O casamento gay é como a escravidão, diz líder católico 2

Católico mais antigo da Grã-Bretanha, o cardeal Keith O´Brien condenou
o casamento entre pessoas do mesmo sexo como uma ¨aberração¨,
comparando o ato à escravidão e ao aborto.
O cardeal Keith O’Brien disse que os países que legalizam o casamento gay deveriam se envergonhar por ir contra a “lei natural”, e não devem considerar as suas ações como um progresso. Ele disse que as uniões do mesmo sexo eram o ¨fim do limite¨ e que isso levaria à ¨degeneração da sociedade em imoralidade.¨ 


Em uma série de comentários polêmicos, ele disse à Rádio BBC que se o casamento do mesmo sexo for legalizado, mais aberrações aconteceriam e a sociedade iria se degenerar ainda mais em imoralidade. 
A entrevista foi realizada depois que o cardeal escreveu um artigo onde ele compara o casamento gay à escravidão. Ele escreveu: 

¨Imagine por um momento que o governo tenha decidido legalizar a escravidão, mas garantiu que ninguém será obrigado a ter um escravo. Será que essas garantias inúteis iriam acalmar a nossa fúria? Eles justificariam a quebra de um direito humando fundamental? Ou será que eles iriam simplesmente usar palavras que mascaram um grande erro? Eu acho que é um exemplo muito bom do que pode acontecer em nosso próprio país no tempo presente.¨

Descrevendo o casamento do mesmo sexo como ¨o fim do limite¨, ele também usou a Lei do Aborto como um exemplo do que poderia acontecer, alegando que haveriam cerca de sete milhões de abortos e ¨mais aberrações¨. 
Respondendo às acusações de que seu uso da linguagem, incluindo a palavra “grotesco”, foi um exagero, ele disse: 
– Eu não estou dizendo que é grotesco, mas talvez para algumas pessoas pode parecer grotesco. Eu não acho que tudo seja exagero. Eu acho que estou entregando o ensinamento da Igreja Cristã que existe há mais de 2.000 anos e estou fazendo o meu melhor para transmiti-lo de uma forma que muitas pessoas possam ouvir. Eu acho que se o Reino Unido aderir o casamento do mesmo sexo vai ser realmente uma vergonha para o nosso país. Estamos tentando redefinir algo que tem sido conhecido e reverenciado por séculos e tornando-se algo bastante diferente. Isso está mudando toda a noção do que é o casamento e o que é uma família. Afeta crianças que nascem, que têm direito a um pai e mãe. 
Seus comentários levaram diversas pessoas a se manifestarem na internet, onde alguns o acusam de ser intolerante e incoerente, além de ter um discurso de ódio.

A mordaça religiosa Resposta

Por muito tempo em nossa luta que ouvimos dos evangélicos e homofóbicos desse país, que os gays querem colocar uma mordaça na sociedade, impedindo que as pessoas tenham suas próprias opiniões a respeito da homossexualidade.

Afim de tornar crime a homofobia, ativistas e simpatizantes vêm trabalhando duro para que exista uma sociedade de direitos iguais para todos, sem preferências para nenhum lado.
Essa luta começou depois que se percebeu, ainda que tarde demais, que pessoas estavam morrendo no Brasil por serem homossexuais. E as causas da morte não eram por que dividiam a mesma seringa ou porque viviam na promiscuidade da noite, como diz o deputado homofóbico e racista Jair Bolsonaro. O Brasil é um dos países com maiores índices de assassinatos de homossexuais por conta da ignorância e intolerância da maioria das pessoas.
Para alguns, somos minoria. Eu quero dizer que não sei se concordo com este termo, mas afirmo que neste caso, a maioria está errada. Em vários discursos políticos ouvimos as pessoas dizerem que o Brasil é um país laico. Não é. Como os fanáticos religiosos que confundem o Congresso com o templo de suas igrejas dizem, os gays querem botar uma mordaça na sociedade. Os gays querem impedir que os pais ensinem o que é correto para seus filhos. Os gays querem impedir que igrejas condenem a homossexualidade como pecado, como diz a bíblia. Os gays querem isso, os gays querem aquilo.
Agora eu digo o que é que os gays querem. Os gays querem o direito de amar e serem amados sem serem punidos por isso. Os gays querem ter um Deus para seus confortos. Os gays querem ter uma família. Os gays querem ter direitos iguais concedidos à todos da sociedade. Os gays querem respeito.
E por não permitirem os mesmos direitos aos gays, só por que eles amam as pessoas do mesmo sexo, é que eu digo que quem coloca a mordaça nessa história são os religiosos. Um país plural como o Brasil, com diferentes raças e culturas, e diferentes religiões e seitas ou o que quer que seja, os evangélicos e católicos querem colocar uma mordaça nas pessoas para que seja feito apenas o que está escritoi na Bíblia.
Querem fazer do Brasil uma Jerusalém, querem espancar os homossexuais, querem ameaçar o governo. Os religiosos intolerantes e radicais querem calar os nossos direitos, e é por isso que segundo eles, somos minoria. Muitos com medo dessa repressão vivem escondendo sua homossexualidade porque não querem ter que aguentar a viver em uma sociedade dominada pelo preconceito e guiada pela religião.
Não se pode governar um país com fundamentos bíblicos. Os religiosos usam suas bíblias de conveniência porque nem eles mesmos seguem à risca tudo o que diz o ¨livro sagrado¨. Eles dizem que na bíblia é dito que homossexualidade é pecado. Oras, a bíblia também diz que as pessoas podem possuir escravos, que as pessoas podem vender as filhas como escravas, que não podemos usar roupas feitas de dois tipos diferentes de tecido, que a pessoa que trabalhar no sábado deve ser morta, se a pessoa for cega ou ter algum problema de visão, não pode chegar no altar de uma igreja, que homens não podem aparar a barba e que não podemos plantar dois tipos de vegetais em um mesmo terreno.
Citações absurdas que não são seguidas pelos religiosos, porque não convém. Mas ser gay é abominável. Precisamos acordar e retirar essa mordaça imposta pelos religiosos. Temos que ser livres. A bancada religiosa não deve ter o poder de ameaçar toda uma pátria para que seja feita a vontade deles. Nosso governo não pode ceder a essa chantagem e colocar o poder de governar uma nação nas mãos desses fanáticos idiotas! Não somos mais um país de ditadura e não podemos deixar que pessoas como Jair Bolsonaro e família, Silas Malafaia, Magno Malta, Marco Feliciano, entre outros, façam que nosso país volte para o ventre da intolerância e prendam nossas opiniões.

Crítica: Fall From Grace (documentário) Resposta

Fall From Grace, um documentário criado e dirigido por K. Ryan Jones, é um daqueles filmes que quando acabamos de ver, damos um grande suspiro. É um suspiro pesado, triste, impressionado. O documentário conta a história da família Phelps e da igreja fundada pelo líder Fred Phelps, a Westboro Baptist Church. 


Claro, é um documentário que mostra a guerra entre os fanáticos religiosos e os homossexuais. O documentário mostra a visão que a igreja de Kansas tem sobre os homossexuais, mas vai além, detalhando o pensamento deles em relação aos Estados Unidos em relação a alguns fatos marcantes do país. 

Se engana quem pensa que assistir a esse documentário não vale a pena, por se tratar de algo que acontece nos EUA. Mas é importante para que todos no mundo possam assistir, principalmente os gays, para verem como é o mundo em que vivemos. 

A igreja liderada pela família Phelps, é tida como um grupo de ódio, que usa o nome de Deus para propagar a ignorância através dos ¨ensinamentos bíblicos¨. Esse grupo é o mesmo responsável pela campanha ¨God Hates America¨ (Deus odeia a América), que se extende, inacreditávelmente, a outras campanhas do tipo ¨God Hates Fags¨ (Deus odeia viado), ¨Thank God For The AIDS¨ (Obrigado Deus pela AIDS) e ¨Pray For More Dead Soldiers¨ (Rezo para mais soldados mortos). 

Esse é o tipo de ensinamento que os membros desta igreja aplica para os filhos deles. É interessante ver o momento em que o diretor conversa com as crianças sobre essas campanhas, e pergunta qual destas é a preferida deles. As crianças, na maioria meninos, preferem às que ofendem os homossexuais. Quando perguntados o que estas frases significam, as crianças não sabem explicar, porque elas não sabem o que significa tudo aquilo. Um menino, em especial, chegou a demonstrar uma vontade de matar os ¨fags¨(termo pejorativo que significa algo como ¨viado¨), mas que ele sabe que não pode fazer isso, que Deus tem que matar. 

É triste. O documentário apresenta citações de pastores que atribuem o ataque de 11 de setembro, à ira de Deus contra os homossexuais. É algo absurdo que alguns acreditam que não existe! Mostra a forma como este grupo de ódio protesta em enterros de soldados americanos, desrespeitando a família dessas pessoas, e o líder vagabundo dizendo que ao invés de 200 mil soldados mortos, ele espera que sejam 200 milhões. 

Este documentário serve para abrir os olhos de toda a comunidade LGBT, e, principalmente, dos que vivem alheios ao preconceito extremo que existe no mundo, e mostra que cada vez mais precisamos lutar e lutar sempre, que a guerra não está vencida e não podemos nos acomodar! 

Por outro lado, o filme mostra uma entrevista com dois filhos da família Phelps, que decidiram sair de casa por não concordarem com os ensinamentos do pai. Mostra a opinião de outro pastor, que se diz indignado com a forma odiosa que Fred Phelps dissemina a palavra de Deus, e aplica uma interessante explicação a respeito das passagens bíblicas em referência ao homossexualismo. 

Independente de acreditar ou não em Deus ou na Bíblia, o documentário mostra bem o ódio e o retrocesso de alguns setores da comunidade americana e que serve de exemplo para o mundo inteiro. O filme (em inglês) pode ser visto completo no YouTube

Assista ao trailer:

Famílias tentam anular a lei do casamento gay na Argentina Resposta

A Rede Federal de Famílias da Argentina lançou recentemente uma petição pedindo aos legisladores que anulem a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo no país. O grupo pretende recolher 500 mil assinaturas. 

O coordenador nacional da unidade de assinaturas, Juan Pablo Berarducci, disse que, se a medida for aprovada, o casamento gay vai ser banido em todo o país. O casamento entre pessoas do mesmo sexo foi aprovado em Julho do ano passado na Argentina. 
Segundo Berarducci, as leis que legalizam o casamento gay a nível local e provincial, estão em conflito com a política da família argentina, que está enraizada no artigo 14 da Constituição do país. Fica a dúvida: o que é a família argentina?
Berarducci disse que a Rede de Famílias pretende reunir 500 mil assinaturas até julho de 2011, antes de os candidatos a presidente e vice presidente divulgarem suas plataformas políticas. Ele também pretende reunir o apoio antes que a lista dos candidatos que concorrem ao Senado e Câmara na Argentina seja finalizada: 
– Esta estratégia força os candidatos a tomarem uma posição sobre a medida e daria aos eleitores uma idéia melhor de como pretendem governar.
Ele acrescentou que a petição já está ganhando o apoio de um grande número de legisladores em todos os níveis de governo. 
É impressionante como eles não sossegam enquanto não conseguirem destruir os direitos dos gays. Parece que a luta não é mais em razão da família, mas virou algo pessoal. Sempre querem impedir a felicidade das pessoas. Esperamos que as assinaturas não sejam o suficiente para derrubar a lei e impedir que os argentinos gays se casem.

Primeiro filme com personagens principais gays causa polêmica na Malásia Resposta

Filme com personagens gays
causa polêmica na Malásia
Um rapaz encontra um outro e se apaixona por ele. Então, ele decide fazer uma cirurgia de mudança de sexo em uma tentativa equivocada de agradar ao seu amante. Depois, ele se arrepende de sua decisão, volta para cidade natal e se apaixona por uma garota. 

A história de ¨ … Dalam botol¨ (… Dentro da garrafa, em tradução livre), o primeiro longa metragem da Malásia com protagonistas homossexuais, está causando polêmica no país de maioria muçulmana, onde a ¨sodomia¨ é ilegal e representações da homossexualidade na cultura pop são tabu. 
O filme estréia na próxima quinta (24/03), mas já provocou a ira de organizações religiosas. O líder juvenil do partido conservador Pan-Malaysian disse que o filme é ¨uma tentativa chocante para promover a cultura gay.¨ 
Os censores do país aconselharam o produtor do filme, o romancista da Malásia Raja Azmi Raja Sulaiman, para cortar uma cena de nudez e tirar a palavra Anu (pênis) do iníco do título. Para ele, está havendo um grande exagero: 
– Eu não entendo todo esse alarde que estão fazendo. Esta é uma história de amor. O que estou fazendo não é errado. 
O filme será exibido em 52 cinemas de todo o país e custou cerca R$540 mil para ser feito, o que é considerado de baixo orçamento para os padrões da Malásia. A história é baseada na vida de um amigo de Raja, que se arrependeu depois de uma cirurgia para a mudança de sexo. Ele completa: 
– Se o meu filme tem uma mensagem, é a de que ninguém precisa mudar a si mesmo por amor. Meu amigo tem sofrido muito e eu não quero que outras pessoas sofram como ele.
Esta mensagem tem encontrado muitas controvérsias, inclusive entre alguns ativistas gays do país, que se juntaram às autoridades religiosas para criticarem o filme, mesmo que por razões distintas. Alguns desses ativistas alegam que, mesmo que o filme possa representar um progresso inovador com os personagens gays, também pode reforçar a cultura de estereótipos da Malásia, por ter um final triste em que o personagem principal se arrepende de ser gay e se apaixona por uma mulher, o que não necessariamente ajuda o problema da imagem dos gays no país. 
As regras de censura cinematográfica na Malásia exigem que personagens gays e transgêneros se arrependam de suas ações e aprendam com os seus ¨erros¨, e o filme teve que se adequar a isso para que conseguisse permissão de triagem. 
Um ativista transexual do país disse que o filme ¨não é o Brokeback Mountain da Malásia, e mostra pessoas gays deprimidas e confusas. A sociedade da Malásia está querendo nos envergonhar, mas querendo ou não, este é um país muçulmano e é difícil a sexualidade ser aberta por aqui¨. 
Casos de intolerância
Em dezembro do ano passado, um homem muçulmano gay, Azwan Ismail, disse que recebeu ameaças de morte depois de postar um vídeo no YouTube encorajando os gays da Malásia a serem mais confiantes. Um muçulmano de destaque chamou o vídeo de ¨insulto ao Islã¨. 
Em outubro de 2010, alguns líderes muçulmanos tentaram cancelar um show do cantor gay americano Adam Lambert. O show foi em frente, mas os ativistas protestaram do lado de fora. 
A lei anti-sodomia na Malásia prevê uma pena máxima de 20 anos de prisão. 
Esta semana uma rádio no país censurou a música de Lady Gaga ¨Born This Way¨ nas rádios, cortando os principais trechos que apóiam a homossexualidade.

Suécia: Menindo de 6 anos é esfaqueado por gostar da cor rosa Resposta

Um menino de 6 anos de idade foi vítima de bullying porque ele gostava de usar roupas cor de rosa, foi esfaqueado no pescoço em sua pré-escola no centro da Suécia.

O menino, identificado apenas como Oskar, foi alvo dos ataques porque ele gostava de roupa rosa, unhas bem feitas e balé. Ele também fez queixa a seus pais dizendo que os colegas o chamavam de ¨gay¨e ¨menina¨. 
Um jornal local disse que Oskar foi esfaqueado em um incidente na semana passada na escola. A faca usada no ataque não era afiada e o menino não foi seriamente ferido, mas ele tinha um ferimento visível no pescoço.
Funcionários da escola descreveram a situação como um “pequeno incidente”.
Os pais de Oskar disseram à publicação que retiraram o menino da escola e fizeram uma queixa contra a instituição na agênica governamental que supervisiona pré-escolas.
“Eu não quero deixar meu filho em uma escola que considera um golpe com uma faca como um ¨pequeno incidente¨, disse a mãe do menino.

Homofobia extrema: Ativista gay é espancado até a morte na Uganda Resposta

David Kato, supostamente vítima de homofobia
Um famoso ativista dos direitos gays de Uganda, cuja imagem foi publicado por um jornal anti-gay ao lado da expressão “Enforque-Nos”, foi espancado até a morte. Policiais disseram nesta quinta-feira, que o crime não teve nada a ver com a orientação sexual, e que um “assaltante” já tinha sido preso. 


O assassinato de David Kato, um oficial de defesa para o grupo de direitos dos homossexuais, Minorias Sexuais de Uganda, aconteceu depois de um ano de ameaças intensificadas contra gays no país. Kato foi encontrado em sua casa na quarta feira (26/01) com ferimentos graves na cabeça causados por um ataque com um martelo, na capital de Uganda, Kampala. Ele morreu no caminho para o hospital. 

Em Washington, a secretária de Estado Hillary Clinton pediu para as autoridades de Uganda uma “rápida e completa investigação e julgamento dos responsáveis por este ato hediondo. ” 

Membros dos direitos humanos pediram uma investigação urgente, dizendo que o trabalho de Kato como um grande ativista dos direitos gays havia feito com que ele recebesse ameaças contra sua segurança pessoal. A homossexualidade é ilegal na Uganda, e os homens e mulheres gays enfrentam o assédio regular. 

Um jornal ugandense chamado “Rolling Stone” publicou no ano passado uma lista de homens apontados como os principais homossecuais do país, incluindo Kato, cuja foto foi publicada em primeira página, juntamente com o seu nome e uma manchete que dizia: “Enforquem-nos”.

Kato e dois outros ativistas dos direitos dos homossexuais processaram o jornal Rolling Stone, acusando a publicação de ter violado os seus direitos constitucionais à privacidade, e ganharam o caso no início deste mês. Um juiz emitiu uma liminar proibindo a publicação das identidades e dados pessoais dos homossexuais.

Uma tragédia absurda e fruto de uma ignorância sem tamanho! Crueldade! Intolerância! Desrespeto! São pessoas desse tipo que homossexuais são obrigados a enfrentarem no dia-a-dia. Nos resta esperar que a justiça seja feita e que o mundo se torne um lugar melhor um dia!