Mulheres que inspiram: Bruna Linzmeyer, Camila Pitanga, Leandra Leal e Taís Araújo Resposta

Atrizes

Leandra, Camila, Taís e Bruna: atrizes feministas poderosas

Durante muito tempo, as mulheres não foram ouvidas e nem eram levadas a sério se ousassem dizer suas verdades sob o poder dos homens, mas esse tempo acabou!” A frase é parte do discurso feito pela apresentadora norte-americana Oprah Winfrey na edição deste ano do Globo de Ouro, realizado na esteira das denúncias contra o megaprodutor Harvey Weinstein.

Além de contundente, a manifestação da apresentadora pode servir como resposta a uma das dúvidas masculinas mais frequentes no debate: qual é, afinal, o papel dos homens no feminismo?

As atrizes feministas Bruna Linzmeyer, Camila Pitanga, Leandra Leal e Taís Araújo, estrelas de capa da revista GQ deste mês, têm uma opinião em comum sobre essa dúvida masculina: “O grande papel do homem agora é escutar”. A declaração, dada por Leandra Leal durante o ensaio para a revista, em uma tarde de fevereiro, em São Paulo, resume o raciocínio de suas colegas.

Taís Araújo

Foto: Instagram (taisdeverdade)

Taís Araújo complementa: “Melhorar a escuta, estabelecer um diálogo honesto e aberto é o primeiro passo. Nesse diálogo, as pessoas vão escutar coisas que não vão gostar, mas é importante saber que não é nada pessoal – é para nos reestruturarmos enquanto sociedade, para ficar bom para todo mundo”. Camila e Bruna seguem o raciocínio. “As mulheres estão perdendo o medo de falar, de reivindicar seus direitos, e estou vendo cada vez mais homens querendo escutar, repensar”, diz a primeira.

“Com certeza, um homem pode ser feminista. Todos podemos. A luta feminista é a luta pela igualdade de gêneros. Mas é importante na perspectiva do homem, mesmo aquele que já se diz feminista, ouvir o que a mulher tem a dizer”, completa a segunda.
Leandra Leal

Foto: Instagram (leandraleal)

Leandra é reconhecida nos debates pró-feminismo. Tem se manifestado publicamente em artigos, entrevistas e em seus perfis nas redes sociais sobre assuntos como direito ao poder de decisão sobre o próprio corpo e ao aborto. “Eu não acho que estou no papel de ensinar algo aos homens”, ela diz.

“Acho que esse novo normal tem de ser construído meio a meio. Mas algumas questões são nossas, femininas, e têm de ser radicais. O direito da mulher ao seu corpo, por exemplo, tem de ser radical. Não dá para uma comissão de 18 homens chegar agora e dizer que a mulher não tem direito a abortar. Simplesmente não dá!”, defende.

A voz de Taís tem sido bastante ouvida nas questões de gênero e raça. Mãe de dois filhos, um menino e uma menina, ela causou comoção ao discursar no seminário TEDXSão Paulo, em agosto do ano passado.

Camila Pitanga

Foto: Instagram (caiapitanga)

“Quando engravidei do meu filho, fiquei muito, mas muito aliviada de saber que no meu ventre tinha um homem, porque eu tinha a certeza de que ele estaria livre de passar por situações vivenciadas por nós, mulheres. Teoricamente, ele está livre. Mas meu filho é um menino negro, e liberdade não é um direito que ele vai poder usufruir.

Se ele andar pelas ruas descalço, sem camisa, sujo, saindo da aula de futebol, ele corre o risco de ser apontado como um infrator, mesmo aos 6 anos de idade. No Brasil, a cor do meu filho é a cor que faz com que as pessoas mudem de calçada, escondam suas bolsas e blindem seus carros. A vida dele só não vai ser mais difícil do que a da minha filha.”

Bruna Linzmeyer

Foto: Instagram (brunalinzmeyer)

Bruna Linzmeyer, por sua vez, que no ano passado declarou-se sem rótulos, tem levantado a bandeira das mulheres homossexuais, bi e trans. E ela tem clara noção do peso de suas manifestações na luta por igualdade. “O fato de eu me declarar mulher lésbica é um ato político”, disse ela em um dos intervalos de sua sessão de fotos, também realizada em São Paulo. “Eu não sou só lésbica, eu não caibo em nenhuma dessas caixinhas.

Sou um ser humano livre. Mas dar nome a essas caixinhas é importante para podermos jogar luz sobre elas. Estamos fazendo uma curva positiva no mundo, e isso passa pela segurança que tenho de estar falando isso tudo agora. Cinco anos atrás, eu não podia, como mulher, como mulher lésbica, falar. Agora posso.”

Camila Pitanga é uma figura agregadora e disseminadora de discursos. Não à toa, abriu as portas de sua casa, no Rio de Janeiro, para aulas semanais sobre temas ligados ao feminismo com a filósofa e ativista Djamila Ribeiro. “Criei esse grupo porque achei que era importante a gente conhecer melhor o feminismo, ter mais referência, trocar ideias, se provocar junto.

Quando teve aquela sinergia do Mexeu com Uma, Mexeu com Todas, diz ela, fazendo referência à campanha que se criou no ano passado com a denúncia de assédio feita pela figurinista Su Tonani contra o ator José Mayer, “achei que era o momento de dar a mão, trocar confidências, não ficar só numa pesquisa intelectual, porque o problema não acontece só nesse campo, acontece na pele, no dia a dia”.

Cada uma à sua maneira, as quatro exercem o feminismo, e essa batalha vai ganhar um novo capítulo em breve. Desde o ano passado, produtores e produtoras, roteiristas, atores, atrizes e entidades ligadas à indústria trabalham na criação do movimento Não Vamos Mais Tapar os Olhos. Depois de meses de debates, a primeira reunião do grupo aconteceu em janeiro. A próxima está agendada para este mês, na sede da Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais (Apro), em São Paulo. Do encontro devem sair as diretrizes finais de trabalho do movimento.

Mais do que reforçar a mensagem pelo fim do assédio sexual, o movimento trabalha na criação de um código de conduta a ser adotado por profissionais, produtoras e contratantes. A ideia é criar uma espécie de modus operandi da indústria do audiovisual, tanto para evitar casos de assédio quanto para agir quando surgir uma denúncia de um episódio do gênero.

“Digamos que você esteja fazendo um filme e seu principal ator assedia uma funcionária da equipe. Que medidas serão tomadas? A quem essa funcionária vai recorrer? É esse tipo de coisa que queremos estabelecer”, diz Betão Gauss, sócio da Prodigo Films e um dos coordenadores do Não Vamos Mais Tapar os Olhos.

O grupo vai produzir um vídeo de orientação para ser distribuído entre os profissionais e produtoras. Com a participação dos principais sindicatos da indústria do audiovisual – a interlocução com as entidades tem sido feita pela Apro  –, o movimento quer que os pontos discutidos na montagem do Não Vamos Mais Tapar os Olhos passem a fazer parte das cláusulas dos contratos do setor. “O assédio não pode mais acontecer em nossa indústria. Ter essas quatro atrizes como parte do movimento dá um peso enorme. A mensagem vai chegar a muito mais gente”, afirma Gauss.

Durante nossa entrevista, em uma manhã de domingo, no Rio de Janeiro, Taís Araújo relembra situações em sua carreira que gostaria de esquecer. “Foi tanta cena que eu fiz e não queria ter feito. Fiz porque achava que ia ser cortada”, conta a atriz.

“A verdade é que aquela única cena não ia definir a personagem, mas eu tinha medo, tinha um sonho. A quantas coisas eu disse sim e me violentei para poder chegar onde estou hoje? Agora percebo: fiz sem a menor necessidade. ‘Essas coisas acontecem porque é assim que é’, eu pensava. Mas não pode mais ser, a gente precisa redesenhar isso”. Afinal, como disse Oprah: Time’s up!

Fonte: GQ

Mulheres que inspiram: Laura Cardoso: Gosto mais de ser chamada de inteligente que de bonita Resposta

Laura Cardoso

“Sempre fui muito determinada e não me permiti ser prejudicada por ser mulher”. (Reprodução/GShow/)

“Gosto mais de ser chamada de inteligente que de bonita. O tempo passa. Se a mulher for inteligente saberá aceitar todas as idades, dos 15 aos 100. A vida é maravilhosa, nos traz oportunidades e encantos, ela não para nunca. É preciso caminhar com o tempo, independente da idade.”, diz a atriz Laura Cardoso (90), uma das mais queridas e talentosas do Brasil.

A atriz soma quase 80 títulos entre novelas, minisséries, séries e teleteatros. No ar como a cafetina Caetana em “O Outro Lado do Paraíso” (Globo), Laura afirma não poder fazer planos futuros, mas se tiver vida, ressalva, fará um filme com as cineastas Tereza Aguiar e a Ariene Porto após finalizar as gravações da novela de Walcyr Carrasco, em maio. Diz que atuou com as cineastas no filme “O Crime da Cabra”, ao lado do Lima Duarte, e que tem um novo convite.

“É bom que fico empregada. Fico bem. É sempre um presente e uma sorte estar trabalhando. Um bom papel depende do ator. Com inteligência é possível fazer de qualquer personagem um grande papel. Mas precisa ser ator, não pode ser enganação.”

Laura Cardoso

Laura Cardoso interpreta a divertida Caetana em O Outro Lado do Paraíso (Foto: Raquel Cunha/Globo)

Pioneira na teledramaturgia brasileira, Laura Cardoso começou a carreira aos 15 anos em radionovelas da Rádio Cosmos e migrou para a televisão quando a nova mídia surgiu, na década de 1950. Ao longo da carreira, diz, nunca se sentiu prejudicada por ser mulher. “Sempre fui muito determinada, na minha carreira e na vida, e não me permiti ser prejudicada.”

A atriz conta ter crises de choro ao ler jornais e se deparar com mães cujos filhos passam fome, ou que têm que deixar os filhos sozinhos em casa para trabalhar. “Ser mulher no Brasil não é fácil. Mas se pensarmos nas classes sociais, é pior para a classe pobre. Para a mulher que não tem alimentos para dar para o filho, cuja criança não tem acesso a escolas e hospitais.”

Com 75 anos de carreira e diversos prêmios no currículo, Laura Cardoso diz se inspirar na obra da poetisa Cora Coralina (1889-1985), da antropóloga Ruth Cardoso (1930-2008), e da psiquiatra Nise da Silveira (1905-1999), que dedicou à vida ao combate aos tratamentos agressivos, como eletrochoque, insulinoterapia e lobotomia.

“Muitas mulheres que me inspiraram. Nise fez um trabalho magnífico sobre as pessoas, sobre a mente, sobre a loucura. O trabalho dela esclarece a vida. Já Ruth Cardoso foi um exemplo de pessoa e de mulher.”

Para as mulheres, Laura Cardoso aconselha a serem guerreiras, corajosas e “mulheres na verdadeira concepção da palavra: a mola que move o universo”.

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Mulher estuda mais, trabalha mais e ganha menos do que o homem Resposta

Desigualdade

As mulheres trabalham, em média, três horas por semana a mais do que os homens, combinando trabalhos remunerados, afazeres domésticos e cuidados de pessoas. Mesmo assim, e ainda contando com um nível educacional mais alto, elas ganham, em média, 76,5% do rendimento dos homens. Essas e outras informações estão no estudo de Estatísticas de Gênero, divulgado nesta quarta-feira, 07/03, pelo IBGE.

Vários fatores contribuem para as diferenças entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Por exemplo, em 2016, as mulheres dedicavam, em média, 18 horas semanais a cuidados de pessoas ou afazeres domésticos, 73% a mais do que os homens (10,5 horas). Essa diferença chegava a 80% no Nordeste (19 contra 10,5). Isso explica, em parte, a proporção de mulheres ocupadas em trabalhos por tempo parcial, de até 30 horas semanais, ser o dobro da de homens (28,2% das mulheres ocupadas, contra 14,1% dos homens).

“Em função da carga de afazeres e cuidados, muitas mulheres se sentem compelidas a buscar ocupações que precisam de uma jornada de trabalho mais flexível”, explica a coordenadora de População e Indicadores Sociais do IBGE, Bárbara Cobo, complementando que “mesmo com trabalhos em tempo parcial, a mulher ainda trabalha mais. Combinando-se as horas de trabalhos remunerados com as de cuidados e afazeres, a mulher trabalha, em média, 54,4 horas semanais, contra 51,4 dos homens”.

O estudo mostra ainda que, em 2016, 62,2% dos cargos gerenciais, tanto no poder público quanto na iniciativa privada, eram ocupados por homens e 37,8% por mulheres. A participação das mulheres em cargos gerenciais era mais alta entre as gerações mais jovens, variando de 43,4% entre as mulheres com 16 a 29 anos, até 31,3% entre as mulheres com 60 anos ou mais de idade.

Quanto ao acesso e uso de novas tecnologias, importante para análise do grau de autonomia da mulher, os resultados indicam que a proporção de mulheres que possuem telefone celular no Brasil (78,2%) é levemente superior a dos homens (75,9%). Tal proporção é superior para as mulheres em todas as grandes regiões, com exceção da região Sul, onde a masculina (82,1%) é ligeiramente maior que a feminina (81,9%).

As informações são das pesquisas do IBGE – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD e PNAD Contínua), Projeções da População, Estatísticas do Registro Civil, Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) e Pesquisa de Informações Básicas Estaduais (Estadic), além do Ministério da Saúde, Presidência da República, Congresso Nacional, Tribunal Superior Eleitoral e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP.

Fonte: Convergência Digital

Pilota de Temer é 1ª mulher a comandar avião presidencial Resposta

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Capitão da Força Aérea Brasileira, Carla Borges é primeira mulher a pilotar o avião presidencial (Foto: Sargento Manfrim/FAB)

 

A capitão da Força Aérea Brasileira (FAB), Carla Borges, é a primeira mulher a pilotar um avião presidencial no Brasil. A militar se destaca em meio a um universo historicamente masculino. Apenas um em cada seis pilotos da instituição é mulher.

As flexões “capitã” e “pilota” estão registradas oficialmente no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp). Mas a maior parte das mulheres na carreira militar diz preferir o termo “neutro” – neste caso, as palavras flexionadas no masculino.

A capitão assumiu o posto na aeronave presidencial em 2016, quando completou 13 anos de habilitação para conduzir aviões.

Ela também foi a primeira mulher a integrar o Esquadrão Escorpião, em Roraima, que emprega o modelo A-29 Super Tucano na defesa das fronteiras brasileiras. Além disso, ela foi a primeira mulher a chegar ao seleto gruo da aviação de cação. Atualmente, a equipe tem nove homens e ela.

Em pouco mais de 10 anos de carreira, Carla acumulou mais de 1,5 mil horas de voo no comando de nove modelos diferentes de aeronaves. Durante todo esse período, ela disse não ter sentido diferença de gênero no tratamento entre os colegas militares dentro da FAB.

Apesar disso, a capitão recorda o fato de, ainda na primeira turma de mulheres aviadoras, em 2003, compor um grupo de apenas 20 mulheres em um universo de 180 pessoas. A FAB só passou a aceitá-las na corporação a partir de 1982.

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Nathalie Porto na cabine do avião (Foto: Arquivo Pessoal)

Outra pioneira na profissão é a piloto Nathalie Porto. Aos 25 anos, mesmo com a formação em arquitetura, ela optou por deixar o lápis e a prancheta de lado para assumir o controle de aviões.

Dez anos depois, Nathalie é piloto de uma companhia aérea comercial – a mudança para Brasília aconteceu em outubro de 2017. A comandante da Avianca era a única mulher em meio a 30 homens que participaram da turma de formação.

Apesar da percepção da piloto sobre o aumento da participação feminina no setor, Nathalie diz que no contato direto com os passageiros e funcionários do setor – ou seja, quando não está na cabine –, as pessoas ainda estranham a presença dela no cargo.

Apesar da formação como piloto e instrutora de voo, Nathalie diz que a trajetória na profissão nem sempre foi fácil. Ela relembrou o momento em que foi rejeitada por uma empresa de táxi aéreo.

“Eles não queriam me contratar por ser mulher, para economizar com diárias da tripulação”, diz. “Alegaram despesa extra com a acomodação no hotel, já que não poderiam me colocar no quarto com os copilotos”.

Mulheres na aviação

Passados 36 anos do ingresso das mulheres na carreira militar da Aeronáutica, a presença feminina na FAB corresponde a apenas 17% do efetivo. No total, de 67,1 mil militares, 55,7 mil são homens e 11,3 mil mulheres. Os números dizem respeito a todas as funções dentro da corporação.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), no período de 2015 a 2017, o número de mulheres na aviação aumentou em 106%. O aumento mais expressivo é no de mulheres com licença de pilotas privadas de avião  – um salto de 165%, passando de 279 para 740 em dois anos.

O número de mecânicas também cresceu 30% no período, passando de 179, em 2015, para 233 em 2017. No entanto, o número ainda é pequeno quando comparado aos profissionais do sexo masculino. O último balanço mostra que há 8.092 homens na área de conserto e manutenção de aeronaves – número quase 35 vezes maior.

A reportagem completa, com a entrevista, você encontra no G1

Rubens Ewald Filho pode ser vetado da TNT após comentários transfóbicos em transmissão do Oscar Resposta

Rubens Edwald FIlho

Comentários transfóbicos complicam vida de crítico de ciema.

Além de interromper e ser grosseiro com a sua colega, Domingas Person, na apresentação do Oscar, Rubens Ewald Filho indignou o público da TNT ao fazer comentários machistas e transfóbicos durante a apresentação da festa.

Ao comentar sobre Daniela Vega, primeira atriz transexual convidada a apresentar um musical na premiação, o crítico disse que “essa moça, na verdade, é um rapaz”. Mais tarde, quando Frances McDormand subiu ao palco para receber o prêmio de Melhor Atriz, Rubens a chamou de feia e citou rumores de que ela estaria bêbada em uma premiação anterior. “Acho interessante que essa senhora não é bonita, deu um show de bebedeira no Globo de Ouro e, de repente, o filme é um sucesso”, disse.

Muitos internautas reclamaram da postura do veterano e o acusaram de preconceito. A TNT também não gostou nada dos comentários, e chegou a repudiar o ocorrido através de uma nota:

“Rubens Ewald Filho é um dos mais respeitados e conceituados críticos de cinema do país e há anos leva informação, conhecimento e sua paixão na cobertura das premiações pela TNT. Rubens se desculpa pelos termos que possam ter ofendido ou provocado mal-estar. Em nenhum momento, houve a intenção de endossar qualquer posicionamento preconceituoso”, finaliza. Ainda durante a premiação, o canal usou as redes sociais para se retratar, embora não tenha conseguido dispersar as críticas. “Sim, a Daniela Vega é uma mulher. E que mulher!”, dizia a publicação da TNT.

A emissora discute o afastamento dele.

“Não sou sexista ou transfóbico”

Em entrevista à revista Veja, o crítico se defendeu:

“O que aconteceu com relação à atriz Daniela Vega, foi, no fundo, uma confusão minha de termos técnicos de expressão, mas nunca, em hipótese alguma, uma atitude sexista e transfóbica”, afirma o crítico ao site de VEJA. “Que tudo isso que aconteceu sirva para se falar ainda mais sobre o assunto, para se promover ainda mais esta causa. Que pessoas leigas aprendam os termos técnicos, e me coloco neste caso, aprimorem seu vocabulário nesse sentido.”

Então tá…

*Com informações do TV Foco

Mulher de gêmeo morto por homofobia na Bahia pede justiça Resposta


– Quando imagino minha vida daqui para frente, penso em tristeza. Será muito triste criar meu filho sozinha, sem ele (Leonardo). O sonho dele era ter um filho, mas fizeram isso e ele não pôde nem conhecer – lamenta N. G., de 15 anos, grávida de três meses de José Leonardo da Silva, 22. Leonardo morreu após ser agredido por um grupo que confundiu ele o irmão gêmeo, José Leandro da Silva, com um casal gay, na saída de uma festa, no domingo, na cidade de Camaçari, na Grande Salvador, na Bahia.
Muito abalada, a jovem tenta entender o porquê das agressões.
– Não tem explicação mesmo. Se eles fossem (homossexuais), não precisava ninguém fazer isso. Violência gratuita.
Explicar os motivos que levam alguém a agredir o outro por causa de sua orientação sexual é função de um psicólogo, mas que a certeza da impunidade ajuda, isso ajuda, caso contrário, não veríamos tantos casos de homofobia no Brasil!
Ela cobra das autoridades punição para todos os envolvidos na morte do marido.
– Oito pessoas participaram das agressões e apenas três foram presas. Espero que os outros sejam identificados e punidos. Eles tiraram a vida de um inocente, homem honesto e trabalhador. Têm de pagar pelo que fizeram – ressaltou.
A viúva lembra que Leonardo estava tão feliz com a gravidez que já havia até escolhido os nomes para a criança: Alejandro, se menino, e Rose para menina.
Maria Lucineide Neto, mãe da garota, pretende ajudar a filha a criar a criança.
– A vida dela está destruída. Como ela vai cuidar dessa criança sozinha? Só Deus. Vou ter que correr atrás de psicólogo para ela, mas não vai se recuperar nunca.
Segundo ela, a família de Leonardo está revoltada com os boatos de que o jovem foi assassinato porque era comparsa de um bandido conhecido como Felipe, morto recentemente. Revolta maior, diz Maria, é da mãe da vítima, que sempre orientou os gêmeos a serem trabalhadores e respeitar as pessoas.
– Desde pequenos, foram criados trabalhando. Vendiam ‘geladinho’ aos 10 anos de idade – conta.
A Bahia registrou 15 mortes por homofobia esse ano. Em 2011, o estado teve, pelo sexto ano consecutivo, o maior número de mortes (28) por homofobia do Brasil, à frente de Pernambuco (25) e São Paulo (24). Os dados são do levantamento anual feito pelo Grupo Gay da Bahia. No Brasil, foram 266 homicídios em 2011. Este ano, já são 104 mortes contabilizadas em todo o país.
– Casos como esse em Camaçari revelam que a homofobia pode causar danos a qualquer pessoa. É mais sério do que se pensa – afirma o professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e membro do Conselho Nacional LGBT Leandro Colling.
Homossexual assumido, o produtor Benin Ortiz, 24 anos, foi vítima de homofobia aos 14 anos, dentro da escola, quando um garoto, que já o perseguia, deu um chute na barriga dele. Benin, que morou em Londres e Tel Aviv, fica “espantado” com a forma como tratam a questão no Brasil.
– A população é ignorante. Não entende que existem várias formas de amar – aponta. Benin.
Ativistas e pessoas que sabem os males da homofobia torcem pela aprovação do projeto de lei que criminaliza a prática. Mas a votação do projeto no Senado foi adiada para 2013, por divergências provocadas, na maioria, pela bancada evangélica.

*Com informações da Agência da Tarde

Presidente da Libéria que recebeu Prêmio Nobel da Paz defende lei que penaliza gays Resposta

Ellen Johnson Sirleaf
A vencedora do Prêmio Nobel da Paz, presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, defende uma lei que criminaliza os atos homossexuais e disse que seu povo gosta de ser do jeito que são.

Em uma entrevista conjunta com Tony Blair, que ficou visivelmente desconfortável com os seus comentários, Sirleaf disse que ela e o país que representa têm ¨certos valores tradicionais em sua sociedade que gostariam de preservar¨. 
A legislação da Libéria classifica a ¨sodomia voluntária¨ como um delito que deve receber punição de até um ano de prisão, porém dois novos projetos de lei foram e teriam como alvo penalizar a homossexualidade com sentenças muito mais duras.
Blair, que estava em visita à Libéria, por ser o fundador de uma insituição de caridade que visa fortalecer os governos africanos, se recusou a comentar sobre as observações de Sirleaf.
Quando perguntado se um bom governo e os direitos humanos andam ed mãos dadas, o ex-ministro inglês disse que não teria uma resposta para essa pergunta: 
– Uma das vantagens de fazer o que eu faço agora é que eu posso escolher as questões que eu falar e as que eu não quero. Para nós, as prioridades são em torno de energia, estradas e entrega de trabalhos. 
Durante seus 10 anos como primeiro-ministro, Blair tornou-se um campeão pela igualdade jurídica dos gays, através de leis sobre uniões civis e levantando questões sobre a proibição de gays nas forças armadas.
Mas os direitos dos gays, segundo ele, não eram algo que ele estava preparado para se envolver como conselheiro para os líderes africanos.
Com Sirleaf sentada à sua esquerda, Blair se recusou a dar qualquer conselho sobre as reformas dos direitos dos homossexuais. Ele soltou uma risada abafada quando Sirleaf o interrompeu para deixar claro que Blair e sua equipe só foram autorizados a fazer o que ela disse que podia. 
Não houve condenações recentes no âmbito da lei de sodomia, de acordo com o mais recente relatório do Departamento de Estado dos direitos humanos dos Estados Unidos. No entanto, ativistas anti-gays promoveram dois projetos novos que levariam a legislação muito mais longe. Alguém poderia alterar o código penal para tornar uma pessoa culpada de um crime de segundo grau se ele ou ela “seduz, incentive ou promova outra pessoa do mesmo sexo a se envolver em atividades sexuais” ou “propositalmente se envolva em atos que despertam ou tendem a despertar uma outra pessoa do mesmo sexo para ter relações sexuais “, passível de uma pena de prisão de até cinco anos.
O segundo projeto de lei – elaborado pela ex-mulher do ex-presidente Charles Taylor – faria o casamento gay um crime punível com até dez anos de prisão. Jewel Howard Taylor disse que ¨[A homossexualidade] é uma ofensa criminal, não é um coisa de africano. É um problema em nossa sociedade e consideramos o comportamento sexual desviante como algo criminal. Estamos apenas tentando reforçar nossas leis locais. Esta não é uma tentativa para acabar com os homossexuais.¨
A homossexualidade já é ilegal em 37 países africanos. Em Uganda, um projeto de lei propondo penas privativas de liberdade para a homossexualidade é ainda considerada, apesar de já não ser mais aplicada a pena de morte. Dez mulheres foram recentemente detidas nos Camarões acusadas de serem lésbicas, enquanto na Nigéria, as atividades homossexuais são punidas com até 14 anos de prisão.
Sirleaf, de 73 anos, recebeu Prêmio Nobel da Paz no ano passado por seu trabalho na campanha pelos direitos das mulheres. Em 2006 se tornou a primeira presidente da África do sexo e foi eleita para um segundo mandato no ano passado. 
Após 14 anos de guerra civil que terminou em 2003, a Libéria é ainda um dos países mais pobres do mundo.

Confundida com travesti, mulher é agredida no Sergipe Resposta



Uma mulher foi agredida ao ser confundida com uma travesti, em Aracaju (SE). Segundo a vítima da agressão, a comissária de voo, Geilsa da Mota, o ataque foi cometido por dois homens que a perseguiram por várias ruas e chegaram a efetivar disparos contra o carro em que ela estava. A suposta arma utilizada pela dupla, não foi localizada pela Polícia. Os dois suspeitos, identificados como Ricardo Alexsandro Reis, um estudante de 25 anos, e Marcelo Rosa Santos, mecânico de 29 anos, estão detidos na Delegacia Plantonista, à disposição do delegado de plantão, que já iniciou a oitiva dos envolvidos na ocorrência.


De acordo com Geilsa da Mota, o fato aconteceu na madrugada desta segunda-feira, (19/09), após uma festa, numa casa de show, localizada no bairro Coroa do Meio. Geilsa conta que percebeu que estava sendo perseguida e parou num posto, de combustível, onde há uma loja de conveniência, local onde as agressões verbais foram iniciadas.
“Eles alegavam que eu era uma travesti, que estava devendo dinheiro a eles. Fiquei amedrontada. Eles diziam que eram parentes de pessoas poderosas e que ninguém ia prendê-los”, conta a comissária de bordo.

Apavorada, a vítima abandonou o posto na tentativa de conseguir se livrar dos agressores, que a seguiram até outro posto de gasolina, local em que as agressões físicas foram consumadas.
“Eu levei vários socos, estou com as mãos e a cabeça machucadas. Um dos dois entrou no carro e me deu muitos socos na cabeça. Eu só conseguia gritar e o que mais me revoltou é que os funcionários e seguranças do posto não faziam nada”, comenta indignada a vítima.

Para selivrar das agressões, Geilsa teve que fingir estar desmaiada.
“Eu não sabia como reagir diante de toda aquela agressão. Então, fingi que estava desacordada. Um dos dois pensou que eu estava morta e mudou de atitude, passou a fazer o papel de apaziguador, mas na verdade ele queria se livrar do meu corpo. Foi nessa hora que a polícia chegou, eu não sei quem chamou”, fala Geilsa da Mota.
A todo momento, segundo Gilsa da Mota, os jovens diziam que nada aconteceria a eles devido ao grau de parentesco deles com pessoas “poderosas” e “importantes” no estado e ainda teriam revelado que iriam dar dinheiro aos policiais para livrá-los da prisão. Fato que não chegou a se concretizar, segundo informações do cabo Ademir Costa.
“A gente foi informado disso, mas eles não tentaram o suborno”, diz o cabo.
Os policiais militares foram acionados a partir de telefonemas de pessoas que estavam na loja de conveniência, que presenciaram as agressões. Os policiais deram voz de prisão aos acusados e, sem reagir, ambos foram encaminhados à Delegacia Plantonista. Até o momento em que a equipe de reportagem esteve na Delegacia, os dois não tinham, ainda, prestado depoimento. Ambos demonstraram irritação e a todo momento diziam que o interesse era sair da Delegacia para ir embora.


O delegado de plantão começou a investigação ouvindo a comissária de bordo. O veículo que estava sendo ocupado pelos dois rapazes não foi removido do estacionamento do Posto de Combustível.
”Os dois estavam visivelmente alcoolizados e não tinham condições de dirigir”, informou o cabo Ademir Costa. O veículo passou por uma breve vistoria e a suposta arma não foi localizada. Mas a perícia da Secretaria de Estado da Segurança Pública, segundo o cabo Ademir, fará  uma outra vistoria minuciosa.


A comissária de vôo se diz indignada com a situação.
“Isso é algo que não pode se repetir. Foi comigo, mas poderia ter sido com qualquer pessoa, irmãs, esposas, qualquer pessoa poderia ter sido vítima daquele absurdo. Eu estou inconformada e vou até as últimas consequências para conseguir justiça”, desabafou.


Ela garante que o mundo inteiro tomará conhecimento da ocorrência, pela internet. Ela pretende construir um blog específico para denunciar “os babaquinhas de Aracaju”.
“O mundo inteiro vai conhecer o que os mauricinhos, babaquinhas, de Aracaju andam aprontando. Eles dizem que ficarão impunes por ser parentes de poderosos, mas eles podem ser filhos de Dilma Roussef e, ainda assim, pagarão por isso”, vocifera Geilsa da Mota, completando que vai deixar de morar em Aracaju depois que o caso for resolvido. 

Primeiro foram heterossexuais masculinos, inclusive pai e filho, agredidos, confundidos com gays, agora mulher confundida com travesti. Já passa da hora da sociedade se unir contra a homofobia.


*Informações: Infonet e Correio do Sergipe

Metade dos homens têm HPV Resposta

Metade de todos os homens podem estar infectados com o vírus papiloma humano, ou HPV, aponta uma pesquisa da Flórida de ontem (02/03). 


Por causar o câncer de ânus, pescoço e cabeça no homem, e também câncer cervical nas mulheres, a descoberta pode sustentar o argumento de que a vacinação contra o vírus nos meninos, é necessária. 

O centro de pesquisa ¨H. Lee Moffitt Cancer Center and Research Institute¨ estudou as taxas de infecção entre os mais de 1.100 homens com idades entre 18-70 em os EUA, Brasil e México. Cinqüenta por cento eram portadores do HPV no momento em que o estudo começou.

Ao longo do tempo, foi mostrado que os homens foram infectados com o HPV com a mesma porcentagem que as mulheres, que estão sendo convidadas a receberem a vacina Gardasil contra o vírus o mais cedo possível. No entanto, a pesquisadora Anna Giuliano disse que, enquanto as mulheres são capazes de combater o vírus naturalmente, os homens não são tão inerentemente capazes.

O HPV pode ser transmitido sexualmente ou pelo contato via oral ou genital com fluidos contaminados, que afeta a área genital e a mucosa oral. Como toda doença sexualmente transmissível, o HPV pode ser evitado com o uso da camisinha, porém no homem ainda existe outro risco, já que é possível contrair o vírus pela bolsa escrotal, que não recebe a proteção da camisinha.

Mais uma para lutar pelos direitos dos gays na política: Geisy Arruda! 1

Geisy Arruda: Nova líder dos gays? (Foto: Reprodução)
Sim, digníssimos leitores. É ela mesmo! Geisy Arruda, a famosa estudante da Uniban que virou ¨celebridade¨ após um escândalo envolvendo internet, baixaria, preconceito e um vestido (curto) rosa, está pensando em entrar para a política.

Ela, que participou da última temporada do reality show da Record, A Fazenda, disse que sempre recebeu propostas de partidos para entrar para a política. Bom, para um país que elege Tiririca e outros palhaços, pelo menos Geisy Arruda já disse que tem uma proposta: vai lutar pelos direitos dos gays e das mulheres.

Bom, eu aqui não duvido que ela possa vencer e ser, quem sabe, uma nova deputada federal. Você votaria nela?