Australianos falam em preconceito contra héteros na Vila: "gays podem ficar juntos" Resposta


Russel Mark, atleta do tiro da Austrália, reclamou nesta segunda de um suposto preconceito contra os heterossexuais na Vila Olímpica. O esportista queria dividir um quarto em Londres com Lauryn, sua esposa e companheira de seleção, mas não foi autorizado. Para ele, os casais gays recebem privilégio nos Jogos.

“A parte estúpida disso, que eu tentei mostrar para eles, é que existem toneladas de casais gays nos Jogos Olímpicos que ficarão no mesmo quarto. Então, nós estamos sendo discriminados porque somos héteros”, disse Russel Mark ao Daily Mail.


Segundo o atleta, o Comitê Olímpico Australiano negou o seu pedido especial, e disse que se ele quisesse ficar com a esposa teria de deixar a Vila e alugar um quarto de hotel às suas custas. Em seu Twitter, no último domingo, ele confirmou que os cartolas de seu país vão manter a posição de separá-lo da mulher.

“Se Mick Diamond e eu fôssemos gays isso seria um problema?”, escreveu Mark, referindo-se a um companheiro da equipe de tiro, com quem ele provavelmente dividirá o quarto na Vila. 

Esta não é a primeira polêmica em que Russel Mark se envolve no caminho para Londres. Em maio deste ano, ele apostou com um fã na internet que desfilaria na cerimônia de abertura com um “manquíni” caso não tivesse razão em uma discussão sobre as regras do futebol. Ele perdeu e foi pressionado a aparecer em Londres com a peça que ficou famosa com Borat, personagem do ator Sascha Baron Cohen. 

No fim, ele disse que sua mulher Lauryn pagaria a aposta por ele. A declaração chamou a atenção dos fãs para a atleta, que foi convidada a fazer um ensaio sensual na revista “Zoo”, posando de biquini com uma arma. Para Lauryn, o ensaio ajudou a irritar os dirigentes do país, que teriam barrado o pedido do casal por isso. 

“Eles estão chateados comigo, mais do que qualquer outra coisa, com o ensaio. É muito difícil para eles. O que eu estou pedindo não é tão complicado, mas é óbvio que o Comitê tem um problema com isso”, disse Lauryn. 

Estadunidense da seleção de futebol admite ser lésbica às vésperas dos Jogos Olímpicos Resposta

Menos de um mês antes do início dos Jogos Olímpicos, Megan Rapinoe, jogadora da seleção norte-americana de futebol, declarou publicamente que é lésbica. O momento para a revelação é importante, já que a atleta, que completa 27 anos nesta quinta-feira, quer que sua história encoraje outras na comunidade LGBT.

Rapinoe já se dizia lésbica abertamente para seus familiares e para as companheiras de equipe, mas somente nesta segunda (2) fez a declaração publicamente, em uma entrevista para a Out Magazine. “Para o registro: Eu sou gay”, disse a jogadora, que explicou os seus motivos ao USA Today Sports.

“Para ser honesta, eu tenho pensado nisso há um tempo, tentado encontrar a melhor hora. Agora, chegando as Olimpíadas, as pessoas querem histórias pessoais. Em geral, nossa seleção está em um lugar onde as pessoas e as crianças olham para nós. Eu abraço isso e acho que tenho muitos seguidores LGBT. Trata-se de manter a cabeça erguida e dizer que você tem orgulho de ser quem é”, declarou.
Até o momento, a atleta garante estar feliz porque a recepção de sua revelação tem sido positiva. Rapinoe namora uma australiana, que também é jogadora de futebol, há três anos e no último Natal a levou para conhecer sua família na Califórnia. A atleta ainda disse que sabia ser lésbica desde o primeiro ano da faculdade e assumir isso para seus familiares levou um tempo de adaptação.

“Eu simplesmente sentei e conversei com eles. Minha mãe, certa ou errada, tinha sonhos para que eu tivesse um tipo de vida. Leva tempo para que eles se acostumem a isso. Mas eles têm me apoiado muito e me amam exatamente por quem eu sou”.
Para a jogadora, existe uma grande diferença entre um homem e uma mulher assumir sua homossexualidade no esporte. “Eu nunca quis trazer qualquer drama para o time e acho que minhas companheiras de equipe são maduras o suficiente para lidar com isso. O clima é muito diferente para homens. Esse estigma só vai ser quebrado quando as pessoas assumirem e a recepção for positiva. Não significa que não haverá respostas negativas, mas se alguém tiver a coragem de ser o primeiro, o que é muito difícil, essas barreiras podem ser derrubadas rapidamente”, explicou Rapinoe.