Parlamentar disputa Prefeitura de Tel Aviv para ser 1º prefeito gay do Oriente Médio Resposta

Nitzan Horowitz

Nitzan Horowitz

“Cidade”, de acordo com a definição do parlamentar israelense Nitzan Horowitz (48), “é um lugar para todos”.

O político expõe a sua convicção universalista enquanto fala à reportagem sobre questões urbanas como o transporte ou a educação.

Mas, vinda do primeiro membro abertamente gay eleito para o Parlamento de Israel, a mensagem simboliza também sua ambição de um país mais inclusivo para a população homossexual.

Horowitz concorre em outubro à Prefeitura de Tel Aviv. Se eleito, será o primeiro prefeito gay do Oriente Médio. Representando o partido de esquerda Meretz, ele tem 26% das intenções de voto, segundo pesquisa de junho. O atual prefeito, Ron Huldai (Trabalhista), lidera com 53%.

Se, durante os próximos meses, Horowitz convencer seus eleitores, terá a chance de liderar a cidade conhecida por bares e praias voltadas para o público gay. Mas, para além da fama, terá de lidar também com o preconceito velado e a violência que não costumam aparecer nas brochuras de turismo.

“Os gays ainda enfrentam desigualdade em questões como casamento, constituição de família e adoção de crianças”, afirma. “Há muita homofobia e humilhação.”

Israel tem sido, nos últimos anos, divulgado como porto seguro para a população gay no Oriente Médio. Mas ativistas criticam o marketing usando o termo “pinkwashing”, ou “lavagem rosa” -ou seja, valorizar as liberdades civis de gays no país para desviar o foco da ocupação dos territórios palestinos.

Horowitz discorda. “É verdade que temos problemas. É uma situação muito injusta, e você não pode usar uma questão para camuflar outra. Mas é verdade também que os gays vivem melhor aqui do que no restante da região.”

A homossexualidade, afinal, é criminalizada nos vizinhos Síria e Arábia Saudita.

INFLEXÃO

Quando Horowitz cresceu, ser gay também era ilegal em Israel. Mas, em poucas décadas, o país viu rápido avanço nos direitos civis. “Era proibido quando eu tinha 15 anos, mas aos 25 já tínhamos paradas gays. Minha geração experienciou a mudança.”

Na semana passada, Jerusalém fez marcha pelos direitos de homossexuais; em junho, Tel Aviv reuniu 100 mil pessoas na parada. “Era inimaginável ver um casal gay de mãos dadas na rua, e as pessoas tinham de se ver em segredo”, diz. Hoje, casais gays se reúnem diante do hotel Hilton de Tel Aviv, na apelidada “praia dos cachorros”.

Para a campanha à prefeitura, porém, Horowitz não quer ser visto apenas como candidato da comunidade gay. Sua proposta é, a longo prazo, garantir uma cidade em que os habitantes possam viver em iguais condições.

Foi dele a proposta de legalizar o casamento civil no país. Hoje, só é possível casar-se religiosamente. A medida não passou. “Resolveria o problema de todos os casais em Israel, não só dos gays.”

Fonte: Folha de São Paulo

Apoio a casamento homoafetivo é alto em países desenvolvidos, diz pesquisa 1

A maioria dos adultos nos países desenvolvidos é favorável ao casamento homoafetivo ou a algum tipo de reconhecimento legal das uniões homoafetivas, e também ao direito de que esses casais adotem filhos, revelou uma pesquisa internacional divulgada nesta terça-feira.

A pedido da Reuters, o instituto Ipsos ouviu 12.484 adultos em 16 países, e concluiu que 52 por cento deles apoiam a igualdade total no direito ao casamento, enquanto 21 por cento apoiam o reconhecimento das uniões homossexuais, mas sem estender isso ao casamento pleno.

Apenas 14 por cento dos entrevistados se declararam contrários a qualquer tipo de reconhecimento, e 13 por cento disseram não ter posição definida.

O que vemos é que em todos os 16 países pesquisados há uma maioria a favor de permitir que casais homoafetivos tenham algum tipo de reconhecimento legal”, disse Nicolas Boyon, vice-presidente do Ipsos. Em 9 dos 16 países, vemos uma maioria absoluta em favor da plena igualdade para o casamento.

Quase 60 por cento da amostra total acha que os casais gays devem ter o mesmo direito que os heterossexuais para adotar filhos, e 64 por cento acham que homossexuais têm plenas condições de criarem filhos de forma bem sucedida.

Vemos maiorias em 12 dos 16 países apoiando a paternidade gay, disse Boyon.

Em Suécia, Noruega, Espanha, Bélgica, Canadá e França, onde o casamento gay já é legalizado, a maioria apoia direitos iguais, o que acontece também na Alemanha, Grã-Bretanha e Austrália.

Nos Estados Unidos, onde o reconhecimento jurídico para os casais homossexuais varia de Estado para Estado, 42 por cento apoiam o casamento gay, e 23 por cento defendem o reconhecimento jurídico.

A maior oposição ao reconhecimento jurídico das uniões acontece em Hungria, Coreia do Sul, Polônia e Japão, onde 37 por cento das pessoas disseram não ter opinião formada.

O que há em comum entre Hungria, Coreia do sul e Polônia é que eles são disparadamente os países que têm o menor percentual de pessoas que declaram ter um parente, colega ou amigo que seja gay, lésbica, bissexual ou transgênero”, disse Boyon.

Cerca de um terço dos entrevistados declarou que sua atitude com relação ao casamento homossexual mudou nos últimos cinco anos. O apoio às uniões homossexuais é maior entre pessoas que declaram ter um parente, amigo ou colega LGBT.

Ex-mulher de Rock Hudson revela gravação na qual o ator confessa ser gay Resposta

Ex-mulher de Rock Hudson revela gravação na qual o ator confessa ser gay

Ex-mulher de Rock Hudson revela gravação na qual o ator confessa ser gay

Após três anos de casamento, Phyllis Gates questionou seu marido, o famoso ator Rock Hudson, sobre a sua opção sexual. O confronto aconteceu após muitos rumores de que Hudson seria gay. Agora, 55 anos após a conversa, Gates revela o material com a confissão homossexual.

O que o ator de Hollywood não sabia é que sua mulher havia contratado um investigador, Fred Otash, para gravar a conversa. O jornal Hollywood Reporter divulgou o diálogo após obter os arquivos secretos sobre a confissão homossexual de Hudson.

A senhora Gates começa a conversa com a pergunta: ‘Você é bastante rápido comigo, sexualmente. Você é assim tão veloz com os garotos?”. “Bem, é um fator físico. Garotos não perdem energia. Então, é por isso que dura por mais tempo”, alegou o ator.

“Todo mundo sabe que você pegava garotos na rua quando estávamos casados e continuou fazendo isso depois, pensando que por estar casado conseguiria encobrir isso”, afirmou a ex-mulher. “Nunca peguei garotos na rua. Nunca peguei qualquer garoto, nem mesmo para dar uma carona”, garantiu Hudson.

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Obama, Kobe e personalidades apoiam jogador da NBA que assumiu ser gay Resposta

Jason Collins recebeu apoio de diversas personalidades e companheiros de NBA

Jason Collins recebeu apoio de diversas personalidades e companheiros de NBA

A decisão do pivô Jason Collins, que assumiu ser gay na segunda-feira (29/4), causou grande impacto nos Estados Unidos. Rapidamente, o caso ganhou repercussão mundial e muitas pessoas começaram a se questionar sobre como seria a reação dos americanos com o anúncio. No entanto, antes que qualquer teoria homofóbica ganhasse força, diversas autoridades e jogadores da NBA saíram em defesa do atleta e enviaram mensagens de apoio.

Um dos primeiros a se manifestar a favor do atleta foi Barack Obama. O presidente dos Estados Unidos ligou para Collins para demonstrar apoio e dizer ficou impressionado com a coragem demonstrada pelo jogador do Washington Wizards.

Em seguida, o ex-presidente Bill Clinton utilizou sua conta oficial no twitter para apoiar a decisão de Collins e divulgar um comunicado a favor da causa gay.

“Eu espero que todos, principalmente os companheiros de Jason na NBA, a mídia e os fãs, apoiem e demonstrem o respeito que ele merece”, dizia parte do texto assinado por Bill Clinton.

Ainda pelo twitter, diversas personalidades do esporte se manifestaram a favor da atitude de Collins. Lenda do Los Angeles Lakers, Magic Johnson, que recentemente viu seu filho assumir ser homossexual, afirmou que apoia 100% o jogador.

“Jason Collins anunciou que é gay. Eu o conheço e sua família muito bem e o apoio 100%”, postou o ex-atleta.

Outro astro dos Lakers que apoiou publicamente o anúncio de Collins foi Kobe Bryant. Um dos maiores jogadores da atualidade, o camisa número 24 da franquia californiana se disse orgulhoso do companheiro de NBA.

“Orgulhoso de Jason Collins. Não se sufoque por conta da ignorância dos outros”, tuitou Bryant.

Até mesmo personalidades de outros esportes defenderam o pivô do Washington Wizards. A ex-tenista Martina Navratilova, que é uma das grandes defensoras dos direitos LGBT, também aprovou a decisão.

“Muito bem Jason Collins. Você é um homem corajoso e um grande homem. 1981 foi o ano para mim – 2013 é o ano para você”, postou.

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Medo de perder vaga na NBA

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Após o anúncio, Collins, primeiro atleta ainda em atividade a assumir ser gay em um dos quatro grandes campeonatos dos Estados Unidos, afirmou não saber qual será o seu futuro como jogador da NBA e se a liga vai aceita-lo normalmente. Mas a orientação sexual do pivô não deve ser um problema. Rapidamente, o presidente do Washington Wizards, Ernie Grunfeld, divulgou um texto para elogiar o seu comandado.

“Estamos orgulhosos de Jason e apoiamos sua decisão de viver abertamente. Ele tem sido um líder dentro e fora das quadras e um excelente companheiro de equipe ao longo de sua carreira. Estas qualidades vão acompanhá-lo como um jogador e como um modelo positivo para todos, de todas as orientações sexuais”, afirmou.

A situação de Collins pode ficar complicada por outro fator. A partir de julho, o jogador ficará sem contrato com nenhuma franquia. De acordo com um levantamento feito pela imprensa norte-americana, de 14 times procurados em sigilo, seis esperam que o jogador consiga assinar com alguma equipe e jogar sua 14ª temporada na liga, mesmo após assumir a homossexualidade. No entanto, algumas organizações explicaram que a idade do jogador, 34 anos, pode ser um fator decisivo para que nenhum time demonstre interesse em sua contratação.

Collins, que nesta temporada defendeu Boston Celtics e Washington Wizards, está na NBA desde a temporada 2011-02 e possui médias de 3.6 pontos por jogo e 3.8 rebotes.

Informações: UOL

Jovens usam papa para justificar agressão a gays 1

Dois jovens argentinos que agrediram um casal gay em uma festa no fim de semana em San Isidro, próximo a Buenos Aires, citaram a escolha do papa Francisco como motivo para que não existam homossexuais no país sul-americano. Segundo o jornal “Clarín”, Pedro Robledo e Agustín Sargiotto foram agredidos por dois irmãos em uma festa na casa de um amigo dentro de um condomínio da cidade, que abriga casas de classe média alta. O casal e os agressores comemoravam a volta de um amigo em comum, que fez um intercâmbio nos Estados Unidos.

Robledo e Sargiotto dançaram e se beijaram. Minutos depois, um dos jovens ordenou que eles se separassem. “Achei que era uma brincadeira. Perguntamos a ele o porquê, mas depois se aproximou o irmão e disse que a família dele era católica e que estávamos ofendendo toda a festa”, disse Robledo, ao canal de TV C5N. O casal foi insultado pelos irmãos, que pediram também para que eles saíssem da festa. Em uma das frases, Robledo diz que os agressores fizeram menção ao papa Francisco, que é argentino. “O papa é argentino, não pode haver veados argentinos. Vocês são uma vergonha ao país.”

Após dizer que era católico, o jovem gay recebeu um soco e caiu. Enquanto estava no chão, seu namorado, suas irmãs e seus amigos intervieram para segurar o agressor. Ele foi internado em um hospital e cinco horas após o incidente registrou boletim de ocorrência.

O nome dos agressores não foi informado, mas eles eram amigos da família do anfitrião. Em resposta à agressão, a Federação Argentina de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros (FALGBT) pediu que o Congresso argentino retome a discussão de leis contra a homofobia. “É chamativo que os agressores evoquem a nacionalidade do papa Francisco na hora de dar os golpes. Esperamos não passar por uma onda fanática que não tem anda a ver com o espírito da maioria do povo católico”.

Assim como a maioria da Igreja Católica, o cardeal Jorge Mario Bergoglio não concorda com o casamento gay e mostrou sua oposição à aprovação da lei de casamento igualitário na Argentina, em 2010. Porém, defende mais direitos aos homossexuais e fez trabalhos com gays com vírus HIV quando arcebispo de Buenos Aires.

Milhares cercam Arco do Triunfo de Paris contra casamento gay Resposta

Ativista contra o casamento gay entrega um folheto ao presidente francês / REUTERS

Ativista contra o casamento gay entrega um folheto ao presidente francês / REUTERS

“Uma família é um pai e uma mãe”. É esta a palavra de ordem que mais se ouve na manifestação contra o “casamento para todos” e a adoção de crianças por casais homossexuais que decorre desde o início desta tarde junto ao Arco do Triunfo, na capital francesa.

Os manifestantes foram impedidos pelas autoridades de ocupar a Avenida dos Campos Elísios mas dezenas de milhares de pessoas, talvez mesmo centenas de milhares, enchem completamente as largas avenidas de “la Grande Arméé” e “Foch”, que desembocam, ambas, na place Charles de Gaulle, onde se encontra o Arco do Triunfo.

A concentração junto ao célebre monumento prosseguiu até às 20h (hora local) e visa travar a aprovação definitiva da lei que abre a possibilidade de casamento e de adoção aos homossexuais.

A proposta de lei, defendida pela maioria parlamentar e o Governo socialista, vai ser discutida no Senado no início de abril e, se for aprovada, deverá regressar à Assembleia Nacional para aprovação definitiva.

Às 15h30 locais, a manifestação começava a transbordar das duas avenidas para outras vizinhas e também para os Campos Elísios, cujo acesso está protegido por um imponente dispositivo policial.

Algumas centenas de manifestantes tentaram forçar as barreiras da polícia para atravessar a praça e chegar aos Campos Elísios, mas foram expulsos à bastonada e com gás lacrimogéneo. Ao início da tarde vivia-se um clima de alguma tensão no local.

Fonte: Expresso

Venezuela: Capriles rechaça declarações ‘homofóbicas’ de Maduro 2

Henrique Capriles Radonski

Henrique Capriles Radonski

O candidato presidencial da oposição na Venezuela, Henrique Capriles Radonski, rechaçou as declarações consideradas por ele como “homofóbicas” do presidente interino, Nicolás Maduro.

“O problema, Nicolás, é você. Você é o problema. Direi isso muitas vezes. Está há 100 dias no governo, e já teve 50% de desaprovação. Tudo que tem feito foi se esconder na imagem do presidente [Hugo Chávez, morto na semana passada]. Deixem que o presidente descanse em paz”, disse Capriles em uma entrevista em Caracas.

O candidato opositor qualificou de “fascistas, de extrema direita” as palavras de Maduro que insinuam que Capriles é gay por ser solteiro.

“Isto é fascismo e eu vou pedir respeito, porque eu quero um país de inclusão”, destacou ele.

O candidato também classificou de xenófoba a declaração de Maduro sobre “as crianças de sobrenome” e recordou que o governo tem muitas pessoas com sobrenomes provenientes de outros países.

Capriles destacou que “não há nem uma só palavra minha que ofenda a família do presidente Chávez. Se existe uma palavra na qual ofendi a família do presidente, eu me retrato publicamente”.

O candidato opositor disse ainda que se afastou do cargo de governador do estado de Miranda para atender às exigências eleitorais em vista das eleições de 14 de abril.

Fonte: ANSA

Disney de Tóquio tem o primeiro casamento homossexual 3

As noivas posam ao lado Michey e Minnie (Reprodução/Twitter)

As noivas posam ao lado Michey e Minnie (Reprodução/Twitter)

“Mickey Mouse apoia o casamento gay!”. Essa era a manchete de muitos sites no último sábado (02) no Japão. O motivo dessa empolgação toda foi a realização do primeiro casório entre pessoas do mesmo sexo na Disney de Tóquio.  Com direito a foto ao lado do fofo casal Mickey e Minnie, as japonesas Koyuki Higashi e Hiroko celebraram sua união diante de 30 convidados.

“Eu e a minha parceira Hiroko vamos realizar um casamento gay aqui no Tokyo Disney Resort. Até o Mickey e a Minnie estão aqui para comemorar com a gente”, postou Higashi em seu Twitter, durante a cerimônia.

Como não podia deixar de ser, o casamento teve clima de conto de fadas.  Similares, os vestidos brancos tomara-que-caia das duas eram dignos de princesa, com bordados e saias volumosas. Luvas brancas completaram o figurino.

Duas bonequinhas Minnie com vestidos de noiva parecidos com o do casal se destacaram na decoração. Tradicional, o bolo era decorado com flores.

Infelizmente, a cerimônia não tem valor legal, já que o país asiático ainda não reconhece o casamento entre pessoas do mesmo sexo. “Espero que nosso ato leve o Japão a questionar porque tantas vezes minorias são ignoradas aqui”, declarou Hiroko, segundo informações do jornal The New York Times.

Um fofo casal de noivinhas Minnie decorava o casamento (Reprodução/Twitter)

Um fofo casal de noivinhas Minnie decorava o casamento (Reprodução/Twitter)

“Nós só queremos que as pessoas saibam que os gays existem e que tem vontade de se casar como as outras pessoas”, completou a recém-casada, que prefere não revelar seu sobrenome por questões familiares.

A iniciativa não é inédita no império Disney. Pelo contrário, há muito tempo conglomerado abriu as suas portas para os gays. Em 2007, os casais do mesmo sexo foram convidados a realizar suas cerimônias de casamentos temáticos em seus parques de todo o mundo.

A boa notícia vinda do Japão merece ser celebrada, especialmente pelo fato de ela acontecer no mês em que é comemorado o Dia Da Mulher. Minnie, Mickey e Disney estão de parabéns.  Que o casal seja feliz para sempre!

Ex-presidente polonês e prêmio Nobel da Paz é acusado de incitar o ódio contra os homossexuais 3

Lech Walesa

Lech Walesa

O sindicalista que marcou uma época destilou homofobia numa entrevista na televisão.

Não pode ser considerada novidade, mas não deixa de ser notícia. Lech Walesa, um nome conhecido pela luta em busca da democracia quando presidente da federação sindical “Solidariedade”, que na altura terá sido visto como um sinal de esperança para um país embrenhado numa ditadura comunista.

Os polacos viam Walesa como a possibilidade de a população poder viver livremente a sua identidade.

De presidente sindical a presidente da Polônia, com esta mudança muda também a sua postura e aspeto, alterando de um visual operário para um visual de fato e gravata.

Nos anos 70 foi o rosto da longa luta pelo derrube do comunismo, detido repetidamente para explicar as reuniões que organizava na defesa de um comércio livre, direitos trabalhistas e pela democracia.

A 1983 Walesa recebe o Nobel da Paz, ainda em luta é a sua esposa que vai com um dos seus filhos a Oslo receber o prêmio, pois havia o receio de que se Walesa sai-se do país lhe fosse recusada depois a reentrada.

Em 1990 passa de presidente do Solidariedade a presidente da Polônia, presidindo durante cinco anos um governo que não foi o brilho esperado pela população e que nas eleições seguintes lhe recusou a sua reeleição.

Agora em 2013, o mesmo Walesa, católico convicto e pai de oito filhos, diz que os deputados homossexuais não deviam estar presentes no parlamento.

Segundo ele sendo uma minoria não deviam ocupar lugares de destaque na política, não deviam sentar-se nas filas da frente mas sim nas últimas filas do parlamento ou mesmo nem se sentarem ou terem qualquer posição politica.

Walesa fez estas declarações numa entrevista televisiva na passada sexta-feira perante um repórter algo surpreendido.

Não teve de esperar muito por reações opondo-se à sua visão, protestos que vieram até de dentro da sua família. Um dos filhos de Walesa disse que as declarações do pai não só são só erradas como também prejudiciais.

Se Walesa já foi a visão da liberdade democrática e foi Nobel da Paz, este tipo de declarações não são novidade recordando o Portugal pós-revolução em que muitos defendiam que a revolução não era para prostiutas e homossexuais.

Gays franceses não poderão adotar crianças russas 1

Pavel Astakhov

Pavel Astakhov

O ombudsman dos Direitos das Crianças da Rússia, Pavel Astakhov, afastou qualquer possibilidade de casais homossexuais da França virem a adotar órfãos russos, caso os franceses aprovem a lei que introduz o casamento de pessoas do mesmo sexo no seu país. Em entrevista ao jornal Rossiskaia Gazeta, ele disse que “a posição oficial da Rússia sobre a união homoafetiva está devidamente registrada no Código da Família, na Constituição e nos outros documentos federais, onde pode-se ler que o casamento é a união entre um homem e uma mulher, e nada além disso”.

Segundo Astakhov, além disso, a Convenção das Nações Unidas sobre os direitos infantis estabelece que toda criança tem o direito a uma mãe e um pai, e esse modelo não deve ser mudado. O ombudsman afirmou que os próprios franceses estão contra a legalização do casamento gay.

Astakhov citou muitos colegas franceses que se demonstraram descontentes, por exemplo, com a descrição de famílias homossexuais em livros didáticos. Essas pessoas, de acordo com o ombudsman, teriam dito que a França estaria precisando das mesmas medidas que foram recentemente aprovadas na Rússia, como aquela que proíbe a veiculação de propaganda gay para menores de idade.

Catedral Nacional americana realizará casamentos homossexuais 1

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A Catedral Nacional de Washington, onde os americanos se reúnem para lamentar suas tragédias e celebrar novos presidentes, começará em breve a realizar casamento homossexuais.

Funcionários da catedral disseram à agência Associated Press que a igreja estará entre as primeiras casas episcopais a implementar um novo rito de casamento para seus membros gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros. A igreja anunciou sua nova política no início de janeiro.

Sendo a igreja mais proeminente dos EUA, a decisão é bastante significativa. A catedral de 106 anos de idade, tem sido um centro espiritual, hospedou cerimônias de posse presidenciais e funerais dos presidentes Ronald Reagan (1981-1989)e Gerald Ford (1974-1977). O reverendo Martin Luther King Jr., o líder dos direitos civis, deu seu último sermão lá em 1968. A catedral atrai centenas de milhares de visitantes todos os anos.

O Reverendo Gary Hall, reitor da catedral, disse que a realização de casamentos do mesmo sexo é uma oportunidade para quebrar barreiras e construir uma comunidade mais inclusiva, “que reflete a diversidade do mundo de Deus”.

“Eu li a Bíblia tanto quanto muitos fundamentalistas o fizeram”, Hall disse à AP. “E a minha leitura da Bíblia me leva a querer fazer isso, pois eu acredito que isso é estar sendo fiel ao tipo de comunidade que Jesus desejou que fossemos.”

Realizar casamentos do mesmo sexo vai além da Igreja Episcopal, disse Hall. O movimento também é uma oportunidade para influenciar a nação.

“Como uma espécie de igreja central na capital do país, dizer que estamos realizando casamentos homossexuais, dando a bênção a casamentos do mesmo sexo, irá demonstrar que estamos dando o próximo passo em direção à igualdade de casamento no país e na cultura americana”, disse Hall.

Já que o casamento homossexual é legal na catedral do Distrito de Colúmbia e em nove Estados, incluindo Maryland , o bispo episcopal de Washington decidiu em dezembro permitir uma expansão do sacramento do matrimônio cristão. De acordo com líderes da igreja, a mudança é permitida sob uma “opção local” concedida pela Convenção Geral da Igreja. Cada sacerdote na diocese pode então decidir se realizará uniões do mesmo sexo.

Provavelmente ainda irá demorar de seis meses a um ano antes que os primeiros casamentos homossexuais sejam realizados na catedral, devido à sua agenda lotada e sua exigência de aconselhamento pré-marital. Geralmente, apenas os casais afiliados à catedral são elegíveis. Os líderes da igreja não haviam recebido nenhum pedido para casamentos homossexuais antes do anúncio.

A prefeitura não está contando com quaisquer objeções dentro da congregação Catedral Nacional, mas disse que a mudança pode atrair críticas de fora. Pode ser divisória para alguns, assim como foi pregar contra a segregação racial ou pressionar pela ordenação de mulheres, disse Hall.

A conservadora Organização Nacional para o Casamento, que se opõe ao casamento homossexual, disse que a mudança da catedral foi “decepcionante, mas não surpreendente”, dada a direção da Igreja Episcopal.

Aproveitando o destaque nacional da catedral, o porta-voz Thomas Peters disse que o anúncio do casamento era “uma oportunidade para que as pessoas acordassem para o que está acontecendo no mundo”. “Isso nos lembra de que o casamento é realmente uma decisão de tudo ou nada”, disse.

“Será que os EUA querem manter sua tradição de casamento ou desistir dela de vez?”

A Igreja Episcopal com base em Nova York é um órgão americano com 77 milhões de membros da Congregação Anglicana. A Câmara dos Bispos votou no ano passado em 111 contra 41 para autorizar um rito provisório para uniões do mesmo sexo.

Algumas congregações abandonaram a Igreja com a inclusão de homossexuais e lésbicas ao longo dos anos. O casamento do mesmo sexo realizado pela primeira vez no mês passado na Capela Cadet de West Point atraiu alguns protestos por parte dos conservadores. A Catedral Nacional chama ainda mais a atenção.

A Campanha Para os Direitos Humanos, o maior grupo de direitos dos homossexuais da nação, aplaudiu a mudança adotada pela catedral. “A igreja enviou uma mensagem simples, porém poderosa, para todos GLSTs: vocês são amados como são”, disse o reverendo MacArthur Flournoy, vice-diretor do programa de religião e fé do grupo.

Fonte: AP

Empresário quer lucrar com casamentos gays na Rússia Resposta

O empresário russo Aleksander Donskoy divulgou esta semana que irá inaugurar na Rússia um serviço de registro solene de casamentos de casais homossexuais. Segundo ele, apesar do caráter não oficial dessa união, a iniciativa já conta com uma grande lista de espera e deverá realizar a sua primeira cerimônia no sábado (9/1).

Os registros serão a princípio realizados apenas em São Petersburgo, onde o preço da cerimônia básica custará, aproximadamente, R$ 40 por casal, e em Moscou, que terá preços em torno de R$ 70 o casal. O pacote básico do serviço incluirá um discurso solene de união, uma certidão de casamento sem valor jurídico e algumas fotos da cerimônia.

Para aqueles que quiserem investir um pouco mais na ocasião, serão oferecidas diversas opções de serviços extras, como a presença de uma orquestra ou uma festa para convidados após a cerimônia. Segundo o próprio Donskoy, dependendo do pacote escolhido, o preço do evento poderá sair tão caro quanto o de um casamento tradicional. Vale destacar, que o valor de uma união civil, legalizada em cartório, na Rússia, sai hoje por no mínimo R$ 13 por casal.

Como destaca o próprio empresário, apesar de parecer uma brincadeira para alguns, muitos casais gays abordam esta alternativa de união de forma muito séria, principalmente por se tratar de um país cuja legislação ainda não permite casamentos de pessoas do mesmo sexo e que vem aprovando uma série de leis restritivas à comunidade LGBT.

Vaticano diz que é preciso garantir direitos civis de casais gays 1

O Papa Bento XVI em audiência no Vaticano TONY GENTILE/Reuters

O Papa Bento XVI em audiência no Vaticano TONY GENTILE/Reuters

Num sinal de mudança da Igreja Católica, o ministro do Vaticano para a Família, monsenhor Vincenzo Paglia, encorajou o reconhecimento de direitos civis de uniões fora do casamento, inclusive entre pessoas do mesmo sexo. Em um encontro com a imprensa, Paglia – que costuma ter posições abertas sobre temas sociais – explicou que são situações que o Estado deve resolver para impedir injustiças e discriminações. Horas depois, em uma entrevista à Rádio do Vaticano, Paglia disse que suas declarações sobre o casamento gay foram mal interpretadas.

– É preciso encontrar soluções no âmbito do código civil para garantir questões patrimoniais e facilitar condições de vida para impedir injustiças com os mais fracos – disse. – Infelizmente, não sou um especialista em direito, mas, pelo que sei, me parece o caminho que precisa ser percorrido.

O arcebispo italiano também manifestou sua total oposição a formas de discriminação contra os homossexuais em alguns países, em particular no Oriente Médio e na África.

– Em vários países, a homossexualidade é considerada um crime. É preciso combater isso.

Apesar da declaração, o religioso, designado no ano passado para administrar um dos ministérios-chave do Vaticano, reiterou sua defesa do casamento tradicional, entre um homem e uma mulher, que considera “elemento fundador” da sociedade. Ele também condenou a aprovação da adoção por parte de casais do mesmo sexo.

– A Igreja conhece o preço do que é uma família sem filhos, dos idosos sozinhos e dos doentes. A família se transformou ao longo de décadas, mas nunca vamos abandonar seu ‘genoma’, ou seja, que é formada por um homem, uma mulher e seus filhos.

Após as declarações, em uma entrevista à Rádio do Vaticano, Paglia afirmou que ficou “muito surpreso” quando alguns veículos de imprensa publicaram que ele apoiava o direito dos casais homossexuais. Para esclarecer sua posição, o religioso explicou que é necessário “verificar nos ordenamentos jurídicos existentes a possibilidade de utilizar normas jurídicas que tutelem os direitos individuais”.

– Isso vai além da aprovação de certas visões. Minhas palavras não foram compreendidas e, por isso, não compreenderam também o carinho com que foram pronunciadas. Na realidade, e também por vontade, foram descarriladas de seus trilhos.

Paglia é um dos fundadores da Comunidade de Santo Egídio, organização que mediou conflitos internacionais, entre eles em El Salvador, e defensor da causa de canonização do monsenhor salvadorenho Arnulfo Romero.

Fonte: O Globo

Vacina contra aids é testada na França Resposta

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Um hospital em Marselha, na França, vai testar, no próximo mês, uma vacina – pesquisada há 15 anos – para o tratamento da aids pela equipe do professor Erwann Lorett.

Os 50 voluntários serão os primeiros humanos a receberem a vacina, testada até agora em macacos. Os resultados, nos primatas, foram excelentes: em dois meses, o vírus HIV passou a não ser mais detectado nos exames.

Segundo a agência “Folhapress”, os voluntários receberão doses com porcentagens variáveis da vacina por quatro meses. Se o resultado for positivo nesses casos, mais 80 pacientes também serão vacinados.

Fonte: Parou Tudo

Parlamento britânico apoia casamento gay em votação inicial 1

Está dado o primeiro passo para a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo CHRIS HELGREN/REUTERS

Está dado o primeiro passo para a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo CHRIS HELGREN/REUTERS

Foram quase sete horas de debate à boa maneira britânica, com discursos inflamados e trocas de acusações constantes. No fim, o primeiro-ministro, David Cameron, teve o que queria: a câmara baixa do Parlamento aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em cerimônias civis ou religiosas, com 400 votos a favor e 175 contra. A medida deverá entrar em vigor em 2014, apenas em Inglaterra e no País de Gales.

A vontade de Cameron prevaleceu, mas a discussão na Câmara dos Comuns fez aquecer o sangue entre irmãos. A proposta foi aprovada com os votos da maioria dos deputados do Partido Trabalhista, na oposição, e dos Liberais Democratas, parceiros de coligação no Governo. Na discussão sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a verdadeira oposição do primeiro-ministro estava dentro de casa, na bancada do seu Partido Conservador.

Um dos mais ferrenhos opositores da proposta do Governo foi o conservador Roger Cale, que repetiu um argumento que diz não defender, mas ao qual reconhece “méritos”, e que aponta para a legalização do incesto: “Se o Governo estiver mesmo empenhado nisto, então que acabe com a lei da união civil e crie uma lei que se aplique a todas as pessoas, independentemente da sua sexualidade e dos seus relacionamentos. Isso significa irmãos com irmãos, irmãs com irmãs e irmãos com irmãs. Isso sim, seria um avanço.”

“Um passo em frente”

A defesa da proposta de lei coube à ministra da Cultura, Media e Desporto, Maria Miller, também responsável pela pasta das Mulheres e Igualdades. “O casamento é uma das nossas mais importantes instituições. Une as sociedades às famílias e é uma base fundamental para a promoção da estabilidade. Esta proposta defende e desenvolve o casamento”, afirmou a responsável no início da discussão da proposta de lei, um momento ao qual o primeiro-ministro faltou.

Mais tarde — pouco antes da votação —, David Cameron afirmou que o casamento entre pessoas do mesmo sexo constitui “um passo em frente” e vai tornar a sociedade britânica “mais forte”. “O dia de hoje é muito importante. Eu acredito no casamento. Ajuda as pessoas a dedicarem-se uma à outra e acho que os gays também devem poder casar-se”, declarou o primeiro-ministro conservador.

A proposta do Governo britânico não obriga as diferentes igrejas a celebrarem casamentos religiosos. Segundo o documento, as igrejas anglicanas de Inglaterra e do País de Gales não terão sequer de se pronunciar — está estabelecido que, por vontade das respectivas hierarquias, nenhuma celebrará casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

As restantes igrejas — incluindo a Igreja Católica — têm liberdade para decidir se autorizam ou não casamentos religiosos. Católicos, muçulmanos e sikhs fizeram campanha pelo “não” e promoveram várias iniciativas e manifestações contra a proposta do Governo, mas os judeus liberais e reformistas apoiam o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

A lei aprovada pela Câmara dos Comuns britânica deixa de fora a Irlanda do Norte e a Escócia. Na Irlanda do Norte não há qualquer iniciativa para promover o debate, mas o governo escocês já manifestou a intenção de trabalhar numa lei semelhante. O líder do executivo, Alex Salmond, já fez saber que qualquer lei que autorize o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Escócia também deixará ao critério das várias igrejas a celebração de matrimónios.

Gays cedem a pressão social na China com casamento ‘de fachada’ Resposta

Casamento é considerado um dos pilares mais importantes na sociedade chinesa

Casamento é considerado um dos pilares mais importantes na sociedade chinesa

A modernização da sociedade chinesa nos últimos anos ainda não foi suficiente para acabar com um dos fenômenos mais comuns relacionados aos homossexuais no país: o casamento de fachada, para atender às normas tradicionais da sociedade e às expectativas familiares.

Um estudo feito no ano passado por Zhang Beichuna, da Universidade de Qingdao, estima que existam 16 milhões de mulheres casadas com homens homossexuais.

“Muitos gays se envolvem em casamentos com heterossexuais para atender às pressões sociais – em especial de seus pais –, mas continuam mantendo relações homossexuais fora do casamento”, conta Xu Bin, presidente do grupo GLS (é assim que a reportagem da BBC chama o grupo) Common Language, de Pequim.

Conforme a tradição cultural chinesa, jovens devem se casar em torno dos 25 anos e ter filhos, para dar continuidade à linhagem familiar. O casamento é um dos pilares sociais mais importantes no país – além de ser visto como uma garantia de segurança financeira e emocional para muitos idosos, que dependem financeiramente dos filhos para sobreviver, já que o sistema de previdência social chinês é ainda pouco desenvolvido.

Mas um dado que pode ser visto como um sinal de modernização da sociedade chinesa é o aumento, segundo o estudo da Universidade de Qingdao, dos casos de jovens pedindo divórcio ou anulação do casamento por descobrirem que seus parceiros são homossexuais.

Em janeiro, a Primeira Corte Intermediária de Pequim, que lida com divórcios e anulações de matrimônios, divulgou que o número de pedidos de anulação de casamentos em curto prazo está crescendo, ao passo que o de divórcios está diminuindo.

O estudo liga o dado à disposição de jovens esposas a não aceitar o casamento de fachada. Mas Xu Bin, presidente do grupo GLS, diz que muitas mulheres tentam a anulação para evitar o estigma social. “O pedido de anulação mostra que as mulheres entendem que ser divorciada diminui seu valor na sociedade”, analisa Xu Bin.

Sem relações

Uma jovem de 32 anos de sobrenome Ying, de Pequim, pediu o divórcio de seu marido no final de 2012. Depois de um ano casados e sem manter relações sexuais, Ying descobriu que seu esposo era homossexual. “Ele chegou a pedir para que ficássemos ainda casados e tivéssemos filhos, para que a família dele não fosse prejudicada. Mas eu não podia viver assim”, diz.

No grupo coordenado por Xu Bin, um programa de assistência via telefone atende diversas mulheres que alegam terem descoberto que seus maridos são homossexuais. A situação inversa também é comum. “Muitas chinesas se casam mesmo sabendo que são lésbicas. Mas elas não têm coragem de assumir sua posição perante a família e acabam seguindo a tradição, ainda que mantenham relações e namoradas fora do casamento”, conta a ativista.

Casos assim são comuns na comunidade GLS chinesa e criam confrontos entre gays mais jovens e mais velhos. Em fóruns de discussão na internet, lésbicas da geração pós-1990 criticam a posição de mulheres de gerações anteriores que se mantêm casadas em função de pressão social. Xu Bin tenta criar encontros entre a comunidade para a troca de experiência, pois “as jovens cresceram em uma China já mais aberta, e é difícil para elas entender que gerações mais velhas lidavam com preconceito de uma forma muito pior”.

A homossexualidade era considerada doença mental na China até 2001. Até 1997, manter relações homoafetivas na China era considerado crime. Ainda há preconceito contra relações entre pessoas do mesmo sexo e, em zonas rurais, é ainda comum o caso de pais tentarem “tratar” filhos gays através da medicina.

O número de homossexuais no país, no passado estimado em 29 milhões, seria hoje em dia de mais de 50 milhões, de acordo com Xu Bin. No estudo conduzido pelo professor Zhang, há estimativas de que 70% dos homens gays chineses sejam casados.

Casar-se ou não é ainda uma questão de difícil abordagem no país, mesmo dentro de grupos de apoio aos homossexuais. Uma das saídas encontradas em cidades como Dalian e Xangai foi a criação de bailes dirigidos a homens e mulheres gays, para que estes pudessem se conhecer e eventualmente armar um “casamento”, podendo manter suas relações fora do casamento livremente e sem a pressão do cônjuge. Em Xangai há também um baile semanal voltado apenas a homens gays que são casados.

Borboleta da Sibéria

 

O artista Xiyadie, que abandonou mulher e filhos após assumir sua homossexualidade

O artista Xiyadie, que abandonou mulher e filhos após assumir sua homossexualidade

O artista plástico Xiyadie (seu nome artístico significa Borboleta da Sibéria) é um dos casos mais famosos de gays casados da China. Aos 48 anos, o artista já expôs seus trabalhos em Los Angeles e Estocolmo. Xiayadie se dedica ao jianzhi, a arte do corte de papel, que é um dos tesouros culturais chineses. A temática de sua obra, porém, é sua vida ao lado de seu companheiro de oito anos.

“A primeira vez que descobri ter sentimentos por meninos foi ainda criança, na escola. Eu achava que era doente, um cafajeste”, conta. Aos 24 anos, o jovem de origem humilde cedeu às pressões familiares e se casou, após ter sido apresentado a dezenas de meninas pelos seus pais. “Naquela época eu já tinha certeza de que era gay, mas não tinha coragem de assumir, então tinha meus relacionamentos às escondidas. Era como se eu soubesse que precisasse comer do prato, mas também queria comer direto da panela.”

Apenas há dez anos o artista encontrou forças de conviver com seus sentimentos. Apoiado por um especialista em jianzhi de sua cidade natal, Yan’an, na província de Shanxi, o berço da arte milenar, Xiyadie mudou-se para Pequim, deixando para trás sua esposa e seus dois filhos.

Ele ainda não consegue viver de sua arte, então mantém um trabalho regular em um estúdio do cineasta Xiang Ting, em Songzhuang, leste da capital, onde trabalha como segurança, cozinheiro e zelador por 1,5 mil yuans mensais (R$ 490) e, à noite, faz seus recortes dentro de sue quarto de dois metros quadrados. E não está divorciado.

“Minha esposa e minha filha sabem que sou homossexual. Minha filha conhece meu namorado e eles se dão bem”, conta. O filho mais velho tem 23 anos e é deficiente mental.

Questionado sobre o que faria se voltasse aos 24 anos e tivesse de escolher entre casar ou assumir sua orientação sexual, Xiyadie diz que mudaria pouco. “Acho que fugiria dos meus pais. Voaria para longe para viver a minha vida. Não cederia a eles, mas também não contaria a verdade sobre mim.”

Fonte: BBC Brasil

Obama recomenda a escoteiros que derrubem veto a gays Resposta

Barack Obama

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse no domingo que os Boy Scouts of America (corpo de escoteiros dos EUA) deveriam eliminar a proibição à participação de homossexuais, uma regra antiga e polêmica, que será submetida a votação nesta semana.

Obama, que incluiu uma defesa aos direitos dos homossexuais no seu discurso de posse para o segundo mandato, em janeiro, foi questionado sobre o tema durante entrevista à CBS, e disse ser favorável ao fim da proibição.

“Minha atitude é de que… gays e lésbicas deveriam ter acesso e oportunidade da mesma forma que todos os demais, em todas as instituições e modos de vida”, afirmou o presidente.

“Os escoteiros são uma grande instituição, promovendo os jovens e expondo-os, sabe, a oportunidades e liderança que servirão às pessoas pelo resto das suas vidas, e acho que ninguém deveria ser barrado nisso.”

Após críticas de ativistas e de homossexuais que foram escoteiros ou chefes da instituição, o conselho-executivo do escotismo norte-americano deve votar o fim da proibição na quarta-feira, quando termina sua reunião de três dias. A proibição à participação de homossexuais havia sido reafirmada no ano passado.

No mês passado, a entidade havia dito que cogitava extinguir a proibição em nível nacional, deixando às suas organizações locais as decisões sobre as políticas relacionadas à orientação sexual de seus integrantes jovens e adultos.

Reino Unido: Conservadores contra casamento gay enviam carta a Cameron Resposta

Iintegrantes do Partido Conservador, o mesmo do primeiro-ministro britânico, David Cameron, fizeram um apelo neste domingo para que o premiê adie o voto no parlamento sobre o casamento gay, previsto para esta semana. Segundo esses conservadores, o tema pode enfraquecer o partido e prejudicar as chances de reeleição.

Cameron deu seu apoio pessoal ao projeto de casamento gay, mas muitos no seu partido e entre os parlamentares conservadores são contra por razões morais. Eles dizem que o governo não tem um mandato para forçar o tema no Parlamento.

Como o projeto tem o apoio dos dois outros principais partidos britânicos, a oposição trabalhista e os liberais-democratas, parceiros dos conservadores na coalizão de governo, não há maiores riscos de ele ser derrotado. No entanto, uma carta assinada por mais de 20 lideranças de associações locais dos conservadores foi entregue na residência oficial de Cameron neste domingo.

“Temos um sentimento muito forte de que a decisão de trazer esse projeto ao Parlamento foi tomada sem uma discussão adequada ou uma consulta aos membros do Partido Conservador e ao país como um todo”, diz a carta.

“Começam a multiplicar-se os que deixam o partido, e tememos que esse projeto leve a um dano significativo para o Partido Conservador nas eleições de 2015”, acrescenta o documento.

Um líder de associação, Geoffrey Vero, afirmou que a tramitação do tema deve ser mais lenta.

– Isso pode afetar seriamente as chances de Cameron ser reeleito em 2015 – disse ele ao canal Sky.

As regras que determinam que o voto deve seguir a linha traçada pelo partido foram suspensas para o chamado “voto livre” na terça-feira. Analistas dizem que cerca de metade dos 303 parlamentares conservadores podem votar contra o projeto ou se abster.

De acordo com uma pesquisa de opinião feita em dezembro, 55% dos britânicos são favoráveis ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Os defensores do casamento gays afirmam que, apesar da parceria civil hoje existente entre pessoas do mesmo sexo já garantir os mesmos direitos do casamento, a distinção implica num status inferior para os casais gays.

Há dois meses, o próprio Cameron afirmou:

– Eu sou um grande defensor do casamento, e eu não quero que os gays sejam excluídos dessa grande instituição.

Contudo, tanto a Igreja Anglicana quando a Católica se opõem ao projeto. A proposta não as obriga a fazer casamentos gays.

Se aprovada na câmara baixa na terça-feira, a proposta será discutida pelos lordes, na câmara alta. Os lordes devem votá-la em maio, e depois o projeto volta para uma segunda votação dos parlamentares da câmara baixa.

Fonte: Agência O Globo

Parlamento francês dá passo importante para aprovação de casamento gay Resposta

Decisão desencadeou uma onda de protestos na França. Na imagem, manifestação em Marselha Foto: AP

Decisão desencadeou uma onda de protestos na França. Na imagem, manifestação em Marselha Foto: AP

O parlamento francês aprovou neste sábado uma importante cláusula do projeto de lei para permitir o casamento homossexual e outorgar aos casais gays o direito de adotar crianças.

Por 249 votos a favor e 97 contra, os deputados aprovaram a cláusula que elimina o sexo oposto como condição para o direito ao casamento.

O projeto de lei, a primeira grande reforma da presidência de François Hollande, provocou grandes protestos.

Centenas de milhares de pessoas se concentraram na Torre Eiffel, em Paris, no mês passado, para protestar contra o plano.

A aprovação da cláusula-chave desencadeou uma nova onda de protestos em várias cidades francesas neste sábado.

Em Paris, cerca de mil pessoas segurando cartazes dizendo “Todos nós nascemos de um homem e uma mulher” se reuniram perto do monumento dos Inválidos, não muito longe do prédio do Parlamento, algumas horas após a votação.

Manifestantes na cidade de Lyon se reuniram em frente a prefeitura para expressar sua oposição ao casamento de pessoas do mesmo sexo, mas também a reprodução assistida e barriga de aluguel, que não estão incluídas no projecto de lei.

Mais de 5.000 emendas foram apresentadas ao projeto de lei que os deputados começaram a debater na terça-feira.

O debate deve durar duas semanas.

Por Emile Picy e Marine Pennetier, da Reuters

França obriga Twitter a revelar autores de mensagens, racistas, antissemitas e homofóbicas Resposta

BBC

Em uma decisão inédita na França, a Justiça do país obrigou a rede social Twitter a identificar os autores anônimos de mensagens racistas, antissemitas e homofóbicas.

O Tribunal de Grande Instância de Paris acatou o pedido de várias associações francesas de defesa dos direitos humanos, entre elas a União dos Estudantes Judeus da França, que desejam identificar os autores de mensagens racistas no Twitter, publicadas por meio de pseudônimos, para levá-los aos tribunais.

A empresa americana também deverá implantar um sistema, em língua francesa e facilmente acessível, que permita aos usuários denunciar à rede social comentários que incitem o ódio racial ou façam apologia de crimes contra a humanidade.

As mensagens com conteúdo racista começaram a ser publicadas em outubro do ano passado. Os usuários utilizaram palavras-chave com hashtags (#) para reunir em uma mesma página comentários sobre um mesmo assunto.

Desta forma, foram criadas páginas como ‘um bom judeu’ ou ‘um judeu morto’ com centenas de mensagens antissemitas.

Nazismo
As primeiras hashtags foram seguidas de outras com conotações racistas ou homofóbicas, como ‘um bom negro’ ou ‘se meu filho é gay’.

O Twitter havia retirado do site as páginas antissemitas e racistas publicadas em outubro, mas novas surgiram posteriormente. Em janeiro, foi criada a hashtag ‘se eu fosse um bom nazista’.

As associações francesas de direitos humanos haviam inicialmente pedido ao Twitter para identificar os autores desses comentários, mas a empresa se recusou a fornecer os dados.

No processo na Justiça francesa, o Twitter alegou ser uma empresa americana e que, por esse motivo, estaria sujeita apenas às leis do Estado americano da Califórnia, onde fica sua sede.

Mas, para o Tribunal de Grande Instância de Paris, ‘a infração foi cometida no território francês’ e ‘os usuários, cuja identificação está sendo solicitada, estão sujeitos à legislação penal da França’.

A decisão da Justiça francesa poderá abrir uma brecha na Europa, escreve o jornal Le Monde desta sexta-feira.

Transparência
O Twitter publicou no ano passado um ‘relatório de transparência” com os pedidos de identificação de usuários, transmitidos por país.

A empresa americana também recebeu pedidos de bloqueio de conteúdo em países europeus. Pela primeira vez, a rede social utilizou em 2012 um sistema que permite bloquear uma conta somente em um país.

O Twitter bloqueou na Alemanha a conta de um grupo neonazista que pode ainda ser vista na França ou em outros países.

Outros sites, como o Ebay, já adotaram esse sistema. O site bloqueia, por exemplo, a venda de objetos nazistas na França e na Alemanha, mas nos Estados Unidos ela é autorizada.