Um dia após defender lei anti-gay na Rússia, Isinbayeva se diz mal interpretada 1

Yelena Isinbayeva diz que foi mal interpretada. Tadinha, não?

Yelena Isinbayeva diz que foi mal interpretada. Tadinha, não?

Um dia após defender a lei anti-gay russa, a principal atleta do salto com vara no mundo, Yelena Isinbayeva, se disse “mal interpretada”, via comunicado oficial.  Hoje, a medalhista de ouro no Mundial de Atletismo de Moscou afirmou que “se opõe a qualquer discriminação”.

“Quero deixar claro que respeito os pontos de vista de meus companheiros atletas e quero expressar de maneira firme que me oponho a qualquer discriminação contra a comunidade gay com respeito a sua sexualidade”, disse Isinbayeva.

Ela afirmou que, por ter usado o inglês para falar sobre o assunto, acabou mal interpretada. “O inglês não é minha língua materna creio que houve um mal entendido. O que eu queria dizer é que a gente deve respeitar as leis de outros países, principalmente quando são convidados”, continuou.

Ontem (15/8), em entrevista coletiva antes da cerimônia do pódio pelo seu triunfo no salto com vara, ela se mostrou a favor da lei russa que proibido “propaganda homossexual ante menores”, além de criticar a sueca Emma Green-Tregaro, que competiu no salto em altura com as unhas pintadas com as cores do arco íris, um símbolo gay.

“Nós nos consideramos pessoas normais, vivemos os garotos com as garotas, as garotas com os garotos. Isso vem desde sempre”, disse Isinbayeva na quinta-feira.

Opinião

Yelena Isinbayeva deve um pedido de desculpas a todos os LGBT do mundo por suas declarações homofóbicas. Não tem essa de ser mal interpretada.

Condomínimo para aposentados gays gera polêmica na França 1

Imagem de divulgação do empreendimento voltado para o público gay no sul da França Foto: Divulgação

Imagem de divulgação do empreendimento voltado para o público gay no sul da França
Foto: Divulgação

A criação de um condomínio residencial para aposentados gays na França, o primeiro empreendimento desse tipo no país, suscita debates sobre o “comunitarismo homossexual” e divide opiniões de associações que lutam contra discriminações.

O projeto imobiliário, situado no sudoeste da França, também provocou reações negativas por parte do prefeito e de moradores do pequeno vilarejo de Sallèles d’Aude, nos arredores do condomínio.

O empreendimento Village ─ Canal du Midi “é um oásis privado para a comunidade gay e lésbica que deseja levar uma vida ativa e sadia em um clima quente e amistoso do sul da França”, diz o catálogo de vendas da empresa britânica Villages Group. O grupo constrói condomínios residenciais na França para pessoas com mais de 50 anos e visa normalmente a clientela inglesa.

O condomínio para gays terá 107 casas “ecológicas”, vendidas entre 236 mil e 248 mil euros (entre R$ 717,3 mil e R$ 753,8 mil), além de duas piscinas, quadra de tênis, campo de golf, sauna, centros de lazer e ainda um hotel e um restaurante, abertos ao público em geral. O catálogo também afirma que o condomínio será protegido por um muro.

“Estamos chocados e somos desfavoráveis”, disse Michel Germain, presidente da associação francesa de gays aposentados, que luta contra o isolamento, em entrevista à radio RTL. “Não aprovo a ideia de viver em gueto como ocorre nos Estados Unidos ou na Alemanha, onde há condomínios desse tipo. Os gays não devem criar um grupo à parte”, afirma .

Para Catherine Tripon, porta-voz da associação Outros Círculos, que luta contra a homofobia, “é preciso entender que os gays aposentados viveram em outra época, em um período onde a homossexualidade era (considerada) um crime ou uma doença”.

Mercado fraco

Inicialmente, o projeto não previa que o condomínio fosse destinado aos gays, disse à BBC Brasil o inglês Danny Silver, diretor do The Villages Group. “É puro negócio. Quando começamos a vender as casas, em junho, o mercado estava muito fraco. Tivemos então a ideia de visar a clientela gay, com alto poder aquisitivo”, contou Silver.

O catálogo de vendas foi reeditado para incluir na capa uma bandeira com as cores do arco-íris, principal símbolo da comunidade LGBT. “Em três dias, recebemos 200 pedidos de informações. O mesmo total que havíamos recebido durante três meses”, afirma Silver. Segundo ele, o projeto do condomínio francês está fazendo sucesso nos Estados Unidos e 12 reservas de casas já foram realizadas pela clientela americana.

Já o prefeito do vilarejo de Sallèles d’Aude, Yves Bastié, afirma “ter caído das nuvens” quando soube, recentemente, que o condomínio terá moradores gays. Ele havia concedido em janeiro as autorizações para construir. “Quando assinei os documentos, o projeto não era esse e poderia ter sido um motivo para recusá-lo”, diz o prefeito do vilarejo de 3 mil habitantes.

Bastié, que ressalta não ser homofóbico, lamenta “ter sido colocado diante do fato consumado e não ter podido informar os habitantes do vilarejo previamente”. Mas ele destaca o impacto financeiro positivo do projeto. Segundo Silver, do The Villages Group, o investimento será de 25 milhões de euros e prevê a criação de 60 empregos.

O prefeito convocou reuniões de emergência com os moradores para explicar a situação. Nesses encontros, segundo a imprensa francesa, alguns habitantes afirmaram temer a criação de um gueto no local.

Outros fizeram comentários irônicos e até mesmo discursos homofóbicos. Mas também há moradores que destacam o lado positivo do investimento, que deverá atrair novos consumidores ao vilarejo onde várias lojas têm sido fechadas nos últimos tempos em razão da crise.

“O problema é que na França as pessoas têm a visão de que um local para aposentados deve ser um asilo onde as pessoas vão para morrer”, diz Silver. “Os franceses não entendem que pode ser um lugar com estilo de vida para pessoas ativas e não algo para quem precisa de cuidados médicos”, afirma.

Ele destaca que não é possível impedir, por razões legais, a venda das casas a heterossexuais. As obras começarão em setembro e projeto deverá ser inaugurado no início de 2015, segundo Silver.

O condomínio fica próximo ao Canal do Midi (que liga o rio Garonne ao mar Mediterrâneo), um dos mais antigos canais da Europa ainda em funcionamento, construído no século 17 e tombado pelo patrimônio mundial da Unesco.

Fonte: BBC Brasil

Mundo parece não se importar com homofobia na Rússia Resposta

Para o ator Stephen Fry, o presidente russo, Vladimir Putin, está transformando os gays em “bodes expiatórios, como Hitler fez com os judeus”

Para o ator Stephen Fry, o presidente russo, Vladimir Putin, está transformando os gays em “bodes expiatórios, como Hitler fez com os judeus”

Sexta-feira passada o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, negou boicote aos Jogos Olímpicos de Inverno, que acontecerá em Sochi, na Rússia. O presidente estadunidense disse que deseja que os gays conquistem medalhas nas Olimpíadas e pediu que a Rússia receba bem os gays e lésbicas.

Depois de Obama, no sábado, o primeiro-ministro britânico David Cameron também descartou boicote aos jogos olímpicos.

Para quem não sabe, está rolando em Moscou o Mundial de Atletismo.

Uma pena que os países que participam do Mundial de Atletismo e que participarão dos Jogos Olímpicos de Inverno na Rússia não tenham boicotado nenhum dos dois campeonatos. E o Comitê Olímpico Internacional (COI) também não parece muito preocupado com a homofobia na Rússia.

A Rússia, onde qualquer tipo de manifestação ou propaganda gay sofrem punição, é hoje um dos países mais homofóbicos do mundo. Lá os gays estão sendo torturados e o governo nada faz contra isso, muito pela contrário, como escreveu o ator Stephen Fry, o presidente russo, Vladimir Putin, está transformando os gays em “bodes expiatórios, como Hitler fez com os judeus”. Ao não boicotarem os Jogos de Inverno, os países que participarão parecem concordar com isso.

Obama diz que não tolera países que intimidam homossexuais Resposta

Barack Obama falou da comunidade LGBT no talk show de Jay Leno, da NBC

Barack Obama falou da comunidade LGBT no talk show de Jay Leno, da NBC

Dando mais uma prova que seu segundo mandato será marcado pela defesa dos direitos LGBT, o presidente estadunidense Barack Obama criticou as nações que perseguem a comunidade gay na noite da última terça-feira (7/8), durante uma entrevista ao programa The Tonight Show, da rede NBC. Obama fez o comentário ao falar da Rússia, que tem aprovado legislações anti-homossexuais.

“Sem tolerância para os países que tentam intimidar gays, lésbicas e transgêneros , de uma maneira prejudicial a eles”, disse Obama ao apresentador do programa, Jay Leno .

Sede da edição de inverno dos Jogos Olímpicos, no próximo ano, a Rússia tem sido pressionada a revogar leis restritivas à comunidade LGBT, como a que proíbe a realização de paradas gays.

“Eu acho que eles entendem que a maioria dos países participantes dos Jogos Olímpicos não toleraria que gays e lésbicas fossem tratados de forma discriminatória”, observou Obama sobre a possível revogação.

O presidente dos Estados Unidos ainda falou da necessidade de tratar todos com igualdade. “Uma coisa que é importante para mim é ter certeza que as pessoas serão tratadas de forma respeitosa e com justiça. É isso o que defendemos, eu acredito que esse preceito não é exclusivo para a América. É algo que deve ser aplicado em todos os lugares. “.

Paulo Vanucchi é eleito para Comissão de Direitos Humanos da OEA Resposta

Paulo Vanucchi é eleito para Comissão de Direitos Humanos da OEA

Paulo Vanucchi é eleito para Comissão de Direitos Humanos da OEA

O ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos e atual diretor do Instituto Lula, Paulo de Tarso Vannuchi, foi eleito para uma das vagas da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA). A eleição ocorreu ontem durante a 43ª Assembleia Geral da OEA, em Antígua, Guatemala. A CIDH é composta por sete integrantes, que têm mandato de quatro anos, com direito a uma reeleição.

Três vagas estavam em disputa por seis países: Brasil, México, Colômbia, Estados Unidos, Equador e Peru. José de Jesús Orozco Henríquez, do México, e James Cavallaro, dos Estados Unidos, foram os outros dois eleitos.

Em nota divulgada na quinta-feira à noite, o Ministério de Relações Exteriores, diz que a eleição de Vanucchi fortalece o Sistema Interamericano de Direitos Humanos. Vanucchi foi o principal articulador da terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH), aprovado no fim de 2009 e que apresentou entre suas diretrizes a criação da Comissão Nacional da Verdade (CNV), que apura violações de direitos humanos cometidas no Brasil entre 1946 e 1988. O atual coordenador da Comissão da Verdade, Paulo Sérgio Pinheiro, integrou a Comissão Interamericana por oito anos.

Histórico

As relações entre o Brasil e a OEA ficaram estremecidas em 2011, quando a comissão da organização pediu a interrupção das obras da usina hidrelétrica de Belo Monte devido às críticas das comunidades indígenas da região.

À época, o governo chegou a retirar a candidatura do próprio Vannuchi ao cargo devido ao mal estar diplomático causado pelo posicionamento da instituição. Ele concorreria à vaga aberta com o fim do mandato de Paulo Sérgio Pinheiro.

Autoridades do Palácio do Planalto veem a eleição de Vannuchi como sinal dos demais membros da comissão de que há vontade de ver o Brasil totalmente reintegrado ao colegiado. Diplomatas já ponderaram que, apesar da surpresa causada pelo posicionamento da entidade em relação a Belo Monte, o episódio foi superado. E lembram que o Brasil, um dos principais responsáveis pelo financiamento da OEA, normalizou as contribuições à organização e tem trabalhado para fortalecer a organização e o sistema interamericano de direitos humanos.

Além de Paulo Sérgio Pinheiro, o Brasil já integrou a comissão com Hélio Bicudo. Nas últimas semanas, Paulo Vannuchi esteve em contato com autoridades de todos os países que integram a OEA. Ao todo, realizou cerca de 70 conversas para apresentar sua candidatura. A campanha é baseada em sua experiência na área dos direitos humanos e na ligação histórica que mantém com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Defensor da punição de torturadores e de uma reinterpretação da Lei de Anistia pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Vannuchi foi preso pela ditadura militar. O ex-ministro também tem defendido um maior ‘equilíbrio’ da Comissão Interamericana de Direitos Humanos e, nessa questão, é um porta-voz da agenda do PT. Na opinião dele, a CIDH tem dirigido suas discussões para a questão da liberdade de imprensa, esquecendo outros temas. O assunto é caro ao PT, que tenta avançar na criação de um marco regulatório dos meios de comunicação.

Fonte: G1

Novo papa combateu casamento gay e cobrou justiça social 1

Papa Francisco I

O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio (76) assume o papado tendo nos últimos anos cobrado maior justiça social na América Latina e combatido a adoção de uma lei que autorizava o casamento entre pessoas do mesmo sexo no seu país.

O agora papa Francisco nasceu em 17 de dezembro de 1936 em Buenos Aires. O arcebispo da capital argentina será o primeiro latino-americano e o primeiro jesuíta a comandar a Igreja.

‘Parece que meus irmãos cardeais foram quase até o fim do mundo (para escolher um papa)’, disse ele, em tom de brincadeira, à multidão na praça de São Pedro em seu primeiro discurso.

De acordo com relatos, Bergoglio disputou voto a voto a cadeira de papa com o então cardeal Ratzinger no último conclave e somente sua renúncia à disputa possibilitou a eleição do cardeal alemão.

Um artigo publicado à época pela revista italiana Limes disse que Joseph Ratzinger foi eleito com 84 votos e seu único rival foi Bergoglio.

Idade

No entanto, especialistas já não o viam como um favorito para ser o sucessor de Bento 16 devido à sua idade. Aos 76 anos, ele é somente dois anos mais novo do que Joseph Ratzinger na época de sua eleição em 2005.

A decisão dos cardeais de elegê-lo pode se justificar pelo fato de que Bergoglio agrada tanto os conservadores quanto os reformistas da Igreja, já que é visto como ortodoxo em temas sexuais, por exemplo, mas também defensor de mudanças, como no tocante à justiça social.

‘Vivemos na parte mais desigual do mundo, a que mais cresceu, mas a que menos reduziu a miséria’, ele teria dito em uma conferência de bispos latino-americanos em 2007, segundo o National Catholic Report.

‘A distribuição injusta dos bens persiste, criando uma situação de pecado social que clama aos céus e limita as possibilidades de uma vida plena para tantos de nossos irmãos.’

Por ser jesuíta, também não se espera que Bergoglio encabece reformas de grande impacto. Os membros da ordem professam a ‘obediência cega’ e o não questionamento às decisões da Igreja.

Polêmicas

O cardeal é considerado da ala ‘moderada’ da igreja latino-americana. No entanto, sua relação com o governo argentino de Néstor e, em seguida, Cristina Kirchner, foi marcada por críticas duras.

O ex-presidente Néstor Kirchner chegou a classificar o cardeal como um ‘expoente da oposição’.

A presidente Cristina Kirchner procurou uma reaproximação com a igreja e a diminuição das tensões com o cardeal, mas ambos se enfrentaram em 2010, quando tramitava no Congresso um projeto de lei que permitia o casamento de pessoas do mesmo sexo.

Bergoglio, segundo o jornal La Nación, caminhou diante de uma manifestação contra o casamento gay e enviou uma carta a todos os sacerdotes, pedindo que se falasse em todas as missas sobre o ‘bem inalterável do matrimônio e da família’.

Na época, o cardeal disse que o projeto de lei era ‘um ataque destrutivo aos planos de Deus’.

Em abril de 2010, uma investigação do jornal argentino Página 12 publicou cinco depoimentos que o apontavam como colaborador da repressão durante os governos militares na argentina.

A informação parecia haver sepultado sua possibilidade real de se tornar papa.

Simplicidade

Jorge Mario Bergoglio é técnico em química e filho de um funcionário de estrada de ferro. Ele foi nomeado cardeal pelo papa João Paulo 2º em 2001 e é tido como um sacerdote aberto e simpático.

‘Em favor de Bergoglio está sua atitude pastoral, como eles dizem na Igreja – seu relacionamento com as pessoas’, disse Leandro Pastor, um professor de filosofia da Universidade de Buenos Aires, que conhece o cardeal há mais de 30 anos.

‘Ele é um homem muito simples. É muito austero. E também acho que é um homem inteligente e muito bom comunicador.’

Segundo seu porta-voz, Guillermo Marco, andar de metrô e de ônibus e realizar missas em lugares simples eram hábitos que ele cultivava em Buenos Aires.

O bispo Eduardo Garcia, também de Buenos Aires, o definiu como ‘humilde’ e ‘preocupado com os pobres’.

‘Ele é assim também no cotidiano. Ele é um pastor, que sabe comunicar o que pensa e em defesa dos pobres, dos mais humildes. Ele tem uma serenidade típica de um pastor, agora o pastor dos pastores. Todos aqui nos emocionamos até às lágrimas quando o nome dele foi anunciado’, disse após o anúncio do Vaticano.’

‘A forma como ele falou, nas suas palavras como papa, foram exatamente as que dizia aqui. Que rezemos por todos e por ele.’

A saúde pode trazer problemas para o novo papa. Durante mais de 20 anos, ele vive com somente um pulmão funcionando, que diz estar em ‘boa forma’.

Fonte: BBC

CIA começa a recrutar LGBTs 3

CIA

A CIA vai organizar a sua primeira reunião de recrutamento de pessoal LGBT e decidiu fazê-lo em Miami Beach, no Estado da Florida, noticia a agência Efe. 

A reunião foi convocada, na última quarta-feira, no Centro de Visitantes LGBT de Miami Beach, com a pergunta “Alguma vez você pensou em fazer carreira na Agência Central de Informações (CIA)?”.

Durante o encontro, foram apresentados diversos postos de trabalho nos serviços de espionagem norte-americanos.

Na reunião, estiveram presentes dirigentes de várias áreas da CIA, que está procurando mudar de imagem e a alargar o perfil dos seus empregados.

A reunião teve a colaboração da Câmara de Comércio de Gays e Lésbicas de Miami e é a primeira deste tipo organizada pela CIA, que foi acusada em 1989 de marginalizar sistematicamente os LGBT.

Processo Renato Seabra (modelo que matou e castrou namorado) terá “longos” recursos 2

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Você que acompanha o blog já deve ter lido postagem sobre o caso chocante do belo modelo que matou e castrou o namorado, um importante jornalista português, em Nova York (EUA). Leia mais, clicando aqui. Na semana passada ele foi condenado. Mas o processo não para por aí.

Quando o juiz Daniel Fitzgerald proferir a sentença do caso Renato Seabra, no próximo dia 21, os advogados de Defesa irão interpor recurso de imediato para o primeiro departamento do Supremo Tribunal do estado de Nova York.

O jovem de Cantanhede foi considerado, na passada sexta-feira, culpado da morte de Carlos Castro, a 7 de janeiro de 2011.

Renato Seabra

Caso a deliberação do júri seja reconfirmada nessa nova instância, Sinins revela que o processo “poderá prosseguir” no “Court Of Appeals (Tribunal de Recursos) do estado de Nova York.

“Será um processo longo”, antecipa o advogado de defesa.

Silêncio sobre estado de saúde de Renato

O Expresso perguntou ainda sobre o estado de saúde de Renato Seabra, que aguarda a leitura da sentença na prisão de Rikers Island, mas não obteve qualquer comentário.

O site também quis saber se a defesa estaria a reavaliar a sua estratégia – o Expresso sabe que a família de Renato Seabra esteve à beira de dispensar os serviços da dupla de advogados nas vésperas do julgamento -, mas Sinins não respondeu.

O silêncio manteve-se quando o jornal quis saber se estaria a ser equacionado um pedido de deportação do jovem de Cantanhede, para eventual cumprimento da pena em Portugal, caso esta seja igual ou inferior a 25 anos de prisão.

Deportação será “muito difícil”

Sobre uma eventual deportação, Daniel Richman, professor de direito criminal da Universidade de Columbia, em Nova Iorque, esclareceu, na quinta-feira passada, que será “muito difícil”.

“Ele (Renato Seabra) está a ser julgado pela justiça estadual, cujo sistema está menos preparado para lidar com casos de cidadãos estrangeiros e eventuais deportações. Em tribunal federal seria diferente, mas um caso criminal está fora da sua alçada. Na América, os estados têm sistemas judiciais independentes. É como se fossem países distintos”.

O luso-descendente Paul Silva, advogado de defesa com vasta experiência em casos semelhantes ao de Renato Seabra, concorda com Richman: “Se os criminosos nos EUA soubessem que poderiam ser deportados, principalmente para países com penas bastante mais brandas, como é o caso de Portugal, isso faria disparar a criminalidade”.

Psicólogo reafirma ao Expresso: “Renato Seabra é psicótico”

Entrevistada pelo Expresso, a testemunha chave da Defesa, o psicólogo Jeffrey Singer, reafirmou a tese de que “Renato Seabra é um indivíduo psicótico” e que na altura do crime “não conseguia distinguir o certo do errado”.

Singer recordou a conversa em inglês que teve com Renato Seabra, onde lhe diagnosticou a doença mental. “Fiquei surpreendido com o inglês dele e acho que o advogado estava à vontade com a capacidade do Renato em explicar-se e em entender as perguntas”.

Pouco depois da morte de Carlos Castro, a 7 de Janeiro de 2011, o jovem português confessou em português o crime a três agentes da polícia de Nova York. Um deles, Michael de Almeida, serviu de tradutor.

“É natural que naquela altura ele precisasse de alguém pois ainda estava em fase psicótica”, esclareceu o psicólogo.

Informações: Ricardo Lourenço, correspondente nos EUA do Expresso

Ex-primeira-dama francesa, Carla Bruni defende casamento civil igualitário Resposta

Carla Bruni

A ex-primeira-dama Carla Bruni está na capa da revista Vogue francesa de dezembro. Na entrevista da edição especial, ela se declara “a favor do casamento homossexual e da adoção” por casais do mesmo sexo. Mas ela acrescenta que a opinião não é a mesma do marido, o ex-presidente Nicolas Sarkozy.

 “Sou favorável à questão, pois tenho muitos amigos – homens e mulheres – que se enquadram nessa situação e não vejo nada de instável ou de perverso em relação às famílias com pais homossexuais”. Carla diz ainda que talvez esses casais até tenham um empenho maior como pais, por causa das cobranças da sociedade.
A questão do casamento gay e a adoção de crianças por casais homossexuais é um debate que vem dividindo a sociedade francesa. Os tópicos são promessas de campanha do atual presidente francês, François Hollande, e devem ser debatidas no parlamento no começo de 2013.

A ex-top model e cantora explica que Sarkozy “tende a ser contra por ser um político”, comprometido com visões mais gerais da sociedade. Questionada sobre o futuro do ex-presidente, Carla desvia o rumo e diz que não tem mais vontade de falar no assunto. “Não tenho mais vontade, nem a obrigação de falar sobre um mundo que me ensinou muito, que me abriu os olhos e o espirito, mas que no fundo não é o meu”, declarou.

Carla Bruni afirma ainda que não é “militante feminista” e assume seu lado burguês. “Minha geração não tem mais necessidade de ser feminista, as pioneiras já abriram esse caminho”, diz? “Adoro minha vida de família, de fazer as mesmas coisas todos os dias, de ter um marido, sou uma verdadeira burguesa”, conclui a ex-primeira-dama.

Revolta

A cantora e ex-primeira-dama da França, após tais declarações sobre as feministas, foi alvo de protesto no Twitter. Carla reconheceu que suas palavras foram infelizes e mal interpretadas.

“Essa frase ficou meio estranha e reflete equivocadamente meu pensamento. Deveria ter dito assim: Eu, pessoalmente, jamais senti a necessidade de ser uma ativista feminista”, assinalou a cantora em uma entrevista concedida à revista Elle em sua edição online. Detalhe: a revista Elle é concorrente da Vogue.

“Se ser feminista é reivindicar a liberdade e, por isso, imagino que sou. Mas não sei se isso significa se envolver de maneira ativa no combate que algumas mulheres mantêm ainda hoje”, precisou a cantora na última edição da revista Elle.

A senhora Sarkozy também afirmou ter compreendido a polêmica gerada e assegurou que, embora “admira muita sua coragem”, decidiu dedicar sua energia a outras causas, como a luta contra a aids, através da fundação que leva seu nome, e o acesso à cultura e educação para todos.

Na entrevista concedida a Elle, Carla Bruni, que desde sua saída do Palácio do Eliseu multiplicou sua aparição na imprensa em nível pessoal, também fez questão esclarecer que já defendeu a causa feminista e, se for “útil e justificável”, voltará a defendê-lo.

Para completar, a cantora ainda fez questão de ressaltar que sua resposta, na qual afirmava que era “uma burguesa”, estava fora de contexto e que, “fora de contexto, qualquer frase isolada tem muito pouco significado e muito pouco interesse”.

Casamento civil igualitário na França deixa presidente Hollande em posição desconfortáve Resposta

François Hollande

O parlamento francês está sendo acusado de divulgar um suposto entendimento entre as principais religiões do país sobre o casamento civil igualitário, após ter convidado líderes religiosos a dar suas opiniões sobre o tema. 

É o que afirma o jornal conservador Le Figaro que dedica a manchete de sua edição deste sábado a um dos assuntos mais polêmicos da França atualmente.

Le Figaro afirma que no fundo nem sequer houve debate porque os religiosos tiveram apenas 10 minutos para expressar seus pontos de vista e outros 4 para discutir suas opiniões. A audiência da última quinta-feira na Assembleia Francesa se transformou num ataque frontal contra o suposto obscurantismo da Igreja Católica, principal alvo dos deputados de esquerda, afirma o jornal.

Em editorial, Le Figaro afirma que o presidente François Hollande está muito desconfortável com esse assunto que nunca foi uma grande preocupação para ele. Mas Hollande deverá ter habilidade para responder a pressões que vem principalmente de dois grupos: o primeiro diz respeito aos milhões de franceses que estão reticentes a esta transformação cultural e familiar.

De outro, envolve os deputados de esquerda que pressionam para o projeto ir além da garantia da união de duas pessoas do mesmo sexo. Os parlamentares de sua base de apoio também defendem uma lei para que os gays possam conceber filhos com métodos de reprodução assistida.

Arcelor Mittal

A conclusão das negociações do governo Hollande com a Arcelor Mittal foi outro destaque da imprensa francesa deste sábado. Le Monde diz que os empregos na fábrica de Florange, no leste do país, foram preservados mas o chefão da maior empresa mundial de siderurgia, Lakshmir Mittal, foi o grande vencedor da batalha.

Isso porquê o empresário indiano conseguiu evitar a nacionalização de parte da fábrica e manteve sua estratégia de investir apenas na atividade rentável da empresa que é a produção final do aço. Para o Libération, o primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault rejeitou o projeto de nacionalização mas teve garantias que não vai haver demissões dos 630 funcionários. 

Muitos empregados, afirma o Libé, consideraram um recuo do governo embora a Arcelor Mittal tenha se comprometido a investir 180 milhões de euros para modernizar a empresa.

Fonte: RFI

Ator Collin Farrel se une ao irmão homossexual e lança campanha anti-bullying na Irlanda Resposta

O ator Collin Farrel (à esquerda), e seu irmçao gay Eamon.
O ator Colin Farrell quer acabar com o bullying antigay na Irlanda, dizendo que ele testemunhou os ataques contra o seu irmão gay, Eamon, quando eram mais jovens.

Os irmãos uniram forças na campanha¨Levante-se! Não apóie o bullying homofóbico¨, lançada na semana passada pela organização irlandesa de jovens gays, BeLonG To. 
Em um comunicado, Collin disse que cada indivíduo deve se levantar contra a brutalidade terrível que existe nas escolas: 
– Na verdade, o bullying não é menos do que a sistemática distribuição da dor sobre o inocente. É literalmente rindo da cara de alguém que eles se dividem em um perigo cada vez mais grave. Não é o meu papel traçar paralelos, mas tivemos o suficiente dessas dificuldades. 
E continua:
– O mundo teve. Tanto como o ataque aos estudantes gays, que eu testemunhei em primeira mão acontecendo com meu próprio irmão, quanto os estudantes que estão em minoria, como resultado de raça ou crenças religiosas ou qualquer outra característica de tal forma que os separam da ¨regra¨, está tudo errado e isso não tem lugar em um país justo e compassivo, como eu sei que a Irlanda é. Sempre fomos elogiados como o país das pessoas mais simpáticas e acolhedora do mundo. Meu desejo é que a gente prove isso a cada dia, nos pátios escolares e parques infantis em todo o nosso país.

¨Em nome de Deus¨, 40 gays e lésbicas foram assassinados no Iraque Resposta

A Comissão Internacional de Direitos Humanos de Gays e Lésbicas, divulgou um relatório preocupante para a comunidade LGBT global indicando que grupos de massa de homossexuais são assassinados no Iraque. 

De acordo com o comunicado: 

¨ A Comissão Internacional de Direitos Humanos de Gays e Lésbicas recebeu hoje relatórios do Iraque de uma onda de assassinatos seletivos de indivíduos que são percebidos como gays ou lésbicas. De acordo com ativistas de direitos humanos do Iraque, no início de fevereiro de 2012, um grupo não identificado postou ameaças de morte contra os indivíduos ¨adúlteros¨ nos bairros predominantemente xiitas de Bagdá e Basra. As ameaças fez com que os indivíduos, cujos nomes e idades foram listados, tivessem quatro dias para parar o seu comportamento ou enfrentariam a ira de Deus. De acordo com fontes dentro do Iraque, como resultado desta nova onda de violência anti-gay, cerca de 40 pessoas foram seqüestradas, torturadas e assassinadas brutalmente. As autoridades iraquianas não responderam a essa violência dirigida e nem devem ter denunciado públicamente o ocorrido. Acredita-se que essas atrocidades estão sendo cometidos por um grupo da milícia xiita.¨ 

A Diretora da CIDHGL disse que o governo do Iraque representa um país plenamente soberano e democrático, e por isso, deve proteger todos os seus cidadãos, incluindo gays, lésbicas e transgêneros, de todos os crimes de ódio e violência cometidos por grupos milicianos armados. E continua: 
– Em 2009, vários gays e lésbicas foram assassinatos por conta de suas orientações sexuais, e isso não deve ser tolerado no iraque. Não há desculpas para essas violações abomináveis dos direitos humanos. Exigimos que o governo iraquiano acabe com a perseguição desumana e assassinato de homossexuais, e que os seus autores sejam punidos.

Veja 10 maneiras de como você pode ajudar o movimento gay global: 1

Depois de viajarem para diferentes lugares do mundo, duas mulheres de São Francisco, nos Estados Unidos, preocupadas com as formas de como a comunidade LGBT é vista e desenvolvida em diferentes regiões do mundo, decidiram listar 10 atitudes que, se seguidas pela maioria dos gays, podem ajudar no crescimento e desenvolvimento do movimento gay global. Segundo elas, as 10 dicas são essas:  


10) Quando você viajar para o exterior, visite o Centro LGBT local, se houver: 

Saiba mais sobre os serviços sociais e suportes que estão sendo oferecidos à comunidade LGBT naquele lugar. Doe livros com temática gay, documentários e revistas com temas LGBT para adicionar à biblioteca do centro. Em alguns lugares, estes locais podem ser o único meio que pessoas têm para poderem ler e saber mais sobre o mundo LGBT sem se preocuparem em serem pegos lendo tal literatura. 
9) Vá para o bar gay local.
Vá ao bar gay local não só para arrumar alguma paquera, mas para conhecer gays locais e aprender um pouco mais sobre suas vidas. Você vai ver que eles também serão bastante curiosos para saber como é a sua vida no seu país de origem. Peça conselhos a eles sobre que lugares você deve visitar. Além do mais, você pode perceber que, não importa qual lugar do mundo você esteja, os bares gays sempre vão ser bastante similares aos do seu país. 
8) Vá passar férias com alguma atividade gay e faça-se perceber: 
Agora existem muitas empresas de viagens que oferecem serviços exclusivos para o público LGBT, e com isso, você pode se encontrar também com pessoas que buscam as mesmas coisas que você. 
7) Planeje suas férias de acordo com a parada gay local:
Estas paradas são eventos históricos e parte do nosso patrimônio mundial gay. Você pode dizer que você esteve presente e com isso, contribuiu na luta pela igualdade daquele lugar.
6) Assuma sua homossexualidade onde quer que você esteja:
Sabemos como é difícil quando você se depara com a pergunta indiscreta: ¨Você é casado(a)? ¨Tem esposa ou marido?¨ Com certeza é mais confortável inventar uma desculpa qualquer para sair dessa saia justa. Mas você pode estar perdendo uma oportunidade de mudar positivamente a perspectiva de uma pessoa sobre os gays. Desde que você sinta que a sua segurança pessoal não está comprometida, desafie-se a se assumir e educar os outros. Você certamente não será a última pessoa gay que vai visitar aquele local.
5) Use sua voz para agir quando você for chamado(a): 
Registe-se em alguma organização online, que possa te alertar das situações vividas por comunidades LGBT em todo o mundo. Lgumas dessas organizações podem lhe enviar petições online que, com um simples clique, você pode estar ajudando e contribuindo para os direitos dos homossexuais em algum lugar.
4) Contribua financeiramente:
Grandes entidades no mundo inteiro fazem trabalhos importantes envolvendo a comunidade LGBT. Inclusive, as que organizam as paradas gays dependem do dinheiro de doações ou dos membros para poderem realizar seus comícios ou suas paradas. Se associar a alguma dessas entidades ajuda bastante no desenvolvimento das comunidades LGBT. Existe um site chamado All Out, que, inclusive, está com uma campanha sobre as mães do Brasil que lutam pelo fim da homofobia. Vale a pena dar seu suporte. Clique aqui.
3) Se hospede em acomodações ¨gay-friendly¨: 
A intenção não é a de se isolar do mundo e viver em guetos, mas a de apoiar esses negócios locais que contribuem para um mundo onde não exista diferença entre as pessoas. Além de ser gay-friendly, ou seja, um lugar que respeita não só os casais heterossexuais, mas também os casais homossexuais, todos podem desfrutar do ambiente sem ter que esconder suas preferências. Existem acomodações desse tipo em todo lugar no mundo, é só procurar. 
2) Incentive as organizações LGBTs a fazerem parcerias com organizações no exterior: 
O casal que criou essa lista, se conheceu em um evento de Los Angeles que arrecadou fundos para o apoio aos infectados pelo vírus HIV, e o centro responsável pelo evento financiou um programa de estágio para ativistas chineses irem para Los Angeles e trabalharem como seus funcionários. Essa troca de experiências motiva as pessoas a verem o que a outra organização está fazendo na luta pela igualdade, e faz com que o modelo seja seguido em diferentes partes do mundo. 
1) Informe-se sobre as condições para as pessoas LGBT em outros países: 
É muito comum ver alguém lendo alguma publicação voltada para o mundo LGBT e só prestando atenção nas áreas de entretenimento e pegação da cidade. Mas é importante esticar a leitura e ler também os assuntos internacionais para aumentar a sua visão do mundo e sua consciência. É importante aprender como outros países lidam com a homossexualidade para que você também possa espalhar sua mensagem da forma correta. 
E, aí? Gostou das sugestões?