Travesti é assassinada no bairro Cidade Industrial, em Contagem (MG) Resposta

Uma travesti de 20 anos foi assassinada na madrugada desta quarta-feira (12/06) no bairro Cidade Industrial, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar (PM), o corpo foi encontrado por um homem que ia para o trabalho, por volta das 4h30. A vítima tinha um tiro no rosto e estava caída na Rua José Maria de Lacerda.

Um colega do travesti morto disse à polícia viu o amigo saindo em um carro para fazer programa com um homem. Esta foi a última vez que ele o viu. Não há identificação do veículo.

A PM desconhece a motivação do crime e até a publicação desta reportagem ninguém havia sido preso.

Brasil tem conselhos de direitos gays só em cinco estados 1

brasileiro

Apenas cinco Estados brasileiros – Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará – tinham conselhos para tratar dos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais em 2012, revela o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa de Informações Básicas Estaduais (ESTADIC), divulgada nesta sexta-feira.

Esses conselhos são os mais recentes, com 2,8 anos de existência em média. Já os conselhos de educação, os mais antigos entre os 13 tipos listados, existem há 47 anos e estão presentes nas 27 unidades da federação. Depois dos conselhos de direitos de LGBT, os mais escassos no País são os de Transporte, que existem em 10 Estados, e os de Promoção da Igualdade Racial, que estão em 13. Conselhos são instâncias que permitem, em tese, maior participação da sociedade na estrutura da gestão pública.

É a primeira vez que o IBGE divulga a ESTADIC, realizada nos moldes da Pesquisa de Informações Básicas Municipais. O estudo traz informações sobre as gestões estaduais a partir da coleta de dados sobre temas como recursos humanos, conselhos e fundos estaduais, política de gênero, direitos humanos, segurança alimentar e nutricional e inclusão produtiva.

A pesquisa mostra que apenas São Paulo não tinha órgão ou setor específico para tratar de políticas de gênero. O Estado, no entanto, possuía o maior número de delegacias especializadas no atendimento à mulher (121, ante 12 no Rio, por exemplo). Só o Amapá declarou não ter órgão específico para tratar da política de direitos humanos e seis estados (Rondônia, Amazonas, Roraima, Amapá, Ceará e Espírito Santo) não tinham canais de denúncia de violação desses direitos na estrutura do governo estadual.

Além disso, somente 11 Unidades da Federação tinham planos estaduais e previsão de recursos específicos para a área de direitos humanos. “Não ter uma estrutura formal não significa necessariamente que nada é feito. A política pode ser transversal a outras áreas”, diz a gerente da pesquisa, Vânia Maria Pacheco. A maior parte dos recursos humanos da administração direta era composta por servidores estatutários: 2 2 milhões de servidores ou 82,7% do total. Do pessoal ocupado na administração direta, 53,5% tinham nível superior ou pós-graduação (1,4 milhão de servidores).

Outros 31,9% tinham o nível médio (834,4 mil) e 9,1% (238,6 mil) apenas o ensino fundamental. A pesquisa também traz um Suplemento de Assistência Social: em 2012, todas as 27 unidades da Federação tinham órgão para tratar de política de assistência social, mas oito estados não ofertavam nenhum tipo de serviço nessa área: Tocantins, Rio Grande do Norte, Alagoas, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná e Mato Grosso.

Fonte: Agência Estado

Após adiamento, curso de inglês para prostitutas e travestis começa em BH 2

Os cursos de idiomas destinados a prostitutas e travestis de Belo Horizonte começaram nesta segunda-feira (11/3), após uma semana de adiamento. O objetivo é educar os profissionais do sexo para recepcionar turistas estrangeiros durante os jogos da Copa das Confederações, este ano, e da Copa do Mundo de 2014. Com as aulas, cerca de 400 pessoas vão poder aprender espanhol, francês, inglês e italiano.

De acordo com a Associação das Prostitutas de Minas Gerais (Aprosmig), 800 garotas e garotos de programa trabalham no Centro da capital, principalmente na Rua Guaicurus, onde 22 hotéis oferecem os serviços. Onze professores voluntários vão dar aulas na sede da Aspromig.

O patrocínio para as aulas é do empresário Elias Tergilene, ex-camelô e dono de um shopping popular em frente à Rua Guaicurus.

Câmara de Uberlândia (MG) vota criação do Dia de Combate à Homofobia 1

Vereadores de Uberlândia elegem Conselho Municipal deHabitação (Foto: Reprodução/ TV Integração)

Vereadores de Uberlândia elegem Conselho Municipal de
Habitação (Foto: Reprodução/ TV Integração)

Vereadores de Uberlândia (MG) votarão hoje (14/3), o projeto de lei que institui o Dia de Combate à Homofobia. A votação seria nesta quarta-feira (13/3), mas segundo os parlamentares, não houve tempo para discussão, já que a sessão atrasou devido à visita do secretário de Desenvolvimento Social e Trabalho, Murilo Ferreira. Ele falou sobre os cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

O projeto sobre o Dia de Combate à Homofobia institui a comemoração da data no calendário municipal como sendo 17/5. O objetivo é combater a violência praticada contra LGBT.

Informações: G1

Minas Gerais: Vereador é suspenso após ofender gays Resposta


O vereador Pardal (PDT), apelido de Jadson do Bonsucesso Rodrigues, da cidade mineira de Caeté, a 60km de Belo Horizonte, ganhou uma suspensão de 90 de seu próprio partido por, em 14 de novembro do ano passado, ter feito gestos obscenos e ameaçado Antônio Carlos Chagas, organizador da Parada Gay da cidade. Antes, o político disse que gays precisavam de tratamento. 
Em julho de 2011, Chagas deu uma declaração homofóbica em uma reunião na Câmara de Vereadores da cidade sobre o evento. “Com todo o respeito à homofobia (sic), não estou aqui para fazer críticas. Nós estamos aqui com várias pessoas querendo fazer parada gay, mas você tá vendo que o cara tá precisando de tratamento, pô”, disse o parlamentar que literalmente chamou os gays de doentes. A punição foi uma resposta a um vídeo postado na internet, com a fala do vereador.


Já foi aberto um pedido de investigação por quebra de decoro na Câmara dos Vereadores por causa do comportamento do parlamentar durante a Parada Gay. O recado do partido é que se ele insistir será expulso da sigla por desrespeitar o regimento da sigla que é contra a discriminação. O militante gay afirma que foi vítima de ameaças de morte anônimas mas que não sabe dizer de onde partiram. Apesar das forças contrárias, ele garante que a Parada Gay da cidade continua.


Prefeitura de São João del Rei recusa doações do Movimento Gay da cidade 1

Donativos eram destinados às vítimas de enchentes no município e foram recusados sob o argumento de não haver mais espaço para receber doações


(Prefeitura de São João del Rei / Divulgação)

O Movimento Gay da Região das Vertentes (MGRV), em São João del Rei, não sabe o que fazer com centenas de donativos arrecadados para as vítimas da chuva no município. Nesta quinta-feira, a prefeitura da cidade recusou as doações, alegando não dispor mais de espaço para receber os produtos. Uma enchente que atingiu a cidade histórica deixou, segundo a prefeitura, 400 pessoas desalojadas e outras 25 desabrigadas. Cerca de 800 casas foram invadidas pela água.
Para receber as doações para as vítimas da chuva, a prefeitura disponibilizou o Lar Solidário como ponto de coleta. O presidente do MGRV, Carlos Bem, afirma que telefonou para a instituição nesta quinta-feira demonstrando interesse em levar os donativos e foi informado que a entrega deveria ser feita até as 16h. Entretanto, quando chegou ao local a doação foi recusada.
“Estamos tentando entender por que eles não receberam as nossas doações. Disseram que a quadra está lotada de donativos. Eles não conseguem gerenciar a destinação desses materiais?”, questiona Carlos Bem. Segundo ele, a recusa foi declarada pelo coordenador do Lar Solidário Benedito Eugênio da Silva, ex-vereador do município, também conhecido como Bené, que os recebeu de forma agressiva.
“Todas as vítimas das enchentes já foram atendidas com material de limpeza, alimentos colchões e até móveis. O lar agora está atendendo somente pessoas credenciadas e o número é bem pequeno. Nossa quadra não tem mais capacidade para receber nada. Tem roupa que já está até mofando lá”, afirma o coordenador do Lar Solidário, Benedito Eugênio da Silva. Ele ressaltou que a ordem de não receber mais doações partiu da Secretaria de Assistência Social da cidade, mas ninguém do órgão foi encontrado pela reportagem para comentar a situação.
Benedito destacou que pretende entrar em contato com o Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) para verificar a disponibilidade da instituição receber os donativo que estão acumulados no Lar Solidário. 
Questionado sobre a afirmativa do presidente do MGRV de que, por telefone, a entidade foi informada de que as doações ainda estavam sendo aceitas, Benedito disse que não comentaria o caso por telefone. Entretanto, afirmou que é ele quem atende os telefonemas no Lar Solidário e que em momento algum recebeu ligação do MGRV. “Não recebemos porque todo o povo que precisava já ganhou doações. Eu passo na frente do Movimento Gay todo dia e vejo eles acumulando donativos lá. Por que não entregaram isso antes?”, disse.
Segundo Carlos Bem, desde o começo de janeiro o MGRV se mobilizou para arrecadar roupas, alimentos e outros produtos para as vítimas da chuva. “Conseguimos encher quatro kombis e entregamos ao Anjos das Vertentes. As doações que iríamos entregar no Lar Solidário foram arrecadadas nos últimos 15 dias. Conseguimos roupas, calçados, material escolar, alguns alimentos e utensílios de cozinha. Agora não sabemos para onde levar”, disse.
Conforme balanço da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec-MG), mais de 3,5 milhões de pessoas em todo o estado foram prejudicadas, direta ou indiretamente, pela chuva desde outubro do ano passado. Foram registradas quatro mortes, 194 pessoas feridas, 103.610 desalojados e outros 9.296 desabrigados. Até esta quinta-feira, 230 municípios haviam decretado situação de emergência, entre eles São João del Rei.

Inaugurado em BH núcleo para atendimento a vítimas de homofobia Resposta

NAC/LGBT. Imagem: Alexandre Santos/TV Globo


O primeiro Núcleo de Atendimento e Cidadania à População de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (NAC/LGBT) de Minas Gerais foi inaugurado ontem pela Polícia Civil. A partir da criação da unidade, a população LGBT poderá contar com uma proteção formal da PC, principalmente em casos envolvendo crimes de homofobia.
O NAC/LGBT funcionará na sede da Divisão Especializada de Crimes contra a Mulher, Idoso e Portador de Deficiência, localizada na Rua Paracatu, 822, no bairro Barro, em Belo Horizonte. O núcleo fará o primeiro atendimento, lavrando a ocorrência e encaminhando o procedimento a uma das unidades da Polícia Civil, que fará a investigação
A titular da Divisão, delegada Margaret de Freitas Assis Rocha, afirma que por meio do núcleo será possível fazer o acompanhamento da ocorrência policial, desde a avaliação preliminar do fato; registro da motivação do crime; registro e a requisição de exames necessários, além do encaminhamento do caso à unidade policial da área para apuração e consolidação de resultados. Ela ressaltou a importância do núcleo para incentivar o respeito “sem qualquer distinção em relação à identidade de gênero e orientação sexual” e para coibir atos de violência.


Relembre caso de homofobia em Minas Gerais:


Um jovem de 18 anos foi agredido, na noite de sete de setembro, por dois homens na Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar (PM), os suspeitos, um adolescente de 17 anos e um homem de 23, confessaram ter atacado o rapaz por ele ser homossexual.



Ainda de acordo com a PM, o jovem disse que estava sentado em um banco da praça, quando os dois passaram e o ofenderam verbalmente. Em seguida, eles teriam voltado e o agredido fisicamente com um soco-inglês e um canivete. Ele foi socorrido, segundo a polícia, com um corte no ombro.


A polícia informou que o adolescente suspeito de envolvimento na agressão foi apreendido e o homem de 23 anos foi preso por lesão corporal. A vítima foi encaminhada para um hospital privado.

Municípios mineiros se unem para garantir direitos LGBT 1


Os municípios mineiros se uniram para promover os direitos da população de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT). Desde julho, cidades de várias regiões do estado de Minas Gerais estão realizando conferências regionais ou municipais para discutir demandas e propostas que serão apresentadas na II Conferência Estadual de Políticas Públicas e Direitos Humanos para o segmento LGBT. O encontro, promovido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), por meio da Coordenadoria Especial de Políticas de Diversidade Social (Cods), será realizado nos dias 15 e 16 de outubro, em Belo Horizonte.

Betim, Santa Lucia Juiz de Fora, Almenara, Uberlândia, Belo Horizonte, Muriaé, Contagem e Sabará já promoveram suas conferências e estão prontos para somar forças ao evento estadual. O tema central dos debates, “Por Um Estado Livre da Pobreza e da Discriminação: Promovendo a Cidadania LGBT”, é preparatório para a II Conferência.

Além de conferir as principais necessidades para a garantia dos direitos LGBT, os encontros no interior de Minas elegeram os delegados para participar do evento estadual. Governador Valadares será o próximo município a realizar a conferência regional, que vai envolver 15 cidades no dia 8 de outubro.

“Essas mobilizações mostram o grande empenho dos municípios em prol da causa. Estamos à disposição para apoiar as cidades, porque é importante que todos se unam para que possamos aproveitar e levar discussões concretas para Brasília”, destacou a coordenadora Especial de Políticas de Diversidade Sexual, Walkiria La Roche.


Os principais objetivos da II Conferência são avaliar e propor as diretrizes para a implementação de políticas públicas para o combate à discriminação e à promoção dos direitos humanos e cidadania do segmento em âmbitos estadual e nacional.

*Informações; ABN News




Garçom que mutilou e arrancou fígado de cabelereiro diz que era assediado por ele 1

Um crime bárbaro chocou a pequena cidade de Alfenas, no Sul de Minas Gerais na última quinta-feira (25/08). Um garçom matou, esquartejou, amassou o crânio e arrancou o fígado de um cabelereiro. Motivo? Ele era gay e, segundo o assassino, o assediava.

O garçom Fernando Alves, 20 anos, disse que os dois se encontravam com frequência para fazer uso de drogas.

Gilvan nasceu em Recife e trabalhava em um salão da cidade.

O corpo do cabelereiro foi encontrado depois que uma vizinha que passava em frente à casa da vítmia viu o sangue escorrendo da garagem e acionou a Polícia Militar. Ao chegar no local, os policiais viram o corpo de Gilvan, que era conhecido como Willians, caído no chão, com o crânio amassado e a ponta do nariz cortada.

Após o levantamento das caracterísicas do crime, o garçom Fernando Alves, de 20 anosm foi localizado e detido ainda na manhã do dia 25, menos de meia hora apoós a polícia ser acionada, portando duas facas em uma kitnet próxima ao Hospital Universitário Alzira Vellano. Ao ser preso, o assassino confessou o crime.

Durante coletiva na Delegacia de Alfenas, Fernando revelou que além de retaliar o corpo, retirou o fígado da vítima e assou em uma sanduicheira eletérica para comer. “Estava sem sal, a carne era ruim, então dei para o cachorro”, revelou sem esboçar arrependimento.

Sanduicheira elétrica usada para assar fígado da vítima

Após a coletiva, foi realizada a reconstituição do crime onde o assassino revelou os detalhes de como ocorreu.

Manifestantes protestam contra homofobia
No local, representantes dos direitos humanos fizeram manifestação contra a homofobia. O caso que ocorreu em Campos Gerais, este ano, quando a travesti Paulinha foi assassinada com 31 facadas, foi lembrado. O assassino dela está solto.

Fernando Mostra, sorrindo, como matou Gilvan

Segundo o delegado Leonardo Bueno Procópio, encarregado pelo caso, a vítima acolhia o assassino em sua casa para usar drogas. Neste dia Fernando foi despejado e procurou abrigo na casa de Gilvan, ele chegou a levar alguns de seus pertences e o seu cachorro.

O delegado revelou que primeiro a vítima tentou ter relações com sexuais com o assassino que se recusou. Em seguida eles foram comer em uma lanchonete. Fernando voltou na frente e esperou Gilvan com a faca na cintura. Quando Gilvan chegou em sua residência, houve uma segunda tentativa de assédio. Netes momento, dois conehcidos do assassino foram até a porta da residência em uma motocicleta que ficou estacionada pouco abaixo da garagem.

Ricardo, que pilotava a motocicleta, disse ter ido até o local atendendo um chamado de Fernando e afirma ter descido do veículo se dirigindo até o portão onde viu o início da discussão e a primeira facada,deferida no peito da vítima, que ocorreu na garagem da casa. Assustado, o rapaz subiu na moto e foi embora. Fábio Silva teria ficado na garupa da moto e disse não ter visto o crime. Ao esfaquear Gilvan, Ferdando acabou se ferindo mão esquerda.

Na seqüência do crime, a vítima tentou subir as escadas para pedir socorro aos moradores do andar de cima, mas foi esfaqueado pelas costas e depois atirado ao chão onde levou um chute na cabeça e veio a falecer.

Fernando arrastou o corpo para dentro e se encarregou de limpar o sangue da garagem. Das 3h30min até o amanhecer Fernando revela que ficou retalhando o corpo de Gilvan. A ponta do nariz foi cortada, a boca desfigurada, inúmeros cortes pelo braços. Durante a reconstituição, Fernando disse que arrancou o pênis e o colocou na boca da própria vítima, os testículos foram atirados ao cachorro. “Ele queria me chupar, ele que chupe ele mesmo”, disse Fernando sem esboçar qualquer arrependimento. Ele também abriu a barriga da vítima e arrancou as entranhas com as próprias mãos, chegando a assar o fígado e tentou comer, contudo acabou jogando para o cachorro. Fernando chegou a jogar um líquido inflamavel no corpo, no entanto desistiu de atear fogo.

Fernando ainda revela ter tingido a vítima com tinta para cabelos e descarregado um extintor de fogo dentro do corpo. Ao amanhecer o assassino foi até a padaria ao lado da residencia e comproupão e cigarros na conto da vítma. Ele então voltou para dentro da casa fez café e tomou tranquilamente diante do corpo mutilado. Antes de sair da cena do crime o assassino ainda pisou na cabeça da vítima o que resultou no esmagamento do crânio.

Segundo amigos de Fernando, que é natural de Alfenas, ele era de boa família, ganhava um bom salário como garçom e após o envolvimento com o crack sua vida desmoronou. Fernando aguardará o julgamento em regime fechado e segundo o delegado Leonardo Bueno, responderá por homicídio triplamente qualificado.



Com informações do ”G1“, ”R7“, ”Paraiba.com.br“, ”EPTV“

Casal de lésbicas é autorizado a adotar bebê em Minas Resposta

A Justiça de Minas Gerais concedeu, por unanimidade de votos, a adoção de um bebê para um casal de lésbicas. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (27/05). A adoção pelas duas mulheres já havia sido autorizada em primeira instância, mas o Ministério Público recorreu alegando, entre outros argumentos, que a adoção do menor por homossexuais poderia gerar-lhe constrangimentos futuros.

Dessa decisão ainda cabe recurso, mas se não houver alteração na decisão, as parceiras poderão registrar o bebê. A criança, na verdade, já está com elas desde praticamente seu nascimento. No processo, ficou comprovado que a mãe biológica não tem condições de cuidar do bebê, nem interesse em fazê-lo, assim como a avó.

Os desembargadores da 1ª Câmara Cível de Belo Horizonte fundamentaram sua decisão em princípios constitucionais e na recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que equiparou os direitos dos homossexuais aos dos heterossexuais, considerando a união como mais uma unidade familiar.


*Reportagem “Estadão

Alunos e professores da Universidade Federal de Minas Gerais farão beijaço contra a homofobia Resposta

O Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual (Gudds) formado por alunos e professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), vai comandar um baijaço de LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) em frente à reitoria, nesta quarta-feira (27/04). O evento conta com o apoio da própria universidade. O protesto acontecerá contra a agressão a um casal gays e um casal de lésbicas, ocorrida no campus, no último dia 02.

O caso

Na madrugada do dia 02/04, alunos veteranos do curso de Letras da UFMG promoveram uma festa no Capis Pampulha, em Belo Horizonte (BH), para receber os colegas integrantes. A tradicional calourada já ocntava com mais de uma centena de pessoas, quando um casal de gays foi alvo de tapas e chutes e um casal de lésbicas ofreu agressões verbais.

Segundo relatos, a festa era frequentada por alunos de diversos cursos e por casais de orientações sexuais igualmente diversas, e não havia precedentes de amnifestações violentas no evento. A abordagem repentina de um homem desconhecido da comunidade estudantil causou estranhamento no alunos, já que ele, segundo relato de estudantes, demonstra um comportamento homofóbico.

O primeiro a ser abordado pelo homem foi um casal que trocava beijos na festa. Um deles, estudante de ciências sociais, foi agredido com um tapa no rosto. O outro foi chutado. O casal contou que o agressor chegou separando os dois e dizendo que aquilo era coisa de “veado” e que ele não aguentava esse tipo de atitude. O desconehcido foi embora, e nenhum dos agredidos reagiu.

As vítimas relatara que ainda sofreram ataques do agressor na saeida da festa, quando passaram em frente ao prédio da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich). Ele teria dado outro tapa em uma das vítimas e estaria acompanhado por várias pessoas. Os alunos declararam que não reagiram em momento nenhum por causa do choque.

No último dia 15, a UFMG resolveu nomear uma comissão de sindicência para investigar as agressões. Segundo o diretor de assntos estudantis da UFMG, Luiz Guilherme Knauer, caso o agressor estude na instituição de ensino, vai ser isntaurada uma comisão de inquérito para definir a punição que ele deve receber. Knauer também informou que as informações sobre os suspeitos vão ser encaminhadas às autoridades competentes.

Na época, a assessoria de imprensa da UFMG informou que a universidade realiza campanhas contra trotes e que, na recepção aos calouros, a universidade oferece palestras, nas quais reforça o respito às diferenças orienta os alunos sobre as punições caso seja registrada algum tipo de violência. De acordo com a unidade de ensino, a conscientização contra a homofobia vai ser reforçada no campus e vai integrar o programa “Bocados de Gentileza”, que pretende melhorar a convivência entre estudantes e funcionários da instituição.

Com informações da “Agência de Notícias da Aids” e do “G1”.

Caso Michael: Pela primeira vez na história do Brasil Superior Tribunal de Justiça Desportiva multa clube por homofobia Resposta

Uma decisão inédita, digna de comemoração: a Justiça Desportiva impôs uma condenação por “ato de homofobia”. O punido, no caso, foi o Sada/Cruzeiro, por causa das agressões verbais de sua torcida contra o atleta gay Michael, do Vôlei Futuro, em partida pela fase semifinal da Superliga Masculina de Vôlei, disputada dia 02/04, em Contagem (MG).
O julgamento da Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) reuniu muitas pessoas no fim da manhã de quinta-feira (13/04) no auditório do prédio da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). A condenação foi decidida por unanimidade pelos quatro auditores. “Estamos dando um recado para clubes e torcedores. Não há mais espaço no esporte para preconceitos de qualquer natureza”, disse Renata Mansur Bacelar, uma das julgadoras.
Na primeira partida da fase semifinal da Superliga, o meio de rede foi hostilizado em coro, várias vezes, por torcedores – alguns idosos e crianças – do Sada/Cruzeiro, em função da sua orientação sexual. No confronto seguinte, no último sábado, em Araçatuba, Michael foi homenageado pelos colegas e pelos torcedores do Vôlei Futuro. O clube, aliás, desde o início manifestou total apoio ao atleta.
O procurador do STJD, Fábio Lira, se manifestou contra a homofobia: “Recebi a denúncia com tristeza. É difícil ver, em 2011, atitudes como esta em um país que vai receber a Copa do Mundo e a Olimpíada em alguns anos”.
O último a manifestar o seu voto, foi o presidente da comissão disciplinar, Wanderley Rebello, que citou a Constituição para justificar a pena: “Foi uma cena que violou a dignidade humana e iso não poderia ficar impune”. Wanderley disse que o Sada/Cruzeiro “poderia ter usado o microfone do ginásio para pedir que a torcida não fizesse aquilo ou mesmo identificar quem liderava a manifestação”.
O advogado do clube mineiro, Henrique Saliba, garantiu que para o jogo de amanhã, entre as duas equipes, em Contagem – [artida que vai definir o finalsita da Superliga -, algumas medidas serão tomadas: “Vão ser distribuída cartilhas para a torcida e colocadas faixas no ginásio pedindo que o público incentive o time da casa, sem ofensas ao adversário”. Incrível, como as pessoas mudam as suas atitudes, quando pesa no bolso, não é?
A advogada do Vôlei Futuro, Miriam Cristina Simões, comentou a decisão do STJD: “A denúncia da procuradoria do tribunal ao Cruzeiro se baseou num artigo cuja pena máxima era a multa. Tinha de ser mais contundente. Sofremos, a equipe toda, com a agressão homofóbica ao nosso atleta. A discriminação ao Michael foi absurda, não saio daqui satisfeita”.
O Vôlei Futuro publicou uma nota oficial sobre a decisão do STJD:
“Da multa variável de R$ 100 a R$ 1.000.000 o STJD decide pela aplicação de R$50.000 ao clube Sada Cruzeiro cabendo recurso para redução ou até mesmo absolvição. Quem foi punido? Os ofensores? Os torcedores? O que praticaram os atos discriminatórios? A equipe que se beneficiou da desestabilização do jogador do Vôlei Futuro? Enfim, alguém que fosse sofrer em função do envolvimento do mesmo com aquela equipe? Não, o único sofrimento e punição proporcionada por essa decisão é no setor financeiro, na frieza dos números de um caixa”, afirmou a nota.
A equipe foi julgada segundo o artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê a multa por “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem sexual”. Por ser réu primário, o Cruzeiro terá que pagar apenas metade da multa.
“O STJD teve a oportunidade de impedir a realização da partida dias 15/04 em Contagem e não o fez. A responsabilidade de tudo que pode acontecer, antes, durante e depois da partida será deles, já que foram eles que legitimaram a partida neste local”, afirma a nota do Vôlei Futuro.
Michael, que assumiu ser homossexual, após o episódio, preferiu evitar polêmicas e disse que agora “é ir com a coragem, independente de tudo o que aconteceu fora da quadra. Vamos para Minas para ganhar e chegar a essa final.”

Estado de Minas Gerais registrará crimes homofóbicos Resposta

Um novo boletim de ocorrência será implantado pelas polícias Militar, Civil e pelo Corpo de Bombeiros do estado de Minas Gerais, com campo específico para preenchimento da orientação sexual da vítima e da possível motivação do crime.

Assim, os crimes homofóbicos serão registrados oficialmente, como ocorre, por exemplo, no Rio de Janeiro, o primeiro estado brasileiro a incluir a homofobia como motivo de agressão no registro. A partir dos dados, serão traçadas políticas públicas de combate à homofobia.
Outra medida a ser implantada neste ano é a criação do Núcleo de Atendimento e Cidadania à População LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero) de Minas Gerais. Trata-se de uma central para receber informações e monitorar atos contra homossexuais. O serviço inclui o encaminhamento das vítimas para instituições de saúde.
Além de estatísticas oficias e de melhor capacitação de policiais, é preciso que o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/06, que criminaliza a homofobia, seja aprovado. Atualmente, ele se encontra no Senado Federal.