Conheça Roniquito, o personagem gay de Avenida Brasil Resposta

Daniel Rocha (Foto: Divulgação Rede Globo)

Como já era de se esperar, a nova novela das nova da Rede Globo, Avenida Brasil, estréia hoje e já existe pelo menos um personagem gay na trama. 
Roniquito, vivido pelo ator Daniel Rocha, viverá o drama de sair do armário para o seu pai Diógenes, presidente do clube de futebol Divino. A dificuldade do personagem será exatamente essa, a de dizer para o pai que ele é gay e não quer ser jogador de futebol.
Acho que muitos já passaram pelo mesmo problema. (Pelo menos esse blogueiro que vos fala, rs).
Em entrevista para o jornal carioca Extra, Daniel fala da expectativa de sua estréia em novelas, e fala um pouco do seu personagem:
– Vai ser um dilema, principalmente, por ele ter um pai machista e morar no subúrbio, onde a comunidade é mais fechada, e o pessoal tem um pouco menos de instrução. Na Zona Sul, aceitariam de uma forma mais liberal. Roniquito vai viver grandes contradições.
Particularmente eu discordo dessa análise que Daniel faz entre o subúrbio e a zona sul do Rio. Na minha experiência posso garantir que não existe lugar que aceite mais ou aceite menos os homossexuais. Já vi muitas vezes pessoas do subúrbio aceitarem os gays e viverem muito bem com essa questão. Por outro lado, já passei por uma experiência terrível em uma universidade da zona sul junto com meu outro amigo e parceiro do blog Rafa Zveiter. Na minha opinião, não existe diferença entre a aceitação das pessoas do subúrbio e da zona sul.
O personagem Roniquito (que nome!), vai se apaixonar pelo colega de time Leandro, vivido pelo ator Thiago Martins. Daniel acredita que essa paixão vai ajudar o personagem a se descobrir melhor.
Aguardem cenas do próximo capítulo.

Mateus Solano protagonizará cenas gays quentes em “Novela das Oito” 1

Mateus e Odilon Rocha Foto: divulgação

Mateus Solano irá protagonizar cenas quentes com o ator Odilon Rocha no longa-metragem “Novela das Oito”, que  estreia no próximo dia 30 nos cinemas. Ele dará vida ao bissexual João Paulo. Sem medo, o galã faz elogios à cena em que protagoniza um beijo gay:
“Gostei muito do resultado. Vi no próprio dia da gravação, é uma cena importante, porque ainda é um tabu, e a gente estava preocupado como ficaria. É chiquérrima, mostra um tesão e um desejo que se vê em qualquer casal. Tem até uma masculinidade, uma pegada. São dois machos se pegando. Acho muito bonita”, disse Solano, em entrevista ao portal G1.

Mateus interpreta João Paulo, um diplomata que volta ao Brasil em 1978, época do enfraquecimento da ditadura, e, apesar de casado, se envolve com o jovem Caio (Lontra). O estudante, que tem sua primeira experiência gay com João, mora com os avôs porque os pais, Dora (Claudia Ohana) e Vicente (Otto Jr.) são perseguidos pela ditadura.

O filme
Exilada em São Paulo, a amargurada e misteriosa Dora trabalha como empregada para a prostituta Amanda (Vanessa Giácomo), até que as duas se vêem obrigadas a fugir da polícia, liderada pelo determinado e violento Brandão (Alexandre Nero). A primeira decide, então, ir para o Rio de Janeiro, tentar impedir que Otto e seus companheiros comunistas sejam capturados. Assustada de ficar sozinha, e deslumbrada com a possibilidade de dançar a disco music na famosa boate Dancin’ Days, no Morro da Urca, que inspirou a novela homônima de Gilberto Braga, a garota de programa segue a empregada até a Cidade Maravilhosa. 

O diretor
Formado em Londres, o brasileiro Odilon Rocha escreve e dirige um longa-metragem pela primeira vez. Sem conhecer os atores brasileiro, já que vive na Europa há anos, pesquisou e conversou com amigos até chegar na seleção de elenco. Sem muita bagagem, conquistou a equipe com o roteiro, premiado no Festival do Rio do ano passado, e com a humildade, segundo Mateus Solano.
“Odilon é um fofo, um querido. Deixou a gente sempre muito à vontade. Sabia onde que queria chegar, tem um futuro bem bacana pela frente. Ao mesmo tempo trabalhou com a humildade de alguém que estava pisando pela primeira vez naquele lugar”, avalia o ator.