Depois de descoberta a farsa sobre kit anti-homofobia, José Serra se recusa a falar sobre propostas contra a homofobia Resposta


O material anti-homofobia distribuído, em 2009, para escolas pelo governo do Estado de São Paulo na administração do tucano José Serra (2007-2010), candidato a prefeito de São Paulo, tem pelo menos dois vídeos iguais ao chamado “kit gay”, como o tucano pejorativamente gosta de chamar o kit, do MEC (Ministério da Educação), elaborado na época da gestão do petista Fernando Haddad, que também concorre à prefeitura.

Segundo o UOL, os filmes para os kits de Serra e Haddad foram produzidos pela ONG (organização não governamental) Ecos. O guia sobre preconceito e discriminação na escola do governo Serra indica vídeos e textos da entidade, que foi uma das responsáveis pelo projeto Escola sem Homofobia do MEC/Secad (Ministério da Educação/Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade), que ficou conhecido como “kit gay”.

A Ecos é uma ONG especializada em comunicação em sexualidade que atua na área há cerca de 20 anos na produção materiais educativos e pesquisas, muitos deles usados pelo poder público.
Dois vídeos recomendados aos professores pelo kit tucano, “Boneca na Mochila” e “Medo de quê?”, foram produzidos pela Ecos e faziam parte da primeira versão do material elaborado para o MEC.
“A Ecos sempre trabalhou na gestão do Serra, ele está cuspindo no pote (sic) que comeu. O material que fizemos para o MEC tem 80% do material do Estado de São Paulo. É um absurdo se utilizar do preconceito para ganhar voto”, afirmou Toni Reis, presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) ao UOL, que também fez parte da elaboração do projeto Escola sem Homofobia.
Reis afirmou que os professores do país não sabem lidar com violações dos direitos dos homossexuais.

“É isso que precisa ser discutido. Nossa causa é apartidária e não pode ser usada para ataques. Tem de discutir cidadania, educação, mas distorceram nossa causa e virou baixaria”, disse o presidente da associação.

O tucano nega que o material seja o mesmo e chegou ao desespero de dizer que é tudo mentira, inventada por José Dirceu. Serra trouxe o assunto para a campanha no primeiro turno, atacando Haddad, que junto de ONGs e outros ministérios, havia criado o kit em 2011, mas a presidenta Dilma Rousseff suspendeu o kit, que faria parte do programa Escola sem Homofobia, após pressão da bancada fundamentalista no Congresso, sob a liderança do deputado Anthony Garotinho (PR). Na semana passada, o tema foi objeto de um vídeo do pastor homofóbico Silas Malafaia – da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo – que passou a apoiar Serra, ainda no primeiro turno, para evitar que “o candidato do kit gay” fosse para o segundo turno, mas ele não conseguiu. 



Haddad dispara nas pesquisas

Haddad não só está no segundo turno, como a sua vantagem sobre Serra aumenta cada dia mais. 

O Ibope divulgou, nesta quarta-feira (17), a segunda pesquisa de intenção de voto sobre o segundo turno da disputa pela Prefeitura de São Paulo neste ano. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo.

Em relação à pesquisa anterior, Haddad foi de 48% para 49%, e Serra, de 37% para 33%.

Nesta segunda-feira, Haddad disse que o tucano mentiu ao atacar o material do MEC sem dizer que o seu governo tinha produzido algo semelhante.

Serra se recusa a responder sobre kit anti-homofobia

O repórter da “Folha” lembrou casos de agressão a homossexuais na região da avenida Paulista e tentou perguntar se havia alguma política para o tema no programa de governo do tucano – Serra, no entanto, interrompeu o jornalista antes que ele concluísse a pergunta. Para ver o vídeo do piti do do Serra, clique aqui.

“Eu não vou entrar nesse tema agora, se não vira pauta permanente, posta pela imprensa. E depois os adversários dizem que fui eu que botei na pauta”, disse Serra após visita a conjunto habitacional em Heliópolis, na zona sul da capital.

O tucano, que já criticou o kit anti-homofobia produzido pelo MEC (Ministério da Educação) na época em que Fernando Haddad  – seu adversário no segundo turno – estava à frente da pasta, distribuiu material semelhante aos professores da rede estadual de São Paulo em 2009, quando era governador.

Serra argumenta que o conteúdo dos materiais é diferente e que aquele produzido em sua gestão era voltado apenas aos professores, “e não a alunos acima de 11 anos”.

Além disso, depois que o material tucano foi revelado pela imprensa, na última segunda-feira, Serra passou a adotar um discurso em que o foco das críticas são os “R$ 800 mil pagos [pelo material do MEC] sem nenhum retorno”–o material do MEC não chegou a ser distribuído porque, após pressão da bancada evangélica do Congresso, a presidente Dilma Rousseff suspendeu o projeto.

Serra está desesperado e culpando a imprensa por “colocar” em pauta a homofobia, na corrida pela Prefeitura de São Paulo, quando foi ele mesmo quem fez isso, atacando o Fernando Haddad e chamando o pastor Malafaia que, enntre outras coisas, diz que homossexualidade é doença, para sua campanha, achando que pudesse derrubar o petista. Hipócrita e mentiroso esse Serra. E Malafaia vai ajudar na campanha como, agora, Serra?

Veja outro piti do candidato, sobre o kit anti-homofobia, agora com o repórter Kennedy Alencar, da Folha de São Paulo, da CBN e da Rede TV!.


"É tão mentirosa que só pode ter o José Dirceu por trás", diz Serra, desesperado, sobre reportagem do "kit gay" tucano Resposta


José Serra, candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, disse nesta segunda-feira (15) que é “mentira” que o material contra a homofobia distribuído nas escolas estaduais de São Paulo quando era governador do Estado, em 2009, seja semelhante àquele idealizado pelo MEC na gestão de seu rival Fernando Haddad (PT), hoje alvo de críticas do tucano.


“É mentira que é parecido. O nosso material é correto e dirigido aos professores, não aos alunos acima de 11 anos”, disse Serra durante visita ao bairro Cidade Ademar, zona sul da capital paulista.

Reportagem aponta que o material distribuído em 2009 recomendava aos professores um vídeo igual ao que foi criticado na época em que o material do MEC seria lançado – após pressão da bancada evangélica do Congresso, a presidente Dilma Rousseff suspendeu o material.

“Não são iguais [os vídeos], é outra mentira da matéria. Ela é tão mentirosa que só pode ter o José Dirceu por trás. Não tem nada a ver com o desastrado kit gay do Fernando Haddad (…) Não é um material só voltado à questão sexual, é um material correto”, disse.

De acordo com Serra, o material tucano é “voltado ao fortalecimento da família”. “É também voltado à questão do preconceito de classe, do preconceito religioso. Enfim, é um material correto. Tanto que na época ninguém reclamou.”

E agora, Malafaia

Tanto criticou, tanto criticou o tal “kit-gay”, como ele faz questão de chamar o kit anti-homofobia, e fez um igual. Mas é muita cara de pau, hein, José. E agora, José? E agora, Malafaia?


Serra distribuiu material similar ao ‘kit anti-homofobia’ do MEC em SP Resposta


A Secretaria de Estado da Educação iniciou a entrega de um conjunto de publicações para todas as escolas do Estado de São Paulo que discute o preconceito e a discriminação na infância e na adolescência. Os 13 títulos, sendo 11 livros e dois DVD’s, foram selecionados pelo Departamento de Educação Preventiva dos projetos Prevenção Também se Ensina e Comunidade Presente e contemplam temas como sexualidade, Aids, uso de álcool, tabaco e outras drogas, bullying diversidade étnica, entre outros.
Dentre os autores dos livros, estão o médico Jairo Bauer, que fala de sexualidade na juventude, e o psicanalista Contardo Calligaris, com uma publicação sobre o período da adolescência. Os alunos terão contato com o material em sala de aula e nas bibliotecas, de acordo com a organização de cada escola, tendo como eixo metodológico ações preventivas referendadas nos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais).
Cada um dos kits acompanha ainda o guia Preconceito e Discriminação no contexto escolar: guia com sugestões de atividades preventivas para os HTPC e sala de aula, elaborado para nortear os educadores com instrumentos que facilitem e favoreçam a transversalidade dos temas nas diferentes disciplinas que compõem os currículos do Ensino Fundamental e Ensino Médio.
“São livros educativos que vão estimular nesses jovens a reflexão sobre assuntos muito presentes no cotidiano. Nossa intenção é informá-los bem para que possam lidar melhor com essas questões”, afirma o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza.
Além do guia, as Diretorias de Ensino irão agendar as Orientações Técnicas para os professores coordenadores das escolas. Esse material está sendo encaminhado a todas as escolas e Diretorias de Ensino, sendo dois kits para as Oficinas Pedagógicas e 1 por escola.
Prevenção também se ensina
O projeto Prevenção Também se Ensina é desenvolvido pela Pasta desde 1996 e tem o objetivo de orientar o jovem estudante da rede estadual de ensino sobre temas relacionados à saúde e à sexualidade. Por meio da iniciativa, temas como o câncer, gravidez na adolescência, uso de drogas e doenças sexualmente transmissíveis são levados para discussão dentro da sala de aula.

Fonte: FDE

Serra diz que “kit gay” é coisa do Ministério da Educação Resposta

Serra não quer religião em debate eleitoral
Após receber o apoio do pastor fundamentalista Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que disse estar apioando o tucano, para que o petista Fernando Haddad, nas palavras do pastor, “o candidato do kit-gay” – na verdade, kit anti-homofobia – não fosse ao segundo turno, José Serra disse que “kit gay” é coisa do Ministério da Educação.

José Serra agradeceu o apoio de Malafaia: “Eu agradeço o apoio do Silas Malafaia, recebo com muito prazer, com muita satisfação esse apoio.” Mas negou que o fato vá trazer novamente a religião  para a campanha eleitoral: “Não tem nada de religião, essa coisa de kit gay, o pessoal tem que perguntar para o Ministério da Educação que fez, para a Presidência da República que suspendeu e para o Tribunal de Contas por que foi gasto dinheiro para nada nisso”, explicou.

Palavras sensatas do candidato Serra, mas nós sabemos que o pastor Malafaia continuará veinculando a imagem de Haddad à do kit. Imagem que agora o próprio Haddad tenta desvincular, dizendo que ele e Dilma vetaram o kit. 

Olha essa campanha de São Paulo, a maior cidade do país e que tem a maior Parada Gay do mundo está de chorar.

Malafaia declara apoio a Serra, para evitar que candidato do “kit gay” vá ao segundo turno Resposta



O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, anunciou em seu perfil no Twitter nesta segunda-feira (1º) o apoio dele ao candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra.


“Atenção São Paulo. Gostaria de me omitir nesta eleição, mas não podemos deixar q Haddad, autor do kit gay, vá p/ o 2º turno. Vote em Serra!”, escreveu (está preservada a grafia e abreviaturas do post).

O pastor afirma também que vai produzir um video para deixar sua mensagem ainda mais explícita. “Estou produzindo um vídeo em q falarei sobre as eleições de SP e que vale tb para todo o Brasil. Postarei ainda hj. Aguarde!”, escreveu.

O kit anti-homofobia, que seria usado nas escolas, mas foi vetado pela presidenta Dilma Rousseff, após pressão da bancada evangélica,  motivou outras críticas nas eleições para pefeito de São Paulo. A Arquidiocese de São Paulo divulgou comunicados contra o pastor MarcosPereira, presidente do Partido Republicano Brasileiro (PRB), atual coordenadorda campanha de Russomano e ligado à Igreja Universal.

Em texto publicado em maio de 2011, Pereira associa o “kit anti-homofobia” à influência da Igreja Católica. A mensagem do pastor voltou a circular nas redes sociais e provocou a primeira reação católica. Na nota de repúdio, a Arquidiocese disse que o texto do pastor revela “destempero” e “cheira à intolerância religiosa”. A Igreja Católica afirmou ainda que o PRB é “manifestadamente” ligado à Igreja Universal.



O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno, negou nesta quinta-feira (27) que a Igreja Católica oriente os fiéis nas eleições. Ele defendeu que o eleitor conheça o histórico dos candidatos e afirmou que “não se pode usar” a religião para captar voto. “Não se deve instrumentalizar a religião”, disse.




Haddad diz que vetou kit


Em entrevistas e compromissos de campanha, o candidato do PT tem refutado as críticas de adversários que tentam associá-lo ao kit anti-homofobia. Ele afirma que a iniciativa é resultado de  uma emenda parlamentar para combater intolerância de gênero, racial e religiosa.

”Esses parlamentares fizeram uma emenda ao Orçamento do ministério da Educação para produção de um material contra a intolerância. Bom, nós julgamos inapropriado o material para distribuição e reservamos o material para formação de professores”, disse em entrevista no sábado (22). “Eu penso que eu e a presidenta Dilma tomamos a decisão correta e eu não entendo as críticas que estão sendo feitas no sentido de distribuir um material que não era o mais adequado para crianças e jovens”.

A Verdade

A verdade é que quem vetou o kit anti-homofobia, que faria parte programa Escola sem Homofobia, foi a presidenta Dilma e o Haddad teve que aceitar calado, assim como a ministra Maria do Rosário, dos Direitos Humanos. Se eu fosse eles, na época teria pedido demissão, assim como fez Marcelo Garcia, ex-coordenador da campanha à Prefeitura do Rodrigo Maia, no Rio de Janeiro, depois que o pai da candidata à vice na chapa do Rodrigo, o deputado Anthony Garotinho, foi à TV falar mal dos gays. Mas parece que vale tudo pelo poder, menos a verdade.



CNBB diz que religião não pode ser usada para captar votos nas eleições Resposta


O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno, negou nesta quinta-feira (27) que a Igreja Católica oriente os fiéis nas eleições. Ele defendeu que o eleitor conheça o histórico dos candidatos e afirmou que “não se pode usar” a religião para captar voto. “Não se deve instrumentalizar a religião”, disse.




Durante lançamento uma mensagem em que pede o voto “consciente e limpo” nas eleições municipais, o cardeal foi questionado sobre as críticas emitidas pela Arquidiocese de São Paulo contra o chefe da campanha de Celso Russomanno, o pastor Marcos Pereira, presidente do Partido Republicano Brasileiro (PRB).



Sem citar nomes, o cardeal Raymundo Damasceno respondeu que a igreja não orienta seus fiéis. “O voto, como nós sabemos, é pessoal, instranferível, e ele deve ser consciente e livre. A igreja não indica candidatos de um modo geral. Como diz a nota, o eleitor deve avaliar o candidato, em quem vai votar, e realizar e exercer este direito cidadão”, disse.

Na semana retrasada, o arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, distribuiu nota a igrejas da cidade com críticas ao pastor por causa de texto publicado por ele em maio de 2011, no qual Pereira associou o “kit anti-homofobia”, que ficou conhecido como “kit gay”, à influência da Igreja Católica.

A relação só se pacificou no último sábado (22), com uma visita de Russomanno a Scherer. Na reunião, o candidato reafirmou suas origens católicas. Em compromissos de campanha, Russomanno tem negado que a Igreja Universal, ligada ao PRB, vá ter influência dentro de uma eventual gestão dele na prefeitura.

Voto consciente
Nesta quinta (27), a CNNB divulgou a mensagem em prol do voto “consciente e limpo” após a reunião do Conselho Episcopal Pastoral da entidade, em Brasília. Na campanha pelo voto consciente, a entidade chama a atenção para a Lei da Ficha Limpa.

“São instrumentos que têm mostrado sua eficácia na tarefa de impedir os corruptos de ocuparem cargos públicos”. Na análise da igreja Católica, “o resgate da ética na política e o fim da corrupção eleitoral” merecem a atenção permanente dos eleitores.

A conferência também afirmou que é “inadmissível” a violência registrada nas eleições em alguns municípios. “Candidatos são adversários, não inimigos”, afirma a entidade.

O presidente da CNBB também destacou a campanha que visa arrecadar assinaturas para pedir ao governo que destine, obrigatoriamente, 10% do orçamento da União para a saúde. Segundo ele, a coleta de assinaturas já teve início. “É uma campanha da qual participa a CNBB. Parecida com a Ficha Limpa, e vamos promover a coleta de assinaturas, em todos os lugares onde foi possível nós alcançarmos vamos fazer”, disse o presidente da entidade.


Reportagem: Yara Lemos – G1

MEC vai criar novo plano contra violência e homofobia nas escolas Resposta

O ministro Mercadante (esq.) afirmou que é preciso construir uma cultura de convívio com a pluralidade (Foto: Edson Lopes/Conselho Federal de Psicologia)

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e o presidente do Conselho Federal dePsicologia (CFP), Humberto Verona, assinaram ontem (20) um convênio para o estudo da violência e elaboração de um plano para o combate à homofobia nas escolas. A parceria foi firmada durante a cerimônia de abertura da 2º Mostra Nacional de Práticas em Psicologia, em São Paulo. O evento termina no sábado (22). 

“Esperamos com esse convênio um trabalho intenso em toda a rede, com trabalho de campo, para o desenvolvimento de políticas para uma escola acolhedora, uma cultura de paz, tolerância, convívio com as diferenças, com a pluralidade sexual, racial, religiosa, que enfrente o preconceito e a discriminação e coloque a escola pública em outro patamar e prepare o país para essa nova era do conhecimento”, disse o ministro.

Mercadante destacou o desafio de colocar a educação, a ciência, a tecnologia e a inovação como eixo estruturante de uma política de inclusão. “E a educação precisa do respaldo intelectual dos psicólogos”, afirmou. Ele lembrou as ações do MECvoltadas à ampliação do atendimento nas creches (o país tem apenas 23% das crianças pequenas matriculadas nesses estabelecimentos) por meio do programa Brasil Carinhoso, e do tempo de permanência na escola dos alunos do ensino fundamental vão requerer o trabalho desses profissionais.

A Mostra Nacional de Práticas em Psicologia é um evento comemorativo dos 50 anos da regulamentação da profissão de psicólogo. Além do ministro Mercadante, estiveram na cerimônia de abertura representantes dos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, da Saúde e da Secretaria de DireitosHumanos.  

Em uma mensagem gravada em vídeo, o ministro Alexandre Padilha, da Saúde, lembrou que o psicólogo, que trabalha para reduzir o sofrimento das pessoas e conhece a mente humana, é cada vez mais necessário em políticas para o setor, onde são previstas a ampliação da oferta de centros de atendimento psicossocial (Caps) e de consultórios de rua.
Kit anti-homofobia

Em maio de 2011, o então ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que kit-antimofobia que estava sendo preparado para combater o preconceito contra homossexuais na escola poderia incluir outros grupos que também são vítimas de discriminação.

No entanto, após pressão da bancada religiosa, o governo recuou no projeto.

kit foi elaborado por entidades de defesa dos direitos humanos e da população LGBT a partir do diagnóstico de que falta material adequado e preparo dos professores para tratar do tema. Ele era composto por cadernos de orientação aos docentes e vídeos que abordavam a temática do preconceito. Foi cancelado mesmo sem a presidenta Dilma Rousseff ter assistido a nenhum dos vídeos.

Tudo no mesmo saco

Antes a proposta era de combate a homofobia nas escolas, agora é de combate a todos os preconceitos, inclusive ao preconceito religioso. Só que cada tipo de preconceito deve ser tratado de maneira diferente, porque tem consequências diferentes na vida das pessoas. Se ninguém da bancada religiosa do Congresso chiar é porque está do jeito que eles aprovam. Vamos aguardar. Tomara que seja o início de uma política do governo federal contra a homofobia no país que é campeão mundial em violência contra LGBT.

*Com informações da Rede Brasil Atual




Câmara do Rio não votará proibição de kit anti homofobia Resposta

O deputado Jair Bolsonaro, autor do projeto que proíbe
o kit anti-homofobia

Depois de uma manobra para retirar da pauta de votação o projeto de lei que proíbe a divulgação de qualquer tipo de material didático com orientações sobre a diversidade sexual nas escolas da capital fluminense, os vereadores contrários à proposta querem promover uma audiência pública para discutir a questão da homofobia e do preconceito.


O Projeto de Lei 1.082/2011, de autoria do vereador Carlos Bolsonaro (PP), deveria ter sido votado nessa terça-feira, em segunda instância, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, mas duas emendas foram apresentadas ao texto e a proposta precisará voltar a ser apreciada por comissões.


Contrário ao projeto, o vereador Paulo Messina (PV) apresentou uma emenda pedindo a exclusão da palavra “diversidade” da redação. “Foi uma manobra legal. Nosso principal objetivo foi o de ganhar tempo para reflexão sobre o assunto ou o projeto já teria sido aprovado por absoluta maioria”, explicou.
Agora, ele pretende convocar uma audiência pública nos próximos dias com a presença de especialistas em educação para que a população e os vereadores saibam mais sobre a questão da homofobia nas escolas e o papel dos materiais didáticos no combate ao preconceito.
“É absurdo achar que alguém se tornará homossexual se tiver aulas sobre diversidade”, afirmou o vereador. “O projeto proíbe todo o tipo de material. Isso é muito grave. Que cidade será essa se não pudermos combater a intolerância e o preconceito nas escolas?”, questiona Messina.
O vereador Dr. Edison da Creatinina (PV) também entrou com uma emenda para alterar o conteúdo do projeto. Dessa forma, a proposta precisa ser analisada pelas comissões de Educação e Cultura, Justiça e Redação, Direitos Humanos, Direitos da Criança e do Adolescente e Administração, antes de poder ser votada novamente. Cada comissão tem até 14 dias para analisar a proposta.
A assessoria de Carlos Bolsonaro, autor do projeto, informou que a expectativa do vereador é que as emendas sejam derrubadas quando o projeto voltar para a pauta e que o texto original seja aprovado sem alterações.
Durante a sessão de ontem, grupos de defesa dos direitos de gays, lésbicas, bissexuais e travestis protestaram com faixas e cartazes e vaiaram os defensores da proposta. Dos 51 vereadores da casa, 21 votaram a favor do projeto e nove contra, na primeira instância.
*Fonte: Agência Brasil.

Materiais didáticos ‘não vão resolver’ homofobia, diz ministro da Educação Resposta

Como já era esperado, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, se posicionou contra o kit anti-homofobia. Ele disse que a elaboração de materiais didáticos sobre o combate à homofobia “não vai resolver” o problema. Mercadante falou sobre a questão da diversidade nas escolas ao se dirigir ao deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) durante reunião na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

Leia também: Dilma suspende kit anti-homofobia do MEC, após pressão da bancada religiosa da Câmara

Segundo o ministro, o mais importante é que se possa estabelecer um diálogo de respeito à diversidade. “As crianças vão para casa humilhadas devido à homofobia. Nós precisamos fazer uma pesquisa sobre como construir um diálogo de respeito à diversidade”, afirmou o ministro. “Lançar um material didático não vai resolver”, disse Mercadante.

Em maio de 2011, após ser chantageada por parlamentares da Frente da Família (conjunto de deputados e senadores evangélicos fundamentalistas), a presidenta Dilma Rousseff suspendeu o kit anti-homofobia, que havia sido elaborado quando o ministro da Educação era o hoje mudo (quando o assunto é homofobia) Fernando Haddad. Dilma, na época, assumiu que sequer assistiu aos os vídeos que faziam parte do kit.

O kit era compost pro três vídeos e por apostilas que seriam voltadas aos professores. Era parte do programa Escola sem Homofobia, do Governo Federal. O objetivo era das subsídios para que os professores abordassem temas relacionados à homossexualidade com alundos do ensino médio.

O kit foi elaborates após realidação de seminários com profissionais de educação, gestores e representantes da sociedade civil. O material era composto de um caderno que trabalhava o tema da homofobia em sala de aula e no ambiente escolar, buscando uma reflexão, compreensão e confronto. A ideia era distribuir em 6 mil escolas públicas.

É triste ver que um governo do PT, partido que historicamente sempre esteve ao lado das chamadas minorias, se mostre reacionário e conservador. Enquanto isso, estudantes gays continuam sendo alvo de gozação de alunos e professores, apanhando e, quando não suportam mais, cometendo suicídio. 

Se o governo federal acha que o kit anti-homofobia não resolve a questão (alguém disse que resolveria?, mas que ajudaria, ajudaria), ele deveria, ao menos, elaborar campanhas publicitárias em nível nacional a respeito do tema. Não se trata de uma reivindicação dos movimentos LGBT, mas de um clamor da sociedade, que não aguenta mais tanta violência e tanto ódio.

Kit Anti-Homofobia: Haddad comenta ataques da bancada evangélica e diz temer incitação da violência contra gays Resposta

Fernando Haddad (Foto: Reprodução)
Em matéria publicada pelo jornal Folha de São Paulo, Fernando Haddad comenta a polêmica envolvendo o kit anti-homofobia e sua candidatura à Prefeitura de São Paulo. Em uma entrevista anterior à publicação, o presidente do PRB, partido aliado ao PT no governo Dilma e bispo da Igreja Universal, Marcos Pereira disse que o kit anti-homofobia seria uma ¨mancha¨ na história de Haddad e que isso seria usado contra ele durante sua candidatura. 

Haddad disse que a exploração desse tema feita pela bancada evangélica estimula a violência contra homossexuais e acaba ¨indiretamente incitando casos de agressão¨ e se mostrou preocupado com a incitação de ¨forças obscurantistaas¨ no país. 
“O que me preocupa é que muitas vezes o indivíduo pode entender que é um fato a ser explorado [na campanha] sem considerar que isso indiretamente acaba incitando a violência. Muitas vezes, ao não abordar corretamente a questão dos direitos humanos, você acaba sem querer promovendo uma violência que é crescente no país contra pessoas que têm outra orientação sexual”, explicou Haddad. 
Mesmo sendo bastante diplomata e afirmando ter certeza que os líderes evangélicos não querem incitar a violência contra os homossexuais, o que todos nós sabemos que na verdade é exatamente isso que querem os evangélicos fanáticos do Congresso, Haddad disse que o uso político do tema, “libera em alguns indivíduos forças obscurantistas” contra os gays e afirmou não temer os ataques dos evangélicos 
“A verdade vai prevalecer sobre a mentira. A verdade prevalecendo, não há o que temer. Estou absolutamente seguro quanto às decisões que tomei”, afirmou.

Kit Anti-Homofobia: O que era para educar, está sendo usado para desmoralizar Resposta

Fernando Haddad e a ¨mancha¨ do kit anti-homofobia (Reprodução)

O polêmico kit anti-homofobia que foi proposto para educar alunos do ensino fundamental e médio nas escolas públicas e municipais e foi amplamente criticado pela bancada evangélica no Congresso e vetado pela Presidente Dilma Rousseff, está agora sendo usado como uma arma letal contra a candidatura de Fernando Haddad para a eleição municipal de São Paulo. 

Isto porque segundo Marcos Pereira, bispo da Igreja Universal do Reino de Deus e presidente nacional do PRB, partido aliado ao PT no governo de Dilma Rousseff, a proposta feita pelo Ministério da Educação durante a gestão de Haddad, é uma ¨mancha¨ na história do candidato e será difícil desvincular essa imagem, e que o material vai ser usado contra ele na campanha eleitoral e fazer com que ele perca votos no segmento cristão, que significa 20% da população de São Paulo. 

Por outro lado, Haddad tem procurado os líderes religiosos para explicar que o material do kit anti-homofobia vazou antes de ser distribuído e que o MEC iria vetar o uso nas salas de aula. Tal explicação não vem convencendo os religiosos: 
¨Se o kit chegasse às escolas, seria o pior dos mundos. Mas se o Haddad pagou por algo que seria vetado, mostrou ser um mau administrador. De um jeito ou de outro, ele vai apanhar¨, afirmou Marcos Pereira. 
O que era para educar as pessoas nas escolas e tornar os jovens de hoje cidadãos melhores do que os que ¨nos¨ representam no governo, virou uma espécie de crime, ou algo imoral para a ¨família brasileira¨. Estão vivendo o futuro com uma ética de anos luz atrás, e não percebem que hoje em dia, a família é formada por diferentes e mais inusitados membros. 
Vemos isso inclusive no mundo animal, quando uma cadela amamenta filhotes de gato e faz sua família ser diferente daquela que todos nós esperamos. Hoje em dia, mulheres vivem e criam sozinhas seus filhos, e sem precisar de homem nenhum, constroem ali as suas famílias. Assim como muitos homens também criam seus filhos sozinhos ou com uma nova companheira. Família é amor e cada pessoa tem a sua sem que ninguém possa dizer se é certo ou errado.

Janeiro: um gay, travesti ou lésbica foi assassinado a cada 20 horas Resposta

O número de homossexuais e travestis mortos em janeiro deste ano é assustador: 36. As informações são do historiador, pesquisador, antropólogo e ativista Luiz Mott. Neste primeiro mês de 2012, um gay, travesti ou lésbica foi assassinado a cada 20 horas. 

E são dados subnotificados já que os governos federal e estadual (com exceção de alguns estados) não querem divulgar as estatísticas de crimes de ódio.


Há dez anos, era um homicídio a cada cinco dias. Depois aumentou para um assassinato a cada dois dias. Em 2011, primeiro ano do governo Dilma Rousseff, foram 260 mortes. 



“Atingimos o fundo do poço, cheio de ódio e sangue. Solução: liberar o kit antihomofobia, campanha nacional de grande impacto ensinando os gays e trans a redobrarem o cuidado para não ser a próxima vítima, aprovação da equiparação da homofobia ao racismo.”, escreveu em seu perfil no Facebook, Luiz Mott.

SP: tema da 16ª Parada reivindica aprovação do PLC 122 e distribuição do kit anti-homofobia nas escolas 1

15ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (2011

Foto: Karen Montija / APOGLBT


“Homofobia tem cura: educação e criminalização! – Preconceito e exclusão, fora de cogitação!” é o tema da 16ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, que ocorre em junho de 2012. A frase faz referência ao problema da discriminação como uma doença social que afeta a cidadania coletiva e reivindica a aprovação do projeto didático Escola sem Homofobia e do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006 como as principais ferramentas para combater esse vício. O tema foi o mais votado pelo público em uma enquete realizada no site da organização. Assim como as outras opções, a frase escolhida é resultado de um concurso cultural promovido nas redes sociais.

Escola Sem Homofobia e PLC 122, já!

Em maio de 2011, projeto Escola Sem Homofobia – conhecido também como kit anti-homofobia – teve sua distribuição vetado pela presidenta Dilma Rousseff, após pressão dos legisladores que formam as bancada fundamentalista no Congresso. Produzido pelo Ministério da Educação (MEC) em parceria com o movimento LGBT, o kit é composto por cartilhas e vídeos didáticos destinados a professores do ensino médio da rede pública, com o intuito de combater o bullying homofóbico entre os alunos. Logo após o veto, o ministro Fernando Haddad garantiu que um novo projeto seria reformulado e que mais de seis mil escolas o receberiam ainda em 2011, o que até agora não aconteceu.
Já a batalha pela aprovação do PLC 122/06 é mais extensa. Apresentado em 2001 pela então deputada federal Iara Bernardi (PT-SP), o projeto foi aprovado na Câmara Federal em 2006 e, desde então, os mesmos interlocutores que barraram o kit, juntamente com diversos líderes religiosos, impedem que sua aprovação no Senado. O PLC já tramitou por duas gestões, passando pela relatoria da ex-senadora Fátima Cleide (PT-RO) e, agora, pela senadora Marta Suplicy (PT-SP); ambas fizeram alterações no texto original de Bernardi.
No dia 14 de dezembro de 2011, o projeto foi discutido durante a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH). Porém, devido as divergências sobre a nova redação, Marta pediu reexame do PLC numa nova tentativa de conseguir acordo para aprovar o texto.
Além do tema, todo o material gráfico da manifestação trará a frase “Escola Sem Homofobia e PLC 122, já!”.

16º Mês do Orgulho LGBT de São Paulo
O Mês do Orgulho LGBT de São Paulo é o calendário anual de atividades sócio-politico-culturais promovido pela APOGLBT a fim de defender a cidadania e direitos humanos da população LGBT, assim como educar a sociedade para o fim da discriminação e preconceito. Nos últimos anos, os temas abordados foram “Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia!” (2011), “Vote contra a homofobia: defenda a cidadania!” (2010), “Sem homofobia, mais cidadania – Pela isonomia de direitos!” (2009), “Homofobia mata! Por um Estado Laico de fato!” (2008) e “Por um mundo sem machismo, racismo e homofobia!” (2007).
Além da 16ª Parada do Orgulho LGBT – que ocorre em 10 de junho, na Avenida Paulista – neste ano é realizada a 10ª edição do Ciclo de Debates, a 12ª Feira Cultural LGBT, o 12º Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade e o 12º Gay Day.

*Com informações da APOGLBT

Projeto de Lei que proíbe kit anti-homofobia em São José dos Campos será votado hoje Resposta

Será votado hoje o projeto de lei que visa proibir a divulgação do kit anti-homofobia nas escolas de São José dos Campos, em São Paulo. A votação da proposta apresentada pelo vereador Cristóvão Gonçalves (PMDB), vai ser votada na Câmara da Cidade. 

Esta é a terceira vez que a polêmica proposta entra em pauta no Legislativo, e vários representantes do Fórum Paulista LGBT estão em atrito com líderes da bancada religiosa. 

A idéia é proibir a distribuição de material didático que inclui panfletos e vídeos educativos que abordam a homossexualidade e acabar com bullying nas escolas de ensino fundamental. A presidenta Dilma Roussef, sem ter tido contato com o verdadeiro material proibiu o kit de ser distribuído, depois de ter cedido às pressões da bancada evagélica e afirmando que o governo não vai fazer propaganda da vida sexual das pessoas. 

Mesmo com a análise do Ministério da Educação (MEC), o vereador afirma que o kit não é educativo e que induz os jovens a se tornarem homossexuais. Ou seja, espalha um discurso tão ignorante quanto ele. 

Caso a lei que permite a distribuição do kit anti-homofobia for aprovada, todas as escolas municipais, estaduais e particulares de São José dos Campos receberão o material, e caso não cumpram a medida, receberão uma multa de mil reais. 

O coordenador da Campanha da Fraternidade da Igerja Católica, José Luis Nunes, disse que o MEC deveria se preocupar com outras demandas na educação e que o materia na avaliação dele, é ¨totalmente prejudicial e inoportuno para a sociedade¨. Em outras palavras, perseguir alunos homossexuais, agredir e não educar os jovens para que respeitem as diferenças, são fatores que não devem ser levados em consideração. 

Já os integrantes do Fórum Paulista LGBT, que protestam desde as primeiras sessões em que o projeto foi apresentado, dizem que a iniciativa do vereador Cristóvão Gonçalves é um absurdo, e que ¨ele está indo contra a todo um trabalho que visa acabar com o preconceito e a homofobia em todas as esferas¨.

Militantes pretendem vaiar Dilma por veto ao kit anti-homofobia Resposta

O veto do governo federal ao kit anti-homofobia, que seria distribuído nas escolas do País, levou o movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) a se mobilizar para vaiar a presidente Dilma Rousseff nas mais de 200 paradas gays que serão realizadas no Brasil nos próximos meses. Alguns militantes conhecidos, como o antropólogo Luiz Mott, disseram, nesta segunda-feira em Salvador, que pretendem vaiar Dilma até em eventos públicos de que ela participe na capital baiana.

Após a presidente ter sido vaiada na parada de Campinas (SP), no dia 3 de julho, Mott afirmou ter feito uma consulta nas principais listas gays da internet, “vencendo a proposta a favor de vaiar Dilma nas próximas paradas LGBT”. A presidente foi igualmente criticada em faixas e banners na arada de São Paulo, considerada a maior do mundo. Ela foi representada num enorme boneco com os dizeres “Dilma trocou o Kit Anti-homofobia por Palocci!” – uma alusão à pressão feita pela bancada evangélica no Congresso, que ameaçou aprovar a convocação do ex-ministro Antonio Palocci para uma CPI caso o kit fosse distribuído.

Mott avalia que o movimento LGBT, predominantemente dominado por militantes filiados ao PT, “encontra-se bastante dividido na avaliação do governo Lula/Dilma”. O presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), o paranaense Toni Reis, é contra a vaia. Ele chegou a declarar que “Lula é o Papai Noel dos gays” e, mesmo depois do veto ao kit anti-homofobia, continua chamando Dilma de “querida”. Por outro lado, Mott, decano do movimento LGBT brasileiro, declarou que Lula “é o vampiro dos gays” e Dilma “tem as mãos sujas de sangue”.

Para justificar sua desaprovação, Mott aponta para o crescimento de 113% no número de assassinatos de homossexuais no Brasil nos últimos cinco anos, segundo o relatório anual dos chamados crimes homofóbicos, elaborado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB). Ele avalia que esse crescimento se dá, em parte, por suposto “descaso governamental” em relação às políticas que combatem a homofobia. Conforme o relatório do GGB, em 2010 foram assassinados 260 gays e travestis em todo o País.

*Com informações do Terra.

Ministro da Educação diz que nova proposta de kit anti-homofobia não se restringe aos gays Resposta

Fernando Haddad. (Foto: Reprodução)
O ministro da educação, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira que o kit anti-homofobia que foi vetado pela presidenta Dilma Roussef (que disse que o governo não faria propaganda de opção sexual de ninguém), explicou que uma nova proposta está sendo criada para que o material chegue definitivamente às escolas brasileiras.

Segundo ele, o novo kit não ficará restrito ao preconceito contra os homossexuais, mas deve atingir o preconceito de uma forma generalizada. Para Haddad, existe¨uma postura legítima de parte de setores que querem ver o debate do fim da discriminação nas escolas envolvendo muitas dimensões e não uma específica¨, explicou durante audiência da Comissão de Educação do Senado.

O ministro já havia declarado que o kit seria repensando e entregue para que o MEC e a presidenta pudessem avaliar novamente o material, já que Dilma criou uma comissão na Secretaria de Comunicação da Presidência para discutir os assuntos de costumes e valores da família.

MEC pretende lançar nova versão do kit anti-homofobia ainda este ano Resposta

Ministro Fernando Haddad (Foto: Vanessa Fajardo)
Segundo Fernando Haddad, gastos com alterações estavam previstos. Ministro disse que Dilma não gostou de vídeo sobre bissexualidade.

O Ministério da Educação pretende refazer o kit do projeto “Escola sem Homofobia” e distribuir em escolas para professores de turmas de ensino médio ainda neste ano. O kit, que inclui um guia para o professor e três vídeos, foi suspenso pela presidente Dilma Rousseff nesta semana. O ministério identificou mais de 6 mil escolas no país onde há registro de homofobia. Elas deverão receber a nova versão do kit.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira (27), em São Paulo, que o MEC vai avaliar se a base do material já produzido será mantida. “Faremos agora essa discussão, mas com base mais técnica chamando especialistas.”
Depois de pronto, o kit será avaliado pela comissão de publicação do Ministério da Educação, para enfim passar pela aprovação do governo. Após a polêmica, o governo criou uma instância que vai dar o parecer final sobre publicações que versam sobre costumes.
Haddad disse que a presidente Dilma Rousseff viu mais de um vídeo do kit e descreveu passagens do material.
Ainda, de acordo com Haddad, a presidente assistiu o vídeo chamado “Probabilidade” que trata de bissexualidade e considerou algumas frases “mal colocadas.”
No vídeo, um garoto se apaixona por uma menina, mas tempos depois sente atração por um menino e conclui que não precisa se relacionar apenas com pessoas de um mesmo sexo.

Gastos estavam previstos
Haddad destacou que as alterações que serão feitas no kit do projeto estão previstas no convênio do ministério com as entidades responsáveis pela criação do material. Haddad sugeriu que não haverá um pagamento adicional além do previsto em contrato – o total do projeto, incluindo o kit, seminários, formação de professores e outras despesas teve orçamento aprovado em R$ 1,8 milhão. O kit, que inclui um guia para o professor e três vídeos que seria distribuído nas escolas, foi suspenso pela presidente Dilma Rousseff nesta semana.
“O repasse é feito à medida que o projeto vai se desenvolvendo. Nesse como em qualquer outro convênio, quando se verifica qualquer inadequação o ministério recomenda uma alteração parcial ou até total”, afirmou Haddad, que veio para São Paulo para participar de inauguração de dois campi da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo o ministro, a última parcela do contrato – ele não informou o valor – ainda não foi paga.
Até agora, a produção do kit envolveu gastos com pesquisas, produção e filmagem dos vídeos e seminários para cerca de 200 pessoas no final do ano passado para treinamento com o conteúdo do programa.
*Com informações do G1.

Produtora de vídeo anti-homofobia diz que MEC cortou beijo Resposta

A socióloga Sylvia Cavasin, fundadora da Ecos (Comunicação em Sexualidade), responsável por desenvolver os vídeos do kit anti-homofobia do MEC (Ministério da Educação), afirmou que o ministério solicitou a retirada de uma cena de um beijo entre duas jovens no vídeo “Torpedo”.

O vídeo, um dos três que estava em análise para inserção no programa Escola sem homofobia, vazou na internet já sem a cena. Além de “Torpedo”–sobre duas estudantes que se apaixonam e são discriminadas na escola–, a Ecos produziu “Probabilidade” –que trata sobre bissexualidade– e “Encontrando Bianca” — sobre um aluno transexual.

“O Secad [Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, órgão do MEC] analisou o vídeo e sugeriu a retirada da cena do beijo. Todo o material [do kit] foi feito com base em pesquisas e amplamente discutido”, afirmou.

Procurada pela reportagem, o MEC não confirmou se houve ou não o pedido do corte da cena.

De acordo com a socióloga, o material é voltado para o professor. “É uma orientação para o professor sobre como trabalhar com o tema dentro da sala de aula. Lamentamos muito toda essa polêmica. Nossa organização é série e trabalha há 21 anos com educação sexual”, disse Cavasin.

A socióloga afirmou que ainda não recebeu uma resposta oficial do MEC sobre o que será feito com os vídeos. “Custa-me crer que quem vê o nosso material original tenha uma reação como essa que está havendo. Não tem como, é um material respeitoso. É preocupante.”

Na quarta-feira (25), Dilma determinou a suspensão da produção e distribuição do kit e definiu que todo material do governo que se refira a “costumes” passe por uma consulta aos setores interessados da sociedade antes de serem publicados ou divulgados.

O presidente nacional do DEM, senador José Agripino, disse que o partido vai propor ações judiciais com o objetivo de devolver à União os gastos correspondentes à elaboração e distribuição do kit

O ministro Fernando Haddad (Educação) afirmou na quinta-feira (25) que o kit anti-homofobia do Ministério da Educação será refeito.

*Reportagem: Folha de São Paulo

Dilma pode ter se baseado em "kit errado" ao vetar cartilha contra homofobia Resposta

Dilma assume que não viu os vídeos do kit

Livretos do Ministério da Saúde apresentados por evangélicos à presidenta Dilma Rousseff podem ter levado à suspensão do kit elaborado pelo Ministério da Educação (MEC) para combater a homofobia nas escolas públicas. A hipótese não é descartada pela própria Presidência da República e pelo MEC.

Na quarta-feira (25/05), após encontro com frentes religiosas, Dilma determinou que fosse reanalisado o material, constituído por um caderno, seis boletins, três vídeos e um cartaz. A intenção do MEC era ajudar o debate em salas de aula do Ensino Médio a respeito da discriminação contra homossexuais.

Informações recebidas pelo site “Rede Brasil Atual” dão conta de que o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), um dos principais interlocutores do encontro, mostrou à presidenta um material elaborado pelo Ministério da Saúde. A assessoria do parlamentar descreveu os títulos dos materiais apresentados na reunião O caderno das coisas importantes” foi elaborado pelo MEC, mas em parceria com o escritório da Organização das Nações Unidas para Educação e Cultura (Unesco) e sem qualquer relação com o kit contra a homofobia. Outro, também em parceria com a agência da ONU, é a história em quadrinhos “A vida como é – e as coisas como são”, lançada em 2010 abordando as relações entre filhos homossexuais e seus pais.

Os demais são de um programa do Ministério da Saúde que visa a reduzir danos no uso de drogas e ao combate a doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Ao ser informada por telefone que o material citado não diz respeito ao kit contra a homofobia, a assessoria do deputado afirmou que “chegou a nossas mãos como sendo o kit-gay (sic). De qualquer maneira é pornográfico”.

Uma das ilustrações mostra dois rapazes praticando sexo. O Ministério da Saúde informou que se trata de um material voltado a um público absolutamente específico: agentes que trabalham com a prevenção de DSTs e com viciados em drogas, sem qualquer conexão com o material elaborado pelo MEC e jamais tendo sido distribuído em escolas.

Origem

A fonte das cartilhas encaminhadas a parlamentares ligados às causas religiosas é o Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (Fenasp). O presidente da entidade, Pastor Wilton Acosta, usou parte do material do Ministério da Saúde em um debate da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão a respeito dos programas do governo federal sobre diversidade sexual.

As mesmas imagens estão disponíveis na página da Fenasp na internet. A reportagem tentou, sem sucesso, contato telefônico com Acosta. A secretária-geral da organização, Damares Alves, afirmou não saber se as cartilhas foram apresentadas a Dilma Rousseff como parte do kit contra a homofobia. O mesmo material foi levado por Damares a uma reunião com o ministro da Educação, Fernando Haddad. “A gente quis mostrar para ele que é uma prática do governo a produção de material de mau gosto”, explica.

Ela lamenta que o combate à homofobia tenha se transformado “em prioridade” para o ministério e avalia que a campanha que seria difundida pelo kit não ajudaria a combater o problema. Damares considera que mostrar relações homoafetivas não vai colaborar em nada para a discussão. “Como dizer que não vivemos a normalidade da heterossexualidade? Isso pode mudar nas próximas gerações, mas essa geração ainda entende a normalidade na heterossexualidade”, questiona.

Incertezas

A assessoria de comunicação da Presidência da República afirmou não haver condições de afirmar se Dilma viu ou não o material correto. A informação é de que Dilma analisou as cartilhas e os vídeos sem a presença de assessores ou do ministro da Educação.

Em rápido pronunciamento a jornalistas nesta quinta-feira (26), a presidenta afirmou não ter visto os filmes, mas considerou o material inadequado. “Não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais, nem de nenhuma forma nós não podemos interferir na vida privada das pessoas”, disse.

O ministro da Educação confirmou que a presidenta não soube precisar se o material a que teve acesso faz parte do kitcontra a homofobia. Haddad lembrou que filmes e textos que circulam pelo Congresso são de campanhas do Ministério da Saúde, levando à desinformação de alguns parlamentares e da sociedade. “Houve muita confusão a respeito. Quando uma discussão deixa de ser técnica e passa a ser política você tem muita dificuldade de organizar um debate racional sobre o assunto”, lamentou o ministro, que considera acertada a decisão de suspender a distribuição das cartilhas em meio a um cenário de turbulência.

A ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Iriny Lopes, foi outra que ponderou que a decisão não representa um retrocesso nas políticas governamentais de conquistas de direitos. “O programa de enfrentamento à homofobia é um programa definitivo. Ele não sofrerá retrocessos. O governo da presidenta Dilma é pautado pela questão de direitos, a presidenta têm demonstrado isso em todos os seus gestos”, disse.

A determinação do Planalto é que qualquer material relativo aos direitos sociais terá de passar por análise de uma comissão a ser montada no Palácio do Planalto antes de vir a público.

*Reportagem: “Rede Brasil Atual”

Dilma precisa de um kit anti-homofobia Resposta

Um dia após se render a chantagens da bancada religiosa fundamentalista do Congresso Nacional e suspender o kit anti-homofobia, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC) de seu governo – a presidenta Dilma Roussef resolveu se manifestar. O que ouvi, estupefado, na CBN e depois li em diversos portais, foi um festival de bizarrices de embrulhar o estômago e me fazer questionar: será que fiz bem em apoiar a campanha dela para a Presidência da República.

Dilma diz que não concorda com o “kit”, mas não viu todos os vídeos

Como se não bastasse ter se aliado a uma bancada que, em parte a atacou durante a campanha eleitoral; de ter entrado em sintonia perfeita com a extrema-direita, personificada pela figura horrenda do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), hoje, Dilma, ao defender o indefensável, disse que “não vai ser permitido em nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais”. Foi assim, ressaltando, claro, que o governo federal vai continuar lutando contra a homofobia, que Dilma justificou sua covardia.



A presidenta está mal informada, assim como diversos brasileiros, ela chama orientação sexual de “opção sexual”. Ela mesma parece precisar de um kit anti-homofobia, que ela chama, assim como os evangélicos e Jair Bolsonaro, de “kit gay”. Será que um dia a presidenta sentou-se em sua cama e se perguntou: sou lésbica ou heterossexual? Claro que não! Ela sabe bem o que é. Então, da mesma forma, as outras pessoas, não optaram por nada! Justamente para evitar esse tipo de argumento tosco é que é necessário, sim, educar os adolescentes nas escolas. Nem sempre a família faz isso, mas este é o dever de um Estado responsável.

Será que, ao falar sobre o uso de preservativo, o governo federal está estimulando a prática sexual? Na escola, aprendemos o que acontece quando um homem transa com uma mulher. Os professores nos ensinam isso. Ensinam sobre a reprodução etc. Em determinado momento, as pessoas praticamente não falavam sobre sexo umas com as outras. Mas, hoje em dia, alguém ousa afirmar que, ao falar sobre sexo, a escola está estimulando os adolescentes a praticá-lo? Claro que não! Sabemos muito bem que meninas de 12 anos estão engravidando! Então, qual é o problema de mostrar que lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais existem e merecem respeito aos estudantes?

O Brasil não possui números oficiais, em âmbito nacional, sobre a violência contra os LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros). O Rio de Janeiro, por exemplo, tem essa estatística. Mas nacionalmente, isso não existe. Entretanto, é público e notório – basta ler os jornais ou rever as próprias atitudes – que os LGBTs sofrem preconceito constantemente. São piadinhas de péssimo gosto, agressões verbais, agressões físicas, torturas psicológicas etc. Imagine sofrer isso, constantemente, dentro de um local que serve para ajudar na formação do indivíduo: a escola. Isso cria traumas, alguns incuráveis. Em casos extremos, chega-se ao suicídio. Com esse quadro, o governo também sai perdendo, pois algumas pessoas abandonam as escolas ou repetem de ano, por exemplo.

O que o governo Dilma queria, antes da própria Dilma se aliar aos fundamentalistas, era simplesmente, ajudar a educar jovens e, também professores, para que eles possam lidar com a diversidade sexual de maneira saudável. Um dia, talvez, o tal “kit” nem seja mais preciso, já que, os jovens educados, iriam transmitir valores diferentes dos que receberam de seus pais aos seus filhos. Infelizmente esse dia aprece estar bem longe. Por enquanto, o Estado só é laico no papel e, muitas vezes, parecemos estar em uma teocracia. Ainda bem que não estamos no Irã, cruzes!