Capítulo de “Amor à Vida” foi mais importante do que uma Parada Gay 2

AmoràVida

O que eu vi na novela “Amor à Vida”, na noite da última quinta-feira (01/08) foi surpreendente. Eu já esperava que o autor Walcyr Carrasco fosse tratar da questão da homossexualidade de maneira primorosa, tendo em vista a maneira ousada como ele abordou o tema em “Morde & Assopra”, até dois homens deitados na mesma cama ele conseguiu colocar, às 19h, claro que um dos personagens não era gay. Mas a cena me chamou muito a atenção. O que eu não esperava era que a direção da Rede Globo fosse permitir que se falasse em orientação sexual, entre outros assuntos.

O assunto foi praticamente a homossexualidade. O texto na boca de atrizes experientes e queridas do público como Nathalia Timberg e Susana Vieira deram mais credibilidade ainda à novela. O diálogo entre avó, mãe e filho (um Mateus Solano perfeito) foi emocionante. E o que dizer da hipocrisia de César, que trai a mulher, conversando com a sua amante sobre a homossexualidade do filho. Ambos reprovando, naturalmente. Quando César (Antonio Fagundes dando show, novidade) perguntou ao filho quem era a mulher da relação, ele falou o que muitos brasileiros pensam, mas não têm coragem de dizer.

Os capítulos de quinta-feira e sexta-feira, valeram mais do que uma Parada Gay, pois uma novela das nove atinge milhões de telespectadores, de classes sociais e credos diferentes. Parabéns à direção da Rede Globo, parabéns ao autor Walcyr Carrasco, aos seus colaboradores e a todos os atores envolvidos nesta trama. Só falta liberar de uma vez por todas o beijo gay.

Bissexualidade será abordada em “Amor à Vida” 1

'Sou aberta para o que é de verdade', diz Winits sobre formas de amar

‘Sou aberta para o que é de verdade’, diz Winits sobre formas de amar

Uma dermatologista descolada, que se apaixona por Eron, personagem de Marcello Anthony, um homem bonito e simpático. Até aí, nada de muito diferente na história da personagem Amarilys, que Dani Winits vai viver em Amor à Vida. Mas um detalhe chama a atenção nessa relação: ele é bissexual e namora Niko, interpretado por Thiago Fragoso.

Um triângulo amoroso complicado? Não para a atriz. “Acho tudo possível quando o amor é a base das relações. A gente quer tratar isso de forma natural. Como ainda não foi escrito, estou procurando ficar o mais neutra possível. Vou esperar vir o texto, esperar ver como será construído tudo. Mas tendo o amor como base, a tendência é as pessoas embarcarem na história, independente de opção sexual”, acredita a atriz.

Sobre se o amor pode acontecer entre uma mulher e um homossexual, Dani não tem dúvidas: “Eu acredito! Estou tranquila, porque enxergo esse tipo de assunto com muita naturalidade. Sou aberta para o que é de verdade, então fica fácil a leitura”.

Winits acabou de deixar a personagem Marcela, de “Malhação”, para trás, mas já está no pique para estrear sua personagem na novela das nove. Ela participou de 199 capítulos da novelinha teen e se diz satisfeita com o resultado de seu trabalho. “Não sei nem dizer se estou cansada, o ritmo de quase 200 capítulos foi intenso, então continuo no pique”, conta. O último capítulo de sua personagem em Malhação foi um dos assuntos mais comentados do dia no Twitter e #LUTOMarcela foi referência mundial na web. “Foi uma surpresa. Eu sabia que a Marcela tinha um apelo com o público, mas agora tive a certeza de que cumpri meu papel”, avalia.

Em casa, quem não curtiu o último momento da personagem foi o filho mais novo, Noah. “Como eu sabia que seria uma cena forte, e ele tem apenas cinco anos, não deixei assistir ao capítulo. Mas ele sabe que ela virou uma estrelinha. Digo que já passou, acalmo ele, daqui a pouco esquece”, conta.

Walcyr Carrasco mostra em “Amor à Vida” que não existe “opção sexual” 1

Félix confessa sua atração por homens e implora para Edith não se divorciar

Félix confessa sua atração por homens e implora para Edith não se divorciar

Esta semana (23/5) foi ao ar em “Amor à Vida” (horário nobre), a nova novela das nove da Rede Globo, uma cena que entrou para a história da TV. Pela primeira vez na teledramaturgia, um personagem gay diz com todas as palavras que a expressão “opção sexual” não existe.

Félix, personagem interpretado por Mateus Solano,confessa sua atração por homens e implora para Edith (Bábara Paz) não se divorciar. Ajoelhado, ele diz sofreu perseguições na infância, devido ao seu jeito efeminado e falou da luta contra a sua própria homossexualidade. Ambos os atores deram um show de interpretação, mas foi o texto sensível e extremamente real do autor Walcyr Carrasco que me chamou atenção. Fica bem evidente na cena o que uma pessoa reprimida sexualmente é capaz de fazer: ser autodestrutiva e, também, destruir com a vida de alguém.

A novela promete, claro que as cenas homoeróticas serão sutis, pois a direção da Rede Globo assim acha adequado, mas ainda entrará no ar um personagem gay e outro bissexual (leia no próximo post). E além disso, uma ex-piriguete, evangélica. É o Brasil sendo retratado na TV. “Amor à Vida” promete. E o Félix já é o meu vilão favorito.

Veja a cena, clicando aqui.

Thierry Figueira diz que daria beijo gay em novela, sem problema 5

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O ator Thierry Figueira (34) atualmente no ar como o Patrick de Balacobaco (Record), novela de Gisele Joras, com direção-geral de Edson Spinello, tem em seu currículo, quase 20 produções na televisão, ele já passou por três emissora diferentes: Globo, SBT e Record.

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O Patrick, de Balacobaco é um homossexual assumido, menos para os pais caipiras de seu melhor amigo, Breno Pedrosa, vivido por Léo Rosa. Na história, Patrick sonha em ser famoso através da carreira de ator ou apresentador de TV. Mas, sem nenhuma noção de interpretação, só consegue protagonizar um programa infantil vestido de pinguim.

“Meu personagem fica com um conflito interno porque apresenta um programa infantil, mas tem fobia de criança”, descreve.

Além da trama engraçada, Patrick tem chamado a atenção do público com seu figurino extremamente exagerado e por conta de seus trejeitos afeminados.

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“Tenho um amigo gay que fala que já estou dando pinta demais na novela”, brinca.

Para compor o papel, Thierry não se inspirou em ninguém especificamente. Entretanto, se aproximou mais do universo gay, conversando com ativistas da causa LGBT sigla para lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros –, indo a festas direcionadas para esse pblico e frequentando o point gay da praia de Ipanema, localizado na altura da rua Farme de Amoedo, Zona Sul do Rio de Janeiro.

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“Também observei muitos amigos homossexuais. Nunca tive preconceito, inclusive faria o beijo gay na novela sem problema nenhum”, oferece-se.

Balacobaco – Record – De segunda a sexta, às 22:15 horas.

Segunda vez

Na verdade, o Patrick de Balacobaco é o segundo personagem homossexual interpretado por Thierry Figueira. No começo de sua carreira, em 1996, o ator fez uma participação em Malhação como Gabriel, um jovem que não aceitava a própria orientação sexual. Na época, a homossexualidade ainda era um tabu pouco representado na tevê. E a novela “teen” colocou o assunto no centro dos debates.

“Aquele conflito do jovem gay em um produto para adolescentes foi essencial para as pessoas começarem a conhecer o universo homossexual”, acredita.

Hoje, a maioria das tramas contam com um personagem homossexual. Muitas vezes, sendo o típico gay engraçado, com gírias específicas e jeito afetado, assim como o Patrick.

“Agora as pessoas têm uma cabeça mais aberta. Pelo menos, entendo dessa forma. As pessoas têm de ser felizes independentemente da opção sexual”, esclarece.

Será que vai rolar beijo gay na emissora do bispo?

Gloria Parez não pretende abordar beijo gay em “Salve Jorge” Resposta

Em entrevista ao repórter Neto Lucon, da revista Caras, a novelista Gloria Perez, ao ser perguntada se “depois da censura do beijo gay, em América (2005) pretende abordar novamente a temática em algum personagem ou um novo beijo?”, foi enfática:

Leia também: ¨Beijo gay só lá em casa¨, diz o autor Aguinaldo Silva

“Ah não, esse assunto já foi: até a propaganda política já mostrou o beijo.” (risos)

Estou procurando a graça, senhora Gloria Perez. O fato é que, até agora, nenhuma novela mostrou beijo gay e olha que a suposta censura ao beijo entre os atores Bruno Gagliasso e Erom Cordeiro foi em 2005. 

Até quando os LGBTs vão  esperar para serem retratados de maneira natural? E não me venha com papo igual ao do Walcyr Carrasco, dizendo que os próprios gays não se beijam na vida real, pelas ruas, que eles deveriam fazer isso antes de cobrarem que a novela mostre algo. Acontece que as novelas – e não é só na Globo, é na emissora da Igreja Universal do Reino de Deus, a Record, é no SBT, que mostrou um beijo lésbico em “Amor e Revolução” (2011), mas vetou o beijo gay – não mostra carícia nem em cena íntima, aliás, não mostra nem cena íntima entre gays.

Então, senhora Gloria Perez, isso não é motivo de riso, mas de choro, é de se lamentar esse tipo de postura, alienada, de quem vive em uma bolha e não consegue enxergar a importância de um beijo gay. Mas também é de se lamentar o comportamento de LGBTs que continuam assistindo à novelas, mesmo não sendo retratados por elas.

Thiago Martins torce para que seu personagem se envolva com Roni em “Avenida Brasil” e sonha em interpretar um gay no cinema 1


O ator Thiago Martins (23) está no ar como o Leandro, na novela Avenida Brasil (Globo). Leandro vive um triângulo amoroso envolvendo o amigo Roni (Daniel Rocha) e a periguete Suelen (Isis Valverde). Apesar de torcer para que seu personagem termine com a Suele, Thiago acha que seria legal que ele tivesse um relacionamento gay com Roni antes:
“O Leando é louco pela Suelen e eu torço para que eles fiquem juntos, mas seria muito bacana se ele e o Roni se envolvessem, em uma novela do João [Emanuel Carneiro] tudo pode acontecer”, disse o ator ao jornalista Renato Damião, do UOL.


O ator disse que já se perdoou pelo que o Vinícius (personagem homofóbico da novela Insensato Coração fez: “Foi um presente enviado por Deus pelas mãos do Gilberto [Braga] e do Denis [Carvalho]. Por casa da novela, muitas questões importantes relacionadas a homofobia foram debatidas, essa foi a maior recompensa de ter feito o personagem.”

Vontade de ser gay no cinema
Thiago disse que tem “muitos amigos gays” e que eles o ajudaram muito na época de Insensato o “informando sobre questões dos direitos dos gays”. Depois ele foi “chamado para participar de passeatas gays”. O ator ainda disse quer “muito interpretar um gay no cinema”.
Apesar de sabermos que a direção da emissora não permite beijo gay e nenhuma cena da carícia entre personagens do mesmo sexo, o blog torce para que todos os sonhos do Thiago sejam realizados. O gatinho merece!

Silvio de Abreu: “Beijo gay em novela não vai mudar nada na sociedade” Resposta

Durante entrevista à Sarah Oliveira, no programa Viva Voz (GNT), o autor Silvio de Abreu falou sobre beijo gay em novela: “Acho que não vai mudar nada na sociedade. A novela tem contribuído muito para que o homossexualismo não seja mais visto da mesma maneira preconceituosa”.


Como assim, senhor Silvio de Abreu? O beijo gay poderia contribuir e muito para diminuir o preconceito na sociedade, assim como a novela fez, por exemplo, ao exibir casais heterossexuais de idades muito diferentes diferentes. No início as pessoas se chocaram, depois foram se acostumando. São inúmeros os casos em que a novela contribuiu para mudanças na sociedade, ou será que o senhor, um novelista antigo, não sabe disso?

A Rede Globo nunca exibiu beijo gay em novelas, só um selinho lésbico. É lamentável que algumas pessoas que convivem com gays, em nome do dinheiro, fiquem cegas. Declarações como essa, senhor Silvio de Abreu, não contribuem em nada para que as relações homoafetivas sejam retratadas de uma maneira natural e os gays de maneira menos pejorativa nas novelas.

Thammy Gretchen será lésbica que se passa por homem em “Salve, Jorge” Resposta


Atenção: pelo Twitter, a novelista Gloria Perez desmentiu a notícia da “Folha de S. Paulo”, reproduzida pelo blog. Ela respondeu ao blog e nós agradecemos! Leia aqui!

Escalada para viver uma policial lésbica em “Salve Jorge” (Globo), próxima novela das 21h, de Glória Perez, a cantora Thammy Gretchen vai encarnar personagem inspirada em Teena (Hilary Swank), do filme “Meninos Não Choram”.

No longa, uma jovem se passa por homem para viver sua orientação sexual.
A informação é da coluna Outro Canal, do jornal “Folha de São Paulo”.

Nada contra, mas me parece pouco original que Thammy viva uma lésbica que se passa por homem, afinal, já estamos acostumados à sua imagem masculinizada. Seria legal vê-la em outro tipo de papel.

Conheça Roniquito, o personagem gay de Avenida Brasil Resposta

Daniel Rocha (Foto: Divulgação Rede Globo)

Como já era de se esperar, a nova novela das nova da Rede Globo, Avenida Brasil, estréia hoje e já existe pelo menos um personagem gay na trama. 
Roniquito, vivido pelo ator Daniel Rocha, viverá o drama de sair do armário para o seu pai Diógenes, presidente do clube de futebol Divino. A dificuldade do personagem será exatamente essa, a de dizer para o pai que ele é gay e não quer ser jogador de futebol.
Acho que muitos já passaram pelo mesmo problema. (Pelo menos esse blogueiro que vos fala, rs).
Em entrevista para o jornal carioca Extra, Daniel fala da expectativa de sua estréia em novelas, e fala um pouco do seu personagem:
– Vai ser um dilema, principalmente, por ele ter um pai machista e morar no subúrbio, onde a comunidade é mais fechada, e o pessoal tem um pouco menos de instrução. Na Zona Sul, aceitariam de uma forma mais liberal. Roniquito vai viver grandes contradições.
Particularmente eu discordo dessa análise que Daniel faz entre o subúrbio e a zona sul do Rio. Na minha experiência posso garantir que não existe lugar que aceite mais ou aceite menos os homossexuais. Já vi muitas vezes pessoas do subúrbio aceitarem os gays e viverem muito bem com essa questão. Por outro lado, já passei por uma experiência terrível em uma universidade da zona sul junto com meu outro amigo e parceiro do blog Rafa Zveiter. Na minha opinião, não existe diferença entre a aceitação das pessoas do subúrbio e da zona sul.
O personagem Roniquito (que nome!), vai se apaixonar pelo colega de time Leandro, vivido pelo ator Thiago Martins. Daniel acredita que essa paixão vai ajudar o personagem a se descobrir melhor.
Aguardem cenas do próximo capítulo.

Bafão na novela Fina Estampa. ¨Marida de aluguel¨ é transexual. Resposta

Fina Estampa: ¨Marida de aluguel¨ é transexual
Mais um assunto vai dar o que falar na novela de Aguinaldo Silva, Fina Estampa. Uma das ¨maridas de aluguel¨ que trabalha para Griselda, personagem de Lilian Cabral, é transexual.

A cena, que vai ao ar no capítulo de amanhã, vai mostrar Quinzé (Malvino Slavador) entrando no vestiário da loja de Pereirão e encontrar Fabrícia (Luciana Paes) trocando de roupa. Por um momento, o rapaz fica apreciando a beleza da moça, que está de costas, mas no momento em que ela se vira, ele se assusta, dando um grito de pavor.

Assustado, ele conta a cena para a mãe:
¨Entrei no vestiário achando que não tinha ninguém lá, e, quando vejo, está a Fabrícia, ou melhor, o Fabrício. Fabrícia é homem!”.
E então, ela aparece e diz:
– Transexual: é esse o nome!
Ela ainda conta para Griselda que falsificou todos os documentos para conseguir trabalhar na loja de ¨maridas de aluguel¨, e Pereirão diz que vai pensar no que fazer com a situação.
Imperdível!!!

Aguinaldo Silva engana André Fischer em entrevista Resposta

O novelista Aguinaldo Siva concedeu entrevista ao jornalista André Fischer para a revista “Junior” de fevereiro. Na entrevista, Aguinaldo defende o personagem gay, efeminado e constantemente humilhado Crô.


Aguinaldo Silva acusa o Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça (o responsável pela classificação indicativa de material audiovisual – como filmes, programas de televisão e jogos eletrônicos – de acordo com o conteúdo e a idade), por vetar o beijo gay na TV.
Acontece que em 2010, o diretor do departamento,  Davi Pires, afirmou que a manifestação de afeto entre pessoas do mesmo sexo é classificada pela pasta da mesma forma que uma demonstração de afeto heterossexual, ou seja, a classificação é livre e pode passar em qualquer horário. Aliás, isso já aconteceu, no programa “Beija Sapo” (MTV) e na novela “Amor e Revolução” (SBT, que liberou o beijo lésbico e vetou o beijo gay). Ou Aguinaldo está mal informado ou enganou André Fischer direitinho.

Leia também: Rede Globo explica em carta por quê não exibe beijo gay

Veja alguns trechos da entrevista:


Crô

Há muito tempo coloco personagens gays nas minhas novelas e descobri que existe um preconceito grande contra os homossexuais efeminados, e esse preconceito é maior entre os homossexuais, principalmente os efeminados! Eu decidi mostrar a essa gente que não é um estereótipo, o homossexual efeminados existe e é assim. E decidi fazer um personagem que fosse amado pelo Brasil inteiro. Foi cientificamente planejado por mim.”

“Tem muito gay que faz críticas fortes, querem tirar satisfações. Esses dias estava caminhando na praia às dez e meia e veio um ativista que me agrediu verbalmente, quase fisicamente, me acompanhando de bicicleta, me perturbando, dizendo que eu estava envergonhando a classe. Mas que classe?”

Escolha de um ator heterossexual para interpretar um gay

“Sim (foi proposital). Se fosse um gay ele faria um gay previsível. Um ator gay, quando faz um gay, liga uma chave que não consegue desligar. O Crô é o Pica-pau. É por isso que as crianças adoram o Crô. Elas não enxergam um homossexual, mas um personagem de desenho animado. Todo gestual dele é afetadíssimo como de todo desenho animado. Ninguém é mais aveadado que o Pernalonga.”

Beijo gay

“Essa história de beijo gay em novela, dá pra faze um paralelo como o desastre do navio que adernou na Itália. As imagens são fortes, mas ninguém desligou a televisão nem morreu por causa do que viu. Eu acho que por mais chocante que pareça a coisa na hora, ninguém vai trocar de canal, ninguém vai virar veado por causa disso. As pessoas vão ficar fascinadas com uma coisa que nunca viram. E no dia seguinte acabou, passou.”

“Quem vai se incomodar com isso e não deixa acontecer? Não vamos ser hipócritas, no Brasil tem censura. Em Brasília. Temos um departamento que classifica os programas por faixa etária. Se a novela das nove passar um beijo gay, eles vão automaticamente passar ela para às onze.”

“Não incluiria um beijo gay em minha novela porque não deixariam ir ao ar. Mas não é porque o povo não quer, porque a emissora não quer. É porque Brasília controla o que pode ou não ir ao ar. Se mudarem o horário da novela vai ser um prejuízo pavoroso.”

Eu já escrevi (uma cena de beijo gay) em ‘Duas Caras’, mas que não foi ao ar. A emissora disse que não exibiria. Se mudarem a classificação etária de 12 (quando o programa pode começar a partir das 20h), para 14 anos (quando o programa pode começas a partir das 21h), muda tudo. Todo o resto é secundário. Se o povo vai gostar ou não, só vamos saber depois.”

Para jornalista, Crô dissemina a homofobia na TV Resposta


A jornalista Maristela Benedet escreveu artigo publicado no site Engeplus, em que acusa o personagem Crô, da “Fina Estampa” (Rede Globo), escrita por Aguinaldo Silva, de disseminar a homofobia na TV. Você concorda? Leia o artigo na íntegra:

Crô dissemina a homofobia na TV

“E lá se vão os tempos áureos das telenovelas, onde os autores Ivani Ribeiro, Janete Clair, Dias Gomes garantiam a fórmula de sucesso nos enredos românticos e final feliz dos mocinhos. A sociedade mudou e os folhetins também. Se contribuíram com essa mudança ou criaram novos modelos e valores? Este é outro debate. O fato é que sem perder a receita consagrada, novos conceitos foram conquistando espaço e comercializados nas tramas. 


A telenovela vende ideologia. O merchandising ora sutil nos produtos, ora explícito nos personagens ditos excluídos por grupos sociais, persuadem o comportamento de quem está do outro lado da telinha. Um desses casos no ar, na novela Fina
Estampa da Rede Globo, é o gay Crô, interpretado pelo ator Marcelo Se rado. Com técnica na arte digna de elogios, Crô é carregado de estereótipos. Oculto nas suas tiradas de humor “inocentes” reforça o preconceito e dissemina o aumento das agressões contra homossexuais.


Crô é caricato – usa e abusa de trejeitos – às vezes vulgar e cheio de afetação. Deixa transparecer seus “casos” amorosos e vida promíscua. Passa a idéia que todos gays são vagabundos, onde não existe aqueles com relação estável, com família, pai, mãe, irmã, emprego fixo onde “rala” desde cedo.  Não são brasileiros cumpridores dos seus deveres com a nação, votando, consumindo, produzindo riquezas e pagando impostos. Enquanto entidades travam luta pela igualdade de tratamento entre pessoas do mesmo sexo e fim da discriminação, um do programa favoritos dos brasileiros prejudica com força essa mudança. A homofobia não é considerada crime, e sua presença exposta de forma negativa na mídia, fica no imaginário e produz mais violência. 


O escritor e diplomata Alexandre Vidal Porto, mestre em Direito pela Universidade Harvard reflete: “É triste, um veículo prestar tal
desserviço à consolidação da cidadania. A imagem desrespeitosa que a televisão brasileira difunde dos homossexuais pode dar lucro às emissoras e aos atores, mas causa prejuízo ao Brasil porque solapa os esforços do governo e da sociedade no combate ao ódio e à intolerância. É necessário recordar a noção de responsabilidade social que as redes de televisão têm o dever de preservar”.

Maristela Benedet – jornalista

Final de "Insensato Coração" pode ter celebração de união homoafetiva estável Resposta

Segundo o colunista do “F5”, Alberto Pereira Jr., o autor de “Insensato Coração”, Gilberto Braga, estaria irritado com o vazamento das cenas finais da novela das 21h., da Rede Globo. O fato é que caiu na rede.



Em um dos finais, o jornalista Kléber (Cássio Gabus Mendes) descobriria que Eduardo (Rodrigo Andrade) é seu filho. Ele aceitaria o filho, que assinaria a união homoafetiva estável com Hugo (Marcos Damigo).

Cássio Gabus Mendes fala sobre homofobia de Kleber, em "Insensato Coração" Resposta


O ator Cássio Gabus Mendes, que dá vida ao homofóbico jornalista Kléber Damasceno na novela “Insensato Coração” (Rede Globo), falou ao portal “Comunique-se” sobre sua personagem. Para ele, Kleber não deixaria de denunciar qualquer assassinato, inclusive de um gay. Cássio diz que seu personagem tem um sentimento “equivocado” e “controverso” com relação aos gays. Abaixo, alguns trechos da entrevista dada à jornalista Silvana Chaves:


Cássio explica de que maneira compôs a personagem e no que ele se assemelha ao cidadão comum, que se esconde atrás do trabalho:


“No caso da obra aberta, sempre recebo uma história a respeito do personagem. Nisso o Gilberto Braga é bem cuidadoso, me passou como deve ser. O personagem é muito bem desenhado. O que eu procuro fazer é ressaltar isso. O personagem vive de conflitos e isso, para mim como ator é muito bom. Isso facilita para ‘carregar as tintas’ do Kléber, porque por si só ele já tem potencial para isso.


“Ele é um jornalista extremamente competente, que adora jornalismo investigativo, economia, que dá a cara para bater mesmo quando tem algo a denunciar. O Kléber tem uma personalidade muito envolvente, seja na vida profissional, seja na pessoal. E mesmo ele sendo meio desequilibrado em seus problemas, continua muito envolvente. Ele é pavio curto, vive jogando e gastando o dinheiro, está sempre duro, é separado da esposa. Ou seja, ele já é muito conflituoso naturalmente. Sabendo disso, eu vejo o que me é apresentado e misturo, me guio muito pelo dia a dia, os rumos que o personagem vai tomando no ar.”


Sobre a homofobia da personagem, o ator diz:


“O Kléber é estourado, mala, dependendo do que é apresentado. A questão da homofobia, por exemplo, ele estoura, faz comentários na hora errada pra chocar mesmo. Ele tem uma coisa assim… é peitudo, sabe?


“Ele é extremamente competente no que faz, apaixonado mesmo. Mas a vida pessoal dele é um caos, o relacionamento familiar é super problemático, ele gasta tudo o que ganha nos jogos de azar, é viciado nisso… É terrível, totalmente desequilibrado. Ele tem esse sentimento homofóbico equivocado, e em situações como essa, ele explode, cospe tudo. Mas ao mesmo tempo ele tem um lado engraçado, leva as coisas, a vida com humor apesar de tudo.


“A profissão o faz superar coisas que seriam insuperáveis, como a bagunça da vida pessoal, estar em conflito com a família. É como se fosse um compensador. E por causa da profissão, do jornalismo, ele passa por cima de coisas que acredita, ela é mais forte que tudo pra ele. É o lado muito claro do repórter, essa forma como ele descobre as coisas, as investigações, o blog, para não ficar calado, mesmo sem emprego. Eu sempre tive fascinação por esse perfil de repórter, dessa ação, do repórter que carrega uma câmera e vai registrando, investigando tudo, seja na ficção ou na vida real. Bater de frente, fuçar mesmo, não abrir mão de determinadas coisas, pontos de vista.


“É bom ter na TV um personagem assim, que mostra isso, esse mundo mais real, mais próximo das pessoas. A paixão do Kléber pelo jornalismo, a competência dele na profissão, faz com que ele supere os equívocos da vida pessoal dele. É o conflito que eu comentei que deixa o personagem mais rico, mais humano.


Sobre informações de que sua personagem passará a defender lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT), Cássio disse:


“O Kléber é um cara que em momento algum eu duvido que ele deixaria de denunciar algo, mesmo que fosse um assassinato de um gay e ele tendo uma postura controversa contra os homossexuais. A questão aí é que, sendo contra um hétero ou contra um homossexual, é um crime, e para o Kléber, o crime tem que ser denunciado. Assassinato sim, ele denunciaria, não importa de quem fosse. Ele é aquele tipo de pessoa que corre atrás de provas, ajuda a apurar determinadas denúncias, esse lado investigativo dele é muito forte, presente. Como por exemplo, denunciar um banqueiro em seu blog pessoal, mesmo sabendo que poderia correr riscos, por não estar ligado à nenhum veículo.


“O Kléber usa o poder, a força que o blog dele tem, que ele tem como jornalista sem levantar nenhuma bandeira. Ele só quer que a justiça seja feita, mesmo que vá contra o que ele defende. Tem pessoas que são preto, totalmente intensas e outras que são branco, apáticas a tudo. O Kléber é cinza, ele é neutro. Ou seja, mesmo que ele tenha que passar por cima de princípios dele para praticar a paixão dele, que é o jornalismo, ele vai fazer isso. Ninguém é vilão e nem mocinho sempre. E com o Kléber não é diferente.

Estudo revela a importância das telenovelas no combate à homofobia Resposta


Em contraste às censuras das direções da Rede Globo e do SBT, à abordagem dos gays em suas novelas “Insensato Coração” e “Amor e Revolução”, estudo mostra que os gays da teledramaturgia contribuem para que parte da audiência atribua mais qualidades boas aos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros). A maioria das pessoas continua assistindo aos folhetins depois de o personagem gay aparecer.


Leia também: Globo e SBT censuram suas novelas e Agnaldo Silva concorda


Ateus e agnósticos são os que mais rechaçam tramas do gênero, seguidos por evangélicos, apesar de esse número afetar pouco a audiência final. É o que revela a dissertação de mestrado Os efeitos de personagens LGBT de telenovela na formação de opinião dos telespectadores sobre a homossexualidade, defendida em 2009 na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), pelo jornalista, professor de Comunicação da Uninove e mestre em comunicação e semiótica, Welton Trindade.


Trindade provou que a telenovela tem atuação educativa e transformadora na opinião dos telespectadores heterossexuais a respeito da causa LGBT, contribuindo para a diminuição da homofobia. O levantamento foi realizado no Distrito Federal, com 260 telespectadores heterossexuais de novelas, com mais de 16 anos, que assistiram a uma das seis produções das nove nos anos de 2004 a 2008, na Globo. As proporções de sexo, idade, classe social foram planejadas exatamente de acordo com o perfil de audiência da trama das 9. horas O número de 260 pesquisados foi considerado ideal por cálculos de proporcionalidade dos quase 488 mil telespectadores do DF.


Considerando 51,8% dos pesquisados sem convivência com gays, mas todos assistindo a tramas e personagens LGBT, “a telenovela coloca mais da metade dos telespectadores em contato com um universo que extrapola seu cotidiano, trazendo-lhes novas questões para lidar. E conhecendo-as, deixam de estranhá-las”, diz Trindade.


A respeito da reação dos espectadores quando personagens gays aparecem, 23% dos entrevistados afirmaram que passaram a aceitar os gays com o tempo. Dentre estes que mudaram de opinião, 18,6% citaram os meios de comunicação como causa. “O fato de ter ‘convivido’ com homossexuais na telenovela causou importantes mudanças nos telespectadores”, afirmou a pesquisa, que ainda mostrou que 39,4% dos questionados passaram a atribuir mais qualidades boas a LGBT por influência dos folhetins.


Com informações de ” O Povo Online”

ABGLT envia nota à direção da Rede Globo pedindo liberdade artística dos autores e que permaneçam com casal gay Resposta

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais (ABGLT),enviou nota encaminhada ao Diretor de Entretenimento da Rede Globo, Manoel Martins, a respeito da reportagem do jornal ¨Folha de S. Paulo¨, que publicou que os autores da novela ¨Insensato Coração¨, foram chamados para uma reunião com Manoel Martins, que pediu que os autores ¨esfriasse¨ a relação homossexual do casal ¨Eduardo e Hugo¨ e não fizessem apologia pela criação de uma lei que pune a homofobia.

Na nota,assinada pelo presidente da associação, Toni Reis, é pedido para que a emissora considere a liberdade artística dos autores e diz que os homossexuais também são parte do público que acompanha a novela e merece ser levado em consideração.

Confira a nota de Toni Reis na íntegra:


¨À Direção-Geral da Rede Globo
A/C Sr. Manoel Martins
Diretor-Geral de Entretenimento


Assunto: Novela Insensato Coração


Prezados Senhores, Prezadas Senhoras


A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT, criada em 31 de janeiro de 1995, rede nacional que atualmente congrega 237 organizações, vem manifestar sua preocupação em relação a notícias veiculadas hoje em relação à novela Insensato Coração.

Segundo informações publicadas na Folha de São Paulo hoje (19/17), os autores da novela, Gilberto Braga e Ricardo Linhares, foram informados na semana passada da determinação da Rede Globo de que a história dos homossexuais Eduardo e Hugo “fosse completamente esfriada” e “foram instruídos a não carregarem bandeira política, a pararem de fazer apologia pela criação de uma lei que puna a homofobia.”

Ora, até agora a novela Insensato Coração tem prestado um grande serviço retratando de forma real diversas situações em que a população gay vive, seja nos relacionamentos e na convivência diária entre si e com a sociedade em geral, seja na manifestação de atitudes favoráveis ou contrárias aos gays por parte de outras pessoas, seja na ocorrência da violência psicológica e física motivada por homofobia.

Entendemos que, longe de estar fazendo uma apologia, a novela está cumprindo um papel importantíssimo como veículo informativo, servindo para desmistificar a homossexualidade perante a sociedade em geral, contribuindo para modificar as atitudes que fazem prevalecer a homofobia. Censurar neste momento parte do teor que já vinha sendo anunciado pela própria emissora mesmo antes da novela ir ao ar, nos parece um recuo que apenas serve para referendar a mensagem que a própria novela estava passando: a homofobia ainda está predominante em nossa sociedade.

O debate sobre a criminalização da discriminação e da violência homofóbicas está bastante presente na sociedade atualmente. A novela tem retratado este fenômeno. Hoje mesmo, foi noticiado que um homem de 42 anos teve metade da orelha decepada após ser agredido por um grupo de jovens que pensaram que ele e o filho de 18 anos fossem um casal gay, pois estavam abraçados (fonte http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2011/07/18/pai-filho-sao-confundidos-com-casal-gay-agredidos-por-grupo-em-sao-joao-da-boa-vista-sp-924936932.asp)

Na referida reportagem da Folha de São Paulo, a assessoria da Globo teria informado o jornal que “a televisão é um veículo de massa que precisa contemplar todos os seus públicos e faz parte do papel da direção zelar para que isso aconteça”. Pois, somos um destes públicos e, seguindo a mesma lógica, por isso mesmo não seria desarrazoado contarmos com esta representação na novela.

Em fevereiro deste ano recebemos uma correspondência da Rede Globo que levanta pelo menos dois pontos de relevância para a presente discussão:

“Estimular que os autores abordem causas de interesse da sociedade, promovendo princípios, valores e direitos universais, é sem dúvida papel de uma empresa de comunicação consciente de sua responsabilidade social, uma vez que o convite à reflexão sobre a realidade por meio da ficção contribui com a transformação social… Entretanto, apontar de que maneira exatamente isto deve ser feito…, condicionando a liberdade criativa, é algo que vai além do desejável, sendo a novela uma obra ficcional autoral. É exatamente a livre expressão artística o principal ingrediente da fórmula do sucesso.”

Com base nas considerações acima, vimos por meio deste solicitar à direção da Globo para que prevaleça a livre expressão artística dos autores da novela Insensato Coração, mantendo a trama por eles escrita, preservando o senso de humanidade e a responsabilidade social da emissora rumo a uma sociedade que prime mais para os valores do respeito, da paz e da harmonia entre homens e mulheres, independente da orientação sexual ou identidade de gênero.

Na expectativa de sermos atendidos, estamos à disposição.

Atenciosamente

Toni Reis
Presidente¨



Insensato Coração: Homofóbico vira ativista na reta final da novela Resposta

Cassio Gabus Mendes (Foto: Reprodução)
Na reta final de Insensato Coração, muitas novidades aparecem sobre o desfecho de alguns personagens. Com uma enorme abordagem do mundo gay na novela, um dos personagens que mais causa desconforto em algumas pessoas é Kléber, vivido po Cassio Gabus Mendes. 

Na trama, o jornalista é um homofóbico assumido e já foi motivo de vários momentos tensos de homofobia criados por ele. Acontece que essa imagem deve mudar logo. 

Depois que um jovem ser brutalmente assassinado por um grupo de pitiboys, ele vai começar a investigar as causas do crime. Ele vai se envolver bastante com as investigações, usando o mesmo blog que tinha para denunciar as armações do banqueiro Cortez, vivido por Herson Capri, e depois que descobrir que os motivos da morte se deram justamente porque o jovem era gay, Kléber vai passar a ser um ativista e lutar pelos direitos dos homossexuais. 

Achei uma boa idéia. 

O que você achou do desfecho de Kléber?

Insensato Coração: Sueli não aceita o filho homossexual Resposta

Hugo (Marcos Damigo) e Eduardo (Rodrigo Andrade).
(Foto: Repreodução)
As coisas vão ficar difíceis para Eduardo (Rodrigo Andrade) e sua mãe Sueli (Louise Cardoso), em Insensato Coração.

Vai ao aor no dia 13 de julho a cena em que Eduardo conta para a mãe que é gay, mas as coisas não vão sair bem do jeito que ele espera, e muita confusão vai acontecer.

Tudo acontece depois que ele transa com Hugo (Marcos Damigo), e decide, pressionado pelo então namorado, a contar tudo para sua mãe. Antes ele pede conselhos para Alice (Paloma Bernardi), que o encoraja a conversar com Sueli.

Decidido, Eduardo procura a mãe, que acredita que o filho tenha voltado a namorar Paula (Tainá Müller) ou começado um romance com Alice.

Mas a verdade vem à tona quando Eduardo diz que seu namorado na verdade é o Hugo. A notícia aparece como uma bomba para Sueli, que não se conforma em ter sido ¨traída¨ pelo amigo e frequentador de seu quiosque.

Ela chega a conversar com Hugo no dia seguinte, pedindo para que ele se afaste de Eduardo, o acusando de ser uma péssima influência para seu filho.

Eduardo, por sua vez, diz para Alice que pensa em sair de casa, mas não pode por não ter condições financeiras para viver sozinho. Mas ele diz que não vai deixar de viver sua vida por conta da mãe, e que está disposto a enfrentá-la, caso seja preciso.

Interessante o autor fazer uma história desse tipo, porque é bem assim na vida real. Muitas mãe adoram gays, quando não têm que tratar do assunto dentro de sua própria família. Acho que esse enredo vai ser importante para discussão nas famílias brasileiras.