Depois de descoberta a farsa sobre kit anti-homofobia, José Serra se recusa a falar sobre propostas contra a homofobia Resposta


O material anti-homofobia distribuído, em 2009, para escolas pelo governo do Estado de São Paulo na administração do tucano José Serra (2007-2010), candidato a prefeito de São Paulo, tem pelo menos dois vídeos iguais ao chamado “kit gay”, como o tucano pejorativamente gosta de chamar o kit, do MEC (Ministério da Educação), elaborado na época da gestão do petista Fernando Haddad, que também concorre à prefeitura.

Segundo o UOL, os filmes para os kits de Serra e Haddad foram produzidos pela ONG (organização não governamental) Ecos. O guia sobre preconceito e discriminação na escola do governo Serra indica vídeos e textos da entidade, que foi uma das responsáveis pelo projeto Escola sem Homofobia do MEC/Secad (Ministério da Educação/Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade), que ficou conhecido como “kit gay”.

A Ecos é uma ONG especializada em comunicação em sexualidade que atua na área há cerca de 20 anos na produção materiais educativos e pesquisas, muitos deles usados pelo poder público.
Dois vídeos recomendados aos professores pelo kit tucano, “Boneca na Mochila” e “Medo de quê?”, foram produzidos pela Ecos e faziam parte da primeira versão do material elaborado para o MEC.
“A Ecos sempre trabalhou na gestão do Serra, ele está cuspindo no pote (sic) que comeu. O material que fizemos para o MEC tem 80% do material do Estado de São Paulo. É um absurdo se utilizar do preconceito para ganhar voto”, afirmou Toni Reis, presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) ao UOL, que também fez parte da elaboração do projeto Escola sem Homofobia.
Reis afirmou que os professores do país não sabem lidar com violações dos direitos dos homossexuais.

“É isso que precisa ser discutido. Nossa causa é apartidária e não pode ser usada para ataques. Tem de discutir cidadania, educação, mas distorceram nossa causa e virou baixaria”, disse o presidente da associação.

O tucano nega que o material seja o mesmo e chegou ao desespero de dizer que é tudo mentira, inventada por José Dirceu. Serra trouxe o assunto para a campanha no primeiro turno, atacando Haddad, que junto de ONGs e outros ministérios, havia criado o kit em 2011, mas a presidenta Dilma Rousseff suspendeu o kit, que faria parte do programa Escola sem Homofobia, após pressão da bancada fundamentalista no Congresso, sob a liderança do deputado Anthony Garotinho (PR). Na semana passada, o tema foi objeto de um vídeo do pastor homofóbico Silas Malafaia – da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo – que passou a apoiar Serra, ainda no primeiro turno, para evitar que “o candidato do kit gay” fosse para o segundo turno, mas ele não conseguiu. 



Haddad dispara nas pesquisas

Haddad não só está no segundo turno, como a sua vantagem sobre Serra aumenta cada dia mais. 

O Ibope divulgou, nesta quarta-feira (17), a segunda pesquisa de intenção de voto sobre o segundo turno da disputa pela Prefeitura de São Paulo neste ano. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo.

Em relação à pesquisa anterior, Haddad foi de 48% para 49%, e Serra, de 37% para 33%.

Nesta segunda-feira, Haddad disse que o tucano mentiu ao atacar o material do MEC sem dizer que o seu governo tinha produzido algo semelhante.

Serra se recusa a responder sobre kit anti-homofobia

O repórter da “Folha” lembrou casos de agressão a homossexuais na região da avenida Paulista e tentou perguntar se havia alguma política para o tema no programa de governo do tucano – Serra, no entanto, interrompeu o jornalista antes que ele concluísse a pergunta. Para ver o vídeo do piti do do Serra, clique aqui.

“Eu não vou entrar nesse tema agora, se não vira pauta permanente, posta pela imprensa. E depois os adversários dizem que fui eu que botei na pauta”, disse Serra após visita a conjunto habitacional em Heliópolis, na zona sul da capital.

O tucano, que já criticou o kit anti-homofobia produzido pelo MEC (Ministério da Educação) na época em que Fernando Haddad  – seu adversário no segundo turno – estava à frente da pasta, distribuiu material semelhante aos professores da rede estadual de São Paulo em 2009, quando era governador.

Serra argumenta que o conteúdo dos materiais é diferente e que aquele produzido em sua gestão era voltado apenas aos professores, “e não a alunos acima de 11 anos”.

Além disso, depois que o material tucano foi revelado pela imprensa, na última segunda-feira, Serra passou a adotar um discurso em que o foco das críticas são os “R$ 800 mil pagos [pelo material do MEC] sem nenhum retorno”–o material do MEC não chegou a ser distribuído porque, após pressão da bancada evangélica do Congresso, a presidente Dilma Rousseff suspendeu o projeto.

Serra está desesperado e culpando a imprensa por “colocar” em pauta a homofobia, na corrida pela Prefeitura de São Paulo, quando foi ele mesmo quem fez isso, atacando o Fernando Haddad e chamando o pastor Malafaia que, enntre outras coisas, diz que homossexualidade é doença, para sua campanha, achando que pudesse derrubar o petista. Hipócrita e mentiroso esse Serra. E Malafaia vai ajudar na campanha como, agora, Serra?

Veja outro piti do candidato, sobre o kit anti-homofobia, agora com o repórter Kennedy Alencar, da Folha de São Paulo, da CBN e da Rede TV!.


"É tão mentirosa que só pode ter o José Dirceu por trás", diz Serra, desesperado, sobre reportagem do "kit gay" tucano Resposta


José Serra, candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, disse nesta segunda-feira (15) que é “mentira” que o material contra a homofobia distribuído nas escolas estaduais de São Paulo quando era governador do Estado, em 2009, seja semelhante àquele idealizado pelo MEC na gestão de seu rival Fernando Haddad (PT), hoje alvo de críticas do tucano.


“É mentira que é parecido. O nosso material é correto e dirigido aos professores, não aos alunos acima de 11 anos”, disse Serra durante visita ao bairro Cidade Ademar, zona sul da capital paulista.

Reportagem aponta que o material distribuído em 2009 recomendava aos professores um vídeo igual ao que foi criticado na época em que o material do MEC seria lançado – após pressão da bancada evangélica do Congresso, a presidente Dilma Rousseff suspendeu o material.

“Não são iguais [os vídeos], é outra mentira da matéria. Ela é tão mentirosa que só pode ter o José Dirceu por trás. Não tem nada a ver com o desastrado kit gay do Fernando Haddad (…) Não é um material só voltado à questão sexual, é um material correto”, disse.

De acordo com Serra, o material tucano é “voltado ao fortalecimento da família”. “É também voltado à questão do preconceito de classe, do preconceito religioso. Enfim, é um material correto. Tanto que na época ninguém reclamou.”

E agora, Malafaia

Tanto criticou, tanto criticou o tal “kit-gay”, como ele faz questão de chamar o kit anti-homofobia, e fez um igual. Mas é muita cara de pau, hein, José. E agora, José? E agora, Malafaia?


Serra distribuiu material similar ao ‘kit anti-homofobia’ do MEC em SP Resposta


A Secretaria de Estado da Educação iniciou a entrega de um conjunto de publicações para todas as escolas do Estado de São Paulo que discute o preconceito e a discriminação na infância e na adolescência. Os 13 títulos, sendo 11 livros e dois DVD’s, foram selecionados pelo Departamento de Educação Preventiva dos projetos Prevenção Também se Ensina e Comunidade Presente e contemplam temas como sexualidade, Aids, uso de álcool, tabaco e outras drogas, bullying diversidade étnica, entre outros.
Dentre os autores dos livros, estão o médico Jairo Bauer, que fala de sexualidade na juventude, e o psicanalista Contardo Calligaris, com uma publicação sobre o período da adolescência. Os alunos terão contato com o material em sala de aula e nas bibliotecas, de acordo com a organização de cada escola, tendo como eixo metodológico ações preventivas referendadas nos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais).
Cada um dos kits acompanha ainda o guia Preconceito e Discriminação no contexto escolar: guia com sugestões de atividades preventivas para os HTPC e sala de aula, elaborado para nortear os educadores com instrumentos que facilitem e favoreçam a transversalidade dos temas nas diferentes disciplinas que compõem os currículos do Ensino Fundamental e Ensino Médio.
“São livros educativos que vão estimular nesses jovens a reflexão sobre assuntos muito presentes no cotidiano. Nossa intenção é informá-los bem para que possam lidar melhor com essas questões”, afirma o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza.
Além do guia, as Diretorias de Ensino irão agendar as Orientações Técnicas para os professores coordenadores das escolas. Esse material está sendo encaminhado a todas as escolas e Diretorias de Ensino, sendo dois kits para as Oficinas Pedagógicas e 1 por escola.
Prevenção também se ensina
O projeto Prevenção Também se Ensina é desenvolvido pela Pasta desde 1996 e tem o objetivo de orientar o jovem estudante da rede estadual de ensino sobre temas relacionados à saúde e à sexualidade. Por meio da iniciativa, temas como o câncer, gravidez na adolescência, uso de drogas e doenças sexualmente transmissíveis são levados para discussão dentro da sala de aula.

Fonte: FDE

Haddad acusa Serra de repetir 2010 e ‘instrumentalizar religiões’, mas pode receber apoio de Russomanno Resposta


Com a expectativa de receber ataques de religiosos devido às cartilhas anti-homofobia que seriam distribuídas nas escolas durante sua gestão no Ministério da Educação, o candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, se adiantou ao tema, O petista afirmou que o adversário José Serra(PSDB) “instrumentaliza as religiões” e prometeu não entrar nesse debate.

Leia também: Serra dizque “kit gay” é coisa do Ministério da Educação

“O Serra instrumentaliza as religiões. Fez isso para atacar a Dilma (contra quem disputou as eleiçõespresidenciais de 2010), e eu entendo que ele fará o mesmo para me atacar. A minha família está muito indignada em relação a esses ataques, com a atitude do Serra de instrumentalizar pastores para me atacar na honra. Mas é o estilo dele. Ele já foi derrotado em 2010 em função desse comportamento, entendia que ele tinha aprendido a lição, pelo jeito Serra não aprende nunca. É o velho Serra de sempre”, atacou Haddad.

O pastor evangélico fundamentalista Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitóriaem Cristo, que se aliou ao tucano José Serra, prometeu usar o kit anti-homofobia para “arrebentar” o petista. A distribuição da cartilha em escolas pelo Ministério da Educação em 2011, foi suspensa após forte reação da bancada evangélica no Congresso.

Para o segundo turno, o PT já acertou apoio com o PMDB, aliado na esfera federal, mas até o início da tarde desta quarta-feira não havia batido o martelo com o PRB, do candidato Celso Russomanno. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, apesar de o PRB também ser da base de governo da presidente Dilma Rousseff, estaria cobrando um ministério em troca do apoio na capital paulistana.

Sobre o assunto, Haddad falou que quem trata disso é o presidente nacional Rui Falcão. “Eu só estabeleci as diretrizes, que é trazer para São Paulo a boa gestão que a presidenta Dilma está fazendo”, disse. Além disso, Haddad afirmou que a aliança com o PMDB não teve contrapartida de cargos na esfera municipal, apenas de inclusão de propostas, mas acrescentou que “está anunciado desde janeiro” que ele vai pretende fazer um governo de coalizão.

A respeito da adesão do PDT, do candidato Paulinho da Força, à candidatura de Serra, como forma de protesto ao governo Dilma, Haddad não se alongou. “Sei lá. Eu não entendi. Eu conheço o Brizola Neto, meu amigo, certamente me apoiaria aqui em São Paulo se fosse morador da cidade, e é do ministério da Dilma, e eu não consegui entender, então não vou comentar”, disse.

Fim da picada

Seria o fim da picada se Haddad aceitasse o apoio do ex-candidato da Igreja Universal do Reino de Deus, Celso Russomanno, que usou, no primeiro turno, dos mesmos métodos que o petista acusa José Sérra da usar agora, misturando religião com Estado.

Serra diz que “kit gay” é coisa do Ministério da Educação Resposta

Serra não quer religião em debate eleitoral
Após receber o apoio do pastor fundamentalista Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que disse estar apioando o tucano, para que o petista Fernando Haddad, nas palavras do pastor, “o candidato do kit-gay” – na verdade, kit anti-homofobia – não fosse ao segundo turno, José Serra disse que “kit gay” é coisa do Ministério da Educação.

José Serra agradeceu o apoio de Malafaia: “Eu agradeço o apoio do Silas Malafaia, recebo com muito prazer, com muita satisfação esse apoio.” Mas negou que o fato vá trazer novamente a religião  para a campanha eleitoral: “Não tem nada de religião, essa coisa de kit gay, o pessoal tem que perguntar para o Ministério da Educação que fez, para a Presidência da República que suspendeu e para o Tribunal de Contas por que foi gasto dinheiro para nada nisso”, explicou.

Palavras sensatas do candidato Serra, mas nós sabemos que o pastor Malafaia continuará veinculando a imagem de Haddad à do kit. Imagem que agora o próprio Haddad tenta desvincular, dizendo que ele e Dilma vetaram o kit. 

Olha essa campanha de São Paulo, a maior cidade do país e que tem a maior Parada Gay do mundo está de chorar.

Malafaia declara apoio a Serra, para evitar que candidato do “kit gay” vá ao segundo turno Resposta



O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, anunciou em seu perfil no Twitter nesta segunda-feira (1º) o apoio dele ao candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra.


“Atenção São Paulo. Gostaria de me omitir nesta eleição, mas não podemos deixar q Haddad, autor do kit gay, vá p/ o 2º turno. Vote em Serra!”, escreveu (está preservada a grafia e abreviaturas do post).

O pastor afirma também que vai produzir um video para deixar sua mensagem ainda mais explícita. “Estou produzindo um vídeo em q falarei sobre as eleições de SP e que vale tb para todo o Brasil. Postarei ainda hj. Aguarde!”, escreveu.

O kit anti-homofobia, que seria usado nas escolas, mas foi vetado pela presidenta Dilma Rousseff, após pressão da bancada evangélica,  motivou outras críticas nas eleições para pefeito de São Paulo. A Arquidiocese de São Paulo divulgou comunicados contra o pastor MarcosPereira, presidente do Partido Republicano Brasileiro (PRB), atual coordenadorda campanha de Russomano e ligado à Igreja Universal.

Em texto publicado em maio de 2011, Pereira associa o “kit anti-homofobia” à influência da Igreja Católica. A mensagem do pastor voltou a circular nas redes sociais e provocou a primeira reação católica. Na nota de repúdio, a Arquidiocese disse que o texto do pastor revela “destempero” e “cheira à intolerância religiosa”. A Igreja Católica afirmou ainda que o PRB é “manifestadamente” ligado à Igreja Universal.



O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno, negou nesta quinta-feira (27) que a Igreja Católica oriente os fiéis nas eleições. Ele defendeu que o eleitor conheça o histórico dos candidatos e afirmou que “não se pode usar” a religião para captar voto. “Não se deve instrumentalizar a religião”, disse.




Haddad diz que vetou kit


Em entrevistas e compromissos de campanha, o candidato do PT tem refutado as críticas de adversários que tentam associá-lo ao kit anti-homofobia. Ele afirma que a iniciativa é resultado de  uma emenda parlamentar para combater intolerância de gênero, racial e religiosa.

”Esses parlamentares fizeram uma emenda ao Orçamento do ministério da Educação para produção de um material contra a intolerância. Bom, nós julgamos inapropriado o material para distribuição e reservamos o material para formação de professores”, disse em entrevista no sábado (22). “Eu penso que eu e a presidenta Dilma tomamos a decisão correta e eu não entendo as críticas que estão sendo feitas no sentido de distribuir um material que não era o mais adequado para crianças e jovens”.

A Verdade

A verdade é que quem vetou o kit anti-homofobia, que faria parte programa Escola sem Homofobia, foi a presidenta Dilma e o Haddad teve que aceitar calado, assim como a ministra Maria do Rosário, dos Direitos Humanos. Se eu fosse eles, na época teria pedido demissão, assim como fez Marcelo Garcia, ex-coordenador da campanha à Prefeitura do Rodrigo Maia, no Rio de Janeiro, depois que o pai da candidata à vice na chapa do Rodrigo, o deputado Anthony Garotinho, foi à TV falar mal dos gays. Mas parece que vale tudo pelo poder, menos a verdade.



Serra diz que é absurdo responsabilizar Igreja Católica por ‘kit-gay’ (sic) Resposta

José Serra

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, chamou de absurda a vinculação que o PRB, de Celso Russomanno, fez entre a Igreja Católica e a distribuição do “kit-gay” (sic) (vídeos e material didático feitos com objetivo de combater a homofobia nas salas de aula).

“Me parece absurda a crítica feita à Igreja Católica responsabilizando-a pelo kit-gay. Não tem cabimento”, afirmou o tucano.

Russomanno e bispo Edir Macedo
Russomanno e pastor Marcos Pereira


O vínculo foi feito pelo presidente do PRB, Marcos Pereira, que tem um blog no portal R7, da Igreja Universal, em artigo publicado em maio de 2011 em seu blog e que voltou a circular recentemente nas redes sociais. Pereira é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus.

O tucano, porém, disse não ter lido a nota da Arquidiocese de São Paulo, divulgada ontem,com ataques à candidatura de Russomanno e à Igreja Universal, em reação ao artigo de Pereira. E a gente finge que acredita.

Kit Anti-Homofobia
Fernando Haddad não conta com apoio de nenhum evangélico
Idealizado na gestão de Fernando Haddad (PT) – hoje também candidato a prefeito e único sem apoio de nenhum evangélico – no Ministério da Educação, o “kit”faria parte do programa Escola sem Homofobia despertou reações negativas de evangélicos fundamentalistas (alguns apoiaram Serra na candidatura à Presidência e o apoiam na candidatura a prefeito, já Russomanno tem o apoio da Igreja Universal), o que levou a presidente Dilma Rousseff a determinar sua suspensão.

O “kit” tinha o objetivo de combater a homofobia nas salas de aula com vídeos e material didático.

Por conta do artigo de Pereira, a Igreja Católica atacou Russomanno e a Universal. O candidato lidera as pesquisas de intenção de voto e tem o apoio da igreja, que é ligada ao PRB.

Na nota, a arquidiocese ressaltou o vínculo do candidato com a igreja neopentecostal, que acusa de incitar a intolerância religiosa, e expõe preocupação com sua possível eleição.

“Se já fomentam discórdia, ataques e ofensas sem o poder, o que esperar se o conquistarem pelo voto? É para pensar”, diz a nota assinada pela arquidiocese, que é comandada pelo cardeal dom Odilo Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo.

Hoje, Marcos Pereira rebateu o texto do arcebispo. “Lamento que tal exercício de pensamento publicado há um ano e quatro meses seja usado de maneira indevida às vésperas da eleição para a prefeitura de São Paulo”, escreveu Pereira.


Parada do Orgulho LGBT de São Paulo foi menor, mas mais engajada Resposta



Complementando a postagem: No sábado, 9, foi lançado nas redes sociais um protesto da Frente Paulista de Travestis e Transexuais contra a organização da Parada Gay de São Paulo. Talvez isso ajude a explicar o motive de a parada ter sido uma das menores dos últimos tempos. Leia aqui: Travestis e transexuais protestam contra Parada Gay: “É machista e misógina”

Pela primeira vez na história da Parada do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e trangêneros), os organizadores não divulgaram oficialmente o público que compareceu à Avenida Paulista, em São Paulo (SP). Não adiantou omitir informação, para a Polícia Militar (PM) a festa atraiu muito menos gente que nas edições anteriores. O público da 16ª edição do eventou, também notou que a parade encolheu.


Neste ano, o orçamento foi de R$ 325 mil – R$ 120 mil a menos que no ano passado. E o número de trios elétricos caiu de 16 para 14. O tema foi “Homofobia Tem Cura: Educação e Criminalização.”

No ano passado, a estimativa oficial foi de 4,5 milhões de pessoas, o que fazia da Parada Gay de São Paulo a maior do mundo. Este ano, quem chegou um pouco mais tarde, já encontrou a Avenida Paulista tranquila por volta das 16h, duas horas após o início do evento. Com 70 pessoas da Guarda Civil Metropolitana à paisana e câmeras para ajudar a combater o comércio clandestino de bebidas, camelôs tiveram de abandonar os carrinhos e caixas de isopor e camuflar as mercadorias em pequenas mochilas.

Skinheads dão apoio ao evento

Um grupo de 80 punks e skinheads se juntou à Parada Gay neste ano. Eles queriam dar apoio ao movimento dos homossexuais e protestar contra a homofobia e a intolerância.

Antes de se incorporar ao evento, o grupo conversou com policiais civis da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Os skinheads explicaram que faziam parte da vertente sharp (skinheads contra o preconceito racial, na sigla em inglês).

Um outro grupo de skinheads contra gays se reuniu na rua atrás do Masp por volta das 13 horas. “Mas nós os convencemos pacificamente a se retirar”, afirmou o tenente-coronel da PM Benjamin Francisco Neto.

Em edições anteriores, skinheads causaram problemas. Em 2009, uma gangue chegou a praticar um atentado com bomba caseira, ferindo aproximadamente 30 pessoas.

Serra, Haddad, Chalita não comparecem

Pré-candidatos a prefeito de São Paulo, o tucano José Serra, o petista Fernando Haddad e o peemedebista Gabriel Chalita não foram à 16ª edição da Parada do Orgulho LGBT. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (PSD) estiveram lá.

Apesar de constar de sua agenda, Serra cancelou a participação no desfile ao adiar para amanhã a volta de viagem a Nova York. A ida dele à parada era apontada no PSDB como uma maneira de reforçar laços com movimentos sociais.

Chalita também ficou longe da festa gay: agendou, no mesmo horário, um encontro comunitário em Sapopemba, zona leste – a 20 quilômetros de distância da Paulista.

Haddad, alvo de protesto de evangélicos fundamentalistas após a proposta de distribuição do kit anti-homofobia nas escolas, não foi. Avisou que descansaria com a família no fim de 
semana.

Outros três pré-candidatos aproveitaram para circular.

Celso Russomanno (PRB), Soninha Francine (PPS) e o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) prestigiaram o evento, cujo tema principal do ano era a criminalização da homofobia.

Pré-candidato de sigla ligada à Igreja Universal, Russomanno disse ser contra o casamento gay, mas defendeu a união civil entre pessoas do mesmo sexo. O ex-deputado também afirmou ser a favor de aulas de orientação sexual nas escolas sobre saúde e homofobia, “desde que com professores capacitados”.

A senadora Marta Suplicy (PT) criticou a gestão Serra/Kassab por ter “abandonado” a orientação sexual e combate ao preconceito na rede infantil de ensino. “Houve um retrocesso”, disse Marta, que desfilou em trio elétrico. Para Kassab, Marta só quis sugerir uma abordagem pedagógica em várias frentes.

A deputada estadual Leci Brandão (PC do B), cotada para vice de Haddad, pediu repressão a piadas homofóbicas na TV. O deputado Jean Willys (PSOL-RJ) criticou a intolerância religiosa contra gays e elogiou Kassab pelo veto à criação do Dia do Orgulho Hétero.

Participantes elogiam o evento

Assim como o professor Marcelo Oliveira, de 23 anos, que viajou de Paulo Afonso (BA), muitos participantes da Parada Gay vieram de longe para se divertir na Paulista. “Aqui é muito bom: muita alegria, diversão”, disse.

O estudante William Martins, de 17, viajou do Rio para conhecer a capital paulista e teve uma boa surpresa. “Está maravilhoso, é muito melhor do que a parada carioca: o pessoal é bem 
mais animado.”

Valdemir da Silva, de 25 anos, e Diego dos Santos, de 20, são casados e saíram de Itápolis (SP), a 370 km da capital, com uma caravana.”Chegamos às 10h e voltamos às 20h”, disse Silva.

No caso das primas Kelly Moreira, de 34, e Alessandra Barbosa, de 26, o motivo da viagem foi curiosidade: heterossexuais, elas são de Pouso Alegre (MG). “Nem queremos ficar com ninguém, viemos conhecer mesmo.”

Parada está mais engajada

O número de participantes pouco importa, já que, apesar do récorde mundial de peublico no ano passado, a pressão da opinião pública é muito pequena sobre os politicos do Poder Legislativo. Ainda estamos à mercê da boa vontade de deputados e senadores e são poucos os que defendem os direitos dos LGBTs. Por enquanto, o que vemos são avanços vindos do Poder Judiciário, já que a bancada fundamentalist do Congresso parece mais organizada do que os milhões que comparecem à parada.

De uns anos para cá, ela está mais engajada, visando o combate à homofobia e deixando um pouco o “carnaval” de lado. Se menos pessoas forem, mas com a consciência de que o evento não é uma festa, mas um momento de reinvidicar direitos de uma parcela da população que ainda vive, em muitos caso, à margem da sociedade, a parade já estará valendo.


*Com informações do “Estadão”