Manifestantes seminuas são detidas durante protesto em Brasília Resposta


Duas mulheres foram detidas nesta sexta-feira (7) por fazerem um protesto seminuas durante o desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. As duas manifestantes fazem parte do Femen, grupo internacional de feministas que começou na Ucrânia, em 2008, e ficou famoso por suas integrantes lutarem seminuas pelos direitos das mulheres. O Femen é um movimento conservador, que é contra a prostituição.
O portal G1conversou com uma delas, Sara Winter, de São Carlos (SP), de 20 anos –, que está no Femen há cinco meses e já participou de cinco protestos, dois na Ucrânia. Ela já foi detida quatro vezes.
“O tema do protesto foi ‘Brasil colônia da exploração, da violência e do machismo’. Foi nossa maneira de expressar que a mulher no Brasil ainda não é independente, é escrava da violência doméstica, da exploração sexual, do machismo cotidiano e da homofobia. A gente usou cordas nos braços para representar essa opressão, essa falta de independência da mulher “, afirmou.
As duas jovens foram levadas para a Delegacia de Repressão a Pequenas Infrações, onde deveriam ser liberadas após prestar depoimento.
As duas ativistas estavam sem camiseta e portavam cartazes quando foram detidas, próximas do palanque em que estava a presidente Dilma Rousseff.
Sara Winter criticou a ação da polícia ao deter ela e a amiga. Ela disse que no Carnaval a nudez é explorada como produto, mas não é tolerada durante um protesto. Desde 1º de abril, ela se dedica exclusivamente à militância feminista.
Na última Virada Cultural de São Paulo, em maio, ela tentou invadir o palco da cantora Gretchen, mas foi barrada pelos seguranças. Após o show, ela subiu no palco e falou por três minutos, segurando um cartaz com a frase: “A cada cinco minutos, uma mulher é espancada no Brasil”.
No país, o Femem já realizou protestos na embaixada russa, em São Paulo. Três integrantes acabaram detidas. As manifestantes vestiam apenas calcinha e traziam cartazes em um protesto no qual gritaram pela liberdade de um grupo feminino punk preso na Rússia.


Hipocrisia

No país do carnaval, prender mulheres seminuas parece piada. Como somos hipócritas, não?

‘Não somos mais explorados’, diz preso gay sobre ala especial em MT Resposta


A discriminação e a exploração sexual foram alguns motivos que levaram um reeducando homossexual, de 38 anos de idade, a deixar a ala masculina do Centro de Ressocialização de Cuiabá e passar a integrar a ala exclusiva para gays e travestis. “A falta de respeito é muito grande e vi que mudando de ala poderia assumir a minha verdadeira identidade. Aqui, não somos mais explorados”, declarou em entrevista ao G1. O espaço no presídio está em funcionamento há quase um ano e abriga atualmente 15 detentos. A ala dos homossexuais permite a separação dos que assumem esta orientação sexual ou quem tem identidade de gênero feminina dos demais presos.
O reeducando, que prefere não se identificar, relatou que foi preso por tráfico de drogas há quase um ano e ficou alguns meses cumprindo pena em cela masculina. “Era muito complicado. Não podia me vestir e nem colocar acessórios femininos. Era obrigado a usar roupas masculinas. Além disso, havia muita exploração sexual”, ressaltou. Por conta disso, o detento disse que pediu à coordenação do presídio para que fosse para a ala especial.

Ele foi aprovado na triagem realizada por psicólogos e atualmente participa do projeto “Resgatando a Dignidade”, que consiste em realizar trabalhos artesanais como a confecção de objetos de decoração em tecido e jornal. Os detentos também aprendem a fazer acessórios femininos, pintura em tela, trabalhos em madeira e customizar camisetas. O projeto é realizado pelo Centro de Referência de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros, da Secretaria estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).

O preso gay conta que antes de ser preso trabalhava como cabeleireiro e viu no projeto a oportunidade de aprender novas coisas. “Sou cabeleireiro e hoje gosto muito de fazer enfeites, tapetes e trabalhos artesanais. É uma grande oportunidade que posso desenvolver quando sair daqui”, pontuou. Ele conta que trabalha no projeto pelo menos oito horas por dia e que já produziu mais de 15 tapetes feitos de retalhos. “Tento permanecer o máximo de tempo possível nos cursos oferecidos”.

Para outro preso homossexual, o curso voltado para a culinária e cozinha é o mais interessante. “Trabalhei como garçom, pizzaiolo e descobri o curso de cozinha. Aproveito o projeto para melhorar a performance”, brincou o detento. Ele relata ainda que foi casado por 10 anos e teve uma filha. No entanto, logo após a separação da esposa, assumiu sua orientação sexual.
Com 34 anos de idade e com 16 anos de condenação, o detento declarou que também ficou preso por cinco meses na ala masculina e passou por humilhações. “Não aguentava mais ser humilhado e discriminado pelo fato de ser gay. Por isso pedi para me mudarem de ala”, explicou.
Vendas
A equipe de reportagem do G1 teve acesso à ala e acompanhou o trabalho desenvolvido por eles, que recebem o benefício da redução de um dia na pena para cada três dias trabalhados. De acordo com a gerente da unidade prisional, Alvair Maria Barbosa, todo o material utilizado no trabalho realizado pelos presos foi doado por empresas privadas. O artesanato produzido pelos detentos homossexuais, segundo ela, é vendido nas feiras e eventos realizados pela Grande Cuiabá.
Espaço exclusivo
De acordo com a Sejudh, Mato Grosso é o segundo estado a criar o atendimento à comunidade carcerária LGBT e o primeiro a normatizar medidas protetivas como políticas públicas. Uma ala especial para o público LGBT já existe desde 2009 em um presídio de Belo Horizonte (MG).
Para a coordenadora regional do Centro de Referência LGBT, Cláudia Cristina Carvalho, a ideia é retirar os reeducandos homossexuais da situação de risco e de violência. Porém, garante que não há privilégio aos presos que integram a ala e nem que ocorra segregação. “Tratam-se de pessoas que já lutam contra a violência sexual e psicológica. Com esse espaço, eles podem ter a oportunidade de apresentar a sexualidade e não são mais obrigados a se vestir, por exemplo, como homens da forma como as outras alas masculinas exigem”, observou.

Professora ofende gays, é presa, xinga policiais e chuta carro Resposta


A professora J.O.S.C., de 41 anos, foi presa em flagrante, sexta-feira (7), em Tietê, a 145 km de São Paulo, acusada de ter ofendido um casal de homossexuais que andava de mãos dadas pelas ruas da cidade. De acordo com a Polícia Militar, os dois homens, de 23 e 47 anos respectivamente, foram chamados de “bichas e boiolas” pela professora ao cruzar com ela pela rua. Os ofendidos chamaram a polícia. De acordo com a PM, os policiais que atenderam a ocorrência foram desacatados pela mulher, que os chamou de “coxinhas”.
Ao ser posta na viatura, ela chutou a porta do veículo, causando estrago. O delegado da Polícia Civil Fernando César dos Reis autuou a professora por desacato, dano ao patrimônio e injúria motivada por homofobia (intolerância contra homossexuais). O delegado fixou fiança no valor R$ 1 mil, mas ela se negou a pagar a quantia e foi levada para a Cadeia Feminina de Votorantim. Familiares da acusada pagaram a fiança e ela foi libertada ontem.
Um projeto de lei na Câmara Federal criminaliza a homofobia no Brasil. O projeto prevê que os preconceitos motivados por orientação sexual e identidade de gênero sejam equiparados aos crimes previstos na Lei 7.716/89, que pune os preconceitos por etnia, cor, religião e nacionalidade. A proposta enfrenta resistência dos representantes de igrejas no parlamento.

Fonte: Agência Estado

China: 32 mulheres foram presas por escreverem relatos eróticos em site gay Resposta

A polícia da China prendeu 32 mulheres por causa de escrita erótica em um site gay.

As mulheres, incluindo uma de 17 anos de idade, foram presas em Zhengzhou, capital da província de Henan. Eles teriam sido detidas por espalharem material obsceno.
A polícia disse que o site continha 80 mil contos eróticos e 600.000 membros registados. O dono do site teria dito que suas funcionárias eram mulheres jovens, comc erca de 20 anos e moradoras de cidades como Xangai, Guangzhou e Chongqing.
Em setembro do ano passado, relatórios apontam que 80 homens homossexuais foram detidos pela polícia em lugares próximos a Pequim. Eles eram, aparentemente, liberados depois de serem fotografados, apesar de pessoas alegarem que tiveram suas impressões digitais recolhidas e tiveramq ue fazer exames de sangue. 
A China só descriminalizou a homossexualidade em 1997 e era vista como uma doença mental até 2001.

Depois da agressão, filho da ex-modelo Cristina Mortágua fala sobre a briga com a mãe e sua sexualidade para revista Resposta

Alexandre Mortágua (Foto: Reprodução)
Em entrevista para a revista QUEM, Alexandre Mortágua, filho de Cristina Mortágua com o jogador Edmundo, contou como começou a confusão que resultou na prisão de sua mãe na tarde de ontem. Segundo o jovem de 16 anos, a mãe não é preconceituosa, mas sofre de bipolaridade, e toda vez que entra em crise joga a questão da sexualidade na cara dele, porque gostaria que o rapaz se casasse e tivesse filhos.

Na saída da delegacia, quando perguntada por repórteres o motivo das agressões contra o filho, Cristina disse que a razão era por que Alexandre é gay e foge de casa para usar drogas. Mas ele nega:
– Não uso drogas, isso é fruto da paranóia dela e farei um teste toxicológico por vontade própria, apenas para provar.
Questionado a respeito de sua homossexualidade, Alexandre explica que contou para a mãe em 2009:
– Ela ficou tranquila e não tocou no assunto por um bom tempo. Nunca apresentei namorado à ela. 
Sobre a possibilidade do pai, o jogador Edmundo, saber da sua orientação sexual, Alexandre diz que já soube que o pai sabe, mas que eles nunca se encontram.
Cristina Mortágua foi transferida na tarde de ontem (08/02) para a carceragem da Polinter, no município de Magé, na Baixada Fluminense (RJ) por não ter pago a fiança de R$6 mil estabelecida pela polícia.
Alexandre lamenta o que está acontecendo com sua mãe, e acredita ter tomado a melhor atitude, quando fez a denúncia na polícia:
– A família ainda não decidiu sobre a fiança. Ela disse que não quer me ver ou minha avó. Minha mãe é uma pessoa maravilhosa. Toda família já se ofereceu para pagar tratamento psiquiátrico, mas ela se recusa. Estamos de mãos lavadas agora. Se eu não fizesse nada, na próxima crise poderia ter acontecido uma desgraça. Estou consciente de que fiz o melhor para ela.
Alexandre disse que irá apresentar os diplomas da mãe, formada em Letras e Design de Interiores, para que ela seja transferida para uma cela especial.

Ator Shia LaBeouf se envolve em mais uma confusão e sai de boate algemado após ser chamado de gay Resposta



A noite de sexta-feira não terminou bem para Shia LaBeouf. De acordo com o site Huffington Post, o ator de “Wall Street – o dinheiro nunca dorme” e “Transformmers” saiu algemado de um bar em Los Angeles, na madrugada de sábado, depois de brigar com um dos frequentadores do bar.


Uma testemunha disse que “o cliente ficava rindo e chamando Shia de gay, até que o ator disse que ia revidar com agressão física”. “Shia partiu para cima do cara, só que o agressor foi mais rápido e acertou o primeiro soco no rosto dele”, completou a testemunha.

A polícia foi chamada e tirou, algemados, os dois envolvidos na briga. O ator não rpestou queixa e eles foram embora mais tarde.


Não foi a primeira ocasião que Shia Labeouf foi parar na delegacia. Ele foi preso por invadir um local bêbado; fumar em local não permitido; e por se recusar a fazer o teste do bafômetro depois de se envolver em um acidente de carro. O ator admitiu ser alcoólatra.

*Com informações de “O Globo”

Justiça decreta prisão de agressor homofóbico da Av. Paulista Resposta

São Paulo – O juiz da 1a Vara do Juri, Bruno Ronchetti, aceitou denuncia do Ministério Público Estadual (MPE) e decretou, na última terça-feira (21/12) a prisão preventiva de Jonathan Lauton Domingues, de 19 anos. Ele é acusado de envolvimento em agressões homofóbicas ocorrida no dia 14 de novembro, na Avenida Paulista. Três pessoas foram agredidas. Duas delas disseram à polícia que teriam sido confundidas com homossexuais.

A promotora Solange Azevedo Baretta da Silveira denunciou, na última segunda-feira (20/12), Domingues por três lesões corporais, furto e tentativa de homocídio triplamente qualificada.

Outros quatro jovens suspeitos de participarem da agressão estão internados na Fundação Casa. O MPE pediu a internação definitiva deles pelos crimes de tentativa de homocídio e roubo, na última sexta-feira (17/12).

Os adolescentes foram internados, após imagens da agressão a um jovem, flagradas por uma câmera de segurança, serem divulgadas. Em uma das imagens, um dos garotos aparece quebrando uma lâmpada fluorescente na cabeça de Luís Alberto Betonio, de 23 anos.

Jonathan já havia sido preso logo após as agressões. Ficou detido no 2º DP (Bom Retiro), mas foi liberado em 15 de novembro, por decisão da Justiça. A jsutificativa foi a de que ele não tinha antecedentes criminais e possuía endereço fixo.

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo, por meio do seu Núcleo de Combate à Discriminação, Racismo ou Preconceito, vai entrar com processo administrativo contra os acusados. O órgão vai pedir multa de R$ 16.420 para cada um dos agressores. Eles serão denunciados na Secretaria de Justiça, com base na Lei Estadual 10. 948 de 2001, que prevê punições administrativas para qualquer cidadão ou empresa – pública ou privada – que cometer atos de preconceito por orientação sexual.