Deputado do Nepal pede ao Facebook que inclua opção de ¨terceiro gênero¨ na rede social Resposta

Sunil Babu Pant – Primeiro político abertamente
 homossexual do Nepal
Um deputado e ativista dos direitos dos homossexuais no Nepal pediu Facebook para incluir uma terceira opção para pessoas que não se identificam como homem ou mulher.

Suni Babu Pant disse que escreveu para os fundadores do Facebook, Mark Zuckerberg e Chris Hughes, pedindo uma opção como ¨terceiro gênero¨ ou ¨outros¨ quando alguém se inscrever na rede social, porque segundo ele, as pessoas que não se identificam como homens ou mulheres continuam a ser marginalizadas por conta essas opções do Facebook.
Pant afirmou que não recebeu qualquer resposta do Facebook, mas continua esperançoso.
Pant é o único membro do parlamento abertamente gay no Nepal e tem feito campanha pelos direitos dos gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros no país do Himalaia.

Como combinar turismo exótico com casamento gay Resposta

(Foto: Binod Joshi/AP)
O Rio de Janeiro pode ter sido considerado o destino mais “gay-friendly” do mundo no ano passado em eleição internacional online, mas o Nepal quer se firmar como o cenário ideal, exótico e romântico para gays se casarem em templos budistas. Atraídas por essa combinação, duas americanas, Courtney Mitchell, 41, e Sarah Welton, 48, se tornaram as primeiras lésbicas dos Estados Unidos a celebrar um casamento num templo hindu, seguindo todos os rituais tradicionais (elas são a primeira e a segunda à esquerda na foto que abre este post, clicada por Binod Joshi / AP).

Aconteceu em junho, num templo nas colinas perto da capital nepalesa, Katmandu. Elas trocaram guirlandas ao som de mantras entoados por um jovem sacerdote hindu. Courtney é professora de psicologia na Universidade de Denver, e estava vestida de noivo, com calças largas e um chapéu típico, alto, todo bordado. Sarah, que é advogada, estava vestida de noiva, com um sari vermelho e joias nepalesas.

O Nepal quer abocanhar um pedaço maior do turismo global gay, avaliado em 670 milhões de dólares. No ano passado, foi aberta a primeira agência de viagens destinada apenas a homossexuais, chamada Pink Mountain (Montanha Rosa). Um dos chamarizes é exatamente a cerimônia religiosa no Nepal para estrangeiros cujos países proíbem o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Em dezembro de 2007, o Supremo Tribunal nepalês mandou o governo garantir a gays e lésbicas os mesmos direitos civis dos heterossexuais. Um passo enorme depois da longa era maoísta, quando a repressão sexual era violenta.

Hoje, nessa agência especializada, um pacote de uma semana de viagens – incluindo um casamento com direito a todos os rituais – custa 11 mil dólares. Quem mais procura o pacote turístico-amoroso são americanos. Mas há casais gays da China, Canadá e Alemanha em busca do mesmo album de recordações.

O Nepal parece buscar a vanguarda em relação a assuntos de gênero. Um novo censo nacional incluiu “o terceiro sexo” – para englobar pessoas que não se sentem homens nem mulheres.

Mas, claro, lá também há quem se arrepie com esses novos tempos: “Este é um ataque contra nossa cultura”, diz Basudev Krishna Shastri, astrólogo que comanda a Campanha Nacional de Consciência Religiosa. “Não precisamos promover o turismo gay para atrair estrangeiros homossexuais. Basta promover nossa cultura única e original, e nossas montanhas”.

O que você acha? Fica feliz com a descriminalização sexual e a tolerância a outros tipos de amor, que não entre um homem e uma mulher? Ou ainda se choca com os casamentos e beijos em público entre gays e preferiria fingir que o amor homossexual não existe – ou, como diz o radical e estridente Bolsonaro, seria uma aberrração?

Saia do armário e opine, sem ofensas.

*Com informações da Revista Época online.

Casal de americanas realiza o primeiro casamento entre mulheres no Nepal Resposta

Courtney Mitchell e Sarah Welton
Uma advogada e uma professora universitária dos Estados Unidos se uniram no primeiro casamento lésbico do Nepal, que recentemente passou a reconhecer os direitos dos gays e elaboração de leis com a finalidade de acabar com a discriminação sexual.

Courtney Mitchell e Sarah Welton, ambas de Colorado, casaram-se hoje, em uma tradição hindu no Nepal na Dakshinkali, templo ao sul de Katmandu, a capital da nação Himalaia.

Ativistas locais dos direitos gays e simpatizantes comemoraram a cerimônia que teve como convidados, amigos íntimos do casal.

O casamento gay no Nepal ainda não é legalizado.

Nepal quer atrair 200 mil turistas gays em 2011 Resposta

O Nepal quer atrair cerca de 200 mil turistas gays para o país em 2011. Segundo a Blue Diamond Society, uma organização que representa as minorias sexuais no país, o Nepal pretende que dos cerca de um milhão de turistas esperados neste ano, 20 por cento seja do público LGBT.

Membros da agência de viagens Pink Mountain, voltada para o turismo exclusivamente para homossexuais, disseram que os gays estão respondendo favoravelmente aos pacotes de viagens e férias oferecidos pela empresa, que oferece casamento, lua de mel e pacotes de aniversário para nepaleses e turistas homossexuais. Segundo o presidente da agência, Sunil Babu Panta, já foram confirmados mais dois casamentos gays.

A maioria dos turistas gays que chegam no Nepal vem principalmente de dois gigantes países da Ásia, Índia e China. Políticas liberais do Nepal em relação às minorias sexuais na sequência de uma decisão da Suprema Corte, tem atraído gays de muitos países. Em 2007, o Supremo Tribunal Federal do Nepal dirigiu o governo a conceder cidadania aos LGBT’s e formar uma comissão de casamento do mesmo sexo para garantir a igualdade das minorias sexuais.

A agência Pink Mountain oferece casamentos nos grande parques nacionais, safáris e meditação para o público LGBT que visitam o país. Globalmente, o turismo gay é estimado em mais de $100 bilhões de dólares por ano, e os empresários gays do Nepal estão interessados em ganhar dinheiro com isso.

Segundo Panta, só os EUA faturam $68 bilhões de dólares todos os anos através do turismo gay. ¨Nós somos um dos países de mais rápido crescimento da Ásia do Sul para aceitar as características naturais dos gays. Podemos aproveitar este benefício para impulsionar a economia do país¨, disse. 

Empresários do turismo gay estão coordenando com o governo, bem como outras organizações comerciais este ano, para atrair um grande número de homossexuais. Para Panta, o governo ampliou apenas o apoio moral ao setor de turismo gay, no entanto, ele se diz satisfeito que os grandes hotéis e resorts vieram para a frente com eventos focados na comunidade LGBT.