Globo). Leandro vive um triângulo amoroso envolvendo o amigo Roni (Daniel Rocha) e a periguete Suelen (Isis Valverde). Apesar de torcer para que seu personagem termine com a Suele, Thiago acha que seria legal que ele tivesse um relacionamento gay com Roni antes:
“O Leando é louco pela Suelen e eu torço para que eles fiquem juntos, mas seria muito bacana se ele e o Roni se envolvessem, em uma novela do João [Emanuel Carneiro] tudo pode acontecer”, disse o ator ao jornalista Renato Damião, do UOL.


O ator disse que já se perdoou pelo que o Vinícius (personagem homofóbico da novela Insensato Coração fez: “Foi um presente enviado por Deus pelas mãos do Gilberto [Braga] e do Denis [Carvalho]. Por casa da novela, muitas questões importantes relacionadas a homofobia foram debatidas, essa foi a maior recompensa de ter feito o personagem.”

Vontade de ser gay no cinema
Thiago disse que tem “muitos amigos gays” e que eles o ajudaram muito na época de Insensato o “informando sobre questões dos direitos dos gays”. Depois ele foi “chamado para participar de passeatas gays”. O ator ainda disse quer “muito interpretar um gay no cinema”.
Apesar de sabermos que a direção da emissora não permite beijo gay e nenhuma cena da carícia entre personagens do mesmo sexo, o blog torce para que todos os sonhos do Thiago sejam realizados. O gatinho merece!

Final de "Insensato Coração" pode ter celebração de união homoafetiva estável Resposta

Segundo o colunista do “F5”, Alberto Pereira Jr., o autor de “Insensato Coração”, Gilberto Braga, estaria irritado com o vazamento das cenas finais da novela das 21h., da Rede Globo. O fato é que caiu na rede.



Em um dos finais, o jornalista Kléber (Cássio Gabus Mendes) descobriria que Eduardo (Rodrigo Andrade) é seu filho. Ele aceitaria o filho, que assinaria a união homoafetiva estável com Hugo (Marcos Damigo).

Cássio Gabus Mendes fala sobre homofobia de Kleber, em "Insensato Coração" Resposta


O ator Cássio Gabus Mendes, que dá vida ao homofóbico jornalista Kléber Damasceno na novela “Insensato Coração” (Rede Globo), falou ao portal “Comunique-se” sobre sua personagem. Para ele, Kleber não deixaria de denunciar qualquer assassinato, inclusive de um gay. Cássio diz que seu personagem tem um sentimento “equivocado” e “controverso” com relação aos gays. Abaixo, alguns trechos da entrevista dada à jornalista Silvana Chaves:


Cássio explica de que maneira compôs a personagem e no que ele se assemelha ao cidadão comum, que se esconde atrás do trabalho:


“No caso da obra aberta, sempre recebo uma história a respeito do personagem. Nisso o Gilberto Braga é bem cuidadoso, me passou como deve ser. O personagem é muito bem desenhado. O que eu procuro fazer é ressaltar isso. O personagem vive de conflitos e isso, para mim como ator é muito bom. Isso facilita para ‘carregar as tintas’ do Kléber, porque por si só ele já tem potencial para isso.


“Ele é um jornalista extremamente competente, que adora jornalismo investigativo, economia, que dá a cara para bater mesmo quando tem algo a denunciar. O Kléber tem uma personalidade muito envolvente, seja na vida profissional, seja na pessoal. E mesmo ele sendo meio desequilibrado em seus problemas, continua muito envolvente. Ele é pavio curto, vive jogando e gastando o dinheiro, está sempre duro, é separado da esposa. Ou seja, ele já é muito conflituoso naturalmente. Sabendo disso, eu vejo o que me é apresentado e misturo, me guio muito pelo dia a dia, os rumos que o personagem vai tomando no ar.”


Sobre a homofobia da personagem, o ator diz:


“O Kléber é estourado, mala, dependendo do que é apresentado. A questão da homofobia, por exemplo, ele estoura, faz comentários na hora errada pra chocar mesmo. Ele tem uma coisa assim… é peitudo, sabe?


“Ele é extremamente competente no que faz, apaixonado mesmo. Mas a vida pessoal dele é um caos, o relacionamento familiar é super problemático, ele gasta tudo o que ganha nos jogos de azar, é viciado nisso… É terrível, totalmente desequilibrado. Ele tem esse sentimento homofóbico equivocado, e em situações como essa, ele explode, cospe tudo. Mas ao mesmo tempo ele tem um lado engraçado, leva as coisas, a vida com humor apesar de tudo.


“A profissão o faz superar coisas que seriam insuperáveis, como a bagunça da vida pessoal, estar em conflito com a família. É como se fosse um compensador. E por causa da profissão, do jornalismo, ele passa por cima de coisas que acredita, ela é mais forte que tudo pra ele. É o lado muito claro do repórter, essa forma como ele descobre as coisas, as investigações, o blog, para não ficar calado, mesmo sem emprego. Eu sempre tive fascinação por esse perfil de repórter, dessa ação, do repórter que carrega uma câmera e vai registrando, investigando tudo, seja na ficção ou na vida real. Bater de frente, fuçar mesmo, não abrir mão de determinadas coisas, pontos de vista.


“É bom ter na TV um personagem assim, que mostra isso, esse mundo mais real, mais próximo das pessoas. A paixão do Kléber pelo jornalismo, a competência dele na profissão, faz com que ele supere os equívocos da vida pessoal dele. É o conflito que eu comentei que deixa o personagem mais rico, mais humano.


Sobre informações de que sua personagem passará a defender lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT), Cássio disse:


“O Kléber é um cara que em momento algum eu duvido que ele deixaria de denunciar algo, mesmo que fosse um assassinato de um gay e ele tendo uma postura controversa contra os homossexuais. A questão aí é que, sendo contra um hétero ou contra um homossexual, é um crime, e para o Kléber, o crime tem que ser denunciado. Assassinato sim, ele denunciaria, não importa de quem fosse. Ele é aquele tipo de pessoa que corre atrás de provas, ajuda a apurar determinadas denúncias, esse lado investigativo dele é muito forte, presente. Como por exemplo, denunciar um banqueiro em seu blog pessoal, mesmo sabendo que poderia correr riscos, por não estar ligado à nenhum veículo.


“O Kléber usa o poder, a força que o blog dele tem, que ele tem como jornalista sem levantar nenhuma bandeira. Ele só quer que a justiça seja feita, mesmo que vá contra o que ele defende. Tem pessoas que são preto, totalmente intensas e outras que são branco, apáticas a tudo. O Kléber é cinza, ele é neutro. Ou seja, mesmo que ele tenha que passar por cima de princípios dele para praticar a paixão dele, que é o jornalismo, ele vai fazer isso. Ninguém é vilão e nem mocinho sempre. E com o Kléber não é diferente.

Atriz Louise Cardoso defende gays e diz que religiosos fazem leitura errada da Bíblia Resposta

Louise Carsoso (Foto: Reprodução)
A atriz Louise Cardoso interpreta uma mãe que descobre que seu filho é homossexual na novela ¨Insensato Coração¨. Na trama, a personagem Sueli não aceitou de início a orientação sexual de Eduardo, vivido pelo ator Rodrigo Andrade, mas depois ela entendeu qual era a verdadeira identidade dele e passou a ter orgulho do filho.

Na vida real, a coisa também não é diferente. Em entrevista ao site O Fuxico, Louise disse que fez vários estudos da Bíblia a respeito do assunto:

– Fiz estudos da Bíblia e vi que é uma interpretação errônea sobre o assunto. Ela fala contra a libertinagem no modo geral e não sobre gays. Mas a libertinagem seja sobre homossexuais ou heterossexuais. Não entendo que ela seja contra. Você conduz a interpretação do modo que quiser e acho que é isso que acontece.

A atriz que declara não ter nenhum tipo de preconceito, disse que não tem uma religião definida, mas segue um caminho espiritual, e acha péssimo dizerem que a Bíblia é contra os homossexuais:

– Antes de fazer a novela, eu estudei muito, ouvi vários depoimentos de religiosos e depoimentos terríveiscomo suicídio pela própria não aceitação em ser gay. Eu sou meditante e não tenho uma religião definida. Tenho um caminho espiritual e acho péssimo dizerem que a Bíblia é contra os homossexuais.

Indo ainda mais longe, Louise defende a criação da lei que criminaliza a homofobia e fala da importância da lei ser aprovada:

– Acho importantíssimo que a homofobia seja criminalizada, aliás acho que é mais importanteque o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Infelizmente ainda não é crime, mas espero que seja logo. Na novela eles não querem fazer o BO, ela fala que é porque ele é gay e pobre e é quase presa por desacato! A partir do momento que houver a criminalização da homofobia isso nunca vai acontecer. Todos têm de ter seus direitos. O preconceito é um atraso total. Esta violência contra os gays é a volta às trevas, para a época medieval.

ABGLT envia nota à direção da Rede Globo pedindo liberdade artística dos autores e que permaneçam com casal gay Resposta

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais (ABGLT),enviou nota encaminhada ao Diretor de Entretenimento da Rede Globo, Manoel Martins, a respeito da reportagem do jornal ¨Folha de S. Paulo¨, que publicou que os autores da novela ¨Insensato Coração¨, foram chamados para uma reunião com Manoel Martins, que pediu que os autores ¨esfriasse¨ a relação homossexual do casal ¨Eduardo e Hugo¨ e não fizessem apologia pela criação de uma lei que pune a homofobia.

Na nota,assinada pelo presidente da associação, Toni Reis, é pedido para que a emissora considere a liberdade artística dos autores e diz que os homossexuais também são parte do público que acompanha a novela e merece ser levado em consideração.

Confira a nota de Toni Reis na íntegra:


¨À Direção-Geral da Rede Globo
A/C Sr. Manoel Martins
Diretor-Geral de Entretenimento


Assunto: Novela Insensato Coração


Prezados Senhores, Prezadas Senhoras


A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT, criada em 31 de janeiro de 1995, rede nacional que atualmente congrega 237 organizações, vem manifestar sua preocupação em relação a notícias veiculadas hoje em relação à novela Insensato Coração.

Segundo informações publicadas na Folha de São Paulo hoje (19/17), os autores da novela, Gilberto Braga e Ricardo Linhares, foram informados na semana passada da determinação da Rede Globo de que a história dos homossexuais Eduardo e Hugo “fosse completamente esfriada” e “foram instruídos a não carregarem bandeira política, a pararem de fazer apologia pela criação de uma lei que puna a homofobia.”

Ora, até agora a novela Insensato Coração tem prestado um grande serviço retratando de forma real diversas situações em que a população gay vive, seja nos relacionamentos e na convivência diária entre si e com a sociedade em geral, seja na manifestação de atitudes favoráveis ou contrárias aos gays por parte de outras pessoas, seja na ocorrência da violência psicológica e física motivada por homofobia.

Entendemos que, longe de estar fazendo uma apologia, a novela está cumprindo um papel importantíssimo como veículo informativo, servindo para desmistificar a homossexualidade perante a sociedade em geral, contribuindo para modificar as atitudes que fazem prevalecer a homofobia. Censurar neste momento parte do teor que já vinha sendo anunciado pela própria emissora mesmo antes da novela ir ao ar, nos parece um recuo que apenas serve para referendar a mensagem que a própria novela estava passando: a homofobia ainda está predominante em nossa sociedade.

O debate sobre a criminalização da discriminação e da violência homofóbicas está bastante presente na sociedade atualmente. A novela tem retratado este fenômeno. Hoje mesmo, foi noticiado que um homem de 42 anos teve metade da orelha decepada após ser agredido por um grupo de jovens que pensaram que ele e o filho de 18 anos fossem um casal gay, pois estavam abraçados (fonte http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2011/07/18/pai-filho-sao-confundidos-com-casal-gay-agredidos-por-grupo-em-sao-joao-da-boa-vista-sp-924936932.asp)

Na referida reportagem da Folha de São Paulo, a assessoria da Globo teria informado o jornal que “a televisão é um veículo de massa que precisa contemplar todos os seus públicos e faz parte do papel da direção zelar para que isso aconteça”. Pois, somos um destes públicos e, seguindo a mesma lógica, por isso mesmo não seria desarrazoado contarmos com esta representação na novela.

Em fevereiro deste ano recebemos uma correspondência da Rede Globo que levanta pelo menos dois pontos de relevância para a presente discussão:

“Estimular que os autores abordem causas de interesse da sociedade, promovendo princípios, valores e direitos universais, é sem dúvida papel de uma empresa de comunicação consciente de sua responsabilidade social, uma vez que o convite à reflexão sobre a realidade por meio da ficção contribui com a transformação social… Entretanto, apontar de que maneira exatamente isto deve ser feito…, condicionando a liberdade criativa, é algo que vai além do desejável, sendo a novela uma obra ficcional autoral. É exatamente a livre expressão artística o principal ingrediente da fórmula do sucesso.”

Com base nas considerações acima, vimos por meio deste solicitar à direção da Globo para que prevaleça a livre expressão artística dos autores da novela Insensato Coração, mantendo a trama por eles escrita, preservando o senso de humanidade e a responsabilidade social da emissora rumo a uma sociedade que prime mais para os valores do respeito, da paz e da harmonia entre homens e mulheres, independente da orientação sexual ou identidade de gênero.

Na expectativa de sermos atendidos, estamos à disposição.

Atenciosamente

Toni Reis
Presidente¨



Para a Rede Globo, gays só servem para ser piada. Emissora veta abordagem homossexual em Insensato Coração. Resposta

Crime homofóbico pode. Amor entre gays não pode! Essa é a Globo. 

Chamados para uma reunião com o diretor geral de entretenimento da Rede Globo, Manoel Martins, os autores da novela Insensato Coração, Gilberto Braga e Ricardo Linhares, foram proibidos de continuar abordando a homofobia na novela, e inclusive de defender a lei que criminaliza a homofobia. 

Manoel Martins pediu que o romance entre Eduardo e Hugo, personagens vividos por Rodrigo Andrade e Marcos Damingo, respectivamente, fosse esfriado na trama. 

Em nota, a Rede Globo informou que ¨a televisão é um veículo de massa que precisa contemplar todos os seus públicos e faz parte do papel da direção zelar para que isso aconteça¨. 

O interessante é que o assassinato de um jovem gay cometido por um homofóbico não foi tema da reunião. A cena continua, os ataques homofóbicos continuam, mas o amor e a relação entre dois homens não pode continuar. 

Acho que está chegando a hora de fazer um boicote também na emissora hipócrita que é a Rede Globo. A intenção dos autores foi a melhor possível, inclusive sempre é. Mas a alta direção da emissora sempre vem e corta a possibilidade de fazer com que esse país evolua. Principalmente por ser a televisão um veículo de massa, formadora de opiniões, é que ela tem a obrigação de ajudar na evolução da sociedade, de mostrar os caminhos que levam à uma sociedade mais igualitária e melhor. 

Quem iria imaginar que em pleno ano de 2011, um simples beijo gay seria causa de CENSURA na televisão? O mundo gay está na nossa cara o tempo todo, nos jornais, em programas de humor (fazendo dos gays motivo de piada), nas rádios, na internet. Os gays estão nas ruas, em paradas gays que levam 4 milhões de pessoas para uma das avenidas mais importantes do país. E agora qual o motivo de essas emissoras criarem essa polêmica toda em torno de algo que todo mundo já está cansado de saber que existe há muito tempo? 

A emissora tida como poderosa, justifica essas atitudes colocando a culpa no telespectador que, segundo ela, NUNCA ESTÁ PREPARADO para ver tal cena. E pelo visto, se depender da Rede Globo, nunca vai estar. 

Uma vergonha ver que ao invés de estimular o pensamento e contribuir para uma convivência melhor entre as diferenças, o que a televisão está fazendo a cada dia, é alienar a população, e mostrar que gay só serve para ser piada nos humorísticos ou mortos por homofóbicos.

Insensato Coração: Homofóbico vira ativista na reta final da novela Resposta

Cassio Gabus Mendes (Foto: Reprodução)
Na reta final de Insensato Coração, muitas novidades aparecem sobre o desfecho de alguns personagens. Com uma enorme abordagem do mundo gay na novela, um dos personagens que mais causa desconforto em algumas pessoas é Kléber, vivido po Cassio Gabus Mendes. 

Na trama, o jornalista é um homofóbico assumido e já foi motivo de vários momentos tensos de homofobia criados por ele. Acontece que essa imagem deve mudar logo. 

Depois que um jovem ser brutalmente assassinado por um grupo de pitiboys, ele vai começar a investigar as causas do crime. Ele vai se envolver bastante com as investigações, usando o mesmo blog que tinha para denunciar as armações do banqueiro Cortez, vivido por Herson Capri, e depois que descobrir que os motivos da morte se deram justamente porque o jovem era gay, Kléber vai passar a ser um ativista e lutar pelos direitos dos homossexuais. 

Achei uma boa idéia. 

O que você achou do desfecho de Kléber?

Insensato Coração: Sueli não aceita o filho homossexual Resposta

Hugo (Marcos Damigo) e Eduardo (Rodrigo Andrade).
(Foto: Repreodução)
As coisas vão ficar difíceis para Eduardo (Rodrigo Andrade) e sua mãe Sueli (Louise Cardoso), em Insensato Coração.

Vai ao aor no dia 13 de julho a cena em que Eduardo conta para a mãe que é gay, mas as coisas não vão sair bem do jeito que ele espera, e muita confusão vai acontecer.

Tudo acontece depois que ele transa com Hugo (Marcos Damigo), e decide, pressionado pelo então namorado, a contar tudo para sua mãe. Antes ele pede conselhos para Alice (Paloma Bernardi), que o encoraja a conversar com Sueli.

Decidido, Eduardo procura a mãe, que acredita que o filho tenha voltado a namorar Paula (Tainá Müller) ou começado um romance com Alice.

Mas a verdade vem à tona quando Eduardo diz que seu namorado na verdade é o Hugo. A notícia aparece como uma bomba para Sueli, que não se conforma em ter sido ¨traída¨ pelo amigo e frequentador de seu quiosque.

Ela chega a conversar com Hugo no dia seguinte, pedindo para que ele se afaste de Eduardo, o acusando de ser uma péssima influência para seu filho.

Eduardo, por sua vez, diz para Alice que pensa em sair de casa, mas não pode por não ter condições financeiras para viver sozinho. Mas ele diz que não vai deixar de viver sua vida por conta da mãe, e que está disposto a enfrentá-la, caso seja preciso.

Interessante o autor fazer uma história desse tipo, porque é bem assim na vida real. Muitas mãe adoram gays, quando não têm que tratar do assunto dentro de sua própria família. Acho que esse enredo vai ser importante para discussão nas famílias brasileiras.

Ator defende beijo gay em ‘Insensato Coração’ Resposta

Marcos Damigo, o Hugo de “Insensato Coração” (Rede Globo), não sabe se seu personagem vai beijar Eduardo, interpretado por Rodrigo Andrade, mas torce por isso. “O assunto está em pauta. A bola foi levantada e eu quero ser o ator a fazer esse gol. Não é possível que um beijo seja algo tão agressivo”, falou ao site “SRZD”.


Ele diz que não entende o paradoxo que existe dentro da própria emissora. “Há uma política institucional que dá a entender que não haveria beijo gay nas novelas. Por outro lado, os autores tem a intenção de gravá-lo, porque dá ibope”, diz Marcos, que lembrou o beijo que Gisele Tigre e Luciana Vendramini gravaram para “Amor e revolução”, do “SBT”. “A audiência aumentou no dia do beijo”, diz.

O ator acompanha fóruns na Internet para ver o que o público fala sobre o casal e, por enquanto, só tem lido comentários positivos. “Quem é contra geralmente é por causa de ignorância, por não saber o que é isso. O que está se desenrolando para Hugo e Eduardo é uma história romântica, com afeto, então o beijo não seria sexualizado, escandalizador. Não acho que ofenderia tanto e ajudaria a desmitificar isso”, opina.


Para Marcos, a novela está ampliando os horizontes e quebrando preconceitos, por isso ele acha que é o momento certo para que o beijo aconteça. “Tem gente que fala que isso não é coisa para criança ver. Qual o problema? Se ver, deveria ser algo natural. É ingenuidade achar que alguém vira gay porque viu dois homens se beijando. Se fosse assim, não existiriam homossexuais. Isso não faz o menor sentido”, diz o ator, que conta ainda que tem dois amigos que foram criados pelo tio gay e são heterossexuais muito bem resolvidos.


Além do mais, a novela tem uma classificação etária, que por si só já alerta para que os pais tirem as crianças da frente da TV. Portanto, para Marcos, esse argumento não é válido. O problema é o público conservador. “É difícil a televisão confrontar isso, porque ela lida com a audiência, diretamente relacionada aos lucros. Mas isso vem mudando”, acredita.

“Insensato coração” terá cena de sexo gay (com beijo). Resta saber o que irá ao ar… Resposta

Rodrigo Andrade e marco Damigo (Foto:Reprodução)
Gilberto Braga e Ricardo Linhares, autores de “Insensato Coração”, acabam de escrever a cena da primeira relação sexual gay do personagem Eduardo (Rodrigo Andrade). Prevista para ir ao ar na última semana de junho, a sequência começa mostrando Eduardo saindo para a Barão da Gamboa com Hugo (Marcos Damigo). Lá, ele começa a beber muito e pede ao amigo para levá-lo para casa. Chegando em casa, eles se beijam e trocam muitos carinhos. Nervoso, Eduardo não aceita transar por ainda estar incerto sobre seu real desejo.


Alguns dias se passam e Eduardo reencontra o professor na rua e, totalmente sóbrio, eles vão para o motel, onde eles finalmente transam. Os autores chegam a escrever detalhes da cena dizendo que será “maravilhosa” para ambos. Essas cenas estão previstas para ir ao ar no dia 6 de julho.

Quanto ao beijo escrito pelos autores, a TV Globo irá definir se irão ou não ao ar. Pode haver apenas uma insinuação de beijo, na penumbra. Mas Gilberto Braga tem dito que gostaria imensamente que, até o fim da novela, este tabu fosse quebrado dentro da emissora mais poderosa do Brasil.

Leia abaixo, na íntegra, os diálogos da polêmica cena:

capítulo 143 / 1 de julho
CENA 19/ BARÃO DA GAMBOA/ ENTRADA/ INTERIOR/ NOITE.
(Merchandising Cielo) Hugo e Eduardo diante do caixa.
Eduardo — Hoje é por minha conta, Hugo. Você pagou aquele jantar, se lembra?
Hugo — Eu juro pra você que a próxima é sua, mas hoje eu tenho um motivo
pra pagar.
A moça do caixa passa o cartão de Hugo na máquina; ele tecla a senha; ela
vai entregar o boleto a Hugo.
Hugo — Você é meu convidado, Edu, hoje é meu aniversário.
Eduardo — Nem pra me dizer, poxa!…
Hugo — (brinca, charmoso) Eu sou tímido. (vê o boleto e reage) Eu ganhei
um brinde!
Moça — É uma entrada grátis, uma premiação pelo seu aniversário.
Parabéns!…
Hugo — Beleza, obrigado!…
Os dois se afastam. Ficam à parte do movimento.
Eduardo — Legal querer passar o seu aniversário comigo, a gente se conhece
há tão pouco tempo. (leve) Se você tivesse falado, eu tinha comprado um
presente.
Hugo — Presente você já tá me dando, a noite tá ótima. Agora, se quiser
estender, aí, sim, eu vou ficar muito feliz.
Eduardo sorri. Eles saem. Corta para:

capítulo 150 / 4 de julho
CENA 20/ RIO DE JANEIRO/ PLANOS GERAIS/ EXTERIOR/ DIA.
Planos gerais da manhã do dia seguinte. Corta para:

CENA 21/ MOTEL/ QUARTO/ INTERIOR/ DIA.
Eduardo acorda, na cama. Hugo, já se vestindo.
Hugo — Bom dia… Fiquei com pena de te acordar. Tava dormindo tão
bonitinho.
Eduardo — (se assusta) Que horas são?
Eduardo procura o relógio, olha a hora.
Eduardo — (se assusta) Já é de manhã!
Hugo — Cê tem compromisso cedo no trabalho?
Eduardo sai da cama e começa a se vestir.
Eduardo — Não, mas eu passei a noite fora, sem avisar em casa, a minha mãe
vai ficar uma fera e vai me encher de pergunta!
Hugo — (impaciente) Você não tá meio grandinho pra isso, não?
Edu se veste apressado. Hugo, chateado. Corta para:

CENA 11/ MOTEL/ QUARTO/ INTERIOR/ NOITE.
Sonoplastia: som de chuveiro. Eduardo vem do banheiro, de toalha enrolada na
cintura. Está encantado, feliz, aéreo. Começa a se vestir. CAM não mostra
nudez. Ele veste a calça e põe a camisa do avesso. Sonoplastia: fim do som
do chuveiro. Hugo vem do chuveiro, toalha enrolada na cintura, vê Eduardo se
vestindo.
Hugo — Mas já?
Eduardo — (leve) Cara, a gente tá aqui há mais de três horas!…
Hugo — (brinca) Deixa eu descansar dez minutinhos e a gente fica mais
três.
Eduardo — (ri) Não posso, vou dizer o quê pra minha mãe? Ela fica me
enchendo de perguntas se eu chego tarde em casa.
Hugo murcha com o que Eduardo diz, mas disfarça.
Hugo — (começa a se vestir) Eu te levo.
Eduardo — Deixa, eu pego um táxi.
Hugo — (saca que Eduardo não quer ser visto com ele) Você que sabe. (t) A
sua camisa tá do avesso.
Eduardo — (se toca, brinca) Eu tô do avesso.
Carinho entre eles.

*Com informações do blog ¨Pronto, Falei¨, de Léo Dias.

Namorado de Paula se diz gay em ‘Insensato Coração" Resposta

A notícia é para quem ainda assiste à novelas. Por mais que Eduardo (Rodrigo Andrade) tente esconder seus sentimentos parece que tanto mistério acaba lhe fazendo mal. Em encontro com Alice (Paloma Bernardi) ele resolve se abrir quando a amiga aborda o assunto sinceridade: “Eu não estou sendo honesto assim nem com a Paula (Tainá Müller) e nem comigo.”

A estudante fica surpresa em pensar que Eduardo esteja traindo sua namorada, mas continua o escutando. “Eu acho que sinto atração por outros caras”, confessa o rapaz. Ele conta que esta confusão já rola há algum tempo e procurou não pensar muito nisso.

Alice tenta consolar o amigo e tranquilizá-lo:


“Ser gay, no século XXI, não pode ser mais um grande drama. Sua mãe vai aceitar, ela tem uma cabeça legal, você não vai ter problema no trabalho. Se você for mesmo gay, cara, não tem por que ter medo de ser feliz”, apoia a personal, que o convida para correr pela Lagoa e espairecer os problemas.


Interessante o discurso da personagem, não? Mas o gay do século XXI não pode beijar na boca, na Rede Globo. Ainda. De qualquer forma, a discussão está aí.


E agora? Será que Eduardo ainda tentará manter um relacionamento com Paula? A cena que irá ao ar na próxima segunda-feira (06/06).

Ricardo Tozzi diz estar contente com título recebido em votação gay Resposta

Ricardo Tozzi como Douglas, em Insensato Coração. (Foto:Reprodução)
O ator Ricardo Tozzi, atualmente no ar na novela Insensato Coração, da Rede Globo, disse ter ficado contente ao saber que foi eleito o ator mais gato das novelas em uma votação realizada pelo público gay:

– Fiquei contente pelo reconhecimento, justamente de um público que é super crítico.
O ator também comentou o fato de ter debancado outros atores, como Cauã Reymond e Bruno Gagliasso:
– Não me acho mais bonito que meus colegas, não. Acho que por Douglas (seu personagem na novela) usar o corpo para conquistar as coisas, as pessoas ficam mais antentas a esses atributos.
E você, concorda com a vitória?

Se os gays querem se ver, precisam ir ao cinema Resposta

Domingo passado (20/03), li, estarrecido, uma crítica a respeito da novela “Ti-ti-ti”, que terminou em 19/03. O texto, escrito por uma famosa colunista de um dos maiores jornais do país, dizia que a discussão a respeito do beijo entre dois gays ou duas lésbicas, “além de surrada, parece uma guerra perdida”. Depois, a colunista ainda dizia que esse debate “surpreendentemente, também perdeu um pouco sua importância”, a partir do momento em que um casal de homossexuais foi tratado “como nunca antes um folhetim tinha feito”, segundo palavras da jornalsita. A julgar pelos comentários dos leitores dela e, também, pelo comunicado recente enviado pela Rede Globo à imprensa a respeito do tema, não é verdade. Isso, sem contar as palavras do autor Gilberto Braga que, antes de estrear a sua, “Insensato Coraçã” (Globo), prometia um núcleo gay, mas após o início da novela, foi taxativo: “Não vai ter beijo gay”, disse Gilberto, um gay assumido. Até um jornalista do “Guardian”, da Inglaterra, entrou na discussão a respeito do “beijo proibido, que o Brasil espera ver”.
Só sei que depois de ler a tal crítica, me deu vontade de deixar de lado as novelas, até que elas passem a retratar o mundo em que eu vivo de forma real. “Insensato Coração” é um exemplo negativo de como a homossexualidade vem sendo tratada: sob o viés, única e exclusivamente, da violência. No caso, a homofobia. É um ponto positivo? Claro! Mas gay também ama, sofre, sente e, claro, beija na boca! Até transa!
Parece, enfim, que estamos todos os LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgêneros) fadados a sermos retratados de maneira caricata ou pouco natural na teledramaturgia da TV brasileira. Por que insisto no assunto? Porque a novela é um poderoso veículo de comunicação, talvez o único capaz de, realmente, atingir todas as classes sociais e gerar uma discussão nacional sobre algum tema. Exemplos não faltam. Acontece que a teledramaturgia brasileira, de pelo menos uns dez anos pra cá, tem se mostrado conservadora. Na caretice atual, não há espaço para discussões mais ousadas a respeito de nada.
O cinema ainda me parece o lugar ideal para os LGBT se verem. Seja em filmes mais sérios ou em comédias leves, estamos lá. E somos retratados como seres humanos, com toda a complexidade de um heterossexual. Afinal, o que muda é a orientação sexual. No mais, somos todos iguais.
Correspondi ao meu desejo de apagar todos os capítulos que havia gravado – até para comentar aqui no blog – de “Insensato Coração”. Não vou mais assistir Isso aconteceu depois de eu ter ido ao cinema, no fim de semana passada.
O meu reencontro com o cinema – fiquei afastado das salas de cinema por um bom tempo, por questões pessoais – foi para assistir ao filme “O primeiro que disse”, com um amigo. O filme italiano conta a história de Tommaso que, após voltar de viagem, decide contar à família que é homossexual. Só que, para espanto de todos os familiares, em uma cena típica de família italiana (e, por que não dizer, de famílias brasileiras também), com todos os parentes à mesa, quem conta que é homossexual é Antonio, irmão de Tommaso.

Um escândalo acontece, com muito dramalhão e algumas risada em meio a um fato triste e, infelizmente, muito comum ainda: Vincenzo, o pai de Tommaso e Antonio, resolve expulsar o segundo de casa. Tommaso se acovarda e não sai do armário.
O filme trata – em meio a muitos clichês, é verdade – de questões profundas que envolvem o relacionamento entre um homossexual e a sua família. O diretor Ferzan Ozpetek, aliás, dedica o filme ao pai.
Em determinado momento do filme, os amigos de Tommaso – todos gays e bem pintosos – chegam da capital. A família parece não querer enxergar que são gays e nem que, com tantos amigos gays e outros indícios mostrados no filme, o Tommaso também é gay. Só quem parece compreender tudo – inclusive o Antonio – são a avó, que tem todo um passado que fez com que ela fosse mais tolerante e uma tia louca da família. A avó acaba se matando no final do filme. Ali, podemos ver a dor de alguns gays que, sem saber como lidar com a família, se perdem e, em muitos casos, se matam.
Já em espírito, a avó visita Tommaso, e em um diálogo comovente, diz nas entrelinhas que, é possível ser feliz, se assumir e ser bem resolvido de forma menos dramática do que foi com o seu irmão Antonio.
Aliás, vem do diálogo entre os irmãos, quando Antonio já havia se assumido, uma frase impactante que, talvez justifique todo o filme. Antonio, gay assumido, diz ao irmão Tommaso, gay enrustido: “Em nossa família começaram a roubar nossa dignidade”. E é justamente isso o que acontece em muitas famílias. O amor que sufoca e quer impor, moldar, reprimir, faz com que muitos percam as suas “dignidades”, os LGBT então…
Outro tema relevante é a respeito da dificuldade de se publicar um livro com conteúdo homoerótico na Itália (só lá?). Tommaso tem o seu livro recusado pela editora. Mas ele, sem desanimar, diz que continuará escrevendo.
O filme também aborda, superficialmente, o amor de uma heterosexual, Alba (Nicole Grimaudo), por um gay: Tommaso.
Apesar de eu ter escrito algumas vezes a palavra “dramático”, todos os temas são tratados de maneira leve, com muita comédia. Os clichês são justificáveis, para que o filme abranja vários tipos de público. Não tem nenhuma cena forte, que possa causar espanto. Aliás, se não me engano, o filme tem apenas uma cena de beijo gay. Vi casais de heterossexuais assistindo.
Saí da sessão feliz, com a certeza de que vi uma história sobre gays completa e não uma história conservadora, e moralista. Pude refletir sobre a minha vida, sobre o universo LGBT e conversar sobre isso com o meu amigo. Por enquanto, isso só é possível mesmo no cinema, em alguns casos em teatro e também na literatura. Na TV fechada é possível, com menos intensidade, alvo algumas exceções. Por isso, o melhor saída, por enquanto, é vermos menos TV aberta.

Point gay, novo quiosque de Sueli será atacado por ‘pitboys’ Resposta

(Foto: reprodução)
O novo quiosque de Sueli (Louise Cardoso) irá se tornar um badalado point gay em “Insensato coração”. Depois de ser demitida, ela viverá dias de prosperidade como gerente do novo estabelecimento, patrocinado por Vitória Drummond (Nathália Timberg).

Tudo começará quando Sueli resolve adornar o quiosque com bandeirinhas nas cores do arco-íris. Símbolo do movimento gay, a nova decoração logo logo começará a atrair o público GLS.
– Ela não vai sacar o por que disso e dirá: ”Nada contra, mas como tem gay nesse quiosque novo’ – adianta Louise. – Seu atendente é que vai lhe explicar o motivo.
Sem nenhum preconceito, Sueli vai acolher os clientes homossexuais, que verão ali um ótimo ponto de encontro. Mas a alegria durará pouco, pois o local se tornará alvo de ataques de grupos homofóbicos.
– Os pitboys não vão aceitar os gays e irão atacá-los – adianta a atriz.
*Com informações do blog de Patrícia Kogut em O Globo online.

Abordagem da homossexualidade em "Insensato Coração" está uma tragédia 1

A novela “Insensato Coração” (Globo) está no ar desde 17/01 e até agora nem todos os personagens gays entraram na trama. Antes da novela estrear, foi divulgado que existira um núcleo gay, uma lésbica e um homofóbico. Até agora, o que se apresentou na novela está longe da realidade vivida pelos homossexuais.
Esta semana, finalmente, o personagem Kléber (Cássio Gabus Mendes) já demonstrou sua homofobia algumas vezes.
A primeira atitude foi de homofobia velada: o jornalista Kléber disse que algumas coisas não deveriam, mudar, por exemplo, o casamento, após ouvir o seu editor, Álvaro (Ricardo Rathsan) mandar um beijo para seu companheiro pelo telefone.
Depois, em um bar, ao ouvir a conversa entre o promoter Roni (Leonardo Miggiorin) e Nelson (Edson Fleschi), ambos homossexuais, Kléber mostra a sua indignação em alto e bom som e, aos berros, avisa ao dono do bar, Gabino (Guilerme Piva), que o bar é um ambiente de família. Então, o jornalista é repreendido por Gabino e Nelson, que é advogado, ameaça prende-lo, mas o promoter Roni resolve dar uma lição de moral no jornalista e fica tudo por isso mesmo.
Nada se falou, durante a cena, sobre o fato do Brasil não ter uma lei de âmbito nacional que criminaliza a homofobia. Outro fato que tem chamado a atenção é que nenhum homossexual tem namorado, como os heterossexuais. Só o cantor sertanejo Vicente (Deniel Del Sarto) que não assumia publicamente o seu reacionamento com o namorado Paulo (Alejandro Claveaux).
Já sabemos que não haverá beijo gay, o próprio autor Gilberto Braga deixou isso claro, mas bem que carinho ou olhares apaixonados poderiam aparecer. Até agora nada. O relacionamento entre Julinho (André Arteche) e Thales (Armando Babaioff) se parece mais com uma história entre homossexuais mesmo do que tem se apresentado em “Insensato Coração”.
Seguir a onda midiática de discutir a homofobia, que não é algo novo, sempre existiu, mas finalmente resolveram mostrar, é ótimo. Mas o mundo gay também tem amor, dores, angústias, sofrimentos, paixões e outros sentimentos, assim como o mundo dos heterossexuais. Porque é um mundo só. Que vai muito além da superficialidade ou da caricatura, que sempre foi mostrada na TV aberta brasileira, com raras exceções. Espero que “Insensato Coração”, uma novela passada no horário nobre da emissora mais importante do país, consiga abordar o universo gay de uma maneira mais real. Ainda há tempo!

Saiba quem será o gay assassinado por homofóbicos em "Insensato Coração" Resposta


Renato interpretado pelo ator Ivan Mendes é quem será assassinado em “Insensato Coração”. Por enquanto, o núcleo gay está sendo introduzido aos poucos na novela e Gilberto Braga, um dos autores já avisou: não terá beijo gay. No entanto, a homofobia será tratada na trama.
Renato será assassinado por um grupo de jovens homofóbicos e o ator Cássio Gabus Mendes interpretará um homem com preconceito contra o seu patrão gay.

Beijo gay ainda é tabu em novelas brasileiras Resposta

André Arteche interpreta Julinho em “Ti-ti-ti
Foto: Renato Miranda / TV Globo / Divulgação


Reportagem de Márcio Maio, da “TV Press” faz um apanhado histórico a respeito da homossexualidade na teledramaturgia brasileira. Vou reproduzi-la na íntegra aqui:

Ao longo de seis décadas, os personagens gays chegam ao seu ápice na teledramaturgia nacional. Enquanto Gilberto Braga e Ricardo Linhares apostam em inserir com naturalidade homossexuais em diversos núcleos de Insensato Coração, Ti-ti-ti volta a investir na sexualidade do bem-intencionado Julinho, de André Arteche, com a entrada do surfista ambíguo Thales, vivido por Armando Babaioff. E Amor e Revolução, próxima novela do SBT, deve abordar um diretor de teatro bissexual e um torturador homossexual enrustido, além de um triângulo amoroso entre uma lésbica e um casal de amigos. Isso sem contar na discussão sobre homofobia promovida recentemente por Malhação, através do engajado Cadu, de Binho Beltrão. “Agora, há muito mais liberdade. A sociedade aceita melhor”, opinou Gilberto, que já abordou essas temáticas antes, como em Vale Tudo, quando criou o casal Laís e Cecília, de Cristina Prochaska e Lala Deheinzelin.

Levantar ou não a bandeira do arco-íris é uma decisão particular de cada autor. Em Malhação, por exemplo, como a proposta é retratar conflitos que podem acontecer na rotina dos jovens, tocar no tema homofobia é quase previsível. Ainda mais depois que imagens de um homossexual sendo agredido com uma lâmpada em São Paulo foram recentemente exibidas em todos os telejornais nacionais. Mas, nesse caso, uma mera coincidência. “Bem proveitosa, eu diria. Não é que a realidade não me influencie, mas tenho uma frente de texto entre 15 e 22 capítulos”, explicou o autor, que deve trazer o personagem Cadu de volta à história em breve.
Mesmo com tanto empenho em abordar temáticas gays, uma coisa ainda não foi conquistada na teledramaturgia nacional: o beijo entre duas pessoas do mesmo sexo. O primeiro da TV brasileira aconteceu há 10 anos, no gameFica Comigo, de Fernanda Lima, na MTV. Mas em séries e novelas, já foi cortado do ar duas vezes. A primeira, emAmérica, entre o romântico Júnior, de Bruno Gagliasso, e o peão Zeca, de Erom Cordeiro. E, recentemente, em “Clandestinos – O Sonho Começou”, entre o ator Hugo, de Hugo Leão, e o diretor Fábio, de Fábio Henriquez. Nas duas situações, ambas na Globo, as cenas foram gravadas, mas não exibidas. “Não acho tão importante mostrar beijo. Muito mais importante é mostrar a dignidade de um afeto, é um homem poder dizer para o outro ‘eu te amo'”, opinou Maria Adelaide Amaral,
Tiago Santiago também tentou um beijo gay na Record, mas foi em vão. O autor não associa isso ao fato da emissora ser do bispo Edir Macedo, dirigente máximo da Igreja Universal do Reino de Deus. Mas confessa que evitou alguns assuntos que poderiam ser tabus para evangélicos. “Para não melindrar as idiossincrasias dos dirigentes religiosos”, desconversou o autor, atualmente no SBT. Marcílio Moraes até pensou em investir no homossexualismo em “Ribeirão do Tempo”. Mas a desistência foi em função de outro motivo. “Percebi que não daria para aprofundar a questão a um nível que trouxesse algo novo”, assumiu.
A abordagem em tom de polêmica sobre assuntos relacionados a gays é o que surpreende alguns profissionais. Para Maurício Farias, diretor do seriado Aline, que estreia no próximo dia 3, a diversidade é tão presente na sociedade que não deve chocar mais no ar. “Nossa história celebra a felicidade. Nada mais tranquilo do que ter um casal de homossexuais que se dá bem, às vezes briga, sente ciúmes, como em qualquer outra relação”, argumentou ele, referindo-se à dupla de meia-idade Pipo e Rico, vividos por Gilberto Gawronski e Otávio Muller.
Outros limites
Não é só o medo da rejeição popular que diminui a liberdade de criação dos autores quando o assunto é sexo. A nova classificação indicativa impõe várias condições que dificultam a abordagem de questões importantes e que devem ser discutidas. Emanuel Jacobina, por exemplo, já escreveu outro personagem gay em Malhação. Em 2001, Sócrates, vivido por Erik Marmo, teve até direito a final feliz, indo embora de mãos dadas com o namorado do terceiro ano do colégio. “Não sei se no meu horário, que é de 17h40, eu poderia fazer isso de novo”, lamentou o autor.
Marcílio Moraes criou com Lauro César Muniz um dos personagens gays de maior sucesso da TV nacional. Mário Liberato era o vilão nrustido de Roda de Fogo, interpretado por Cecil Thiré. E tinha em sua casa o que chamava deSala de Príapo, referente ao deus grego da fertilidade, sempre representado ostentando um enorme falo. “Não sei como esse tipo de coisa seria vista hoje em dia”, refletiu Marcílio. Já sobre a vida íntima de Mário, as limitações pesavam. “As relações não eram mostradas, apenas sugeridas. Não dava para ir além disso naquele tempo”, explicou.
Instantâneas
# Ao contrário do que alguns veículos noticiam, Ricardo Linhares garante que Kléber, papel de Cássio Gabus Mendes em Insensato Coração, não é gay enrustido. “Não sei quem inventou isso”, reclamou.
# Assim como as novelas, a linha de shows da Globo aposta cada vez mais em temáticas gays. A nova temporada do programa Amor & Sexo conta com um quadro sobre o assunto e o Big Brother Brasil apostou em uma seleção com dois gays e duas bissexuais assumidas, além de uma transexual, Ariadna, que foi a primeira eliminada do game.
# Pipo, gay quarentão de Aline, não é o primeiro homossexual da carreira de Gilberto Gawronski. O ator interpretou o travesti Valquíria Star em Promessas de Amor, na Record.

Personagem gay será assassinado por homofóbicos em "Insensato Coração" Resposta

Foto: João José Junior / TV Globo / Divulgação

Segundo o site “Brasil Wiki”, um dos personagens homossexuais da novela “Insensato Coração” será assassinado, em um crime homofóbico. O quiosque de Sueli (Louise Cardoso), conforme o blog já noticou vai virar sucesso entre os amigos do filho dela. A fama vai se espalhar pelo RIo de Janeiro, incomodando os homofóbicos.

O quiosque sofrerá um ataque. O primeiro a ser ferido será Roni (Leonardo Miggiorin), que decidirá procurar a polícia. Sueli vai procurar Kleber (Cássio Gabus Mendes), que é jornalista e mantém um blog chamado “Impunidade Zero”. Mas Kleber, que é homofóbico, resiste em levar o caso de Roni adiante.

O quisosque sofrerá um segundo ataque homofóbico. Esse será mais violento. A polícia vai tratar o caso de maneira leviana. Sueli buscará ajuda em vão.

No terceiro ataque homofóbico, um dos personagens da trama aparecerá morto. Sueli pensará em fechar o quiosque, mas logo perceberá que é preciso ser forte, resisti e lutar pelos direitos daquele grupo a quem ela tanto se apega.

A atriz Louise Cardoso diz que espera diminuir o preconceito com a personagem:

– Eu não sou gay, mas todos sabem que eu não tenho preconceitos. Tomara que as pessoas se identifiquem com essa personagem para que a gente possa diminuir essa discriminação. Eu nunca estive em uma passeata gay, mas já sei que a novela gravou cenas de uma manifestação e vai inserir a Sueli e o Eduard (seu filho na trama, interpretado por Rodrigo Andrade) nela – declara a atriz em entrevista à reporter Fernanda Laskier, do jornal “Extra”.

O núcleo gay tem causado tanto alvoroço na novela, que o jornal britânico “The Guardian” publicou uma matéria em seu site a respeito dos personagens de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. O site fala que a violência contra homossexuais no Brasil ainda é grande, e que a novela pode diminuir o preconceito, apesar de nunca um beijo gay ter ido ao ar numa novela brasileira.

Pelo visto, não será em “Insensato” que veremos um beijo gay em novela, já que o próprio autor Gilberto Braga descartou essa possibilidade. Leia mais, clicando aqui.

Leonardo Miggiorin, o Roni de Insensato Coração, diz que é a favor do casamento gay e do beijo gay na novela Resposta

Foto: Edson Teófilo / Ag News


Em entrevista ao jornal “O Dia”, o ator Leonardo Miggiorin, que interpreta o gay afetado Roni, em “Insensato Coração” diz que já levou cantadas de homens e encara isso numa boa. “Já aconteceu. Levo numa boa”, garante o moço.

Leonardo também disse que é a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. “Todo mundo tem mais é que ser feliz”, disse. O ator garante que topa qualquer cena como um homossexual: “Estou à disposição do que o autor propões para o personagem”.

Para interpretar o afetado Roni, Leonardo disse que não se inspirou em “alguém específico. Vi vários filmes e documentários, pesquisei vídeos na internet e também fui conversar com promoters que conheço”.

Leonardo é a favoro do beijo gay na TV: “Particulamente, não vejo problema. Mas entendo que a televisão aberta no brasil dialoga com grandes massas, com o senso comum. É essa massa que dita a audiência de um programa de TV e consequentemente seu sucesso. Por isso, acho que poderia assustar um pouco. Mas, tudo que é diferente do que estamos acostumados choca no início e, com o tempo, torna-se menos polêmico”. “Sei que ainda há muito preconceito, mas a questão da homossexualidade já não é mais um grande tabu no Brasil. Nos últimos anos vemos cada vez mais personagens gays nas produções e isso faz com que o assunto se torne menos chocante. O beijo será o próximo passo, mas não acho que tenha pressa para rolar. No momento certo, vai acontecer”.

Leonardo disse que fez laboratório para compor a personagem. “Fui a uma festa GLS. Como para qualquer outro papel, observo. Na festa busquei gírias, trejeitos”.

A repórter Regina Rito, de “O Dia” perguntou sobre a violência que os gays tem sofrido. Leonardo disse acreditar que “só com a educação este quadro poderá ser revertido. A teledramaturgia, por exemplo, tem a função de levar o assunto para a casa das pessoas, mas isso não basta. É necessário discutir na escola, em casa, educar, lutar pela igualdade do ser humanos em sua totalidade.”

Leonardo diz que tem receio “que as pessoas radicais em suas convicções possam atrapalhar a discussão e as conquistas que a sociedade teve ao longo desses anos. Mas o meu trabalho não muda. E o Roni é um personagem maravilhoso. Estou muito orgulhoso”.

Leonardo disse que não sentiu preconceito por interpretar um gay. “Se existe, é velado”, garante. E que a reação do público tem sido “ótima”!

Em "Ti-ti-ti" Thales trocará Jaqueline por Julinho Resposta


Que a novela “Ti-ti-ti” é sucesso de público e crítica, todo mundo sabe. Muita gente considera o personagem Julinho (André Arteche), um dos gays mais bacanas da TV aberta brasileira. Ponto para Maria Adelaide Amaral, a autora, em um passado recente, foi a responsável pelo primeiro beijo entre homens da TV brasileira.
Leia também: Gays na TV

Agora, Maria Adelaide está causando discussões acaloradas em sites e blogs, tudo porque Thales (Armando Babaioff) o marido de Jaqueline (Claudia Raia, a protagonista da trama) a trocará pelo Julinho. Isso mesmo, Thales é gay. Pelo menos é o que garante a coluna “Telinha”, do jornal “Extra”.