Homofóbico atira em homossexual durante Parada Gay em Fortaleza Resposta

Perna baleada por homofóbico

A semana em que comemoramos o dia da Consciência Homossexual (28 de junho, entenda lendo aqui) está sangrenta e violenta. Foram dois atentados homofóbicos: um em Fortaleza e outro na Bahia, onde um homem foi assassinado, após ele e o irmão serem confundidos com um casal gay (leia aqui).

A Polícia Civil vai iniciar amanhã (27) a denúncia de um tiro contra um homossexual durante a Parada Gay de Fortaleza, realizada no domingo (24). Segundo a polícia, o homem baleado e os amigos que testemunharam o tiro vão depor na quarta, o que dará início às investigações. O jovem foi baleado na perna após receber xingamentos homofóbicos.
“Passou um carro, com uns caras dentro e começaram a xingar meus amigos. Meu amigo respondeu, ficaram discutindo, meu amigo tacou a mão no revólver e sai andando. Aí o cara pega, na hora que o sinal abre, e atira na minha perna”, detalha.
De acordo com a titular da Coordenadoria da Diversidade Sexual da prefeitura de Fortaleza, Luana Marley, esse tipo de crime é recorrente durante a Parada Gay na capital cearense. “A coordenadoria já tomou conhecimento de outros casos que ocorrerem em 2006, 2007, 2008 e isso demonstra mais ainda o quanto a gente vai ter que trabalhar para combater a homofobia”, diz.
O amigo que testemunhou o crime diz ter “certeza” que o crime tem motivação homofóbica: “quem vai a um evento como a Parada Gay armado, sabendo o que vai encontrar, certamente vai cometer um crime homofóbico. Antes de disparar ele fez vários xingamentos homofóbicos”, diz.
O amigo do homem baleado diz ainda que o crime ocorreu próximo a um restaurante que possui sistema de câmeras que podem ter filmado o tiro e sugere a polícia que faça uso das imagens para tentar identificar o suspeito. A Polícia Civil não confirmou até a tarde de terça-feira se vai requisitar ou não as imagens do restaurante.
A XIII Parada Gay de Fortaleza foi realizada neste domingo na Avenida Beira-Mar, um dos principais cartões postais da capital cearense, e reuniu cerca de um milhão de pessoas de acordo com a Polícia Militar (PM). O evento teve como tema neste ano “Homofobia tem cura: criminalização e educação”, e pedia que a homofobia fosse considerada crime.


Reportagem: G1 e TV Verdes Mares

Polícia apura denúncia de homofobia no único shopping de Piracicaba, SP Resposta

Felipe Bicudo e Bruno Campos acusam o shopping
de atitudes homofóbicas (Foto: Lana Torres / G1)
A Polícia Civil de Piracicaba, no interior de São Paulo, investiga denúncia de discriminação e homofobia contra o único shopping center da cidade. Um grupo de gays registrou boletim de ocorrência porque, segundo eles, foram barrados na entrada do local e receberem de um funcionário a alegação de que o centro de compras faz uma “triagem” para selecionar o público.

O autônomo Felipe Junior Bicudo da Costa, de 23 anos, e o estudante Bruno José Campos, de 22, procuraram a polícia na sexta-feira (2) para relatar o ocorrido no dia 24 de fevereiro. “Nós fomos barrados ainda no estacionamento. O segurança disse que cumpria ordens e então procuramos a administração”, relata Costa.

E este não é o único relato. O professor universitário Rodrigo Moda conta que na última semana tentou entrar no shopping com o namorado, mas também foi barrado na entrada. “Quando eu cheguei já havia um tumulto porque eles estavam barrando outras pessoas. Então, eu disse que queria entrar para jantar com meu namorado e ele disse que eu não podia”, conta.

‘Turma do rolê


Segundo Campos, que pertence a uma organização não governamental (ONG) dos direitos dos gays, lésbicas e simpatizantes, a “triagem” vem ocorrendo há pelo menos um ano e os principais alvos são os jovens que se reúnem todas as sextas em frente ao shopping e se autodenominam “turma do rolê”.
Campos afirma ter uma gravação na qual um funcionário da administração do shopping diz que não pode liberar a entrada de todos aqueles jovens porque muitos deles estariam, para o funcionário, envolvidos na venda de drogas e atos de vandalismo.

Teoria derrubada pela major da Polícia Militar, Adriana Sgrigneiro, que garante que não há registros de ocorrências de caráter criminoso com o grupo que se reúne ali. “É uma criançada, molecada só. Pela falta de opções culturais da cidade, eles se reúnem ali. Mas a maioria é de bairros periféricos e depende de ônibus, então, não fica até muito tarde”, disse.

Caso de Polícia

O professor doutor da Faculdade de Direito da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), Everaldo Tadeu Gonzales, explica que, se confirmada, a atitude fere a constituição, caracteriza crime de racismo e é passível de multa para o estabelecimento.

“Pelo artigo quinto da Constituição federal, todos são iguais perante a lei. Não podemos discriminar ninguém. E um estabelecimento que proíbe a entrada de qualquer tipo de pessoa, inclusive homossexuais, está cometendo crime e poderá responder perante a polícia”, explica.

A delegada do caso, Eliana Rodrigues Carmona, do 4º Distrito Policial de Piracicaba, registrou o caso como injúria e informou que fará uma investigação para identificar o autor, ou seja, quem é o funcionário que barrou o grupo na entrada do shopping.

“O crime de injúria depende da intenção das vítimas em representarem criminalmente. Identificado o autor, se for interesse deles, será feito um termo circunstanciado e o caso será enviado para o tribunal de pequenas causas”, informou.

Gonzales explica, entretanto, que além do funcionário, o shopping também pode ser responsabilizado caso fique constatada a prática. “Ele pode ser condenado a pagar indenização por danos morais”, explica.
Outro lado


Nenhum diretor do Shopping Piracicaba quis dar entrevista, mas a assessoria de imprensa do centro divulgou nota na qual nega que haja a citada “triagem” e garante que não há restrição de acesso em nenhuma das entradas, em nenhum dia da semana. A administração informa, ainda, que vai “averiguar com rigor os procedimentos e seguranças envolvidos” e que o shopping “repudia toda e qualquer ação preconceituosa, seja de raça, credo, opção sexual ou classe social”. O diretor do shopping deveria saber que o termo opção sexual não existe, já que ninguém opta por ser gay.

*Com informações do G1

Mais da metade dos brasileiros é a favor de gays nas Forças Armadas Resposta


A participação de homossexuais nas Forças Armadas não é vista como um problema para mais da metade dos brasileiros, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo a pesquisa, 63,7% dos entrevistados são favoráveis ao ingresso de gays no Exército, Marinha e Aeronáutica.

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A maior resistência é encontrada entre os homens. Além de estarem em menor número entre os que concordam com a ideia, eles são a maioria entre os entrevistados que discordam da participação de gays nas Forças Armadas. Mais da metade (52%) dos que se dizem contrários ao ingresso dos gays nas Forças Armadas vivem na Região Sul, enquanto 67,5% dos que concordam moram na Região Centro-Oeste.

A pesquisa aponta também que a maioria dos brasileiros (91,7%) ouvidos considera que as Forças Armadas devem ser empregadas no combate ao crime. Das 3.796 pessoas consultadas, 3.480 acreditam que Exército, Marinha e Aeronáutica devem colaborar com as polícias Militar e Civil, atuando também na segurança pública. Porém, quase metade desses entrevistados diz que o emprego dos militares deve ser constante, enquanto os demais defendem que isso ocorra apenas em algumas situações específicas.

O serviço militar deve continuar sendo obrigatório, para a maior parte dos entrevistados. Mas cerca de um terço (38,3%) dos entrevistados defendem que o jovem deveria poder escolher entre a opção militar ou um serviço civil, como a prestação de serviços comunitários e de apoio a populações carentes.

*Fonte: O Globo e Agência Brasil


Rio de Janeiro terá frente de auxílio LGBT durante o carnaval Resposta

Pelo segundo ano consecutivo, o Rio de Janeiro terá uma frente de auxílio a LGBT durante o carnaval. O Disque Cidadania – que funciona pelo telefone 0800 0234567 – vai dar suporte 24 horas à população em situação de discriminação ou em busca de informação.

Além disso, o Programa Estadual Rio sem Homofobia distribuirá materiais educativos e dicas de saúde durante todo o carnaval nos principais pontos de frequência LGBT. A ação também contará com mil guarda-sóis da campanha publicitária Rio Sem Homofobia.

O objetivo é reunir saúde, direitos e combate à homofobia em todos os panfletos e ventarolas! Neste ano, advogados, psicólogos e assistentes sociais estarão disponíveis também no período de carnaval em horário comercial.

A campanha vai realizar o policiamento diferenciado nas áreas, bailes e bandas de frequência LGBT para evitar violência contra esse público. Para isso, o Rio sem Homofobia contará com o apoio da Secretaria de Segurança e da Chefia de Policia Civil uma ação conjunta, informando os locais prioritários e as possíveis ações.

Rio de Janeiro: delegacias incluem nome social de travestis e transexuais em ocorrências Resposta

Delegada Marta Rocha

A chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegada Martha Rocha, vai anunciar hoje a inclusão do nome social de travestis e transexuais nos registros de ocorrência das delegacias. A ação, que integra conjunto de medidas do Programa Estadual Rio Sem Homofobia, proporcionará a composição de dados oficiais sobre homicídios e outros crimes praticados contra transgêneros – população que mais sofre com a discriminação.
 

Atividades também serão realizadas em todo o Estado do Rio para celebrar o Dia Nacional da Visibilidade Trans (29/01), uma das datas mais importantes da comunidade LGBT. A Superintendência de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos e ONGs realizarão atividades para celebrar a data, como seminários, jornadas, exibição de filmes e espetáculos.
 


 Estado reconhece outros direitos de travestis e transexuais
 

Em 8 de julho de 2011, o governador Sérgio Cabral assinou o Decreto 43.065, que dispõe sobre o direito ao uso do nome social por travestis e transexuais na administração direta e indireta do Estado do Rio de Janeiro. Um dos destaques da justificativa para o decreto foi que as políticas governamentais devem se orientar na promoção de políticas públicas e valores de respeito à paz, à diversidade e a não-discriminação por identidade de gênero e orientação sexual.

*Com informações do jornal O Dia

Inaugurado em BH núcleo para atendimento a vítimas de homofobia Resposta

NAC/LGBT. Imagem: Alexandre Santos/TV Globo


O primeiro Núcleo de Atendimento e Cidadania à População de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (NAC/LGBT) de Minas Gerais foi inaugurado ontem pela Polícia Civil. A partir da criação da unidade, a população LGBT poderá contar com uma proteção formal da PC, principalmente em casos envolvendo crimes de homofobia.
O NAC/LGBT funcionará na sede da Divisão Especializada de Crimes contra a Mulher, Idoso e Portador de Deficiência, localizada na Rua Paracatu, 822, no bairro Barro, em Belo Horizonte. O núcleo fará o primeiro atendimento, lavrando a ocorrência e encaminhando o procedimento a uma das unidades da Polícia Civil, que fará a investigação
A titular da Divisão, delegada Margaret de Freitas Assis Rocha, afirma que por meio do núcleo será possível fazer o acompanhamento da ocorrência policial, desde a avaliação preliminar do fato; registro da motivação do crime; registro e a requisição de exames necessários, além do encaminhamento do caso à unidade policial da área para apuração e consolidação de resultados. Ela ressaltou a importância do núcleo para incentivar o respeito “sem qualquer distinção em relação à identidade de gênero e orientação sexual” e para coibir atos de violência.


Relembre caso de homofobia em Minas Gerais:


Um jovem de 18 anos foi agredido, na noite de sete de setembro, por dois homens na Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar (PM), os suspeitos, um adolescente de 17 anos e um homem de 23, confessaram ter atacado o rapaz por ele ser homossexual.



Ainda de acordo com a PM, o jovem disse que estava sentado em um banco da praça, quando os dois passaram e o ofenderam verbalmente. Em seguida, eles teriam voltado e o agredido fisicamente com um soco-inglês e um canivete. Ele foi socorrido, segundo a polícia, com um corte no ombro.


A polícia informou que o adolescente suspeito de envolvimento na agressão foi apreendido e o homem de 23 anos foi preso por lesão corporal. A vítima foi encaminhada para um hospital privado.

Suspeitos de homofobia na Paulista responderão em liberdade Resposta

Um dos suspeitos (ao fundo, vestindo camiseta
verde) de agredir casal gay deixa delegacia em SP
após prestar depoimento  (Foto: Kleber Tomaz / G1)

Em sentido horário: a vítima Marcos Villa; o suspeito
da agressão; o casal gay no posto; e o coordenador
que teve a perna quebrada (Reprodução/TV Globo)


A Polícia Civil identificou nesta sexta-feira (7/10) os dois homens suspeitos de agredir um casal gay na madrugada de sábado (1/10), na região da Avenida Paulista, em São Paulo, após saírem de um casa noturna. A informação foi confirmada ao portal “G1” por policiais que participam da investigação e localizaram os envolvidos a partir dos nomes da lista de clientes que estavam no bar.
O depoimento de um dos rapazes acabou no início desta tarde na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que investiga se o crime de lesão corporal foi motivado por homofobia como haviam relatado as vítimas à polícia.
Em sua defesa, o suspeito confirmou ter brigado com os homossexuais, mas negou que o confronto tenha sido motivado por homofobia. O jovem, que não teve seu nome divulgado e aparenta ter mais de 20 anos de idade, estava  acompanhado de seu pai e de um advogado e agora irá responder ao crime em liberdade. A polícia também não deverá pedir a prisão do outro suspeito, que poderá se apresentar na próxima semana para dar sua versão do que teria ocorrido.
Segundo o advogado do suspeito, Severino Ferreira, seu cliente deu uma versão diferente para a briga do havia relatado o casal de homossexuais. De acordo com sua defesa, ele e o colega é que foram agredidos pelo analista fiscal Marcos Paulo Villa e o namorado dele, um coordenador financeiro de 30 anos, que não quis dar o nome. Villa teve escoriações na nuca. O coordenador quebrou a perna direita na confusão e está internado num hospital com traumatismo craniano.
Segundo a polícia, o ataque ao casal gay ocorreu na madrugada do sábado na esquina das ruas Bela Cintra e Fernando de Albuquerque após todos os envolvidos deixarem o Sonique Bar. Câmeras de segurança de um posto de gasolina gravaram os suspeitos das agressões e as vítimas, mas não o momento da briga.

“Meu cliente e o colega dele nem sabiam que os dois homens que quiseram brigar com eles eram gays. Só souberam pela televisão. Meu cliente tem amigos gays, portanto a tese de que a briga foi motivada por homofobia é descabida. Meu cliente tem amigos gays, trabalha e estuda e nunca passou pela polícia antes”, disse o advogado Ferreira.
Ainda segundo o defensor do suspeito, seu cliente relatou à polícia que foi com o colega ao bar e paquerou duas garotas. “Elas não deram bola para eles. Em seguida, elas beijaram esses dois que brigaram com meu cliente e o colega dele. Para não ter confusão, meu cliente e o colega foram embora, mas esses dois os seguiram até o posto e os provocaram, partindo para cima deles, que só brigaram para se defender”, disse o advogado Ferreira, que também não quis falar o nome de seu cliente e nem do colega dele.
Ao deixar a Decradi, o jovem, que vestia camiseta verde, não aparentava ter marcas de lesões pelo rosto ou braços.
De acordo com os policiais, o jovem ouvido nesta sexta confirmou que é ele quem aparece de camiseta azul clara nas imagens gravadas pelo circuito interno de câmeras de segurança da loja de conveniência do posto de combustíveis. A polícia já tem o nome e endereço do rapaz de camiseta preta que o acompanhava e teve o rosto flagrado por uma câmera. Segundo as vítimas, é o homem de camiseta escura quem quebrou a perna do coordenador. A identidade desse jovem não foi divulgada, no entanto, para não atrapalhar as investigações. Ele deverá se apresentar à Decradi na próxima semana para prestar esclarecimentos.
O advogado Ferreira também nega a informação de que seu cliente e o outro jovem tenham quebrado a perna de uma das vítimas. “Pelo que meu cliente disse, foi o próprio coordenador quem quebrou a perna sozinho ao cair da sarjeta”, disse o defensor de um dos suspeitos.
Apesar da confirmação do suspeito ouvido nesta sexta de que ele e o colega brigaram com Villa e o namorado dele, a Decradi deverá pedir ao casal para retornar à delegacia para fazer o reconhecimento dos envolvidos. Fotografias dos suspeitos serão mostradas às vítimas.

Manifestantes protestam contra homofobia em São Paulo

Protesto

Manifestantes realizaram na noite do último sábado (08/10) um protesto no bairro da Consolação, onde o casal gay foi agredido. O ato foi marcado por amigos do casal e ativistas dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT). A página do Facebook contava com 3.130 pessoas confirmadas.

Com velas coloridas, faixas de protesto e purpurina no chão, os participantes reivindicaram a aprovação do PLC 122/06, que criminaliza a homofobia.

O crime



O casal gay afirma ter sido espancado por dois homens após sair do Sonique Bar, na Rua Bela Cintra, próximo à Avenida Paulista. Antes alega ter discutido com os agressores. De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 78º Distrito Policial, nos Jardins, o motivo da desavença foi o assédio sofrido pelas amigas dos homossexuais, que não gostaram de ser paqueradas.

Ainda segundo a investigação, os agressores abordaram os gays na saída da boate e no posto de combustíveis Após os xingamentos, o coordenador levou um soco na boca, caiu e foi agredido com chutes que fraturaram sua perna direita. Villa sofreu lesões na nuca.

Os agressores estavam com roupas e tatuagens de surfistas. A investigação descartou a ação de grupos organizados de intolerância contra gays, como skinheads e neonazistas.

A polícia requisitou a lista com o nome dos freqüentadores da Sonique entre a noite de sexta-feira (30) e a madrugada do sábado, período que os envolvidos estiveram no local. Todos os clientes que vão à casa noturna fornecem os nomes e telefones para receberem os cartões de consumo.


Fonte: “Vermelho”, “G1”

Policiais homossexuais formam rede para lutar contra a homofobia Resposta

Breno: agente penitenciário gay


Membros da rede


Maicon: policial rodoviário federal gay

Profissionais que atuam na área de segurança pública e que assumiram publicamente a orientação sexual, resolveram se unir para lutar contra a homofobia. Para isso, criaram a Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBT (Renosp-LGBT), que hoje conta com 50 integrantes.

São delegados, policiais civis e militares, bombeiros, guardas e agentes prisionais que passaram a não mais esconder a orientação dos colegas de trabalho e a lutar contra o preconceito a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais no meio em que atuam.
Um dos integrantes, o agente penitenciário Breno Agnes Queiroz, de 26 anos, conta que o grupo foi formado durante um evento no Rio de Janeiro, em novembro de 2010, que reuniu operadores de segurança pública do país para discutir formas de lidar com a população LGBT. “O seminário era para fazer algo para a segurança pública da população, mas aproveitamos que alguns de nós éramos homossexuais para nos reunirmos e defendermos nossos interesses”, afirma Breno, que tem o apoio dos colegas do presídio em que trabalha em Campinas, no interior de São Paulo. “Sempre tem gente achando que vamos nos aproveitar da situação, por ser homossexual, na hora da revista de algum detento. Eles acham que tem que ser macho para colocar autoridade. Mas nossa presidente é uma mulher e sabe liderar. Há muita homofobia no meio policial”, diz. O agente declara que “há uma homofobia institucional velada ou latente, que pode se manifestar de várias formas”. Para ele, o preconceito, porém, não é da corporação: mas sim, “das pessoas” que convivem com os policiais assumidamente gays ou lésbicas. “Eu tive que trabalhar muito a conscientização dos meus colegas. Tive que mostrar que não sou nada diferente, que não há motivos de me impedir de fazer um tipo ou outro de serviço. Sabemos separar a orientação sexual do trabalho”, afirma.


Casado há 13 anos com um guarda de trânsito de Porto Alegre, o policial rodoviário federal Maicon Nachtigall, de 33 anos, reclama que tem que lutar diariamente contra o que chama de “preconceito institucional”. Ele acredita que é discriminado por ser homossexual. “Sou um dos policiais que mais se destaca no relacionamento com a comunidade e em trabalhos sociais na minha região e nunca consegui uma promoção por merecimento. O fato de ser gay me impede de competir e vencer com os outros da mesma forma”, afirma.

Breno e Maicon concordam sobre a falta de uma política pública nacional sobre o tema, afirmando que tiveram que brigar individualmente para garantir o respeito nas corporações principalmente para integrantes da Polícia Militar, onde o militarismo impede que assumam suas orientações sexuais sem ter medo de repreensão de superiores ou de homofobia.

“Ainda não há uma política interestadual. O que fazemos são trabalhos isolados, em cada estado, em cada polícia. Conheço muitos gays na Polícia Federal, na Polícia Civil e na Polícia Militar aqui no estado que não assumem, por medo. Ser gay ainda é um desafio nessas corporações”, afirma Maicon, que atua em Pelotas, no Rio Grande do Sul.

Duas lésbicas também integram a rede, uma PM de São Paulo e uma policial civil do Mato Grosso do Sul, que preferem não se identificar porque, apesar de não sofrerem discriminação dos colegas, temem que a corporação não entenda a forma como estejam expondo sua orientação sexual.
Órgãos oficiais


A Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo informou que “não há nenhum preconceito com relação a funcionários LGBT e nem presos” e que a pasta integra um comitê interestadual de defesa da diversidade sexual da qual fazem parte servidores da secretaria e que tem por objetivo definir diretrizes de combate à homofobia. A assessoria de imprensa da PRF informou o fator sexual da pessoa não tem nenhuma influência e que “não há diferenciação nem preconceito dentro da PRF por questões de opção sexual”. Segundo a PRF, todo servidor público tem um código de ética a cumprir, independentemente de outros fatores. Em nota, a Polícia Militar de São Paulo diz que “é uma Instituição legalista e comprometida com a dignidade da pessoa humana” e que “não há discriminação quanto à origem de seus integrantes quanto à raça, cor, religião, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero”. A corporação diz que a postura do policial, quando em serviço, é a mesma exigida para qualquer pessoa que integre a PM. Já a assessoria de imprensa da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul afirmou em nota “não possuir qualquer dispositivo para impedir ou dificultar o acesso de pessoas LGBT à seus quadros”. Segundo a Polícia Civil do MS, “a filosofia institucional é de que a opção sexual é de caráter personalíssimo e só se torna impedimento se motivar crime ou irregularidade administrativa prevista em lei”.


A assessoria de imprensa do Ministério da Justiça informou, em nota, que a Renosp-LGBT foi criada em 2010 no I Seminário Nacional de Segurança Pública para LGBT: Pela Defesa da Dignidade Humana, promovido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça. Depois do seminário, a Renosp-LGBT foi convidada para participar das discussões do Grupo de Trabalho de Combate à Homofobia. Trata-se de uma instância dentro do Ministério da Justiça, que reúne representantes de diversas áreas com o objetivo de fomentar políticas públicas de combate e prevenção à homofobia em todo o Brasil. Ainda no âmbito dos direitos LGBT, o Ministério da Justiça elaborou, em 2010, a Cartilha de Atuação Policial na Proteção dos Direitos Humanos de Pessoas em Situação de Vulnerabilidade. De iniciativa da Secretaria Nacional de Segurança Pública do próprio ministério, o objetivo da publicação é aprimorar as políticas públicas de proteção e promoção dos direitos humanos e a redemocratização dos organismos policiais. Até o fim do ano passado, foram capacitados cerca de 170 mil policiais em vários temas dos direitos humanos, entre eles os direitos LGBT.

Myrian Rios, aprenda com a delegada Marta Rocha Resposta

O programa foi ao ar dia 20/06, mas vale a pena lembrar. Para ver o vídeo, clique aqui. A chefe da Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro, Marta Rocha, católica de carteirinha, ao ser questionada sobre ocmo idava com a homofobia, fez questão de lembrar que o Estado é laico e mais, que não admite que seus subordinados não tratem a questão da homofobia com a seriedade que ela merece. A deputada Myrian Rios, que usou a sua fé católica para tentar justificar a sua homofobia, recentemente, em discurso na Alerj, deveria aprender com ela! Veja o diálogo entre a apresentadora Marília Gabriela e a delegada:
“Marta, recentemnte o governador Sergio Cabral aderiu à campanha contra a homofobia. Isso de alguma maneira se reflete no trabalho da Polícia Civil?”, perguntou Marília.
“Deixa eu te dizer que eu já recebi uma polícia que tem dentro da sua estrutura uma indicação quando o crime é praticado com o viés da homofobia. Então hoje a Polícia Civil do Rio de Janeiro, ao longo desse tempo… Eu estava lá nessa campanha do ‘Rio Contra a Homofobia’ … a Poleicia Civil do Estado do Rio de Janeiro já vinha realizando – não só com a Subsecretaria de Direitos, lá da Secretaria de Direitos Humanos – a questão de cursos e treinamento, mas uma perfeita interlocução.”, respondeu Marta.
“Você tem evangélicos subordinados seus na Polícia Civil”, perguntou Marília.
“Com certeza”, respondeu Marta.
“E existe conflito entre as decisões do Estado e as crenças pessoais dentro da Polícia Civil?”, perguntou Marília.
Marta foi taxativa: “O Estado é laico. Eu sou católica de carteirinha e tenho o maior respeito pela questão da homofobia. Não admito tratar essa questão a não ser da maneira que ela tem que ser tratada. A polícia que eu quero oferecer é uma política proativa, de resultado, ética e que respeita as diferenças. Eu não admito que um policial civil, se valendo de um entendimento, de um dogma religioso, deixe de atender uma questão importante, que seja uma violência praticada contra um homossexual.”
“Você já teve algum problema lá e teve que resolver ou não?”, insistiu Marília.
“Com um policial? Nunca! Eu fui intitulada na 12a DP, em Copacabana. Entre as ações que a gente tinha, tinha a organização da Parada Gay.”
“Mas eu tô dizendo com crença religiosa, clara…”, insistiu Marília.
“Não, não tive”, respondeu Martha.

Um dos agressores de jovem por homofobia, no Matogrosso do Sul, seria filho de prefeito 1

Jesus Baird, prefeito e pai de um dos supostos agressores
A Polícia Civil de Campo Grande (MS) identificou um dos quatro acusados de terem agredido um jovem na madrugada da última sexta-feira (15/04). O crime teria motivações homofóbicas. Um dos agressores seria filho do prefeito de Costa Rica, interior do Mato Grosso do Sul (MS), Jesus Baird (PMDB-MS).
As investigações da polícia chagaram até o suspeito através da placa do carro, um Corsa de cor prata, em que os jovens estavam. O automóvel está registrado em nome do irmão de um dos possíveis autores da agressão.
O rapaz agredido decorou o número da placa do carro e informou à polícia. Ele registrou o boletim de ocorrência (BO) às 22h de 15/04 e, como está com medo de represália por parte dos supostos agressores, todos de família influente, só se comunicou com a delegada por telefone.
Os quatro jovens, caso sejam culpados, responderão por lesão corporal. Caso sejam reincidentes, ou tenham planejado o crime, podem responder também por formação de quadrilha.
A assessoria de imprensa da prefeitura de Costa Rica confirmou que o prefeito Jesus tem dois filhos, sendo que o nome de um deles coincide com o acusado pela delegada. O blog descobriu os nomes dos dois filhos: Artur e André.
O Crime
Um estudante de 21 foi agredido a chutes e socos depois que saiu de uma boate gay em Campo Grande. Antes, os agressores passaram de carro por ele e gritaram “veado”, segundo registro policial. O estudante agredido estava aocmpanhado de um rapaz de 18 anos.

Estado de Minas Gerais registrará crimes homofóbicos Resposta

Um novo boletim de ocorrência será implantado pelas polícias Militar, Civil e pelo Corpo de Bombeiros do estado de Minas Gerais, com campo específico para preenchimento da orientação sexual da vítima e da possível motivação do crime.

Assim, os crimes homofóbicos serão registrados oficialmente, como ocorre, por exemplo, no Rio de Janeiro, o primeiro estado brasileiro a incluir a homofobia como motivo de agressão no registro. A partir dos dados, serão traçadas políticas públicas de combate à homofobia.
Outra medida a ser implantada neste ano é a criação do Núcleo de Atendimento e Cidadania à População LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero) de Minas Gerais. Trata-se de uma central para receber informações e monitorar atos contra homossexuais. O serviço inclui o encaminhamento das vítimas para instituições de saúde.
Além de estatísticas oficias e de melhor capacitação de policiais, é preciso que o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/06, que criminaliza a homofobia, seja aprovado. Atualmente, ele se encontra no Senado Federal.