Brasil tem maior parada gay, mas lidera em violência contra homossexuais Resposta

Parada Gay em SP: A maior do mundo
 (Foto:Reprodução)
País que sedia a maior parada gay do mundo é também o líder no assassinato de homossexuais. Ativistas falam à Deutsche Welle sobre os riscos de ser gay no Brasil e avaliam se o país passa por uma onda de homofobia.

Segundo o antropólogo Luiz Mott, fundador da mais antiga associação de defesa dos direitos humanos dos homossexuais no Brasil – o Grupo Gay da Bahia (GGB) – e um dos mais respeitados ativistas gays brasileiros, o Brasil é um país contraditório no que se refere à questão dos gays, lésbicas e transgêneros.

“Ao mesmo tempo que temos um lado cor-de-rosa, representado pela maior parada gay do mundo, que se realiza em São Paulo com mais de 3 milhões de pessoas, e temos mais de 200 grupos gays funcionando no país, temos um lado vermelho-sangue representado pelos assassinatos, pelas agressões contra os homossexuais no país”, afirma.

Segundo relatório do Grupo Gay da Bahia, 260 homossexuais e travestis foram assassinados no ano passado em todo o país. O Brasil é assim o país com maior número de assassinatos de gays, lésbicas e travestis. Segundo o relatório do GGB, um homossexual é morto a cada 36 horas e esse tipo de crime aumentou 113% nos últimos cinco anos. Este ano, até o momento, foram registrados 144 mortes de gays, lésbicas e travestis, disse Mott à Deutsche Welle.

Além do maior índice mundial de assassinatos de gays, lésbicas e travestis, acontecimentos recentes envolvendo a situação do grupo LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e transgêneros) no Brasil podem levar a crer que uma onda de homofobia se instalou recentemente no país.

Escola sem homofobia

Em maio último, a presidente Dilma Rousseff determinou a suspensão da produção e distribuição do kit “Escola sem homofobia”, que estava em planejamento no Ministério da Educação e deveria ser distribuído em milhares de escolas públicas brasileiras. O assim chamado kit anti-homofobia vetado por Dilma continha cartilha, cartazes, folders e vídeos educativos. O kit gerou polêmica e agora está sendo revisado, após reações de setores conservadores da política e da sociedade brasileiras.

Segundo Mott, esse foi “um material planejado com muito cuidado, onde se gastou mais de 2 milhões de reais e que teve a participação da Unesco, do Conselho Federal de Psicologia e de outras entidades, e que foi vetado por influência, por pressão do que existe de pior na política brasileira, que são deputados evangélicos conservadores e intolerantes”.

Ao vetar o kit anti-homofobia, que deveria chegar a mais de 6 milhões de adolescentes e mais de 300 mil professores, o fundador do Grupo Gay da Bahia disse que a presidente Dilma Rousseff deu um mau exemplo em meio a um aumento extremamente preocupante da intolerância gerada pela homofobia.

Violência mais visível

Para Márcio Marins, presidente da organização Dom da Terra, ONG direcionada a gays afrodescendentes e adeptos de religiões de matriz africana, a “onda de homofobia, lesbofobia, transfobia no Brasil não aumentou, ela simplesmente está mais visível que em outros tempos”.

Marins diz crer que, com os avanços de algumas políticas para esse segmento da população – lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais –, os setores conservadores têm levantado mais a voz e procurado dar mais visibilidade às suas posições, que incluem “negar os direitos LGBTs”.

Marins disse não acreditar que o índice de violência tenha aumentado no Brasil. “O que aumentou foi o número de denúncias”, afirmou o ativista à Deutsche Welle.

Triste título

Outra grande polêmica em torno da situação dos homossexuais no Brasil é a não aprovação de um projeto de lei que criminalize a homofobia no Brasil. O projeto precisa ser votado no Senado Federal, mas enfrenta oposição de setores conservadores no Senado e de segmentos de fundamentalistas religiosos.

Segundo levantamento do GGB, nos últimos anos o Brasil tem sido o campeão mundial de assassinatos de homossexuais. São mais de 3.500 assassinatos nos últimos 30 anos, atingindo, em 2010, 260 homicídios. Desses, aproximadamente 70% eram gays, 25% eram travestis e 5%, lésbicas.

O segundo país mais violento é o México, com uma média de 35 assassinatos anuais. Em terceiro lugar estão os Estados Unidos, com 25. “O Brasil tem 100 milhões de habitantes a menos do que os EUA, mas registra 10 vezes mais assassinatos de gays e travestis por ano”, disse Mott, acrescendo que menos de 10% desses assassinatos são esclarecidos pela polícia e vão a julgamento na Justiça. “Essa impunidade, com certeza, estimula novos assassinatos, o que torna a situação, a vida dos homossexuais no Brasil muito perigosa, muito arriscada.”

Mott apontou que o “que é interessante e chocante” é que o número de prostitutas é muito maior no Brasil, mas as travestis são muito mais frequentemente assassinadas do que as prostitutas, o que revela que por trás desses crimes está de fato a homofobia, na medida em que as pessoas consideram que a travesti é um homossexual. “Tais pessoas são levadas à violência por causa da homofobia cultural que domina no Brasil”, afirma o antropólogo.

Forças conservadoras

Mott lembra que tanto deputados quanto senadores dependem do voto dos eleitores para serem eleitos. “Para não ofender eleitores mais conservadores, católicos ou evangélicos, os parlamentares evitam apoiar projetos polêmicos, como a questão do aborto e a questão da equiparação da homofobia ao racismo”, argumenta.

Para o antropólogo, seria lógico que a discriminação racial e a discriminação sexual fossem punidas com o mesmo rigor e com as mesmas penas. “Mas infelizmente existe no Brasil uma hipersensibilidade em relação à questão racial e uma indiferença em relação à violência, à discriminação contra os homossexuais. Nós não queremos privilégios, queremos direitos iguais, nem menos nem mais, e que a discriminação por homofobia tenha o mesmo tratamento que os crimes de racismo”, afirma.

Para Marins, considerando que o racismo é muito presente no Brasil e “que a homofobia tem matado da maneira que tem matado, nós não demoramos a concluir que lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, se forem negros e se forem de religião de matriz africana, vão sofrer ainda mais preconceito do que um gay branco de classe média, bem posicionado profissionalmente.”

Dia do Orgulho Hétero

Naquilo que pode ser entendido como uma reação de forças conservadoras às conquistas homossexuais, no início de agosto a Câmara Municipal de São Paulo aprovou o projeto que cria o Dia do Orgulho Heterossexual. Dos 50 vereadores presentes, somente 19 se manifestaram contra.

No entanto, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, anunciou que irá vetar o projeto do Dia do Orgulho Hétero aprovado pela Câmara Municipal, alegando que o heterossexual, por não ser minoria, não sofre preconceito e ameaças e “não precisa de dia para se afirmar”.

Também a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou nota afirmando que a data é desnecessária. O projeto é de autoria do vereador Carlos Apolinario, membro da igreja evangélica Assembleia de Deus.

Luz no fim do túnel

Marins diz ter muito cuidado ao falar sobre quem são os religiosos fundamentalistas que lutam contra os direitos dos homossexuais e travestis no Brasil. “Não posso generalizar que são cristãos, até porque há tanta igreja cristã – protestante ou católica –, há tantas lideranças que trabalham muito bem conosco, respeitando os nossos direitos.”

O presidente da ONG Dom da Terra explica que se trata de algumas lideranças, baseadas em dogmas religiosos, que têm influência direta no Congresso Nacional, sobre um grande número de deputados e senadores. E com a justificativa da garantia do direito da família, vêm tirando os direitos LGBTs, “como se os LGBTs também não fossem filhos de uma família e não formassem também novas constituições familiares”.

“Nós formamos famílias”, conclui Marins. E, nesse contexto, em meio às notícias negativas sobre a situação dos homossexuais no Brasil, a aprovação unânime pelo Supremo Tribunal Federal de Brasília da equiparação da união estável homoafetiva à união heterossexual, em maio último, pode ser vista como uma contrapartida e demonstra, segundo Mott, que o Poder Judiciário no Brasil é o mais moderno, o mais afinado com os direitos humanos das minorias, entre elas os homossexuais.


*Com informações de Deutsche Welle

Grupo de homossexuais cria “igreja pentecostal gay” e pretende evangelizar na parada em Bauru Resposta

Grupo de homossexuais cria ¨Igreja Pentecostal Gay¨

e pretende evangelizar na Parada de Bauru
A 4ª Parada da Diversidade de Bauru será “invadida” por um grupo de homossexuais evangélicos pentecostais que estarão entregando 10 mil panfletos de evangelização, mas não é uma igreja tradicional que prega o homossexualismo como pecado que precisa ser negado, mas sim uma igreja inclusiva que quer atrair o público.


Não acreditamos que o homossexualismo seja pecado e afirmamos que a ‘Bíblia’ não o condena”, afirma o Missionário Junior, um dos líderes do grupo. “A presença dos gays é o próximo paradigma a ser quebrado.”


Junior tem 27 anos e durante 15 se dedicou à igreja católica como seminarista, ele conta que se aproximou da religião para tentar “se curar” pois na adolescência ele já havia descoberto sua sexualidade. Anos mais tarde ele descobriu a teologia inclusiva e juntou seu projeto Presença de Deus à comunidade Deus é Mais, criada a partir de conversas entre amigos religiosos e gays.


Como eles se sentiam excluídos das igrejas tradicionais eles passaram a se reunir para orar juntos. A Comunidade Deus é Mais foi fundada por Alexandre, 36, e seu namorado Renato, 22. Alexandre já sofreu bastante por se sentir pressionado a esconder sua condição. Quando estavam perto de descobrir que era gay, não voltava mais aos cultos e reuniões. “Sempre fui meio quiabo”, brinca, sobre essa fase. Na comunidade que criou, a liberdade de expressão é a maior conquista.


As reuniões são realizadas numa antiga loja, ainda a portas fechadas. Os interessados em frequentá-las precisam antes entrar em contato com os organizadores. A futura igreja deverá seguir os princípios pentecostais – crença na presença do Espírito Santo por meio de dons como o da cura, visões e línguas.


“Antes, o preconceito era com as mulheres e com os negros. Esses tabus já foram quebrados. Agora, pela força do nome de Jesus, estaremos com espaço de refúgio para a comunidade LGBT e familiares, hoje excluídos pelas igrejas, reforça o missionário.


*Com informações do Gospel Prime.


* O texto é do site Gospel Prime e está sendo reproduzido na íntegra. Por isso o uso da palavra ¨homossexualismo¨, quando o correto é ¨homossexualidade¨.

Militantes pretendem vaiar Dilma por veto ao kit anti-homofobia Resposta

O veto do governo federal ao kit anti-homofobia, que seria distribuído nas escolas do País, levou o movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) a se mobilizar para vaiar a presidente Dilma Rousseff nas mais de 200 paradas gays que serão realizadas no Brasil nos próximos meses. Alguns militantes conhecidos, como o antropólogo Luiz Mott, disseram, nesta segunda-feira em Salvador, que pretendem vaiar Dilma até em eventos públicos de que ela participe na capital baiana.

Após a presidente ter sido vaiada na parada de Campinas (SP), no dia 3 de julho, Mott afirmou ter feito uma consulta nas principais listas gays da internet, “vencendo a proposta a favor de vaiar Dilma nas próximas paradas LGBT”. A presidente foi igualmente criticada em faixas e banners na arada de São Paulo, considerada a maior do mundo. Ela foi representada num enorme boneco com os dizeres “Dilma trocou o Kit Anti-homofobia por Palocci!” – uma alusão à pressão feita pela bancada evangélica no Congresso, que ameaçou aprovar a convocação do ex-ministro Antonio Palocci para uma CPI caso o kit fosse distribuído.

Mott avalia que o movimento LGBT, predominantemente dominado por militantes filiados ao PT, “encontra-se bastante dividido na avaliação do governo Lula/Dilma”. O presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), o paranaense Toni Reis, é contra a vaia. Ele chegou a declarar que “Lula é o Papai Noel dos gays” e, mesmo depois do veto ao kit anti-homofobia, continua chamando Dilma de “querida”. Por outro lado, Mott, decano do movimento LGBT brasileiro, declarou que Lula “é o vampiro dos gays” e Dilma “tem as mãos sujas de sangue”.

Para justificar sua desaprovação, Mott aponta para o crescimento de 113% no número de assassinatos de homossexuais no Brasil nos últimos cinco anos, segundo o relatório anual dos chamados crimes homofóbicos, elaborado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB). Ele avalia que esse crescimento se dá, em parte, por suposto “descaso governamental” em relação às políticas que combatem a homofobia. Conforme o relatório do GGB, em 2010 foram assassinados 260 gays e travestis em todo o País.

*Com informações do Terra.

Milhões de pessoas na Parada e menos de 100 mil assinaturas a favor do PLC 122 Resposta

A maior Parada do Orgulho LGBT do mundo reuniu cerca de 4 milhões, segundo os participantes (a Polícia Militar informou que não faria projeção oficial) de pessoas (grande parte de curiosos) em São Paulo. O evento, que completou 15 anos, teve direito a valsa – um pouco forçada, ao som de música eletrônica, discurso de políticos, pegação, arrastão e roubo.

Os organizadores tentaram colocar todo o público para dançar ao som de “Danúbio Azul” e, claro, não conseguiu. A “valsa” só rolou com ritmo de música eletrônica. A intenção era entrar para o Guiness Book como a valsa dançada pelo maior número de casais.

A minoria das pessoas, em cima de 15 trios elétricos discursava contra a homofobia, mas a imensa maioria queria saber de dançar, beber e beijar na boca, como rola todos os anos. Parece que grande parte da comunidade LGBT brasileira ainda vive na alienação e PLC 122, por exemplo, não faz parte do vocabulário delas. Segundo o jornal “O Globo” publicou (e precisava de uma publicação sobre o assunto?) “muitos participantes sequer tinham ideia dos efeitos da decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que tornou legal a uni˜åo estável homoafetiva.

Como em anos anteriores, o policiamento (este ano foram 1.500 homens) não conseguiu conter a violência. Tiveram arrastões (adolescentes passavam pela multidão levando mochilas e celulares). No entanto, a Polícia Militar não recebeu queixas a respeito.

A cantora Preta Gil, que este ano sofreu ataques do deputado Jair Bolsonaro, foi a madrinha do evento. De modo escrachado, Preta deu seu recado:

– Eu sou uma travesti que já nasceu operada. E estou aqui muito honrada de ser a primeira diva da Parada, por isso vim toda trabalhada no brilho, porque sou uma drag debutante e com muita honra, humildade e emoção.

Preta também disse que “sempre militou na causa”, o que não é bem verdade, pois eu lembro que ela foi uma das que defendeu o ex-BBB Marcelo Dourado, claramente homofóbico.

O presidente da Associação de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, TOni Reis, disse querer lançar um movimento na sociedade para pressionar o Congresso a acompanhar a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

– Não é nenhuma ameaça, mas se nada for feito no Congresso, vamos trabalhar para entrar com ações para que os projetos a favor dos homossexuais que tramitam no Congresso sejam vistos como prioridade – disse Reis.

Toni Reis lembrou que “sete países têm pena de morte para homossexuais e 75 criminalizam a homossexualidade. Além disso, 260 pessoas (números não oficiais, já que o Brasil não tem estatística nacional a respeito) pessoas foram assassinadas no país ano passado”.

É bom lembrar que o site “Não Homofobia”, que durante anos tentou conseguir 100 mil assinaturas a favor do PLC 122, não contou com nem 70 mil assinaturas e o abaixo assinado da Avaaz, pedindo a aprovação do PLC 122, que criminaliza a homofobia, não conta nem com 100 mil assinaturas até o momento.
Marta Supicy finalmente se manifestou a favor do programa Escola sem Homofobia e defendeu o acordo que ela está fazendo com a bancada fundamentalista do Congresso, para aprovar o PLC 122, “com poucas mudanças”.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que os ministros do Supremo Tribunal Federal ouviram a voz da sociedade.

– Essa decisão do STF só foi possível graças à consciência de uma sociedade sobre os direitos das pessoas.Gilberto Kassab, prefeito da cidade, esteve presente no evento e disse que em são Paulo “prevalece a diversidade e a cidadania”.

A Igreja Católica considerou um desrespeito usarem imagens de santos como um protesto por ela ser contra a camisinha.

E assim se passa mais uma parada, enquanto isso, infelizmente, parece que a alienação prevalece.

Berlim sai às ruas e pede o fim do preconceito no esporte durante a parada gay Resposta

Participantes durante parada gay de Berlim
 (Foto: Maurizio  Gambarini)
Milhares de pessoas também participaram hoje Parada Gay de Berlim, na Alemanha. Este ano, o os ativistas criticaram a homofobia no esporte. Os alemães serão os anfitriões da abertura da Copa do Mundo de Futebol Feminino, que acontece amanhã, e durante o evento disseram que a mensagem da parada gay deste ano é dar um cartão vermelho para a discriminação contra os gays e que as pessoas aceitem melhor a diversidade sexual no esporte.

Na maioria dos casos, se assumir gay é algo quase impossível no esporte, principalmente no furebol, onde a FIFA pede silêncio sobre a questão da homossexualidade. 

Os participantes, muito deles fantasiados, foram acompanhados por mais de 50 carros alegóricos com muita música, enquanto marchavam pelas ruas da capital em direção a um evento que acontece à noite, com a presença do prefeito gay de Berlim, Klaus Wowereit e do presidente da Associação Alemã de Futebol, Theo Zwanziger.

Parada Gay de Paris leva manifestantes que celebram NY e pedem que país siga exemplo americano Resposta

Pessoas se banham na fonte durante a Parada de Paris
 (Foto:  Thibault Camus/AP) 
Milhares de pessoas participaram neste sábado da parada do orgulho gay em Paris, muitos deles celebrando a legalização do casamento gay em Nova York e exigindo que a França siga o mesmo exemplo. 

Os manifestantes, vestidos de drag, sutiãs ou roupas de marinheiro, desfilaram sob um mar de bandeiras do arco-íris e músicas eletrônicas que vinham dos trios. 

Ativista gay é detido depois de protesto na
Rússia. (Foto:  Dmitry Lovetsky/AP)
No resto da Europa, no entanto, a polícia russa prendeu 14 ativistas dos direitos gays tentando manter uma passeata em St. Petersburg, que exigiam direitos iguais para gays – um sinal de que a resistência continua a ser elevado em muitos lugares. 

A parada de Paris atraiu muitos líderes políticos da esquerda da França, que têm se reunido em torno de direitos iguais para gays, principalmente o casamento e a adoção, e colocar a questão em sua plataforma para a corrida eleitoral presidencial de 2012. 

Muitos manifestantes celebraram a decisão de New York de se tornar o sexto e maior estado dos EUA a legalizar o casamento gay, decisão que aconteceu ontem depois de um voto no Senado de 33 contra 29. Algo que mostra como a França está atrasada no progresso da igualdade de direitos em alguns lugares. 

Outros disseram que a legalização de Nova York deve ser apenas o começo.

Confira lista com 15 filmes gays para assistir no fim de semana da Parada Resposta

Cena do filme ¨Milk – A Voz da Igualdade¨
Desde 1997, quando duas mil pessoas se reuniram na Avenida Paulista e foram em passeata ao centro da cidade, “a mais paulista das avenidas” recebe anualmente um dos eventos que mais dão visibilidade ao movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) no Brasil: a Parada do Orgulho LGBT, comumente chamada de Parada Gay.

O que começou com gritos de protesto contra a discriminação e a violência se transformou em uma festa que reúne, atualmente, em torno de três milhões de pessoas. Neste ano, não poderia ser diferente e no próximo domingo (26) São Paulo sediará a 15ª edição com o lema “Amai-vos uns aos outros: Basta de Homofobia!”.

Para um final de semana que será marcado pela celebração à diversidade, desenvolvemos uma lista de bons filmes que abordam a temática homossexual, para mostrar que no cinema também há lugar para o respeito às diferenças. Obviamente, por se tratar apenas de quinze filmes, não haverá consenso em torno das produções incluídas ou excluídas.

O filme que encabeça a lista já inaugura polêmicas: Festim Diabólico foi dirigido por Alfred Hitchcock e até hoje aquece discussões sobre ter ou não uma abordagem homossexual. A alegação é a de que a relação homossexual entre os dois personagens é sutil e sugerida em diversas cenas, nas quais há troca de olhares carinhosos que denotam uma grande cumplicidade entre eles. Sugestão é uma das marcas do cinema de Hitchcock, que tomou a mesma abordagem em Rebecca – A Mulher Inesquecível(1940).

Confira a lista a seguir (em ordem cronológica):

1) Festim Diabólico (1948)

2) Teorema (1968)

3) Morte em Veneza (1971)

4) Domingo Maldito (1971)

5) Mala Noche (1985)

6) O Beijo da Mulher Aranha (1985)

7) Minha Adorável Lavanderia (1985)

8) A Lei do Desejo (1986)

9) Velvet GoldMine (1998)

10) HEDWIG: Rock, Amor e Traição (2001)

11) Mal dos Trópicos (2004)

12) C.R.A.Z.Y. – Loucos de Amor (2005)

13) O Segredo de Brokeback Mountain (2005)

14) Milk – A Voz da Igualdade (2008)

15) Contracorrente (2009)


*Com informações do Cine Click.

André Gonçalves deve participar da Parada Gay de SP Resposta

(Foto: Reprodução)
Devido ao enorme sucesso de seu personagem na novela Morde e Assopra, em que interpreta o gay espevitado Áureo, o ator André Gonçalves foi convidado a participar da Parada Gay de São Paulo, que acontece amanhã (26/06). 

Ele deve vir como destaque no trio elétrico comandado pela drag queen Salete Campari. Outros famosos também devem dar o ar da graça, como o jornalista Leão Lobo, a ex-BBB Angélica Morango, a deputada Marta Suplicy e a travesti Rogéria.

Parada Gay é o evento de maior impacto no turismo de SP Resposta

Parada gay de SP em 2010
(Foto: Reprodução)

A Parada do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), que acontece neste domingo (26) na Avenida Paulista, é o evento que mais atrai turistas para a cidade. Quem diz é Luiz Sales, diretor de ações estratégicas da SPTuris, empresa responsável pelo turismo e por eventos na capital.
“O evento que atrai o maior número de pessoas é a Parada LGBT, mas é um evento curto: o maior fluxo de pessoas vêm no sábado e no domingo e isso faz com que o impacto econômico não seja o maior.”
A expectativa da Associação da Parada do Orgulho GLBT é que mais de 3 milhões de pessoas participem do evento no domingo. A Parada do Orgulho LGBT acontece há 15 anos em São Paulo. Para comemorar a data, a organização do evento pretende fazer o público dançar uma valsa em plena Avenida Paulista, o que pode fazer o espetáculo entrar para o Guinness Book (Livro dos Recordes) por promover o maior número de casais dançando valsa ao ar livre. A dança deve ocorrer por volta das 13h30 deste domingo.
*Com informações do Consulado Social.

Pastoras lésbicas querem evangelizar na Parada Gay de SP Resposta


Três semanas depois de inaugurar uma igreja inclusiva e voltada para acolher homossexuais no Centro de São Paulo, o casal de pastoras Lanna Holder e Rosania Rocha pretende participar da Parada do Orgulho LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero) de São Paulo, em 26 de junho, para “evangelizar” os participantes. Estudantes de assuntos ligados à teologia e a questões sexuais, as mulheres encaram a parada como um movimento que deixou de lado o propósito de sua origem: o de lutar pelos direitos dos LGBTs.

“A história da Parada Gay é muito bonita, mas perdeu seu motivo original”, diz Lanna Holder. Para a pastora, há na comunidade LGBT promiscuidade e uso excessivo de drogas. “A maior concepção dos homossexuais que estão fora da igreja é que, se Deus não me aceita, já estou no inferno e vou acabar com minha vida. Então ele cheira, se prostitui, se droga porque já se sente perdido. A gente quer mostrar o contrário, que eles têm algo maravilhoso para fazer da vida deles. Ser gay não é ser promíscuo.”

As duas pastoras vão se juntar a fiéis da igreja e a integrantes de outras instituições religiosas para conversar com os participantes da parada e falar sobre a união da religião e da homossexualidade. Mas Lanna diz que a evangelização só deve ocorrer no início do evento. “Durante [a parada] e no final, por causa das bebidas e drogas, as pessoas não têm condição de serem evangelizadas, então temos o intuito de evangelizar no início para que essas pessoas sejam alcançadas”, diz.

Leandro Rodrigues, de 24 anos, um dos organizadores da parada, disse ao portal “G1” que o evento “jamais perdeu o viés político ao longo dos anos”. “O fato de reunir 3 milhões de pessoas já é um ato político por si só. A parada nunca deixou de ser um ato de reivindicação pelos direitos humanos. As conquistas dos últimos anos mostram isso.”

Segundo ele, existem, de fato, alguns excessos. “Mas não é maioria que exagera nas drogas, bebidas. Isso quem faz é uma minoria, assim como acontece em outros grandes eventos. A parada é aberta, e a gente não coíbe nenhuma manifestação individual. Por isso, essas pastoras também não sofrerão nenhum tipo de reação contrária. A única coisa é que o discurso tem que ser respeitoso.”

Negação e aceitação da sexualidade

As duas mulheres, juntas há quase 9 anos, chegaram a participar de sessões de descarrego e de regressão por causa das suas orientações sexuais. “Tudo que a igreja evangélica poderia fazer para mudar a minha orientação sexual foi feito”, afirma Lanna. “E nós tentamos mudar de verdade, mergulhamos na ideia”, diz Rosania. As duas eram casadas na época em que se envolveram pela primeira vez.

“Sempre que se fala em homossexualidade na religião, fala-se de inferno. Ou seja, você tem duas opções: ou deixa de ser gay ou deixa de ser gay, porque senão você vai para o inferno. E ninguém quer ir para lá”, diz Lanna.

A pastora afirma que assumir a homossexualidade foi uma descoberta gradual. “Conforme fomos passando por essas curas das quais não víamos resultado, das quais esperávamos e ansiávamos por um resultado, percebemos que isso não é opção, é definitivamente uma orientação. Está intrínseco em nós, faz parte da nossa natureza.”

Igreja Cidade de Refúgio

Segundo as duas mulheres, após a aceitação, surgiu a ideia de fundar uma igreja inclusiva, que aceita as pessoas com histórias semelhantes as delas. “Nosso objetivo é o de acolher aqueles que durante tanto tempo sofreram preconceito, foram excluídos e colocados à margem da sociedade, sejam homossexuais, transexuais, simpatizantes”, diz Lanna.

Assim, a Comunidade Cidade de Refúgio foi inaugurada no dia 3 de junho na Avenida São João, no Centro de São Paulo. Segundo as pastoras, em menos de 2 semanas o número aumentou de 20 fiéis para quase 50. Mas o casal ressalta que o local não é exclusivo para homossexuais. “Nós recebemos fiéis heterossexuais também, inclusive famílias”, diz Rosania.

Apesar do aumento de fiéis, as duas não deixaram de destacar as retaliações que têm recebido de outras igrejas através de e-mails, telefonemas e programas de rádio e televisão. “A gente não se espanta, pois desde quando eu e a pastora Rosania tivemos o nosso envolvimento inicial, em vez de essa estrutura chamada igreja nos ajudar, foi onde fomos mais apontadas e julgadas. Mas não estamos preocupadas, não. Viemos preparadas para isso”, afirma Lanna.

*Com informações do G1

Brasil vai realizar Parada Gay em alto mar em 2012 Resposta

A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo está preparando uma Parada Gay a bordo de um navio para 2012.



De acordo com o presidente da entidade, Ideraldo Beltrame, a programação é bem diferente dos cruzeiros gays, já que vai se tratar de um evento mais militante.

“Não é um cruzeiro gay como os que existem por aí. Vamos ter discussões, mesas, debates”, explicou, completando ainda que as cabines já começam a ser vendidas a partir do próximo dia 23, na Feira Cultural LGBT do Mês do Orgulho LGBT de São Paulo, que rola na tarde da quinta-feira no Vale do Anhangabaú.


*Matéria do “Athos GLS”

Homem é maioria entre turistas na Parada do Orgulho LGBT de São Paulo Resposta

A São Paulo Turismo (SPTuris) divulgou nesta quarta-feira (8/06) o perfil dos cerca de 400 mil turistas que participaram da Parada do Orgulho LGBT no ano passado. A organização diz que o evento reuniu mais de 3 milhões de pessoas na Avenida Paulista em 2010. O estudo realizado pelo Observatório do Turismo, núcleo da SPTuris, mostra que 60,7% desses visitantes eram homens e 48% tinham entre 18 e 24 anos.

Os turistas vieram, principalmente, do interior e litoral de São Paulo, além de Distrito Federal, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Entre os estrangeiros, os principais países de origem eram Estados Unidos, Uruguai, Inglaterra e França. Os motivos relatados para a viagem foram diversão, curiosidade, militância e prestígio. Entre os turistas, 43,7% possuíam o ensino médio completo e 39,1% eram assalariados. A pesquisa mostra ainda que 20,7% se declararam estudantes.

A 15ª edição do evento acontece no dia 26 de junho na capital paulista. O Observatório do Turismo fará uma nova pesquisa neste ano, que pretende traçar um perfil do público em geral, não apenas dos turistas. A SPTuris diz que serão 40 pesquisadores e dez supervisores espalhados pela Avenida Paulista. Eles aplicarão um formulário com várias questões. Também será feita uma análise das mídias sociais de todas as ocorrências relacionadas à Parada.

Recorde

Os organizadores do evento querem comemorar os 15 anos dele quebrando um recorde. Desta vez, no entanto, o objetivo não é reunir o maior número de pessoas em uma passeata contra a homofobia, mas, sim, colocar uma grande quantidade de participantes para dançar. Segundo o presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT), Ideraldo Luiz Beltrame, a meta é juntar o maior número de casais para uma valsa em plena Avenida Paulista.

“É um ‘début’, a própria palavra debutante significa transformação, mudança, o renascer. Então vamos abrir a parada convidando a todos na Paulista a dançar uma valsa e quebrar o recorde mundial de casais dançando valsa em local aberto”, disse. Segundo ele, representantes do Guiness Book, o livro dos recordes, estarão presentes.

Um concurso de DJs, segundo ele, vai escolher a melhor mixagem da valsa. O 15º mês do Orgulho LGBT foi aberto oficialmente nesta segunda-feira (6) a vai até o dia da parada com ciclos de palestras, feira cultural e atividades lúdicas.

*Reportagem G1

Site da organização da parada gay de SP é invadido pela terceira vez em menos de 24 horas Resposta

(Foto:Reprodução)
O site oficial da organização da parada gay de São Paulo foi invadido pela terceira vez em menos de 24 horas nesta terça-feira. Uma mensagem na página principal e embaixo das fotos diz ¨Vacilou rodou, agora é o C3pRo no comando!¨ 

Ontem (06/06), o site já havia sido hackeado por duas vezes, e uma outra mensagem que dizia ¨Deus criou o homem e a mulher, não existe terceira opção! (Site Hackeado)¨, também podia ser vista na página da organização além de frases que protestavam contra o PL 122, projeto que visa criminalizar a homofobia no Brasil.
Os organizadores do evento informaram que as invasões devem ser registradas na Delegacia de Crimes Eletrônicos do Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado (DEIC) e na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância. Dependendo de como o provedor do site vai responder a esses ataques, a empresa responsável pelo domínio do site também pode ser responsabilizado pelo crime.
Há quem acredite que os ataques possam ser uma resposta de grupos religiosos contra uma carta aberta que foi divulgada pelo movimento contra o fundamentalismo religioso e contra o tema da parada gay deste ano que faria uma menção bíblica.

Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo diz que vai distribuir kit Escola sem Homofobia se governo desistir definitivamente Resposta

Ideraldo Beltrame

A Associação da Parada do Orgulho LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero) de São Paulo (APOGLBT) vai distribuir o material didático que versa sobre a tolerância aos LGBTs, o kit Escola sem Homofobia, de maneira autônoma. Foi o que informou nesta segunda-feira (6/06) o presidente da APOGLBT, Ideraldo Beltrame.

O kit, que ia ser distribuído pelo Ministério da Educação (MEC), mas foi suspenso pela presidenta Dilma Rousseff, mesmo sem ela ter visto e após ela ter se encontrado com deputados da bancada fundamentalista (evangélicos e católicos carismáticos). Ao suspender, a presidenta disse que o governo dela não fará “propaganda de opção sexual” e chamou o kit de “kit gay”.

“O material didático que combate a homofobia nas escolas não é kit gay. Essa palavra é ruim, simboliza que queremos transformar as pessoas em gays. Não lutamos por isso. Lutamos pelo respeito e cidadania”, Ideraldo Beltrame afirmou.

Segundo Beltrame, se o MEC de fato desistir de fazer o kit e de distribui-lo nas escolas, a associação assumirá a tarefa. “Esse kit vai ser distribuído porque o ministro da Educação já fez esse compromisso com o movimento. Se não o fizer de forma oficial, faremos de forma autônoma e colocaremos em praças públicas”, afirmou.

Beltrame disse ainda que a tradicional Parada do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) da Avenida Paulista, que este ano ocorre no dia 26/06, terá uma motivação mais política que nos anos anteriores. Com o lema “Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia”, a parada pretende questionar o posicionamento de grupos religiosos que são contra a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC) 122, que criminaliza a discriminação contra homossexuais.

Para reforçar a abordagem, a APOGLBT vai promover, durante todo o mês de junho, uma série de atividades, tais como debates, feiras e até um ato interreligioso, com representantes das igrejas anglicana, metodista, luterana, centros espíritas, pais de santo e um padre católico, contra a homofobia. “Nossos agressores mudaram. Antes, os GLBTs eram agredidos por grupos neonazistas e fascistas declarados. Agora, estamos sendo agredidos por filhos da classe média. Mudou-se o perfil da agressão”, afirmou Beltrame.

Na avaliação de Beltrame, um dos problemas que está impedindo a aprovação da PLC 122 é a desinformação das pessoas com relação à matéria. “Um dos maiores problemas, e não só para a homofobia, mas da discriminação, é a desinformação. Quando se causa um rebuliço e uma confusão na cabeça das pessoas, você provoca a formação de uma opinião antecipada, que chamamos de preconceito”, afirmou. Para ele, a bancada religiosa do Congresso Nacional tem contribuído para essa desinformação.

No ano passado, segundo Beltrame, mais de 260 homossexuais foram assassinados em todo o Brasil. Só em São Paulo, entre junho de 2006 e o final de 2009, mais de 930 casos de violência contra homossexuais foram relatados ao Centro de Combate à Homofobia.

Organizadores da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo querem 1,5 milhão de assinaturas em favor de projeto contra homofobia Resposta

Após lançar oficialmente o mês do Orgulho LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero), os ativistas responsáveis pela Parada do Orgulho LGBT também falaram sobre investimentos e política. Durante a 15ª edição, que ocorre no próximo dia 26/06, os organizadores pretendem coletar 1,5 milhão de assinaturas em defesa do Projeto de Lei Complementar (PLC) 122/06, que visa criminalizar a homofobia. O projeto, que está no Congresso, será rediscutido entre a relatora, a senadora Marta Suplicy (PT-SP), e a bancada fundamentalista.


Uma carta aberta contra o “conservadorismo” e o “fundamentalismo” será distribuída à população. Nela, são citadas as mais de 260 pessoas mortas em 2010. O documento afirma que, no Brasil, “se mata mais homossexuais do que em países islâmicos”.

“Antes nossos algozes agiam na calada da noite, nos violentando em becos à surdina, como se, nos atingindo individualmente, pudessem nos exterminar pelas beiradas. Hoje, saem às ruas, fazem abaixo-assinados, manifestam-se na avenida Paulista e marcham sobre a Esplanada dos Ministérios para barrar a garantia de nossa dignidade”, diz o texto.

Renda

De acordo com Franco Rinaldo, coordenador geral da Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual (Cads) e representante da Prefeitura de São Paulo, a Parada Gay em 2010 atraiu 403 mil turistas, com um lucro de R$ 180 milhões à capital paulista.

O projeto de realização do evento é de R$ 2,2 milhões. No momento, a Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT) conta com cerca de 60% desse total.

*Com informações da Rede Brasil Atual

Entre valsa e recordes: Paradas Gays do Brasil esquecem o real propósito da marcha Resposta

2007: Jovem é espancado no RJ por ser homossexual
Do G1:



Como algumas pessoas sabem, eu moro nos Estados Unidos e este ano estou participando da organização da Parada Gay de Nova York, que tem como tema ¨Loud and Proud¨, algo como altos e orgulhosos em tradução livre. Alto no sentido de gritarem em alto e bom som do orgulho que eles têm de serem gays. Não vai haver quebra de recordes. Não vai haver disputa de DJ´s e nem shows.

A parada de Nova York é um desfile politizado, importante, onde todos os setores da sociedade se juntam para mostrar que somos iguais e que existimos. São pessoas comuns, artistas, policiais, bombeiros, políticos, empresas que apóiam a causa LGBT, todos juntos orgulhosos e felizes por merecerem respeito.

No Brasil a coisa é completamente diferente. Em uma de minhas conversas com outros organizadores da Parada Gay de Nova York, todos muito curiosos sobre o que acontece no Brasil, eu disse que a nossa parada não é tão politizada. É uma festa. Um carnaval.

São Paulo quer entrar no livro dos recordes colocando o maior número de pessoas dançando valsa. Enquanto o momento é de protesto. Enquanto religiosos fundamentalistas de todas as partes do país se juntam e coletam milhões de assinaturas contra o kit anti-homofobia, enquanto milhares de evangélicos e católicos saem às ruas em protesto a favor da anulação dos direitos concebidos pela união civil entre homossexuais, enquanto nossa presidenta assume que não viu o material completo de um kit, que foi entregue de forma errada por pessoas de má fé, e diz que não fará propaganda de opção sexual, São Paulo se prepara para levar pessoas a dançarem valsa na Avenida Paulista, enquanto não temos nem 100 mil assinaturas a favor do PLC 122/06, que visa criminalizar a homofobia.

O Brasil é um dos países que mais matam homossexuais, e nem é por motivos de lei, pois não é crime ser homossexual, diferente de outros países como a Arábia Saudita, Sudão e Irã, entre outros. E mesmo assim, várias pessoas morrem em decorrência do preconceito.

Cadê as organizações que lutam pelos direitos dos gays no Brasil que não tomam vergonha na cara e ao invés de saírem às ruas protestando, preferem fazer um carnaval fora de época com gays desrespeitando as famílias, fazendo atos sexuais pelas ruas durante a parada e travestis quase nus em ato quase de confronto com as outras pessoas. É isso que o movimento gay prega?

Eu sei que gay é alegria, que temos que ir para a parada do orgulho gay e celebrar, festejar, mas não é só isso. Como pode a parada gay de São Paulo ser a maior do mundo e não termos passeatas sérias de protesto contra esse povo religioso que cisma em nos derrubar e também aos nossos direitos? Como pode mais de 1 milhão de pessoas participarem da festa na Avenida Paulista e quando precisamos de assinaturas para projetos de lei, não conseguimos nem 100 mil?

Precisamos nos unir de verdade e planejar um ato forte, com artistas que vistam a camisa, gays, familiares, amigos, heterossexuais, todos que acreditam que precisamos vencer uma luta contra aqueles que querem fazer do Brasil um templo de uma igreja. Nós somos diversos, nós somos plurais e não podemos deixar que pessoas que pregam o ódio e a diferença vençam.

Não sou contra a parada gay, apenas acho que poderíamos aproveitar melhor o momento em que temos milhões de pessoas nas ruas em um único dia para divulgarmos melhor nossa luta e conquistar mais simpatizantes a favor da nossa causa. Vamos deixar um pouco os gogo boys de lado, os melhores Dj´s, a valsa, ou pelo menos vamos tentar usar isso de uma forma construtiva para que as pessoas se conscientizem e percebam que querem acabar com os poucos direitos que temos, e que se isso acontecer, nunca no Brasil teremos uma voz que seja ouvida. Precisamos acordar!

Parada gay de Moscou é proibida pelo sexto ano consecutivo Resposta

Ativista sendo preso em uma parada gay de Moscou  

Ativistas dos direitos dos homossexuais de Moscou não tiveram autorização para realizar a parada gay pelo sexto ano consecutivo, mas mesmo assim eles dizem que vão realizar o evento de qualquer maneira. A polícia disse que eles vão tomar atitudes contra qualquer ação ilegal. 

As autoridades da cidade disseram no mês passado que a marcha não poderia ir adiante por causa de um “risco de perturbação da ordem pública”. Mas o líder da Parada Gay, Nikolai Alekseev, disse que qualquer transtorno seria culpa da polícia e do prefeito, Sergei Sobyanin. 
Por causa de militantes que desobedeceram as proibições no passado, algumas marchas do orgulho gay terminaram com violência e acusações de brutalidade policial, além de grupos neo-nazistas que atacaram os ativistas gays no passado.
Em outubro de 2010, o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem decidiu que proibir a parada de Moscou viola as leis internacionais dos direitos humanos.

O último prefeito da cidade, Yuri Luzhkov, proibiu várias vezes a parada gay com o pretexto de que o evento seria um risco para a saúde e segurança, chamando gays e lésbicas de ¨satânicos¨. O ativistas homossexuais esperavam que o novo prefeito, Sobyanin, seria mais simpático com a causa. Pelo visto eles ainda têm muito o que lutar.

Governador do Rio de Janeiro recua e diz que regimento interno da PM, que proíbe policiais fardados e viatura em Parada Gay, deve ser respeitado 1

Na manhã da última terça-feira (17/05), o governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB) e o comandante-geral da Polícia Militar (PM), Mário Sérgio Duarte se encontraram na cerimônia de inauguração da 17ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Rio, no Complexo de São Carlos. A “autorização” dada pelo governador, na útima segunda-feira (16/05), para que os agentes de segurança do estado desfilem “fardados e com as viaturas” da corporação na Parada do Orgulho LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero), foi ignorada durante a solenidade, mas depois veio à tona com as perguntas dos jornalistas. Diplomático, Cabral procurou negar qualquer divergência com o homem forte da PM.

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“Achei até engraçado o comunicado do Mario Sérgio. Não é uma divergência minha com o comandante. Está parecendo até que é uma determinação do governador para que os policiais compareçam uniformizados à passeata. Eu disse apenas que em países civilizados, como os Estados Unidos e na Europa, representantes de todas as entidades civis ou governamentais têm direito à sua expressão sexual”, contemporizou o governador.

Cabral justificou sua tese contando que presenciou, em Nova York, uma passeata gay com a participação de policiais uniformizados, usando inclusive viaturas. “Eles estavam representando sua classe, assim como atletas, educadores e membros de todas as profissões. Acho que poderia sim ter uma viatura e alguns policiais. Mas, se existe uma determinação da entidade contrária a isso, que seja cumprida”, recuou.

Já o comandante Mário Sérgio deixou claro que o uso de viaturas e das fardas não está autorizado pelo regimento interno da corporação. “A Polícia Militar apoia todo tipo de manifestação da sociedade, principalmente uma grandiosa como essa. Mas o regimento interno proíbe o uso de uniforme e equipamentos, como viaturas, fora do trabalho. Nós respeitamos a individualidade de cada policial. Ele poderá ir sem uniforme, se estiver fora do horário de trabalho. A PM é uma instituição que respeita e não interfere na orientação de cada um, mas enquanto instituição, a Polícia Militar quer se manter viril”, afirmou.

Nova UPP e armas não-letais – A UPP inaugurada nesta terça-feira atuará no conjunto de favelas formado pelos morros São Carlos, Zinco, Mineira e Querosene. Nela, serão utilizados 250 policiais, sendo 200 homens e 50 mulheres. Em todas as 17 UPPs, já são 3.400 policiais. A meta do governo do estado é, até 2014, aumentar esses números para 40 UPPs e 11.000 policiais.

O evento contou com a participação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que entregou 315 armas não-letais para serem usadas nas UPPS. A estreia do equipamento será feita pelo contingente feminino da UPP São Carlos. As armas, do tipo Taser, liberam uma descarga elétrica que paralisa os músculos do alvo. O objetivo é imobilizar o agressor sem, contudo, colocar a vida dele em risco.

Esse tipo de arma já é adotado pelas forças policiais de mais de 40 países, como Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha e Austrália. O treinamento dos policiais das UPPs ficará a cargo dos integrantes da Força Nacional de Segurança Pública. Em breve, as UPPs receberão uma nova remessa do Ministério da Justiça, com mais 600 unidades. A meta é atingir, nos próximos anos, a entrega de 2.000 armas não-letais no Rio. Em todo o Brasil, o ministério pretende disponibilizar mais de 5.000 equipamentos. O ministro justificou a escolha do Rio para a implementação do projeto.

“O Rio de Janeiro está executando um trabalho sensacional através do Sérgio Cabral e do secretário José Mariano Beltrame. O trabalho das UPPs no Rio é um exemplo para todo o Brasil. Não só para o Brasil, mas também para vários países do mundo. Estou recebendo pedidos de vários países com comunidades em situação de risco, interessados em fazer o intercâmbio e aprender as técnicas do projeto da UPP e das invasões das áreas de risco praticadas pela polícia do Rio”, afirmou Cardozo.

*Com informações da Veja Online

Parada Gay de Nova York espera 1 milhão com o tema "Orgulhosos e Poderosos" Resposta

Oficiais participam da Parada Gay de 2010
em Nova York. (Foto: Douglas Gamma)
A NYC&Company – órgão oficial de turismo da Cidade de Nova York, anuncia a contagem regressiva para um dos maiores eventos GLBT do mundo. A Semana do orgulho Gay 2011 (Pride Week) ocorre sob o lema “Orgulhosos e Poderosos” com oito dias de eventos. As festividades têm início com o tradicional Rally do Rumsey Playfield, no Central Park, dia 18 de junho. E terminam com o lendário Dance at The Pier 54, que reúne multidões no Hudson River Park, em 26 de junho.

A Heritage of Pride, que organiza as atividades desde o Stonewall em 1969 (primeiro movimento em defesa do orgulho gay) fará a apresentação dos eventos que promovem Nova York como uma das cidades mais gay-friendly do mundo. Chris Frederick, diretor da organização explica que o tema “Proud and Powerful” tem tudo a ver com o momento em que o Pride se encontra atualmente. “No ano passado observamos uma mudança de comportamento. Ficou cada vez mais evidente que o infame “não pergunte, não conte a ninguém” está desaparecendo. Com a defesa do casamento e muitas outras conquistas para a comunidade gay, estamos extremamente orgulhosos pela liberdade de mostrar o que somos. Nunca antes na História estivemos tão fortes e poderosos”, conclui Frederick.
Para comemorar tanta liberdade e incentivar um número recorde de participantes, a Heritage se uniu ao Morgans Hotel Group, para oferecer pacotes exclusivos para a NYC Pride 2011 a partir de US$189. Site: http://www.morganshotelgroup.com/en-us/email-special-offers/hudson-pride
“Estamos muito orgulhosos em anunciar um evento, que faz de Nova York um dos destinos mais procurados e amados pelos gays de todo o mundo” – celebra George Fertitta, CEO da NYC & Company “Nosso convite se estende a todos os visitantes GLBT, heteros e simpatizantes que queiram festejar a energia única da cidade e conferir uma semana que celebra o amor e o respeito”.
*Com informações do Portal Fator Brasil.

Associação de PMs e Bombeiros inicia polêmica contra presença de oficiais na parada gay do RJ Resposta

Lançamento da campanha Rio Sem Homofobia.
(Foto: Custódio Coimbra/Agência O Globo)
Parece uma piada, mas não é. Quando começamos a achar que as coisas estão entrando no ritmo, aparece alguém para descarrilhar todo um trabalho. Primeiro, gostaria de parabenizar o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral pelas magníficas posições e atitudes que vem tomando em defesa da comunidade LGBT.

Em lançamento da campanha Rio Sem Homofobia, Cabral assinou um documento com metas para acabar como a homofobia até 2014. Entre as ações estão a criação de 14 centros de referência e promoção da cidadania LGBT, a capacitação dos profissionais de saúde para lidar com as especificidades de travestis e transexuais, a garantia a travestis e transexuais de uso de vestimentas e corte de cabelo femininos no sistema penitenciário, a garantia de acesso a tratamento hormonoterapêutico nas prisões, entre outros.

Sérgio Cabral disse no evento, que libera policiais e bombeiros homossexuais para participarem da parada gay do Rio, coisa que já acontece no mundo afora, inclusive de oficiais heterossexuais, que participam da parada para mostrarem que apóiam a diversidade e defendem os cidadãos de forma única e igualitária.
Mas eis que surge Miguel Cordeiro, presidente da Associação de Ativos, Inativos e Pensionistas das Polícias e Bombeiros, e diz que vai entrar na justiça afim de impedir a decisão do governador em relação aos policiais e bombeiros de participarem da parada gay.
Ele alega que tal atitude não é preconceito, e sim uma ¨questão de segurança¨, e diz ainda que acha estranho o governador liberar o carro oficial, ¨gastando gasolina do estado para participarem de algo de caráter particular¨.
Oras, mas não seriam os gays também parte do estado? Não seria de interesse do estado mostrar à população que as polícias e bombeiros estão do lado de toda a população e que se houver homofobia, o cidadão tem que ir para a cadeia? Miguel Cordeiro completa:
– Além disso, se você usar a viatura para ir a um evento, deixará desguarnecidas áreas que precisam de segurança. Se o policial for fardado, isso significa que irá armado. Quem usa fuzil, por exemplo, vai deixar na viatura ou levar para a passeata?
Alguns bombeiros que fazem manifestações por aumento do salário também criticaram o governador:
– Estão querendo ridicularizar o nosso movimento. O governador quer dar mais atenção ao movimento dos homossexuais do que para os funcionários públicos – disse o cabo do corpo de bombeiros, Antônio de SOuza Isamel.
Convidar o corpo de bombeiros a participar de uma passeata a favor da igualdade, contra a violência, é ridicularizar a organização?
O governador fez bonito e mostrou estar do lado da comunidade LGBT:
– Na área da segurança pública, você vê (nas passeatas fora do Brasil) os policiais civis gays, as policiais e os policiais militares gays, os membros do Corpo de Bombeiros gays, os carros da polícia e os gays, todos andando juntos na passeata. Da minha parte está todo mundo liberado para a passeata em Copacabana. Não tem problema. Vamos botar carro do Corpo de Bombeiro, carro da polícia, vai a Martha Rocha… Em Nova York é assim. As pessoas ficam chocadas como se fosse uma coisa. Os americanos fazem, os franceses, porque o amor não deve ser razão de nenhum tipo de discriminação. O amor é a felicidade.