Gays se casam na vida real para celebrar união homoafetiva de heróis Resposta


Um casal gay oficializou sua união nesta quarta-feira (20) numa loja de revistas de Nova York para celebrar o primeiro casamento homossexual no mundo dos super-heróis, numa nova edição da Marvel. A loja Midtown Comics retardou a sua abertura para celebrar o casamento de Scott Everhart, gestor de um site de saúde em Ohio, com o arquiteto Jason Welker.

A festa, com banda e decoração, coincidiu com o lançamento da edição número 51 da revista “Astonishing X-Men”, na qual Jean-Paul Beaubier, o mutante Northstar, se casa com o namorado Kyle, selando um relacionamento iniciado em 2009.

“Para nós, pessoalmente, foi um jeito divertido de fazer isso”, disse Everhart, de 39 anos, acrescentando que ele e Welker sempre estiveram ligados pelo universo dos quadrinhos. “Leio quadrinhos desde os 18 anos. Quando Jason e eu nos conhecemos, uma das nossas primeiras saídas foi para ir a lojas locais de quadrinhos para ver o que ele achava desse mundo, já que me dedico a ler e colecionar quadrinhos.”

Esses casamentos gays – na ficção e na vida real – marcam um ano da legalização da prática em Nova York, e ocorrem poucas semanas depois de o presidente Barack Obama anunciar seu apoio às uniões homoafetivas. Estima-se que 63 mil casais de gays e lésbicas irão se casar em Nova York nos três primeiros anos de implantação da lei.

*Reportagem: Reuters




Amor verdadeiro: Juntos há 60 anos, dois homens morrem com duas semanas de diferença entre um e outro Resposta

Shaun O´Brien e Cris Alexander
Eles se conheceram em Nova York. Um bailarino e o outro fotógrafo, se apaixonaram e decidiram morar juntos. Isso seria uma história simples de mais um casal que se apaixona e decide ficar juntos para sempre se não fosse o fato de que o dançarino Shaun O´Brien e o fotógrafo Cris Alexander tiveram que esperar por 60 anos para que pudessem se casar legalmente em sua cidade natal. 

O casamento entre gays só foi permitido em Nova York no ano passado, e eles decidiram se casar oficialmente. 
Juntos há mais de 60 anos, os dois morreram com uma diferença de apenas duas semanas entre um e outro. 
Em declaração para o jornal The New York Times, uma amiga do casal disse que ¨se existe uma causa para a morte de O´Brien, com certeza seria por motivo de coração partido, já que seu ex-marido morreu duas semanas antes¨. 
A notícia pode parecer difícil, mas os dois viveram o amor verdadeiro por muitos anos. E com certeza, essa história não deve terminar por aqui.

Festival de Tribeca tem filme sobre gay israelense Resposta

“Yossi”, o novo filme de Eytan Fox

Filmes sobre a situação das mulheres na Índia e sobre um homossexual em Israel abrirão as competições do próximo Festival de Cinema de Tribeca, que também colocará na tela astros como James Franco, Abbie Cornish e Kate Bosworth.

Noventa longa-metragens do mundo todo serão exibidos no Tribeca. Esse festival, um dos maiores dos EUA, destaca os filmes independentes. O festival foi fundado em 2002 por Jane Rosenthal, Robert De Niro e Craig Hatkoffem homenagem às vítimas dos ataques de 11 de setembro de 2001 ao World Trade Center e à perda de vidas no bairro de TriBeCa, em Manhattan.
A programação completa deste ano foi divulgada na terça-feira. “Yossi” (continuação do popular “Yossi e Jagger”), dirigido por Eytan Fox, sobre um gay enrustido que vive em Tel Aviv, abre a competição de ficções; “The World Before Her”, que mostra as mulheres indianas em situações como o concurso nacional de misses e um acampamento fundamentalista hindu para meninas, abre a programação de documentários.
São 12 filmes na competição de ficção, dos quais metade desses é produção internacional, incluindo “The Girl”, produção americano-mexicana em que Cornish vive uma mãe solteira que ajuda a contrabandear imigrantes na fronteira.
O experimental “Francophrenia (or Don’t Kill Me, I Know Where the Baby Is)” mostra as investidas de Franco – ator indicado ao Oscar – contra a telenovela “General Hospital”, num retrato das paranoias de uma celebridade. Passou neste ano no Festival de Roterdã, e é codirigido por Franco e Ian Olds.

Sobre “Yossi”

“Yossi” (ainda sem título em português) segue a vida de seu personagem homônimo, 10 anos após a morte de Jagger no Líbano. Yossi é agora um cardiologista bem sucedido, mas ele não se recuperou totalmente da morte traumática de seu amante. Uma reunião planejada com a mãe de Jagger obriga-o a tomar um novo olhar sobre sua vida, e a confrontar-se com seus medos e segredos.

O festival nova-iorquino vai de 18 a 29 de abril.

Primeiro hotel gay de Nova York abre hoje as suas portas Resposta

Fachada do Out NY (theoutnyc.com)
Nova York está pronta para receber o primeiro hotel gay da cidade.

O novo complexo na que fica no coração de Manhattan, próximo a Times Square, Out NYC se apresenta como um “lugar para gays e seus amigos e familiares terem bons momentos para ficar, brincar, comer,relaxar e revitalizar”, segundo o proprietário Ian Reisner.
Reisner disse que prefere não chamar o novo local de um hotel gay, mas sim de um lugar hétero-friendly, com o estilo de vida gay.
Os quartos do hotel vão custar entre $200 e $300 dólares por noite, aproximadamente R$340 a $500 reais, com direito a discoteca, bar, café e restaurante. 
Reisner disse que a atmosfera no “resort urbano” vai fazer com que as pessoas se sintam em um cruzeiro, onde todos possam desfrutar e relaxar: 
– Esperamos que os nossos clientes utilizem as instalações aqui e no resto da cidade. Este é um lugar para recebê-los de volta para relaxamento e diversão.
O hotel abre hoje as suas portas e com a legalização do casamento entre gays em Nova York, com certeza vai ser difícil achar acomodações disponíveis.
Você pode conhecer mais sobre o hotel através do website: http://www.theoutnyc.com

Casais gays se casam no Empire State Building, em Nova York Resposta

Shawn Klein e Phil Fung se casam em Nova York (Foto: Andrew Burton)
Todo ano, milhares de casais decidem se casar no dia dos namorados em um dos prédios mais famosos do mundo, o Empire State Building, em Nova York. Tradição há quase vinte anos, americanos e pessoas do mundo todo escolhem a data especial, que é comemorada no dia 14 de Fevereiro nos Estados Unidos, para unirem os laços em uma cerimônia tradicional e irreverente ao mesmo tempo.

Até o ano passado, tal celebração era privilégio apenas dos casais heterossexuais, mas depois da lei que reconhece o casamento entre pessoas do mesmo sexo, aprovada em Nova York no aano passado, este ano, vários casais gays subiram no mais alto altar da cidade para comemorar e oficializar a união.

O dia dos namorados foi comemorado na última terça-feira nos Estados Unidos e foi especialmente comemorado pelos casais gays que pela primeira vez, depois que o governador de Nova York, Andrew Cuomo, assinou a lei que faz de Nova York a sexta e mais populosa cidade americana a aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo em junho do ano passado.

Juntos há dezoito anos, Phil Fung e Shawn Klein formam um dos casais que se casaram no topo do Empire State Building, e mesmo depois de tanto tempo, decidiram oficializar a união. Fung e Klein formaram um dos quatro casais selecionados entre centenas de candidatos que se inscreveram e mandaram vídeos para ganharem um casamento dos sonhos no 61º andar do Empire State Building. Ainda como prêmio, os noivos também ganharam smokings e estadia de duas noites em um hotel da cidade.

De acordo com estimativas, cerca de 21.000 casais homossexuais de Nova York devem se casar na cidade nos próximos três anos da nova lei, e outros 42.000 casais de outros lugares devem escolher a cidade como o lugar ideal para celebrar seus casamentos. Ainda segundo pesquisa, o casamento entre pessoas do mesmo sexo deve gerar cerca de 284 milhões de dólares para a economia de Nova York.

Ricky Martin se casará este mês Resposta

(Archivo El Nuevo Día / Carlos Giusti)

O cantor porto-riquenho Ricky Martin e Carlos González irão se casar no próximo dia 28, informou o site do jornal “El Nuevo Dia”.



Ricky Martin tornou-se um ativista, desde que saiu do armário em março de 2010. Ele já se manifestou a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo diversas vezes.

Em Porto Rico o casamento gay é ilegal. Pai dos gêmeos Matteo e Valentino, de 3 anos (cconcebidos com os serviçoes de uma barriga de aluguel), Martin gostaria de se casar lá. E certa vez, falou sobre a homofobia em seu país:

“É o que desejo, que se diga não a discriminação, para que a igualdade entre nós seja uma realidade em meu país”.

*Com informações da EFE 

Lady Gaga vai ser ministra no casamento de duas lésbicas Resposta

Agora que Nova York permite a igualdade no casamento, Lady Gaga está pensando seriamente em literalmente casar seus amigos gays. Ela quer ser a ministra do casamento de sua professora de ioga, que é lésbica: 

– Elas me pediram para casá-las. Então, sim. Vou fazer isso. É um casamento privado, mas elas estão muito orgulhosas disso. Elas esperaram muito tempo para legitimar o seu amor. 

Gaga se diz muito feliz com a nova legislação, e disse que ela como ativista, está animada com as coisas que estão acontecendo e que vai continuar a luta pela igualdade junto com todos os seus amigos e pessoas de sua geração para continuar a lutar pelos direitos iguais.

Quantidade de procura para o primeiro dia de casamento gay em NY faz estado realizar ¨loteria¨ Resposta

Com milhares de pedidos de pessoas querendo participar do primeiro dia de casamentos do mesmo sexo em Nova York, o gabinete do prefeito informou nesta terça-feira (19/07), que estabeleceria uma loteria para selecionar 764 casais. 

A nova lei que permite a união civil entre casais homossexuais em Nova York começará a valer no próximo domingo (24/07), um mês depois que foi aprovada. 

O prefeito Michael Bloomberg, a porta-voz do Conselho Chhristine Quinn e o senador Michael McSweeney disseram em um comunicado conjunto que a loteria seria implementada, ¨devido à alta demanda por serviços de casamento no domingo, 24 de julho, 2011.¨ 

Autoridades da cidade receberam 2.661 pedidos de serviços de casamento, no domingo, incluindo 1.728 de casais do mesmo sexo. A loteria está aberta para entradas ao meio-dia de hoje e até o meio-dia de quinta-feira (21/07), com um desenho separado para cada um dos cinco distritos da cidade. Os vencedores serão notificados na sexta-feira, 22. 

O prefeito comemorou: 

– Vamos fazer história no domingo, com os olhos da nação mais uma vez voltando-se para a cidade de Nova York. Fizemos nossa lição de casa, e é claro que o número de casais que querem casar no domingo é mais do que os escritórios poderiam possivelmente segurar. A última coisa que queremos é fazer os casais esperarem na fila por horas e horas, apenas para afastar a virada sobre o que supostamente seria o dia mais feliz de suas vidas. A melhor maneira de determinar quem tem a chance de casar no domingo e garantir que todos possam planejar adequadamente o seu próprio grande , é através de um sistema de loteria imparcial. 

O estado de Nova York seguiu o caminho de Iowa, New Hampshire, Massachusetts, Connecticut e Vermont em aprovar o casamento gay, após uma enquete realizada em março que revelou que 53 por cento dos americanos são a favor do casamento gay. 

Alguns estados, como a Califórnia oferecem a união civil entre pessoas do mesmo sexo, mas não os direitos do casamento. Isso significa que as partes têm alguns direitos legais como casais casados, mas não todos.

Senado Americano elege primeiro juiz assumidamente homossexual Resposta

J. Paul Oetken é o primeiro gay assumido a ser confirmado como juiz na bancada federal dos Estados Unidos.
O Senado americano fez história na última segunda-feira segunda-feira (18/07), confirmando o primeiro homem homossexual assumido na história a assumir a bancada federal.

Com uma votação de 80 votos contra 3, J. Paul Oetken tornou-se juiz federal. Oetken foi nomeado em janeiro pelo presidente Obama para fazer parte do Tribunal Distrital dos EUA no Distrito Sul de Nova York. Ele não é o primeiro gay no tribunal federal. O juiz Vaughn Walker, da Califórnia, que votou contra a Proposição 8, também assumiu a homossexualidade recentemente.

No entanto, ele não revelou sua sexualidade antes de assumir o cargo. Deborah Batts, lésbica assumida, também faz parte do tribunal federal, mas foi somente nomeada, em vez de confirmada.

Ter pessoas abertamente gays em tais posições de respeito é vital para a aceitação continuada da comunidade LGBT no país. Isso permite que todos nós sejamos vistos como cidadãos da nação, ao invés de uma subcultura misteriosa que deve ser separada das massas.

O senador democrata Chuck Schumer, de NY, elogiou Oetken no plenário do Senado por seu trabalho excepcional legal, ao mencionar sua orientação sexual:

– Como o primeiro homem abertamente gay a ser confirmado como um juiz federal e servir no banco federal, ele será um símbolo do quanto temos conseguido no país apenas nas últimas décadas. E mais importante, ele dará esperança a muitos talentosos jovens advogados que, até agora, pensavam que seus caminhos poderiam ser limitados devido à sua orientação sexual. Quando Paul se tornar o juiz Oetken, ele vai ser a prova viva para todos aqueles jovens advogados que realmente as coisas melhoram (em referência à campanha It Gets Better, destinada a gays que pensam em desistir da vida por causa da orientação sexual).

Escrivã religiosa de Nova York se demite para não realizar casamento entre pessoas do mesmo sexo Resposta

Laura Fotusky: ¨Tive que escolher
entre meu trabalho e meu Deus¨
Uma escrivã do interior de Nova York se demitiu do seu posto ao invés de conceder licenças de casamento para casais do mesmo sexo. Laura Fotusky, secretária da cidade de Barker, disse em entrevista que ¨teve que escolher entre o seu trabalho e seu Deus.¨

Fotusky, uma mulher de 56 anos, é uma republicana que foi eleita duas vezes na cidade que fica a 10 quilôemtros de Binghamton, com uma população de cerca de 2.700 pessoas. 

Ela postou a sua carta de demissão no site do ¨New Yorkers for Constitutional Freedoms¨ , um grupo que se auto define como ¨responsável por influenciar a legislação e legisladores para o Senhor Jesus Cristo.¨

A renúncia de Fotusky será oficializada no dia 21 de julho, três dias antes do casamento gay legal entrar em vigor em Nova York. Ela disse que ainda não tem planos depois que deixar seu escritório, que pagou cerca de 24 mil dólares pelo ano passado: 

– Eu não sei o que vai acontecer a seguir. Eu só sabia que eu precisava obedecer a Deus.

Ela não será a primeira a agir dessa maneira. No mês passado, Barbara MacEwen, secretária municipal de Volney, em Nova York, disse que ela estava determinada a não conceder qualquer licença de casamento gay. 

Em sua carta de demissão, Fotusky citou a Bíblia e disse que ¨A Bíblia ensina claramente que Deus criou o casamento entre homem e mulher como um dom divino que preserva as famílias e culturas. Desde que eu o amo e sigo, não posso colocar minha assinatura em algo que é contra Deus.¨

Nova York: Casais gays vão se casar no palco da Broadway Resposta

Alguns dos primeiros casamentos gays de Nova York vão ser, literalmente, um evento teatral. 

O teatro da Broadway, onde o musical ¨Hair¨ está sendo realizado, vai ser o palco onde alguns casais do mesmo sexo vão se casar, um dia após o casamento gay se tornar legal no Estado. 

Rory O’Malley, estrela do musical ¨The Book of Mormon¨ e co-fundador do grupo de direitos gays ¨Broadway Impact¨, disse que vários casais gays da Broadway vão se casar no palco logo após a apresentação de ¨Hair¨ daquela noite:

– Não é apenas um verão de amor, é um verão de igualdade. 

Outras celebridades do teatro participarão da cerimônia, como Joel Grey de ¨Anything Goes¨, o elenco de ¨Hair¨ e o ator Will Swenson do musical ¨Priscila a Rainha do Deserto¨. Oskar Eustis, diretor artístico do Teatro Público, disse que as pessoas de teatro sempre tendem a calar a voz sobre todas as pessoas, mas completa:

– Não há absolutamente outro assunto que o teatro tenha mais experiência: sabemos que a igualdade de gays e heterossexuais não é simplesmente uma opinião política, é um fato existencial. Provamos a cada dia de nossas vidas trabalhando. 

Jordan Roth, presidente dos Teatros Jujamcyn, que é proprietária e opera o St. James, disse que estava orgulhoso de poder hospedar alguns dos primeiros casamentos do mesmo sexo no estado de Nova York. Ele disse que havia uma conexão natural entre o teatro e o casamento: 

– O teatro é o lugar onde nos reunimos para celebrar e afirmar que somos como o povo. É o lugar onde estamos na frente da nossa comunidade em um palco e nós falamos nossas verdades. Isso é que é o teatro e é isso que um casamento é . 

Nova York será o sexto e maior estado americano a ter o casamento gay legal quando a lei entra em vigor depois da meia-noite no do dia 24 de julho, um domingo.

Parada Gay de Paris leva manifestantes que celebram NY e pedem que país siga exemplo americano Resposta

Pessoas se banham na fonte durante a Parada de Paris
 (Foto:  Thibault Camus/AP) 
Milhares de pessoas participaram neste sábado da parada do orgulho gay em Paris, muitos deles celebrando a legalização do casamento gay em Nova York e exigindo que a França siga o mesmo exemplo. 

Os manifestantes, vestidos de drag, sutiãs ou roupas de marinheiro, desfilaram sob um mar de bandeiras do arco-íris e músicas eletrônicas que vinham dos trios. 

Ativista gay é detido depois de protesto na
Rússia. (Foto:  Dmitry Lovetsky/AP)
No resto da Europa, no entanto, a polícia russa prendeu 14 ativistas dos direitos gays tentando manter uma passeata em St. Petersburg, que exigiam direitos iguais para gays – um sinal de que a resistência continua a ser elevado em muitos lugares. 

A parada de Paris atraiu muitos líderes políticos da esquerda da França, que têm se reunido em torno de direitos iguais para gays, principalmente o casamento e a adoção, e colocar a questão em sua plataforma para a corrida eleitoral presidencial de 2012. 

Muitos manifestantes celebraram a decisão de New York de se tornar o sexto e maior estado dos EUA a legalizar o casamento gay, decisão que aconteceu ontem depois de um voto no Senado de 33 contra 29. Algo que mostra como a França está atrasada no progresso da igualdade de direitos em alguns lugares. 

Outros disseram que a legalização de Nova York deve ser apenas o começo.

Famosos como Lady Gaga, Katy Perry e Ellen DeGeneres celebram o casamento gay em NY Resposta

Lady Gaga e sua equipe comemoram a vitória em NY
Celebridades americanas se juntaram ao povo no Twitter, em comemoração pela histórica passagem e assinatura do projeto de lei de Nova York, que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo. 

Na noite de ontem (24/06), o senado de Nova York decidiu com 33 votos contra 29 legalizar o casamento entre homossexuais, atingindo uma grande vitória para os direitos dos gays. O governador democrata Andrew Cuomo assinou a medida pouco antes da meia-noite de ontem. 

Após a decisão, a celebração tomou conta de todas as partes, e no twitter não foi diferente. Celebridades que apóiam abertamente a causa se manifestaram na rede social, comemorando a vitória. 

A cantora Lady Gaga escreveu para seus 11 milhões de seguidores: ¨ Eu não consigo parar de chorar. Conseguimos! A revolução é nossa lutar por amor, justiça + igualdade. Alegrai-vos NY, e se casem. Nós fizemos isso!¨ 

Gaga também compartilhou uma foto em preto e branco, com sua equipe comemorando o vitória. 

Katy Perry também participou: 

– NEW YORK! I Love U! você é oficialmente o melhor lugar do planeta! ” 

A apresentadora lésbica Ellen DeGeneres deu uma passada também na sua rede social e escreveu: 

– Estou entusiasmada com as notícias de NY. Igualdade no casamento! Todos os dias ficamos um pouco mais perto. O que é uma sensação incrível. 

Darren Criss, que interpreta o Blaine na série americana Glee, twitou, “Como se eu já não tivesse o suficiente para comemorar e desfrutar no dia de hoje. Um grande abraço para New York do meu solitário quarto de hotel em Londres. # MarriageEquality.” Em um outro tweet segundo, ele escreveu: ” Eu canto essa música todas as noites, mas agora ela tem um significado melhor¨, e escreveu partes da letra Empire State of Mind, de Alicia Keys e Jay-Z, que diz: ¨New York – selva de concreto onde os sonhos são feitos, não há nada que você não pode fazer¨. 

Nova York se torna o sexto estado, e de longe o maior, onde o casamento e a igualdade vão ser estendidos para todas as pessoas independentemente da orientação sexual. 

Connecticut, Massachusetts, Vermont, New Hampshire, Iowa e Washington, DC são outros estados que permitem o casamento homossexual.

Novaiorquinos podem dizer ¨aceito¨. Estado se torna o sexto e maior nos EUA a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo Resposta

Pessoas na galeria do senado americano comemoram
depois que a lei foi aprovada.  (Foto: AP Photo/Mike Groll)
Comemorando até altas horas da madrugada, milhares de partidários do casamento gay se jogaram nas ruas de Nova York depois que o estado se tornou o sexto e o maior nos Estados Unidos a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo 

Após dias de negociações e tentativas para mudar a opinião de senadores republicanos, a lei foi aprovada, dando vida para o Movimento Nacional de Direitos Gays que tinha parado mais de um projeto de lei quase parecidos há dois anos. 

Os casamentos podem começar a ser realizados em Nova York no final de julho, após o governador Andrew Cuomo ter assinado seu projeto de lei antes meia-noite de ontem. Com isso, qualquer um pode vir para Nova York e se casar, não precisa, necessariamente, ser um cidadão.

A isenção religiosa também foi incorporada ao projeto de lei para amenizar alguns oponentes. Sendo assim, qualquer entidade religiosa católica, judeus, ortodoxas ou qualquer outra, não precisa realizar cerimônias de casamento se não concordarem com a nova lei. 

Um dos últimos a apoiarem o casamento gay foi o senador republicano Stephen Saland. Ele, que é um tradicionalista assumifo, disse que pensou muito sonre a decisão: 

– Eu tenho lutado para fazer a coisa certa e tratar todas as pessoas com igualdade, e que a igualdade inclui a definição de casamento. Tenho medo que se fizesse o contrário, tudo isso iria bater na cara da minha educação. 

Já a presidente da Organização Nacional pelo casamento, Maggie Gallagher, disse que isso foi uma coisa errada, e que é incrível a política estúpida do partido republicano de assumir essa responsabilidade e apoiar a lei do casamento gay em Nova York. 

Os defensores dos direitos dos homossexuais têm esperança com a nova lei, que dará um impulso para continuarem lutando pelos seus direitos. 

O casamento homossexual é expressamente proibido em 39 estados americanos. Nova York se torna o sexto estado onde os gays podem se casar, dobrando o número de americanos que vivem em um estado com o casamento gay legal. 

Os Bispos católicos de Nova York disseram que a lei altera “radicalmente e para sempre o entendimento histórico da humanidade, do casamento “. 

Msa agora eles podem falar o que quisere, porque os gays novaiorquinos acordaram hoje com a certeza que poderão falar ¨eu aceito¨ no dia que decidirem se caras.

Assembleia de Nova York aprova projeto que autoriza casamento gay Resposta



A assembleia (câmara baixa) do Estado de Nova York aprovou na noite desta quarta-feira (16/05) um projeto de lei que autoriza o casamento homossexual, que depende agora de uma votação no Senado, que pode acontecer na próxima sexta-feira.

Por 80 votos a favor e 63 contra a Marriage Equality Act (Lei de Igualdade de Matrimônio) apresentada pelo governador de Nova York, Andrew Cuomo, foi aprovada.

Este projeto de lei permite a todos os casais unirem-se legalmente em Nova York, suprimindo a atual barreira enfrentada por casais de mesmo sexo, reconhecendo assim suas relações, protegendo suas famílias e obtendo benefícios essenciais, segundo o texto oficial.

Essa foi a terceira vez nos últimos anos que a assembleia do Estado de Nova York de maioria democrata aprova um projeto de lei que permite o casamento homossexual.

Agora, a aprovação do casamento gay no estado de Nova York fica dependente agora do Senado, de maioria republicana (32 contra 26 democratas e 4 democratas independentes) e que, em dezembro de 2009, rejeitou um projeto de lei similar.

Uma contagem extraoficial mostra que haverá um empate de 31 a 31 no Senado, mas um empate significa uma derrota da lei. Dos 30 deputados democratas, 29 devem votar a favor da medida. Ao menos dois senadores republicanos — Stephen Saland e Mark Grisanti — disseram que ainda não decidiram se são a favor ou contra.

Os senadores republicanos têm sofrido pressão do Partido Conservador e pressão interna. Uma pesquisa de opinião dentro do partido mostra um crescimento no número de apoiadores do casamento de pessoas do mesmo sexo.

Nova York deve aprovar o casamento gay Resposta


Juntos há 11 anos, Scott Stewart e Daniel Santiago formam, com o filho Benjamin, de 5 anos, uma família integrada à comunidade de 3 mil habitantes de Corwall-on-Hudson, no norte do estado de Nova York. Scott é funcionário da multinacional Procter & Gamble, e Daniel, servidor do Judiciário. A vida seria absolutamente normal, se eles não fossem um casal gay, e, por isso, obrigados a uma gincana burocrática para assegurar direitos. Scott e Daniel são alguns dos milhares de residentes de Nova York que torcem pela aprovação da legalização do casamento gay no estado, uma batalha que enfrenta seus momentos finais – ao menos nesta sessão legislativa – até a próxima segunda, dia 20, informa reportagem da correspondente do jornal “O Globo”, Fernanda Godoy.

– Esperamos no futuro não ter de enfrentar tantos problemas legais. Tivemos que fazer testamentos detalhados e documentos para garantir o acesso do outro ao hospital se um estiver internado – diz Scott.

– As pessoas estão prontas para aceitar essa mudança. É surpreendente que a legalização ainda não tenha acontecido em Nova York – completa Daniel.

Apesar do apoio da maioria da opinião pública, a proposta só conta até agora com os votos declarados de 26 senadores estaduais. Faltam seis votos para a maioria de 32. Para evitar uma derrota como a de 2009, o governador de Nova York, o democrata Mario Cuomo, decidiu só enviar o projeto de lei à votação quando a maioria estiver assegurada. Cuomo, eleito em 2010 com a promessa de assinar a lei, se diz “cautelosamente otimista”.

O alvo principal da campanha são seis senadores considerados suscetíveis a mudar de lado, entre eles dois democratas. É nos redutos deles (o voto é distrital) que a campanha se concentra, mas não há flash mob, e sim flash dial: ligações conectando o eleitor na rua com o gabinete de seu senador, por meio do celular de voluntários.

– O tempo das grandes manifestações de rua já passou. Agora temos um trabalho de horas a fio batendo de porta em porta ou pendurados no telefone. Não é mais aquela empolgação de ficar gritando palavras de ordem na rua – diz Cathy Marino-Thomas, da ONG Marriage Equality.

A campanha pelo casamento homossexual, unificada como nunca na história do movimento gay em Nova York, é coordenada pela aliança New Yorkers United for Marriage, que congrega diversas ONGs do movimento gay. Cerca de mil voluntários trabalham contra o relógio para virar os votos dos seis senadores que podem garantir a aprovação da lei. Julia Benjamin é uma das que dedicam ao menos duas noites por semana para pedir aos eleitores de Nova York que pressionem seu representante no Parlamento estadual a votar a favor do casamento gay.

– Cresci ouvindo histórias do movimento pelos direitos civis dos anos 60. Daqui a algum tempo, vamos olhar para trás e ver como é ridículo que homossexuais não possam se casar, assim como parece absurdo que naquela época um negro não pudesse se casar com uma branca – diz Julia, de 28 anos.

As pesquisas apontam que entre 52% a 58% dos nova-iorquinos apoiam o casamento gay. Todo o foco agora está em virar os poucos votos necessários para a mudança na legislação. Nova York seria o sexto estado americano a permitir o casamento homossexual, além do Distrito de Columbia, a capital federal.

A coalizão tem levado ao ar uma campanha de TV estrelada por figuras célebres da cidade, como Anna Wintour, editora da revista “Vogue” (que inspirou o filme “O diabo veste Prada”), o chef Mario Battali, e atletas, todos heterossexuais que apoiam o casamento gay.

Caso a lei seja aprovada, os homossexuais terão assegurados alguns direitos de herança, e o direito de tomar decisões médicas em nome do cônjuge. Outros direitos importantes, como o de imigração e o de recebimento de benefícios da Previdência Social, continuarão fora de alcance, porque dizem respeito à legislação federal – e as certidões de casamento são estaduais.

Casamento gay é reconhecido em nove países

O casamento entre pessoas do mesmo sexo é reconhecido, em nível nacional, em África do Sul, Argentina, Canadá, Espanha, Islândia, Holanda, Noruega, Portugal e Suécia.

Nos Estados Unidos, o casamento gay só pode ser legalizado em nível estadual. Os estados que reconhecem são: Massachusetts, Connecticut, Iowa, Vermont e New Hampshire.

No México, o casamento gay é legalizado apenas na capital.

União estável homoafetiva

Com direitos similares aos contemplados em um casamento civil, os seguintes países reconhecem a união estável homoafetiva: Andorra, Alemanha, Áustria, Brasil, Colômbia, Dinamarca, Equador, Eslovênia, Finlândia, França, Hungria, Irlanda, Luxemburgo, Nova Zelândia, Reino Unido, República Tcheca, Suíça, Tasmânia e Uruguai.

Alguns estados e cidades de Venezuela, Estados Unidos, México e Austrália também reconhecem esses mesmos direitos.

Reconhecimento ao casamento gay em debate

O casamento gay está em debate em vários países, inclusive em alguns que já reconhecem a união estável homoafetiva. São eles: Albânia, Bulgária, Camboja, Chile, Costa Rica, Chipre, Cuba, Estônia, Grécia, Itália, Japão, Liechtenstein, Malta, Nepal, Paraguai, Peru, Polônia, Romênia e Venezuela. Onze estados estadunidenses, incluindo Nova York, também debatem a situação.

Entre valsa e recordes: Paradas Gays do Brasil esquecem o real propósito da marcha Resposta

2007: Jovem é espancado no RJ por ser homossexual
Do G1:



Como algumas pessoas sabem, eu moro nos Estados Unidos e este ano estou participando da organização da Parada Gay de Nova York, que tem como tema ¨Loud and Proud¨, algo como altos e orgulhosos em tradução livre. Alto no sentido de gritarem em alto e bom som do orgulho que eles têm de serem gays. Não vai haver quebra de recordes. Não vai haver disputa de DJ´s e nem shows.

A parada de Nova York é um desfile politizado, importante, onde todos os setores da sociedade se juntam para mostrar que somos iguais e que existimos. São pessoas comuns, artistas, policiais, bombeiros, políticos, empresas que apóiam a causa LGBT, todos juntos orgulhosos e felizes por merecerem respeito.

No Brasil a coisa é completamente diferente. Em uma de minhas conversas com outros organizadores da Parada Gay de Nova York, todos muito curiosos sobre o que acontece no Brasil, eu disse que a nossa parada não é tão politizada. É uma festa. Um carnaval.

São Paulo quer entrar no livro dos recordes colocando o maior número de pessoas dançando valsa. Enquanto o momento é de protesto. Enquanto religiosos fundamentalistas de todas as partes do país se juntam e coletam milhões de assinaturas contra o kit anti-homofobia, enquanto milhares de evangélicos e católicos saem às ruas em protesto a favor da anulação dos direitos concebidos pela união civil entre homossexuais, enquanto nossa presidenta assume que não viu o material completo de um kit, que foi entregue de forma errada por pessoas de má fé, e diz que não fará propaganda de opção sexual, São Paulo se prepara para levar pessoas a dançarem valsa na Avenida Paulista, enquanto não temos nem 100 mil assinaturas a favor do PLC 122/06, que visa criminalizar a homofobia.

O Brasil é um dos países que mais matam homossexuais, e nem é por motivos de lei, pois não é crime ser homossexual, diferente de outros países como a Arábia Saudita, Sudão e Irã, entre outros. E mesmo assim, várias pessoas morrem em decorrência do preconceito.

Cadê as organizações que lutam pelos direitos dos gays no Brasil que não tomam vergonha na cara e ao invés de saírem às ruas protestando, preferem fazer um carnaval fora de época com gays desrespeitando as famílias, fazendo atos sexuais pelas ruas durante a parada e travestis quase nus em ato quase de confronto com as outras pessoas. É isso que o movimento gay prega?

Eu sei que gay é alegria, que temos que ir para a parada do orgulho gay e celebrar, festejar, mas não é só isso. Como pode a parada gay de São Paulo ser a maior do mundo e não termos passeatas sérias de protesto contra esse povo religioso que cisma em nos derrubar e também aos nossos direitos? Como pode mais de 1 milhão de pessoas participarem da festa na Avenida Paulista e quando precisamos de assinaturas para projetos de lei, não conseguimos nem 100 mil?

Precisamos nos unir de verdade e planejar um ato forte, com artistas que vistam a camisa, gays, familiares, amigos, heterossexuais, todos que acreditam que precisamos vencer uma luta contra aqueles que querem fazer do Brasil um templo de uma igreja. Nós somos diversos, nós somos plurais e não podemos deixar que pessoas que pregam o ódio e a diferença vençam.

Não sou contra a parada gay, apenas acho que poderíamos aproveitar melhor o momento em que temos milhões de pessoas nas ruas em um único dia para divulgarmos melhor nossa luta e conquistar mais simpatizantes a favor da nossa causa. Vamos deixar um pouco os gogo boys de lado, os melhores Dj´s, a valsa, ou pelo menos vamos tentar usar isso de uma forma construtiva para que as pessoas se conscientizem e percebam que querem acabar com os poucos direitos que temos, e que se isso acontecer, nunca no Brasil teremos uma voz que seja ouvida. Precisamos acordar!

Artista brasileiro Fernando Carpaneda expõe em Nova York sua arte gay e faz ¨homenagem¨ a Jair Bolsonaro Resposta

Fernando Carpaneda, o artista
Ele é brasileiro, mora nos Estados Unidos e vai lançar uma exposição que vai dar o que falar. O artista Fernando Carpaneda, que faz esculturas com temas sexuais, vai expor em Nova York a sua obra ¨Queer Punk¨, que mostra diferentes lados da cultura LGBT e que vai trazer uma ¨homenagem¨ ao deputado Jair Bolsonaro. O deputado inimigo número um dos homossexuais terá uma escultura em que ele será retratado fazendo sexo oral e anal. Em conversa exclusiva com o blog Entre Nós, Fernando Carpaneda falou sobre suas inspirações na arte gay, experiências e carreira. Confira: 

Entre Nós: Como você despertou o seu interesse por arte? 

Fernando Carpaneda: Desde criança já desenhava em papéis, paredes e em todo lugar. Entre 11 e 12 anos de idade, comecei a pintar em telas e aos 13 fiz minha primeira exposição. Foi um processo bem natural e sempre tive o incentivo de minha família. 
EN: A partir de que momento você percebeu que era isso o que você queria fazer como profissão? 

¨Crust Punk¨
FC: Tomei essa decisão quando tinha 15 anos de idade. Desde então estou nessa vida artística. Às vezes, não é fácil. Mas é assim que me sinto feliz. 
EN: Como surgiu a oportunidade de você sair de Brasília e ganhar o mundo como artista? 
FC: Em 1995, recebi um convite de um grupo de artistas de Brasília para participar de uma exposição em Nova Iorque, numa galeria chamada ABA, que ficava na Broadway (essa galeria não existe mais). Naquela época, fiz contato com o CBGB e acabei marcando algumas exposições na CB`s 313 Gallery, a galeria de arte do CBGB. Como fiz vários contatos naquela época, acabei me mudando para Nova Iorque, onde meu trabalho tem mais aceitação do que no Brasil. Desde então, tenho feito exposições aqui nos Estados Unidos, Londres, Itália, etc. O meio artístico brasileiro é machista e cheio de conservadorismos quando se trata de arte gay ou arte underground e por esse motivo não tenho feito exposições no Brasil. A única galeria de arte que me representa no Brasil é a PLUS, galeria de Arte online, bilingue (em português e inglês), com uma visão mais aberta sobre arte contemporânea do que as outras galerias brasileiras. 
EN: Como você define a sua arte? 
FC: Minha arte é urbana. Tem elementos da Gay Art, Lowbrow Art, Graffiti e Underground Art. Como a maioria dos meus retratados são personagens de rua, coloco vários elementos e informações dessas pessoas nas minhas esculturas. Com isso faço uma junção de vários movimentos urbanos e artísticos em uma só escultura. 
EN: De onde vem a inspiração para suas obras? 
FC: Geralmente da rua e do mundo gay. 
EN: Como vai ser a exposição Queer Punk, que vai ser exibida durante o mês de Orgulho LGBT de NY. Como surgiu essa idéia? O que você pretende mostrar nessa exposição? 
FC: Meu objetivo com essa exposição é mostrar outros lados dentro da cultura GLBT e dentro da sociedade em geral, e com isso abrir a cabeça do público para outras possibilidades dentro da arte gay e underground art. Queer Punk é uma mostra que fala sobre liberdade, sobre ser o que você é, sem medo de assumir suas idéias e seus ideais. Indiferentemente de você ser gay ou hétero. 
EN: Uma de suas esculturas trará uma crítica ao deputado Jair Bolsonaro. Como vai ser isso?
¨A festa do sexo de Bolsonaro¨
FC: Acho que da mesma forma que o Jair Bolsonaro tem direito garantido e imunidade parlamentar para ir à televisão brasileira falar mal de gays e negros, eu como brasileiro tenho o direito de me expressar em público sobre o Jair Bolsonaro. Quero que ele se sinta constrangido em ser visto retratado fazendo sexo oral e anal, sentindo na pele como é bom ser motivo de chacota e piada. A escultura aborda ainda um protesto contra as campanhas homofóbicas como a da Igreja Batista americana “Gay hates Fags” (Deus odeia os Veados). Eu troco a palavra “odeia” e coloco a palavra “ama”. A cena tem ainda um glory hole, sexo oral e pegação que é típico no mundo gay. A escultura também tem a inscrição “A realidade é que às vezes fazemos sexo sem camisinha” que é um alerta sobre o HIV e ao sexo sem proteção. Muitas pessoas criticam a escultura por falta de conhecimento sobre questões importantes relacionadas à homofobia e ao mundo gay. Quem não tem conhecimento sobre esses assuntos só consegue ver uma cena desnecessária de sexo. 
EN: O que quer dizer ¨Queer Punk¨?
FC: Queer Punk são gays que não se enquadram ao estereótipo criado pelo mundo gay. São gays que não curtem músicas de Madonna, Lady GaGa e música pop. Quem faz parte da cultura Queer Punk curte Punk Rock, Rock`n Roll e bandas como The Ramones, NOFX, Rancid, Terror Revolucionario, Sepultura, etc. São gays que não estão presos à doença da cultura ao corpo em academias de malhação e levam uma vida mais alternativa sem glitter. 
EN: Você faz esculturas de homens nus ou fazendo sexo. Algum motivo em especial que te fez seguir por esse caminho? 
FC: A maioria das minhas esculturas são retratos de ex-namorados e amantes. As esculturas fazendo sexo são experiências que tive no mundo gay e pessoas que conheci e vi em algumas pegações e surubas que participei. 
EN: Como é o relacionamento com sua família? 
FC: Meu relacionamento com minha família é normal. Sempre visito e falo com todos eles. Nunca tive muitos problemas por ser gay. Minha família sempre me apoiou. 
EN: Pretende levar essa exposição para o Brasil? 
FC: Não tenho planos de expor no Brasil. 
Que pena. Aposto que os brasileiros iriam adorar assistir essa exposição. Mas para aqueles que estarão em Nova York, aí vão os detalhes da exposição: 

Queer Punk é uma exposição organizada pela famosa The Kymara Gallery que representa os Andy Warhol Superstars e tem o apoio da The Leslie/Lohman Gay Art Foundation. A exposição acontece em uma das galerias da Leslie Lohman que fica localizada na Prince Street, no Soho. A abertura vai ser dia 25 de Junho às 6 horas da tarde. A exposição ficará aberta todos os dias entre o dia 25 ate o dia 2 de Julho. A visitação é de graça, não precisa pagar nada. Vale a pena conferir! 

The Leslie/Lohman Basement Annex 
127-B Prince Street,Soho,NY (esquina com a Prince and Wooster Streets) 
New York, NY.

Parada Gay de Nova York espera 1 milhão com o tema "Orgulhosos e Poderosos" Resposta

Oficiais participam da Parada Gay de 2010
em Nova York. (Foto: Douglas Gamma)
A NYC&Company – órgão oficial de turismo da Cidade de Nova York, anuncia a contagem regressiva para um dos maiores eventos GLBT do mundo. A Semana do orgulho Gay 2011 (Pride Week) ocorre sob o lema “Orgulhosos e Poderosos” com oito dias de eventos. As festividades têm início com o tradicional Rally do Rumsey Playfield, no Central Park, dia 18 de junho. E terminam com o lendário Dance at The Pier 54, que reúne multidões no Hudson River Park, em 26 de junho.

A Heritage of Pride, que organiza as atividades desde o Stonewall em 1969 (primeiro movimento em defesa do orgulho gay) fará a apresentação dos eventos que promovem Nova York como uma das cidades mais gay-friendly do mundo. Chris Frederick, diretor da organização explica que o tema “Proud and Powerful” tem tudo a ver com o momento em que o Pride se encontra atualmente. “No ano passado observamos uma mudança de comportamento. Ficou cada vez mais evidente que o infame “não pergunte, não conte a ninguém” está desaparecendo. Com a defesa do casamento e muitas outras conquistas para a comunidade gay, estamos extremamente orgulhosos pela liberdade de mostrar o que somos. Nunca antes na História estivemos tão fortes e poderosos”, conclui Frederick.
Para comemorar tanta liberdade e incentivar um número recorde de participantes, a Heritage se uniu ao Morgans Hotel Group, para oferecer pacotes exclusivos para a NYC Pride 2011 a partir de US$189. Site: http://www.morganshotelgroup.com/en-us/email-special-offers/hudson-pride
“Estamos muito orgulhosos em anunciar um evento, que faz de Nova York um dos destinos mais procurados e amados pelos gays de todo o mundo” – celebra George Fertitta, CEO da NYC & Company “Nosso convite se estende a todos os visitantes GLBT, heteros e simpatizantes que queiram festejar a energia única da cidade e conferir uma semana que celebra o amor e o respeito”.
*Com informações do Portal Fator Brasil.

Ator americano Ethan Rawke grava vídeo a favor do casamento gay em Nova York Resposta

Ethan Hawke e sua mulher, Ryan Shawhughes

O ator Ethan Hawke e sua mulher, Ryan, são as mais recentes celebridades de Nova York a participar de uma série de vídeos a favor da igualdade do casamento, promovida pela Campanha de Direitos Humanos.


O projeto é baseado nos moradores de Nova York que são a favor da campanha Igualdade no Casamento, e foi projetado para mover os expectadores a pressionarem os legisladores do estado para a igualdade no casamento através de depoimentos em vídeo com aliados de alto nível como o Hawke. Os vídeos de 30 segundos vão ao ar nas TV’s aéreas e nos taxis de Nova York.

No novo vídeo, a estrela de teatro e cinema diz:

– Nossa relação é reconhecida pelo governo, mas alguns dos nossos amigos não têm a mesma oportunidade.

No ano passado, angariando fundos para a Campanha dos Direitos Humanos, Hawke assumiu uma abordagem igualmente pragmática para a questão do casamento que não iria romantizar a instituição do casamento, mas a verdade é que há vantagens que vêm com

casamento e deve estar disponível a todos. ¨É por isso que eu estou envolvido com isso¨, diz o ator.

O novo vídeo chega como o impulso para a igualdade no casamento que em Nova York. Na última quarta-feira (09/03), os defensores reuniram-se para uma sessão de estratégias confidenciais em Albany com o governador Andrew Cuomo, que disse querer ver outra votação sobre a igualdade no casamento através do projeto de lei de igualdade, até Junho. O projeto, que passou na assembléia estadual inúmeras vezes, falhou no Senado estadual por 38 votos contra 24 em 2009.

Bryan Elner, sênior estrategista da Campanha de Direitos Humanos, falou sobre a importância do projeto e da reunião com o governador:

– Na semana passada nossa reunião em Albany com o governador Cuomo nos lembrou porque é importante que Nova York seja igual para todos, e hoje estamos honrados por lançar um novo vídeo de Ethan Hawke e Ryan pedindo que as pessoas mantenham contato com seus deputados estaduais e peçam a eles que apóiem a igualdade no casamento agora, para que este possa ser o ano em que se permita que todos os casais apaixonados e comprometidos tenham a mesma dignidade e responsabilidade.

Outros vídeos de nova-iorquinos para a campanha de igualdade no casamento contam, até a gora, com depoimentos de Barbara Bush, filha do ex-presidente George W. Bush, o prefeito Michael Bloomberg, Robert F. Kennedy Jr., Joan Rivers, Whoopi Goldberg, Kyra Sedgwick e Kevin Bacon, Russell Simmons, Julianne Moore, Moby, Fran Drescher Mark Ruffalo e Sunrise, Jeanne Moutoussamy Ashe, Kenneth Cole, John Slattery, e Daphne Rubin-Vega.

Confira o vídeo de Ethan Rawke e sua mulher: