LGBTs prometem tirar a roupa na Bahia contra Silas Malfaria Resposta


Fundador do GGB (Grupo Gay da Bahia), Luiz Mott, disse que se até o dia 27 de setembro, data marcada para concessão do Título de Cidadão de Salvador ao pastor Silas Malafaia, líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, a proposta não for invalidada pela Câmara Municipal, os membros LGBT vão tirar a roupa em protesto na frente do parlamento

Em entrevista ao site Bahia Notícias, o fundador do GGB (Grupo Gay da Bahia), Luiz Mott, disse que se até o dia 27 de setembro, data da solenidade, a proposta não for invalidada pela Câmara Municipal, os membros LGBT vão tirar a roupa em protesto na frente do parlamento.

“A manifestação com o nudismo é a última tentativa do movimento LGBT baiano contra o acinte de se conceder uma honraria desta ao maior inimigo dos LGBTs do Brasil”, afirmou Mott. O fundador do GGB disse ainda que o grupo pretende intensificar as manifestações até a data da honraria. “Antes, vamos tentar impugnar a titulação, já que o regimento da Câmara exige relevantes serviços prestados à cidade, o que não aconteceu com ele (Malafaia)”.

O presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, com o consentimento de todas as 257 organizações que integram a associação, enviou ofício à Câmara Municipal solicitando a retirada do projeto.

Sob o argumento de que faz parte do Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas, a ABGLT se diz na missão de “promover ações que garantam a cidadania e os direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, contribuindo para a construção de uma sociedade democrática, na qual nenhuma pessoa seja submetida a quaisquer formas de discriminação, coerção e violência, em razão de suas orientações sexuais e identidades de gênero”.

A ABGLT argumenta que o título a Silas Malafaia contrariaria essa diretriz, pelo fato de o pastor ter feito declarações no programa televisivo “Vitória em Cristo”, em seu site na internet e em audiências públicas na Câmara dos Deputados, consideradas ofensivas aos gays.

Citam entre elas: “a homossexualidade é uma rebelião consciente contra o que Deus estabeleceu na Criação” e “Se toda prática deturpada, pecaminosa, imoral for legalizada, onde vai parar a nossa sociedade? Se a sociedade legalizar suas aberrações, ela se destruirá. Um erro moral nunca pode ser um direito civil”.

Beleza a ABGLT e o GGB têm toda a razão e o direito de protestar contra a concessão do título de Cidadão de Salvador ao pastor fundamentalista Silas Malafaia. Mas o Luiz Mott chamou Claudia Leitte para ser madrinha da Parada Gay deste ano, em Salvador. É um pouco contraditório.

Fundador do Grupo Gay da Bahia chama presidente Dilma de homofóbica Resposta

Dilma Rousseff
GGB divulga vídeo de críticas à Dilma Rousseff.

Depois de conferir o troféu Pau de Sebo à presidente Dilma Rousseff por considerá-la inimiga da causa gay, o GGB (Grupo Gay da Bahia) voltou a fazer severas críticas à gestão da petista. O fundador da organização, o antropólogo Luiz Mott, divulgou um vídeo em que ataca os posicionamentos tomados pela presidente nestes quase 15 meses de governo. As principais queixas foram relacionadas ao veto do kit anti-homofobia nas escolas.
“Infelizmente, nunca tivemos no Brasil uma presidente ou presidenta tão homofóbica como a senhora”, disparou no começo do vídeo. Logo em seguida, Mott entra naquilo que ele considera como os grandes equívocos do governo para o avanço das causas LGBTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). “Esse Kit não foi inventado de última hora. Teve pesquisa, apoio do Unesco, do Conselho de Psicologia, e custou R$ 2 milhões aos cofres públicos. Mais de 6 milhões de jovens deixaram de ser capacitados para respeitar, mais de 3 mil professores e de 6 mil escolas”.
Em outro momento, o decano do movimento gay responsabiliza a presidente pela morte do menino Rolliver de Jesus, de 12 anos, que se enforcou com um cinto da mãe por causa de homofobia no ambiente escolar. “Cometeu o suicído por sua causa! Ele não aguentava mais o bullyng nas escolas. Mas a senhora tem a mão suja de sangue não apenas por esse adolescente”, acusou.
Mott também comentou as declarações de Dilma de que o governo não faria propaganda de homossexuais: “Não queremos privilégios, queremos direitos iguais. E o que o seu governo faz é propaganda dos heterossexuais. Tudo o que é da causa gay é vetado pelo governo. É ignorância falar em opção sexual. Não é opção, é orientação”.
Além de Dilma, ele falou sobre a decisão do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de proibir a veiculação dos filmes de prevenção à Aids para gays no carnaval. “Entre os gays e, sobretudo, entre os jovens gays o nível de contaminação de HIV chega à 11%, enquanto que entre os héteros é de 1%. E proibiu um filmete que não havia sequer beijo gay, enquanto a televisão mostra cena de sexo. Vetou pela homofobia”.
Outro ponto foi a onda de violência contra gays no Brasil. O antropólogo mencionou o episódio do espacamento de uma casal homossexual na Estação Pirajá, em Salvador: “Nós estamos no fundo do poço em termos de direitos humanos para os homossexuais. Queremos uma nação livre, justa e igualitária. Reconheça o mal feito e que foi um equívoco. Libere o kit, libere o filme de prevenção aos gays”. De acordo com o levantamento feito pelo GGB, somente em 2012, foram mortos 81 homossexuais no Brasil, um a cada de 20h. 

GGB realiza o Oscar Gay e premia Marco Nanini, Edmundo e Toninho Cerezo. Dilma Rousseff recebe Troféu Pau de Sebo por contribuir com a homofobia e bullying. Confira outros vencedores: Resposta

A Presidenta Dilma Rousseff ganha
Troféu Pau de Sebo. (Reprodução)

O Grupo Gay da Bahia (GGB), realiza há 22 anos o prêmio Oscar Gay, contemplando os simpatizantes da causa LGBT com o Troféu Triângulo Rosa, que faz referência ao distintivo usado pelos nazistas nos campos de concentração para identificar os prisioneiros homossexuais. Hoje, o Triângulo Rosa se tornou o símbolo internacional do orgulho gay LGBT. São agraciados com esse troféu, entidades e personalidades que de alguma forma, lutaram e apoiaram os direitos humanos dos homessexuais. 

Mas a premiação também elege os que vão contra, os que não apóiam e que de certa forma contribuem para que os direitos dos homossexuais sejam banidos. O Troféu Pau de Sebo, é entregue àqueles que são vistos como os inimigos dos gays. 
Este ano, muitos receberam o Troféu Triângulo Rosa. Entre os vencedores estão os Ministros do Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça pela legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, os Governadores do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, o ator Marco Nanini por se assumir homossexual, o jogador Edmundo e o técnico Toninho Cerezo, por declararem apoio aos seus filhos gay e transexual, respectivamente, Jean Wyllys, entre outros. 
Já o Troféu Pau de Sebo premiou entre outros, a Presidente Dilma Rousseff e o Ministro da Saúde Alexandre Padilha, pelo veto ao kit anti-homofobia e ao filme de prevenção da AIDS para gays no carnaval e por declarações homofóbicas, vários deputados, senadores e vereadores, e o ator Marcelo Serrado, que interpreta o personagem gay ¨Crô¨, de Fina Estampa, por declarar ser contra o beijo gay na TV. 
O fundador do GGB, Luiz Mott, disse que ¨infelizmente, esse ano, coube à Presidenta da República o primeiro lugar dentre os que pisaram na bola da cidadania LGBT. Nunca antes, na história deste país, um presidente ganhou o Troféu Pau de Sebo. Lula e FHC foram homenageados com o Triângulo Rosa, e até Collor, por ter sido o primeiro presidente a falar em cadeia nacional no Dia Mundial da Aids. O veto da presidenta Dilma ao kit anti-homofobia, deixou de capacitar mais de seis milhões de jovens contra o bullying escolar. Há poucos dias um menino de 9 anos se enforcou no Espírito Santo por não agüentar o assédio moral dos demais estudantes. Que este puxão de orelha estimule a Presidenta a liberar imediatamente o kit anti-homofobia e o filme de prevenção da Aids para Gays. O Brasil continua ocupando o primeiro lugar no ranking de assassinatos de LGBT: 272 “homocídios” em 2011 e só nestes dois primeiros meses de 2012 já foram documentados 73 execuções, uma morte a cada 20 horas, quando nos anos anteriores era um assassinato a cada três dias.¨ 
Confira a lista completa dos vencedores do Troféu Triângulo Rosa e Pau de Sebo, no site do GGB, clicando aqui.

Militantes criam abaixo assinado contra a decisão de ter Cláudia Leitte como madrinha da Parada Gay de Salvador Resposta

Cláudia Leitte. (Reprodução)

Assim que o Grupo gay da Bahia (GGB) anunciou que Cláudia Leitte seria a madrinha da Parada do Orgulho Gay de Salvador, milhares de críticas vindo de diversas partes do país começaram a tomar proporção, inclusive na página de Luiz Mott, fundador do GGB.


Em um post em seu perfil no Facebook, Mott tentou explicar a escolha de Cláudia Leitte com algo do tipo ¨ela errou, e devemos perdoá-la. O mais importante é termos alguém como ela para divulgar nossa parada¨. Eu, entre muitos outros, fui um dos que não concordei com a escolha.

Agora, militantes criaram um abaixo-assinado online onde ativistas e simpatizantes da causa pretendem fazer com que a organização do evento para repensar a idéia. O motivo da contrariedade dos militantes, seria uma declaração que Cláudia deu no passado, quando perguntada o que faria se tivesse um filho gay, a qual ela respondeu que isso não iria acontecer pois o filho deles seria muito macho, e que só tem homem na família. Como se os gays não fossem homens. Enfim. Mesmo depois de Cláudia ter tentado se redimir em seu blog pessoal, sua desculpa só serviu para reinterar que ela não tem nenhum envolvimento com a causa LGBT.

Mesmo depois da infeliz declaração, Cláudia tentou se redimir, pedindo desculpas em seu blog pessoal, mas os militantes não esquecem. Quer dizer, nem todos.

A pergunta que eu faço é: Como o grupo Gay da Bahia, junto com seu presidente, convida uma pessoa que fez tal declaração e deixou a grande maioria dos gays revoltados, para ser a madrinha da Parada Gay? Eu não gostaria de ter a cantora como representante ou como madrinha de nada.

No documento online, é explicado os motivos da rejeição à escolha de Cláudia: ¨Neste ato, nós militantes em defesa da plena cidadania e igualdade de direitos LGBTs, envolvidos na luta pelo combate a homofobia e a transfobia, solicitamos ao prof. dr. Luiz Mott e demais representantes do GGB (Grupo Gay da Bahia), pessoas com admirável histórico de luta, de reconhecido esforço e incansáveis na defesa dos direitos humanos dos homossexuais no Brasil, que repensem a escolha da cantora Cláudia Leitte para ser a madrinha da 11ª Parada LGBT da Bahia”.

Para ler a íntegra do documento e/ou assinar o abaixo assinado, basta clicar AQUI.

E você, o que acha? Assista ao vídeo polêmico com as declarações do marido e de Cláudia:

Janeiro: um gay, travesti ou lésbica foi assassinado a cada 20 horas Resposta

O número de homossexuais e travestis mortos em janeiro deste ano é assustador: 36. As informações são do historiador, pesquisador, antropólogo e ativista Luiz Mott. Neste primeiro mês de 2012, um gay, travesti ou lésbica foi assassinado a cada 20 horas. 

E são dados subnotificados já que os governos federal e estadual (com exceção de alguns estados) não querem divulgar as estatísticas de crimes de ódio.


Há dez anos, era um homicídio a cada cinco dias. Depois aumentou para um assassinato a cada dois dias. Em 2011, primeiro ano do governo Dilma Rousseff, foram 260 mortes. 



“Atingimos o fundo do poço, cheio de ódio e sangue. Solução: liberar o kit antihomofobia, campanha nacional de grande impacto ensinando os gays e trans a redobrarem o cuidado para não ser a próxima vítima, aprovação da equiparação da homofobia ao racismo.”, escreveu em seu perfil no Facebook, Luiz Mott.

Alagoas: apenas cinco, dos 19 crimes contra LGBTs foram eluciados em 2011 Resposta

Luiz Mott, de blusa quadriculada

O sociólogo Luiz Mott esteve em Alagoas para discutir o elevado índice de homicídios cometidos contra gays no estado e enfatizar a importância de políticas públicas que possam prevenir e até erradicar os crimes de natureza homofóbica, a exemplo de alguns países europeus. Em parceria com o Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Mott fez uma retrospectiva de sua militância e se reuniu com a secretária da Mulher, Kátia Born, e o secretário da Defesa Social, Dário César.
Para o sociólogo, Alagoas tem avançado no quesito implementação de políticas públicas, contudo, as mesmas não têm sido suficientes para diminuir os assassinatos. Mott diz ainda que os índices não são elevados apenas em Alagoas, ele relata que dos 26 assassinatos contra homossexuais registrados no Brasil desde o começo deste ano, seis ocorreram na Bahia. O que preocupa o sociólogo no caso de Alagoas é a proporcionalidade. “Num país onde são cometidos crimes contra homossexuais em plena Avenida Paulista, a mais movimenta do Brasil, imagine o que pode acontecer em cidades do interior, principalmente no Nordeste, onde o machismo é mais acentuado. Um estado pequeno como Alagoas registrar 19 crimes somente o ano passado, é um índice realmente muito alto”, comentou Mott.
Ainda de acordo com Mott, o tratamento contra a homofobia deve ser impactante. “A presidente Dilma deveria fazer um pronunciamento oficial sobre este assunto”, disse.
Representando o município, Marcelo Nascimento também convocou o governo federal para intervir na causa. Na visão de Marcelo é preciso um compromisso entre as três esferas do poder. “Já obtivemos avanços importantes no governo Lula, como a primeira conferência gay do mundo, mas é preciso um comprometimento dos governos estaduais e municipais em efetivar as políticas públicas assumidas pelo governo federal. O não cumprimento pode ser caracterizado como homofobia constitucionalizada”, declarou Nascimento. Marcelo lembrou ainda da criação do Plano Municipal da Cidadania LGBT que deverá ser entregue ainda este ano deverá ajudar a diminuir os índices e fortalecer a categoria.
O presidente do GGAL em Alagoas, Nildo Correia, apresentou alguns dados sobre a violência contra grupos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros). Segundo Correia, dos 19 casos ocorridos no ano passado, apenas cinco foram elucidados, todos réus confessos. Os outros dois casos contra travestis ocorridos já neste ano de 2012 também continuam sem elucidação.
Na ocasião também foi distribuída uma cartilha de prevenção. Sob o título “Gay vivo não dorme com o inimigo”, a cartilha traz dez dicas para que homossexuais possam se prevenir da violência. Segundo o representante do governo, Dino Alves, a Secretaria da Mulher deverá atualizar e produzir novas cartilhas para a distribuição junto à sociedade. Dino lembrou ainda que a exemplo do município, o governo também adotou a criação do núcleo de diversidade social nas escolas.
Por fim, Mott parabenizou a Corregedoria de Justiça de Alagoas pela portaria que obriga os cartórios a reconhecer o casamento de pessoas do mesmo sexo. “Já enviei uma cópia para a corregedoria da Bahia e meu objetivo é disseminar o mesmo em todo o Brasil”, concluiu Mott.

Luiz Mott defende que gays façam “apologia da homossexualidade” Resposta

Luiz Mott: campanha equivocadaFoto: Facebook


O ativista Luiz Mott lançou uma campanha intitulada “Bandeira toda hora: faça apologia da homosexualidade”. A intenção é convecer gays a darem pinta e se assumirem a todo momento, instante e lugar. A justificativa do Mott é que “vivemos numa sociedade heterossexista que nos obriga ao armário e enrustimento. Chega de tanta opressão e  homofobia internalizada. Depende de você mudar esse mundo opressor”. 



São dez os conselhos da campanha. Confira:

1] nunca esconda que é homossexual, a não ser se a revelação representar algum risco ou ameaçar sua segurança
;


2] contradiga e corrija qualquer afirmação ou opinião homofóbica;



3] seja solidário a outros LGBT quando vítimas de qualquer discriminação ou ameaça e estimule outros homossexuais a se assumirem mais;



4] dê bandeira para que todos saibam que é homo: diga sempre “nós, gays (LGBT)…”, “vocês heteros”… Fale sempre positivamente sobre a homossexualidade;



5] ande de mão dada com seu namorado, beije e faça carinho em público desde que não corra riscos, ouse mais!;



6] não leve desaforo para casa quando for discriminado, desconstrua as falas e insultos homofóbicos

 

7] perante crianças e adolescentes, dê bandeira ainda mais visível para que saibam que somos homossexuais e que existe essa alternativa de vida

;

8] escreva sempre para os jornais e internet contradizendo opiniões homofóbicas;



9] adote postura, poses e gestos que revelem a olho nu que é homossexua; 

10] dê bandeira toda hora! Afinal,  fazer proselitismo do que é natural, saudável, ético e legal também é política contra a caretice patriarcal e estratégia contra o machismo e homofobia!

Entendo a posição de Luiz Mott, mas acho que ele exagera quando diz que todos nós LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e trangêneros) devemos dar pinta, também discordo da questão das crianças.

Em primeiro lugar, nem todos os homossexuais são efeminados e nem todas as pessoas vítimas de preconceito são gays, lésbicas e bissexuais também são vítimas. Por fim, o maior conselho, Luiz Mott não deu: leia bastante, informe-se para ter base e desconstruir termos como: “opção sexual”, e palavras como “homossexualismo”.

Devemos exigir dos governos (municipal, estadual e federal) mais educação, inclusive educação sexual. A sociedade só muda algumas questões culturais com educação e não dando pinta.