Interação ajuda soropositivo a enfrentar doença, diz estudo Resposta

Dário Shezzi

O trabalho e a rede social ajudam o soropositivo a enfrentar a doença. Além disso, experiências anteriores ao diagnóstico da aids também têm função importante no processo de enfrentamento. É o que mostra um estudo da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da Universidade de São Paulo (USP), do psicólogo social Dário Schezzi. O trabalho analisou, por meio de 10 entrevistas, quais fenômenos melhoram o processo de luta contra a aids e ajudam a viver melhor com ela.
De acordo com Agência USP Notícias, a pesquisa observou que o enfrentamento da doença não é tão influenciado por questões posteriores à descoberta do vírus, mas por experiências e compromissos anteriores, como vínculos afetivos e projetos em andamento, que motivam os soropositivos e influenciam na imagem que formam si mesmos.
Segundo Schezzi, a identidade é uma questão importante, pois a aids é uma doença com um estigma de alto impacto e com capacidade de transformar a autoimagem da pessoa, “e as vivências coletivas influenciam muito na construção de uma nova autoimagem de cada um. O trabalho influencia na questão da identidade, até por causa de sua própria estrutura e de suas redes, principalmente as afetivas”, diz.

Fonte: Agência Estado

Pesquisadores italianos criam novo coquetel contra aids Resposta

Andrea Savarino

Uma equipe de pesquisadores italianos do Instituto Superior de Saúde (ISS) concluiu um tratamento novo baseado em um coquetel de drogas que “educa” o sistema imunológico a controlar o vírus da aids na ausência de uma terapia farmacológica.
Testes em macacos deram resultados excelentes e o início das experimentações em seres humanos só depende de financiamentos.
O alcance do estudo italiano, publicado no dia 21, é notável: na prática, abre a possibilidade para que os portadores do vírus HIV interrompam definitivamente o tratamento farmacológico.
Liderados por Andrea Savarino, os cientistas desenvolveram um coquetel específico de medicamentos que, administrados por um período limitado de tempo, foi capaz de induzir o organismo animal ao autocontrole da infecção.
“Nós administramos o coquetel nos macacos durante seis meses antes de suspender o tratamento. Há nove meses, os primatas, que já não recebem remédios, estão sob observação e respondendo bem. É um dado positivo, posto que meses de vida em macacos correspondem a muitos anos em humanos”, observou Savarino.

Fonte: ANSA

Pesquisa revela que Android é marca favorita do público LGBT Resposta

De acordo com um relatório da empresa YouGov, o sistema operacional Android é a marca favorita entre o público LGBT.

A companhia entrevistou 5 mil consumidores por dia durante 12 semanas – um total de 400 mil pessoas – e constatou que, entre os que se identificaram como gay, lésbica ou transgênero (cerca de 5,25% de todos os questionados), a plataforma para aparelhos móveis do Google se mostrou como a marca preferida desse público.

O mais curioso é que no mesmo estudo, realizado em 2011, o Android sequer contava na lista, quando o YouTube ocupava a primeira posição do ranking. Na lista atual, o iPhone aparece em segundo lugar, seguido do iPad, em terceiro, e da Disneylândia, em quarto. A Samsung figura a sétima posição.





Gays chineses são pressionados pela família para se casarem com mulheres. Número chega a 10 milhões de casos. Resposta

Nos oito anos desde que Tianlei disse a seus pais que ele era gay, eles colocam uma grande pressão sobre ele para ser hétero e se casar.


“Meus pais me empurraram para enganar uma garota e fazer com que ela se casasse”, disse Tianlei, um gerente da empresa de 28 anos de idade na província chinesa de Yunnan, usando um nome fictício.
“Eles só querem um neto para salvar o rosto deles na frente dos outros e não se importam como ela iria sofrer … Eu preferiria morrer do que fazer isso. “
Mas na China, muitos homens cedem à pressão.
Estima-se que 10 milhões de mulheres chinesas são casadas com homens homossexuais, de acordo com o professor aposentado da Universidade Qingdao, Zhang Beichuan, muitas vezes aprisionando as esposas em uniões infelizes que não podem facilmente sair devido a lei chinesa e o estigma social.
Zhang estima que 80 a 90 por cento dos homens homossexuais na China pretendem se casar ou serem casados, citando uma pesquisa com mais de 1.500 chineses gays.
Tais arranjos conjugais ocorrem em muitas sociedades, especialmente onde os costumes tradicionais prevalecem, mas a tradição confucionista da China juntamente com a sua política do filho único, aumentou a pressão sobre os gays para se adaptarem às normas heterossexuais.
“Não tendo descendência é considerado na cultura tradicional chinesa, o pior tipo de conduta.”, disse Zhang. “E no âmbito da política chinesa do filho único, o único filho está sob pressão ainda maior de ter que dar netos a seus pais.”
Para Fang Fang, uma mulher de 46 anos que vive no leste da China, seu casamento inconsciente com um homem gay a levou a uma vida de miséria.
Vinte e seis anos depois de ter passado a noite de núpcias sozinha, ela finalmente veio a perceber que o marido era gay, e ela era apenas usada para disfarçar a homossexualidade do seu marido.
“Ele se aproveitou da minha personalidade ingênua e fraca, criou uma série de armadilhas e me atraiu”, disse Fang, que não deu o seu verdadeiro nome para proteger sua privacidade.
Como muitos gays chineses de sua geração, o marido de Fang, nascido em 1950, achava a sua orientação sexual humilhante e queria se tornar um homem “normal” ao se casar com uma mulher e, mais importante, ter um filho para levar seu nome de família.
Se livrar de tais casamentos não é fácil na China.
O divórcio está crescendo rapidamente, mas ainda é considerado vergonhoso, especialmente para as mulheres. A lei chinesa é vaga sobre a questão e oferece pouca ajuda às mulheres que possam ter dificuldade em provar que seus maridos estão em relacionamentos homossexuais e, portanto, não podem buscar o recurso do divórcio.
“A homossexualidade nunca é seriamente discutida nas legislaturas da China – o governo só quer evitar de falar sobre isso”, disse um advogada que foi casada com um homem gay.
O governo chinês ignora os homossexuais, mas alguns cientistas sociais afirmam que a falta de educação sexual nas escolas contribui para hostis atitudes sociais gays.
Mesmo quando o divórcio é uma opção, o estigma de uma vez ter sido casada com um homem gay assombra muitas ex-esposas.
“Quando eu disse a alguns homens que eu descobri que o meu ex-marido era gay, alguns deles imediatamente acharam que eu era uma portador do vírus HIV, já que é a imagem associada aos gays nas mentes chinesas”, disse Xiao Yao, fundadora de um site chamado ” Tongqijiayuan “(família das esposas de gays).
Depois de descobrir em 2007 que seu marido recém-casado era gay, Xiao lançou uma busca desesperada na internet para obter informações sobre as mulheres que enfrentam situações difíceis como a dela, mas sua pesquisa não teve sucesso.
Ela se divorciou do marido um ano depois, após vários incidentes de violência doméstica e derramou todas as suas economias na construção e execução do site, onde os membros procuram a ajuda de uns aos outros, psicólogos e advogados.
Muitos membros jovens e educados do site estão falando sobre a busca de proteções legais.
Mas as reformas legais, embora bem-vindas, virão tarde demais para aqueles que, como Fang Fang, carrega cicatrizes emocionais.
“Eu respeito os gays como os seres humanos mais e compreendo as suas dores”, disse ela, ainda às lágrimas depois de tantos anos. “Mas eu também quero que eles vejam quanta dor as suas mulheres sofrem, a fim de que homossexuais não se casem mais com uma mulher¨. 
*Reuters

Metade dos adolescentes filhos de mães lésbicas sofre preconceito, a maioria na escola, aponta estudo americano. Resposta

Cinqüenta por cento dos jovens de 17 anos de idade que cresceram em famílias chefiadas por lésbicas nos Estados Unidos já passaram por estigma e momentos de preconceito e bullying, porém souberam lidar com essa situação, é o que afirma um novo estudo publicado por mas foram capazes de lidar, de acordo com um novo feito por uma entidade que trata de assuntos da juventude, na Califórnia, Estados Unidos. 


Uma parte fundamental do estudo revela que a média global de famílias lideradas por mães lésbicas que sofrem chacotas e ataques de preconceito não difere da média encontrada em famílias heterossexuais, o que é consistente nos estudos anteriores nesta área.
Os resultados ainda revelaram que os estudantes adolescentes eram na maioria das vezes, a fonte de comentários negativos, vítimas de provocação, ou ridicularização. Trinta por cento dos incidentes relatados ocorreram no ensino fundamental e 39 por cento ocorreram no ensino médio.
¨As descobertas sugerem que os sistemas educativos podem desempenhar um papel importante na prevenção de incidentes e estigmatização da homofobia com projetos anti-bullying¨, disse o autor do estudo, Loes van Gelderen, da Universidade de Amesterdã.
Além disso, quase dois terços dos adolescentes estudados sabem como lidar com essas situações de constrangimento, com habilidades de enfrentamento. A maioria dos adolescentes tentou se confortar, enquanto outros confrontaram os autores dos ataques para que ficasse claro que as provocações eram inaceitáveis. Alguns optam por estar com os amigos que apóiam sua situação familiar ou procuram ajuda social e contam o que acontece em suas vidas. Outros adolescentes, no entanto, usam as habilidades de enfrentamento que eram menos eficazes, como a tentativa de evitar o confronto. Por exemplo, um adolescente disse: “Eu logo aprendi a ficar de boca fechada e usar o termo ¨parents¨ (que significa pais em inglês, mas não define se são um pai e uma mãe, dois pais ou duas mães) ao invés de dizer mães.¨
No estudo, “A estigmatização associada a crescer em uma família de mães lésbicas: O que passam esses adolescentes e como eles lidam com isso?”, adolescentes foram questionados sobre se tinham ou não sido tratados injustamente por causa de ter uma mãe lésbica. Os adolescentes que disseram que sim, tiveram que descrever duas ou três dessas experiências, especificando o que aconteceu, como se sentiram, o que eles disseram ou fizeram, e o que foi dito sobre eles.
Os 78 adolescentes foram retirados de famílias que estão participando do Estudo Longitudinal Nacional da Família Lésbica (NLLFS), o maior projeto de estudo sobre sobre mães lésbicas e seus filhos nos Estados Unidos. Iniciado por Nanette Gartrell, em 1986, o NLLFS examina o desenvolvimento social, psicológico e emocional das crianças, bem como as dinâmicas de famílias lésbicas planejadas.

Paraíba: estado mais homofóbico do Brasil e nenhuma prisão Resposta



A Paraíba é o estado brasileiro onde a polícia mais registrou crimes homofóbicos em 2011 e o Nordeste é a região brasileira onde a homofobia é mais frequente. A informação é do vice-presidente da Instituição Movimento do Espírito Lilás – Mel, Renan Palmeira, acrescentando de janeiro até outubro deste ano, 18 homo-sexuais foram assassinados e em nenhum dos casos o agressor foi preso e os crimes continuam impunes.
Renan informou que o levantamento foi feito pela Associação GLBT do Brasil, que também apontou outros três estados nordestinos como os lideres em ocorrências de crimes homofóbicos no País.
Segundo a pesquisa, “no mesmo período Pernambuco também registrou 18 casos de homofobia, mas como a população da Paraíba é bem inferior a do nosso vizinhos, nós acabamos ficando com o primeiro lugar”, comentou.
O vice-presidente do Mel informou que em terceiro lugar ficou o estado da Bahia com 16 casos em depois Alagoas com 15, o que dá ao Nordeste a condição de região mais violenta no que diz respeito a homofobia e o estudo mostrou que 46 por cento dos crimes acontecem na região.
Renam Palmeira disse que isso pode ser conseqüência de uma cultura machista e cheia de preconceitos, um fato que foi confirmado por uma pesquisa feita pelo IBGE para traçar o mapa da homofobia no País este ano.
Ele advertiu que falta no País uma política de combate a homofobia e sim iniciativas que ele também considera importante, mas que não resolve e nem acaba com o problema. No caso da Paraíba, lembrou que existe a delegacia de Crimes Homofóbicos e o Centro de Referência GLBT, mas o estado é o líder nacional em ocorrências.
“Em nosso estado acontecem crimes este ano em João Pessoa, em Bananeiras, Sousa, campina Grande, Queimadas, Cabedelo, satã Rita e Patos. Nós tivemos o caso de Daniel Oliveira o Ninete assassinado a facadas e do professor Valdery em Campina Grande. O caso do Gordo Marx morto na Praia do Jacaré e outros casos”, salientou.
Ele acrescentou que os casos acontecem por causa da impunidade e da falta de leis que assegurem a cidadania GLBT. Renan informou que no dia seis de novembro vai acontecer em João Pessoa a 10ª Parada GLBT pela “Livre diversidade sexual”, que vai se realizar na praia do Cabo Branco.
Renan Palmeira contou que na próxima sexta-feira, o Mel vai realizar uma panfletagem no Centro da cidade e adiantou que eles encaminharam um documento ao deputado federal pela Bahia, o professor Jean Willians, que esta articulando uma sessão especial para discutir o problema na Câmara dos deputados, em Brasília.
Ele disse que a intenção é levar para a sessão especial o Secretário de Segurança Pública, Claudio Lima e a Secretaria da Diversidade Humana, Iraê Lucena. A data ainda vai ser definida.

Esta é a segunda pesquisa sobre homofobia este ano. Em agosto, o Grupo Gay da Bahia, disse que a Bahia é o estado brasileiro mais homofóbico (leia aqui). Em setembro, um estudo apontou o estado de São Paulo como o campeão de queixas contra homofobia (leia aqui). Como não existe estatística oficial no Brasil sobre crimes homofóbicos, fica difícil de ter um retrato fiel da homofobia, algo esencial para um comabte eficaz. 

Com informações do Paraiba.com.br

Alvos do HIV 1

Mas tem tratamento!” Não é incomum ouvir a frase ao falar a adolescentes sobre Aids no trabalho de prevenção. Graças aos avanços, às pesquisas e à descoberta dos medicamentos em 1992, convivemos com o HIV há três décadas. Mudanças de conceito e na transmissão de informação são pontos marcantes nesses 30 anos. Mas cabe ao educador questionar: o que não é dito a esses jovens?

Se a primeira década foi marcada por terrorismo e medo, já que se desconhecia o agente causador da doença, hoje presenciamos o aumento da qualidade da informação, constatada pelas pesquisas de conhecimento, atitudes e práticas realizadas pelo Programa Nacional de DST/Aids no Brasil. Graças aos avanços desde 1992, com a descoberta dos medicamentos antirretrovirais (que impedem a multiplicação do vírus no organismo), o acesso universal ao coquetel reposicionou a Aids como uma doença crônica com tratamento possível, rigoroso e delicado. Não se trata mais de uma sentença de morte. Ou seja, esta geração de adolescentes veio ao mundo quando o enfrentamento da epidemia tinha novas perspectivas e teve amplo acesso à informação, por meio de campanhas de mídia, articulações em saúde e educação.

Por outro lado, o Ministério da Saúde dá conta de que, em cinco anos, a prevalência do vírus HIV em meninos entre 17 e 20 anos subiu de 0,09% para 0,12% – o porcentual sobe quanto menor for a escolaridade. De 1980 até junho de 2010, 11,3% dos casos no País foram de jovens na faixa dos 13 aos 24 anos. Não só: a maior proporção de ocorrências está relacionada à expoxição sexual. Diante desse quadro, como os jovens lidam com o sexo seguro e com a Aids?

O que os jovens sabem

Em levantamento recente realizado pelo Centro de Estudos da Sexualidade Humana do Instituto Kaplan, 97% dos 1.149 adolescentes demonstraram ter informações sobre a Aids, o que não impediu que, na hora de tomar decisões diante de situações hipotéticas, 37% dessem respostas que indicassem uma conduta de vulnerabilidade (explica-se o conceito a seguir). Ademais, a Pesquisa de Comportamento, Atitudes e Práticas da População Brasileira (PCAP 2008) constatou que 97% dos brasileiros entre os 15 e os 24 anos sabem que o preservativo é o método mais efetivo no combate à transmissão do vírus, mas seu uso tende a cair quanto mais estável for o relacionamento sexual.

É notável que apenas a informação não é suficiente para que os jovens utilizem o preservativo. Também é preciso motivá-los a lançar mão desses conhecimentos e enfrentar situações de risco. É nesse aspecto que a influência do educador pode fazer a diferença. Na mesma sondagem do Instituto Kaplan, a escola foi destacada por 84% dos entrevistados como o principal espaço para a busca de conhecimento sobre DST/Aids, o que mostra que o professor tem papel essencial na educação sexual.

O que fazer diante de uma oportunidade dessas? Os programas de educação pregam aliar informação a valores, atitudes e condutas que fortaleçam a prevenção e diminuam a vulnerabilidade. Para ficar em um exemplo baseado em pesquisas: percebe-se que, diante da afirmação “Mas Aids- tem tratamento!”, nem sempre o professor- esclarece o que vem com o pacote “tratamento”, polemiza, discute como seria o momento posterior a ele ou ressalta o mais grave: que a ainda não há cura. Esse é um típico momento para retirar do próprio adolescente o fragmento de conhecimento que ele apresentar e construir em conjunto uma informação que dê subsídios, de maneira clara e direta, para o entendimento dos reais impactos de uma doença como a Aids ou da convivência com o HIV.

Vulnerabilidade juvenil

O conceito de vulnerabilidade identifica os fatores que influenciam a não prevenção nas relações sexuais. Questões como a dificuldade de negociar o uso do preservativo, a vergonha, o medo de falhar, o desconhecimento, a diminuição da autoestima, a ausência de cuidado consigo e o envolvimento emocional fazem parte do -repertório de fatores que podem agir na contramão do uso do preservativo.

Muito se discute a respeito da vulnerabilidade dos alunos de Ensino Médio em relação à gravidez na adolescência e à infecção pelo HIV. No Brasil, 20,42% dos partos são de adolescentes, de acordo com o Ministério da Saúde. Em relação ao contágio pelo vírus, segundo dados de 2009, a porcentagem de jovens do sexo masculino infectada salta de 2,4%, na faixa dos 14 a 19 anos, para 18,1%, entre os que têm de 20 a 24 anos. Entre as garotas, os números vão de 3,1% para 13,4%, na comparação entre as faixas etárias de 13 a 19 e de 20 a 24 anos.

Especialmente a vulnerabilidade das garotas à Aids preocupa e faz parte das ações de enfrentamento da epidemia no Brasil. No mais recente Boletim Nacional de DST/Aids, elas foram destacadas como o público que teve crescimento no número de casos em relação às demais populações, que tem apresentado decréscimo. Segundo o relatório, a inversão se deu a partir de 1998 e é esta a única faixa etária em que há mais ocorrências entre mulheres do que em homens: oito casos em meninos para cada dez em meninas. Em ambos os sexos, dos 13 aos 24 anos, a contaminação está atribuída à categoria de exposição sexual, sendo 74% no sexo masculino e 94% no sexo feminino. Órgãos como Unaids- e Unesco reconhecem que o adolescente se encontra em posição vulnerável e que é necessário a implantação nas escolas de programas de educação sexual que favoreçam o acesso integral a informações.

Educação sexual

Cerca de 30,5% dos alunos de 9o ano já tiveram relações sexuais segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do escolar (2009) e estima-se que, ao fim do Ensino Médio, de 70% a 80% exercite sua vida sexual. O repertório sexual dos adolescentes é amplo atualmente. Eles se permitem investigar e -descobrir formas de contato íntimo para lidar com interdições como a virgindade, e, assim, se relacionam de outras muitas maneiras que podem torná-los vulneráveis.

Um exemplo é o sexo oral e a crença de que não expõe a DST. O número de dúvidas sobre a prática cresceu nos últimos anos, assim como os casos de HPV e herpes, mas as aulas de orientação sexual a respeito das DST não acompanharam essa evolução, e continuam mostrando imagens horrorosas de estágios avançados de doenças. Na nova perspectiva de formação de competências para a vida não podemos segregar a educação sobre HIV/Aids, um aprendizado que envolve a participação juvenil, o pensamento crítico e a experiência.

Isso posto, é preciso buscar metodologias para inserir a educação sexual, de maneira lúdica e dirigida, atendendo às perspectivas do aluno e fornecendo ferramentas para que ele associe o uso do preservativo ao exercício do prazer. A escola deve estar preparada para uma abordagem integral da sexualidade. Apesar de citada inclusive em guias e diretrizes como os PCN, ainda é difícil expandir na prática a intervenção para além das exposições chatíssimas sobre órgãos reprodutores. Percebe-se, em oficinas que envolvem práticas sexuais, que o prazer e o reconhecimento da vulnerabilidade no cotidiano atraem maior interesse e têm mais impacto nos grupos do Ensino Médio.

Deve-se, então, trabalhar três pilares: conhecimento, atitudes e competências, auxiliando a tomada de decisão diante das condutas de prevenção. É uma tarefa que soa complicada, ainda mais se lembrarmos que, na história da sexualidade, já tivemos tantas associações com a reprodução e que as práticas sexuais sempre foram deixadas de lado, como se não se pudesse abordar a intimidade e as dificuldades que envolvem a vida sexual. Há alguns anos, com o reconhecimento dos 11 direitos sexuais e reprodutivos como direitos humanos – destacando o direito ao prazer – começamos a entender que a estratégia funciona bem como motivadora.

Os adolescentes estão expostos a muitas informações parciais, por vezes tendenciosas ou contestáveis, e o acesso a uma educação sexual clara e baseada nos direitos humanos é fundamental na luta contra o preconceito e para assegurar ao jovem seu papel de sujeito de escolha – esse é o lugar do educador. Trabalhar o cotidiano das práticas sexuais facilita o reconhecimento das situações de vulnerabilidade e promove troca de conhecimento, podendo ampliar o número de respostas de enfrentamento e novas condutas – como o uso do preservativo em todas as relações.

Muitos educadores têm dúvidas sobre dizer ou não ao jovem que o HIV/Aids encontra-se hoje na classe de doenças crônicas porque temem autorizar, assim, a disseminação do vírus e a ausência do cuidado. A omissão relega ao adolescente o antigo papel de “irresponsável”, no qual ele não teria recursos para decidir sozinho. Quanto mais saudável e responsável for o exercício da sexualidade, mais estaremos evoluindo em qualidade de vida da população e em cidadania. O fortalecimento do adolescente como sujeito de direito à saúde e à educação integral, entendendo que sexo e prazer são constitutivos positivos desse processo, auxilia a motivação para a prevenção.

Camila Guastaferro é psicóloga e educadora sexual, coordenadora de desenvolvimento institucional do Centro de Estudos da Sexualidade Humana – Instituto Kaplan.

Artigo publicado na revista “Carta Escola”

EUA: Estudo aponta aumento de infectados pelo HIV entre jovens negros Resposta

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA anunciou no início deste mês um aumento preocupante de novas infecções pelo HIV entre jovens gays e homens que fazem sexo com homens. Novos casos de HIV aumentaram quase 50% entre os jovens negros gays dos Estados Unidos, se tornando o maior aumento entre qualquer grupo. 

A pesquisa aponta que, em geral, o número anual de novas infecções por HIV nos EUA foi relativamente estável, em cerca de 50 mil novas infecções a cada ano entre 2006 e 2009. 

De acordo com a instituição responsável pelo estudo, jovens gays ou homens que praticam sexo com pessoas do mesmo sexo têm idade entre 13 e 29 anos, e representaram 44% dos novos casos de HIV entre homens em 2009. Estima-se que 2.100 jovens negros gays americanos contraíram o HIV entre 2006 e 2009, um aumento de 48%. 

Um dos diretores da instituição atribui o aumento de infectados dentro da classe negra à homofobia e ao racismo como facilitadores destes jovens marginalizados a contraírem o vírus. Além da falta de acesso aos cuidados com a saúde, teste de HIV, entre outros fatores. 

As novas estimativas dos EUA foram publicadas hoje na revista científica PLoS ONE. As estimativas de incidência são baseadas em medições diretas de novas infecções por HIV com um teste de laboratório que pode distinguir infecções recentes e de longa data. 

O diretor da instituição, Thomas Frieden, disse que as infecções por HIV podem ser evitadas: 

– Ao fazer o teste, reduzindo o comportamentos de risco, e começar o tratamento, as pessoas podem se proteger e (proteger) seus parceiros. Mais de 30 anos de epidemia HIV, cerca de 50.000 pessoas neste país ainda são infectadas a cada ano. Não só os homens que têm sexo com homens continuam a ser responsáveis ​​para a maioria das novas infecções, mas jovens gays e bissexuais são o único grupo em que as infecções estão aumentando, e esse aumento é particularmente preocupante entre os negros americanos. 

Os hispânicos representam cerca de 16 por cento da população total dos EUA, mas foram responsáveis ​​por 20 por cento das novas infecções por HIV em 2009. A taxa de infecção pelo HIV entre os hispânicos em 2009 foi quase três vezes mais elevada do que a dos brancos. A taxa de infecção pelo HIV entre os homens hispânicos em 2009 foi de duas vezes e meia maior do que os homens brancos, e a taxa entre mulheres hispânicas foi mais de quatro vezes maior do que mulheres brancas. Não houve variação estatisticamente significativa na incidência de HIV 2006-2009 entre os homens hispânicos ou mulheres hispânicas.

Pesquisa americana aponta que 1 entre 3 gays não se assume no local de trabalho por medo de discriminação Resposta

Uma porcentagem alarmante de pessoas homossexuais enfrentam preconceito no emprego e muitas vezes decide não revelar sua orientação sexual no local de trabalho, de acordo com uma perquisa realizada pelo Instituto Williams, nos Estados Unidos. 

De acordo com uma revisão de estudos recentes e antigos, O instituto anunciou ontem (25/07), que 38% das lésbicas, funcionários gays e bissexuais assumidos, relataram que já foram assediados no trabalho por causa de sua orientação sexual. Mais de um terço dos entrevistados disseram que não eram assumidos para niinguém no ambiente de trabalho.

Pesquisas voltadas especificamente para trabalhadores transgêneros nos últimos anos descobriram a discriminação no emprego ainda maior: um estudo de 2011, por exemplo, descobriu que 78% dos funcionários trans relataram pelo menos uma forma de assédio no trabalho, com cerca de metade já ter passado por discriminação na contratação, promoção e retenção. 

Entre os entrevistados, 42% haviam sofreram algum tipo de discriminação no emprego em algum momento de suas vidas, e 27% apenas durante o período de cinco anos anteriores à pesquisa. 

De acordo com um dos autores do estudo, Christy Mallory, ¨estes novos dados mostram que ainda é arriscado assumir a homossexualidade no local de trabalho. Portanto, não é surpreendente que os dados também mostram que um terço dos empregados gays não são para qualquer pessoa no local de trabalho.¨ 

Por causa do medo de serem discriminados, muitos funcionários LGBT escondem suas identidades, ganham menos e têm menos oportunidades de emprego do que os heterossexuais.

Estudo revela a importância das telenovelas no combate à homofobia Resposta


Em contraste às censuras das direções da Rede Globo e do SBT, à abordagem dos gays em suas novelas “Insensato Coração” e “Amor e Revolução”, estudo mostra que os gays da teledramaturgia contribuem para que parte da audiência atribua mais qualidades boas aos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros). A maioria das pessoas continua assistindo aos folhetins depois de o personagem gay aparecer.


Leia também: Globo e SBT censuram suas novelas e Agnaldo Silva concorda


Ateus e agnósticos são os que mais rechaçam tramas do gênero, seguidos por evangélicos, apesar de esse número afetar pouco a audiência final. É o que revela a dissertação de mestrado Os efeitos de personagens LGBT de telenovela na formação de opinião dos telespectadores sobre a homossexualidade, defendida em 2009 na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), pelo jornalista, professor de Comunicação da Uninove e mestre em comunicação e semiótica, Welton Trindade.


Trindade provou que a telenovela tem atuação educativa e transformadora na opinião dos telespectadores heterossexuais a respeito da causa LGBT, contribuindo para a diminuição da homofobia. O levantamento foi realizado no Distrito Federal, com 260 telespectadores heterossexuais de novelas, com mais de 16 anos, que assistiram a uma das seis produções das nove nos anos de 2004 a 2008, na Globo. As proporções de sexo, idade, classe social foram planejadas exatamente de acordo com o perfil de audiência da trama das 9. horas O número de 260 pesquisados foi considerado ideal por cálculos de proporcionalidade dos quase 488 mil telespectadores do DF.


Considerando 51,8% dos pesquisados sem convivência com gays, mas todos assistindo a tramas e personagens LGBT, “a telenovela coloca mais da metade dos telespectadores em contato com um universo que extrapola seu cotidiano, trazendo-lhes novas questões para lidar. E conhecendo-as, deixam de estranhá-las”, diz Trindade.


A respeito da reação dos espectadores quando personagens gays aparecem, 23% dos entrevistados afirmaram que passaram a aceitar os gays com o tempo. Dentre estes que mudaram de opinião, 18,6% citaram os meios de comunicação como causa. “O fato de ter ‘convivido’ com homossexuais na telenovela causou importantes mudanças nos telespectadores”, afirmou a pesquisa, que ainda mostrou que 39,4% dos questionados passaram a atribuir mais qualidades boas a LGBT por influência dos folhetins.


Com informações de ” O Povo Online”

Estudos apontam que remédios podem prevenir a infecção pelo HIV 1

Alguns remédios podem reduzir o risco de infecção do HIV para as pessoas cujo parceiro já está vivendo com o vírus. Isso de acordo com os resultados iniciais de uma nova pesquisa no Reino Unido, apesar de todos os detalhes ainda não terem sido publicados.


Cerca de 80.000 pessoas no Reino Unido estão vivendo com o HIV. Historicamente, os homens gays têm sido o grupo mais afetado, porém, mais de metade das novas infecções de HIV agora acontecem no sexo heterossexual.

O preservativo ajuda a deter a passagem do vírus HIV de pessoa para pessoa durante o sexo, mas apesar de preservativos funcionarem bem, eles não são 100 por cento eficazes. Os pesquisadores também têm olhando se medicamentos anti-retrovirais – os medicamentos usados ​​para tratar a infecção pelo HIV – podem impedir que alguém se contagie.

Um estudo de 2010 descobriu que as drogas anti-retrovirais reduzem o risco de infecção pelo HIV para homens gays em cerca de 44 por cento. Que compara com uma queda de 80 por cento no risco com preservativos.

Um novo estudo analisou 4.758 casais heterossexuais no Quênia e em Uganda, onde um dos parceiros já estava vivendo com HIV. Alguns dos parceiros não infectados receberam um comprimido diário contendo fármacos anti-retrovirais, para ver se isso os protegia contra a infecção.

Os novos estudos apontam que as pessoas que tomam medicamentos anti-retrovirais tiveram um menor risco de se infectar com HIV.

Os casais foram divididos em três grupos. Em um grupo, a pessoa HIV-negativo em cada casal foi tratada com o medicamento anti-retroviral tenofovir. No segundo grupo, a pessoa HIV-negativo foi tratada com uma combinação de tenofovir e um medicamento similar, chamado emtricitabina. As pessoas do terceiro grupo receberam comprimidos placebo, inativos.

Todos os casais no estudo receberam preservativos grátis, conselhos sobre sexo seguro, e testes e tratamento para infecções sexualmente transmissíveis.

Os resultados completos do estudo ainda não foram publicados, mas de acordo com um comunicado de imprensa, o tratamento reduz o risco de infecção por HIV em cerca de 60 ou 70 por cento.

Houveram 18 casos de infecção pelo HIV entre casais onde o parceiro HIV-negativo estava tomando um medicamento anti-retroviral (que funciona em cerca de 1,1 em cada 100 pessoas infectadas). Houveram também 13 novos casos de HIV no grupo sendo tratados com dois medicamentos (cerca de 0,8 em cada 100 pessoas). Surgiram 47 novos casos de HIV entre as pessoas que receberam comprimidos inativos, placebo (cerca de 3 em cada 100 pessoas). 


Os pesquisadores disseram que sérios efeitos colaterais não eram mais comuns com medicamentos anti-retrovirais do que com o placebo. No entanto, sabe-se que as drogas utilizadas no estudo podem causar efeitos colaterais, como problemas de estômago, lesões no fígado, colesterol alto, e a repartição dos ossos.

O estudo foi finalizado antes do tempo previsto. Não estava originalmente programado para que os resultados fossem liberados até final de 2012 ou início de 2013.

Em uma medida incomum, os resultados do estudo foram divulgados para a mídia, antes de ser apresentado em uma conferência científica ou publicados em um jornal. Isso significa que não se pode olhar em detalhe o estudo e ver se ele foi feito de uma maneira que faz com que seja confiável.

Jason Warriner, Diretor Clínico do Terrence Higgins Trust, disse que precisam ainda mais pesquisas e estudos mais amplos antes de sabermos ao certo se esses medicamentos anti-retrovirais são uma forma segura e eficaz de prevenir a infecção pelo HIV.

Homofóbicos têm desejo sexual pelo mesmo sexo? Cientistas dizem que sim Resposta

Jair Bolsonaro: homofóbico assumido!
É ciência. No caso, a constatação de um estudo lá da Universidade de Georgia, nos EUA. Tudo bem, a pesquisa é de 15 anos atrás, mas, em vista de toda a discussão que tem rolado a respeito do casamento gay, da criminalização da homofobia e por aí vai, comentá-la ainda é relevante. “A homofobia está aparentemente associada à excitação homossexual“, apontam os pesquisadores, “que o indivíduo homofóbico desconhece ou nega“.

Antes de tudo, os especialistas perguntaram a homens heterossexuais o quão confortáveiseles se sentiam ao redor de homens gays. Com base nesses resultados, dividiram os voluntários em dois grupos: os que exibiam sinais de homofobia (com 35 participantes) e os definitivamente não-homofóbicos (neste, eram 29, no total). Aí começou o teste.

Todos os homens foram colocados em salinhas privativas para assistir a vídeos “quentes”, de quatro minutos cada: um mostrava cenas de sexo entre um homem e uma mulher; outro, entre duas mulheres; e o último, entre dois homens. Enquanto a sessão se desenrolava, umaparelho, ligado ao pênis de cada participante, media o nível de excitação sexual de cada um. A engenhoca, segundo os cientistas, era capaz de identificar a excitação sexual sem confundi-la com outros tipos de excitação (como nervosismo ou medo).

Eis os resultados: enquanto assistiam aos vídeos de sexo heterossexual ou lésbico, tanto o grupo homofóbico quanto o não-homofóbico tiveram “aumento da circunferência do pênis”. Em outras palavras, gostaram do que viram. Mas durante o filminho gay “apenas o grupo homofóbico exibiu sinais de excitação sexual“, afirma o estudo. Pois é, eles até disseram que preferiam manter distância dos gays. Mas, opa, seus pênis contaram outra história.

Quer conferir o estudo completo? Dá uma olhada aqui.

E vocês, o que acham disso? Lembrando que essa é uma constatação puramente científica, despida de qualquer viés político, hein, gente?

*Com informações de Super Interessante.

Homem é maioria entre turistas na Parada do Orgulho LGBT de São Paulo Resposta

A São Paulo Turismo (SPTuris) divulgou nesta quarta-feira (8/06) o perfil dos cerca de 400 mil turistas que participaram da Parada do Orgulho LGBT no ano passado. A organização diz que o evento reuniu mais de 3 milhões de pessoas na Avenida Paulista em 2010. O estudo realizado pelo Observatório do Turismo, núcleo da SPTuris, mostra que 60,7% desses visitantes eram homens e 48% tinham entre 18 e 24 anos.

Os turistas vieram, principalmente, do interior e litoral de São Paulo, além de Distrito Federal, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Entre os estrangeiros, os principais países de origem eram Estados Unidos, Uruguai, Inglaterra e França. Os motivos relatados para a viagem foram diversão, curiosidade, militância e prestígio. Entre os turistas, 43,7% possuíam o ensino médio completo e 39,1% eram assalariados. A pesquisa mostra ainda que 20,7% se declararam estudantes.

A 15ª edição do evento acontece no dia 26 de junho na capital paulista. O Observatório do Turismo fará uma nova pesquisa neste ano, que pretende traçar um perfil do público em geral, não apenas dos turistas. A SPTuris diz que serão 40 pesquisadores e dez supervisores espalhados pela Avenida Paulista. Eles aplicarão um formulário com várias questões. Também será feita uma análise das mídias sociais de todas as ocorrências relacionadas à Parada.

Recorde

Os organizadores do evento querem comemorar os 15 anos dele quebrando um recorde. Desta vez, no entanto, o objetivo não é reunir o maior número de pessoas em uma passeata contra a homofobia, mas, sim, colocar uma grande quantidade de participantes para dançar. Segundo o presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT), Ideraldo Luiz Beltrame, a meta é juntar o maior número de casais para uma valsa em plena Avenida Paulista.

“É um ‘début’, a própria palavra debutante significa transformação, mudança, o renascer. Então vamos abrir a parada convidando a todos na Paulista a dançar uma valsa e quebrar o recorde mundial de casais dançando valsa em local aberto”, disse. Segundo ele, representantes do Guiness Book, o livro dos recordes, estarão presentes.

Um concurso de DJs, segundo ele, vai escolher a melhor mixagem da valsa. O 15º mês do Orgulho LGBT foi aberto oficialmente nesta segunda-feira (6) a vai até o dia da parada com ciclos de palestras, feira cultural e atividades lúdicas.

*Reportagem G1

Mães solteiras têm mais rejeição da sociedade do que os pais gays e lésbicas, segundo pesquisa americana Resposta

Os americanos estão aceitando mais as famílias lideradas por parceiros gays e lésbicas do que as de mães solteiras, segundo uma nova pesquisa. 

O resultado de uma entrevista com 2.691 norte-americanos indicou que um terço dos americanos se sente confortável em relação a grande variedade de situações familiares, um terço considera que famílias não-tradicionais são prejudiciais ao tecido social do país (EUA), enquanto um terceiro grupo aprova algumas formações, mas não outras. 
Bonnie L. Peters, uma assistente social e diretora executiva do Centro de Apoio à Família, adverte contra os julgamentos generealizados sobre os pais: 
– Todo mundo precisa ser avaliado de acordo com quem eles são. Qualquer um que vai educar uma criança precisa ser analisado considerando os termos de pontos fortes do seu ego, de como lidar, como tem sido sua história de desenvolvimento e quais as suas perspectivas em relação às crianças. Isso se aplica a todos. 
Segundo Bonnie, ao contrário das crianças criadas em famílias de núcleo tradicionail ou por parceiros gays/lésbicas, os pais solteiros enfrentam os maiores desafios da criação dos filhos sozinhos: 
– Há apenas uma pessoa que vai estar lá para fazer a comida. Apenas uma pessoa para levar as crianças ao médico. Muitos pais solteiros usaram de muita criatividade para que seja feito o que eles precisam fazer para ajustar isso. 
Núcleos de famílias tradicionais são menores comparados com a quantidade de divórcio, que aumentou nos últimos tempos, assim como o arranjo da formação de uma família também mudou. 
¨A realidade é que a maioria das famílias, não são do mesmo jeito hoje do que eram antigamente. Eu acho que é o sonho do núcleo familiar, a esperança de que as crianças possam ser levantadas pelo melhor dos dois mundos em ambos os lados da equação de seus pais, mas isso não é necessariamente a realidade¨, completou Peters. 
A pesquisa examinou algumas tendências sociais: aumentou a quantidade de casais não-casados oficialmente criando filhos, cada vez mais casais de gays e lésbicas criando filhos, as mulheres mais simples têm filhos sem um parceiro para ajudar a criá-los; mais pessoas vivem juntas sem se casar; mais mães de crianças pequenas trabalhando fora de casa, e mais mulheres que não têm filhos. 
Aos entrevistados, que os pesquisadores dividiram em ¨aceitadores, céticos ou rejeitadores¨, foi perguntado se as tendências atuais são boas para a sociedade, ruim para a sociedade ou se não fez diferença. 
Os adultos, idosos, brancos, casados, republicanos e os homens, expressaram as maiores dúvidas sobre as tendências testadas na pesquisa e tendem a cair no grupo dos ¨rejeitadores¨. Noventa e nove por cento dos ¨céticos¨ disseram que o aumento das mães solteiras é ruim para a sociedade. Nove em cada 10 ¨aceitadores¨ disseram que o aumento de mulheres solteiras com filhos não fez qualquer diferença ou é uma coisa boa para a sociedade. 
Curiosamente, todos os grupos estavam otimistas sobre as perspectivas da família como uma instituição.

Relatório aponta preconceito dos gays e héteros contra os bissexuais 1

Um novo relatório divulgado pela Comissão de Direitos Humanos de São Francisco, nos Estados Unidos, ressalta a demonização dos bissexuais por parte de lésbicas e gays, assim como a comunidade heterossexual.


Com pessoas que se referem aos bissexuais como algo que não existe, a outras que os classificam de ¨vagabundos¨, o ¨B¨ é praticamente invisível na sigla LGBT, de acordo com o relatório. 

Os bissexuais vivenciam altos níveis de rejeição, sendo discriminados, demonizados, ou até mesmo se tornam invisíveis tanto no mundo heterossexual como na comunidades de lésbicas e gays. Muitas vezes, essa orientação sexual é marcada como inválida, imoral, ou irrelevante.

Mesmo com anos de ativismo e com a maior população dentro da comunidade LGBT, as necessidades dos bissexuais ainda são inimagináveis ​​e sua existência ainda é questionada. E isto pode trazer sérias conseqüências sobre a saúde dos bissexuais, bem-estar econômico e financiamento de organizações e programas para os bissexuais, aponta o estudo.


Enquanto a bissexualidade tem sido muitas vezes considerada apenas uma ¨fase¨ que depois aponta para uma orientação estável gay ou lésbica, é também uma orientação sexual estável em si mesmo. 

Chamando os bissexuais de “maioria invisível”, o relatório cita estudos que revelam bissexuais assumidos que compõem a maior população única dentro da comunidade LGBT nos Estados Unidos. Em cada estudo, existem mais mulheres bissexuais do que lésbicas, e menos homens identificados como bissexuais do que homossexuais. 

Muitas hipóteses estão no problema da invisibilidade dos bissexuais, o relatório conclui: ¨pressupostos sobre a orientação sexual de uma pessoa com base no sexo do parceiro dele/dela; A confiança das pessoas bissexuais, assim como a honestidade e compromisso com o movimento LGBT.

Eu acredito que existam bissexuais sim, até porque o sexo é bom em todos os sentidos. Não só o sexo, mas o afeto e o amor. Acho que assim como existem aqueles que sentem atração por um sexo, existem outros que sentem atração por dois sexos. E, convenhamos, esses saem na vantagem!

Ignorância sobre a transmissão do HIV continua, aponta pesquisa britânica Resposta

Uma pesquisa britânica sugere que uma em cada cinco pessoas não sabem que o HIV pode ser transmitido através do sexo gay desprotegido.

A pesquisa com cerca de 2.000 pessoas, feita pelo National AIDS Trust, também descobriu que o mesmo número de entrevistados nãosabiam que relações heterossexuais sem proteção pode levar à transmissão do vírus. 
Pessoas da África e do Caribe foram os menos propensos a entender que o sexo gay desprotegido era uma maneira de transmissão, em 49% dos entrevistados, em comparação com 20% por cento de outras localidades
É o quarto ano que esse levantamento vem sendo publicado e os pesquisadores disseram erradamente, mais pessoas atualmente acreditam que o HIV pode ser transmitido através do beijo (9%) ou cuspindo (10%). Estes números dobraram desde 2007, quando a pesquisa apontou 4 e 5 por cento, respectivamente. 
Sessenta e sete por cento das pessoas disseram ter simpatia por portadores de HIV e 74 por cento acreditavam que eles deveriam ter o mesmo nível de apoio e respeito das pessoas com câncer. Onze por cento não tinha simpatia, e subiu para 30 por cento o número de infectados com o HIV através do sexo desprotegido. 
Deborah Jack, presidente executiva da National AIDS Trust, afirma que ¨é certamente positivo ver que a maioria do público têm atitudes favoráveis em relação às pessoas com HIV, mas ainda há enormes lacunas na consciência do que significa viver com o HIV no Reino Unido hoje¨. 
E continua:
– É extremamente importante que as incursões são feitas em termos de educar o público em geral para que possamos erradicar o preconceito que ainda existe em torno do HIV. Além de melhorar o conhecimento sobre o HIV, o trabalho intensivo também precisa entrar na luta contra os julgamentos, muitas vezes profundamente enraizados e nas crenças que as pessoas têm sobre o HIV e os infectados.

Britney Spears é eleita o maior ícone gay de todos os tempos em pesquisa americana Resposta

A cantora americana Britney Spears foi eleita o maior ícone gay de todos os tempos em uma pesquisa realizada nos Estados Unidos. Spears assumiu o topo da lista deixando para trás o presidente dos EUA, Barack Obama e a cantora veterana Cher, recebendo um total de 31% dos votos na pesquisa realizada pelo Projeto Orange County Equality.

Madonna ficou em segundo lugar com 25% dos votos, mas um dos responsáveis pela pesquisa disse que Madonna ficou em segundo por apenas uma estreita diferença. Segundo Joel Waddel, assim que Madonna lançar um novo álbum, ela volta ao topo, já que ¨Madonna é o maior ícone que a comunidade gay já teve¨.
A cantora Lady Gaga, tida como a maior defensora dos direitos LGBT ficou em terceiro lugar, com 22% dos votos, enquanto 12% dos entrevistados escolheram a cantora Katy Perry.
Britney Spears, que lança o seu mais novo trabalho Femme Fatale ainda este ano, se prepara para divulgar o clipe de seu novo single ¨Hold It Against Me¨ nesta semana.

Gay Friendly: Conheça as marcas amigáveis aos homossexuais Resposta

C&A: A marca mais citada por ser gay friendly (Foto: Reprodução)
Pesquisa indica que um a cada dois brasileiros considera importante que as empresas adotem postura afirmativa em relação à homossexualidade.

Um a cada dois brasileiros considera importante que as marcas sejam amigáveis aos homossexuais. É o que indica um estudo feito pela Market Analysis. Segundo o levantamento, no entanto, apenas um entre 10 entrevistados afirmaram conhecer marcas com atitudes positivas em relação ao público homossexual. Entre as empresas mais citadas aparecem, principalmente, as de cosméticos e moda, como C&A, Riachuello e Johnson & Johnson.

O destaque da pesquisa é a necessidade de uma posição afirmativa em relação ao público homossexual por parte das marcas, assim como a compreensão de que estes não são consumidores marginais e que merecem atenção. Por outro lado, é importante evitar exageros para não errar a dose.

Cada vez mais, as empresas devem dar uma atenção maior a produtos e serviços que sejam adequados a homossexuais, o que não significa, necessariamente, o desenvolvimento de uma linha específica. O importante é que a marca como um todo transpareça o posicionamento de tolerância em relação à homofobia.

Clientes respondem por 15% do consumo

Só assim as companhias entenderão o potencial deste mercado. A estimativa da Market Analysis é de que estes clientes respondam por uma fatia de 15% do mercado de consumo e a maioria pertença às classes A e B. “Ainda é um nicho, mas o poder de compra desses 15% é bem superior ao de outros 15% quaisquer da população”, explica Fabián Echegary, Diretor da Market Analysis, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A primeira edição da pesquisa sobre marcas “Gay Friendly” teve como objetivo entender a necessidade de uma orientação específica para despertar a compreensão sobre a oportunidade existente com foco nestes consumidores. O levantamento faz parte do Estudo sobre Sociedade e Tolerância, realizado pela Market Analysis, que entrevistou 800 pessoas, entre 18 e 69 anos, residentes em nove capitais brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Goiânia e Brasília).

Dos entrevistados, metade (50%) afirmou que é importante que as marcas que gostam sejam amigáveis aos homossexuais, enquanto 54% disseram ser necessária a existência de produtos e serviços com esta orientação. Apenas 9% dos pesquisados, no entanto, disseram conhecer empresas que tivessem uma postura afirmativa em relação ao tema.

C&A é a mais lembrada

Entre as marcas citadas, a C&A foi o destaque, com 12,6%, por ter uma linha de roupas que é percebida como não exclusiva ao homossexual e também pelas ações sociais realizadas pelo Instituto C&A. Em seguida, aparecem Oi (5,3%), Riachuello (3,6%) e Johnson & Johnson (2%). A lista conta também com salões de beleza (4,7%), TV Globo (3,4%), call centers (3,2%) e hospitais (3%). Marcas de moda em geral também foram lembradas por 3,2% dos consumidores, assim como as de cosméticos (2,9%).

As marcas ligadas ao varejo de moda são as mais bem posicionadas. Este mercado, entretanto, deve estar na mira de outros segmentos. “O próprio setor de varejo alimentício poderia ter uma presença clara a partir de uma proposta que combine com conceitos de saúde, estilo de vida e abrace também a ideia de uma orientação sexual aberta”, acredita Echegary.

Outra surpresa do levantamento foi o fato de nenhuma empresa vinculada aos setores de turismo, entretenimento e lazer ter sido citada. Neste caso, a oportunidade de aproveitar o potencial de consumo é mais clara ainda. “Para serviços, em particular, fica muito mais fácil criar uma categoria que atenda ao setor. Há uma necessidade de um posicionamento claro. Já em relação aos produtos, não é necessário desenvolver uma linha específica”, ressalta o Diretor da Market Analysis.

Segmentos como o de cosméticos, por exemplo, já contam com produtos que atendem às necessidades destes consumidores. Para não errar o tom, é importante fugir do esteriótipo e do discurso de que a marca é orientada ao tema. “As empresas devem mostrar que abraçam diferentes estilos de vida ligados à natureza, à vida urbana, à cultura, sem precisar se declarar necessariamente como marca gay”, diz o executivo.

*Com informações do Mundo do Marketing

Pesquisa na Inglaterra mostra que problemas mentais são mais comuns em LGBT’s Resposta

Os problemas de saúde mental na Inglaterra são mais comuns entre a população LGBT do que na população heterossexual, de acordo com uma nova pesquisa. 

O estudo, publicado na edição de fevereiro do British Journal of Psychiatry, sugere que a discriminação contra os gays pode estar contribuindo para estes altos níveis de transtorno mental. O pesquisador chefe, Apu Chakraborty descreveu os resultados como “muito preocupantes”. 
Os psiquiatras da UCL (University College London) e da Universidade de Leicester, uniram-se para estudar as taxas de transtornos mentais entre 7.403 adultos que vivem no Reino Unido. Eles pegaram os dados da Pesquisa de Morbidade Psiquiátrica de Adultos em 2007, que foi o primeiro ano em que a pesquisa incluiu uma pergunta sobre orientação sexual e as parcerias do mesmo sexo. 
Os pesquisadores descobriram que os distúrbios mentais como depressão, ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo, fobia, auto-mutilação, pensamentos suicidas, alcoolismo e a dependência de drogas, foram significativamente mais comuns entre pessoas que se identificaram como não sendo heterossexuais. 
Por exemplo, 4,1% das pessoas que não são heterossexuais relataram ter tido um episódio depressivo na semana passada, em comparação com apenas 2,1% das pessoas heterossexuais. 10,4% das pessoas não-heterossexuais relataram ter dependência em álcool em comparação com 5,4% de pessoas heterossexuais e 8,6% de pessoas não-heterossexuais relataram cometer auto-flagelamento em comparação com 4,6% de pessoas heterossexuais. Globalmente, 40% das pessoas heterossexuais se descreveram como sendo bastante ou muito feliz, em comparação com apenas 30% das pessoas não-heterossexuais. 
Os pesquisadores também descobriram que as pessoas que não são heterossexuais eram significativamente mais propensas a sofrer discriminação por causa de sua orientação sexual, e um total de 4,9% relataram que sofreram discriminação nos últimos 12 meses, quando apenas 1,6% no grupo dos heterossexuais sofreram algum tipo de preconceito. Dr Chakraborty completa: 
– Esta foi a primeira vez que o estudo analisou a saúde mental e o bem-estar das pessoas LGBT em uma amostra aleatória da população em geral. Nosso estudo confirma os trabalhos anteriores realizados no Reino Unido, EUA e Holanda, que sugere que gays, lésbicas, bissexuais ou transexuais possuem um maior risco de transtorno mental, pensamentos suicidas, abuso de substâncias e de auto mutilação do que os heterossexuais. Embora o nível absoluto de discriminação contra pessoas não-heterossexuais foi comparativamente baixo, ainda é significativamente maior do que contra as pessoas heterossexuais. Ele dá suporte à idéia de que pessoas que se sentem discriminadas na experiência social, aumenta o risco de sofrerem problemas de saúde mental. Esses níveis mais altos de problemas psiquiátricos nas pessoas não-heterossexuais são muito preocupantes. Eles exigem não só uma resposta, cuidados primários e serviços de saúde mental, mas maiores esforços na prevenção destes problemas decorrentes.

Relatório Rio sem Homofobia mostra raio-x do preconceito Resposta

Eleito em 2009 melhor destino gay do mundo pelo site TripOutTravel e pelo canal americano Logo, da MTV, o Rio tem estatísticas que em nada combinam com a imagem descolada e liberal que ganhou o mundo: estudo inédito feito entre julho de 2009 e novembro de 2010 contabiliza 48 registros por mês de crime presumidamente motivado por homofobia no estado todo.
Ao todo, são 776 registros. A capital lidera, com 485 casos (62,5%), e justo a Zona Sul, onde estão concentradas boates voltadas ao público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) e onde é promovida anualmente a Parada LGBT de Copa, o topo do ranking.
O levantamento, feito pelo Programa Rio Sem Homofobia, mostrou que a delegacia recordista de boletins de agressão contra LGBT é a 14ª DP (Leblon). Lá estão concentrados 7% dos casos da cidade do Rio. A delegacia da Penha teve menos de um terço desse número e a de Bonsucesso, por exemplo, também não chegou à metade.
A 35ª DP (Campo Grande) e as Delegacias de Atendimento à Mulher estão na segunda posição, com 6,8% dos registros cada, seguidas pela 9ª DP (Catete), que engloba o bairro da Glória — onde há conhecido calçadão de prostituição — com 6,4% das ocorrências.
“A Zona Sul é onde há mais lugares com diversão para o público gay. O que preocupa é que, se há grande procura nas delegacias de lá, a vítima pode estar se sentindo inibida de fazer o registro no seu bairro de origem”, disse o superintendente estadual de Direitos Individuais, Coletivos e Difuso, Claudio Nascimento.
O mapa da homofobia no estado aponta que, dos 92 municípios, 42% tiveram alguma ocorrência de violência contra homossexuais notificada. Depois da capital, a Baixada Fluminense, com 15,1% dos casos, é onde há maior número de registros. Nessa região, Comendador Soares está no alto da lista, com 21,3% das situações levantadas.
“Esses dados mostram que a homofobia está presente em todo o estado. Esses números poderiam ser ainda maiores, se não fosse o medo. Queremos transformar um ciclo vicioso de impunidade num círculo virtuoso de cidadania”, explicou Nascimento.
Segundo o estudo, homens entre 30 e 39 anos são os que mais sofrem preconceito. Entre as lésbicas, as estudantes, donas de casas e comerciantes são os principais alvos. A maioria das ocorrências ocorre por injúria, ameaça e furto.
Alvo e autor de agressões são, na maioria, homens 
Os homens não são só as principais vítimas de homofobia, eles também são os principais agressores. O estudo mostra que pelo menos 50,6% dos autores de delito são do sexo masculino — só 16% são mulheres e 33,4% não tiveram sexo identificado — e a maioria tem entre 30 e 39 anos.
A travesti Rafaela Muniz, 25 anos, reconhece, nas estatísticas, o retrato de seus algozes no dia a dia. No final do ano passado, ela foi barrada na porta de uma casa noturna na Lapa. Primeiro, informaram a ela que não poderia entrar por causa da roupa curta. Ao voltar de calça jeans e camiseta, dois seguranças informaram que o lugar não aceitava travestis.
“Passei por um constrangimento horrível. As pessoas olhando e os funcionários falando que não poderia entrar por causa da minha orientação sexual. Me senti pior que um animal”.
Estudantes e cabeleireiros são principais vítimas
Foi justamente na recordista de registros de homofobia, a Zona Sul do Rio, que o estudante Douglas Igor Marques, de 19 anos, viveu momentos de terror, em novembro. Com um grupo de amigos homossexuais no Arpoador, em Ipanema, ele foi baleado por um militar do Exército e quase morreu.
O que Douglas não sabia é que estudante são algumas das principais vítimas deste tipo de crime. Pelo menos 13,5% dos agredidos têm a mesma ocupação do jovem agredido do Arpoador, segundo a pesquisa do Rio Sem Homofobia. Os cabeleireiros, com 6,5%, aparecem em segundo lugar como vítimas que mais procuram as delegacias para registrar boletim. Em seguida, vêm os aposentados, com 6%, funcionários públicos, com 4%, e militares, com 3,5%. 
“Assumi minha homossexualidade aos 12 anos e nunca pensei que o preconceito levaria uma pessoa a atirar na outra. Achei que iria morrer. Enquanto a lei que criminaliza a homofobia não for aprovada, nós, homossexuais, nunca teremos paz”, diz o jovem, que foi atingido ao sair da passeata do Orgulho Gay.
Jovem morto estava com gays
Nesta quinta-feira, a assistente administrativa Angélica Vidal Ivo, 40 anos, vai à terceira audiência do que ela chama de “causa da sua vida”. No processo, estão os últimos passos do filho, o estudante Alexandre Ivo Rajão, 14, morto, em São Gonçalo, por ser considerado homossexual.
A luta da mãe é para provar que o filho foi uma vítima porque estava com gays. “Estive com o investigador no Instituto Médico Legal (IML) e ele não me disse que se tratava de um crime de ódio. A Justiça, na minha condição social, não existe. Só acontece para quem pode bancar um advogado”, diz Angélica Vidal Ivo.
Apesar das dificuldades enfrentadas, o caso de Alexandre é uma exceção. Dos 776 registros de homofobia, apenas 8,5% estão em andamento. A maioria, 33%, encontra-se no Juizado Especial Criminal, por ser considerada crime de menor potencial ofensivo.
*Com informações de O Dia.