Homofobia é uma das linhas de investigação da DH para assassinato de Gambá Resposta

A morte do dançarino Gualter Rocha (22), ainda é um crime sem solução. Uma das linhas de investigação da Divisão de Homicídios (DH) para resolver o caso é de que a violência tenha sido motivada por homofobia. A juíza criminal Thelma Fraga, que foi jurada da fase final de uma batalha realizada no Sesc da Tijuca, na qual Gambá ficou em terceiro lugar, afirmou que o tipo de agressão que vitimou o jovem tem características de um crime por discriminação.

Segundo ela, o fato de Gualter fazer coreografias provocativas em qualquer lugar pode ter causado a ira dos assassinos e, consequentemente, o crime homofóbico. A magistrada contou ainda que era admirável o “funk de paz e arte” que o rei dos “passinhos” dançava. O rapaz estava investindo na dança como uma possibilidade de futuro e, de acordo com Thelma, ele iria começar a receber cachê pelas apresentações.


O corpo do rapaz foi enterrado na tarde desta quinta-feira (12/01) no Cemitério do Cacuia, na Ilha do Governador. Presente à cerimônia, o provedor da Santa Casa de Misericórdia, Dr. Dahas Zarur, afirmou que os procedimentos de exumação e sepultamento do corpo do dançarino ficaram por conta da Santa Casa. No entanto, a mãe do jovem, Edite Damasceno, de 49 anos, afirmou que a família segue necessitando de ajuda.
  
A cantora Preta Gil, que está auxiliando os parentes do rapaz que era conhecido como Gambá, compareceu ao enterro e levou algumas camisas confeccionadas com a foto de Guálter. O dançarino, conhecido como o rei das batalhas de passinhos de funk, participou de um show feito pela cantora, no dia 30 de dezembro do ano passado.
O jovem havia sido enterrado como indigente no Cemitério de Santa Cruz, na Zona Oeste, na última sexta-feira. Ele estava desaparecido desde o dia 1º de janeiro. Investigadores da DH, que apuram o assassinato de Gambá, garantiram na última terça que até sexta-feira devem concluir o inquérito que apontará quem matou o jovem. 

De acordo com o titular da DH, delegado Felipe Ettore, o sigilo é crucial para que o culpado seja identificado e localizado. “O caso será solucionado rápido, já que está bem encaminhado”, afirmou Ettore.
Antes de saber sobre o auxília da Santa Casa para a família da vítima, a cantora Preta Gil se ofereceu para pagar o funeral, após tomar conhecimento que a família do jovem não tinha dinheiro para fazê-lo. No Twitter, ela afirmou: “Pronto, agora o Gambá terá o enterro que ele merece! Muito triste isso tudo!”. A mãe do rapaz, a cozinheira Edite Damasceno, 49, agradeceu:
“Em meio a tantas notícias tristes, recebi a ligação dela. Foi um anjo que caiu em minha vida. Ela disse ainda que quer participar da cerimônia. Então, vamos aguardar até quinta-feira para a despedida”, disse, emocionada. 

Sobre as investigações, os pais do jovem garantem que não foram procurados pela polícia e que não têm ideia do que a DH sabe sobre o caso. “Nosso outro filho é quem está resolvendo tudo. Só sei que meu filho era tranquilo, nunca brigou e não se envolveria em confusão”, disse o servente José Maria Rocha, 46. 
Funcionário de posto será ouvido
A DH ainda espera ouvir esta semana o depoimento de funcionário de posto de combustível em Bonsucesso, onde o ‘Rei dos Passinhos’ teria se envolvido numa briga. Imagens de câmeras de segurança serão analisadas.
Irmão da vítima, Johne Pitter Rocha, 25, garante que o irmão não brigou: “Ele só segurou no braço de uma mulher, não bateu em ninguém, não pode ter morrido por isso”. O Disque-Denúncia (2253-1177) recebeu até ontem à noite quatro informações sobre o caso.

*Com informações do jornal O Dia




Artistas defendem união civil gay e criminalização da homofobia Resposta

Foto: Beto Oliveira / Agência Câmara

As cantoras Wanessa e Preta Gil e um grupo de artistas presente ao 8º Seminário LGBT na Câmara dos Deputados manifestaram apoio ao movimento homossexual. Eles reivindicaram a aprovação pelo Congresso de projetos de lei de interesse dos homossexuais.

O PL 1151/95, que regulamenta a união civil entre pessoas do mesmo sexo, foi apresentado pela então deputada Marta Suplicy (PT-SP), hoje senadora, e está na pauta do Plenário da Câmara. Já o PLC 122/06, da ex-deputada Iara Bernardi, que criminaliza os atos de homofobia, foi aprovado pela Câmara e está em tramitação no Senado.

Wanessa considera urgente a aprovação das duas propostas. Para ela, o papel dos artistas é ajudar a esclarecer a parcela da população que ainda é intolerante quanto ao assunto. “Esse posicionamento é falta de informação”, disse.

A cantora Preta Gil disse nesta terça-feira (17/05), durante o seminário, que “vai lutar” para que o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) não seja reeleito no Rio de Janeiro.

Há dois meses, Preta Gil perguntou a Bolsonaro como ele reagiria se seu filho se apaixonasse por uma negra. A pergunta foi feita para o programa CQC, da TV Bandeirantes.

O parlamentar respondeu: “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco e meus filhos foram muito bem educados. E não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu.” Bolsonaro disse, depois, que pensou que a pergunta se referisse a um relacionamento gay.

“Fui atacada injustamente. Infelizmente, o Congresso também tem uma banda podre, como esse deputado que não quero e não vou citar o nome porque ele não merece”, afirmou para a plateia, que lotava o auditório da Câmara dos Deputados.

“O que ele quer é ibope, é aparecer às nossas custas”, completou.

Sob aplausos, ela disse que saiu “fortalecida” do episódio. O seminário sobre casamento civil entre homossexuais estava repleto de grupos e associações gays. Parlamentares que atuam pela causa LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) também estavam presentes.

Também presente ao seminário, a atriz transexual piauiense Safira Bengell reivindicou a aprovação do PLC 122/06. A atriz, que é tesoureira da Rede Nacional de Pessoas Trans (entidade que luta pelos direitos de travestis, transexuais e transgêneros), explicou que o grupo trabalha para que a sociedade ponha fim ao preconceito sofrido por essas minorias. “Somos contra qualquer tipo de violência”, declarou.

O presidente da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT na Câmara, deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), ressaltou a importância de artistas ajudarem a dar visibilidade para a questão dos direitos homossexuais.

O seminário ocorre no auditório Nereu Ramos.

Outros parlamentares, como Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), também se referiram ao episódio, mas não citaram o nome do deputado Bolsonaro. A expectativa é que Bolsonaro compareça ao seminário à tarde.

O presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), Toni Reis, levou um documento com 100,3 mil assinaturas em favor da proposta, que tem provocado polêmica no Congresso.

“Estamos abertos ao debate, mas queremos nossos direitos”, disse Reis, que entregou o documento à presidência da Câmara.

O presidente da ABGLT acabou ficando em uma “saia justa”, durante seu discurso no seminário. Ele chamou seu companheiro, com quem assinou união estável na semana passada, para ocupar a bancada. O público que estava no auditório da Câmara começou a entoar “beija, beija”.

Reis disse que só daria um beijo na bochecha de seu companheiro. “Essa é uma casa séria”, justificou, rindo.

*Com informações da “Agência Câmara” e da “Folha.com”

Caso vença o processo contra Bolsonaro, Preta Gil irá doar todo o dinheiro ao combate ao racismo e à homofobia Resposta

A cantora e apresentadora Preta Gil, que será madrinha da 15ª Parada do Orgulho LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero) de São Paulo, disse em seu Twitter que, caso vença o processo contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), irá doar “todo o dinheiro ao combate ao racismo e (à) homofobia”.
Preta, que foi ofendida na última segunda-feira, por Bolsonaro – ele disse que não iria discutir “promiscuidade”, quando ela lhe perguntou o que ele faria se um de seus filhos namorasse uma negra – teve o seu site hackeado. “Meu site foi hackeado por um fanático que se diz defensor do tal deputado (Jair Bolsonaro), mais uma vez eu me pergunto, o que está acontecendo?”, escreveu Preta, em seu microblog.
A cantora ainda parece surpresa e atordoada com tanta agressividade: “Sinto (estar havendo) um retrocesso no caminho da humanidade, nunca imaginei ver de novo tanta agressividade, racismo, preconceito”, escreveu Preta, no Twitter.
Preta ainda disse que “as palavras ditas diariamente por esse deputado em programas de TV, rádio e jornais, não só ao meu respeito”, são “um afronte a todos nós”.
Ela agradeceu “aos (…) queridos fãs, amigos e até mesmo aqueles que não são meus fãs, mas me respeitam como mulher, cidadã, eu digo, vamos lutar”. “Acreditem, se não tivesse acontecido isso comigo, talvez não descobriríamos tanta podridão, agora podemos combatê-la”, completou a cantora.

Preta Gil: Sou negra gay e feliz 1


Durante o lançamento oficial da 15ª Parada do Orgulho LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero), na noite da última quarta-feira (30/11), a cantora Preta Gil comentou a entrevista racista e homofóbica do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) ao programa “CQC” (Band). Ao responder a pergunta: “Se seu filho se apaixonasse por uma negra, o que o senhor faria?”, o deputado respondeu que não iria discutir “promiscuidade” com ela.





“Passei nos últimos dias por um terror. Fui injustamente agredida por um político que não só me agrediu, mas a todos que são negros, gays ou que são os dois. Eu, no meu caso, sou uma mulher, negra gay e feliz”, afirmou a cantora e apresentadora.

Preta já avisou que vai processar o deputado. As reações da sociedade civil organizada foram imadiatas. Além de muitos protestos nas redes sociais.

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), encaminhou quatro representações contra Jair Bolsonaro. As ações foram protocoladas pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, pela seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil, pelo Deputado Edson Santos (PT-RJ) e pela Comissão de Direitos Humanos, assinada por um grupo de 19 deputados.

A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa fez um ato de repúdio às falas do deputado Jair Bolsonaro. Além dos religiosos, diversas autoridades estiveram presentes.

O presidente da Fundação Palmares, Eloi Ferreira de Araujo disse que a entidade estuda, com o seu departamento jurídico, a adoção de medidas contra o ato de racismo.

Relembre momentos de machismo, homofobia e racismo de Bolsonaro 6

O presidente da Câmara dos Dputados, Marco Maia (PT-RS), encaminhou na última quarta-feira (30/03), quatro representações contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) para serem analisadas pela Corregedoria da Casa. As ações dizem respeito às declarações homofóbicas e racistas do deputado em entrevista ao programa “CQC” (Band).

Jair Bolsonaro disse que seus filhos não namorariam gays, porque foram bem educados e não tiveram pais ausentes e, respondendo a uma pergunta da cantora e apresentadora Preta Gil, afirmou que seus filhos não namorariam uma negra, pois ele é contra essa “promiscuidade”. Após Preta Gil afirmar que irá processá-lo, o deputado, que sabe que racismo é crime no Brasil e homofobia não, disse que entendeu apenas que a pergunta sobre se o filho namorasse um gay. O deputado também disse que torturaria seu filho se o encontrasse fumando maconha.

As ações encaminhadas foram protocoladas pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, pela sccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), pelo deputado Edson Santos (PT-RJ) e pela Comissão de Direitos Humanos, assinada por um grupo de 19 deputados. Nesta quinta-feira, deve ser protocolada mais uma representação, da Procuradoria da Mulher da Câmara dos Deputados.

Com o encaminhamento, caberá ao corregedor, Eduardo Fonte (PP-PE), dar um parecer à Mesa Diretora sobre o tema para que seja decidido se Jair Bolsonaro vai ou não para o Conselho de Ética. O deputado, que disse estar se “lixando” para o movimento gay, mesmo depois de toda a repercussão negativa de suas declarações, terá cinco dias para se defender após ser notificado pela Corregedoria.
Jair Bolsonaro disse, na última quarta-feira (30/03), que não teme ser cassado por racismo. Bolsonaro também disse que não tem medo de ser destituído da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Sim, ele faz parte da comissão!
“Quem manda na minha cadeira é o líder do meu partido. Ele é quem decide, eu não saio de lá. Estou lá para não ser uma comissão só voltada para a demagogia e para defender interesses de quem está à margem da lei, como presidiários. Eu nunca vi defenderem direitos de famílias de vítimas de assassinos”, afirmou Bolsonaro.
A principal voz Câmara contra a discussão sobre direitos dos homossexuais (que faz parte da discussão sobre direitos humanos) tem sido a do deputado Jair Bolsonaro, que está em seu sexto mandato e é capitão do Exército. Representantes da Frente Evangélica e os da Família, em geral, medem as palavras ao tecer críticas aos projetos voltados aos interesses dos LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero).
Desde o final do ano passado (2010), Jair Bolsonaro aumentou os seus ataques à comunidade LGBT. Tudo porque ele ficou indignado com a iniciativa do Ministério da Educação (MEC), de distribuir material didático, a princípio a 6 mil escolas públicas do ensino médio. O material, chamado pejorativamente por Bolsonaro de “kit gay”. é composto de três vídeos educativos e um guia de orientação aos professores.
O material foi exibido para especialistas e parlamentares em seminário sobre o tema realizado na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados em novembro do ano passado (2010). Em sessão realizada no Plenário, se valendo da imunidade parlamentar e do fato de a homofobia não ser crime, Bolsonaro disse o seguinte que o “kit gay” é um “estímulo ao homossexualismo e um incentivo à promiscuidade”. Ele disse, também, que dá “nojo” discutir o conteúdo do filme. E completou: “Esses gays e lésbicas, querem que nós, a maioria, intubemos, como exemplo de comportamento, a sua promiscuidade”. Antes do episódio do “CQC”, nada foi feito contra ele.
No passado, durante discussão com a então deputada, Maria do Rosário (PT-RS), disse que ela era uma vagabunda, empurrou a deputada e disse que só não estupraria ela, porque ela não merece.
Jair Bolsonaro, que defende a ditadura militar, já defendeu, também, o fuzilamento do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Além de milhares de pessoas que protestaram contra o deputado Jair Bolsonaro, vários políticos como Jean Wyllys e Marta Suplicy também manifestaram sua indignação:
“Ele é um hipócrita. Fala em nome da família, mas ele está se lixando – para usar expressão dele – para as famílias de homossexuais. Mães e pais que estão neste momento ferido, ofendidos”, disse Jean.
“Para tudo tem limite! Principalemnte para um representante do povo que deve ter como regra o respeito à Constituição Brasileira e prezar pelo decoro parlamentar”, escreveu, em nota, a senadora Marta Suplicy.
A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) fez um ato de repúdio às falas do deputado Jair Bolsonaro. Além dos religiosos, estiveram presentes autoridades como a chefe da Polícia Civil, Marta Rocha, o promotor Marcos Kac, o delegado Henrique Pessoa, entre outros.
O interlocutor da comissão, o babalaô Ivanir dos Santos, disse que a atitude de Jair Bolsonaro foi “um ato fascista e que ameaça de novo, a democracia, a liberdade de expressão e a liberdade religiosa”.
A chefe da Polícia Civil, delegada Marta Rocha, disse que, enquanto cidadã, acha que “todas as pessoas devem se posicionar contra qualquer tipo de intolerância”. E lembrou de quando estava à frente da 12ª DP (Copacabana) e ajudou a organizar a Caminhada Contra a Intolerância Religiosa, que reúne milhares de pessoas há três: “Aquele dia foi mais do que um dia festivo, foi a realização do estado democrático de direito. Foi para nos lembrar que todo poder emana do povo e em seu nome será exercido. Esse povo não pode ser entendido sob a ótica da cor, da orientação sexual, da raça, da etnia ou da condição econômica.
O vereador Carlos Bolsonaro, chamou todos os que protestaram contra o seu pai de oportunistas. E completou:
“Enquanto discordar de que crianças de sete anos aprendam lições de homossexualismo for mais grave do que ser ladrão, o Brasil estará perdendo”.

Família Bolsonaro: um péssimo exemplo ao Brasil Resposta

Como se não bastassem as declarações racistas e homofóbicas do pai, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), agora os filhos dele – na tentativa patética de defendê-lo – também demonstram ódio e intolerância. É uma espécie de vírus passada de pai para filho. São eles o deputado estadual, Flavio Bolsonaro (PP-RJ) e o vereador Carlos Bolsonaro (PP-RJ).

Desde segunda-feira o nome de Jair Bolsonaro está nos Trending Topics (TTs) do Twitter. Os TTs, são os assuntos mais comentados da rede. Os comentários são em repúdio às declarações de Bolsonaro, que disse no “CQC” que os seus filhos não correm o risco de namorar uma negra ou virar gays porque foram “bem educados”. A pergunta a respeito do namoro com uma negra, foi feita pela cantora Preta Gil, que já avisou: processará Jair.

O vereador Carlos Bolsonaro chama de “oportunistas” todas as pessoas que estão protestando no Twitter, no Orkut e no Facebook contra o seu pai. No Twitter, ele escreveu: “Papai mandou, eu obedeço com muito orgulho. Se os filhos respeitassem os pai nos dias de hoje, certamente teríamos um pais melhor”. E completou: “Enquanto discordar de que crianças de 7 anos aprendam lições de homossexualismo for mais grave do que ser ladrão, o Brasil estará perdendo”.

O deputado estadual Flavio Bolsonaro disse que houve uma confusão, na resposta do pai: “entendem, ele não tem aquela opinião sobre negros, a resposta foi para pergunta ‘se um filho seu tivesse um relacionamento gay'”. Flavio mente, todos viram a resposta que Jair deu à Preta sobre namoro com uma negra.

A OAB-RJ ingressou nesta quarta-feira com uma representação na Câmara dos Deputados contra o deputado Jair Bolsonaro por quebra de decoro parlamentar. Que voltou a atacar os gays: “Soldado que vai a guerra e tem medo de morrer é um covarde. O que eu falei, ou me equivoquei ou houve equívoco na edição. a minha resposta não bate com a pergunta. Tô me lixando pra esse pessoal aí”, afirmou Bolsonaro, com relação ao processo.

“Cada um faz o que quiser com o seu corpinho cabeludo. Não tenho nada contra isso. É problema deles. O que eles têm para me oferecer não me interessa. Agora, não quero que o grupo gay crie com o MEC (Ministério da Educação) currículo de escola para o primeiro grau” – disse Bolsonaro, referindo-se a uma audiência pública na Câmara dos Deputados, no ano passado, onde o MEC teria discutido com o movimento gay aspectos do currículo escolar.

O que causa espanto é que Jair, Flavio e Carlos parecem tratar os gays como animais ou pessoas que não merecem respeito algum. Aliás, até com animais devemos ter respeito, correto? Para Jair, gay deveria apanhar (ele já disse isso) na infância. Para eles, ser gay é pior do que ser bandido. O problema é que ambos são políticos, democraticamente eleitos, ou seja, tem gente que apoia essas declarações. Apoia, aplaude e elege gente que é incapaz de obedecer à Constituição e tratar todos de maneira igual. Mais grave: gente sem nenhuma noção de respeito pelos seres humanos diferentes dele.

Foi assim como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Bolsonaro queria fuzilar! É assim como os gays. Assim também – tomadas as devidas proporções – foi com o regime nazista. Para os nazistas, os judeus, por exemplo, não eram pessoas em toda a sua plenitude. Durante a escravidão, aqui no Brasil, só para citar um exemplo, os negros também não.

Estamos em 2011 e a realidade é que existem pessoas que pensam exatamente isso dos LGBT (lésbicas, gays, bissexuasi e transexuais). Pensam que eles não merecem consideração, respeito, nada. A realidade é que tem gente que considera que os gays é que “espalham” a Aids pelo mundo. Muita gente, desde a infância do filho, educa da seguinte maneira: não faça isso, é coisa de veado!

Ainda bem que o outro lado existe. Existem pais, como o ex-jogador de futebol (esporte extremamente machista e racista), Toninho Cerezo, que escreve uma carta emocionante à uma revista dizendo, com todas as letras, que ama a sua filha transexual: Lea T. Lea T., diga-se de passagem, uma top model internacional.


Muita coisa está mudando no Brasil, os avanços dos direitos dos LGBT, durante o governo Lula, foram grandes, mas também a homofobia vem crescendo, como uma espécie de repressão dos conservadores. Dos que não querem ver a diversidade do mundo. Dos que só enxergam beleza naquilo que é seu espelho.

Por isso, além de direitos como união homoafetiva, casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e da aprovação do PLC 122/06, que criminaliza a homofobia, é necessário que o Brasil invista na educação. Educar, para respeitar as diferenças. Para que filhos de pais intolerantes, que pregam o ódio e a violência, não obedeçam cegamente, sem discernimento e nenhum senso crítico os pais, como vereador Carlos Bolsonaro faz. Para que os filhos, respeitem os pais e, também, o resto do mundo, inclusive os LGBT. É importante que o governo invista na formação de bons profissionais na polícia também, para que casos como o do professor Guilherme Rodrigues, agredido na Avenida Paulista e desencorajado por uma policial a prestar queixa – ele só registrou porque é ativista dos direitos LGBT, ou seja, consciente – não se repitam.

Enquanto isso não acontece, precisamos estar atentos. As redes sociais têm se mostrado importantes veículos de protesto contra certos absurdos. “Por ter gente demente / Tem gente que é previnida”, canta Ney Matogrosso, na bela canção “Coisas da Vida, de Alzira Espindola e Itamar Assumpção. Estejamos prevenidos, mas com coragem.

Artistas investem no mundo gay para alavancar suas carreiras Resposta

Reportagem do Correio Braziliense, mostra alguns artistas que vêm investindo no público gay.
A DJ Elenita Rodrigues, costuma tocar em baladas LGBT (lésbica, gay, bissexual e trangênero). Ela ficou conhecida nacionalmente no reality show Big Brother Brasil (BBB), em 2010. Antes de entrar no BBB, Elenita já tocava na balada e tinha uma comunidade no Orkut, que tratava sobre homofobia.
“Não é que vem aumentando o número de gays, ao contrário do que muita gente pensa. Mas as pessoas estão conquistando sua independência financeira e sentindo-se mais à vontade para assumir-se sem o ranço e o preconceito de anos atrás. Ainda há muito para melhorar, mas a sociedade já aceita mais você se o quiser. É um mercado importante que cada vez cresce mais”, acredita Elenita.
Ex-BBBs, aliás, são algumas das personalidades que estão presentes constantemente, segundo o Pernambuco.com, nas baladas LGBT. Ricardo Lucas, um dos produtores da festa “Let’s Club”, que ocorre todas as sextas-feiras na boate Blue Space, diz que os organizadores desse tipo de evento estão sempre antenados em quem está na mídia e analisam se o artista tem ou não a ver com o público gay que frequenta esse tipo de balada.
“Não vou trazer qualquer artista que é bacana, mas que não se identifica com o nosso público. Nã dá para arriscar. A Wanessa é uma das que tem levantado a bandeira do público gay, a Preta Gil também. Quando fazemos festas anos 1980, trazemos as divas daquela época, como Rosanah e Gretchen. Isso sem falar nos BBBs que sempre aparecem para fazer uma presença VIP, especialmente os da edição passada, que se identificaram muito com a questão gay, como a Elenita, o Serginho e o Dicesar (que já se apresentava como a drag queen Dimmy Kieer antes de entrar no programa)”. comenta Ricardo, que se prepara para levar outra ex-BBB, a transexual Ariadna para uma festa, na semana que vem.
Wanessa contou à repórter Ana Clara Brant, do Correio Braziliense, como se tornou um ícone gay:
“Foi algo que ocorreu naturalmente. Sempre tive muitos fãs gays. Eles são animados, adoram dançar, se divertir e identificam-se com minhas novas músicas. Eles vão apra o show com a intenção de ver o artista, mas também de se divertir muito. Percebi que adoram um show cheio de coreografias e performances. Eu acredito nesse mercado”, diz Wanessa.
Uma das divas dos anos 1980, a cantora Rosanah Fienngo, conhecida pela música “O amor e o poder”, que fez sucesso n novela “Mandala” (Globo) e depois nacionalmente, acredita que o público gay é mais exigente e gosta do que é ousado, impactante e encantador:
“As divas do mundo gay, geralmente são artistas que fazem diferença no mercado. Esse público gosta de vozeirão feminino e de quem canta de verdade, acima de tudo”. No caso da Rosanah, acredito que uma parte do público gay goste de artista trash ou escrachado. Rosana virou um ícone trash e, por isso mesmo, quase cult.
Rosanah, que está envolvida em um novo projeto, conta que está um pouco afastada de eventos na noite gay: “O mercado gay, no momento, está sendo das grandes divas. E isso no mundo inteiro. Lady Gaga é uma delas. Os gays sempre foram uma boa parte do meu público, tenho grandes amigos, gosto e me divirto muito com eles”.
Outra pessoa que passou a investir intensamente no mercado gay é a cantora Preta Gil. Por ter nascido em um ambiente liberal e sem preconceitos, Preta afirma que isso facilitou bastante sua aproximação com o público gay.
“Sou como eles, autêntica, tenho espontaneidade, uma personalidade extrovertida, alegre, pra cima. Sou livre de preconceitos, fui criada dessa maneira. Tenho uma liberdade muito grande em mim. Então, essa identificação vem de uma forma natural. Tenho muito orgulho de os gays identificaram-se comigo”, declara Preta.
Lógico que nem todos os gays são iguais. Esse tipo de reportagem pode dar margens a interpretações erradas e criar estereótipos. Mas, se olharmos por outro lado, vamos ver que, de alguma forma, dá visibilidade ao mundo gay.
Por exemplo, a reportagem cita fonte da Câmara de Comércio GLS do Brasil e diz que o mercado consumidor gay corresponde a 10% da população brasileira (30 milhões de pessoas). Os gays gastam 30% a mais do que os héteros. O segmento movimenta no Brasil R$ 150 bilhões. A pergunta que fica é: mesmo assim, por que tantas empresas não querem o seu nome vinculado aos LGBT? Ainda bem que isso está mudando aos poucos.