Serra distribuiu material similar ao ‘kit anti-homofobia’ do MEC em SP Resposta


A Secretaria de Estado da Educação iniciou a entrega de um conjunto de publicações para todas as escolas do Estado de São Paulo que discute o preconceito e a discriminação na infância e na adolescência. Os 13 títulos, sendo 11 livros e dois DVD’s, foram selecionados pelo Departamento de Educação Preventiva dos projetos Prevenção Também se Ensina e Comunidade Presente e contemplam temas como sexualidade, Aids, uso de álcool, tabaco e outras drogas, bullying diversidade étnica, entre outros.
Dentre os autores dos livros, estão o médico Jairo Bauer, que fala de sexualidade na juventude, e o psicanalista Contardo Calligaris, com uma publicação sobre o período da adolescência. Os alunos terão contato com o material em sala de aula e nas bibliotecas, de acordo com a organização de cada escola, tendo como eixo metodológico ações preventivas referendadas nos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais).
Cada um dos kits acompanha ainda o guia Preconceito e Discriminação no contexto escolar: guia com sugestões de atividades preventivas para os HTPC e sala de aula, elaborado para nortear os educadores com instrumentos que facilitem e favoreçam a transversalidade dos temas nas diferentes disciplinas que compõem os currículos do Ensino Fundamental e Ensino Médio.
“São livros educativos que vão estimular nesses jovens a reflexão sobre assuntos muito presentes no cotidiano. Nossa intenção é informá-los bem para que possam lidar melhor com essas questões”, afirma o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza.
Além do guia, as Diretorias de Ensino irão agendar as Orientações Técnicas para os professores coordenadores das escolas. Esse material está sendo encaminhado a todas as escolas e Diretorias de Ensino, sendo dois kits para as Oficinas Pedagógicas e 1 por escola.
Prevenção também se ensina
O projeto Prevenção Também se Ensina é desenvolvido pela Pasta desde 1996 e tem o objetivo de orientar o jovem estudante da rede estadual de ensino sobre temas relacionados à saúde e à sexualidade. Por meio da iniciativa, temas como o câncer, gravidez na adolescência, uso de drogas e doenças sexualmente transmissíveis são levados para discussão dentro da sala de aula.

Fonte: FDE

Morte emocional Resposta


Você também pode enviar o seu artigo para: oblogentrenos@gmail.com


Temos visto casos em que vários homossexuais são mortos, mas quero falar um pouco dos que são mortos diariamente com palavras de afrontas, acusações, agressões de seus familiares e que não aparece na mídia. Homossexuais que, dia após dia, sofrem mortes emocionais dentro de suas próprias casas.

Não vou revelar meu nome aqui, mas vou contar um pouco da minha história, para que alguém em algum lugar saiba que o que sofre, todos sofremos.

Tenho 21 anos, venho de uma família tradicional “evangélica”, fui criada na igreja desde que me entendo por gente. Tive relacionamentos com rapazes, porém, aos 19, tive um relacionamento com uma amiga, o que me fez entrar em crise, afinal: “Jesus não ama os homossexuais”. Sim, em um local onde JESUS deveria ser pregado como AMOR, Ele era pregado como PRECONCEITUOSO. A crise foi grande, corri para lideres da igreja que me “internaram” em um lugar para “libertação”, foram longos 5 dias sem comunicação com ninguém, apenas ouvindo que eu tinha que me confessar e me arrepender dos meus pecados. Me conta qual pecado existe em Amar, se o próprio DEUS é Amor? Mas enfim.. fiquei lá até que depois de uma lavagem cerebral, eu entendi que estava errada.

Voltei pra casa, porém minha vida nunca mais foi a mesma. Na igreja, quem sabia me olhava e tratava diferente. Aquelas pessoas que eu confiei, não confiavam em mim. Não pude estudar no seminário da igreja porque havia tido caso com mulher. Não pude ter ministério na igreja, porque eu poderia cair em pecado de novo. O DEUS que me disseram que me perdoaria, pode até ter perdoado, porém os “Ungidos” dEle, jamais o fizeram.

Pouco tempo depois perdi minha mãe, a única que me aceitou da maneira que eu sou. Uma cirurgia sem sucesso a levou pro céu, e não, ela não era evangélica, porém tinha o melhor coração que já vi na vida: uma mãe que sonha ver a filha casar com um militar e ter filhos, simplesmente diz que ama a filha mesmo ela sendo homossexual, não merece outro lugar.

Mamãe se foi, e junto dela foi-se a família que eu pensei ter.

Os pastores que eu havia contado do meu “pecado” entraram em contato com a minha família para falar que eu tinha um caso com uma amiga – na época era amiga, hoje minha namorada. Entraram em contato com a família dela para falar que eu era homossexual e que era para afastá-la de mim. E eu ali, no enterro da minha mãe, enquanto várias pessoas me julgavam ser homossexual. No mesmo dia apanhei em casa por ser homossexual, depois disso, a luta se tornou diária.

Afrontas, agressões, perseguições.. Não tinham fim. Tentei me matar algumas vezes, a dor da morte era mais doce do que imaginar que eu teria que voltar pra casa e ver aquelas pessoas “tão cheias de DEUS”, me perseguindo, me tirando sangue, me atormentando.

De lá pra cá, a vida mudou.. Eu mudei, me tornei alguém mais tolerante com as diferenças, que respeita mais as pessoas e que ama mais as pessoas..
Contei um pouco de mim, porque sei que varias pessoas sofrem com isso. Nossos familiares nos amam, até descobrir que somos homossexuais. Tudo bem ir para balada e pegar 100 rapazes, mas se você tem um relacionamento sério homossexual, você não vai pro céu, você é sujo, é olhado de maneira diferente. Você pode ser o melhor no que faz, mas sempre vão te achar inferior.

Pra você que sente/passa por isso, fica aqui meu conselho: não desista de você e do que te faz feliz. Sei que é difícil, acredite que eu já passei por MUITA coisa, mas é a luta pela minha felicidade, pela sua felicidade. Não deixe de ser quem você é porque querem que isso aconteça, ou porque acham errado. 

Se todos temos liberdade de ir e vir, temos liberdade de Amar a quem quisermos.

Li algo hoje que me fez pensar: a Lei de Deus diz amai-vos uns aos outros, não falou em gênero.
Que nos apoiemos nisso!!!

Professor é demitido de escola católica depois de anunciar casamento com seu parceiro de 20 anos Resposta

Al Fischer. 
Um professor de música de uma escola católica de Missouri, nos Estados Unidos, foi recentemente demitido da instituição depois que oficiais da igreja souberam que ele planejava se casar com seu parceiro de 20 anos em Nova York, um dos estados americanos  em que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é legal. 

O professor Al Fischer confirmou que ele foi demitido no dia 17 de fevereiro depois de quatro anos trabalhando na escola. Ele não quis comentar sobre sua demissão, mas falou sobre uma carta enviada aos pais de seus alunos logo após a decisão da escola. 
Na carta, Fischer diz aos pais que tem uma notícia alegre e outra notícia triste. A boa é sobre os planos de se casar com seu parceiro de longa data em Nova York, e a ruim é que ele não seria mais o professor de música da instituição. 
O parceiro de Fischer, Charlie Robin, diretor executivo de uma universidade de teatro, disse que o relacionamento do casal não era nenhum segredo na escola e que Fischer só foi demitido depois que um representante da Arquidiocese ouviu ele falando aos colegas de trabalho sobre seus planos de casamento. 
Em um comunicado enviado à imprensa, representantes da Arquidiocese justificaram a decisão da demissão da escola, reiterando que o comportamento do professor é contra aos valores cristãos adotados pela instituição. 
¨Com pleno respeito a este indivíduo, a união do mesmo sexo se opõe ao ensino católico romano, porque não pode realizar o potencial pleno de uma relação conjugal a qual é destinada a expressar. Como uma violação da declaração de testemunha cristã de que todos os educadores católicos da Arquidiocese de St. Louis são obrigados a manter, nós dispensamos este professor de suas funções.¨, dizia o comunicado. 
Por ser protegida por lei, a igreja não pode ser processada, pois de acordo com a legislação, instiuições religiosas não podem ser processadas por decisões de emprego em relação àqueles que a igreja contrata para ¨pregar suas crenças, ensinar sua fé e cumprir sua missão.¨

Blocos afros falam sobre preconceito e religiosidade no carnaval da Bahia Resposta

Os grupos afros da Bahia começaram a desfilar no carnaval de Salvador na noite desta quinta-feira (16), primeira noite da folia momesca. Os blocos vão apresentar temas como homofobia, racismo, religiosidade e educação para crianças com enfoque nas matrizes africanas.

Alberto Pita, presidente do Cortejo Afro, disse que o bloco saiu com três mil pessoas, 200 percussionistas, sendo 60 deles vindos da França, Grécia e Inglaterra. “Essa já é uma tradição de 10 anos.”, disse ele. O desfile do Cortejo aconteceu nesta sexta-feira (17), no Campo Grande.

Pita afirmou ainda que o tema do desfile deste ano, “Outras palavras”, focou nas questões políticas e educativas que envolvem as dificuldades das minorias sociais. “Qual a cor da invisibilidade? Isso foi tratado por nós nas fantasias das alas. Falamos da negação do outro, da dor do preconceito, do racismo e da homofobia.”

O bloco Bankoma escolheu o tema “Tembwa Ye Ndenge”, que significa “O Tempo e a Criança” para desfilar nesta quinta-feira, no Circuito Campo Grande. O objetivo temático foi preservar a cultura infantil. 

“Buscamos o tempo do ensinamento para incluir a criança no aprendizado coletivo dentro da matriz africana. É através disso que ela se projeta no futuro”, disse Eliana Santos, coordenadora pedagógica do bloco.

Ela falou também sobre a presença da cultura afro nos demais blocos que não são tipicamente afros. “É importante convergir o trabalho da matriz africana, que precisa ser vista e entendida. Procuramos nosso espaço e o reconhecimento desse trabalho cultural”, disse Eliana.

Atualmente o bloco desenvolve atividades educacionais no Terreiro São Jorge Filho da Goméia. De origem Banto, ‘Bankoma’ significa ‘reunião de pessoas’.

O bloco afro baiano Ilê Aiyê vai se apresentar no Campo Grande, neste sábado (18/02), com o tema “Negros do Sul – Lá Também Tem”, que reatrata a importância no negro na formação cultural dos estados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

*Com informações do G1

Lutador Minotauro diz que não tem preconceito, mas prefere não treinar com aluno caso ele seja gay Resposta

Rodrigo Minotauro (Foto: Reprodução)
Em entrevista para a revista Trip, o lutador de MMA, Rodrigo Minotauro, falou sobre homossexualidade no ringue e disse que prefere não treinar com alguém que seja homossexual. 

A revista perguntou ao lutador se ele sabia de algum caso de homossexualidade no MMA, ao que ele respondeu: 

– Não conheço… Tinha um lutador americano, era um peso pesado top quando comecei minha carreira, todo mundo desconfiava que ele era, mas não houve comprovação. Claro, não vou dizer o nome. Ele era bem afeminado fora do ringue, bem estranho. 

Sobre ter preconceito contra os gays, Minotauro disse que não, mas nãot reinaria com um gay: 

– Eu não tenho maldade, não acho aquele contato físico sexual. Mas vai que ele tem essa maldade de ter um contato físico comigo, de ficar ali agarrado…Eu não tenho e não gostaria que alguém tivesse, entendeu? Eu não teria problema nenhum de ter um aluno gay na minha academia, mas preferiria não treinar com ele. 

Isso não é ter preconceito? Achar que por ser homossexual, o aluno iria tentar algo com ele? 

Ele ainda diz na entrevista que não conhece homossexuais no mundo do MMA, mas muitos metrossexuais, homens que se depilam e são muito vaidosos. Minotauro disse ainda que em uma de suas lutas, o lutador Maldonado, que é do mesmo time de Minotauro, lhe deu um selinho na boca, ¨só de sacanagem¨, e a torcida ficou gritando ¨veado, veado¨. 

É por esses tipos de declarações que o preconceito no esporte nunca acaba. Acho que Minotauro deveria se desculpar por taxar os homossexuais de tarados e não serem capazes de participar de um treinamento porque algumas pessoas acreditam que serão abusadas sexualmente pelos gays. 

Minotauro esconde sua homofobia quando diz que não tem preconceito, mas que não treinaria com um gay.

Brasil tem maior parada gay, mas lidera em violência contra homossexuais Resposta

Parada Gay em SP: A maior do mundo
 (Foto:Reprodução)
País que sedia a maior parada gay do mundo é também o líder no assassinato de homossexuais. Ativistas falam à Deutsche Welle sobre os riscos de ser gay no Brasil e avaliam se o país passa por uma onda de homofobia.

Segundo o antropólogo Luiz Mott, fundador da mais antiga associação de defesa dos direitos humanos dos homossexuais no Brasil – o Grupo Gay da Bahia (GGB) – e um dos mais respeitados ativistas gays brasileiros, o Brasil é um país contraditório no que se refere à questão dos gays, lésbicas e transgêneros.

“Ao mesmo tempo que temos um lado cor-de-rosa, representado pela maior parada gay do mundo, que se realiza em São Paulo com mais de 3 milhões de pessoas, e temos mais de 200 grupos gays funcionando no país, temos um lado vermelho-sangue representado pelos assassinatos, pelas agressões contra os homossexuais no país”, afirma.

Segundo relatório do Grupo Gay da Bahia, 260 homossexuais e travestis foram assassinados no ano passado em todo o país. O Brasil é assim o país com maior número de assassinatos de gays, lésbicas e travestis. Segundo o relatório do GGB, um homossexual é morto a cada 36 horas e esse tipo de crime aumentou 113% nos últimos cinco anos. Este ano, até o momento, foram registrados 144 mortes de gays, lésbicas e travestis, disse Mott à Deutsche Welle.

Além do maior índice mundial de assassinatos de gays, lésbicas e travestis, acontecimentos recentes envolvendo a situação do grupo LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e transgêneros) no Brasil podem levar a crer que uma onda de homofobia se instalou recentemente no país.

Escola sem homofobia

Em maio último, a presidente Dilma Rousseff determinou a suspensão da produção e distribuição do kit “Escola sem homofobia”, que estava em planejamento no Ministério da Educação e deveria ser distribuído em milhares de escolas públicas brasileiras. O assim chamado kit anti-homofobia vetado por Dilma continha cartilha, cartazes, folders e vídeos educativos. O kit gerou polêmica e agora está sendo revisado, após reações de setores conservadores da política e da sociedade brasileiras.

Segundo Mott, esse foi “um material planejado com muito cuidado, onde se gastou mais de 2 milhões de reais e que teve a participação da Unesco, do Conselho Federal de Psicologia e de outras entidades, e que foi vetado por influência, por pressão do que existe de pior na política brasileira, que são deputados evangélicos conservadores e intolerantes”.

Ao vetar o kit anti-homofobia, que deveria chegar a mais de 6 milhões de adolescentes e mais de 300 mil professores, o fundador do Grupo Gay da Bahia disse que a presidente Dilma Rousseff deu um mau exemplo em meio a um aumento extremamente preocupante da intolerância gerada pela homofobia.

Violência mais visível

Para Márcio Marins, presidente da organização Dom da Terra, ONG direcionada a gays afrodescendentes e adeptos de religiões de matriz africana, a “onda de homofobia, lesbofobia, transfobia no Brasil não aumentou, ela simplesmente está mais visível que em outros tempos”.

Marins diz crer que, com os avanços de algumas políticas para esse segmento da população – lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais –, os setores conservadores têm levantado mais a voz e procurado dar mais visibilidade às suas posições, que incluem “negar os direitos LGBTs”.

Marins disse não acreditar que o índice de violência tenha aumentado no Brasil. “O que aumentou foi o número de denúncias”, afirmou o ativista à Deutsche Welle.

Triste título

Outra grande polêmica em torno da situação dos homossexuais no Brasil é a não aprovação de um projeto de lei que criminalize a homofobia no Brasil. O projeto precisa ser votado no Senado Federal, mas enfrenta oposição de setores conservadores no Senado e de segmentos de fundamentalistas religiosos.

Segundo levantamento do GGB, nos últimos anos o Brasil tem sido o campeão mundial de assassinatos de homossexuais. São mais de 3.500 assassinatos nos últimos 30 anos, atingindo, em 2010, 260 homicídios. Desses, aproximadamente 70% eram gays, 25% eram travestis e 5%, lésbicas.

O segundo país mais violento é o México, com uma média de 35 assassinatos anuais. Em terceiro lugar estão os Estados Unidos, com 25. “O Brasil tem 100 milhões de habitantes a menos do que os EUA, mas registra 10 vezes mais assassinatos de gays e travestis por ano”, disse Mott, acrescendo que menos de 10% desses assassinatos são esclarecidos pela polícia e vão a julgamento na Justiça. “Essa impunidade, com certeza, estimula novos assassinatos, o que torna a situação, a vida dos homossexuais no Brasil muito perigosa, muito arriscada.”

Mott apontou que o “que é interessante e chocante” é que o número de prostitutas é muito maior no Brasil, mas as travestis são muito mais frequentemente assassinadas do que as prostitutas, o que revela que por trás desses crimes está de fato a homofobia, na medida em que as pessoas consideram que a travesti é um homossexual. “Tais pessoas são levadas à violência por causa da homofobia cultural que domina no Brasil”, afirma o antropólogo.

Forças conservadoras

Mott lembra que tanto deputados quanto senadores dependem do voto dos eleitores para serem eleitos. “Para não ofender eleitores mais conservadores, católicos ou evangélicos, os parlamentares evitam apoiar projetos polêmicos, como a questão do aborto e a questão da equiparação da homofobia ao racismo”, argumenta.

Para o antropólogo, seria lógico que a discriminação racial e a discriminação sexual fossem punidas com o mesmo rigor e com as mesmas penas. “Mas infelizmente existe no Brasil uma hipersensibilidade em relação à questão racial e uma indiferença em relação à violência, à discriminação contra os homossexuais. Nós não queremos privilégios, queremos direitos iguais, nem menos nem mais, e que a discriminação por homofobia tenha o mesmo tratamento que os crimes de racismo”, afirma.

Para Marins, considerando que o racismo é muito presente no Brasil e “que a homofobia tem matado da maneira que tem matado, nós não demoramos a concluir que lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, se forem negros e se forem de religião de matriz africana, vão sofrer ainda mais preconceito do que um gay branco de classe média, bem posicionado profissionalmente.”

Dia do Orgulho Hétero

Naquilo que pode ser entendido como uma reação de forças conservadoras às conquistas homossexuais, no início de agosto a Câmara Municipal de São Paulo aprovou o projeto que cria o Dia do Orgulho Heterossexual. Dos 50 vereadores presentes, somente 19 se manifestaram contra.

No entanto, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, anunciou que irá vetar o projeto do Dia do Orgulho Hétero aprovado pela Câmara Municipal, alegando que o heterossexual, por não ser minoria, não sofre preconceito e ameaças e “não precisa de dia para se afirmar”.

Também a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou nota afirmando que a data é desnecessária. O projeto é de autoria do vereador Carlos Apolinario, membro da igreja evangélica Assembleia de Deus.

Luz no fim do túnel

Marins diz ter muito cuidado ao falar sobre quem são os religiosos fundamentalistas que lutam contra os direitos dos homossexuais e travestis no Brasil. “Não posso generalizar que são cristãos, até porque há tanta igreja cristã – protestante ou católica –, há tantas lideranças que trabalham muito bem conosco, respeitando os nossos direitos.”

O presidente da ONG Dom da Terra explica que se trata de algumas lideranças, baseadas em dogmas religiosos, que têm influência direta no Congresso Nacional, sobre um grande número de deputados e senadores. E com a justificativa da garantia do direito da família, vêm tirando os direitos LGBTs, “como se os LGBTs também não fossem filhos de uma família e não formassem também novas constituições familiares”.

“Nós formamos famílias”, conclui Marins. E, nesse contexto, em meio às notícias negativas sobre a situação dos homossexuais no Brasil, a aprovação unânime pelo Supremo Tribunal Federal de Brasília da equiparação da união estável homoafetiva à união heterossexual, em maio último, pode ser vista como uma contrapartida e demonstra, segundo Mott, que o Poder Judiciário no Brasil é o mais moderno, o mais afinado com os direitos humanos das minorias, entre elas os homossexuais.


*Com informações de Deutsche Welle

Absurdo! Gana quer curar gays e ministro pede que todos os homossexuais sejam presos Resposta

Foto apenas ilustrativa (Reprodução)
A Igreja Presbiteriana de Gana anunciou planos para estabelecer centros de terapia para ¨vítimas de homossexuais¨ e está pedindo ao governo para esclarecer a lei sobre a homossexualidade, de acordo a agência de notícias de Gana. 

Os centros oferecem ¨aconselhamento e reabilitação¨ em um esforço para ¨reduzir a propagação¨ da homossexualidade. A tal¨cura¨ não é um medicamento caro ou uma vacina que vai levar décadas para ser perfeita, mas consiste totalmente na prática de orações.

O reverendo e professor de direito, Emmanuel Martey afirmou que a homossexualidade foi se espalhando rapidamente na sociedade e pediu aos líderes e ministros do país para colocarem medidas eficazes, verificar e transformar o destino do país. 

O moderador da Assembléia Geral da Igreja Presbiteriana de Gana, disse que a igreja precisa de líderes, que saiam do comum, cheios e fortalecidos pelo Espírito Santo para defender os seus princípios. Ele disse que os pacientes teriam de enfrentar uma série de desafios em suas operações, e que o Senhor os livraria de todos os seus problemas, se eles confiarem no Senhor e orarem regularmente. 

No mês passado, o ministro do interior de Gana, Paul Evans Aidoo ordenou a prisão imediata de todos os homossexuais e pediu a proprietários e inquilinos para denunciarem os gays que estivessem entre eles, de acordo com a publicação australiana Star- Observer, algo bem parecido com os ataques ocorridos durante a Alemanha Nazista. Ele disse que todos esses esforços ¨estão sendo feitos para se livrar dessas pessoas na sociedade¨ 

Nem mesmo a Comissão de Direitos Humanos e a Justiça Administrativa estão preparados para defender os ganeses homossexuais. Em resposta aos relatos da mídia que apontavam um apoio da comissária Lauretta Lamptey pela descriminalização da homossexualidade, ela respondeu: 

– Eu não defendo que o homossexualismo deveria ser descriminalizado. Minha opinião é que, atualmente não está claro se é mesmo crime e que, se o ponto de vista da sociedade é que deveria ser, então, deve haver um debate sobre isso. Na minha opinião, eu não acho que, como sociedade, estamos prontos para dar aos homossexuais e lésbicas qualquer um desses tipos de direitos. 

Leis proibindo o ¨conhecimento natural carnal¨ estão sendo usadas contra gays em Gana, embora não haja menção específica da homossexualidade na lei.

Pesquisa americana aponta que 1 entre 3 gays não se assume no local de trabalho por medo de discriminação Resposta

Uma porcentagem alarmante de pessoas homossexuais enfrentam preconceito no emprego e muitas vezes decide não revelar sua orientação sexual no local de trabalho, de acordo com uma perquisa realizada pelo Instituto Williams, nos Estados Unidos. 

De acordo com uma revisão de estudos recentes e antigos, O instituto anunciou ontem (25/07), que 38% das lésbicas, funcionários gays e bissexuais assumidos, relataram que já foram assediados no trabalho por causa de sua orientação sexual. Mais de um terço dos entrevistados disseram que não eram assumidos para niinguém no ambiente de trabalho.

Pesquisas voltadas especificamente para trabalhadores transgêneros nos últimos anos descobriram a discriminação no emprego ainda maior: um estudo de 2011, por exemplo, descobriu que 78% dos funcionários trans relataram pelo menos uma forma de assédio no trabalho, com cerca de metade já ter passado por discriminação na contratação, promoção e retenção. 

Entre os entrevistados, 42% haviam sofreram algum tipo de discriminação no emprego em algum momento de suas vidas, e 27% apenas durante o período de cinco anos anteriores à pesquisa. 

De acordo com um dos autores do estudo, Christy Mallory, ¨estes novos dados mostram que ainda é arriscado assumir a homossexualidade no local de trabalho. Portanto, não é surpreendente que os dados também mostram que um terço dos empregados gays não são para qualquer pessoa no local de trabalho.¨ 

Por causa do medo de serem discriminados, muitos funcionários LGBT escondem suas identidades, ganham menos e têm menos oportunidades de emprego do que os heterossexuais.

Para a Rede Globo, gays só servem para ser piada. Emissora veta abordagem homossexual em Insensato Coração. Resposta

Crime homofóbico pode. Amor entre gays não pode! Essa é a Globo. 

Chamados para uma reunião com o diretor geral de entretenimento da Rede Globo, Manoel Martins, os autores da novela Insensato Coração, Gilberto Braga e Ricardo Linhares, foram proibidos de continuar abordando a homofobia na novela, e inclusive de defender a lei que criminaliza a homofobia. 

Manoel Martins pediu que o romance entre Eduardo e Hugo, personagens vividos por Rodrigo Andrade e Marcos Damingo, respectivamente, fosse esfriado na trama. 

Em nota, a Rede Globo informou que ¨a televisão é um veículo de massa que precisa contemplar todos os seus públicos e faz parte do papel da direção zelar para que isso aconteça¨. 

O interessante é que o assassinato de um jovem gay cometido por um homofóbico não foi tema da reunião. A cena continua, os ataques homofóbicos continuam, mas o amor e a relação entre dois homens não pode continuar. 

Acho que está chegando a hora de fazer um boicote também na emissora hipócrita que é a Rede Globo. A intenção dos autores foi a melhor possível, inclusive sempre é. Mas a alta direção da emissora sempre vem e corta a possibilidade de fazer com que esse país evolua. Principalmente por ser a televisão um veículo de massa, formadora de opiniões, é que ela tem a obrigação de ajudar na evolução da sociedade, de mostrar os caminhos que levam à uma sociedade mais igualitária e melhor. 

Quem iria imaginar que em pleno ano de 2011, um simples beijo gay seria causa de CENSURA na televisão? O mundo gay está na nossa cara o tempo todo, nos jornais, em programas de humor (fazendo dos gays motivo de piada), nas rádios, na internet. Os gays estão nas ruas, em paradas gays que levam 4 milhões de pessoas para uma das avenidas mais importantes do país. E agora qual o motivo de essas emissoras criarem essa polêmica toda em torno de algo que todo mundo já está cansado de saber que existe há muito tempo? 

A emissora tida como poderosa, justifica essas atitudes colocando a culpa no telespectador que, segundo ela, NUNCA ESTÁ PREPARADO para ver tal cena. E pelo visto, se depender da Rede Globo, nunca vai estar. 

Uma vergonha ver que ao invés de estimular o pensamento e contribuir para uma convivência melhor entre as diferenças, o que a televisão está fazendo a cada dia, é alienar a população, e mostrar que gay só serve para ser piada nos humorísticos ou mortos por homofóbicos.

Pai e filho são agredidos por grupo depois de serem confundidos com casal gay Resposta

O cúmulo do preconceito fez mais vítimas inocentes em decorrência do ódio de grupos homofóbicos. Um homem de 42 anos e seu filho de 18 anos, que tinham acabado de sair de um show no município de São João da Boa Vista, em São Paulo, foram atacados brutalmente por um grupo de sete jovens por estarem abraçados. Ele chegou a perder parte de sua orelha por causa da agressão.


Segundo ele, que não quis se identificar, o ataque aconteceu no local que acontece a Exposição Agropecuária Industrial e Comercial (EAPIC). Por estar abraçado com o filho, o grupo pensou que os dois fossem namorados por estarem abraçados. Eles questionaram se eles eram gays, mas o homem, que não quis se identificar, tentou explicar que o rapaz era seu filho, e o grupo mesmo depois de iniciar uma discussão, se afastou.

Porém, cinco minutos depois eles voltaram, e começaram em um ato covarde, atacar os dois. O homem disse que levou um soco e desmaiou, e quando acordou as pessoas disseram que ele estava sem a orelha.

O homem e o jovem foram levados para a Santa Casa, atendidos e liberados. O filho teve apenas ferimentos leves.

O delegado do 1º Distrito da Polícia Civil, Fernando Zucarelli, disse que foi aberto um inquérito e agora estão tentando identificar os agressores. Além de agressão, o grupo que atacou pai e filho podem responder por discriminação, mesmo a homofobia não sendo crime.

A organização da EAPIC disse que haviam 150 seguranças e policiais militares no evento, e que vão colaborar com as investigações.

Uma coisa é certa: esses covardes nunca agem sozinhos, porque não se garantem. Precisam atacas em bandos, porque não são homens o suficiente de arrumarem brigas sozinhos. COVARDES!

Absurdo! Jovem é proibido de doar sangue por ¨parecer gay¨, mesmo não sendo Resposta

Aaron Pace
Um homem de Indiana, nos Estados Unidos, disse que um centro de doação de sangue rejeitou ele como doador, porque ele parecia ser gay – ainda que ele não seja. 

Aaron Pace, 22, recentemente visitou o Bio-Sangue Components Inc., em Gary, que paga até 40 dólares para doações de sangue e plasma. Mas ele disse que durante o processo de entrevista, falaram que ele não poderia doar sangue, porque parecia ser gay. 

Embora Pace é ¨assumidamente e visivelmente afeminado¨, segundo a publicação ¨Chicago Sun Times¨, ele diz que é hetero. 

– Não é certo que os mendigos possam doar sangue, mas os homossexuais não podem. E eu não sou homossexual. 

Mesmo que o banco de sangue esteja envolvido em uma prática discriminatória, estaria apenas seguindo a lei, rejeitando Pace se ele fosse gay. Em 1983, em meio ao pânico inicial sobre a AIDS, a Food and Drug Administration proibiu todos os homens que tiveram sexo com outros homens desde 1977 de doarem sangue. 

Naquela época, não existia um exame eficaz que identificasse o vírus HIV. Hoje em dia, todo o sangue doado é testado para HIV e outras doenças infecciosas antes de ser dado aos hospitais. E um estudo recente concluiu que a proibição aos gays custa aos hospitais 219.000 litros de sangue a cada ano. 

E ainda, no ano passado, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos decidiu manter a política – apesar de um comitê da FDA sugerir que seria melhor para desenvolver um sistema de triagem com base no comportamento individual, não características gerais, como a sexualidade. 

Curt Ellis, ex-diretor do Projeto Aliveness da Indiana, um grupo de educaçãodo sobre o HIV, disse que a proibição foi ¨injusta, escandalosa e simplesmente estúpida.¨ Com razão. 

Quanto a Pace, ele ainda está revoltado por ter sido rejeitado: 

– Fui humilhado e envergonhado. Não sou gay, não que isso seja algo de errado, mas não sou! 

Absurdo!

Escrivã religiosa de Nova York se demite para não realizar casamento entre pessoas do mesmo sexo Resposta

Laura Fotusky: ¨Tive que escolher
entre meu trabalho e meu Deus¨
Uma escrivã do interior de Nova York se demitiu do seu posto ao invés de conceder licenças de casamento para casais do mesmo sexo. Laura Fotusky, secretária da cidade de Barker, disse em entrevista que ¨teve que escolher entre o seu trabalho e seu Deus.¨

Fotusky, uma mulher de 56 anos, é uma republicana que foi eleita duas vezes na cidade que fica a 10 quilôemtros de Binghamton, com uma população de cerca de 2.700 pessoas. 

Ela postou a sua carta de demissão no site do ¨New Yorkers for Constitutional Freedoms¨ , um grupo que se auto define como ¨responsável por influenciar a legislação e legisladores para o Senhor Jesus Cristo.¨

A renúncia de Fotusky será oficializada no dia 21 de julho, três dias antes do casamento gay legal entrar em vigor em Nova York. Ela disse que ainda não tem planos depois que deixar seu escritório, que pagou cerca de 24 mil dólares pelo ano passado: 

– Eu não sei o que vai acontecer a seguir. Eu só sabia que eu precisava obedecer a Deus.

Ela não será a primeira a agir dessa maneira. No mês passado, Barbara MacEwen, secretária municipal de Volney, em Nova York, disse que ela estava determinada a não conceder qualquer licença de casamento gay. 

Em sua carta de demissão, Fotusky citou a Bíblia e disse que ¨A Bíblia ensina claramente que Deus criou o casamento entre homem e mulher como um dom divino que preserva as famílias e culturas. Desde que eu o amo e sigo, não posso colocar minha assinatura em algo que é contra Deus.¨

Motorista pede que casal gay vá para banco de trás em ônibus por estarem de mãos dadas Resposta

O cantor Ari Gold em detalhe à direita.
Um casal gay dos Estados Unidos foi orientado para que sentassem no banco de trás do ônibus porque estavam de mãos dadas. O cantor Ari Gold disse que ele e seu namorado se recusaram de mudar de lugar e então o motorista teve que chamar a polícia. 

Tudo isso por que, segundo Gold, o casal estava ouvindo as músicas de Whitney Houston no iPod, e por serem canções românticas, eles deram as mãos. O motorista então pediu para que eles saíssem do banco da frente e fossem para a parte de trpas do ônibus, o que eles recusaram. 

Quando a polícia chegou, eles se defenderam e disseram que falaram com o motorista que não havia nada de ilegal na forma como os dois estavam sentados. Mesmo assim, os policiais pediram que os dois fossem para o banco de atrás apenas para evitar maiores problemas. 

O casal se recusou mais uma vez e decidiram registrar uma ocorrência policial, mas os oficiais saíram do ônibus e foram embora e não deu tempo de eles pegaram a identificação dos policiais. Em nota, a empresa de ônibus se desculpou com o casal e disse que a atitude do motorista não condiz com as práticas da empresa, e que tomarão uma atitude assim que o caso for totalmente esclarecido, afim de que tal atitude não aconteça novamente.

Ministro da Educação deve contar com a ajuda da Frente da Família para elaborar kit-anti-preconceito Resposta


O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (31/05) que analisa e poderá levar à Presidência da República proposta de parlamentares da Frente da Família para que o governo promova uma campanha geral contra todas as formas de discriminação nas escolas, tratando também de homofobia, mas sem foco exclusivo no preconceito contra homossexuais. Haddad, que participou de audiência pública na Comissão de Educação do Senado, disse que está ouvindo sugestões para elaborar as bases da nova campanha, depois que a presidenta Dilma Rousseff mandou suspender o kit anti-homofobia, por considerar que o material fazia “propaganda” da “opção sexual” alheia. Ele disse que não há prazo para a elaboração da nova campanha e que tudo será submetido à Secretaria de Comunicação de Governo (Secom) e à própria Dilma.


– Há um pleito de que essa matéria contra a homofobia não fique circunscrita a esse preconceito, a essa forma de discriminação. Isso está sendo avaliado para verificar a possibilidade, a oportunidade disso. Mas me parece uma postura legítima de parte de setores que querem ver o debate sobre o fim da discriminação, a cultura da tolerância, da paz nas escolas, envolvendo muitas dimensões desse problema e não uma específica – afirmou Haddad, após a audiência pública. São parlamentares da Frente da Família contrários a qualquer forma de intolerância e discriminação e requisitaram ao ministério e ao governo que avaliassem a oportunidade de uma campanha mais ampla. Eu recebi essa demanda agora.


O ministro não se posicionou sobre a sugestão, mas citou outras formas de discriminação que poderiam fazer parte da campanha: questões religiosas, racismo contra negros e índios e discriminação contra a mulher. Ele destacou que parlamentares da Frente da Família se mostraram contra a homofobia e que a divergência existente é sobre a abordagem do tema.


Haddad disse que o MEC já tem pronto materiais contra outras formas de discriminação:


– Vamos estudar tecnicamente e ver se é o caso ou não. Vamos fazer isso com base em critérios técnicos, ouvindo especialistas e remetendo para a Secom fazer uma discussão mais ampla sobre o assunto, em virtude da delicadeza do tema.

Haddad lembrou que Dilma pediu a ele e aos ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Maria do Rosário (Direitos Humanos) que proponham novas abordagens para o governo combater a discriminação contra homossexuais nas escolas. Segundo ele, o primeiro passo é definir as diretrizes que nortearão a campanha, o que passa pela Presidência da República.


O kit anti-homofobia foi discutido durante a audiência pública, mas a maior parte da sessão foi dedicada a livros didáticos. Tanto ao livro de língua portuguesa “Por uma Vida Melhor” (Editora Global), destinado a turmas de educação de jovens e adultos e que provocou polêmica ao afirmar que é correto, em certos contextos, falar com erros de concordância, quanto a obras de história acusadas de favorecer a imagem do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e criticar o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Todos os livros são comprados e distribuídos pelo Ministério da Educação à rede pública de ensino.


Haddad disse não ter lido os livros de história, mas defendeu a obra de língua portuguesa. Segundo ele, o assunto foi politizado da pior forma possível e muitas pessoas criticaram o livro sem lê-lo. Ele defendeu o sistema de avaliação do MEC, que seleciona as obras, e declarou que seria uma atitude fascista recolher os exemplares distribuídos, ainda mais que grande parte dos críticos sequer leu a obra. Após o líder do PSDB, Álvaro Dias, fazer menção ao ditador soviético Josef Stalin, numa crítica ao livro de língua portuguesa, Haddad emendou que tanto o stalinismo quanto o nazismo fuzilavam seus inimigos, mas que haveria uma diferença, já que os nazistas fariam isso sem sequer ler os textos de seus adversários:


– O Stalin lia os livros antes de fuzilar os inimigos.


É lamentável notar que o governo tenha se rendido aos fundamentalistas. Colocar todos os preconceitos em uma mesma balança mais não vai resolver questão alguma.


*Com informações do jornal “O Globo”

Ex-BBB Kadu Parga mostra ignorância e critica kit anti-homofobia nas escolas Resposta

(Foto: Reprodução)
O Ex-BBB Kadu Parga, causou ira de alguns seguidores no twitter após dar uma declaração sobre o kit contra a homofobia nas escolas. Em sua página social, Kadu postou um vídeo de um menino que estava dançando e comentou que se ¨já está assim, imagina quando lançarem o kit gay nas escolas¨.

Após o post, ele foi criticado por diversos seguidores que se revoltaram com o comentário do ex – bbb. Um internauta escreveu:
– É para barrar reações como a sua, de criticar preconceituosamente uma criança homem que rebola como mulher, que o kit serve. (…) As crianças são livres. Elas não têm os conceitos, os estereótipos e as éticas dos adultos. A sua opinião é homofóbica, transfóbica e machista, e é com isto que o kit gay nas escolas pretende acabar em um futuro próximo.
Após as críticas, Kadu apagou o post do twitter e se defendeu, afirmando que não é homofóbico, apenas não concorda com o ¨kit gay¨ ser lançado para crianças de 10 anos e, com isso, estimular a sexualidade dos jovens, mostrando assim a sua completa ignorância e falta de conhecimento sobre o kit, que é proposto a atiingir jovens acima de 14 anos.

Lésbica é estuprada e morta na África do Sul Resposta

Noxolo Nogwaza, uma lésbica de 24 anos de idade, foi encontrada morta em um beco de Kwa- Thema, na África do Sul, no último domingo. Acredita-se que ela tenha sido estuprada e assassinada. 

Noxolo era membro do Comitê Organizador da Parada do Orgulho Ekurhuleni, uma das principais organizações de Kwa-Thema. A comissão, juntamente com a Coalisão de Lésbicas Africanas, disse que o rosto de Nogwaza foi tão agredido que ela estava irreconhecível. Seu corpo tinha sido totalmente esfaqueado com cacos de vidro e uma garrafa vazia e preservativos usados ​​também foram encontrados em seus órgãos genitais. 
Victor Mukasa, coordenador do projeto que defende os direitos humanos em CALI, disse que estava ¨perturbado com esta ação horrível. É responsabilidade do governo sul-africano proteger todos os seus cidadãos. Os crimes de ódio contra as pessoas LGBT no país estão aumentando e o governo ficar abertamente contra estas ações.¨ 
Em 2008, o corpo de Eudy Simelane também foi encontrado em um campo aberto em Kwa-Thema. Ela tinha sido estuprada e assassinada. No ano passado, um homem gay no mesmo município foi atacado por oito homens que alegadamente tentaram estuprá-lo. 
Noxolo Nogwaza tem será sepultada no sábado.

Crítica: Fall From Grace (documentário) Resposta

Fall From Grace, um documentário criado e dirigido por K. Ryan Jones, é um daqueles filmes que quando acabamos de ver, damos um grande suspiro. É um suspiro pesado, triste, impressionado. O documentário conta a história da família Phelps e da igreja fundada pelo líder Fred Phelps, a Westboro Baptist Church. 


Claro, é um documentário que mostra a guerra entre os fanáticos religiosos e os homossexuais. O documentário mostra a visão que a igreja de Kansas tem sobre os homossexuais, mas vai além, detalhando o pensamento deles em relação aos Estados Unidos em relação a alguns fatos marcantes do país. 

Se engana quem pensa que assistir a esse documentário não vale a pena, por se tratar de algo que acontece nos EUA. Mas é importante para que todos no mundo possam assistir, principalmente os gays, para verem como é o mundo em que vivemos. 

A igreja liderada pela família Phelps, é tida como um grupo de ódio, que usa o nome de Deus para propagar a ignorância através dos ¨ensinamentos bíblicos¨. Esse grupo é o mesmo responsável pela campanha ¨God Hates America¨ (Deus odeia a América), que se extende, inacreditávelmente, a outras campanhas do tipo ¨God Hates Fags¨ (Deus odeia viado), ¨Thank God For The AIDS¨ (Obrigado Deus pela AIDS) e ¨Pray For More Dead Soldiers¨ (Rezo para mais soldados mortos). 

Esse é o tipo de ensinamento que os membros desta igreja aplica para os filhos deles. É interessante ver o momento em que o diretor conversa com as crianças sobre essas campanhas, e pergunta qual destas é a preferida deles. As crianças, na maioria meninos, preferem às que ofendem os homossexuais. Quando perguntados o que estas frases significam, as crianças não sabem explicar, porque elas não sabem o que significa tudo aquilo. Um menino, em especial, chegou a demonstrar uma vontade de matar os ¨fags¨(termo pejorativo que significa algo como ¨viado¨), mas que ele sabe que não pode fazer isso, que Deus tem que matar. 

É triste. O documentário apresenta citações de pastores que atribuem o ataque de 11 de setembro, à ira de Deus contra os homossexuais. É algo absurdo que alguns acreditam que não existe! Mostra a forma como este grupo de ódio protesta em enterros de soldados americanos, desrespeitando a família dessas pessoas, e o líder vagabundo dizendo que ao invés de 200 mil soldados mortos, ele espera que sejam 200 milhões. 

Este documentário serve para abrir os olhos de toda a comunidade LGBT, e, principalmente, dos que vivem alheios ao preconceito extremo que existe no mundo, e mostra que cada vez mais precisamos lutar e lutar sempre, que a guerra não está vencida e não podemos nos acomodar! 

Por outro lado, o filme mostra uma entrevista com dois filhos da família Phelps, que decidiram sair de casa por não concordarem com os ensinamentos do pai. Mostra a opinião de outro pastor, que se diz indignado com a forma odiosa que Fred Phelps dissemina a palavra de Deus, e aplica uma interessante explicação a respeito das passagens bíblicas em referência ao homossexualismo. 

Independente de acreditar ou não em Deus ou na Bíblia, o documentário mostra bem o ódio e o retrocesso de alguns setores da comunidade americana e que serve de exemplo para o mundo inteiro. O filme (em inglês) pode ser visto completo no YouTube

Assista ao trailer:

Absurdo! Uganda deve aprovar lei que permite morte aos homossexuais Resposta

David Kato: morto em Janeiro vítima de homofobia na Uganda
O Parlamento de Uganda vai se reunir esta semana para decidir se aprova a legislação anti-homossexual, muitas vezes referida como o projeto de lei ¨Morte aos Gays¨. 

A homossexualidade é ilegal na Uganda, e nos termos da legislação proposta, os gays poderão ser punidos com prisão perpétua ou a pena de morte para certos comportamento homossexuais. 
O projeto de lei também pode levar à pena de prisão de até três anos de qualquer um, incluindo as pessoas heterossexuais, que não denunciarem dentro de 24 horas a identidade de alguém que eles saibam que é lésbica, gay, bissexual ou transgênero, ou que defende os direitos humanos dos homossexuais. 
O projeto não avançou nos Assuntos Jurídicos e Comissão Parlamentar desde sua introdução em Outubro de 2009 e causou indignação internacional. Com o Parlamento já na sua sessão, o patrocinador David Bahati está trabalhando para transformar, finalmente, o projeto em lei ainda esta semana. 
Segundo o presidente da Comissão, Stephen Tashobya, a entidade vai realizar reuniões públicas sobre as disposições da lei e poderá aprovar a lei antes de maio. 
Em janeiro, o ativista gay de Uganda, David Kato, foi assassinado em sua casa perto de Kampala. Antes de seu assassinato, Kato lutava contra este projeto. Os ativistas dos direitos humanos dizem que a Uganda, com uma população de 31 milhões, tem cerca de 500 mil gays e lésbicas, e que a comunidade LGBT continua a viver com muito medo. 
Uganda é um dos mais de 35 países africanos que condenam a homossexualidade. Esta notícia é uma daquelas que me fazem chorar por saber que existe tanto ódio nas pessoas em relação aos homossexuais. Isso é um absurdo e as autoridades internacionais precisam fazer alguma coisa para impedir este crime. Muito triste hoje com essa notícia. 

Famílias tentam anular a lei do casamento gay na Argentina Resposta

A Rede Federal de Famílias da Argentina lançou recentemente uma petição pedindo aos legisladores que anulem a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo no país. O grupo pretende recolher 500 mil assinaturas. 

O coordenador nacional da unidade de assinaturas, Juan Pablo Berarducci, disse que, se a medida for aprovada, o casamento gay vai ser banido em todo o país. O casamento entre pessoas do mesmo sexo foi aprovado em Julho do ano passado na Argentina. 
Segundo Berarducci, as leis que legalizam o casamento gay a nível local e provincial, estão em conflito com a política da família argentina, que está enraizada no artigo 14 da Constituição do país. Fica a dúvida: o que é a família argentina?
Berarducci disse que a Rede de Famílias pretende reunir 500 mil assinaturas até julho de 2011, antes de os candidatos a presidente e vice presidente divulgarem suas plataformas políticas. Ele também pretende reunir o apoio antes que a lista dos candidatos que concorrem ao Senado e Câmara na Argentina seja finalizada: 
– Esta estratégia força os candidatos a tomarem uma posição sobre a medida e daria aos eleitores uma idéia melhor de como pretendem governar.
Ele acrescentou que a petição já está ganhando o apoio de um grande número de legisladores em todos os níveis de governo. 
É impressionante como eles não sossegam enquanto não conseguirem destruir os direitos dos gays. Parece que a luta não é mais em razão da família, mas virou algo pessoal. Sempre querem impedir a felicidade das pessoas. Esperamos que as assinaturas não sejam o suficiente para derrubar a lei e impedir que os argentinos gays se casem.

Deputado Federal Jean Wyllys recebe ameaça de morte por defender causas gays no Congresso Resposta

(Foto: Reprodução)
O Deputado Federal Jean Wyllys (PSOL -BA), vem recebendo ameaças de morte através de seu twitter. Ele, que apóia as causas gays no Congresso, incluindo o PL122, que criminaliza a homofobia, o casamento gay e o kit anti-homofobia nas escolas, atribui os ataques aos fanáticos religiosos que são contra os homossexuais.

Só ontem (18/03), Jean Wyllys recebeu três ameaças pelo twitter. A primeira dizia: ¨é por ofender a vontade de Deus que você deve morrer¨. Um outra dizia: ¨cuidado ao sair de casa, você pode não voltar¨. E, por fim, a tercira ameaça dizia: ¨a morte chega, você não tarda por esperar¨.

É óbvio que tais mensagens partem dos fanáticos homofóbicos e religiosos que têm receio que a comunidade gay ganhe força. Jean, que é homossexual assumido, já avisou que vai denunciar os casos à Delegacia de Crimes Virtuais. 


Jean diz que não pode minimizar a responsabilidade dos pastores evangélicos sobre os ataques, porque eles conduzem as pessoas demonizando minorias, e que isso parte de pessoas fanáticas e doentes.

Para aqueles que acham que o preconceito e a homofobia são atitudes isoladas, está aí a prova que vivemos em uma guerra descarada, onde o povo mata em nome de Deus. É algo que, há um tempo atrás, a gente achava que só existia nos países muçulmanos, mas a realidade é que moramos com o inimigo. Por isso quanto mais os homossexuais se ajudarem, se unirem, mais forte vai ser o poder sobre esses fanáticos religiosos que não respeitam a diversidade e a liberdade.