‘A maioria dos evangélicos não é homofóbica’, diz Marta Suplicy Resposta

A nova ministra da Cultura, Marta Suplicy, disse, após tomar posse do cargo, que não vê problemas para o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, obter votos de eleitores evangélicos em função do Projeto de Lei da Câmara nº 122 (PLC 122), que torna crime o preconceito a homossexuais. A agora ministra é a principal articuladora do projeto de lei. “Acho que a grande maioria dos evangélicos não é homofóbica. Eles respeitam a diversidade”, afirmou.

Militantes pedem a Suplicy que suplente não assuma projeto contra homofobia


Ainda como senadora, Marta foi procurada por representantes de entidades pelos direitos dos homossexuais que se disseram preocupados com a chegada de seu suplente ao Senado, o vereador Antônio Carlos Rodrigues (PR-SP). Ligado a religiosos da zona sul de São Paulo, seu reduto eleitoral, o novo senador é contra  a união civil entre pessoas do mesmo sexo.
Os ativistas dizem ter medo de que Rodrigues prejudique o andamento do PLC 122 no Congresso, caso assuma a relatoria do projeto de lei. A proposta já havia tramitado na Câmara dos Deputados entre 2001 e 2010, quando foi arquivada. Em 2011, Marta retirou o projeto da gaveta e o colocou na pauta, assumindo a relatoria.
Marta foi flagrada mostrando e-mail de ativistas preocupados com seu suplente para a senadora Lídice da Mata (PSB-BA). Fotos do jornal Correio Braziliense mostram que a mensagem dizia “está havendo muitas críticas pelo suplente, que é evangélico e homofóbico”. Lídice foi convidada por Marta para substituí-la na relatoria do PLC 122.

Embora o tema homofobia seja apontado como uma pedra no caminho de Haddad para o segundo turno, o líder petista na Câmara federal, Jilmar Tatto (PT-SP), nega que o candidato possa ser influenciado nas pesquisas eleitorais nesta reta final da primeira etapa do pleito. “Isso não tem impacto nenhum nas eleições”, afirma.
A ministra minimizou o fato de seu suplente ser de um partido da ala dos “independentes” em relação ao governo federal no Congresso. Marta se recusou também a comentar o apoio de Rodrigues a José Serra (PSDB), opositor de Haddad. “Não tenho nenhum constrangimento ( pelo suplente ser a favor do tucano ). Foi uma decisão partidária ( a escolha para a suplência) . Ele ( Rodrigues ) estava na minha coligação partidária”, disse. “Desejo ao senador que ele faça um bom trabalho”, afirmou.

Lamentável

Marta está equivocada, não só a maior parte dos evangélicos, como a maior parte do povo brasileiro é homofóbico e transfóbico. Lamentavelmente, Marta, que queria ser candidata à Prefeitura e foi barrada pelo PT, pressionou para ganhar um alto cargo no governo Dilma. Conseguiu. Ela não parece estar muito preocupada com o PLC 122 e nem com os gays. O que Marta quer é poder.


CARTA ABERTA DA PLENÁRIA DO MOVIMENTO LGBT DE SÃO PAULO EM DEFESA DO PLC Nº 122 DE 2006 Resposta



CARTA ABERTA DA PLENÁRIA DO MOVIMENTO LGBT DE SÃO PAULO EM DEFESA DO PLC Nº 122 DE 2006
A PLENÁRIA DO MOVIMENTO LGBT DE SP, convocada por um amplo conjunto de redes e organizações do movimento de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais do Estado de São Paulo, realizada no dia 28 de Julho de 2011, na sede da APEOESP na capital paulista, após um intenso, rico e democrático debate sobre as perspectivas e os rumos da luta pela criminalização da homofobia e da necessidade de defendermos o PLC nº 122 de 2006, vem a público por meio dessa carta aberta manifestar nossas posições sobre este tema.
1. Todos os dias, milhões de brasileiras e brasileiros lésbicas, gays, bissexuais, travestis e ou transexuais – LGBT — têm violados os seus direitos humanos, civis, econÃ?micos, sociais e políticos. Essa violação é conseqÃ?ência da homofobia, uma das manifestações de ódio e de intolerância contra a humanidade que decorre da ideologia patriarcal e do machismo, e da negação à diversidade sexual, atingindo não apenas a população LGBT, como vimos recentemente na agressão a um pai e seu filho que estavam abraçados e foram “confundidos” como homossexuais. Essa discriminação ocorre tanto no espaço familiar, quanto em locais de trabalho, de lazer, na escola, ou seja, em todos os ambientes de convívio, doméstico e social. E, embora a forma mais aguda e bruta da homofobia seja a dos assassinatos – e o Brasil é recordista mundial nesta lamentável contagem – este ódio passa também pelas piadas ofensivas a LGBT, pelo discurso religioso e parlamentar, pela exclusão escolar, pelo impedimento do acesso ao trabalho ou pela demissão do emprego e a pura e simples negação de direitos. Se é verdade que o Supremo Tribunal Federal aprovou recentemente o reconhecimento das uniões entre pessoas do mesmo sexo com o mesmo “status” das uniões estáveis, também é verdade que o Congresso Nacional não aprovou até hoje nenhuma legislação reconhecendo direitos à população LGBT, apesar de já existirem projetos nesse sentido desde 1995. Esse fato aponta para a extrema covardia do legislativo brasileiro que se esconde por trás das falácias dogmáticas, negando o principio constitucional da Laicidade do Estado que veta qualquer interferência religiosa, corroborando para o aumento das estatísticas de violência homofóbica no país,
2. Acreditamos que as raízes da homofobia são as mesmas de outras formas de opressão que afrontaram a humanidade e que mantém seus pilares até no ssos dias: o holocausto nazista contra o povo judeu, o racismo, o machismo e todas as desigualdades sociais. Portanto, a luta contra a homofobia deve estar ao lado da luta de mulheres, comunidade judaica, negras e negros, bem como outros segmentos oprimidos, contra qualquer forma de discriminação. Alertamos, que não há hierarquia de opressões, portanto qualquer que seja o tipo de discriminação, violência e opressão, ela deve igualmente ser punida.
3. O PLC nº 122 de 2006 é uma proposta de legislação condizente com as políticas de direitos humanos da República Federativa do Brasil e contém as garantias mínimas e necessárias para uma lei que de fato criminalize a homofobia e sirva antes de tudo como um instrumento pedagógico de afirmação do compromisso do Estado e da sociedade em nosso País, de combate a esta e a qualquer outra forma de opressão. Reafirmamos nosso ponto de vista no sentido de que não há nada no PLC nº 122 de 2006 que possa ser caracterizado como inconstitucional — por ser evidente que a liberdade de expressão não protege discursos de ódio e discursos que incitem a discriminação e/ou o preconceito em geral — e o Senado Federal tem a obrigação política, como uma casa legislativa e de representação da sociedade, de aprov á-lo sem mais delongas.
4. Alertamos ainda que qualquer proposta alternativa ao PLC nº 122 de 2006 será inaceitável, para aquelas e aqueles que de fato têm compromisso na luta contra a homofobia, se não trouxer em seu conteúdo dispositivos hoje presentes no PLC nº 122 de 2006, como a proposta referente ao artigo 20 da Lei nº 7.716 de 1989, e tal proposta jamais poderá ser inferior aos parâmetros legais da criminalização do racismo.
5. Apelamos aos parlamentares que têm sido aliados as lutas de direitos humanos e da população LGBT em nosso País para que não negociem textos novos, emendas ou substitutivos, que impliquem em previsão legal da tipificação criminal da homofobia em bases inferiores ao racismo ou qualquer outra opressão e violência. Numa legislação de direitos humanos, é inaceitável que se hierarquize as opressões, como se uma fosse mais grave do que a outra.
6. Conclamamos a militância LGBT de todo o Brasil à mobilização em torno da defesa do PLC nº 122 de 200 6 e pela criminalização da homofobia nas mesmas bases do racismo, e propomos que essa mobilização nacional se dê especialmente nas ruas, na perspectiva de um dia nacional de luta em defesa do PLC nº 122 de 2006 e pela criminalização da homofobia.
7. A construção de uma sociedade efetivamente democrática passa pelo reconhecimento dos direitos de todas e de todos, sem exclusões de qualquer tipo, razão pela qual a luta pela criminalização da homofobia, mais do que uma luta da população LGBT, é uma luta de todas as brasileiras e todos os brasileiros.
Relação de organizações, do movimento social, partidárias e governamentais, que part iciparam da Plenária do Movimento LGBT do Estado de SP Em Defesa do PLC nº 122 de 2006, no dia 28/07/2011.
ILGA
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LÉSBICAS, GAYS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS – ABGLT
ARTICULAÇÃO BRASILEIRA DE GAYS — ARTGAY
FRENTE PAULISTA CONTRA A HOMOFOBIA
FÓRUM PAULISTA LGBT
CONEXÃO PAULISTA LGBT
APEOESP
ASSESSORIA DA SENADORA MARTA SUPLICY — PT
ASSOCIAÇÃO DA PARADA DO ORGULHO GLBT DE SP
ABCDS
ATO ANTI-HOMOFOBIA
HOMOFOBIA JÁ ERA — Eleições HoJE
CENTRO DE MÍDIA INDEPENDENTE
CIRANDA DA INFORMAÇÃO INDEPENDENTE
COLETIVO DE FEMI NISTAS LÉSBICAS
COLETIVO LGBT 28 DE JUNHO
COLETIVO LGBT DA CUT/SP
COORDENADORIA DE ATENÇÃO ÀS POLÍTICAS DA DIVERSIDADE SEXUAL DO MUNICÍPIO DE SP — CADS
COORDENAÇÃO DE POLÍTICAS PARA A DIVERSIDADE SEXUAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
DIRETÓRIO CENTRAL DE ESTUDANTES DA USP
FRENTE ANTI-FASCISTA
GADVS – GRUPO DE ADVOGADOS PELA DIVERSIDADE SEXUAL
GRUPO DE ESTUDOS PELA DIVERSIDADE SEXUAL DA USP
GRUPO DE PAIS DE HOMOSSEXUAIS
GRUPO ROSA VERMELHA
IDENTIDADE – GRUPO DE LUTA PELA DIVERSIDADE SEXUAL
IGREJA DA COMUNIDADE METROPOLITANA
INSTITUTO EDSON NÉRIS
MARCHA DA MACONHA
M ARCHA MUNDIAL DE MULHERES
NÃO HOMOFOBIA
ONG CASVI
ONG REVIDA
SETORIAL LGBT CSP-CONLUTAS
SINDICATO DOS TREINADORES DO BRASIL
DIVERSIDADE TUCANA — PSDB
MILITANTES LGBT DO PSOL
MILITANTES LGBT DO PT
SECRETATIA LGBT DO PSTU
Resultado da plenária do Movimento LGBT Paulista do dia 28/07/2011

Maria do Rosário: boas intenções em um governo de poucas ações 2

Maria do Rosário: boas intenções em um governo de poucas acões
A ministra da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), Maria do Rosário, se reuniu ontem com representantes das Secretarias de Segurança Pública de 11 estados, para discutir como as delegacias do Brasil vêm tratando os casos de violência contra lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT). Ela pediu que casos de homofobia sejam investigados com rigor.

Entre janeiro e setembro deste ano, o serviço Disque Direitos Humanos (Disque 100) recebeu 856 denúncias de casos de homofobia no Brasil. O estado de São Paulo lidera o ranking com 134 telefonemas dobre homofobia, seguido pela Bahia e por Minas Gerais, ambos com 71, e pelo Piauí, com 61. O Rio de Janeiro já possui um serviço próprio de denúncia contra crimes homofóbicos, o que não acontece em todos os estados brasileiros. Os dados foram divulgados ontem, pela ministra Maria do Rosário, que considera os dados expressivos, já que o serviço foi implementado há menos de um ano.

A estratégia da SDH é assinar, com representantes das secretarias, um protocolo de ações conjuntas no combate à homofobia para que isso seja discutido nas conferências preparatórias estaduais. Entre os dias 15 e 18 de dezembro, será realizada em brasília a 2ª Conferência Nacional LGBT.

A ministra tem razão em cobrar dos estados maior empenho na luta contra a homofobia, mas ela deveria começar a cobrar do governo que ela faz parte. A presidenta Dilma Rousseff tem agido de maneira conservadora no combate à homofobia.

Para começo de conversa não existe registro oficial nos Boletins de Ocorrência e Laudos do IML de violência e discriminação contra a população LGBT, como ocorre no Rio de Janeiro.

No Senado, o PLC 122/06 está sendo reformulado em um acordo entre a senadora e relatora Marta Suplicy (PT-SP) e os senadores fundamentalistas Magno Malta (PR-ES) e Marcelo Crivella (PRB-RJ). Uma das mudanças do texto, diz respeito a uma suposta liberdade de expressão das igrejas, o que na verdade da liberdade para que algumas igrejas continuem a discriminar LGBT.


A 2ª Conferência Nacional LGBT vem aí, mas as 600 propostas da 1ª praticamente não saíram do papel. Os órgãos do Governo Federal não estão implementando, com a velocidade necessária, as 166 ações do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT (clique aqui e leia).

Na prática, o Decreto 109-A, de 17 de janeiro de 1890, que estabelece a Laicidade do Estado não esta sendo cumprido. 

Não existe uma campanha nacional do Governo Federal contra a homofobia. Não existe uma campanha nacional do Governo Federal contra o  bullying. Até o kit Escola sem Homofobia, que havia sido elaborado por especialistas, foi suspenso pela presidenta Dilma Rousseff, depois de ela se encontrar com parlamentares fundamentalistas e ser pressionada por eles.

Recentemente, em discurso na ONU, a presidenta Dilma Rouseff citou diversos tipos de preconceito e omitiu a palavra homofobia, logo depois, o presidente dos Estados Unidos da América (EUA), citou a palavra homofobia. Mas o que nós esperávamos é que a presidenta de um dos países mais homofóbicos do mundo tivesse feito isso.

As reinvidicações que citei acima estão em uma carta divulgada por Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, travestis e transexuais (ABGLT), em 30 de maio deste ano (leia aqui)

Confio na ministra Maria do Rosário, mas estou cansado de discurso e pouca ação! Enquanto isso, praticamente toda a semana, somos bombardeados com notícias sobre violência homofóbica no Brasil!

Petistas manifestam apoio à criminalização da homofobia em congresso Resposta

O projeto de Lei que criminaliza a homofobia no Brasil ganhou apoio no 4º Congresso Extraordinário do PT, realizado em Brasília durante o fim de semana. Os delegados presentes aprovaram uma moção de apoio ao PLC 122/06, já aprovado pela Câmara dos Deputados e em tramitação no Senado.

O projeto, que tem como relatora a senadora Marta Suplicy (PT-SP), na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), define penas de prisão para diversas situações consideradas discriminatórias. Ele tramita no Congresso Nacional há dez anos e não há consenso sobre ele. Os defensores afirmam que sua aprovação ajudará a reduzir a violência e a discriminação contra homossexuais. Os que se opõem argumentam que ele restringirá as liberdades de expressão e de culto.
O texto havia sido arquivado com o fim da última legislatura em janeiro de 2011, mas foi desarquivado, após ter ganho diversas assinaturas necessárias para que a matéria voltasse a tramitar no Senado.
O projeto em exame na CDH é um substitutivo aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O texto também terá que passar pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) antes de ir ao Plenário. Caso aprovado pelo Senado, a proposta volta à Câmara, por ter sido modificada.
O novo texto tem o PLC 122 como base e está sendo relatado em conjunto com o senador Marcelo Crivela (PRB-RJ) e a Associação LGBT. A minuta foi entregue à Frente Parlamentar LGBT e a outras entidades ligadas ao movimento, que contribuíram com 62 sugestões de emendas.

Na teoria, tudo muito lindo, mas na prática, o governo da presidenta Dilma Rousseff continua se mostrando conservador, como no lamentável episódio da suspensão do Kit Escola sem homofobia. Na prática, tanto governo, quanto oposição são, em grande parte, contra o PLC 122. Caso contrário, já teria sido aprovado, já que o argumento que fere a liberdade de expressão é inconsistente. 

Não existe liberdade de expressão para discriminar negros e judeus, por exemplo. Não faz sentido que igrejas – algumas, pois temos, por exemplo, além de diversas igrejas cristãs inclusivas, o movimento Diversidade Católica, então não dá para generalizar – continuem discriminando e disseminando o ódio impunimente. Até quando lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais terão que suportar aberrações como a entrevista com Silas Malafaia na revista “Piauí”? Já passa da hora de nos conscientizarmos, para votarmos melhor nas próximas eleições!


Com informações do portal Vermelho

¨Nova lei¨ contra a homofobia deve ser votada em Outubro. Resposta

Senadora Marta Suplicy: Depois de enterrar o PL 122, apresenta agora novo
texto que  permite críticas passivas aos homossexuais (Foto: Reprodução)
Foi entregue na última terça-feira, pela senadora Marta Suplicy (PT-SP), um novo projeto de lei que trata da criminalização da homofobia no Brasil. O texto foi entregue oara os integrantes da Frente Parlamentar Mista LGBT com o intuito de substituir o antigo PL 122, do qual Marta é a relatora e foi enterrado em uma reunião com a bancada evangélica. 

A assessoria da senadora diz que o novo projeto foi elaborado depois de um trabalho em conjunto com os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO), Marcelo Crivella (PRB-RJ) e com o presidente da Associação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ALGBT), Toni Reis. 

O antigo projeto vinha causando desconforto nos setores religiosos do país, já que líderes religiosos temiam sofrer processos caso fossem contrários às práticas homossexuais. 

De acordo com Marta Suplicy, depois que este novo projeto criado junto com a bancada religiosa , a aprovação da legislação que torna a homofobia crime, ficará mais fácil. Acontece que o novo projeto permite que pessoas critiquem os homossexuais, desde que seja de uma ¨forma pacífica¨, não acarretando assim, em prisão para os que criticam a homossexualidade ou o homossexual. 

O foco principal do novo projeto é caracterizar ¨crimes que correspondem a condutas discriminatórias motivadas por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero bem como pune, com maior rigor, atos de violência praticados com a mesma motivação”, como por exemplo, “induzir alguém à prática de violência de qualquer natureza motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero”. 

A proposta agora vai ser discutida pelos deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), além de representantes do movimento LGBT. Tudo indica que o novo projeto deve ser votado em Outubro. Marta Suplicy diz que ¨paciência e determinação levarão a uma boa negociação.¨ 

A nova lei contra a homofobia será batizada de Lei Alexandre Pivo, em homenagem ao jovem que foi sequestrado, torturado e assassinado por um grupo de skinheads no ano passado no município de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, pelo fato de ser homossexual. 

Basicamente as penas tratadas no novo texto referem-se à discriminação no trabalho e nas relações de consumo, além da indução à violência, punindo, por exemplo, o empregador que deixar de contratar um funcionário somente por causa da orientação sexual.

Jair Bolsonaro agride drag queen durante manifestação 1

Durante manifestação que ocorreu ontem (01/06), no Distrito Federal, contra a Marcha Pela Família, criada pelos evangélicos e que levou cerca de 20 mil pessoas em protesto contra a lei que criminaliza a homofobia, o deputado homofóbico e racista Jair Bolsonaro jogou água  em uma drag queen que participava da manifestação junto com outros ativistas, contra o protesto homofóbico dos religiosos.

Bolsonaro disse que foi provocado pelo ativista, e por isso jogou água nele:
– Eu estava no palanque, mas quando desci chegou um travesti falando um monte de abobrinhas. O cara foi lá me provocar, eu estava com uma garrafa de água e joguei um pouco nele, até para ele se acalmar. Eles (os outros manifestantes) começaram a gritar ‘homofóbico’, um monte de besteiras e palavrões. Eu ri, dei tchauzinho, mas não dirigi a palavra a eles.
Esse é o Brasil que vivem milhares de pessoas que não enxergam o que este homem está causando junto com a bancada religiosa e os fanáticos de plantão. Se garantindo atrás de uma imunidade parlamentar, Jair Bolsonaro e trupe instigam a violência e o preconceito. Como se não bastasse ainda acrescentou:
– É uma excrescência. Você não pode nem contar piada sobre bichinha mais. Se eu contar uma piada de veadinho aqui posso pegar cinco anos de cadeia. Você pode chamar deputado de ladrão, mas criticar o homossexual não pode, é crime. E eles podem me criticar por ser heterossexual.
Alguém aqui critica uma pessoa por ela ser heterossexual? Ainda não consigo entender o motivo desses religiosos se incomodarem tanto com a vida sexual alheia. Eles não ganham nada com esses protestos contra a criminalização da homofobia, mas nós perdemos o direito de sermos cidadãos comuns e de liberdade.

Ato de evangélicos contra criminalização da homofobia em frente ao Congresso reúne 20 mil Resposta


Um ato de religiosos, grande maioria de evangélicos, em frente ao Congresso Nacional, na tarde desta quarta-feira, reúne cerca de vinte mil fiéis, acredita a Policia Militar. Os lideres do movimento falam em até 70 mil pessoas. O ato é contra a tramitação do projeto de lei, no Senado, que criminaliza a prática da homofobia. Os manifestantes exibem cartazes com dizeres “Daqui a pouco vão dizer que a Bíliba é homofóbica”, “I love my family” e “Pela união entre o homem e a mulher”.



Um pequeno grupo de homossexuais, cerca de cem pessoas, protestam contra o ato dos religiosos, num canto do gramado,cercado por 50 policiais militares. Os ativistas também carregam cartazes: “Sou LGBT e Jesus me ama”, “Matar homossexuais não é coisa de Deus” e “Você já deu um abraço no seu filho gay hoje”.

Evangélico, o senador Magno Malta (PR-ES) disse ser contra o projeto no Senado, que tem Marta Suplicy (PT-SP) como relatora.

– O Senado não vai criar o terceiro sexo não. Nâo vai ter uma leizinha para beneficiar meia dúzia.

* Com informações do Extra Online.

Amanhã tem beijaço gay e hétero no Piauí em defesa do PL 122 Resposta

Beijaço gay em São Paulo em fevereiro deste ano. (Foto: Reprodução)
Em busca da aprovação do PL122, projeto de lei que criminaliza a homofobia, estudantes de Teresina, no Piauí, estão preparando para amanhã (27/05), um beijaço gay e hétero para mostrarem que não existe diferença no amor. O evento está sendo organizado pela Assembléia Nacional dos Estudantes Livres, a ANEL, e está marcado para acontecer a partir das 13 horas, na Prala da Liberdade, no centro.

Um dos organizadores, Leonardo Maia, disse que essa manifestação tem como objetivo, chamar a atenção para a liberdade de poder lutat por melhores condições de vida, de amar sem preconceito e poder sair na rua de mãos dadas com seu parceiro, homem ou mulher, além de terem os mesmos direitos que têm os heterossexuais.

A organização do evento avisa que essa manifestação é inspirada em um movimento que se iniciou no dia 15 de maio na Espanha, chamado de 15-m, ou ¨revolução espanhola¨, e a escolha da Praça da Liberdade é por conta do nome do local.

Ei, Marta! Decida-se… Resposta

A senadora Marta Suplicy (PT-SP), uma das responsáveis pelos avanços da luta dos direitos dos LGBTs, está agora com uma idéia de criar uma emenda no texto do projeto de lei 122, que criminaliza a homofobia, e permitir que padres e pastores possam criticar os homossexuais com base na religião, está causando mau estar, inclusive entre os grupos religiosos.

Eu até posso entender o fato de que ela está fazendo isso para avançar com o projeto e que ele seja votado de uma vez por todas, criminalizando a homofobia no Brasil. Só que ela precisa tomar uma decisão e uma posição única em relação a este projeto. Jamais ela pode colocar que pessoas possam agir com preconceito e discriminação com a defesa da religião, porque assim, qualquer um que agir com preconceito vai se defender dizendo que só o fez por conta da religião.
Marta já está pensando duas vezes se modifica mesmo o projeto ou deixa ele como está, admitindo que pode ser que retire essa proposta para evitar que essa concessão seja considerada inconstitucional. Mas acreditem vocês que os grupos religiosos não estão satisfeitos com essa mudança porque não querem limitar suas idéias apenas dentro dos seus templos. Eles querem ter o direito de se expressar contra os homossexuais na mídia (televisiva, rádios e escrita), além de palestras, entrevistas e em qualquer lugar fora de suas igrejas.
Bom, já podemos ver o que acontece caso essa mudança seja feita. Mesmo sendo aprovada a lei contra a homofobia, nada vai adiantar, será uma lei tosca e sem foco, pois da mesma forma que proíbe, libera. 
Uma outra questão levantada é que no projeto, que também penaliza quem pratica o preconceito contra raça, cor, etnia, religião ou estrangeiros, a senadora não estipulou se esta mudança seria aplicada também para comentários a respeito dos judeus, negros e mulheres. Ela deixa claro que, mesmo ¨liberando¨ os religiosos de criticarem os homossexuais com base em suas crenças, se as críticas forem muito excessivas, estas ¨entidades¨ responderão por esse crime. Resta saber até que ponto pode-se dizer que as críticas e o preconceito contra os homossexuais são excessivos ou ¨direito¨ de pensamento. 
Vai ser uma confusão. Espero que Marta se decida e continue lutando pelo único objetivo que nos une: a igualdade e o respeito! Em time que está ganhando, não se mexe…

Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT quer tornar homofobia crime e levar debate à sociedade Resposta

Na última terça-feira (29/03), a Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero) foi relançada na Câmara dos Deputados. O evento reuniu militantes e parlamentares ligados à causa e trouxe ao Brasil parlamentares estrangeiros que conseguiram aprovar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. O deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) coordenou o evento e frisou as prioridades do grupo, que já reúne 175 parlamentares. A frente defente a aprovação do PLC 122/06 (Projeto de Lei da Câmara), da ex-deputada Iara Bernardi considera crime o preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.

O texto foi aprovado na Câmara em 2006, mas até hoje não foi analisado pelos senadores.
Além disso, a união e o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a mudança de nome social feita por transexuais e travestis são prioridades do movimento LGBT e da frente.
A senadora Marta Suplicy (PT-SP), lembrou que quando era deputada, nos anos 1990, foi à Argentina e o conservadorismo era maior que no Brasil, mas os vizinhos conseguiram fazer avançar o debate que a frente agora se propões a recomeçar.
O presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, Toni Reis, ao falar sobre a união entre pessoas do mesmo sexo, citou o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele esteve com o ministro Carlos Ayres Britto, relator de um processo que avalia conceder esse direito a parceiros homossexuais.
O vereador espanhol de Madri, Pedro Zerolo, que também é assessor do presidente da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, disse que na Espanha as coisas não foram fáceis; o segredo, segundo ele, é distanciar o debate do tema religioso.
Toni Reis e Jean Wyllys ressaltaram que não querem briga com os evangélicos, e que as reivindicações são para um reconhecimento do Estado brasileiro, que é laico.
*Com informações da Agência Câmara