Ney Matogrosso detona Lady Gaga, Madonna e critica os gays brasileiros 2



O cantor Ney Matogrosso, em entrevista à jornalsita Marília Gabriela, exibida no dia 15 de janeiro, no GNT, disse detestar a cantora Lady Gaga, criticou Madonna e fez duras críticas aos gays brasileiros.

Quando perguntado sobre a diva Lady Gaga, Ney foi direto: “Não, eu não gosto dela.” “Por quê?”, perguntou Marília Gabriela. “Eu acho que ela é uma imitação da Madonna. Chata.” “Ela tem voz melhor do que a Madonna”, interfere Marília Gabriela. Ney responde: “Sim, canta melhor que Madonna, mas é uma cópia. Eu só me interesso por gente original. Sabe, então eu não acho ela original, eu acho ela over.” “As roupas…”, interfere Marília Gabriela, mais uma vez. “Não, não, a roupa é até interessante, mas o que me incomoda são essas pessoas que trazem para a vida delas o personagem. E elas são personagem na vida. Isso eu não gosto. Eu acho chato. Acho desnecessário. Eu não gosto dela”, sentencia Ney.

Sobre  outra diva, Madonna, Ney também não poupou críticas: “Já a Madonna eu também fazia restrições. Quando eu vi a Madonna cantando ao vivo pela primeira vez, eu tive uma decepção, que foi numa entrega de um Oscar, que ela não segurou, sabe? Eu disse: ‘ué, mas então é tudo truque, é tudo estúdio.’”

No final do programa, quando a jornalista pede para o convidado dizer uma frase, Ney Matogrosso, que parece ser uma voz solitária no meio artístico brasileiro, fala com sabedoria: “Eu acho que os gays no Brasil tinham que ter um pouquinho mais de consciência do seu significado como grupo e não ficar subindo em caminhões nas paradas gays e ficar se beijando. Quatro milhões se juntando podem eleger o presidente da República”.

Quem dera se alguns artistas gays, só alguns, nem precisavam todos, tivessem a lucidez e a sabedoria do Ney Matogrosso!

Ney Matogrosso afirma que não quer chocar ninguém com novo CD e chama as pessoas de caretas Resposta

O cantor Ney Matogrosso concedeu uma entrevista ao jornalista Cadão Volpato, do “Metrópolis” (TV Cultura), que está dando o que falar. Isso porque, em determinado momento da entrevista, ele diz que não sabe se vai gravar a canção “Cinema Íris”, do compositor Luís Capucho, que fala explicitamente em masturbação masculina. Ney afirma que as pessoas estão muito caretas e que não quer chocar ninguém.


Ney disse que começou o trabalho de pesquisa do seu novo CD, procurando os compositores considerados malditos, embora eme não goste desse termo:

“Eu acho esse rótulo muito escroto. Comecei por aí, com Jardes Macalé, Itamar Assumpção, tem o Luís Capucho”.

Sobre o compositor , Ney diz que ele “tem uma temática muito explícita, que talvez seja o grande problema. As pessoas ficam paradas, assim… A música dele que eu tenho é uma música que eu adoro. Ela se chama “Cinema Íris”. Eu tenho feito uns testes. Eu pego uma pessoa doida e mostro. Ela me diz: ‘Nossa, mas você vai ter coragem de cantar isso?’ Aí eu chamo uma pessoa bem careta e ela diz: ‘Ah! nem achei tão pesado assim.’ Então não dá para você ter uma parâmetro”.

O cantor disse que não sabe se vai gravar a canção:

“Dentro do meu conceito ela é muito excitante. Mas eu fico pensado… tem uma frase, que é uma frase que não pode tirar da música, que é ‘Enquanto homens masturbam-se na neblina do cinema’… E eu não queria que fosse um disco proibido, eu não queria assustar ninguém, mas as pessoas estão muito caretas. Com a aids houve um retrocesso enorme.”




“Desde o início do ano, em praticamente todas as suas entrevistas, Ney dizia que estava gravando um disco com os malditos da música e me incluiu nessa turma” – conta Capucho ao jornal ”O Globo”.

Para o autor, o Ney está apenas criando um clima em torno do lançamento:

“Tenho certeza de que ele vai gravar porque ele sempre foi ousado. Quando surgiu nos Secos & Molhados, foi de uma ousadia enorme. E de lá para cá, continuou assim. Até lançou um disco estampando sua foto nu na capa. E apesar de se dizer tímido, o trabalho dele não é.”

“Cinema Íris” será o título do próximo CD, ainda em produção, do capixaba Luís Capucho, de 49 anos, morador de Niterói, e considerado o mais maldito entre os malditos da canção brasileira. Capucho tem um CD lançado (“Lua singela”) e composições gravadas por Daúde, Cássia Eller, Marcos Sacramento, entre outros. No final dos anos 60, Capucho lançou o livro “Cinema Orly”, vencedor do Prêmio Arco-Íris de Direitos Humanos em 2005.

– É um livro bem procurado por estudantes de Letras que fazem monografias sobre questões dos gays. Como é um livro muito querido, acabei querendo fazer uma dobradinha na música, e assim nasceu “Cinema Íris”, que é no mesmo viés. Eu sempre digo que “Cinema Íris” é a irmã musical do livro “Cinema Orly” – explica.

Maldito? Quando lançou a música “Mamãe me adora”, na década de 90, Capucho foi batizado de “o Jean Genet da canção popular” por um jornal paulista. (“Eu também sou feliz com homens/como os que amou mamãe/homens que são cheios de tensão/como diabos/homens que são como aparição/como Nossa Senhora”).

– As pessoas sempre falam da minha explicitude. “Cinema Íris” é uma música ambientada num cenário erótico que mistura homossexuais e hetorossexuais. É para um ambiente mix – brinca o autor, formado em Letras e professor aposentado pela Universidade Federal Fluminense.

Apaixonado pela mãe, que morreu no carnaval de 2009, Capucho é um sobrevivente. Menino pobre, filho bastardo de um fazendeiro dono das terras onde a mãe trabalhava, ele enfrentou as sequelas de um espancamento e a Aids, que contraiu em 1996.

A possibilidade de ter sua música gravada por Ney Matogrosso é um estímulo. “Lua singela”, seu primeiro CD, não teve o reconhecimento que ele desejava. Hoje, os amigos torcem para que “Cinema Íris”, em análise na Biscoito Fino e na Dubas, tenha outro destino. Capucho está ansioso, mas seu coração se aquieta quando ele lembra dos conselhos da mãe Luiza: “Não fique preocupado com isso, filho, o que tem que ser, tem força. O que tem que ser é”.


Cinema Íris
 (Luís Capucho)


A moça que faz streap-tease no Cinema Íris

Sabe deixar o tempo pra trás

Ela avança o corpo nu

E o tempo escoa na beira do rio

Seus movimentos voltam-se suspensos no som

Enquanto homens masturbam-se na neblina do cinema

Ela dança sem importância

No seu olhar nascem estrelas

Nos seus cabelos luz do sol

Homens sentados assistem, velhos mancos

Com uma das pernas decepadas

Homens muito gordos, com barrigas enormes

Homens maravilhosamente magros e altos

Muitos masculinos

Muitos femininos
Jovens com carisma, com charme

Com pernas muito gostosas abertas

Aqueles tinham caras de veados

Homens com caras cabeludos

Homens com caras de bigode

Homens com caras travestidos

Homens com caras de hospício

Homens com caras de mal

A moça que faz streap-tease no Cinema Íris

Streap-tease no cinema
Cinema Íris.

Ney Matogrosso chama Hebe de preconceituosa 9

Hebe Camargo perdeu a linha e foi, além de grosseira, extremamente infeliz e preconceituosa ao entrevistar o cantor Ney Matogrosso. Foi um momento triste e lamentável, protagonizado por uma apresentadora que eu admiro. É com muita tristeza que escrevo este post, mas vamos lá…

A primeira grosseria aconteceu com a apresentadora MariMoon, Hebe estranhou o cabelo rosa dela e disse que nunca viu em uma mulher, só em uma novela, referindo-se ao poodle rosa da novela “Morde & Assopra” (Rede Globo). Depois, ela convidou o cantor Ney Matrogrosso, dizendo que o “ama” etc., para participar de uma rodada de perguntas, que sempre acontece em seu programa. As entrevistadoras eram, além da própria Hebe, a jornalista Mônica Bergamo, a jornalista Patrícia Maldonato e MariMoon (que foi chamada por Hebe de MariNoon diversas vezes).
Em determinado momento, começaram as perguntas sobre a sexualidade do cantor.
Mônica Bergamo foi a primeira a perguntar:
“Você disse que foi na aeronáutica que você viu pela primeira vez dois homens se beijando. Eu queria saber como é que foi isso? O que você sentiu? Como você reagiu? Por que você era be novo, né…”
Ney respondeu: “Eu tinha 17 anos.” e foi interrompido por Hebe:
“Você ficou chocado?”
“Não. Eu desde cedo prestava muita atenção nos meninos, nos rapazes e eu temia aquilo.”, respondeu Ney.
“O que você temia?”, pergunto Mônica.
“Eu temia transar com os rapazes”, respondeu Ney.
Hebe: “Mas você tinha só 17 anos!”
Ney: “Não, não, antes. Com 17 anos eu estava no alojamento, era fora, tinham dois andares, uma mureta e eu vi dois remadores másculos: um sentado na beirada do muro e o outro em pé, eles abraçados e eu vi, Hebe, que tudo o que eu ouvia falar a respeito disso, não era. Não era necessariamente. Porque eu vi lá em Mato Grosso, tinha um cara da cidade, que era a bicha louca da cidade, que passava, uma Geni praticamente. E eu vi que não era necessário isso. Eram pessoas normais e eram másculos e estavam abraçados e se beijando”
Hebe: “Eles pareciam machos”.
Ney: “Eles eram machos Hebe”.
Hebe: “Mas como era machos e estavam se beijando?”
Ney: “Mas Hebe, isso não passa por aí, isso é um preconceito”.
Hebe: “Ué, mas eu não sou preconceituosa…”
Ney: “Mas é.”
Hebe: “É que geralmente, quem é macho, beija mulher.”
Ney: “Se beija homem e mulher, você não sabe disso?”
MariMoon: “É verdade Hebe.”
Hebe: “É mesmo?”
MariMoon: “É.”
Patrícia Maldonato: “O mundo está diferente.”
MariMoon: “Aliás é muito interessante pensar nisso, porque você encontrou várias gerações de homossexualismo e hoje a gente vive uma época, pelo menos na frente da porta da MTV (emissora em que MariMoon trabalha) tem um monte de menino gay e um monte de menina lésbica e é muito normal a galera ficar se pegando na porta, é uma coisa que, na época imagina…”
Hebe: “Sim querida, sim, mas é uma coisa que naquela época homem beijando homem sendo macho, é uma coisa que eu não…”
Ney: “Mas Hebe… Bom, então eu vou te dar um depoimento meu!”
Hebe: “Vamos lá!”
Ney: “Eu sou homem, eu me considero homem, namorei muitas mulheres e daí, não sou menos homem por isso, qual é o problema?”
Hebe: Estou em estado de choque.
Ney: “Não perca seu tempo ficando em estado de choque.”
Hebe: “Você ainda beija mulher?
Ney: “Quer que eu te beije! Não significa nada Hebe, isso é uma convenção. Não significa nada.”
Ney ainda defendeu a legalização das drogas. Hebe, ao final da entrevista, disse que estava, finalmente, conhecendo Ney Matogrosso.

Patrícia Maldonato resolveu voltar ao assunto da homossexualidade, com a seguinte pérola:
“Do jeito que a Hebe ficou falando ‘mas como dois homens se beijando’, você viveu muitos anos do homossexualismo…”
Ney: “Que anos do homossexualismo, não entendo isso.”
Patrícia: “Durante anos você viu muita coisa acontecendo, até que hoje a gente pode, graças a Deus, ver dois homens se beijando”.
Ney: “Mais ou menos…”
Patrícia” Não, não, a gente vê! Pelo menos em São Paulo (ela esqueceu dos ataques homofóbicos da Paulista) a gente vê. E eu acho isso ótimo porque cada um tem o direito de amar quem quiser. Mas você acha que algumas pessoas entraram nessa só pra fazer uma graça, para experimentar uma coisa?”
Ney: “Não acho que ninguém entra nisso pra fazer graça. Nos anos 70 eu acho que as pessoas entravam para experimentar, porque era tudo permitido, porque, paradoxalmente à ditadura, houve um momento de extrema liberação humana. Mas ninguém faz isso se não gostar. E ninguém vira isso. Agora vocês se chocam quando eu falo de homens másculos, eu acho lindo duas mulheres femininas se beijando”
Hebe: “Eu não tô chocada. Mas beijar na boca não. Quando ela é feminina, ela não beija na boca. Mulher com mulher, mulher que é mulher mesmo não beijam na boca.”
Ney: “Estou falando de mulheres que transam com mulheres e não precisam virar um trator por isso.”
“Hebe: “Eu não tô acertando nada hoje”.
Ney: “Você tá por fora Hebe”.
Hebe: “Não tô por fora! Mas eu sou mulher e não beijaria na boca da Patrícia.”
Ney: “Sim Hebe, mas você. Mas a mulher que gosta de outras mulheres não necessariamente tem que virar um macho, um homem, para beijar outras mulheres.”
Ney ainda disse que não curte guetos: “Deus me livre ir a um cruzeiro gay. Porque Deus me livre de ir a um lugar onde só tem um tipo de gente, eu gosto de ir a lugares onde tem de tudo. Eu gosto da mistura”.
“Eu acho que a grande revolução que está por ser feita é a coexistência pacífica entre todas as pessoas, independente de preferência sexual, de cor, e credo, essa é a grande revolução que está por ser feita, que não foi feita ainda e não sei se viverei pra ver”, disse Ney. Perfeito!
Ele disse também que não quer ser estandarte gay. “Seria muito conveniente para o sistema. Ele é um estandarte gay e já estaria rotulado. Não me interessa isso.”, disse Ney.