Homofóbica? (relembre os casos lendo a postagem), Joelma anuncia apresentação em boate LGBT. A casa está quase lotada 2

Joelma

Joelma, a cantora homofóbica (?), que já tentou mudar a orientação sexual de um fã (veja vídeo abaixo) e se disse contra o casamento gay, se apresentará em uma boate LGBT em Recife.

A rede social não perdoa:

Joelma Homofobia

No Instagram, os perfis dos fãs-clubes de Joelma que anunciam o show bloquearam os comentários. Apesar das manifestações contrárias, os ingressos para a apresentação estão quase esgotados. Pelo palco da boate, já passaram nomes como Gretchen, Pabllo Vittar, Lia Clark, Karol Conka e Valesca Popozuda, entre outras musas do público LGBT.

Joelma Homofóbica

Para quem não se lembra, Joelma havia declarado, em entrevista ao programa “Roberto Justus +” que acredita na recuperação dos homossexuais, comparando esse processo ao dos drogados: “É como um drogado tentando se recuperar”.

O que esses fãs LGBTs têm na cabeça? Será que a fofa vai tentar converter todos eles? Eu, hein…

Na época, Joelma se defendeu:

Então tá…

Facebook censura vídeo postado por filho de Bolsonaro, a pedido de Alckmin, onde tucano aparece com movimento LGBT Resposta

CHUVA / CAOS EM SP

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), moveu uma ação contra o Facebook para retirar do ar um vídeo postado pelo perfil atribuído ao vereador Carlos Bolsonaro (PSC), filho de Jair Bolsonaro (PSC-RJ) do Rio de Janeiro. Na ação, Alckmin pede que o vídeo seja excluído da rede social e que o Facebook quebre o sigilo dos dados de quem fez a postagem.

Na última sexta-feira (2), a Justiça Estadual de São Paulo negou, em caráter liminar, os pedidos de Alckmin. Mas, após Alckmin recorrer, o vídeo foi banido.

O vídeo que a Justiça excluiu, a pedido de Alckmin, foi postado em 25 de dezembro de 2017. Nele, Alckmin aparece celebrando a criação do secretariado de diversidade tucana, uma instância dentro do PSDB voltada para a discussão de políticas públicas voltadas para a comunidade LGBT. O vídeo foi editado e mescla momentos em que Alckmin aparece discursando com fotos de manifestações promovidas por integrantes da comunidade LGBT.

Junto ao vídeo, o perfil, claro, critica Alckmin. “Como se não bastasse estar metido na Lava-Jato e tantos outros escândalos de corrupção, mais esta do candidato que querem induzi-lo (sic) a acreditar que é de centro-direita, mas em conluio com a militância que você já conhece. Este que a mídia diz que ganhará as eleições de 2018”.

Para o advogado Fábio de Oliveira, que defende Alckmin, o vídeo dele com ativistas tucanos LGBTs ridicularizaria o candidato à Presidência do Brasil.

O Facebook retirou o vídeo, alegando que ele fere os padrões da comunidade. A decisão aconteceu, mesmo depois de a Justiça de São Paulo negar, em caráter provisório, ter liberado o vídeo.

Na tarde da última segunda-feira, Carlos Bolsonaro utilizou sua conta no Twitter para acusar o Facebook de retirar o vídeo do ar. Ele aproveitou a postagem para publicar o vídeo novamente.

Informações: UOL

Quatro travestis são atacadas em dez dias em Salvador Resposta

Transfobia

Em apenas 10 dias, quatro travestis foram atacadas em Salvador. Um número assustador.

Três vítimas foram esfaqueadas no rosto e uma quarta foi espancada com barra de ferro. Os golpes foram todos na região da face.
Segundo o jornal Correio, as travest estavam em seus pontos quando foram atacadas por um homem em dias distintos o bairro da Pituba, região nobre da capital baiana, Salvador. Os ataques ocorreram de madrugada.

O agressor seria um homem alto, moreno, com cavanhaque e em todas as ações usava a mesma roupa: boné azul, casaco e calça jeans.

As vítimas são jovens entre 18 e 22 anos. Os crimes ocorreram entre os dias 21 de fevereiro e 3 de março.

A Polícia Militar (PM) informou ao que atuou em duas ocorrências nas madrugadas do dia 28 de fevereiro e 3 de março. Nelas, há o relato de um agressor que vitimou duas pessoas com golpes de lâminas no rosto.

O primeiro ataque foi contra Luana, que estava sozinha quando foi golpeada por trás, por uma barra de ferro. “Quando ela caiu, ele correu. Desde então, Luana sumiu, com medo de ser novamente agredida ou até morta”, contou outra travesti, de nome Celine.

Outra vítima foi Bianca – ela foi esfaqueada e socorrida a uma unidade médica. “Ela disse que ele falou quando saiu: ‘Só vou parar quando matar uma’”, contou Celine.

A terceira vítima foi Rafaela. Ela também foi esfaqueada.

Pânco

O medo fez com que as vítimas não procurassem a polícia. Nenhuma delas registrou queixa em delegacia. “Elas achavam que se denunciassem, esse bandido poderia voltar para terminar o que começou. Mas já estávamos adotando medidas cabíveis: na próxima segunda-feira (12/03) iremos à Defensoria Pública”, contou Celine.

O pânico está instalado entre as profissionais do sexo que atuam na Pituba. “Todas estão apavoradas. Então, estamos pedindo para todas ficarem mais juntas, não se afastarem uma das outras, já que a maioria dos ataques acontece quando a vítima está sozinha”, declarou Celine.

Transfobia

Para a psicóloga Ariane Senna, transfeminista e vice-presidenta do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT do Estado da Bahia, os ataques na face são casos típicos de transfobia. “É quando o cidadão quer desfigurar, ele quer dizer que o rosto de mulher não pertence ao corpo de um homem. Geralmente, são crimes com requinte de crueldade. Isso falando psicologicamente”, disse.

Segundo Ariane, estes casos não são isolados. “Já soube de outros casos entre profissionais do sexo, mas não deu em nada, por que as vítimas tiveram medo de denunciar. É preciso ter coragem para tentarmos mudar esse cenário”, disse.

Ainda de acordo com Ariane Senna, se a vítima não se sentir confortável em ir a uma delegacia, ela pode procurar o Conselho Estadual dos Direitos LGBT, a Defensoria Pública ou grupo de ativistas, a exemplo da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra).

As vítimas dos ataques na Pituba serão encaminhadas para a Casarão da Diversidade, onde todas terão acompanhamento psicológico, jurídico e social.

Delegada promete busca implacável

A Polícia Civil já investiga o ataque, apesar de as vítimas não terem prestado queixa.

“O que aconteceu é inadmissível. Vamos atrás dele”, afirmou ao Correio, a delegada Maria Selma, titular da 16ª Delegacia (Pituba).

Vulnerabilidade

“Qualquer ato violento a gente reage com indignação. As travestis estão renegadas a sua própria sorte. Estão vulneráveis”, declarou a presidenta da Antra, Keila Simpson. Segundo ela, há razões para que as vítimas não tenham prestado queixa em nenhuma delegacia. “Por duas razões: a primeira, por causa do processo de vulnerabilidade. Elas não têm ninguém que possam ampará-las de fato e temem que o agressor possa voltar de forma mais violenta. A segunda é que não são tratadas como cidadãs, são desrespeitadas quando chegam nas delegacias”, declarou Keila.

As vítimas já começaram a receber o apoio de entidades ativistas. “Consegui localizar Rafaela e daremos todo o apoio necessário. Vou ao encontro dela”, disse Millena Passos diretora da União LGBT do Estado da Bahia (Una), coordenadora do Grupo Gay da Bahia (GGB) e da Associação de Travestis (Atras).

Millena quer encorajar as vítimas a prestarem queixa na delegacia. “Isso não pode ficar impune. O Brasil é o país que mais mata travesti no mundo. De hoje em diante a gente não sabe quem é quem. Esse criminoso é uma pessoa transfóbica. Elas não fizeram nada a ele e mesma que tivessem feito, isso não justifica”, declarou.

Em nota, a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social ( SJDHDS), condenou e repudiou veementemente todos os casos de agressão, violência e ataques aos direitos humanos e à população LGBT.

“Os últimos episódios, registrados no bairro da Pituba, apresentam características típicas de transfobia, uma violência brutal que precisa ser investigada e combatida. A SJDHDS atua em favor dos direitos da população LGBT, do respeito à diversidade e as pessoas, oferecendo acolhimento às vitimas, com orientação psicológica, social e jurídica, através da Coordenação LGBT, pertencente a esta secretaria. Para reforçar esse trabalho de acolhimento e enfrentamento às violações dos direitos e aos atos de agressão, desrespeito e violência contra essa população, está em fase final de estruturação Casarão da Diversidade, onde funcionará o Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBT, com equipe especializada e focada no combate a essas e demais práticas de violação aos direitos da população LGBT”, destacou o órgão. A Coordenação LGBT da secretaria informou ainda que está em contato com as vítimas, desenvolvendo o trabalho de acolhimento, além de encaminhamento no que se refere as orientações e demais providências cabíveis.”

O Casarão está localizado no Centro Histórico e sua inauguração está prevista para ocorrer até o mês de abril.

Bancada evangélica volta a debater projeto de lei que aprova a “cura” dos gays 1

Protesto de militantes LGBTs contra projeto de lei que visa autorizar a “cura” gay.

Em audiência tumultuada na Comissão de Seguridade Social e Família, nesta terça-feira (27), com participantes quase expulsos diversas vezes, debatedores ligados a igrejas evangélicas e a movimentos de defesa dos direitos dos LGBTs discordaram, em praticamente tudo, sobre a oferta de tratamento para a homossexualidade, proibida pelo Conselho Federal de Psicologia desde 1991. O Projeto de Decreto Legislativo 234/11, do deputado João Campos (PSDB-GO), tema do debate, pretende revogar essa proibição.

Assim como os demais defensores do projeto, João Campos argumentou que a resolução extrapola a competência do conselho e fere a autonomia de psicólogos e pacientes.

Ainda segundo Campos, a medida contraria princípios como o da razoabilidade e do livre arbítrio do ser humano de procurar o profissional que quiser. “Não podemos permitir que essa norma que fere direitos fundamentais persista”, asseverou.

O deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), homossexual assumido e veementemente contrário ao PDC, destacou que a Constituição confere poderes ao Congresso apenas para sustar atos do Executivo que extrapolem sua competência de legislar. “O conselho não integra o Executivo; então, a Câmara não tem competência para revogar [a resolução]”, afirmou.

Já o deputado Pastor Eurico (PSB-PE) disse haver “psicólogos reclamando da resolução, que os impede de fazer seu trabalho”. Esse também foi um argumento utilizado pelo pastor Silas Malafaia, líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo. “Todo paciente adulto com saúde mental tem direito de decidir sobre seu próprio corpo”, asseverou. De acordo com Malafaia, a resolução do conselho deve ser “jogada no lixo”.

Tendência internacional

O presidente do Conselho Federal de Psicologia, Humberto Cota Verona, ressaltou que a Resolução 1/99, alvo do projeto de João Campos, “está afinada à posição internacional de não reconhecer a homossexualidade como doença, mas como uma das possibilidades de expressão da sexualidade humana”. Desde 1991, a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade do rol de doenças.

Verona lembrou que a Lei 5766/71 estabeleceu, ao criar o conselho, que ele “tem poder supremo único” para definir o limite de competência do exercício profissional. “Para que servem então os conselhos e o que fazer das leis que os criaram e definiram suas funções?” questionou.

Porém, a psicóloga Marisa Lobo Alves defendeu mudanças na resolução para que as pessoas possam “receber ajuda quando a procurarem”. Segundo ela, existem, sim, ex-homossexuais. Dentre as causas que levam alguém a pensar que é homossexual sem ser, a profissional afirma estar o abuso na infância. “Ele pode ter comportamento semelhante ao de travesti como forma de defesa ou de compensar marcas decorrentes”, afirmou.

Honestidade

Já as deputadas Erika Kokay (PT-DF) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ) pediram “honestidade no debate”. Feghali ressaltou que a resolução apenas proíbe o tratamento como patologia de comportamentos ou de práticas homoeróticas, assim como terapias não solicitadas.

Ela avaliou que, no debate, todos concordaram que qualquer pessoa com dificuldades pode procurar um psicólogo. “Ou todos concordam que há convergência de opinião ou explicitem o conteúdo homofóbico das suas posições”, sustentou.

Kokay ressaltou que a resolução 1/99 somente reafirma princípios adotados pela OMS, segundo a qual homossexualidade não é doença e, portanto, não pode ser tratada. “Alguns querem esconder seus argumentos homofóbicos em outros argumentos que não se sustentam; nós precisamos ter honestidade”, afirmou.

Para o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, Toni Reis (ABLGBT), o PDC tem de ser “imediatamente” arquivado. “Se [homoafetividade] for doença, todos têm de ter aposentadoria compulsória”, argumentou.

Avançar é preciso

O Brasil tem avançado no que tange aos direitos dos LGBTs, aprovar o Projeto de Decreto Legislativo 234/11 seria uma aberração, um retrocesso. Leia mais, clicando aqui.

Entre em contato com os deputados do seu estado, que fazem parte desta Comissão, que discute o caso. Acesse: http://bit.ly/TsgzTcs

*Com informações do Câmara Notícias

Legislação contra homofobia existe em apenas 79 municípios brasileiros 1

Brasil: homofobia é sinônimo de impunidade

Em 2011, somente 14,0% (383) dos órgãos gestores de políticas de direitos humanos declararam ter programas para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT). Do total de municípios, independentemente da existência de órgão de direitos humanos, 486 (8,7%) possuíam programas ou ações para o enfrentamento da violência contra LGBT, 79 (1,4%) possuíam legislação sobre discriminação LGBT, 99 (1,8%) sobre reconhecimento dos direitos LGBT e 54 (1,0%) sobre reconhecimento do nome social adotado por travestis e transexuais. Esses são dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais – Perfil dos Municípios (Munic) de 2011.

Maceió: lésbica é vítima de estupro corretivo Resposta

 
 

Mais um caso de violência contra LGBT em Maceió (AL). A vítima foi a lésbica identificada pelo nome de Fernanda Albuquerque.

 

Segundo a vítima, um homem em uma moto, invadiu sua residência no último sábado, 27, e tentou estupra-la. Fernanda relatou que viveu vários minutos de muito ‘terror’ uma vez que o desconhecido lhe aplicou várias mordidas e o agrediu fisicamente.

 

Apesar de o invasor ter um físico mais avantajado, a vítima conseguiu reagir e saiu de casa, pedindo socorro aos vizinhos, que rapidamente se mobilizaram e forçaram o agressor fugir do local.

 

Fernanda Albuquerque e alguns moradores relataram que ficaram indignados com a Polícia Militar (PM) que mesmo acionada pelo Centro Integrado de Operações da Defesa Social (Ciods), através do 190, nenhuma viatura foi ao local.

 

Segundo o Diretor Geral da Ong Pró-Vida , Dino Alves, o caso é considerado estupro corretivo, que é uma prática criminosa a qual um ou mais homens estupram mulheres lésbicas ou que parecem ser, aparentemente com o objetivo de ‘corrigir’ suas orientações sexuais.

 

 

Somente no último mês de outubro foram registrados vários casos de violência gratuita praticada contra LGBT em Alagoas. O primeiro – e mais sério – aconteceu na cidade de Delmiro Gouveia, Sertão de Alagoas.

 

Era noite da sexta-feira, 12, quando bandidos em uma moto atiraram e mataram o homossexual Clebson Belarmino de Araújo, 18, o ‘Clebinho’. No mesmo atentado um jovem, Weslley Sharles Barros, 19, que estava sentado na frenta da casa da namorada também foi atingido e morreu.

 

O segundo caso, também aconteceu na mesma noite, no bairro da Ponta Grossa, em Maceió, quando o maquiador Carlos Eduardo Ferreira Mendes, 19, a ‘Larissa Voguel’ e seu companheiro Alisson Rotandaro dos Santos, 20, foram vítimas de um atentado a bala praticado por um policial militar – de folga – lotado no Batalhão de Policiamento de Trânsito (Bptran).

 

Em nenhum dos casos a polícia judiciária informou se já prendeu os envolvidos, apesar de parentes, amigos e testemunhas já terem sido ouvidas e coloboraram para a identificação dos acusados.

 

Fonte: Fátima News

Gustavo Fruet se compromete a combater homofobia em Curitiba Resposta


Fruet e lideranças LGBT
Gustavo Fruet (PDT), foi eleito prefeito de Curitiba neste domingo, 28 de outubro. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral , Fruet recebeu 60,65% dos votos valáidos, ou 597.200 eleitores. O homofóbico Ratinho Jr (PSC), recebeu 387.483 votos, totalizando 39,35%.
O novo prefeito de Curitiba promete promover a atenção integral à saúde da mulher, dos idosos e da criança com ênfase nas áreas e populações de maior vulnerabilidade; aprimorar a rede de urgência e emergência, com expansão e adequação de unidades de pronto atendimento/UPA, de serviços de atendimento móvel de urgência/Samu, de prontos-socorros e centrais de regulação, articulada às outras redes de atenção; fortalecer a rede de saúde mental, com ênfase no enfrentamento da dependência de crack e outras drogas; e reduzir os riscos e agravos à saúde da população, por meio das ações de promoção e vigilância em saúde.
Antes do segundo turno da eleição, Fruet recebeu visita de uma comitiva de representantes da comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), durante a gravação de programa eleitoral, e assinou um documento em que se compromete a buscar a colaboração da prefeitura na defesa dos direitos humanos e fim da discriminação desta população.
Entre os 10 pontos do Compromisso por uma “Curitiba sem Homofobia, Lesbofobia e Transfobia”, assinado pelo então candidato, destaca-se a garantia no orçamento do Governo Municipal de recursos financeiros para ONGs LGBT e a Gestão Pública executarem de forma transversal e intersetorial ações de promoção da cidadania e dos direitos civis de LGBT.
Curitiba está na 31ª posição das cidades brasileiras com maior prevalência do HIV. Segundo Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, a capital paranaense registrou, em 2010, 42,8 casos da doença para cada grupo de 100 mil habitantes. A primeira é Porto Alegre com 99,8 casos em 10 mil habitantes.

Leia a seguir o termo de compromisso:
TERMO DE COMPROMISSO – ELEIÇÕES 2012
10 pontos por uma Curitiba sem Homofobia, Lesbofobia e Transfobia
Garantir a efetiva implantação e funcionamento do “Tripé da Cidadania LGBT” composto por:
1) Plano Municipal de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, respeitando as decisões do Seminário e da Conferência Municipal LGBT de 2008 e 2011 (anexas), elaborando-o em conjunto com a sociedade civil, destinando orçamento para a execução do mesmo;
2) Coordenadoria Municipal da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, dentro da estrutura do Executivo, com orçamento próprio;
3) Conselho Municipal da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, com representação minimamente paritária da sociedade civil no mesmo.
Convocar, destinar recursos e realizar as Conferências Municipais LGBT, nas etapas que precedem às Conferências Nacionais LGBT convocadas pelo Governo Federal.
Garantir no orçamento do Governo Municipal recursos financeiros para ONGs LGBT e a Gestão Pública executarem de forma transversal e intersetorial ações de promoção da cidadania e dos direitos civis de LGBT.
Demonstar o compromisso, participando de eventos de visibilidade LGBT, a exemplo dos/das prefeitos/as da maioria das capitais estaduais brasileiras.
Apresentar ou sancionar projetos de lei de garantia, defesa, promoção e proteção da cidadania e dos direitos humanos de LGBT.
Vetar leis que firam, propositadamente ou não, a igualdade de direitos da população LGBT garantida pela Constituição Federal.
Baixar decretos determinando a utilização do nome social de travestis e transexuais por todos os órgãos da administração pública direta e indireta.
Zelar pela defesa do Estado Laico, em conformidade com o Artigo 19 da Constituição Federal “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.
Por um Brasil igualitário, justo, laico, solidário e sem discriminação.


Pesquisa do Senado indica que 77% dos brasileiro querem a criminalização da homofobia Resposta


O Senado Federal está debatendo o PLS 236/2012, que reforma o Código Penal Brasileiro. Trata-se da lei que estabelece o que é ou não crime no país, bem como estipula as punições nos casos de desrespeito à legislação. Para subsidiar os senadores com informações sobre a opinião da sociedade e contribuir com essa discussão, o DataSenado (órgão da Secretaria de Pesquisa e Opinião) realizou uma pesquisa nacional (leia mais, clicando aqui) por telefone com 1.232 cidadãos de 119 municípios, incluindo todas as capitais. A margem de erro é de 3%.

A pesquisa perguntou, entre outros assuntos, sobre a necessidade de se criminalizar atitudes e comportamentos fundados no preconceito e na discriminação contra as pessoas. Os resultados apontam que a maioria dos entrevistados (85%) acha que tratar mal ou ofender uma pessoa porque ela é estrangeira ou vem de outra região do Brasil deve ser considerado crime pelo Código Penal. Na região Sul, 75% acham que essa atitude deve ser crime, número que chega aproximadamente 87% tanto no norte quanto no nordeste. Nesse mesmo sentido, 77% disseram concordar com a punição daqueles que destratarem homossexuais por conta da sua orientação sexual.


Quanto à inimputabilidade prevista para indígenas, 78% afirmaram ser contrários à impossibilidade de condenação de indígenas quando eles tiverem cometido um crime agindo segundo seus costumes e crenças. Outros 20% concordam com essa prerrogativa, que recebe menos apoio no Norte, onde apenas 13% dos participantes disseram concordar.

Opção

O instituto DataSenado usou o termo “opção” sexual, que não existe, já que ninguém senta no sofá um dia e opta  entre ser ou não ser gay. O termo correto e um instituto do Senado Federal deveria ter a obrigação de saber é orientação sexual.

Surpreso

Sempre que leio pesquisas que indicam o Brasil como o mais homofóbico do mundo, fico com uma certa desconfiança, apesar de ter consciência dos horrores que ocorrem todos os dias por aqui, por conta da orientação sexual diferente, da identidade sexual. Será que o Brasil é mais homofóbico que o Iraque pós invasão dos EUA ou que a Uganda, por exemplo? É claro que não! Vai ver não seja possível fazer esse tipo de pesquisa em países assim. Sei lá. O fato é que é no mínimo contraditório que um país tão homofóbico tenha 75% de seus habitantes a favor da criminalização da homofobia.

Apatia

Também não vejo nenhuma mobilização por parte de outros setores da sociedade a favor de tornar crime maltratar gay. Por exemplo, nas redes sociais, vejo fotos de índios, a favor da tribo tal, de animais maltratados, mas quem levanta a bandeira da aprovação do PLC 122/06, que criminaliza a homofobia, são os LGBTs. Será que os heterossexuais têm medo de serem confundidos com gays se se manifestarem a favor? Será que falta articulação das lideranças LGBTs com outros setores? Por que será que o Governo Federal tem mantido uma postura tão conservadora, quando o assunto é combater a homofobia? Será que depois dessa pesquisa, Governo Federal, Senado, Câmara e alguns setores do Poder Judiciário continuaram ignorando a homofobia no Brasil?

Espero que essa pesquisa seja o início de uma mudança e que o nosso País possa debater de maneira ampla e madura a homofobia, as formas de combatê-la em locais como a escola, por exemplo e, sobretudo, a aprovação do PLC 122 /06, para que vidas sejam poupadas e o Brasil se torne um local onde qualquer pessoa, independente de sua orientação sexual, possa manifestar livremente a sua forma de amor.

Projeto que tenta combater a homofobia segue congelado no Congresso Resposta



Por Alessandra Mello, do Diário de Pernambuco

A homofobia domina os debates na disputa pelo comando da maior cidade do Brasil e uma das maiores do mundo. Em São Paulo desde o início do segundo turno da eleição disputada por Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB), o assunto é o kit educativo feito pelo Ministério da Educação com o objetivo de combater o preconceito contra os homossexuais e que acabou tendo sua distribuição vetada por pressão da bancada evangélica no Congresso Nacional. Não é a primeira vez que essa discussão vem à tona em momentos de disputa eleitoral. Em 2010, o Projeto de Lei Complementar 22/2006, que penaliza qualquer tipo de discriminação ou preconceito em função da raça, cor, etnia, religião, gênero e também orientação sexual, foi um dos temas da campanha pela Presidência da República. O então candidato José Serra prometeu vetar o texto, Marina Silva, que disputava pelo PV, se posicionou contra a proposta e Dilma Rousseff (PT) garantiu que sancionaria o projeto desde que não violasse “a liberdade de crença, culto e expressão”.
Dilma acabou eleita presidente, mas não teve ainda que se posicionar sobre o texto do PLC 122. É que o projeto se arrasta desde 2001 no Congresso Nacional, dando gás ao discurso contra a população gay e deixando o país atrás no ranking das 58 nações que já aprovaram leis garantindo o combate à homofobia e os direitos da comunidade LGBT. Pressão não faltam, contudo, para que ele saia do papel. A mais recente veio da Agência das Nações Unidas de Luta contra a Aids (UNAIDS) e de outras entidades nacionais de defesa dos direitos humanos e cidadania também ligadas a Organização das Nações Unidas (ONU) que divulgaram carta pedindo prioridade ao governo federal para o enfrentamento da violência e da discriminação por orientação sexual e identidade.



O documento, que pede ainda o empenho da presidente Dilma para a aprovação do PLC 122, cita o aumento da violência contra homossexuais no Brasil e “as lacunas da legislação brasileira com vistas a tipificar a violência contra a população LGBT”. Segundo levantamento do Grupo Gay da Bahia, em 2001, 278 pessoas foram mortas por causa de sua orientação sexual. Até outubro deste ano, foram registrados 254 homicídios que tiveram como causa a homofobia. Segundo balanço da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, no ano passado foram notificadas 6.809 violações de direito dos homossexuais.



Para Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), a maior da América Latina, com 237 organizações filiadas, a oposição de setores fundamentalistas tem impedido a discussão sobre o PLC 122 e deixado em segundo plano a promoção dos direitos e da cidadania da comunidade homossexual. Para dificultar a tramitação, a relatora do PLC 122 no Senado, Marta Suplicy (PT-SP), virou ministra da Cultura e seu suplente é o vereador de São Paulo, Antônio Carlos Rodrigues (PR), tido como um político conservador. Para evitar retrocesso na discussão do PLC122, iniciada em 2001, na Câmara dos Deputados, a pressão é para que a relatoria da matéria seja transferida para a senadora Lídice da Mata (PSB-BA), ativista dos direitos da comunidade gay. Setores conservadores articulam para que o projeto seja relatado por Magno Malta (PR-ES), ex-delegado e integrante da bancada evangélica.



Vontade política



Para o coordenador nacional do grupo setorial LGBT do PT, Julian Rodrigues, o Brasil está maduro para avançar no reconhecimento dos direitos da população. “Falta vontade política para contrariar uma minoria barulhenta, que não respeita a laicidade do estado e faz plataforma política com um discurso que nega os direitos LGBT”, acusou. Segundo ele, a tramitação do PLC 122 é obstruída por esses setores fundamentalistas que usam de um discurso religioso para reforçar preconceitos. “Com vontade política do governo federal, uma posição clara da presidenta Dilma orientando a base governista, é possível avançar. Sem isso, fica difícil”, opina o ativista, que divulgou em 2011 uma carta cobrando postura mais firme de Dilma sobre o assunto. 

Governo sérvio proíbe Parada Gay por ameaças de grupos homofóbicos Resposta

Parada 2010 da Sérvia

O governo sérvio proibiu a realização da Parada do Orgulho Gay, que estava prevista para sábado na capital Belgrado, por motivos de segurança, depois que grupos homofóbicos anunciaram boicote ao desfile.

A decisão, anunciada nesta quarta-feira, foi tomada “antes de tudo, para proteger os cidadãos de Belgrado, impedir eventuais enfrentamentos, conflitos e desordens que poderiam colocar em perigo também embaixadas de países estrangeiros”, justificou em comunicado Iviva Dacic, primeiro-ministro e titular da pasta do Interior.

Dacic assegura na nota que “avaliou que, neste momento, a segurança e a paz poderão ser colocadas em risco e, com isso, os interesses dos cidadãos e do Estado”.

A proibição afeta também as partidas de futebol previstas para o mesmo dia, que foram adiadas.

O comunicado do Ministério do Interior adverte que a última coisa de que a Sérvia necessita, são os enfrentamentos.

Os organizadores do evento tinham advertido, anteriormente, que uma proibição se transformaria em uma “derrota do Estado”.

Diversas organizações direitistas anunciaram que fariam manifestações simultâneas à Parada do Orgulho Gay.

No ano passado a mesma marcha foi proibida perante a ameaça de grupos homofóbicos.

Em outubro de 2010, os homossexuais sérvios puderam realizar sua primeira marcha em Belgrado, apesar da forte oposição de grupos homofóbicos que atacaram os policiais que protegiam os participantes da Parada do Orgulho Gay, em enfrentamentos que deixaram mais de 100 feridos.


Fonte: EFE

EUA: TV registra recorde de personagens LGBT Resposta

Séries como “Girls”, “The new normal” e “Go on” ajudaram a TV americana a bater o recorde de personagens gays, bissexuais e transgêneros no ar, de acordo com o grupo GLAAD (sigla para Aliança Gay e Lésbica Contra a Difamação, em português), que defende os direitos homossexuais. Ao contabilizar a diversidade étnica e sexual da televisão, a instituição identificou 111 papéis LGBT no elenco de séries e programas de ficção nos canais dos Estados Unidos.




Herndon Graddick, presidente da GLAAD, disse que o crescimento do número de personagens gays reflete “uma mudança cultural na maneira como gays e lésbicas são vistos em nossa sociedade”. “Mais e mais americanos passam a aceitar seus familiares, amigos, colegas de trabalho e conhecidos homossexuais. Ao assistir aos seus programas favoritos, o público espera encontrar a mesma diversidade que existe em suas vidas cotidianas”, completou.

Só de personagens fixos no elenco das séries das cinco principais emissoras americanas são 31. O restante da soma é de personagens recorrentes, como o irmão gay de Alicia Florrick, de “The good wife”. Um dos destaques do estudo do GLAAD é a comédia-musical “Glee”, que mostra dois gays adolescentes, um casal lésbico e um personagem transgênero. Outro é “True blood”, com seis personagens gays.

No ano passado, o número de personagens LGBTs tinha sido reduzido, mas a estreia de novas séries como “The new normal”, sobre um casal gay às voltas com a adoção de um bebê, e “Go on”, cujo elenco inclui uma personagem feminina que perdeu a companheira, elevou a contagem.

Por aqui

É importantíssimo um número tão grande de personagens LGBTs, porque isso dá visibilidade a nós no meio que as pessoas mais usam para se divertirem, junto com a internet.

Aqui no Brasil, ao longo dos anos, quase todas as novelas das nove, tem ao menos um personagem gay. Sempre retratado de maneira velada ou então caricata, principalmente em programas de humor. Travestis transexuais é como se não existissem. Em novelas das seis, quase nunca tem gays.

As duas maiores redes de TV são a Rede Globo e a Rede Record, que pertence bispo Edir Macedo, que é dono da Igreja Universal do Reino de Deus. Da Record, não podemos esperar nada. É bom lembrar que a emissora fez uma campanha enorme contra o kit anti-homofobia. Aliás, Edir Macedo voltou a atacar o kit em seu blog essa semana, para tentar manchar a imagem de Fernando Haddad, candidato com chance de chegar ao segundo tudo com Celso Russomanno, seu candidato. Outro candidato que pode chegar ao segundo turno é José Serra, que recebeu o apoio do pastor Silas Malafaia, para, nas palavras do pastor “evitar que o candidato do kit gay chegue ao segundo turno”. 

Sendo assim, só podemos contar com a Rede Globo e com o SBT, que, de vez em quando, faz novela e, ano passado, mostrou um beijo lésbico, mas vetou o beijo gay na novela “Amor e Revolução”.

Parada Diversidade de Curitiba alerta para voto consciente Resposta

Rafaelly Wiest, organizadora da Parada, esperava 150 mil pessoas (Foto: Fernando Castro/G1)


A Parada da Diversidade de 2012 em Curitiba reuniu milhares de participantes na tarde deste domingo (30) no Centro Cívico da capital. Além da tradicional celebração, o evento também teve conotação eleitoral, uma semana antes do pleito, com o tema “Seus direitos, nossos direitos, direitos humanos – por um Paraná livre do racismo, machismo e homofobia, vote pela cidadania”.

De acordo com a organizadora do evento, Rafaelly Wiest, a data escolhida tem a ver com a proximidade das eleições municipais. “Este ano, além dos direitos iguais, também estamos com a bandeira do voto consciente, em especial porque é ano de eleições aqui para Curitibae nós queremos reivindicar nossos direitos”, explicou. Ela ressaltou, contudo, que o grupo não apoia nenhuma candidatura específica.

Esta proximidade temporal e temática se refletia nas ruas ainda na concentração do grupo, na Praça 19 de Dezembro, mais conhecida como Praça do Homem Nu. Bandeiras de diversos candidatos a prefeito e vereador podiam ser vistas entre as tradicionais com cores do arco-íris, algumas delas com design especial para o evento, cujo público tem aumentado ano a ano.

Segundo Wiest, a expectativa é superar o número de pessoas que compareceram à Parada em 2011, quando cerca de 150 mil pessoas participaram do desfile pela Avenida Cândido de Abreu. “Hoje fomos brindados pelo sol lindo que brilhou para o evento. Nunca tivemos nenhum registro de violência na história, e temos orgulho de ser o segundo maior evento de rua da cidade” comemorou a organizadora.

A previsão inicial era de que por volta das 14h o comboio de trios elétricos e os participantes seguisse em direção à Praça Nossa Senhora de Salete, próxima ao Palácio Iguaçu. O desfile só começou, contudo, por volta das 15h, com previsão de durar até às 20h30.

No período, a rua Paula Gomes ficou fechada depois da esquina com a Mateus Leme. A Cândido de Abreu teve bloqueios na praça 19 de Dezembro, na Heitor Stockler de França, na Comendador Fontana, na Lysimaco Ferreira da Costa e na Santiago de Oliveira.

*Reportagem: Fernando Castro – G1




Portugal: Queer Lisboa 16 abriu sexta as portas Resposta


Teve início noite de sexta (21) o Queer Lisboa 16, na Sala Manoel de Oliveira no Cinema São Jorge.
O Filme de Abertura é Weekend, de Andrew Haigh. Um dos maiores êxitos do cinema queer do passado ano. O filme conta a história de Russell, que conhece Glen numa sexta-feira à noite, dando início a um fim-de-semana passado entre bares, consumo de drogas, contar histórias e sexo. Weekend angariou um número recorde de prémios e selecções oficiais em festivais internacionais, e é com grande honra que o Queer Lisboa 16 o apresenta como filme de abertura.
Festa noite fora com Donna Summer
A partir da meia-noite e até às seis da manhã, com estrada livre, acabada a sessão no Cinema São Jorge, arranca a Festa de Abertura do Queer Lisboa 16 no renovado Ritz Clube.
Os organizadores referem que não se conta a história da música de dança sem o disco sound. E não se fala de disco sem lembrar as divas que deram voz a algumas das suas criações mais marcantes. No ano em que nos despedimos de Donna Summer, o Queer Lisboa propõe um percurso que parte das suas memórias e do seu tempo e avança até às divas e outras vozes que nos fazem dançar ainda hoje. Os discos vão girando, por conta de Isilda Sanches (da Rádio Oxigénio) e Nuno Galopim (da Rádio Radar).

Parada Gay reúne milhares de pessoas no centro de Campo Grande Resposta



A 11ª edição da Parada Gay em Campo Grande reuniu milhares de LGBT no centro de Campo Grande. Muitas famílias heterossexuais acompanharam os trios elétricos que desfilaram pelas ruas da Capital. Este ano o tema é Direitos Humanos e Cidadania: Um Direito Nosso, Dever de Todos.

O desfile partiu da Praça do Rádio Clube e seguiu pelo quadrilátero Afonso Pena, 14 de Julho, Cândido Mariano e Barão do Rio Branco, retornando a praça para o show da diversidade que vai até as 22h.

Para a travesti Scarlet Ohara, a parada está passando o recado certo para a população. “Eu esperava mais gente, mas está bem expressiva a participação esse ano. O importante é que o movimento está conseguindo passar o recado dos direitos humanos e cidadania para a população”, afirmou.

A vendedora Mariangela Carvalho Pereira, 25, era uma das funcionárias de muitas lojas que saíram as portas do comércio para acompanhar a passagem dos trios elétricos. “Eu apoio a causa deles e acho importante esse tipo de ação”, destacou.

Amanda Faria, 33, estava com seus filhos na Parada. “Eu acho muito importante esse tipo de movimento nos dias atuais e por isso eu trouxe meus filhos aqui hoje. Não adianta dizer pra eles que é feio porque isso é normal. Faz parte da sociedade e precisamos aprender a respeitar a diversidade”, afirmou.

Participaram da passeata a top drag de São Paulo Ingridy Di Biaggi, miss transex Michelly X, miss gay Raika Bittencourt e a cantora paulista Amanda, conhecida entre o público GLBT de São Paulo. 

Também estiveram presentes as drag queens Kauanny Motta, Amanda Hoffman, Patativa Flower, Lenda Black e a transex Emanuelle Fernandes, além dos gogoboys, Rafael e Maycon, ambos de Campo Grande.

Reportagem: Diana Gaúna, do midiamxnews

CUBA: Homofobia persiste na sociedade de hoje, diz ativista Resposta

Leannes Imbert Acosta

LeannesImbert Acosta, coordenadora da plataforma LGBT Cubana, disse que a homofobia persiste em seu país nos dias de hoje. Segundo ela, é preciso os LGBT organizarem-se para encontrarem resultados mais efetivos. Para Leannes, embora Cuba comece a apresentar uma imagem de um país progressista onde as coisas do passado estão a ser alteradas para melhor, a realidade cubana mantém muita da homofobia do passado.

Num debate realizado no Centro de Investigação da Cultura Negra em Manhattan, Nova Iorque, EUA, Leannes elogiou a existência de uma maior tolerância social para com as pessoas LGBT, mas disse haver ainda muito por fazer porque a discriminação é ainda uma realidade.

Leannes falou nessa mesa redonda que no passado dia 11 de Setembro havia sido detida quando saía de sua casa, ao encontro de Mariela Castro, filha de Raul Castro, e directora do CENESEX (Centro Nacional Cubano para a Educação Sexual), para lhe entregar documentos referentes a denúncias de homofobia.

Esses documentos referiam-se aos anos 60, quando mais de 25 mil homens foram confinados em campos de trabalhos forçados por serem gays ou por serem considerados inaptos para a sociedade de então.

Sem dizer mais diretamente sobre a discriminação existente, Leannes deixou esse sabor amargo, descrevendo que Mariela Castro quando recebeu os referidos documentos manifestou interesse em desenvolver um inquérito sobre os referidos campos, mas recusou trabalhar em colaboração com a plataforma LGBT Cubana. 

Fica bem claro que a senhora Mariela Castro “quer investigar do jeito dela”. Lamentável. Pouco ou nada será feito, pelo investigado.




Mesmo o Estado sendo laico, religião entra na campanha à Prefeitura do Rio de Janeiro Resposta



Mesmo o Estado sendo laico, religião entra na campanha à Prefeitura do Rio de Janeiro. Entenda:

As críticas feitas pelo ex-governador Anthony Garotinho (PR) ao apoio do prefeito Eduardo Paes (PMDB), que disputa a reeleição, a políticas de defesa dos direitos dos LGBTs (direitos humanos, porque não queremos privilégios e sim ser tratados da mesma maneira que os heterossexuais) no programa eleitoral de TV do candidato do DEM a prefeito do Rio, Rodrigo Maia, direcionaram a corrida ao Palácio da Cidade para dois temas que pautaram eleições majoritárias anteriores: religião e homofobia. Em participação no programa de TV de sexta-feira passada, Garotinho afirmou que Paes concede apoio aos homossexuais e, depois, “vai para igrejas evangélicas e diz: ‘Glória a Deus! Aleluia’. Isso é fingimento, hipocrisia”. A declaração levou a uma crise na campanha de Rodrigo, que perdeu um dos principais integrantes do núcleo político-administrativo:Marcelo Garcia, que integrou o secretariado do ex-prefeito Cesar Maia.

O posicionamento de Garotinho repercutiu negativamente entre movimentos religiosos e contra homofobia. Sua participação no programa do DEM ainda foi criticada por líderes religiosos que participaram, na manhã de domingo, em Copacabana, da V Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa. O evento, de acordo com os organizadores, reuniu 210 mil pessoas. 



— Foi uma atitude fascista do ex-governador Anthony Garotinho. Respeito suas convicções religiosas, mas o que ele fez foi demonizar ações de pessoas que não seguem a religião dele. O ex-governador esquece que o Estado é laico. Ele, como político, deveria combater a homofobia e defender a liberdade religiosa — afirmou Ivanir dos Santos, interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa.

Garotinho fala em lavagem cerebral 

Garotinho se defendeu das críticas em seu blog. “Olha, eu sei que existem pessoas que por conta da lavagem cerebral da mídia acham que eu tenho alguma coisa contra os homossexuais, isso porque quem não vai às paradas gays ou bate palmas é considerado homofóbico. Sim, porque fui eu o primeiro governador do Brasil a criar um Disque-Denúncia Homossexual (DDH) justamente para defendê-los da discriminação e da violência.”

Responsável pela idealização do plano de governo de Rodrigo Maia, Marcelo Garcia afirmou ontem que comunicou sua saída da campanha do DEM logo após ver o programa de TV, na noite de sexta-feira. Segundo ele, nos 47 segundos que Garotinho atacou os homossexuais, o deputado descumpriu acordos firmados entre o DEM e o PR para que fosse viabilizada a aliança entre Rodrigo e Clarissa Garotinho.

— As reuniões aconteceram na minha casa. Deixei claro que a homofobia não seria tolerada. Ele usou um espaço precioso na TV, que deveria ser utilizado para mostrar propostas para os eleitores, e não para abordar questões que não dizem respeito à campanha. Eu não poderia ter outra atitude, a não ser deixar a campanha. Não quero caminhar em direção à lama para onde Garotinho caminha — disse Garcia, amigo do pai de Rodrigo, o ex-prefeito Cesar Maia.

O prefeito Eduardo Paes preferiu não comentar as agressões de Garotinho, assim como a coordenação de campanha de Rodrigo.

Garotinho homofóbico

Garotinho é homofóbico, assim como a sua mulher, e não é de hoje que o povo do Rio de Janeiro sabe disso. Só não dá para entender o motivo. Não seria melhor tratar todos iguais, colocando em prática os reais valores cristãos? 

Mas, independente disso, como disse o professor Ivanir Ribeiro, todo o político deve zelar pelo bem de todos, inclusive LGBTs.

Só que não adianta dar murro em ponta de faca. Temos é que extirpar essa corja de malfeitores que usam, em vão, o nome de Jesus para conseguirem votos e se manter no poder. Não podemos tolerar que política e religião se misturem. 

Mas como tirar esse bando da política? 

Uma maneira é informando. Tipo, sempre que vierem com papo de “homossexualismo” e ”opção sexual”, por exemplo, a gente responder que é homossexualidade e orientação sexual. Mas para isso a gente precisa entender do assunto. Basta pesquisar um pouquinho no Google.

Outra maneira de ajudar a retirar da política esse bando de hipócritas, é divulgando cada cagada que eles fizerem, como fez o senhor deputado Anthony Garotinho. 

Eu acredito ser possível um Brasil justo, com lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e heterossexuais com os mesmo direitos, os mesmos deveres e convivendo harmoniosamente, afinal, somos todos seres humanos.

*Com informações do jornal O Globo

Recife: Todos os candidatos à Prefeitura são contra a homofobia e a transfobia Resposta

Debate do Fórum LGBT na boate Metrópole foi um sucesso. Todos os candidatos contra a homofobia

Jair Pedro (PSTU) destacou a importância de dar visibilidade aos anseios de todo um setor da sociedade que não tem ainda seu devido espaço no mercado de trabalho ou na mídia. “Nem todo mundo pode pagar para ter sua liberdade. Então o poder público precisa prestar assistência”, disse.

Daniel Coelho (PSDB) afirmou que o debate desta sexta à noite foi “muito mais que um debate eleitoral”. “É cidadania”, disse o tucano. “É excelente para que os candidatos que não têm história de militância junto à causa possam se interar das reivindicações da população LGBT”.

O candidato Roberto Numeriano (PCB) ressaltou que o debate é de extrema importância para chamar a atenção, já que, para ele, os poderes municipal, estadual e federal deveriam ter políticas públicas voltadas para a população LGBT. “Precisamos fazer políticas públicas transversais, englobando várias secretarias, para mostrar que isso é algo natural”, defendeu.

Geraldo Julio, candidato do PSB à Prefeitura do Recife, disse que o debate da noite desta sexta-feira (14) “foi muito importante, porque os candidatos ouviram um segmento da sociedade que sofre muita injustiça e preconceito”.

O candidato Mendonça Filho (DEM) disse que “qualquer espaço democrático que escute os assuntos de um segmento é de extrema importância”. O democrata destacou ainda que foi o primeiro candidato a cargo majoritário a participar de um debate na boate Metrópole, quando concorreu ao Governo do Estado, em 2006. “Sou um liberal. Respeito a todos”, pontuou.

O petista Humberto Costa destacou a importância de todos os candidatos convidados terem comparecido ao evento. “Vocês já podem se considerar vitoriosos. Nos outros anos sempre houve algum que, querendo agradar outros setores, não vieram. Se todos vieram é porque todos têm pelo menos a intenção de contribuir para a livre expressão”, afirmou.

Os seis postulantes à Prefeitura presentes assinaram um termo de compromisso com a AMOTRANS, Associação voltada para transexuais e travestis. O compromisso, levado aos candidatos pela presidente da assosciação, Chopelly Santos, é de que o futuro prefeito irá ouvir as necessiades da AMOTRANS. “Todos os candidatos assinaram. Não têm mais como evitar a cobrança. Dessa vez eu não caio no mesmo erro que caí com Eduardo (Campos, governador)”, disse Chopelly, se queixando que o governador firmou verbalmente o compromisso e nunca deu espaço para ouvir as transexuais e travestis.



Homossexuais comemoram grande visibilidade na convenção democrata, nos EUA Resposta






Adam Nagourney com Michael Barbaro e Will Storey
Em Charlotte (EUA)

Após anos buscando atenção e reconhecimento por parte dos partidos políticos do país, gays e lésbicas foram lançados à frente da Convenção Democrata, em Charlotte (EUA), e ocuparam um espaço proeminente no palco, nos discursos, na plataforma e nas festas que ocorrem depois da programação.

A mudança surpreendeu até os líderes homossexuais, que há apenas quatro anos tiveram frustrada sua tentativa em fazer com que o casamento de mesmo sexo fosse mencionado no horário nobre. Muitos passaram os dois primeiros anos da presidência de Barack Obama criticando o presidente por não cumprir a promessa de campanha de eliminar a proibição de homossexuais declarados nas forças armadas.

“Certamente, nunca participei de uma convenção na qual a visibilidade fosse tão significativa quanto nesta”, disse o deputado Tammy Baldwin, democrata gay de Wisconsin que está concorrendo para o Senado. “Há um incrível progresso a ser celebrado.”
Eric Marcus, autor que escreveu extensivamente sobre a história do movimento gay, disse: “Eu costumava achar que eu era audacioso em ser tão declarado quanto sou, mas agora sinto que os heterossexuais que nos apoiam avançaram muito além de mim em seu entusiasmo e em sua abertura. De fato, estão vestindo a camisa em defesa dos homossexuais como uma marca de honra. Que mundo transformado em relação à minha juventude!”.


Um dos primeiros atos dos democratas foi adotar uma plataforma de partido que, pela primeira vez, endossou o casamento de mesmo sexo. Os direitos dos homossexuais –seja o casamento, a suspensão da proibição de gays nas forças armadas ou as medidas contra a discriminação- foram mencionados em quase todos os discursos, inclusive no de Michelle Obama.
Algumas vezes, a questão foi levantada pontualmente, como quando Rahm Emanuel, prefeito de Chicago e o primeiro chefe da casa civil do presidente, falou sobre o sucesso de Obama em acabar com a proibição dos gays nas forças armadas. Mas o assunto também foi citado corriqueiramente, como quando o congressista do Colorado subiu ao palco: “Meu nome é Jared Polis”, disse ele. “Meus tataravós eram imigrantes. Eu sou judeu. Eu sou gay.”
A melhora de status dos gays se estendeu para além do centro de convenção. Não era incomum ver casais do mesmo sexo andando de mãos dadas em Tyron Street, no coração de Uptown. As festas patrocinadas por grupos de gays e lésbicas se tornaram tão desejadas quanto as patrocinadas pelo Google e pela delegação de Illinois.
“Não é possível lançar um dado no ar sem atingir algum gay em Charlotte nesta semana”, disse Craig McCartney, 54, patrocinador democrata de Dallas.
Há 12 anos, ele participou da Convenção Democrata em Los Angeles, onde considerou a presença de gays reduzida.
“A diferença agora é que não apenas estamos mais fora do armário, mas estamos mais fora do armário politicamente”, disse ele.
Em um festival de rua nesta semana, as filas para comprar camisetas da campanha de direitos humanos era tão longa que membros da equipe montaram um jogo de celebração (uma espécie de roleta) para entreter os clientes que aguardavam. (Os manifestantes diante do centro de convenções na quarta-feira (5) se concentraram mormente em condenar os elementos da plataforma relativos ao aborto, não aos direitos dos gays.)
O contraste com a Convenção Republicana na semana passada na Flórida foi impressionante. Em Tampa, não havia pessoas abertamente gays falando no palco e havia um mínimo de discussão de questões gays, apesar de haver pequenos contingentes de representantes e celebridades homossexuais em seções mais obscuras do evento. Isso dito, os representantes gays observaram que, diferentemente de convenções anteriores, não havia um coro de ataques aos direitos homossexuais por parte das pessoas no palco.
Diferentemente de outros grupos de eleitores, os homossexuais podem dizer clara e tranquilamente que suas questões serão mais bem cuidadas sob a presidência de Obama. Os democratas, contudo, estavam um pouco temerosos que o partido transmitisse uma sensação de estar celebrando os gays –e assim alienasse os eleitores que pudessem se sentir desconfortáveis com o homossexualismo e suas questões.
“É de fato uma questão de equilíbrio”, disse Glen Read, que doou fundos para a campanha de Obama e é designer de têxteis. “Se você alardear demais, pode prejudicá-lo em relação às pessoas um pouco mais conservadoras.”
Ainda assim, para os ativistas homossexuais que até agora sentiam que seu principal papel na política era o de assinar cheques, este foi um momento digno de nota.
Michelle Obama foi a principal palestrante de um almoço de políticos gays eleitos, patrocinado por grupos de direitos dos homossexuais na quarta-feira. Os convidados com lenços das cores dos arco-íris e broches com os dizeres “GLT por Obama” aplaudiram-na de pé.
E na quarta-feira à noite, o deputado Barney Frank, democrata de Massachusetts, que se casou com seu parceiro no verão, fez um dos discursos principais.
“A situação vem melhorando continuamente”, disse Frank em uma entrevista antes de seu discurso. “Estamos próximos de vencer esta luta.”
Frank, que falou pela primeira vez na convenção de 1992, sugeriu que uma marca da mudança foi que, em seu discurso na quarta-feira, o tópico não era o direito dos gays e sim o histórico de Mitt Romney como governador de Massachusetts.
Andrew Tobias, tesoureiro do Comitê Nacional Democrata, disse que a primeira vez que uma pessoa abertamente gay recebeu uma posição de proeminência em uma Convenção Democrata foi em 1992, quando Bob Hattoy, assistente da Casa Branca, subiu ao palco para discutir sua batalha contra a Aids.
Na maior parte, porém, ele disse que os palestrantes gays –ou as questões homossexuais- tinham sido relegados para fora do horário nobre da convenção, até hoje.
“Foi maravilhoso”, disse ele. “Cada ano é melhor.”
Chad Griffin, presidente da Campanha de Direitos Humanos, que apresentou a primeira dama no almoço de levantamento de fundos, considerou impressionante a forma como as questões gays tinham sido integradas tão plenamente na convenção.
“É uma diferença incrível, notável e histórica”, disse ele.
“Agora, a igualdade está integrada ao partido. Em conversa após conversa, as pessoas estão falando disso.”
Tradutora: Deborah Weinberg

7ª Parada da Diversidade de Floripa acontece hoje Resposta


A sétima edição da Parada da Diversidade de Florianópolistem início às 14h deste domingo (9). A concentração será no tradicional Bar Koxixo’s e o público vai marchar junto com trios elétricos até o trapiche da Avenida Beira Mar Norte, com previsão de chegada às 18h30. Neste ano, a organização do evento espera um público de 150 mil pessoas – em 2011 o público chegou a mais de 120 mil.

“Todos podem esperar um evento pacífico, muito animado. Nada vai abalar a Parada da Diversidade, nem mesmo esse tempo ruim”, afirma Selma Light, organizadora do evento. O primeiro show está marcado para começar às 19h. Nesta sétima edição sobem ao palco o coral O Grito e Valéria Houston. Também haverá apresentação do Luan Santana Cover e Adele Cover, além da presença da globeleza Aline Prado.

Este ano a Parada da Diversidade de Florianópolis traz novamente o tema ‘Amar é um direito de todos’, abordado pela primeira vez em 2006. Assim como nos outros dias da Semana da Diversidade, serão recolhidas assinaturas para o envio da petição pública referente à criação Estatuto da Diversidade Sexual, que tem como objetivo assegurar os direitos à população LGBT e criminalizar a homofobia. O evento é organizado pela Associação dos Empreendedores GLBTS de Santa Catarina (AEGLBTS/SC), que foi fundada em dezembro de 2005.

Fonte: G1 Fernanda Burigo