Curitiba: Clientes acusam cervejaria Devassa de homofobia Resposta

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Três mulheres denunciam que bebiam no Bar Devassa na Praça da Espanha neste Domingo em Curitiba quando foram discriminadas e uma delas teria sido agredida por um garçom do local. Em mensagem no Facebook, Claudia Arzua conta que estava com duas amigas no bar quando o funcionário do local passou com um saco de lixo perto de sua amiga que reclamou por ter pingado o conteúdo do saco nela. O homem então respondeu grosseiramente, jogando o saco próximo à mesa das mulheres e pronunciando palavrões, segundo a versão das moças. Antes, ao perguntarem sobre um sabor de pastel, o mesmo garçom, que estava fazendo bico naquela noite, mandou elas grosseiramente lerem o cardápio se quisessem saber sobre as porções servidas. As garotas teriam ido ao mesmo local no dia anterior e foram bem antendidas.

Ainda segundo o relato: O gerente do local então retirou o garçom para outra área. O tal homem passou a encarar as mulheres. Adriana Crisóstomo foi surpreendida ao ser agredida com um chute quando entrou no local para pagar a conta. O mesmo gerente que antes prestou solidariedade então chamou as garotas de sapatão e deu a entender que elas não eram mais bem vindas, segundo a versão das clientes. As mulheres saíram do local com medo e afirmam que as pessoas da mesa ao lado se prontificaram a testemunhar o fato.

Elas registraram a ocorrência, puxam um boicote ao local pela internet e pretendem processar o estabelecimento. A Lado A conversou com Adriana e com o gerente da casa, que informou que a versão do gerente e dos funcionários apontam que a cliente agrediu o citado garçom, identificado como Márcio, que teria pedido desculpas quanto ao incidente do saco de lixo e foi agredido por duas vezes, primeiro do lado de fora do bar e no interior do mesmo, quando um segurança precisou intervir. A casa informa ainda que há um vídeo que está sendo analisado e que o conceito “Devassa” é inclusivo, sendo bem vindas todas as pessoas e reiterou que há funcionários homossexuais na casa que não tolera preconceito.

Abaixo veja o relato de umas das garotas no Facebook:

VAMOS COMEÇAR A DIVULGAR PARA QUE ESSE TIPO DE COISA NÃO ACONTEÇA MAIS! Hoje, estávamos em 3 amigas no BAR DEVASSA DO FAMOSO BATEL SOHO…. O Garçon já começou a ser grosso desde o início. Mas, tudo bem. De repente ele passa com um saco de lixo em cima da Adriana Crisóstomo, que na hora se levantou e disse: pô cara como vc passa com saco de lixo assim em cima de mim?” O garçon jogou o sao de lixo ao lado da nossa mesa e disse para ela: “Vc não sabe que saco de lixo é furado?”Bem grosseiramente… e começou a nos encarar, falar palavrões… Eu, falei para ele, meu vc é um grosso, saia daqui… e ele nos encarando.

Chamamos o Gerente, que prontamente nos defendeu, pediu desculpas e disse que não aconteceria mais e iria manter o Tal Garçon longe da nossa mesa. Não adiantou muito, ele continuou nos encarando. Enfim, pensamos, vamos embora, ficar num lugar para sermos tratadas assim, tenso demais. A Adriana Crisóstomo, foi pagar a conta dentro do bar. Chegando lá foi agredida com chutes pelo referido Garçon e o Gerente que foi tão simpático, disse, ai nem liga… É UM BANDO DE SAPATÃO… e ainda mandou ver se ela tinha pago a conta mesmo!!! TEMOS UMA AÇAO BOA AÍ NÉ.. BAR DEVASSA DO BATEL SOHO!!!!

Fonte: Lado A

Câmara de Curitiba rejeita homenagem a pastor Silas Malafaia 2

Vereadora Carla Pimentel queria homenagear o pastor Silas Malafaia (Foto: Divulgação/Câmara de Curitiba e Ana Graziela Maia/G1 AM)

Vereadora Carla Pimentel queria homenagear o pastor Silas Malafaia (Foto: Divulgação/Câmara de Curitiba e Ana Graziela Maia/G1 AM)

Um projeto de lei que tinha por objetivo conceder a honraria de cidadania honorária de Curitiba ao pastor fundamentalista carioca Silas Malafaia foi rejeitado na Câmara Municipal na terça-feira (30). A proposta, apresentada pela vereadora Carla Pimental (PSC), recebeu parecer contrário na Comissão de Legislação, Justiça e Redação – primeira instância onde tramitam as iniciativas da Casa.

De acordo com Pimentel, a intenção de homenagear o pastor é relacionada ao trabalho de Malafaia como líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, cujos eventos são realizados, também, em Curitiba. A justificativa, porém, não foi considerada suficiente pelo relator, vereador Pier Petruzziello.

“Está claro (…) que é de competência da Câmara conceder honrarias a pessoas que, reconhecida e comprovadamente, tenham prestado serviços relevantes ao município, e isto não está claro no projeto”, sustentou o relator. O projeto foi devolvido à autora da proposta para que ela anexe mais informações à justificativa, sem prazo definido para retorno.

A mesma sessão da comissão ainda concedeu parecer favorável ao projeto que homenageia o músico Plínio Oliveira e o que cria o Dia da Memória Ferroviária – a ser celebrado no dia 2 de fevereiro. Também foram rejeitados dois projetos do vereador Dirceu Moreira (PSL) relacionados a normas de estacionamentos, e outro dos vereadores Cacá Pereira (PSDC) e Jorge Bernardi (PDT), sobre a instalação de lavatórios em estabelecimentos comerciais.

Fonte: G1

Paraná regulamenta casamento civil entre homossexuais Resposta

O Paraná é o mais novo estado a regulamentar o casamento civil entre homossexuais. A partir desta semana, casais gays já podem procurar diretamente os cartórios paranaenses para converter a união estável em casamento civil.

Ainda há muitos estados em que os cartórios somente registram a união civil homoafetiva se houver decisão judicial. Alagoas foi o pioneiro a regulamentar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo no país. Ainda no fim do ano passado, Bahia e São Paulo também tomaram a mesma providência.

A ordem para que todos os cartórios de Registros Civis do Paraná atendam aos pedidos de casamento civil homoafetivo foi publicada na terça-feira desta semana no “Diário da Justiça” do estado. Uma instrução normativa com todos os procedimentos a serem tomados para o registro do casamento civil gay foi encaminhada aos cartórios.

O corregedor da Justiça do Paraná, desembargador Eugênio Achille Grandinetti, expôs entre os argumentos para a edição da instrução a necessidade de “adoção de procedimento uniforme em todo o estado”. O pedido de casamento civil somente deverá ser submetido à apreciação do juiz quando houver impugnação do Ministério Público ou de terceiros.

A habilitação de casal homoafetivo para celebrar casamento civil foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça em 2011. Meses antes, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo.

Fonte: O Globo

Em Curitiba, juiz homofóbico impede casamentos gays Resposta

A cidade de Curitiba, capital do Paraná, ainda não teve um casamento gay direto oficializado, isso porque o juiz titular Irajá Pigatto Ribeiro, da Vara de Registros Públicos, Acidentes de Trabalho, Precatórias Cíveis e Corregedoria Extrajudicial do Foro Central da Comarca de Curitiba, está negando todos os pedidos, até de conversão de união estável em casamento. Conversamos com diversos funcionários de cartórios da cidade que confirmaram que nem mandam mais pedidos para o juiz pois o retorno será negativo. Segundo eles, a demanda por registro de uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo é rotina.

Quase todos os registros na cidade são de união estável, alguns divulgados erroneamente como casamento pela imprensa, outros de conversão de união em casamento aprovados por outros juízes de plantão. Dezenas de casais tiveram o pedido de casamento ou conversão negados pelo juiz Pigatto Ribeiro desde maio de 2011, quando saiu a decisão favorável do Supremo Tribunal Federal, reconhecendo a união civil entre pessoas do mesmo sexo. E já tem gente indo casar, de verdade, em São Paulo e em Fazenda Rio Grande, por conta disso. No município da Região Metropolitana, o juiz de registros públicos local está autorizando as uniões. Em São Paulo, há uma instrução dos desembargadores autorizando o registro.

Na capital paranaense, os casais gays dão entrada com o pedido no cartório, o Ministério Público dá parecer favorável com argumento da decisão a favor do SFT, mesmo assim o juiz citado nega o pedido, alegando que não há lei regulamentada. De onde será que vem esta instrução?

Fonte: Lado A

Brasil tem conselhos de direitos gays só em cinco estados 1

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Apenas cinco Estados brasileiros – Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará – tinham conselhos para tratar dos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais em 2012, revela o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa de Informações Básicas Estaduais (ESTADIC), divulgada nesta sexta-feira.

Esses conselhos são os mais recentes, com 2,8 anos de existência em média. Já os conselhos de educação, os mais antigos entre os 13 tipos listados, existem há 47 anos e estão presentes nas 27 unidades da federação. Depois dos conselhos de direitos de LGBT, os mais escassos no País são os de Transporte, que existem em 10 Estados, e os de Promoção da Igualdade Racial, que estão em 13. Conselhos são instâncias que permitem, em tese, maior participação da sociedade na estrutura da gestão pública.

É a primeira vez que o IBGE divulga a ESTADIC, realizada nos moldes da Pesquisa de Informações Básicas Municipais. O estudo traz informações sobre as gestões estaduais a partir da coleta de dados sobre temas como recursos humanos, conselhos e fundos estaduais, política de gênero, direitos humanos, segurança alimentar e nutricional e inclusão produtiva.

A pesquisa mostra que apenas São Paulo não tinha órgão ou setor específico para tratar de políticas de gênero. O Estado, no entanto, possuía o maior número de delegacias especializadas no atendimento à mulher (121, ante 12 no Rio, por exemplo). Só o Amapá declarou não ter órgão específico para tratar da política de direitos humanos e seis estados (Rondônia, Amazonas, Roraima, Amapá, Ceará e Espírito Santo) não tinham canais de denúncia de violação desses direitos na estrutura do governo estadual.

Além disso, somente 11 Unidades da Federação tinham planos estaduais e previsão de recursos específicos para a área de direitos humanos. “Não ter uma estrutura formal não significa necessariamente que nada é feito. A política pode ser transversal a outras áreas”, diz a gerente da pesquisa, Vânia Maria Pacheco. A maior parte dos recursos humanos da administração direta era composta por servidores estatutários: 2 2 milhões de servidores ou 82,7% do total. Do pessoal ocupado na administração direta, 53,5% tinham nível superior ou pós-graduação (1,4 milhão de servidores).

Outros 31,9% tinham o nível médio (834,4 mil) e 9,1% (238,6 mil) apenas o ensino fundamental. A pesquisa também traz um Suplemento de Assistência Social: em 2012, todas as 27 unidades da Federação tinham órgão para tratar de política de assistência social, mas oito estados não ofertavam nenhum tipo de serviço nessa área: Tocantins, Rio Grande do Norte, Alagoas, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná e Mato Grosso.

Fonte: Agência Estado

Com medo de beijaço gay, candidato Ratinho Júnior desiste de sabatina em Curitiba (PR) Resposta


Ratinho Júnior (PSC), candidato à prefeitura de Curitiba, desistiu de uma sabatina que estava programada esta semana na Universidade Federal do Paraná (UFPR). O motivo seria um beijaço gay programado pela comunidade LGBT para protestar contra o candidato, que se posicionou contra o casamento gay. Entre outras coisas, Ratinho também disse que não quer que seus filhos vejam dois homens se beijando. Na Parada Gay, realizada no último domingo, um panfleto denunciou o preconceito de Ratinho. Pelo Facebook, o convite para o beijaço dizia: “Vamos reunir o maior número de pessoas da comunidade LGBT e ferver essa sabatina, importante irmos bem à vontade, quando ele pegar a palavra pela primeira vez levantamos e beijamos quer quisermos beijar. Vamos mostrar a todos aquilo que ele julga indevido! Vá com ou sem par, todos sabemos que isso é fácil de arrumar, mesmo que na hora! Vamos fazer um ato pacifico e lindo!”

Fonte: Bem Paraná

Londrina: Homofobia em bar apesar da cidade ter lei antidiscriminatória há 10 anos 1


Tem gente que acredita que casais gays podem ser proibidos de manifestar carinho em público – mesmo que estejam apresentando carícias na mesma intensidade e com o mesmo direito concedido aos casais heterossexuais. Há exatos 10 anos, Londrina, no Norte do Paraná, a maior cidade do interior do estado, aprovou a lei Nº 8.812 13, em junho de 2002. Segundo esta lei, é proibida a discriminação em razão da orientação sexual em qualquer estabelecimento da cidade, sendo prevista multa de R$ 5.000 (cinco mil reais) a R$ 10.000 (dez mil reais), e ainda cassação do alvará de funcionamento no caso de reincidência.

Mas parece que os moradores, empresários e até a polícia da cidade desconhecem a lei. Em um incidente registrado na noite no sábado, dia 29 de Setembro, no Coqueiros Bar, uma petiscaria no Centro da cidade, quatro casais foram constrangidos, quando um segurança do local pediu para que um casal do grupo não trocasse carícias em público pois os outros clientes estariam incomodados. O tal segurança e um gerente do local teriam dito ainda que o local não era GLS e que casais gays teriam locais apropriados para trocarem afeto. Apesar de alegar não ter preconceito, o suposto gerente do local afirmou que a atitude do casal gay “pegava mal” para o estabelecimento. 

Os casais discriminados registraram um Boletim de Ocorrência na 10ª Subdivisão Policial de Londrina . Para o site Bonde, o gerente Carlos Alberto afirmou ainda que os clientes gays não foram expulsos do local e que saíram por vontade própria. “A gente não tem nada contra, mas o estabelecimento fica em uma posição difícil. Tinha famílias com crianças no local. Muitos clientes levantaram, pagaram a conta e foram embora”, alegou.  Na delegacia, o boletim de ocorrência foi lavrado às 21h30 sob o crime 7716/89, erroneamente, na lei de racismo ou invés de tipificar o crime de discriminação em virtude de orientação sexual, como tipifica a lei municipal.
Na internet, nas redes sociais, o caso ganhou força, com manifestações de apoio ao bar. Prova de que uma lei não muda muito, quando não temos Educação e Justiça.

Abaixo, segue a lei de Londrina:
LEI Nº 8.812, DE 13 DE JUNHO DE 2002.
SÚMULA: Estabelece penalidades aos estabelecimentos localizados no Município de Londrina que discriminem pessoas em virtude de sua orientação sexual.
A CÂMARA MUNICIPAL DE LONDRINA, ESTADO DO PARANÁ, APROVOU E EU, PREFEITO DO MUNICÍPIO, SANCIONO A SEGUINTE
LEI:
Art. lº Esta lei estabelece penalidades aos estabelecimentos localizados no Município de Londrina que discriminem pessoas em virtude de sua orientação sexual.
Art. 2º Dentro do âmbito de sua competência, o Poder Executivo Municipal apenará todo estabelecimento comercial, industrial, prestador de serviços, entidades, representações, associações e sociedades civis que, por ato de seus proprietários, prepostos ou responsáveis, discriminar pessoas em razão de sua orientação sexual ou contra elas adotar atos de coação ou violência.
Art. 3º Entende-se por discriminação a adoção de medidas não previstas na legislação pertinente, tais como:
I – constrangimento ou exposição ao ridículo;
II – proibição ou cobrança extra para ingresso ou permanência;
III – atendimento diferenciado ou selecionado;
IV – preterimento quando da ocupação e/ou imposição de pagamento de mais de uma unidade, nos casos de hotéis, motéis ou similares;
V – preterimento em aluguel ou aquisição de imóveis para fins residenciais, comerciais ou de lazer;
VI – preterimento em exame, seleção ou entrevista para ingresso em emprego;
VII – preterimento em relação a outros consumidores que se encontrem em idêntica situação;
VIII – adoção de atos de coação, ameaça ou violência.
Art. 4º No caso de o infrator ser agente do Poder Público, o descumprimento da presente lei será apurado mediante processo administrativo pelo órgão competente, independentemente das sanções civis e penais cabíveis definidas em norma específica.
§ 1º Considera-se infrator desta lei a pessoa que direta ou indiretamente tiver concorrido para o cometimento da infração.
§ 2º A pessoa que se julgar discriminada terá que fazer prova testemunhal e legal do fato.
Art. 5º Ao infrator desta lei agente do Poder Público, que por ação ou omissão, for responsável por práticas discriminatórias, serão aplicadas as seguintes sanções:
I – suspensão;
II – afastamento definitivo.
Art. 6º Os estabelecimentos privados que não cumprirem o disposto nesta lei estão sujeitos às seguintes sanções:
I – multa de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) a R$ 10.000,00 (dez mil reais), em dobro na reincidência;
II – suspensão do alvará de funcionamento por trinta dias;
III – cassação do alvará de funcionamento.
Art. 7º Todos os cidadãos podem comunicar às autoridades competentes as infrações à presente lei.
Art. 8º O Poder Executivo deverá manter setor especializado para receber denúncias relacionadas às infrações previstas na presente lei.
Art. 9º Na implantação e execução da presente lei o Poder Executivo deverá observar os seguintes aspectos:
I – mecanismos de recebimento de denúncia ou representações fundadas nesta lei;
II – forma de apuração das denúncias;
III – garantia de ampla defesa aos infratores;
Art. 10. Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Londrina, 13 de junho de 2002.
Nedson Luiz Micheleti Adalberto Pereira da Silva
PREFEITO DO MUNICÍPIO SECRETÁRIO DE GOVERNO
Ref.:
Projeto de Lei nº 117/02
Autoria : Vereadora Elza Pereira Correia Müller.

Fonte: Lado A


Parada Diversidade de Curitiba alerta para voto consciente Resposta

Rafaelly Wiest, organizadora da Parada, esperava 150 mil pessoas (Foto: Fernando Castro/G1)


A Parada da Diversidade de 2012 em Curitiba reuniu milhares de participantes na tarde deste domingo (30) no Centro Cívico da capital. Além da tradicional celebração, o evento também teve conotação eleitoral, uma semana antes do pleito, com o tema “Seus direitos, nossos direitos, direitos humanos – por um Paraná livre do racismo, machismo e homofobia, vote pela cidadania”.

De acordo com a organizadora do evento, Rafaelly Wiest, a data escolhida tem a ver com a proximidade das eleições municipais. “Este ano, além dos direitos iguais, também estamos com a bandeira do voto consciente, em especial porque é ano de eleições aqui para Curitibae nós queremos reivindicar nossos direitos”, explicou. Ela ressaltou, contudo, que o grupo não apoia nenhuma candidatura específica.

Esta proximidade temporal e temática se refletia nas ruas ainda na concentração do grupo, na Praça 19 de Dezembro, mais conhecida como Praça do Homem Nu. Bandeiras de diversos candidatos a prefeito e vereador podiam ser vistas entre as tradicionais com cores do arco-íris, algumas delas com design especial para o evento, cujo público tem aumentado ano a ano.

Segundo Wiest, a expectativa é superar o número de pessoas que compareceram à Parada em 2011, quando cerca de 150 mil pessoas participaram do desfile pela Avenida Cândido de Abreu. “Hoje fomos brindados pelo sol lindo que brilhou para o evento. Nunca tivemos nenhum registro de violência na história, e temos orgulho de ser o segundo maior evento de rua da cidade” comemorou a organizadora.

A previsão inicial era de que por volta das 14h o comboio de trios elétricos e os participantes seguisse em direção à Praça Nossa Senhora de Salete, próxima ao Palácio Iguaçu. O desfile só começou, contudo, por volta das 15h, com previsão de durar até às 20h30.

No período, a rua Paula Gomes ficou fechada depois da esquina com a Mateus Leme. A Cândido de Abreu teve bloqueios na praça 19 de Dezembro, na Heitor Stockler de França, na Comendador Fontana, na Lysimaco Ferreira da Costa e na Santiago de Oliveira.

*Reportagem: Fernando Castro – G1




Paraná: Jovens agredidos denunciam homofobia Resposta

A agressão a dois rapazes no final de semana em Bom Sucesso (450 km de Curitiba, capital do Paraná) pode se configurar no primeiro de caso de homofobia da cidade. O crime aconteceu na madrugada de domingo, foi registrado pela Polícia Militar (PM), mas só foi divulgado ontem.




De acordo relato das vítimas, a confusão foi provocada por um homem, mas cerca de 15 jovens participaram das agressões, que teriam sido motivadas pela orientação sexual dos dois. As vítimas, gays de 18 e 29 anos, vão representar criminalmente contra o jovem que iniciou as agressões. Eles concederam entrevista ao jornal A Tribuna, mas preferem não ser identificados.


“Queremos levar o caso até o fim para que não volte a acontecer, porque se nada acontecer o infrator vai ter certeza da impunidade e voltar a fazer isso de novo”, disse o jovem de 29 anos.


Ele mora em São Paulo e estava visitando o amigo, que reside em São Pedro do Ivaí (cerca de 420 km de Curitiba). No sábado, foram a uma boate em Bom Sucesso. As primeiras agressões aconteceram dentro da casa noturna.


“Nós estávamos com duas amigas. Quando elas foram ao banheiro o rapaz se aproximou e deu um soco na minha orelha”, relatou o jovem de 18 anos.


Quando seu amigo foi avisado, também foi agredido. “Ele me disse para sairmos, porque um cara havia batido nele. Neste momento levei um soco no rosto”, contou a outra vítima. Por causa do tumulto inicial, o agressor saiu da boate. Um tempo depois os amigos decidiram ir embora.


“Mas ele esperava do lado de fora com outros rapazes. Esperaram nos afastarmos para nos atacar. Tentamos entrar na área de auto atendimento de um banco, mas não deu tempo”, disse a vítima de 29 anos. “Só não ficou pior, porque temos conhecidos em Bom Sucesso que viram e nos ajudaram. Quando perceberam que não estávamos desprotegidos fugiram”, detalhou o homem de 29 anos.

Padre reafirma conteúdo de Boletim Universitário de Londrina considerado homofóbico Resposta

Padre Antonio pregando em Londrina


O padre Antonio Caliciotti reafirmou, em entrevista ao odiario,com o conteúdo da matéria “Vocação do Estado de Vida”, veiculada no periódico “Boletim Universitário” nº7, de setembro de 2011. A publicação gerou diversos protestos e foi caracterizada como homofóbica por estudantes e entidades. O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito para apurar a situação.
O informativo colocava a orientação sexual como “anormalidade” e “doença”. O Boletim Universitário circulou pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e gerou um protesto intitulado “Beijaço contra a homofobia” no Restaurante Universitário (RU) no dia 28 de setembro de 2011.
O padre informou, através de e-mail, que não daria entrevistas sobre o que havia escrito no texto. De acordo com ele, “toda a reação que se criou a respeito do artigo escrito sobre o casamento, por aquilo que diz respeito aos homossexuais, é sinal de que algumas pessoas procuram simplesmente defender um comportamento que a maioria da sociedade respeita, mas não aceita”.
Ele comentou que a maioria da sociedade respeita o comportamento, mas coloca que o aceitamento da união homossexual é contra a natureza humana.
“O ser humano foi criado homem e mulher para a procriação e, por isso, para uma união verdadeira onde haja indissolubilidade e fidelidade, para o bem dos dois e dos filhos”. O autor do texto criticado por entidades alega que no artigo está declarado o respeito aos homosexuais, assim como sua opinião pessoal, de que a união homossexual é contra a lei da natureza humana. “Afinal, existe a liberdade de expressão para todos? Ou existe somente para os homossexuais?”.

Existe liberdade para todos, desde que não desrespeite o direito do outro, o que estava na matéria é um absurdo. Dizer que a homossexualidade é doença, é preconceito, sim. Algumas igrejas e alguns setores religiosos querem continuar propagando o ódio aos LGBT e disseminando a ignorância, o preconceito e a mentira, dizendo coisas absurdas como essa ou vendendo a cura da homossexualidade. Por isso são contra um projeto de lei que criminalize a homofobia. Se não é uma doença, e não é, não tem como ser curada.  


A comunidade médica é unânime ao afirmar que nenhuma orientação sexual é doença. Em 1973, a Associação Americana de Psiquiatria retirou a palavra da lista de transtornos mentais ou emocionais e a decisão foi seguida por todas as entidades de psicologia e psiquiatria no mundo.

Além disso, usar o argumento de que o homem e a mulher foram criados para a procriação, parece piada saída da boca de um padre, que nem vida sexual tem. Chega a ser patético. Isso, sem contar inúmeros casais que não podem procriar.

Sobre a acusação de que o texto caracterize a homossexualidade como doença, ele alega que todo bom leitor entende que foi usada uma imagem para dizer que “essa tendência,  por ser natural, não foi querida pelo indivíduo – como não é querida a doença – e que ela deveria ser tratada porque não é conforme a tendência fundamental do ser humano”.
O inquérito civil público do MPF está sob responsabilidade do procurador da República no município de Londrina, João Akira Omoto. Ele pediu esclarescimentos a Arquidiocese de Londrina e para a rádio da UEL, onde foi veiculada uma entrevista com o Padre Antonio Caliciotti, ocorrida no dia 22 de setembro do ano passado.
O padre foi informado da instauração do procedimento do MPF, mas não comentou sobre o assunto em nenhum momento.

Audiência pública sobre kit anti-homofobia, convocada por bancada evangélica do Paraná, gera protesto Resposta

Márcio Marins

A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) realizou na manhã da última terça-feira (19/04) uma audiência pública para debater o “kit anti-homofobia”. O material foi requisitado pelo Ministério da Educação (MEC) e Organizações Não-Governamentais (ONGs), com objetivo de ser distribuído em escolas de todo o país.

Assine o manifesto e apóie a distribuição do kit anti-homofobia nas escolas

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O kit faz parte do programa Escola Sem Homofobia, do Governo Federa, e contém material didático-pedagógico direcionado aos professores e a 6 mil escolas do ensino médio.

O deputado estadual Leonaldo Paranhos (PSC-PN), que convocou a audiência, avaliou o encontro como positivo para a discussão do tema. “A minha análise foi a melhor possível, houve a participação de diversos segmentos como pais, pastores e pessoas a favor do kit”, afirmou. No entanto, segundo Márcio Marins, secretário da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) não houve contraponto. “Não existia uma fala na mesa que expusesse o outro lado. Eles chamaram um representando do Ministério da Educação, que já havia dito que o ministério não se pronunciaria”.

Na opinião do deputado o kit não evita discriminação. “É um material danoso que não combate a homofobia. Existe um equívoco, uma discriminação do próprio material que mostra a derrota do sonho de um menino homossexual”, explicou o deputado.

Maris discordou dessa posição de Paranhos. “Foi uma audiência chamada por deputados da bancada evangélica, plantada com factóides pra minar um projeto que é contrário à ideologia religiosa deles”, rebateu.

O representante da ABGLT também questionou a alegação dos deputados de que a intenção seria preservar as crianças do conteeudo da cartilha. “O material não é direcionado para crianças e sim para adolescentes do ensino médio. Além disso, é voltado para os educadores e não para os aluns”, afirmou.

*Informações do G1

Casal de lésbicas acusa pizzaria de homofobia no Paraná Resposta

Um casal de lésbicas acusa a pizzaria Milão, na Zona 1 de Maringá (PR) de homofobia. No dia 27/02, após trocarem selnhos, as duas jovens foram convidadas a se retirar.
Antes, um garçom abordou as duas, pedindo que elas pararem. Iuska Wolska, umas das supostas agredidas, afirma que foi conversar amigavelmente com o gerente da pizzaria, mas ele foi agressivo e ameaçou chamar a polícia. “Vocês ficam se lambendo e pegando nos peitos uma da outra. Aqui tem criança, você não está vendo? Ficam com esse comportamento inadequado”, teria dito o gerente. Após a discussão, elas foram expulsas do estabelecimento.
A pizzaria Milão respondeu ao site “Maringay”, que recebeu a denúncia de Iuska, dizendo que os casais “começaram a se acariciar e beijar de forma desmedida, causando constrangimento em crianças e familiares que ali estavam”. Wladecir Paim, proprietário da pizzaria Milão, disse que solicitou ao garçom que abordasse o casal. Ele disse que o garçom foi educado na abordagem ao casal.
Segundo Wladecir, a discussão começou na segunda abordagem do garçom: “solicitei a outro garçom que tinha mais amizade com as meninas para convence-las a respeitar, neste momento elas se irritaram e começaram a fazer escândalos, dizendo em gritos que era preconceito e batendo boca e incomodando ainda mais as pessoas, neste momento foi pedido para que elas se retirassem, já que não sabem se comportar em uma pizzaria”.
Apesar da pizzaria Milão dizer que não houve preconceito em função da orientação sexual do casal, mas sim em razão de um suposto comportamento inadequado do casal, Iusk nega e diz que nenhum cliente reclamou do comportamento das duas e que não houve desvio de comportamento delas. “Eu dei uns poucos selinhos na minha namorada”, afirma Iuska.
Esse é o segundo caso de homofobia no Sul do Brasil, em menos de uma semana, ontem o blog noticiou que um casal de gays foi agredido em Florianópolis, com golpes de facão e chineladas, além de xingamentos.
Interessante que sempre que acontecem esses casos, os donos de estabelecimentos alegam que houve um comportamento inadequado do casal (de gays ou lésbicas), mas eu desconheço algum caso de casais heterossexuais que tenham sido expulsos de algum estabelecimento.