Mais da metade dos brasileiros é a favor de gays nas Forças Armadas Resposta


A participação de homossexuais nas Forças Armadas não é vista como um problema para mais da metade dos brasileiros, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo a pesquisa, 63,7% dos entrevistados são favoráveis ao ingresso de gays no Exército, Marinha e Aeronáutica.

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A maior resistência é encontrada entre os homens. Além de estarem em menor número entre os que concordam com a ideia, eles são a maioria entre os entrevistados que discordam da participação de gays nas Forças Armadas. Mais da metade (52%) dos que se dizem contrários ao ingresso dos gays nas Forças Armadas vivem na Região Sul, enquanto 67,5% dos que concordam moram na Região Centro-Oeste.

A pesquisa aponta também que a maioria dos brasileiros (91,7%) ouvidos considera que as Forças Armadas devem ser empregadas no combate ao crime. Das 3.796 pessoas consultadas, 3.480 acreditam que Exército, Marinha e Aeronáutica devem colaborar com as polícias Militar e Civil, atuando também na segurança pública. Porém, quase metade desses entrevistados diz que o emprego dos militares deve ser constante, enquanto os demais defendem que isso ocorra apenas em algumas situações específicas.

O serviço militar deve continuar sendo obrigatório, para a maior parte dos entrevistados. Mas cerca de um terço (38,3%) dos entrevistados defendem que o jovem deveria poder escolher entre a opção militar ou um serviço civil, como a prestação de serviços comunitários e de apoio a populações carentes.

*Fonte: O Globo e Agência Brasil


Mais um heterossexual confundindo com gay é espancado em São Paulo 1

Vítima teve braço quebrado, corte no queixo e perda de um dente (Foto: Roney Domingos/ G1)
Um rapaz de 28 anos que não quer ser identificado teve o braço esquerdo quebrado, sofreu um corte no queixo e perdeu um dos dentes caninos após sofrer agressão em um local próximo à esquina da Avenida Brigadeiro Luís Antônio com a Avenida Paulista,  por volta das 3h30 deste sábado (29/10). O delegado do 36º Distrito Policial (DP) – Vila Mariana registrou o caso como lesão corporal. O rapaz, que deu entrevista ao lado da namorada, afirmou que pode ter sido confundido com gay pelo agressor. “Não sou, mas por conta de ter bastante desse público na região podem ter achado que eu era”, afirmou.






A vítima conta que estava na casa de um amigo e quando retornava a pé para sua residência na mesma região encontrou o grupo formado por três rapazes e uma menina. Um único homem – careca, com 1,80 metro de altura e camiseta vermelha – o agrediu.  Depois de chutar a vítima o homem  tentou encontrar dinheiro em seus bolsos. Os outros tentaram impedir a agressão. A sequência de chutes só parou porque pessoas de um estacionamento próximo, armadas com barra de cano, afugentaram o grupo.

“Um dos rapazes falou alguma coisa para mim que eu não entendi. Eu perguntei para ele o que era. Ele disse que ia me bater e começou a me xingar. Eu tentei sair correndo. Ele me passou uma rasteira e caímos os dois no chão. Eu estava de costas e ele começou a me chutar. Eu falando para ele parar e ele não parava. Os outros amigos que estavam com ele falaram para ele parar, mas ele não parava. Uma hora o pessoal do estacionamento do supermercado viu e vieram com um pedaço de cano. Eles fugiram”, contou.

Segundo a vítima,. testemunhas disseram que já tinham visto o grupo do agressor na mesma rua. A Polícia Militar foi chamada e levou a vítima ao Hospital do Servidor Público, onde recebeu atendimento. Imagens de segurança podem ajudar a esclarecer o caso. O rapaz diz que ele e sua namorada foram ao hipermercado neste sábado tentar obtê-las, mas não conseguiram.

Morador na região, ele afirma que o crime ocorreu por falta de policiamento. “Falta segurança. Moro na região e não vejo polícia passar. Tá muito dificil viver em São Paulo. Mesmo que fosse homossexual não seria motivo para ter apanhado. Tantas outras pessoas passaram por isso e quantas ainda vão passar?”, questiona.

A Polícia Militar informou, por meio de nota, que o policiamento no local será intensificado.  O patrulhamento da área é realizado pelo 11º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano por meio de ronda escolar, policiamento comunitário, rádio patrulha e força tática.

Segundo a PM, de janeiro a setembro de 2011, a Polícia Militar recuperou 367 veículos roubados e furtados, efetuou 380 prisões em flagrante e apreendeu 42 armas de fogo que es tavam em poder de criminosos na área de atuação da companhia.
A PM colocou-se à disposição também através do Disque-Denúncia “181”, caso haja informações complementares que possam auxiliar em futuras ações policiais e na promoção da tranquilidade pública, além do 190 para os casos de emergência.

Relembre: 



Parada gay homenageia comandante de batalhão da PM em Madureira Resposta

Multidão toma a Avenida Ministro Edgar Romero, em Madureira, que virou uma boate na tarde de domingo | Foto: João Laet / Agência O Dia

A Parada Gay de Madureira (RJ) surpreendeu domingo (04/09) ao escolher um policial militar para homenagear. A honraria, que é novidade nos 11 anos do evento, foi concedida ao comandante do 9º BPM (Rocha Miranda), o tenente-coronel Cláudio dos Santos. O motivo é o apoio que ele sempre dá aos eventos LGBT do bairro.
A homenagem foi feita pela organizadora do evento, Loren Alexander, em cima do trio elétrico: “O comandante age de igual para igual sempre”. Santos foi efusivamente aplaudido pela multidão que tomou as ruas de Madureira. Fardado, o militar destacou em seu agradecimento que seu papel é garantir a segurança, independente do evento: “Os frequentadores da Parada podem contar com a Polícia Militar. Qualquer problema que tiverem em relação à segurança, não hesitem em chamar um de nós”. Santos recebeu a homenagem no único dos 10 trios elétricos em que não havia drag queens, dançarinos, jogo de luz e bolas coloridas.
O tema da festa era por um Rio de Janeiro sem preconceito. E preconceito era o que não se via. Para Adriana Barbosa, 25 anos, a Parada é fundamental para mostrar o apoio dos heterossexuais à causa: “Venho com a minha família todo o ano para lutar contra a homofobia”.
Em maio, o governador Sérgio Cabral avisou que militares homossexuais do estado poderiam desfilar fardados na Parada Gay, o que não se viu em Madureira. Dia 9 de outubro, o mesmo evento acontece na orla de Copacabana.

Reportagem: “O Dia”

Policiais homossexuais formam rede para lutar contra a homofobia Resposta

Breno: agente penitenciário gay


Membros da rede


Maicon: policial rodoviário federal gay

Profissionais que atuam na área de segurança pública e que assumiram publicamente a orientação sexual, resolveram se unir para lutar contra a homofobia. Para isso, criaram a Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBT (Renosp-LGBT), que hoje conta com 50 integrantes.

São delegados, policiais civis e militares, bombeiros, guardas e agentes prisionais que passaram a não mais esconder a orientação dos colegas de trabalho e a lutar contra o preconceito a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais no meio em que atuam.
Um dos integrantes, o agente penitenciário Breno Agnes Queiroz, de 26 anos, conta que o grupo foi formado durante um evento no Rio de Janeiro, em novembro de 2010, que reuniu operadores de segurança pública do país para discutir formas de lidar com a população LGBT. “O seminário era para fazer algo para a segurança pública da população, mas aproveitamos que alguns de nós éramos homossexuais para nos reunirmos e defendermos nossos interesses”, afirma Breno, que tem o apoio dos colegas do presídio em que trabalha em Campinas, no interior de São Paulo. “Sempre tem gente achando que vamos nos aproveitar da situação, por ser homossexual, na hora da revista de algum detento. Eles acham que tem que ser macho para colocar autoridade. Mas nossa presidente é uma mulher e sabe liderar. Há muita homofobia no meio policial”, diz. O agente declara que “há uma homofobia institucional velada ou latente, que pode se manifestar de várias formas”. Para ele, o preconceito, porém, não é da corporação: mas sim, “das pessoas” que convivem com os policiais assumidamente gays ou lésbicas. “Eu tive que trabalhar muito a conscientização dos meus colegas. Tive que mostrar que não sou nada diferente, que não há motivos de me impedir de fazer um tipo ou outro de serviço. Sabemos separar a orientação sexual do trabalho”, afirma.


Casado há 13 anos com um guarda de trânsito de Porto Alegre, o policial rodoviário federal Maicon Nachtigall, de 33 anos, reclama que tem que lutar diariamente contra o que chama de “preconceito institucional”. Ele acredita que é discriminado por ser homossexual. “Sou um dos policiais que mais se destaca no relacionamento com a comunidade e em trabalhos sociais na minha região e nunca consegui uma promoção por merecimento. O fato de ser gay me impede de competir e vencer com os outros da mesma forma”, afirma.

Breno e Maicon concordam sobre a falta de uma política pública nacional sobre o tema, afirmando que tiveram que brigar individualmente para garantir o respeito nas corporações principalmente para integrantes da Polícia Militar, onde o militarismo impede que assumam suas orientações sexuais sem ter medo de repreensão de superiores ou de homofobia.

“Ainda não há uma política interestadual. O que fazemos são trabalhos isolados, em cada estado, em cada polícia. Conheço muitos gays na Polícia Federal, na Polícia Civil e na Polícia Militar aqui no estado que não assumem, por medo. Ser gay ainda é um desafio nessas corporações”, afirma Maicon, que atua em Pelotas, no Rio Grande do Sul.

Duas lésbicas também integram a rede, uma PM de São Paulo e uma policial civil do Mato Grosso do Sul, que preferem não se identificar porque, apesar de não sofrerem discriminação dos colegas, temem que a corporação não entenda a forma como estejam expondo sua orientação sexual.
Órgãos oficiais


A Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo informou que “não há nenhum preconceito com relação a funcionários LGBT e nem presos” e que a pasta integra um comitê interestadual de defesa da diversidade sexual da qual fazem parte servidores da secretaria e que tem por objetivo definir diretrizes de combate à homofobia. A assessoria de imprensa da PRF informou o fator sexual da pessoa não tem nenhuma influência e que “não há diferenciação nem preconceito dentro da PRF por questões de opção sexual”. Segundo a PRF, todo servidor público tem um código de ética a cumprir, independentemente de outros fatores. Em nota, a Polícia Militar de São Paulo diz que “é uma Instituição legalista e comprometida com a dignidade da pessoa humana” e que “não há discriminação quanto à origem de seus integrantes quanto à raça, cor, religião, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero”. A corporação diz que a postura do policial, quando em serviço, é a mesma exigida para qualquer pessoa que integre a PM. Já a assessoria de imprensa da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul afirmou em nota “não possuir qualquer dispositivo para impedir ou dificultar o acesso de pessoas LGBT à seus quadros”. Segundo a Polícia Civil do MS, “a filosofia institucional é de que a opção sexual é de caráter personalíssimo e só se torna impedimento se motivar crime ou irregularidade administrativa prevista em lei”.


A assessoria de imprensa do Ministério da Justiça informou, em nota, que a Renosp-LGBT foi criada em 2010 no I Seminário Nacional de Segurança Pública para LGBT: Pela Defesa da Dignidade Humana, promovido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça. Depois do seminário, a Renosp-LGBT foi convidada para participar das discussões do Grupo de Trabalho de Combate à Homofobia. Trata-se de uma instância dentro do Ministério da Justiça, que reúne representantes de diversas áreas com o objetivo de fomentar políticas públicas de combate e prevenção à homofobia em todo o Brasil. Ainda no âmbito dos direitos LGBT, o Ministério da Justiça elaborou, em 2010, a Cartilha de Atuação Policial na Proteção dos Direitos Humanos de Pessoas em Situação de Vulnerabilidade. De iniciativa da Secretaria Nacional de Segurança Pública do próprio ministério, o objetivo da publicação é aprimorar as políticas públicas de proteção e promoção dos direitos humanos e a redemocratização dos organismos policiais. Até o fim do ano passado, foram capacitados cerca de 170 mil policiais em vários temas dos direitos humanos, entre eles os direitos LGBT.

Governador do Rio de Janeiro recua e diz que regimento interno da PM, que proíbe policiais fardados e viatura em Parada Gay, deve ser respeitado 1

Na manhã da última terça-feira (17/05), o governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB) e o comandante-geral da Polícia Militar (PM), Mário Sérgio Duarte se encontraram na cerimônia de inauguração da 17ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Rio, no Complexo de São Carlos. A “autorização” dada pelo governador, na útima segunda-feira (16/05), para que os agentes de segurança do estado desfilem “fardados e com as viaturas” da corporação na Parada do Orgulho LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero), foi ignorada durante a solenidade, mas depois veio à tona com as perguntas dos jornalistas. Diplomático, Cabral procurou negar qualquer divergência com o homem forte da PM.

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“Achei até engraçado o comunicado do Mario Sérgio. Não é uma divergência minha com o comandante. Está parecendo até que é uma determinação do governador para que os policiais compareçam uniformizados à passeata. Eu disse apenas que em países civilizados, como os Estados Unidos e na Europa, representantes de todas as entidades civis ou governamentais têm direito à sua expressão sexual”, contemporizou o governador.

Cabral justificou sua tese contando que presenciou, em Nova York, uma passeata gay com a participação de policiais uniformizados, usando inclusive viaturas. “Eles estavam representando sua classe, assim como atletas, educadores e membros de todas as profissões. Acho que poderia sim ter uma viatura e alguns policiais. Mas, se existe uma determinação da entidade contrária a isso, que seja cumprida”, recuou.

Já o comandante Mário Sérgio deixou claro que o uso de viaturas e das fardas não está autorizado pelo regimento interno da corporação. “A Polícia Militar apoia todo tipo de manifestação da sociedade, principalmente uma grandiosa como essa. Mas o regimento interno proíbe o uso de uniforme e equipamentos, como viaturas, fora do trabalho. Nós respeitamos a individualidade de cada policial. Ele poderá ir sem uniforme, se estiver fora do horário de trabalho. A PM é uma instituição que respeita e não interfere na orientação de cada um, mas enquanto instituição, a Polícia Militar quer se manter viril”, afirmou.

Nova UPP e armas não-letais – A UPP inaugurada nesta terça-feira atuará no conjunto de favelas formado pelos morros São Carlos, Zinco, Mineira e Querosene. Nela, serão utilizados 250 policiais, sendo 200 homens e 50 mulheres. Em todas as 17 UPPs, já são 3.400 policiais. A meta do governo do estado é, até 2014, aumentar esses números para 40 UPPs e 11.000 policiais.

O evento contou com a participação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que entregou 315 armas não-letais para serem usadas nas UPPS. A estreia do equipamento será feita pelo contingente feminino da UPP São Carlos. As armas, do tipo Taser, liberam uma descarga elétrica que paralisa os músculos do alvo. O objetivo é imobilizar o agressor sem, contudo, colocar a vida dele em risco.

Esse tipo de arma já é adotado pelas forças policiais de mais de 40 países, como Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha e Austrália. O treinamento dos policiais das UPPs ficará a cargo dos integrantes da Força Nacional de Segurança Pública. Em breve, as UPPs receberão uma nova remessa do Ministério da Justiça, com mais 600 unidades. A meta é atingir, nos próximos anos, a entrega de 2.000 armas não-letais no Rio. Em todo o Brasil, o ministério pretende disponibilizar mais de 5.000 equipamentos. O ministro justificou a escolha do Rio para a implementação do projeto.

“O Rio de Janeiro está executando um trabalho sensacional através do Sérgio Cabral e do secretário José Mariano Beltrame. O trabalho das UPPs no Rio é um exemplo para todo o Brasil. Não só para o Brasil, mas também para vários países do mundo. Estou recebendo pedidos de vários países com comunidades em situação de risco, interessados em fazer o intercâmbio e aprender as técnicas do projeto da UPP e das invasões das áreas de risco praticadas pela polícia do Rio”, afirmou Cardozo.

*Com informações da Veja Online

Governador do Rio de Janeiro convoca bombeiros e policiais lésbicas, gays e bissexuais a participarem da Parada do Orgulho LGBT uniformizados 1

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), lançou nesta segunda-feira (16/05) a Campanha Rio Sem Homofobia, que será veiculada por rádios, televisões, cartazes, outdoors, busdoor, mobiliário urbano, folhetos, além de um site e itens promocionais, como camisetas, barracas de praia e blocos. Durante o lançamento, o governador convocou os bombeiros e policiais homosexuais e bissexuais a participarem da próxima Parada do Orgulho LGBT (lésbica, gay, bissexual e trangênero) uniformizados. Ele disse que vai autorizá-los, inclusive, a usarem as viaturas. Cabral também assinou um documento com 125 metas para combater a homofobia até 2014.

A campanha estará nas ruas a partir de amanhã, data em que se comemora o Dia Mundial de Combate à Homofobia. O tema ganhou uma data comemorativa desde 1993, e este ano terá a adesão de 102 países, entre eles o Brasil, que vai marcar a luta dos movimentos LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros).

Além do governador, participaram da cerimônia o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão (PMDB), a senadora Marta Suplicy (PT-SP), que representa a frente parlamentar LGBT no Congresso Nacional, o secretário-chefe da Casa Civil, Regis Fichtner, e o secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves (PT).

Segundo o coordenador do Programa Rio sem Homofobia e presidente do Conselho Estadual dos Direitos da população LGBT, Cláudio Nascimento, a luta, agora, é fazer com que o Congresso Nacional aprove o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/06 que considera crime qualquer ato contra homossexuais:

– Um passo importantíssimo que nós demos foi a aprovação, no Supremo Tribunal Federal (STF), da legalização da união civil de pessoas do mesmo sexo. Uma vitória que foi conseguida por meio de uma ação do governo do estado. Isso dá orgulho ao Rio de Janeiro, que sempre foi vanguarda na história das transformações sociais do país. A próxima etapa é fazer com que o Congresso saia da letargia, da sua covardia em relação a esse debate, e assuma de forma objetiva e sincera um setor da sociedade que está excluído dos direitos plenos de cidadania. É preciso ter uma legislação que torne crime a prática da homofobia – disse.

Cláudio Nascimento informou também que, amanhã, sairão caravanas de 27 estados para pressionar o Congresso Nacional a votar o projeto de lei 122/2006, que criminaliza a prática de homofobia.

*Com informações do Portal do Governo do Estado

Estado de Minas Gerais registrará crimes homofóbicos Resposta

Um novo boletim de ocorrência será implantado pelas polícias Militar, Civil e pelo Corpo de Bombeiros do estado de Minas Gerais, com campo específico para preenchimento da orientação sexual da vítima e da possível motivação do crime.

Assim, os crimes homofóbicos serão registrados oficialmente, como ocorre, por exemplo, no Rio de Janeiro, o primeiro estado brasileiro a incluir a homofobia como motivo de agressão no registro. A partir dos dados, serão traçadas políticas públicas de combate à homofobia.
Outra medida a ser implantada neste ano é a criação do Núcleo de Atendimento e Cidadania à População LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero) de Minas Gerais. Trata-se de uma central para receber informações e monitorar atos contra homossexuais. O serviço inclui o encaminhamento das vítimas para instituições de saúde.
Além de estatísticas oficias e de melhor capacitação de policiais, é preciso que o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/06, que criminaliza a homofobia, seja aprovado. Atualmente, ele se encontra no Senado Federal.

Justiça nega pedido de PM gay para voltar ao curso de tenete após expulsão Resposta

A Justiça negou o pedido da defesa do PM Cláudio Rogério Rodrigues para que ele volta a frequentar o curso de formação após ser expulso supostamente pelo simples fato de ser hmossexual, em fevereiro de 2010.
No documento, o juiz e relator do processo, Corrêa Vianna, concorda com os argumentos dos relatores e diz que ficaram “bastante claras” as razões que levaram os magistrados a não aceitar o pedido do policial para voltar à Academia.
Rodrigues afirmou que o advogado dele terá dez dias para recorrer da decisão após notificação da decisão judicial. A Defesa deverá avaliar se vai entrar com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) ou no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O policial militar já trabalhava como cabo desde 2002 e, em fevereiro de 2009, entrou para a Academia Barro Branco, na zona norte de São Paulo, depois de ser aprovado para o curso de tenente no vestibular da USP (Universidade de São Paulo). Em abril, ele foi chamado ao setor de investigação da academia e respondeu a questões sobre sua orientação sexual. A direção do curso o expulsou, em 18 de maio de 2009, alegando “motivos sigilosos”.
No dia 21 do mesmo mês, ele entrou com uma ação na 7 Vara da Fazenda Pública. O juíz então determinou, no dia seguinte, que ele fosse readmitido na corporação e exigiu que a PM apresentasse em 10 dias explicações para a expulsão.
O policial retomou o curso no dia 23. A PM recorreu da decisão e alegou que o desligamento aconteceu depois que o aluno omitiu informações dentro do processo de investigação social ao responder que não havia se envolvido em nenhuma ocorrência policial. O mesmo juiz que determinou o retorno do oficial à academia, Emílio Miguiliano Neto, foi quem acatou o argumento da Polícia Militar pedindo o desligamento do aluno do curso para tenente.
Rodrigues explica que a PM usou um desentendimento entre e;e e outro policial da Corregedoria da Polícia Militar, para pedir a anulação da decisão liminar (provisória) que determinava a permanência dele na Academia Barro Branco.
Um boletim de ocorrência não foi registrado, pois o titular de plantão “entendeu que a briga era molecagem”. Uma investigação preliminar também foi aberta dentro da Corregedoria, mas foi arquivada, porque “não restou provado lícitos praticados por nenhum dos PMs envolvidos”. Diante desta situação Rodrigues respondeu “não” para a pergunta “você já esteve envolvido em alguma ocorrência policial?”.
A assessoria de imprensa da PM primeiro informou que “há ocorrência policial quando há algum tipo de delito”. Depois, disse que “uma ocorrência policial é aquele que tem intervenção da policia”. A PM não quis informar em qual parte do etatudo da corporação se baseou para fazer esta definição.
O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que os magistrados só poderão se manifestar sobre o caso depois que todos os recursos possíveis forem julgados.\
A PM informou, em nota, que agiu com rigor, pois o policial omitiu informações no processo de seleção. “A conduta é um aspecto fundamental para que tenhamos bons quadros e evitar problemas graves ao cidadão”, diz a nota.
O texto dis que “no caso específico, já sendo policial militar, sabedor das regras de conduta, a omissão se torna um aspecto mais grave ainda pelo qual houve a recusa para o ingreso na Academia do Barro Branco. Ao preencher o formulário de Investigação Social, o candidato tinha pleno conhecimento das consequências das inexatidões, omissões e falseamentos”.
*Com informações do R7