Rachel Sheherazade: dois pesos e duas medidas 1

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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Comissão de Ética desta entidade se manifestam radicalmente contra a grave violação de direitos humanos e ao Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros representada pelas declarações da âncora Rachel Sheherazade durante o Jornal do SBT.
O desrespeito aos direitos humanos tem sido prática recorrente da jornalista, mas destacamos a violência simbólica dos recentes comentários por ela proferidos no programa de 04/02/2014. Sheherazade violou os direitos humanos, o Estatuto da Criança e do Adolescente e fez apologia à violência quando afirmou achar que “num país que sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível” — Ela se referia ao grupo de rapazes que, em 31/01/2014, prendeu um adolescente acusado de furto e, após acorrentá-lo a um poste, espancou-o, filmou-o e divulgou as imagens na internet.
O Sindicato e a Comissão de Ética do Rio de Janeiro solicitam à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) que investigue e identifique as responsabilidades neste e em outros casos de violação dos direitos humanos e do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, que ocorrem de forma rotineira em programas de radiodifusão no nosso país. É preciso lembrar que os canais de rádio e TV não são propriedade privada, mas concessões públicas que não podem funcionar à revelia das leis e da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Eis os pontos do Código de Ética referentes aos Direitos Humanos:
Art. 6º É dever do jornalista:
I – opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios
expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos;
XI – defender os direitos do cidadão, contribuindo para a promoção das garantias
individuais e coletivas, em especial as das crianças, adolescentes, mulheres, idosos,
negros e minorias;
XIV – combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais,
econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física
ou mental, ou de qualquer outra natureza.
Art. 7º O jornalista não pode:
V – usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime;
Também atuando no sentido pedagógico que acreditamos que deva ser uma das principais intervenções do sindicato e da Comissão de Ética, realizaremos um debate sobre o tema em nosso auditório com o objetivo de refletir sobre o papel do jornalista como defensor dos direitos humanos e da democratização da comunicação.
Rachel Sheherazade: dois pesos e duas medidas
Veja o vídeo e compare a diferença de tratamento que a jornalista dá a um cantor, branco e rico e a jovem negro e pobre e tire a sua própria conclusão:

Radialista irrita premiê da Austrália ao insinuar que companheiro dela é gay Resposta

Tim Mathieson e Julia Gilliard

Tim Mathieson e Julia Gilliard

Um radialista da Austrália foi suspenso após perguntar com insistência à primeira-ministra Julia Gilliard se seu companheiro Tim Mathieson é homossexual.

Howard Sattler, um radialista conhecido por seu estilo direto e irreverente, perguntou à primeira-ministra se seu companheiro é homossexual, como dizem os boatos.

Segundo o radialista, Mathieson, companheiro de Gillard há sete anos, é conhecido na Austrália como o “Primeiro Tio” e “deve ser homossexual porque era cabeleireiro”.

“Tim é gay? Não fui eu que disse, isto é uma lenda?” – perguntou o radialista à primeira-ministra.

“Isto é ridículo”, respondeu Gillard, que conheceu Mathieson em um salão de beleza de Melbourne antes de se tornar primeira-ministra.

Diante da resposta, o radialista continuou insistindo em chamar Mathieson de gay, o que irritou profundamente a primeira-ministra.

A direção da rádio emitiu posteriormente um comunicado anunciando a suspensão de Sattler e um pedido de desculpas a Gillard e seu companheiro.

Jornalismo & Homofobia Resposta



Desafios e percursos de uma investigação*
Por Bruno Souza Leal e Carlos Alberto de Carvalho em 18/09/2012 na edição 712

Jornalismo e homofobia no Brasil: mapeamento e reflexões, de Bruno Souza Leal e Carlos Alberto de Carvalho, 130 pp., Editora Intermeios, São Paulo, 2012; título original “Desafios e percursos acerca da investigação sobre jornalismo e homofobia”, intertítulos do OI

A aproximação a fenômenos complexos e em constante transformação é certamente desafiadora e exige cuidados, especialmente com respostas fáceis ou prontas. Um dos primeiros textos em que tocamos nas relações entre jornalismo e homofobia tinha, não por acaso, o subtítulo “pensa que é fácil falar?” Afinal, a homofobia é um fenômeno complexo o suficiente para trazer desafios à racionalidade e ao saber jornalístico, pois não se pode dissociar a emergência de atos homofóbicos das tensões identitárias, sexuais, morais, dos diversos grupos e realidades sociais específicas. A diversidade de identidades sexuais e de gênero – e das realidades culturais a elas ligadas – faz ver, portanto, que não só a homofobia se manifesta diferentemente, como sua emergência será percebida, “capturada”, pelas redes noticiosas conforme um julgamento que considera, entre outros fatores, sua relevância, sua representatividade e também as possibilidades de adequação a critérios de noticiabilidade. Sendo assim, o modo como as mídias narram a homofobia faz ver não só as tensões que as permeiam e aquelas da vida afetiva e sexual, mas também o(s) seu(s) modo(s) de saber o mundo e o leitor. Mas a homofobia permite também identificar complexos jogos de negociação de sentido dos acontecimentos que a envolve direta ou indiretamente, dentre os quais aqueles planejados e programados por agentes sociais de defesa de direitos humanos ligados à diversidade sexual com o objetivo de alcançar visibilidade midiática e social.

Assim, essa aproximação entre jornalismo e homofobia vislumbra as articulações entre um modo historicamente constituído de dizer e saber Jornalismo e homofobiano Brasil a vida social, de um lado, e, de outro, um fenômeno marcado por silêncios e esforços de visibilização. Foi exatamente essa tensão que nos chamou a atenção, não no sentido de buscar uma representação da homofobia nas notícias, ou ainda, de dizer de uma atitude geral favorável ou desfavorável às lutas políticas que a envolvem. Ao contrário: cientes de que o jornalismo tem várias e várias faces, assim como a homofobia, vimos esse diálogo como uma condição rica de problematização. Ao investigar as tensões entre um componente das relações sociais cada vez mais central na vida das pessoas e nos debates mais ou menos institucionalizados e um processo social de construção de realidade, encontramos um caminho instigante de reflexão sobre ambos, com inevitáveis desafios metodológicos. Assim, este livro nasce desse esforço de mapear essa articulação e dar forma a algumas dimensões importantes aí presentes. Menos que um diagnóstico que apontaria possíveis soluções – que seriam inevitavelmente frágeis e limitadas – apresentamos questões, procuramos oferecer problemas e reflexões que contribuam para o entendimento da mediação jornalística, da homofobia e das relações de gênero, especialmente no Brasil.

Formas de violência

Este livro resulta de duas pesquisas, conduzidas por nós, por um período de três anos e meio. A primeira delas nasceu do atendimento a um Edital, de 2007, do Ministério da Saúde, interessado em pesquisas sobre comunicação e homofobia. Nesse mesmo ano, no segundo semestre, e ao longo de 2008, refinamos as bases teórico-metodológicas, realizamos os testes metodológicos e fizemos a primeira coleta e sistematização de material, deparando com dados e relações significativas e, às vezes, surpreendentes. Nesse primeiro ano, optamos por trabalhar com mídias nacionais de referência – jornais, revista e telejornal – e dois veículos regionais, na expectativa de verificação de uma hipótese de agendamento. Além disso, em função dos prazos estabelecidos no Edital do Ministério da Saúde, fizemos o acompanhamento diário desses veículos por 6 meses, um período a nosso ver representativo e que tornaria viável a sistematização de dados e a elaboração de relatórios. Esses dados motivaram a continuidade da pesquisa, em 2009 e 2010, desta vez com o apoio do CNPq e da Fapemig.

Nesse momento, optamos por um elemento de coerência com a pesquisa anterior, ou seja, por manter o mesmo período de acompanhamento das notícias – 16 de fevereiro a 17 de agosto –, mas alteramos os veículos, excluindo os veículos regionais e acrescentando outro telejornal e outra revista. Uma das motivações para essa alteração foi a não confirmação da hipótese de agendamento, conforme será discutido no cap. 3 e o reconhecimento da importância de alguns agentes noticiosos que não estavam presentes em 2008. Ao final desse percurso, nos deparamos com um banco de dados com mais de 5 mil textos jornalísticos acerca da homofobia e das relações LGBT, oriundos das mídias noticiosas alvo da investigação. Esse material rico e diverso constitui uma fonte preciosa e rara para diferentes pesquisas e nos fornece, de modo geral, o que apresentamos aqui: um mapeamento das relações que envolvem o jornalismo e a homofobia no Brasil, no final da primeira década do século XXI. Esse mapa pode e deve ser precisado, visto por diversos ângulos e, claro, pode apresentar imprecisões, mas, acreditamos, mantém sua capacidade de exibir formas e contornos, relevos e sombras.

Ao longo desses três anos e meio de trabalho, e mesmo após o encerramento da pesquisa, nós e os demais membros da equipe, sozinhos ou em diferentes parcerias, produzimos e publicamos artigos científicos, participamos de eventos acadêmicos, sempre com o intuito de explorar parte dos dados ou alguma dimensão das relações que encontramos. Muito do que foi produzido está incorporado nesse livro, mas muito também ficou de fora, uma vez que optamos tanto por preservar a especificidade desses artigos, quanto por estarmos cientes de que há muito o que ser desenvolvido e investigado a partir do material coletado e das articulações entre jornalismo e homofobia. Nesse sentido, desenhamos este livro buscando ser fiéis ao espírito inicial da pesquisa e propomos um percurso que traz reflexões fundamentais oriundas do mapeamento que realizamos.

De antemão, queremos chamar atenção para o fato de que os questionamentos sobre potencialidades e limites do atual modo de apreensão da homofobia e do jornalismo resultaram muito menos de uma leitura algo burocrática de autores que já se debruçaram sobre as duas temáticas e muito mais do cotejamento entre o que as investigações teóricas e a realidade empírica, nos corpora narrativos e teóricos, foi indicando como lacunas conceituais. Nesse sentido, foi possível perceber, dentre outros aspectos, que as noções mais correntes de homofobia não são necessariamente capazes de esclarecerem os modos como os preconceitos contra as homossexualidades efetivamente se dão na sociedade brasileira. Como temática “apanhada” pelo jornalismo, por sua vez, esses preconceitos nos permitem também percepções sobre a própria dinâmica das coberturas jornalísticas, conduzindo-nos rumo a um necessário questionamento de noções cristalizadas sobre o jornalismo, especialmente dando relevo às suas interconexões mais abrangentes e tensas com o conjunto social. Dito de outro modo, pareceu-nos que tanto a homofobia pode ser melhor entendida em suas múltiplas significações a partir dos modos como as diversas formas de violências físicas e simbólicas se dão a ver ou são encobertas pelas narrativas jornalísticas, quanto o jornalismo pode se revelar em algumas das suas características a partir dos desafios impostos pela homofobia como acontecimento narrado.

Fontes e artigos

No capítulo 1, apresentamos a pesquisa, em seus resultados gerais e, especialmente, em seus desafios metodológicos. Nessa seção, disponibilizamos os gráficos e dados mais abrangentes, assim como apontamos, criticamente, os procedimentos e escolhas metodológicas que os geraram. Com isso, esperamos tanto oferecer os contornos amplos do mapa que elaboramos como contribuir para outras pesquisas que tenham como tema o diálogo em tela ou outra com preocupações próximas.

No capítulo 2, apresentamos uma reflexão em torno da homofobia, em termos conceituais e do papel que desempenha nas relações de gênero e nas realidades LGBTs. Já o capítulo 3 tem como foco o jornalismo e algumas das dimensões importantes que marcam sua presença na vida social, como um dos seus agentes. Por fim, nos anexos, trazemos os dados por veículo. Como se verá, o volume de dados reunidos na pesquisa é desafiador em sua riqueza e complexidade. Nosso intuito, então, ao invés de apresentarmos, nesse volume, um relatório completo e um tratamento exaustivo dos dados, foi desenvolvermos um conjunto de reflexões que dá forma a algumas das relações que mais nos instigaram.

A exploração cuidadosa dos dados e de outras relações possíveis, deixamos ao sabor do interesse dos leitores, sejam aqueles que queiram mergulhar no material coletado, sejam aqueles que queiram desenvolver seus próprios trabalhos. Por isso mesmo, encerra esse volume uma relação de fontes e artigos que, mais que constituírem as nossas referências, são oferecidas como possíveis fontes de consulta e aprofundamento nas questões aqui levantadas.

[Bruno Souza Leal e Carlos Alberto de Carvalhosão professores da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG]











Em entrevista, Sandy defende o casamento entre gays Resposta

(Foto: Reprodução)
Em entrevista para o jornal O Globo do último sábado (24/03), a cantora Sandy disse que é a favor do casamento entre gays e da descriminalização do aborto.

A cantora que já tinha causado polêmica em sua entrevista para a revista Playboy, sobre sexo anal, agora parece que causou mais burburinho. O motivo de as pessoas se estranharem com seus comentários é que a maioria ainda pensa que Sandy não cresceu e por isso, acabam se surpreendendo com declarações adultas e bem pensadas feitas pela cantora.
Sobre o casamento homoafetivo, Sandy declarou:
– Vejo como uma coisa natural. Sou a favor do casamento gay. Acho que todo mundo tem os mesmos direitos: de ser feliz. O problema maior hoje é a homofobia, crime hediondo, cruel. A gente, às vezes, fica focada nos grandes centros, e esquece que, no interior do País, nos redutos atrasados, a homofobia está presente de forma muito mais selvagem, diante da ausência do Estado.
Não poderíamos esperar uma opinião diferente dela, já que graned parte dos seus fãs é formada por gays. Sobre o aborto, ela disse que defende a descriminalização, principalmente se a gravidez representar risco para a mãe ou para o bebê.
Sandy será a protagonista do episódio de ¨As Brasileiras¨, que vai ser exibido esta semana. 
Sobre os planos para televisão, ela comenta:
– Eu estava brincando de ser atriz. Nesses momentos, posso ser chamada de atriz, mas não tenho essa formação. Não tenho a pretensão de virar a Fernanda Montenegro da noite para o dia. 
Menina esperta!

Cássio Gabus Mendes fala sobre homofobia de Kleber, em "Insensato Coração" Resposta


O ator Cássio Gabus Mendes, que dá vida ao homofóbico jornalista Kléber Damasceno na novela “Insensato Coração” (Rede Globo), falou ao portal “Comunique-se” sobre sua personagem. Para ele, Kleber não deixaria de denunciar qualquer assassinato, inclusive de um gay. Cássio diz que seu personagem tem um sentimento “equivocado” e “controverso” com relação aos gays. Abaixo, alguns trechos da entrevista dada à jornalista Silvana Chaves:


Cássio explica de que maneira compôs a personagem e no que ele se assemelha ao cidadão comum, que se esconde atrás do trabalho:


“No caso da obra aberta, sempre recebo uma história a respeito do personagem. Nisso o Gilberto Braga é bem cuidadoso, me passou como deve ser. O personagem é muito bem desenhado. O que eu procuro fazer é ressaltar isso. O personagem vive de conflitos e isso, para mim como ator é muito bom. Isso facilita para ‘carregar as tintas’ do Kléber, porque por si só ele já tem potencial para isso.


“Ele é um jornalista extremamente competente, que adora jornalismo investigativo, economia, que dá a cara para bater mesmo quando tem algo a denunciar. O Kléber tem uma personalidade muito envolvente, seja na vida profissional, seja na pessoal. E mesmo ele sendo meio desequilibrado em seus problemas, continua muito envolvente. Ele é pavio curto, vive jogando e gastando o dinheiro, está sempre duro, é separado da esposa. Ou seja, ele já é muito conflituoso naturalmente. Sabendo disso, eu vejo o que me é apresentado e misturo, me guio muito pelo dia a dia, os rumos que o personagem vai tomando no ar.”


Sobre a homofobia da personagem, o ator diz:


“O Kléber é estourado, mala, dependendo do que é apresentado. A questão da homofobia, por exemplo, ele estoura, faz comentários na hora errada pra chocar mesmo. Ele tem uma coisa assim… é peitudo, sabe?


“Ele é extremamente competente no que faz, apaixonado mesmo. Mas a vida pessoal dele é um caos, o relacionamento familiar é super problemático, ele gasta tudo o que ganha nos jogos de azar, é viciado nisso… É terrível, totalmente desequilibrado. Ele tem esse sentimento homofóbico equivocado, e em situações como essa, ele explode, cospe tudo. Mas ao mesmo tempo ele tem um lado engraçado, leva as coisas, a vida com humor apesar de tudo.


“A profissão o faz superar coisas que seriam insuperáveis, como a bagunça da vida pessoal, estar em conflito com a família. É como se fosse um compensador. E por causa da profissão, do jornalismo, ele passa por cima de coisas que acredita, ela é mais forte que tudo pra ele. É o lado muito claro do repórter, essa forma como ele descobre as coisas, as investigações, o blog, para não ficar calado, mesmo sem emprego. Eu sempre tive fascinação por esse perfil de repórter, dessa ação, do repórter que carrega uma câmera e vai registrando, investigando tudo, seja na ficção ou na vida real. Bater de frente, fuçar mesmo, não abrir mão de determinadas coisas, pontos de vista.


“É bom ter na TV um personagem assim, que mostra isso, esse mundo mais real, mais próximo das pessoas. A paixão do Kléber pelo jornalismo, a competência dele na profissão, faz com que ele supere os equívocos da vida pessoal dele. É o conflito que eu comentei que deixa o personagem mais rico, mais humano.


Sobre informações de que sua personagem passará a defender lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT), Cássio disse:


“O Kléber é um cara que em momento algum eu duvido que ele deixaria de denunciar algo, mesmo que fosse um assassinato de um gay e ele tendo uma postura controversa contra os homossexuais. A questão aí é que, sendo contra um hétero ou contra um homossexual, é um crime, e para o Kléber, o crime tem que ser denunciado. Assassinato sim, ele denunciaria, não importa de quem fosse. Ele é aquele tipo de pessoa que corre atrás de provas, ajuda a apurar determinadas denúncias, esse lado investigativo dele é muito forte, presente. Como por exemplo, denunciar um banqueiro em seu blog pessoal, mesmo sabendo que poderia correr riscos, por não estar ligado à nenhum veículo.


“O Kléber usa o poder, a força que o blog dele tem, que ele tem como jornalista sem levantar nenhuma bandeira. Ele só quer que a justiça seja feita, mesmo que vá contra o que ele defende. Tem pessoas que são preto, totalmente intensas e outras que são branco, apáticas a tudo. O Kléber é cinza, ele é neutro. Ou seja, mesmo que ele tenha que passar por cima de princípios dele para praticar a paixão dele, que é o jornalismo, ele vai fazer isso. Ninguém é vilão e nem mocinho sempre. E com o Kléber não é diferente.

Colunista homofóbico, associa gay à pedofilia ao citar Papai Noel Resposta

O colunista do site “Rondonotícias”, de Porto Velho, capital de Rondônia (RO), que assina como “professor Nazareno” e leciona na escola pública “João Bento” deu uma explicação homofóbica e esdrúxula sobre a origem no nome Papai Noel. Na explicação, o professor classifica Papai Noel como “um velho pedófilo com fortes tendências homossexuais”.

O professor Nazareno, diz no texto que “Sabe-se que esse tal de Papai Noel não passa de um velho pedófilo com fortes tendências homossexuais: ele se veste com roupas de seda vermelha, usa gorro com pompom, adora colocar criancinhas no colo, é solteiro, meigo, tem a voz macia, gosta de dar presentes, seu nome em inglês é Santa e é puxado por um monte de veados”. Fino o rapaz, não?

A especialidade do colunista Nazareno, que ninguém sabe se se trata mesmo de um professor, já que não tem nome nem sobrenome, como em geral fazem os covardes, é escrever asneiras sobre o cotidiano da capital.

Só que dessa vez, o colunista ultrapassou os limites, ao ligar, como fazem alguns fundamentalistas, a homossexualdiade à pedofilia. É preciso ter uma mente muito perversa para imaginar tanta porcaria, não?

Em primeiro lugar, nem todos os homossexuais são iguais e nem todos os pedófilos, portanto, não dá para citar as características do Papai Noel e associa-la a um e nem a outro, assim como não tem cabimento associar homossexualidade à pedofilia. Além disso, muitos casos, a maioria dizem os especialistas, de pedofilia acontecem dentro de casa, entre familiares. Não há estudo que indique que a maior parte dos pedófilos são gays.

O “Rondonoticias” vai continuar pagando o salário de um idiota homofóbico? Alguém precisa fazer algo contra esse absurdo!