Preta Gil pede apoio ao público contra a homofobia 1

Preta Gil (Foto: Fábio Cordeiro/Ed.Globo)

Preta Gil (Foto: Fábio Cordeiro/Ed.Globo)

Preta Gil subiu ao palco do Monte Líbano no último sábado (28/12) para comemorar o Réveillon e abrir os ensaios do seu bloco, o “Bloco da Preta”. Logo após cantar Sou como sou, a diva pediu ao público que se unisse a ela na luta contra a homofobia: “Gente, vamos dar o nosso recado! Vamos dizer não à homofobia!”.

O show contou com a presença de amigos da cantora, como a atriz Carolina Dieckmann, madrinha do bloco, o apresentador David Brasil e de Gominho, ex-participante do reality A Fazenda. Durante o show, Preta Gil convidou ao palco Pedro Lima, finalista da segunda edição do The Voice Brasil, com quem cantou Se eu não te amasse tanto assim, sucesso na voz de Ivete Sangalo. O ator Tiago Abravanel também fez um dueto com a cantora na música Fora da Lei, de Ed Motta.

O Bloco da Preta tem desfile marcado para o dia 23 de fevereiro pela Avenida Rio Branco, no Centro do Rio. Os ensaios do bloco acontecerão todas as quintas-feiras de janeiro, dias 9, 16, 23 e 30, no Monte Líbano.

*Com informações da Quem

Vídeo de coral da polícia russa cantando Daft Punk vira hit. Assista Resposta

PoliciaRussa

Um coral formado por policiais russos ganhou fama instantânea na internet ao gravar a canção Get Lucky, do grupo francês Daft Punk.

Mais de 2 milhões de internautas já assistiram ao vídeo pelo YouTube.

A maioria dos comentários são positivos, embora há quem veja no vídeo uma estratégia para melhorar a imagem da polícia russa, com fama de truculenta.

A escolha do coral também chama atenção: o grupo francês de música eletrônica Daft Punk é famoso na cena gay. E a Rússia se tornou, nos últimos tempos, também famosa pela repressão a homossexuais.

Chris Brown volta a ser acusado de homofobia e é preso por agressão Resposta

Cantor já havia se envolvido em polêmicas com a comunidade gay, mas andava bastante respeitoso com os LGBT

Cantor já havia se envolvido em polêmicas com a comunidade gay, mas andava bastante respeitoso com os LGBT

Violência e homofobia são duas coisas que não são novas ao universo de Chris Brown. O cantor foi preso no final de semana após quebrar o nariz de um homem que tentou fotografá-lo com duas mulheres na saída de um clube em Washington D.C., nos Estados Unidos.

A vítima contou ao site “TMZ” que o cantor disse que “não era para aquela merda gay”, antes de agredi-lo e mandá-lo para o hospital. O rapaz não entendeu porque o cantor teve um comportamento homofóbico, mas já avisou que está contratando um advogado para processá-lo.

O problema maior para Chris Brown é que ele está em condicional desde que agrediu a ex-namorada Rihanna, em 2009. Sites internacionais especulam se este incidente pode fazer com que perca a condicional e passe os próximos quatro anos preso. Um de seus seguranças também foi detido.

Em janeiro, o rapper assumido Frank Ocean acusou o cantor de homofobia e de tê-lo ameaçado de morte após uma confusão em um estacionamento.

Depois disso, Brown estava hiper fofo com a comunidade gay. Ele lançou uma música em apoio ao amor gay e postou, há um mês, mensagem em respeito à comunidade LGBT. Vamos ver se o novo incidente manchará sua boa reputação com os cidadãos arco-íris.

Fonte: Parou Tudo

Homofobia: grupo de pais quer impedir show de Elton John na Rússia 1

Elton John

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, recebeu o contato de um grupo de pais que querem impedir o show de Elton John no país, nos dias 6 e 7 de dezembro deste ano.

O motivo é retrógrado: a homossexualidade do cantor incomoda a estes pais, que não querem que seus filhos, os jovens em geral e as leis locais sejam ameaçados por isso.

Mesmo com a perseguição homofóbica que existe na Rússia, Elton John não se intimida e volta ao país pela segunda vez neste ano. A primeira apresentação do cantor e pianista em terras ex-socialistas neste ano aconteceu em julho.

Na ocasião, grupos homofóbicos queriam que John mudasse seu figurino característico. Segundo os protestantes, as roupas do músico realizam uma “propaganda homossexual”, o que é proibido na Rússia.

Daniela Mercury: “O Brasil não é tão conservador quanto a gente imagina” Resposta

DanielaMercury

Em entrevista à jornalista dada ao programa Gabi Quase Proibida (SBT), comandado pela jornalista Marília Gabriela, a cantora Daniela Mercury deu declarações polêmicas. A baiana disse que não assumiu sua bissexualidade, pois isso nunca foi segredo para ninguém, apenas comunicou algo que ela sentiu que sairia em veículos de “quinta categoria” e que ela não gostaria de ver o seu nome associado a eles.

Daniela também disse que “o Brasil não é tão conservador quanto a gente imagina”. Que em seus shows, metade da plateia é de gente de “50, 80 anos” e que sempre que ela aborda o tema da bissexualidade é aplaudida. A cantora disse que recebe calorosos cumprimentos também nos aeroportos. Marília Gabriela questionou se isto não se deve ao fato de ela ser famosa.

Daniela Mercury disse na entrevista, também, que “pior do que o preconceito contra bissexualidade, homossexualidade, seja lá o que for, o machismo é atroz, é cruel, é inaceitável, é uma doença social.” E a homofobia não é?

Ao ser questionada se não estaria usando a superexposição da mulher, Malu Verçosa, para se promover, Daniela disse que tem uma carreira sólida e considera esta pergunta ofensiva, pois não precisa disso.

Preta Gil comete gafe no programa #Esquenta! Resposta

Preta Gil comete gafe no “Esquenta!” (Foto: Esquenta! / TV Globo)

Preta Gil comete gafe no “Esquenta!” (Foto: Esquenta! / TV Globo)

A cantora Preta Gil cometeu uma gafe no programa Esquenta(Rede Globo) exibido no último domingo (18/08). A engajada filha de Gilberto Gil disse para Daniela Mercury que não se sentia mais só, se referindo ao fato de a baiana ter saído do armário recentemente, e assumido o relacionamento com a jornalista Malu Verçosa. Acontece que Preta se esqueceu de outros artistas que assumiram a homossexualidade ou a bissexualidade, alguns antes dela, inclusive, como Cazuza, Renato Russo, Ney Matogrosso, Edson Cordeiro e Ana Carolina, só para citar alguns da música brasileira.

“Eu não me sinto mais só”, disse Preta, como se fosse pioneira ao assumir a sua bissexualidade, o que não é verdade. Preta também falou do preconceito que sofreu:  “As pessoas não me conheciam, não sabiam quais eram os meus valores reais como ser humano, antes de julgar minha música, falavam: ‘Ih, aquela filha do Gil que é maluca falou que é gay…’”.

Diferente da colega, Daniela Mercury disse que não sofreu preconceito algum ao sair do armário: “Ninguém fez cara feia para mim, pelo contrário, as pessoas diziam: ‘Você deu uma sacudida no Brasil’”.

O programa Esquenta!, comandado pela apresentadora Regina Casé, discutiu a homofobia, com a participação da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, das cantoras Daniela Mercury e Preta Gil,  e dos atores  Marcello Antony e Thiago Fragoso, que interpretam Eron (gay) e Niko (bissexual) na novela Amor à Vida (Rede Globo), de Walcyr Carrasco, com direção geral de Mauro Mendonça Filho.

Opinião

Tanto Preta, quanto Daniela sacudiram o Brasil em momentos distintos, em que o conservadorismo parecia predominar: a primeira, quando acusou o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) de racismo e a segunda, quando as atenções do Brasil estavam voltadas para o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, deputado Marco Feliciano (PSC-SP). Ponto para as duas!

Tribalistas lançam música em apoio ao casamento gay; ouça ‘Joga arroz’ Resposta

Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown são os Tribalistas (Foto: Divulgação e G1)

Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown
são os Tribalistas (Foto: Divulgação e G1)

Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown lançaram nesta quarta-feira (29) a música “Joga arroz”, em apoio ao casamento gay (Clique aqui para ouvir a faixa “Joga arroz”, dos Tribalistas).

A canção será disponibilizada no site da campanha Casamento Civil Igualitário, idealizada pelo deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), e nas páginas oficiais do trio de compositores.

Capa de 'Joga arroz', de Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown (Foto: Divulgação)

Capa de ‘Joga arroz’, de Arnaldo Antunes, Marisa
Monte e Carlinhos Brown (Foto: Divulgação)

 

“Para sensibilizar os deputados, senadores e a sociedade brasileira em nome da liberdade de amar”, diz mensagem publicada no site da campanha.

O Conselho Nacional de Justiça obrigou os cartórios a cumprirem a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de maio de 2011, derealizar a união estável de casais do mesmo sexo a partir do dia 16 de maio. Além disso, também obrigou a conversão da união em casamento e a realização direta de casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

Com o lançamento, o trio revive o projeto Tribalistas, que levou a MPB para o topo das paradas com músicas e shows entre 2002 e 2004. Os maiores sucessos dos Tribalistas foram “Já Sei Namorar” e “Já Sei Namorar”, sempre cantados pelos três artistas.

Veja a letra da canção “Joga arroz”:

O seu juiz já falou
Que o coração não tem lei
Pode chegar
Pra celebrar
O casamento gay
Joga arroz
Joga arroz
Joga arroz
Em nós dois
Quem vai pegar o buquê
Quem vai pegar o buquê
Maria com Antonieta
Sansão com Bartolomeu
Dalila com Julieta
Alexandre com Romeu
Joga arroz
Joga arroz
Joga arroz
Em nós duas
Em nós todos
Em nós dois

Em novo vídeo, Feliciano diz que Caetano Veloso e Lady Gaga fazem pacto com diabo Resposta

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Em um novo vídeo que circula na internet, o deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) insinua, durante uma de suas pregações, que os cantores Caetano Veloso e Lady Gaga têm pacto com o diabo.

O vídeo está disponível no Youtube. O deputado diz que o cantor Caetano Veloso, quando gravou e fez sucesso com a música “Sozinho”, teria dito que o segredo do sucesso é a mãe de santo, já falecida, Mãe Menininha do Gantois.

– Alguns anos atrás, um cidadão sentado num banquinho, fazendo show com uma viola, cantou uma música chamada “Sozinho” e vendeu, em uma semana e meia, 1 milhão de cópias. Aí perguntaram para Caetano Veloso, qual era o seu segredo. E ele disse: meu segredo é Mãe Menininha do Patuá (sic). Antes de cantar, eu levo para ela que, possuída pelos orixás, diz “pode gravar porque eu abençoo. Não subestime o diabo, porque ele tem poder – diz Feliciano, no vídeo.

O deputado ainda se refere à cantora Lady Gaga.

— O diabo tem uma Lady Gaga que canta e encanta.

Feliciano foi denunciado pelo crime de discriminação pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um ofício pedindo que o plenário da Corte aceite a denúncia. Se os ministros do tribunal concordarem com Gurgel, o inquérito será transformado em ação penal e Feliciano passará a ser réu em mais um processo.

Na terça-feira, após reunião com líderes de partido da Câmara, Feliciano não cedeu e decidiu continuar na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Segundo o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), Feliciano até propôs deixar a presidência da comissão, desde que os petistas João Paulo Cunha (SP) e José Genoíno (SP) deixassem a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Marco Feliciano também é acusado de estelionato, homofobia e racismo por ter postado nas redes sociais comentários considerados ofensivos a homossexuais e negros. Ele nega as acusações.

Feliciano critica John Lennon por se comparar a Jesus

Ângela Ro Ro relembra que foi espancada por ser lésbica 1

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

 

Em tempos de Daniela Mercury, Joelma, Marco Feliciano o jornal Extra conversou com Ângela Ro Ro (63), primeira cantora a se assumir homossexual.

O que achou da postura da Daniela Mercury?

É uma pessoa maravilhosa, que só nos dá orgulho por conta do seu talento e que se despojou de sua vaidade. Não em prol de fazer fofoca ou buxixo, mas porque é mãe de família, responsável, madura, lúcida e consciente para ir em prol da liberdade dos direitos humanos.

Você passou por maus bocados quando assumiu ser gay?

Sofri espancamento por homofobia. Fui vítima da nossa própria segurança, essa que hoje ilustra as manchetes dos jornais. Eu, infelizmente, tenho sequelas físicas. Me deslocaram a retina do olho direito e me ensurdeceram um ouvido. Quando gritei: “Ai, meu útero”, que me gerou um corte de 13 cm no baixo ventre, ouvi de um policial: “sapatão não tem útero”.

E como é a questão atualmente?

Hoje, encontrei a paz. Estou há 15 anos sem beber e sem fumar, feliz da vida e praticando exercícios. Como queria continuar viva, deixei isso de lado. Porque se tivesse entrado com processo, poderia estar aleijada.

O que dizer da Joelma, que acredita que gays podem ser recuperados, como é feito com drogados?

Não sei quem é. Uma pena, sujou o nome da banda.

Como você vê a questão de como a homofobia está sendo tratada pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias?

Diariamente morrem muitas pessoas por homofobia. A lésbica é quase sempre currada, estuprada. E numa hora dessa a Comissão de Direitos Humanos não pode se dar o direito de ficar brincando. Atinge vidas. Esta Comissão está caminhando em direção à tortura, à ditadura, à violência. É de uma leviandade tamanha que corre o risco de ser ativista em prol de um fascismo assassino.

Opinião

Ângela Ro Ro é uma cantora maravilhosa. Lésbica, sim, e daí? Que o Poder Superior lhe dê saúde, para que ela possa continuar encantando todos nós. O fato de ela vir a público dizer que foi espancada só reforça a necessidade de o Congresso aprovar o PLC 122/06, que criminaliza a homofobia.

Em tempos de treva, Daniela Mercury posta foto com sua mulher: “É minha família” 7

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Daniela Mercury e sua mulher, Malu Verçosa

 

Em tempos de pastor Marco Feliciano eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, de pastor Silas Malafaia receber a maior medalha de honra do Estado do Rio de Janeiro, da Câmara dos Vereadores, do deputado Jair Bolsonaro xingar ministra de “sapatona”, a cantora  Daniela Mercury resolveu sair do armário e postar fotos de seu novo amor. A diva baiana usou o Instagram para assumir um novo relacionamento com uma mulher, a jornalista Malu Verçosa, editora da Rede Bahia, e fez uma verdadeira declaração de amor a ela.

+ Maria Gadú se recusa a opinar sobre casamento gay

Ricky Martin fala sobre casamento gay e mostra família na ‘Vanity Fair’ espanhola

 

“Malu agora é minha esposa, minha família, minha inspiração pra cantar”, escreveu Daniela, que aparece muito sorridente nas fotos e mostra que já está até usando aliança.

Ontem, postei fotos enviadas pelo ex-presidente da Associação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, Toni Reis, comemorando 23 anos de casado, é de exemplos assim que precisamos, não? Aliás, outros artistas lésbicas, gays e bissexuais poderiam fazer o mesmo, não?

Banda Calypso envia nota tentando se esclarecer após declarações homofóbicas de Joelma Mendes 8

Joelma Mendes alisando um macho

Joelma Mendes alisando um macho

Nesta segunda-feira (1/4), a Banda Calypso enviou nota de esclarecimento sobre as declarações homofóbicas que a vocalista, Joelma Mendes, deu à Revista Época. A nota assinada pela MC3 Produções Artísticas e a Great Assessoria, empresas que assessoram o grupo diz que as declarações publicadas na entrevistas foram distorcidas. “Foi publicada neste final de semana, em revista de circulação nacional, entrevista com a cantora, na qual constam declarações que não refletem o pensamento de Joelma”.

+ Sobre Feliciano e Joelma

+ Devemos estar atentos ao que de fato importa

 

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As declarações homofóbicas que Joelma Mendes deu à Época continuam gerando burburinho no meio artístico. Milhares de internautas e blogueiros protestaram, inclusive artistas soltaram notas de repúdio.

Confira a nota de esclarecimento na íntegra:

“A MC3 Produções Artísticas e a Great Assessoria, empresas que empresariam e assessoram, respectivamente, a cantora Joelma, esclarecem:

Foi publicada neste final de semana, em revista de circulação nacional, entrevista com a cantora, na qual constam declarações que não refletem o pensamento de Joelma.

Em momento algum a cantora comparou homossexualidade à dependência química. O que foi relatado foram depoimentos, feitos a ela, de amigos e fãs sobre a dificuldade que sentem – quando assim o desejam – de mudar sua opção sexual e que, eles mesmos, compararam tal dificuldade à dificuldade do dependente químico.

Embora a religião seguida por Joelma não apoie o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a cantora respeita e aceita a opção sexual de todas as pessoas, fãs e amigos, não tendo por ninguém preconceito de religião, sexo e cor.

E agora, joelmetes? 5

Cantora Joelma rebolando em nome de Jesus

Cantora Joelma rebolando em nome de Jesus

“Joelma compara gays a drogados e diz ser contra o casamento homossexual”, essa é a manchete da coluna do jornalista Bruno Astuto, da revista Época.

“Uso aquelas roupas curtas e rebolo, mas, quando falo de Deus, todo mundo entende”. Indagada sobre a legião de fãs gays, sai do tom. “Tenho muitos fãs gays, mas a Bíblia diz que o casamento gay não é correto e sou contra”. Acrescenta que, se tivesse um filho nessa situação, “lutaria até a morte para fazer sua conversão”. “Já vi muitos se regenerarem. Conheço muitas mães que sofrem por terem filhos gays. É como um drogado tentando se recuperar”.

Quando, há um tempo atrás, a vocalista da banda Calypso foi envolvida em um suposto caso de homofobia, a suposta vítima defendeu Joelma e teve gente que veio comentar no blog que ela não havia sido homofóbica. E agora?

Assim como Silas Malafaia, que em entrevista à jornalista Marília Gabriela, comparou gays a bandidos, Joelma compara a drogados. E é bem verdade que muitos pais ignorantes preferiam ter um filho bandido ou viciado em drogas a ter um filho gay, bissexual, uma filha lésbica, travesti ou transexual.

Reações

O Grupo Gay da Bahia (GGB) emitiu nota pública de repúdio contra as declarações da cantora Joelma.  É bom lembrar que, recentemente, Luiz Mott convidou a cantora (que eu tenho certeza, não pensa diferente de Joelma, Claudia Leitte) para ser madrinha da Parada Gay de Salvador.

Segundo a nota do GGB, as declarações da artista sobre orientação sexual, homossexualidade e LGBTs presta um desserviço à sociedade e estimula a intolerância coletiva contra cerca de 10% da população brasileira.

“Como se não bastasse a homofobia e racismo do deputado Marcos Feliciano, titular da Comissão de Direitos Humanos do Congresso Nacional, vem a cantora sob uma pseudo interpretação da bíblia, acusar e discriminar os LGBTs”, lamenta Marcelo Cerqueira, presidente do GGB.

O autor Aguinaldo Silva ficou indignado com as declarações da cantora Joelma e disparou tuítes neste sábado e domingo (31/3) alfinetando a parceira de Chimbinha.

“Joelma é a Lady Gaga do Recôncavo [baiano]: canta mal, dança mal, rebola mal, se veste mal e quando abre a boca… Só fala besteira”, disse o autor que continuou no tuíte seguinte: “Me diz: como é que num mundo tão rico e diversificado como o nosso alguém se sente realizado por ser fã da… Joelma? Pobreza tem limite!”

Os tuítes de Silva repercutiram entre os fãs da banda Calypso o que fez com que o autor perdesse as estribeiras:  “Não é que a Joelma tem fãs? Eles ficaram histéricos por causa da minha opinião sobre a cantora, me ameaçaram até de morte! Ora, vão se catar”.

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No twitter, os ex-BBBs Serginho e André Gabeh comentaram. “Joelma, ore para o seu Deus continuar curando gays, porque se ele começar a curar surdez você perde muito mais fã”, escreveu Gabeh. “Acho cafoníssima essa mulher, nem merece ser comentada. Cafona, tomara que você tenha um filho gay! Aí sim você terá que aprender que ser gay não é ser ‘menos'”, rebateu Serginho. Não concordo com Serginho, parece até que ter um filho gay seria um castigo para a cantora.

A atriz Betty Faria também lamentou as declarações de Joelma. “O mundo à beira de uma guerra nuclear e os seres inferiores, do mal, das trevas, se preocupando com cura de gays. Curem as vossas almas”, postou. Geisy Arruda também criticou a cantora. “Joelma poderia ficar quieta, bem quietinha… Ai, preguiça de gente homofóbica e preconceituosa, em plena Semana Santa, tenho dó… Viva a diversidade sexual… O importante é ser feliz #EuAmoOsGays #EuSOuViada #EuSouTravesti”.

O ex-BBB Marcelo Arantes publicou a seguinte mensagem: “O pior da Joelma são os fãs dela. Não por serem gays (porque tenho vários amigos gays), mas por serem burros”.

E agora, joelmetes, vão continuar defendendo esta mulher? Vão continuar comprando seus CDs e DVDs e indo aos seus shows? Burrice tem limite!

Informações relevantes

As principais organizações mundiais de saúde, incluindo muitas de psicologia, não mais consideram a homossexualidade uma doença, distúrbio ou perversão, portanto, não pode ser curada. Desde 1973, a homossexualidade deixou de ser classificada como tal pela Associação Americana de Psiquiatria. Em 1975 a Associação Americana de Psicologia adotou o mesmo procedimento, deixando de considerar a homossexualidade como doença.

No Brasil, em 1985, o Conselho Federal de Psicologia deixa de considerar a homossexualidade como um desvio sexual e, em 1999, estabelece regras para a atuação dos psicólogos em relação à questões de orientação sexual, declarando que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão” e que os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura da homossexualidade.

No dia 17 de Maio de 1990 a Assembléia-geral da Organização Mundial de Saúde (sigla OMS) retirou a homossexualidade da sua lista de doenças mentais, a Classificação internacional de doenças (sigla CID).

Por fim, em 1991, a Anistia Internacional passa a considerar a discriminação contra homossexuais uma violação aos direitos humanos.

Grupo Copacabana Club protesta contra deputado Pastor Marco Feliciano no Lolla Palooza 1

A banda Copacabana Club faz protesto contra o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos, durante sua apresentação (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

A banda Copacabana Club faz protesto contra o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos, durante sua apresentação (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

O grupo brasileiro Copacabana Club aproveitou seu show, que aconteceu às 15h15 desta sexta (29/3) no Palco Alternativo, para fazer um protesto. Integrantes da banda subiram ao palco com cartazes contra o deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.

Em entrevista ao portal G1, a vocalista do Copacabana Club, Camila Cornelsen, disse que tomou essa decisão logo depois de assistir a um show da Elza Soares, que também criticou o deputado durante sua performance. “Na verdade, toda essa história do Feliciano não passa na garganta. O Brasil precisa mudar algumas coisas, e essa com certeza é uma delas. É vergonhosa essa situação”, afirma. Camila diz que a banda tem um público muito diversificado e fiel, por isso o show é um momento “legal de demonstrar e se posicionar”. “Acho que a classe artística tem que se manifestar. É importante a gente poder fazer isso num festival como o Lolla”, afirma.

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A cantora conta que ela mesma comprou papéis, canetinha e preparou toda a ideia do protesto sozinha. “Eu pedi só para minha banda apoiar. Eu comprei o material durante esta semana. Eu fiz meia hora antes do show. A gente escreveu ‘Homofobia basta’, ‘Racismo chega’, ‘Mais amor, menos Feliciano’, e ‘Pró felicidade, não Feliciano’. Eu fiz sete cartazes, mas só entraram seis no palco”, diz a vocalista da banda.

Sobre a resposta do público, ela acha que foi ótima. “Na hora em que a gente começou a falar sobre isso no palco, o pessoal foi a loucura. No twitter, começaram a se manifestar também, recebi várias mensagens de amigos dando apoio, que estavam orgulhosos e que foi uma atitude bacana. Não ouvi nada negativo em relação a isso.”

Camila aproveitou a entrevista para se posicionar politicamente. “Eu espero que a gente consiga tirar ele de alguma forma. Acho que as pessoas que têm algum poder, que façam alguma coisa para tirá-lo. Como que uma pessoa que é racista, homofóbica e acha que mulher não pode trabalhar tem esse cargo? A gente não quer uma pessoa de cabeça tão fechada nos representando”, desabafa.

A vocalista do Copacabana afirma que este foi um “protesto superpacífico e super do bem”. “Eu não acho que o festival enxergue isso como um protesto negativo, de maneira alguma. Em todos os momentos, a gente prefere falar em amor, alegria e coisas de paz. E, em nenhum momento, falei o nome dele. Coloquei no cartaz, mas só falei que queria alguém que representasse a gente. Foi um protesto supereducado”, completa.

Desde sua indicação, Feliciano sofre pressão para deixar o posto por conta de declarações consideradas homofóbicas e racistas. A pressão se avolumou após o deputado ter divulgado vídeo que equipara as manifestações a “rituais macabros”. Nesta terça (27), no entanto, o PSC confirmou que Feliciano será mantido no comando da Comissão de Direitos Humanos, contrariando recomendação do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

“Conseguimos vencer uma barreira e mostramos que democracia é isso e, às vezes é preciso tomar medidas, não medidas austeras, mas à luz do regimento interno. Um parlamentar precisa ser respeitado, como todo ser humano precisa ser respeitado”, afirmou Feliciano durante audiência pública em Brasília.

Informações: G1

Festival de rock em São Paulo traz movimento contra homofobia 2

Banda "Depois do Fim" participa do Queers & Queens

Banda “Depois do Fim” participa do Queers & Queens

Unindo música alternativa e ativismo contra homofobia, durante todo o mês de março o palco do Dynamite Pub, em São Paulo, vai receber o Queer & Queens. Serão 24 bandas, 16 DJs, palestrantes e manifestações com o objetivo de propagar a informação de que a homofobia é crime e que preferência sexual não define caráter.

Um dos critérios utilizados na seleção das atrações foi o fato de ao menos um dos integrantes ser assumidamente homossexual, e que a banda tivesse identificação com o público LGBT. Entre os destaques estão o grupo de pop punk Depois do Fim, o quarteto mineiro Top Surprise, do punk  curitibano do Teu Pai Já Sabe?, além de diversos grupos que fazem a cena underground paulista como o grupo Jack Revenge.

O Dynamite Pub está na rua 13 de Maio, no. 363 – Bela Vista, São Paulo. A entrada é gratuita, para mais informações, acesso o site http://www.queersandqueens.com.br. Confira a programação:

Dia 02/03 (sádado) às 16h

Top Surprise (Juiz de Fora)

Analisando Sara (Santos)

Cassie

DJs: Guilherme Furtado e Willian Tagart

Dia 03/03 (domingo) às 16h

Depois do Fim

Sapato43

Eyppie

DJs: Junior Gray e Lulu Hipérbole

Dia 09/03 (sábado) às 16h

As Mercenarias

Vou Cuspir no Seu Tumulo (Curitiba)

Jacks Revenge

DJs: Rizada e Sérjô

Dia 10/03 (domingo) às 16h

Teu Pai Já Sabe? (Curitiba)

Anti-Corpos (Santos)

HellSakura

DJs: Irishrover13 e Vinicios Maran

Dia 16/03 (sábado) às 16h

No Skill (João Pessoa)

Glorious Bond (Santos)

Ideocrime

DJs: Ginger Hot e Will Nygma

Dia 17/03 (domingo) às 16h

Human Trash

Star61

Blenda

DJs: Dave Santos e Gorda

Dia 23/03 (sábado) às 16h

Tuna

Larusso

La Revancha

DJs: Xerxes e Walmir Jr

Dia 24/03 (domingo) às 16h

Twinpine(s)

Metade Melhor

Not a Lady

DJs: Manu e Ledah Briacho

Fonte: Mix Brasil

Com a turnê ‘Rocket Man’, Elton John faz show recheado de hits em São Paulo 3

Foto: Gabriel Quintão / Virgula

Foto: Gabriel Quintão / Virgula

O premiado cantor, compositor e músico britânico e gay assumidíssimo Elton John, 65, abriu na noite desta quarta-feira (27), em São Paulo, o braço sul-americana da turnê que comemora os 40 anos da faixa Rocket Man (I Think It’s Going To Be a Long, Long Time). Pontualmente às 20h30, o cantor subiu ao palco do Jockey Club ao som de The Bitch is Back, vestindo seu tradicional terno azul decorado com glitter.

A apresentação inaugurou o projeto Open Sounds, que tem como proposta abrigar o público um “teatro a céu aberto”, capaz de acomodar 15 mil pessoas sentadas. “Boa noite, São Paulo! Estou feliz em voltar para esse lindo país, fantástico! Vamos continuar”, cumprimentou a plateia antes de tocar Bennie and the Jets.

Sempre simpático e disposto, Elton exibiu durante duas horas de show seus solos virtuosos, brincou com os presentes e fez declarações de amo ao Brasil. “Essa aqui é para as belas garotas desta noite”, afirmou antes de tocar Tiny Dancer, enquanto os fãs mais empolgados levantavam bexigas amarelas.

Um das faixas mais bem recebidas da noite foi Believe, canção lançada em 1995, e que, segundo o músico, “é sua canção favorita, por falar do ingrediente que move o mundo: o amor”. O show esquentou mesmo com Candle in the Wind, originalmente composta por Elton sobre a vida de Marilyn Monroe, mas que em 1997 foi o tema de despedida sua amiga pessoal Diana, a Princesa de Gales.

Logo na sequência vieram Goodbye Yellow Brick Road e Rocket Man (I Think It’s Going To Be a Long, Long Time), canção que intituda a turnê, lançada em 1972, e que foi inspirada no conto The Illustrated Man, de Ray Bradbury. Em epologação do público abriu espaço para o cantor mostrar a inpedita Hey Ahab, primeiro single de seu 30º álbum, The Diving Board, que chega às lojas em setembro.

O show sguiu com canções como I Guess That’s Why They Call It the BluesSad Songs (Say So Much)Skyline Pigeon, mas o clímax chegou com Crocodile Rock, em que muitos fãs seguravam cartazes com “LA LA LA” e fizeram Elton agradecer mais uma vez os presentes. “Amo vocês, muito obrigado. Que país incrível!”

A escolhida para deixar o palco foi Your Song. “Essa música é para todo o povo brasileiro”, afirmou antes de deixar o palco e um público mais que satisfeito depois de outra grande apresentação do britânico em São Paulo.

Elton John segue em turnê pelo Brasil. O próximo show acontece em Porto Alegre, em 5 de março, no estádio Zequinha; em Brasília, em 8 de março, no Centro Internacional de Convenções; em Belo Horizonte, em 9 de março, no Mineirão; e no Recife, em 10 de março, no Chevrolet Hall.

Com informações de Luciana Rabassallo, do Virgula

Para Blake Shelton, Shakira e Usher deixarão The Voice mais competitivo Resposta

Shakira e Usher

Shakira e Usher

A participação de Shakira e Usher como jurados da próxima temporada do “The Voice” promete causar polêmicas. Os cantores foram contratados para substituir Christina Aguilera e Cee Lo Green e já estão gravando audições.

Adam Levine e Blake Shelton continuam como jurados e estão ansiosos para trabalhar ao lado dos astros convidados. De acordo com a revista “Rolling Stone”, o reality show fará uma disputa mais competitiva este ano.

Durante coletiva de imprensa com os quatro jurados, Shelton afirmou que a quarta temporada terá um novo significado. “Eu diria que terá mais competitividade. Nós substituímos Cee Lo Green por alguém mais agressivo. E Christina sempre foi competitiva, mas agora temos quatro ‘assassinos’”, disse.

Brincalhão, Adam Levine disse que Shakira deverá ser observada, já que está grávida: “Temos uma gestante, um hormônio colombiano. Ela está pronta para estourar algumas cabeças. Ela não está brincando”.

Já Shakira se mostrou contente em fazer parte da equipe do reality show musical. “Passar algum tempo com esses caras já é bom. Eles brincam o tempo todo e me fazem rir no palco, fora do palco. Me sinto em casa todos os momentos”, contou.

Ela revelou ainda que a atração terá mais batalhas: “Claro que há competitividade. Mas uma vez que estamos em processos para tentar obter um concorrente para nosso time, há uma grande quantidade de adrenalina. Há tensão, mas do tipo saudável”.

shakira

Shakira e Gerard Piqué

Shakira é uma das divas LGBTs e uma das mais simpáticas, em minha opinião. Em fotos divulgadas nas redes sociais, ela mostrou durante o réveillon que, aos nove meses de gestação, não perdeu o rebolado.

Shakira animadíssima (Foto: reprodução)

Shakira animadíssima (Foto: reprodução)

A estrela passou a virada do ano ao lado do marido, Gerard Piqué, que publicou fotos da noite especial em seu Facebook.  Em uma das imagens, Shakira aparece dançando com uma fantasia bastante inusitada.

Mensagem de Fim de Ano

Shakira divulgou um vídeo em seu canal oficial no YouTube, às vésperas do fim de ano, no qual deseja feliz ano novo.

“O ano novo está chegando e não queria perder essa oportunidade de desejar a todos um muito feliz ano novo. Que todos os seus sonhos para esse ano tornem realidade. Um grande beijo a todos e boa sorte em 2013”, diz ela no vídeo publicado em inglês (há também uma versão em espanhol).

Após Justiça autorizar dois casamentos gays em Manaus (AM), cantor homofóbico protesta: ‘boiolagem escancarada’ 2

Cileno Conceição: declarações homofóbicas e pedidos de desculpas

Cileno Conceição: declarações homofóbicas e pedidos de desculpas

Um comentário publicado na quinta-feira (6) no perfil do Facebook do cantor amazonense Cileno Conceição causou revolta entre os defensores dos direitos dos LGBTs. Na postagem, Cileno classifica a autorização de dois casamentos civis homoafetivos no Amazonas como “uma boiolagem escancarada”.

Na publicação, excluída da rede social, após a repercussão negativa, Cileno dizia: “A manchete que bombou essa semana… ‘Juiz autoriza casamento HOMOAFETIVO’. pra (sic) mim isso não passa de uma BOIOLAGEM ESCANCARADA… e aqueles que me acharem homofóbico ou preconceituoso, eu mando um F… e recomendo o livreo (sic) do meu amigo DÓRI CARVALHO ‘MEU OVO ESQUERDO’“.

Em nota de repúdio, a Associação Orquídeas GLBT afirmou que o comentário de Cileno foi preconceituoso. “Repudiamos tais afirmações, tendo em vista que o mesmo é um artista prestigiado no cenário local e que tal atitude somente serve para aumentar a discriminação e destruir todo um grande trabalho que vem sendo realizado no Brasil contra a homofobia e a intolerância contra GLBTs”, diz.

A coordenadora do Fórum GLBT no Amazonas, Sebastiana Silva, informou que a associação deverá entrar com representação contra o cantor na Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB-AM) pedindo que o cantor se retrate publicamente sobre a declaração.

“É inadimissível um cantor como o Cileno, tão conhecido no cenário local, publicar declarações tão homofóbicas. Acima de tudo, é um desrespeito à diversidade social humana. Trabalhamos a questão do respeito à cidadania da sociedade GLBT no Amazonas e não podemos aceitar isso”, destacou.

A Comissão de Diversidade Sexual da OAB-AM informou que ainda não foi notificada sobre o caso, mas deverá apurar a situação.

Cileno nega preconceito

Em entrevista ao G1, o cantor Cileno alegou que houve uma distorção da postagem e que a frase foi mal interpretada. “Quando falei da ‘boiolagem escancarada’ não foi para o casamento, mas para a denominação ‘homoafetivo’. Casamento gay já existe há muito tempo, mas nada oficial, então acho desnecessário criar esses rótulos. Algumas pessoas distorceram meu comentário, talvez de maneira proposital para tentar aparecer às minhas custas”, disse.

Cileno reafirmou não ter preconceito contra homossexuais. “Não tenho nada contra, inclusive tenho vários amigos que são. Nenhum deles pode dizer que já distratei ou agredi alguém por ser gay. Acho que cada um deve ser feliz como quiser ser. Tenho o maior respeito por todos e acredito que a opção sexual de cada um não me interessa. Interessa apenas a minha. Nunca disse que sou a favor, mas nunca disse também que sou contra”, ressaltou.

Ainda segundo ele, a publicação foi apagada automaticamente pelo Facebook. “Hoje abri e um amigo sugeriu que eu apagasse o post, mas eu disse que não ia apagar porque sei muito bem como falei e não acho que estava errado. Para a minha surpresa, o próprio Facebook excluiu”, explicou.

Lamentável

É lamentável e de uma irresponsabilidade que um artista não meça as suas palavras, sobretudo quando se é conhecido e está na estrada há 31 anos. Mesmo sem essa intenção, ele pode estar propagando o ódio. O Brasil é um país extremamente homofóbico e não precisa de pessoas públicas com esse tipo de atitude.

Eu fico me perguntando: por que se incomodar com o casamento civil igualitário. Em que o direito ao casamento de dois parceiros do mesmo sexo interfere na vida dele? Seria muito mais inteligente que ele buscasse uma causa bacana para protestar, o que não falta são opções, neste mundo ainda tão complicado. Ou então, vá procurar um psicanalista e resolver questões mal resolvidas, querido. É uma boiolagem escancarada, porque não há motivo para ser velada. Boilas, casados e constituindo uma família, igualzinha a sua, a do seu vizinho e a qualquer outra família heterossexual que vive de maneira “escancarada”. O Brasil está mudando, Cileno e se você não aceita isso, mude-se para o Irã ou para Uganda.

Madonna é vaiada em show no Rio de Janeiro 13

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O relógio marcava mais de três horas de atraso quando Madonna decidiu subir ao palco do Parque dos Atletas, no Rio de Janeiro, para dar início a turnê brasileira de seu novo show, “M.D.N.A.”, na noite de domingo (2). O motivo do atraso? Muitos apostam no caminhão de equipamentos que tombou horas antes da apresentação. Lembrando que esta não é a primeira vez que a loira se atrasa em uma apresentação do Brasil. Lembrando, também, que ela não explicou o motivo do atraso e não e desculpou. O resultado é que Madonna e sua trupe receberam cinco ondas imensas de vaia, até que às 23h07 ela finalmente subiu ao palco. A “rainha do pop” surgiu vestida de santa em uma cátedra gótica e entoou os versos de “Girl Gone Wild” com os dançarinos vestidos de monges e levou a plateia ao delírio.

Daí para frente, a estrela mostrou o mesmo repertório apresentando em mais de 70 países e só agitou os fãs, quando tocou suas antigas músicas conhecidas. Detalhe, ela confundiu Rio de Janeiro com São Paulo, foi quando alguns cariocas que estavam no show voltaram a vaiá-la.

Falta de sorte

A loira não tem tido muita sorte: durante apresentação na França foi vaiada e chamada de vadia, por causa do tempo do show: 45 minutos; na Colômbia, levou um soco no rosto (sem querer) de um dos dançarinos e cantou sangrando e ainda foi eleita pela revista GQ, a terceira personalidade menos influente do mundo.

Segurança

O esquema de segurança em frente ao hotel Fasano, no Arpoador, Rio de Janeiro, era tão grande, que espantou os fãs, até uma patrulha da PM tinha, para proteger a diva, resultado: apenas um rapaz estava lá, para tentar se despedir de Madonna.

 

Confira um pouquinho do show:

*Com informações do MSN Entretenimentos

Confira as polêmicas da atual turnê de Madonna 1

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Na estrada desde maio, a “MDNA Tour”, atual turnê mundial da cantora Madonna, chega ao País nesta semana. A etapa brasileira começa neste domingo (2 de dezembro), no Parque dos Atletas, no Rio de Janeiro. Na sequência, vai para São Paulo, nos dias 4 e 5, no estádio do Morumbi, e se despede em Porto Alegre, no estádio Olímpico, em 9 de dezembro.

Leia também: Madonna chega ao Rio de Janeiro com o maior show já produzido para um artista solo

Além das canções que fizeram de Madonna a “rainha do pop”, a turnê, como não poderia deixar de ser em se tratando de Madonna, acumula algumas polêmicas. O iG compilou as mais marcantes. Veja mais fotos, clicando aqui.

Suástica no telão

No primeiro show da turnê, realizado em Tel Aviv, Israel, Madonna aproveitou a música “Nobody Knows Me” para colocar no telão uma imagem da presidente da Frente Nacional da França, a política de direita Marine Le Pen, com uma suástica sobreposta em seu rosto.

Após o ocorrido, o partido ameaçou processar a cantora caso a imagem fosse utilizada na etapa francesa da turnê. Para evitar problemas legais, Madonna colocou uma interrogação no lugar do símbolo nazista.

Nudez no palco

Durante a apresentação em Istambul, na Turquia, em 7 de junho, Madonna levou o público ao delírio ao  mostrar o seio durante a canção “Human Nature” . Apesar das críticas, que apontam a nação muçulmana como um local pouco apropriado para esse tipo de controvérsia, a cantora não parou por aí.

No show realizado em Roma, poucos dias depois, Madonna abaixou a calça e mostrou o bumbum durante a mesma música. Em suas costas a pop star exibia a frase “no fear” (“sem medo”, em português). No mês seguinte, em Paris, ela voltaria a exibir o seio e o bumbum.

Armas de fogo

Na primeira parte do show da “MDNA Tour”, Madonna utiliza armas de foto durante três canções. Em “Girl Gone Wild” ela usa um rifle para quebrar um confessionário de vidro. Depois, em “Revolver”, suas dançarinas empunham metralhadoras. Por último, na música “Gang Bang”, ela atira em seus dançarinos (com direito a sangue de mentira jorrando).

O ato recebeu diversas críticas, principalmente após o tiroteio na cidade norte-americana de Aurora , em que um rapaz abriu fogo contra a plateia de um cinema que assistia ao filme “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” . Mesmo assim, Madonna não mudou essa parte do show.

Provocando Lady Gaga

Apesar de não travar uma guerra declarada, Madonna não deixa de provocar a cantora Lady Gaga nas apresentações de sua atual turnê. Aproveitando as comparações feitas pela crítica da canção “Born This Way”, de Gaga, com o seu hit “Express Yourself”, Madonna misturou as duas em um remix.

A cutucada acaba quando Madonna encaixa na sequência a música “She’s Not Me” (“Ela não sou eu”, em tradução livre). Apesar de tudo, Lady Gaga hasteou a bandeira de paz ao dizer durante uma apresentação que “as coisas estão bem diferentes do que eram 25 anos atrás. Não precisamos nos odiar mais”.

Protestos na Rússia

Durante a passagem da “MDNA Tour” pela Rússia, Madonna aproveitou seus shows para se posicionar a favor da banda de rock Pussy Riot , cujas três integrantes haviam sido presas após um protesto contra Vladmir Putin.

Em Moscou e em São Petersburgo, a cantora usou um capuz semelhante aos utilizados pelas integrantes do grupo, além de escrever “Pussy Riot” em seu corpo. “Sei que todos nesse auditório, todos os meus fãs, acreditam quem elas merecem ser libertadas”, afirmou.

Desgostosas com o ocorrido, autoridades russas xingaram Madonna pelo apoio dado à banda. “Conforme fica velha, toda ex-p… tenta dar lição de moral nos outros, especialmente durante viagens ao exterior”, escreveu o vice-primeiro-ministro da Defesa, Dmitri Rogozin.

Soco na cara

Durante a passagem da “MDNA Tour” pela Colômbia, na quarta-feira (28), Madonna foi atingida com um soco dado por um de seus dançarinos durante performance da música “Gang Bang”. Normalmente neste momento do show ambos simulam uma briga.

Porém, o soco de mentira acertou em cheio o rosto da cantora e abriu um corte perto de seu olho. Apesar do acidente, Madonna continuou a apresentação até o fim, sem interrupções, mesmo sangrando.

Madonna chega ao Rio de Janeiro com o maior show já produzido para um artista solo 1

Além do Rio, Madonna leva sua turnê a São Paulo (Estádio Morumbi) nos dias 4 e 5. E desembarca em Porto Alegre (Foto: Divulgação)

Além do Rio, Madonna leva sua turnê a São Paulo (Estádio Morumbi) nos dias 4 e 5. E desembarca em Porto Alegre (Foto: Divulgação)

Em vez de desfrutar da fortuna amealhada com os mais de 300 milhões de discos já vendidos ao longo das três décadas, a popstar que deu origem à série de duplicatas que habitam as paradas atuais decidiu que vai morrer outro dia. Entre todas as atividades a que se dedica, como sociedades em empresas que nada têm a ver com música, e o pé na indústria do cinema (agora como diretora e produtora), Madonna ainda encontrou tempo para idealizar e liderar o show “MDNA”, megaespetáculo pop que o público carioca poderá conferir neste domingo, no difícil, distante e complicado espaço do Parque dos Atletas, na Barra.

Além do Rio, Madonna leva sua turnê a São Paulo (Estádio Morumbi) nos dias 4 e 5. E desembarca em Porto Alegre (Estádio Olímpico) dia 9. “MDNA” é a nona turnê mundial de Madonna e leva ao palco a historinha contada no homônimo 12º álbum da estrela, lançado em março deste ano. Não sem uma boa polêmica, é claro. Enquanto o leitor ingênuo entendeu que as letras do título do álbum se referiam às iniciais do nome artístico de Madonna Louise Ciccone, o público afeito às pistas de dança foi rápido em associar a sigla ao princípio da droga ecstasy, descrito quimicamente como MDMA (metilenodioximetanfetamina). Pronto. Estava armada a primeira controvérsia da loura. Este ano. Madonna sempre soube atrelar à sua expressão artística aquela calculada dose de polêmica, combustível responsável por boa parcela da sua longevidade pop. A experiência como adolescente integrante de um grupo de teatro nos tempos da escola em Detroit (EUA) e no papel da dançarina que corria de teste em teste para disputar espaço nos musicais da Broadway, no início dos anos 80, lhe ensinou que extrapolar os limites do que se costuma considerar “normal” pode ser alvo fácil de preconceitos de toda a sorte. Com os excluídos na mira, uma fita cassete na mão e a vontade de “dominar o mundo”, como ela mesma disse à MTV americana em 1984, Madonna, então uma desconhecida, percorria clubes noturnos de Nova York pedindo a DJs para tocar “a sua música”. Numa dessas, a sorte lhe deu aquele sorriso maroto. O DJ Mark Kamins se entusiasmou com a resposta da pista a “Everybody”, gravada num estúdio independente, e apresentou Madonna ao presidente da gravadora Sire Records. Eles se deram bem, e, pouco depois, o single “Everybody” seria lançado mundialmente.

Devidamente abençoado pelas paradas e pelas pistas, o compacto simples abriu caminho para o álbum “Madonna”, em 1983. Era o primeiro LP da artista que, décadas mais tarde, seria aclamada por crítica especializada, pares artísticos e público como “a rainha do pop”, com números de vendas e catálogo de hits que a posicionam na categoria de ícones como Elvis Presley e Michael Jackson, ou seja, na mais alta casta da indústria da música comercial. A diferença é que ela sobreviveu ao preço pago pela fama e pela riqueza e ainda não descansou no aconchegante território do show sem riscos. “MDNA” é grandioso, feérico, o maior show já produzido para um artista solo. ê como se ela tivesse decidido dar um passo à frente das neodivas que trafegam pela estrada que já desbravou. O show no estilo “ópera pop” (formato criado por ela nos anos 90, certamente para encobrir suas deficiências vocais) mostra a trajetória de uma personagem que pede perdão a Deus por “seus pecados” antes de embarcar numa viagem sangrenta, violenta, pesada. Uma “descida ao inferno”, como ela definiu nas entrevistas que concedeu à imprensa internacional. Pense nas “vixens” do cineasta Russ Meyer (as poderosas fora-da-lei de “Faster Pussycat, kill kill”, por exemplo) e na violência dos filmes de Quentin Tarantino, e você terá acertado na mosca as referências de “MDNA”.

Espere uma abertura vigorosa em “Girl gone wild”, logo após os cantos gregorianos do trio francês de música basca Kalakan, convidado especial da turnê. Em “Bang bang”, um motel de beira de estrada é o cenário para coreografias de luta que já deixaram a popstar com hematomas no rosto, nos ensaios da turnê, em maio. Depois de um primeiro bloco barra-pesada, tudo clareia para o segmento “líder de torcida”, em que Madonna debocha do pop “bubble-gum” contemporâneo. Tira onda em “Give me your luvin’” dizendo que “…todos os discos soam iguais/ você precisa entrar no meu mundo”. Entre percussionistas que flutuam e dançarinas frenéticas, preste atenção nos monstrinhos projetados no telão, no mash-up de “Express yourself” com “Born this way” (faixa de Lady Gaga descrita como plágio da música de 1991), arrematado com “She’s not me”, refrão da canção de 2008 em que Madonna se dizia surpresa ao conhecer uma moça que começa a “ler seus livros, roubar seus ‘looks’ e usar sua lingerie”. Premonição? O bloco que começa com “Vogue” mostra o momento “vou pegar geral” da historinha contada por Madonna em “MDNA”. A entrada triunfal com todos os elementos fashion que a música evoca — como a releitura do espartilho de Jean Paul Gaultier (na foto aqui ao lado esquerdo), feita pelo próprio — cede lugar à desconstrução do personagem que se joga em um bordel, em “Candy shop”. Ela vai se despindo aos poucos para culminar com uma versão triste e lenta de “Like a virgin”, acompanhada apenas por um piano. Na temporada americana, Madonna incluiu neste segmento a faixa “Love spent”, que carrega o verso “Me abrace do mesmo jeito que você abraça meu dinheiro” (”Hold me like you hold my money”), cantado para o bailarino que divide com a loura a bela, porém desconcertante, cena que tem a popstar de roupas íntimas, imperfeições do corpo à mostra, cabelo desarrumado e maquiagem borrada. Ah, sim: neste momento, Madonna pede que as pessoas joguem gorjetas no palco. Ela cata todo o dinheirinho arremessado. Com gosto. Aliás, Madonna nunca foi de deixar dinheirinho algum dando sopa por aí. Se o pulso forte na parte artística da sua carreira sempre se manifestou por meio do perfeccionismo dos shows milimetricamente planejados (em tempo: os espetáculos de Madonna não têm bis, ela defende que entrega uma “obra músico-teatral com começo, meio e fim”), a porção empresária também sempre esteve presente. Além de controlar como poucos artistas os direitos de suas músicas, Madonna mais recentemente se associou a parceiros na Rússia, no México e na Austrália para abrir a rede de academias Hard Candy Fitness; autorizou o uso de suas marcas em dois perfumes; apostou alto ao comprar parte da marca Vita Coco, de água de coco, e começa a se aventurar na produção executiva de cinema ao lado do seu empresário Guy Oseary (que é um dos produtores executivos da saga “Crepúsculo”), além de, claro, dirigir filmes como o fracasso de bilheteria “W.E. – O romance do século”. Apesar do fiasco, ela conseguiu sair com o Globo de Ouro de Melhor Canção Original, por “Masterpiece”.

No show que você verá no domingo, Madonna canta a faixa na parte acústica do espetáculo, quando ela também conversa com o público e entoa uma versão sincopada de “Open your heart” e (tomara) “Holiday”, ao lado do filho Rocco Ritchie. O pré-adolescente de 12 anos e os outros três filhos de Madonna (Lourdes Maria, 16; Mercy James, 6; e David Banda, 7) a acompanham na turnê mundial e são educados por professores particulares e babás. A produtora Live Nation, responsável mundial pela turnê de Madonna, ainda tem contrato com a diva para o lançamento de dois álbuns e duas turnês. Se ela seguir o exemplo de predecessoras pop como Tina Turner e Cher, que atravessaram os 60 anos de idade encarando a estrada, ainda veremos Madonna aprontando bastante por aí. Mas o que será, afinal, que ela tem na manga para os anos vindouros? Há quem jure que o cinema será o caminho de Madonna. Mas não como atriz. Depois de filmes como “Evita” (1996), “Sobrou pra você” (2000) e “Destino insólito” (2002), ela teria desistido de atuar.

A experiência como diretora de “W.E.”, no entanto, teria sido mais recompensadora, apesar do achincalhe mundial da crítica. Há quem aposte numa temporada “de luxe” com ingressos a preços estratosféricos, para endinheirados, em lugares pequenos. A verdade é que, ao longo de três décadas, Madonna ensinou ao mundo que ela pode tirar uma grande ideia da cartola a qualquer momento. A conferir. A única certeza, no entanto, é que Lourdes Maria já tem 16 anos, vai morar sozinha e… sabe como é… qualquer dia desses ela começa a namorar e chega em casa cantando “mamma, don’t preach”.

Fonte: Agência O Globo