ABGLT protesta contra indicação do deputado Marco Feliciano para presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias 3

Deputado Marco Feliciano: homofóbico e racista

Deputado Marco Feliciano: homofóbico e racista

Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) emitiu nota de protesto contra a indicação do deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para o cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados. Feliciano ficou conhecido após mensagens no Twitter como “africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato” além de outros textos pelos quais é acusado – além de racismo – de homofobia.

O PSC deve indicar o escolhido apenas na próxima terça-feira, mas o nome de Feliciano, vice-líder da bancada do partido, circula nas redes sociais como um dos mais cotados para assumir o posto.

“O parlamentar indicado para presidir a mencionada CDHM tem feito reiterados pronunciamentos públicos que vão na contramão dos objetivos primordiais desta comissão. Em mais de uma ocasião, teceu comentários depreciativos à população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, mostrando-se totalmente refratário ao reconhecimento dos direitos destas pessoas, indo na exata contramão do entendimento do Supremo Tribunal Federal”, diz a associação, ao citar que a corte reconheceu publicamente a legitimidade da existência de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais e reconheceu o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

ABGLT afirma ainda que são preocupantes as mensagens “infelizes” do deputado no Twitter e suas pregações que afirmam que a aids é uma “doença gay” e que existe um ativismo homossexual promovido por “satanás”.

“Em suma, considerando estes precedentes, delineia-se claramente que a indicação de um quadro proveniente do segmento fundamentalista religioso significa RETROCESSO na luta do povo brasileiro por liberdade, igualdade e justiça social, pilares fundamentais para uma convivência pacífica e solidária. Por este motivo, conclamamos a todos os setores da sociedade comprometidos com a consolidação da democracia, seja em suas instituições, seja nas relações interpessoais, a se manifestarem contrariamente a esta indicação”.

Fonte: Jornal do Brasil

Jurado se recusa a servir em tribunal por ser que é homofóbico e racista Resposta

Juiz leu carta em que homem selecionado para jurado dizia ser muito preconceituoso contra homosexuais, imigrantes e negros  Foto: Reprodução Internet



Um jurado enfrenta acusação depois de ter tentado se livrar do trabalho, dizendo que era muito homofóbico e racista. O homem escreveu uma carta para o juiz depois que foi selecionado para atuar como juri em um caso de um réu que seria julgado por agressão e conduta perigosa em um tribunal da justiça na Inglaterra.  O Juiz Gary Burrell QC leu a carta, onde o homem, que não pode ser nomeado por razões legais, disse que seus pontos de vista extremos tornou a imparcialidade impossível para ele. 

Na carta ele diz “Eu acredito fortemente que seria uma grave injustiça ao sistema legal selecionar-me para o serviço de júri. Eu tenho muito preconceito contra os homossexuais, negros e imigrantes e não poderia ser imparcial  para comparecer ao tribunal. Portanto, não seria do interesse do tribunal me ter como jurado.” O homem também disse que não achava que ele próprio tinha o direito de “julgar ninguém”.

O Juiz Burrell concluiu que era difícil saber com certeza se essas eram as crenças do homem ou se ele estava simplesmente tentando manipular o sistema e disse que o jurado não era capaz de estar no tribunal para julgar ninguém devido as suas concepções como ser humano, o demitindo em seguida. 

O homem, que saiu escoltado do tribunal, enfrenta agora acusação sob a desobediência ao tribunal, ato por não servir em um júri. 

Melhor ser sincero

Melhor ser sincero, do que julgar de acordo com convicções religiosas ou com preconceito.

Com informações de O Dia



BO na internet faz crescer denúncia de intolerância 2



A internet está ajudando a diminuir a subnotificação dos crimes de intolerância. Com a possibilidade de registrar ofensas raciais ou homofóbicas pela web, a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) já recebeu 408 boletins de ocorrência neste ano, contra 176 no ano passado inteiro.
Sem fazer alarde, há cinco meses a Secretaria de Estado da Segurança Pública passou a permitir a denúncia dos crimes de injúria, calúnia, difamação e ameaça pelo boletim eletrônico na internet.
A delegada Adriana Liporoni, coordenadora da Delegacia Eletrônica, afirma que na motivação, além de raça, etnia e homofobia, é possível escolher até ciúme e inveja.
—Quando a motivação é racial ou de homofobia, os boletins são encaminhados diretamente à Decradi. 
Com a novidade, na Decradi os BOs eletrônicos já são quase o triplo dos feitos pessoalmente. Desde 31 de março, quando passou a ser possível registrar esse tipo de crime pela internet, a delegacia já recebeu 298 BOs eletrônicos — 157 deles referentes à capital. No mesmo período, 110 pessoas prestaram queixa pessoalmente.
O delegado Pascoal Ditura, titular do Decradi, lembra que, para que seja aberto inquérito policial, a pessoa tem de ir depois à delegacia fazer representação contra a pessoa. Por lei, o prazo para que isso seja feito é de seis meses. Quando a vítima presta queixa pessoalmente, pode fazer a representação na hora ou voltar depois.
De acordo com dados da Decradi, 17% dos casos registrados na delegacia em 2011 foram de lesão corporal dolosa. Os casos de injúria representaram 53%, seguidos por ameaça (20%), constrangimento ilegal (3%) e outros (7%).

Outras maneiras

Se você não mora no estado o de São Paulo, pode acessar:

2) Polícia Federal: http://denuncia.pf.gov.br

Esses dois sites servem para crimes virtuais. A Polícia Federal recomenda que, caso você encontre um site com crime virtual, não divugue nas redees sociais, mesmo que a sua intenção seja juntar mais gente para denunciar. Você deve apenas fazer a denúncia e aguardar, que providências serão tomadas.

Cortejo Afro protesta contra a homofobia e o racismo no carnaval de Salvador Resposta

Rostos cobertos de integrantes da cmossião de frente do Cortejo Afro revelam a invisibilidade das minorias sociais (Foto: Edgar de Souza/Divulgação

O Cortejo Afro entrou no circuito Campo Grande, em Salvador, para protestar contra a homofobia e o racismo. O detalhe surpresa do desfile ficou por conta do figurino de uma das alas, que deixou o rosto dos componentes coberto, simbolizando o preconceito e a dor de não conseguir se expressar, sentida diretamente pelas classes sociais menos favorecidas.


Foi com este conceito que Alberto Pita, presidente do Cortejo Afro, colocou o bloco na avenida na noite desta sexta-feira (17) e entrou pela madrugada deste sábado (18). Cerca de três mil pessoas, sendo 200 percussionistas (60 deles vindos da França e da Grécia). “Especialmente nesta ala nós preparamos uma surpresa, que retratou a questão da invisibilidade dos blocos afros, revelando a dificuldade que as minorias têm em se mostrar”, disse ele.

Pita afirmou ainda que o tema do desfile deste ano, “Outras palavras”, vai focar das questões políticas e educativas que envolvem as dificuldades das minorias sociais. “Qual a cor da invisibilidade? Isso será tratado por nós nas fantasias das alas. Vamos falar da negação do outro, da dor do preconceito, do racismo e da homofobia”. A comissão de frente do Cortejo desfilou com os rostos cobertos, caracterizando esta temática.

*Com informações do G1

Blocos afros falam sobre preconceito e religiosidade no carnaval da Bahia Resposta

Os grupos afros da Bahia começaram a desfilar no carnaval de Salvador na noite desta quinta-feira (16), primeira noite da folia momesca. Os blocos vão apresentar temas como homofobia, racismo, religiosidade e educação para crianças com enfoque nas matrizes africanas.

Alberto Pita, presidente do Cortejo Afro, disse que o bloco saiu com três mil pessoas, 200 percussionistas, sendo 60 deles vindos da França, Grécia e Inglaterra. “Essa já é uma tradição de 10 anos.”, disse ele. O desfile do Cortejo aconteceu nesta sexta-feira (17), no Campo Grande.

Pita afirmou ainda que o tema do desfile deste ano, “Outras palavras”, focou nas questões políticas e educativas que envolvem as dificuldades das minorias sociais. “Qual a cor da invisibilidade? Isso foi tratado por nós nas fantasias das alas. Falamos da negação do outro, da dor do preconceito, do racismo e da homofobia.”

O bloco Bankoma escolheu o tema “Tembwa Ye Ndenge”, que significa “O Tempo e a Criança” para desfilar nesta quinta-feira, no Circuito Campo Grande. O objetivo temático foi preservar a cultura infantil. 

“Buscamos o tempo do ensinamento para incluir a criança no aprendizado coletivo dentro da matriz africana. É através disso que ela se projeta no futuro”, disse Eliana Santos, coordenadora pedagógica do bloco.

Ela falou também sobre a presença da cultura afro nos demais blocos que não são tipicamente afros. “É importante convergir o trabalho da matriz africana, que precisa ser vista e entendida. Procuramos nosso espaço e o reconhecimento desse trabalho cultural”, disse Eliana.

Atualmente o bloco desenvolve atividades educacionais no Terreiro São Jorge Filho da Goméia. De origem Banto, ‘Bankoma’ significa ‘reunião de pessoas’.

O bloco afro baiano Ilê Aiyê vai se apresentar no Campo Grande, neste sábado (18/02), com o tema “Negros do Sul – Lá Também Tem”, que reatrata a importância no negro na formação cultural dos estados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

*Com informações do G1

Safernet: denúncias de crimes homofóbicos supera denúncias contra racismo na internet Resposta


Safernet divulgou a lista de denúncias que recebeu em 2011. A homofobia ficou em quarto lugar, totalizando 4.500 notificações enviadas pelos internautas à entidade. As denúncias de crimes homofóbicos ficaram à frente de denúncias contra racismo, foco de 3,7 mil notificações.

O assunto campeão de denúncias foi pornografia infantil com 15 mil notificações, ou 38% do total. Incitação ao crime e à violência e xenofobia aparecem na sequência, com, respectivamente, 7,8 mil e 4,6 mil notificações.

E sempre conte com a entidade para denunciar qualquer violação ao direitos humanos na internet. Basta acessar o site da Safernet.

A pornografia infantil liderou em número de denúncias enviadas à ONG Safernet durante o ano de 2011.
De acordo com um relatório disponível na página da ONG,  do total de 42,6 mil denuncias recebidas, 15,5 mil apontavam pornografia infantil.
Na segunda posição, aparecem as denúncias de incitação ao crime e à violência e de xenofobia, com 7,8 mil apontamentos, e de xenofobia, com 4,6 mil.
 Após receber as denúncias e fazer um trabalho de triagem, a Safernet às envia ao Ministério Público para apuração. Não é necessário se identificar para denunciar. Você poderá acompanhar o desenrolar ou não das investigações, de acordo com o número que você receber, após a denúncia.

Prefeitura de São Paulo cria atendimento na internet para denúncias contra homofobia e combate ao racismo Resposta


A prefeitura de São Paulo irá lançar no dia 8/11, às 10h30, no Auditório do Edifício Matarazo, no Centro, uma ferramenta de serviço à sociedade para o registro, via internet, de denúncias de combate à homofobia e crimes de racismo.
As acusações deverão ser feitas através do preenchimento de um formulário disponível no site www.prefeitura.sp.gov.br/smppPara quem não possuí acesso à internet, a iniciativa possibilita que as denúncias sejam por meio dos Telecentros espelhados pela cidade de São Paulo.
Esta ferramenta, segundo a prefeitura, visa facilitar o atendimento à população para que assim o Poder Público possa agir para coibir atos discriminatórios contra a população negra e população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, e transgêneros).
Ao fazer a denúncia, é preciso que especifique detalhes dos fatos ocorridos como: local, horário, pessoas envolvidas, o tipo de  discriminação sofrida e outras informações que julgarem relevantes. Todas as informações encaminhadas serão sigilosas, nos termos da lei.
Quem não quiser acessar o serviço via internet tem a opção de ir ao Centro de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate a Homofobia e ao Centro de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate ao Racismo, localizados no Pateo do Colégio, no centro de São Paulo.
A iniciativa é das Secretaria de Participação e Parceria (SMPP), a Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual (Cads) e a Coordenaria dos Assuntos da População Negra (CONE), em parceria com a Coordenadoria de Inclusão Digital (CID), todos órgãos da prefeitura.

Com informações da Agência de Notícias da Aids

Por unanimidade, Câmara dos Deputados livra Bolsonaro de processo por homofobia e racismo Resposta

Em silêncio, a Mesa Diretora da Câmara (clique aqui e veja os deputados que fazem parte) livrou o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) de responder a processo por quebra de decoro parlamentar. A decisão foi tomada na última semana do primeiro semestre legislativo, e evitou-se dar qualquer publicidade a ela. Por unanimidade, a Mesa resolveu absolver o deputado da acusação de abusar das prerrogativas de parlamentar ao disseminar preconceito e estimular violência com declarações contra negros e homossexuais.
A reunião da Mesa ocorreu em 12 de julho, uma terça-feira. Na oportunidade, o corregedor da Câmara, Eduardo da Fonte (PP-PE) apresentou seu parecer sobre o caso. Motivado por oito representações protocoladas na presidência da Casa, o pepista ouviu o parlamentar, requereu perícia em provas e deu seu parecer: para ele Bolsonaro, seu colega de partido, deveria ser absolvido.
O curioso é que a Mesa da Câmara apenas comunicou a Bolsonaro e publicou o despacho no Diário da Câmara sem dar nenhuma publicidade à decisão final para um caso que gerou grande polêmica no primeiro semestre. Por vergonha não é. Deve ser por medo de críticas.
A decisão da Mesa só veio à tona em 10 de agosto. Pelo Twitter, a deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), avisou seus seguidores: “Notícia importante para todos aqueles que enviam emails para Comissão: a Mesa da Câmara, por decisão unânime, absolveu Bolsonaro”. A informação dada pelo Twitter por Manuela, porém, não chegou aos corredores da Câmara. A avaliação é que, como o Conselho de Ética já tinha absolvido Bolsonaro na representação do Psol, a tendência era que agora acontecesse o mesmo.
Comentário racista

No quadro “O povo quer saber”, do programa CQC, da TV Bandeirantes, a cantora Preta Gil perguntou a Bolsonaro como ele reagiria se seu filho se apaixonasse por uma mulher negra. “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”, respondeu Bolsonaro.
À primeira vista, tratava-se de um comentário racista, o que configura crime. Em sua defesa, Bolsonaro disse não ter entendido a pergunta de Preta, julgando que ela falava sobre homossexualismo. O preconceito contra homossexuais não é crime.
Na decisão publicada, os integrantes da Mesa afirmaram que, “por mais que sejam contrários”, a manifestação de Bolsonaro está protegida pela liberdade de opinião parlamentar, prevista na Constituição Federal. Para eles, o fato de ele ter sido identificado durante o programa como deputado é o bastante para ligá-lo ao mandato. E, portanto, colocar a resposta dele a Preta Gil no manto da proteção constitucional. Na visão dos deputados, não importa se ele foi racista, sendo ele deputado, a imunidade parlamentar permite. Talvez os deputados tenham pensado: se algum dia eu quiser fazer algum comentário racista, tenho que ter esse direito. Sou deputado! É… faz sentido…
Tapa na mão
Segundo as regras, somente partidos políticos podem fazer representação por quebra de decoro diretamente ao Conselho de Ética. Foi o que aconteceu com a representação do Psol, que foi julgada no primeiro semestre e arquivada pelo conselho. As demais representações, de pessoas e entidades da sociedade civil, precisavam primeiro receber a análise da Mesa Diretora. Se a Mesa acolhesse as representações, elas iriam ao Conselho de Ética.
A análise ocorreu após a Presidência receber as representações de, entre outros, os deputados Edson Santos (PT-RJ), ex-ministro de Igualdade Racial do governo Lula, e Luiz Alberto (PT-BA), a procuradora feminina da Câmara, Elcione Barbalho (PMDB-PA), e a seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ). A Comissão de Direitos Humanos da Casa também apresentou uma reclamação.
No fim da decisão, a Mesa Diretora faz uma recomendação a Bolsonaro: pediu que ele, no futuro, tome mais cuidado ao fazer declarações públicas, em especial para programas no estilo do CQC. ”A Mesa exorta o deputado Bolsonaro para prestar mais atenção ao fazer esse tipo de declaração“, pedem os deputados. E finalizam com uma ameaça, que perto da possibilidade de cassação parece um tapa na mão. Dizem que não aceitarão mais exageros por parte do parlamentar. É o cúmulo do cinismo.
A declaração de Bolsonaro ao CQC não foi a primeira polêmica em que o pepista se envolveu. Em maio deste ano, ele e a senadora Marinor Brito (Psol-PA) trocaram insultos enquanto a senadora Marta Suplicy (PT-SP) dava entrevista a jornalistas, explicando o motivo de ter retirado de pauta o projeto de lei que torna crime a discriminação de homossexuais. Os dois trocaram acusações e quase se agrediram, interrompendo a entrevista da petista.
Também não foi a primeira vez que a Mesa absolveu Bolsonaro por conta de suas declarações. Em outubro de 2009, foram arquivadas de uma só vez oito representações contra o pepista, acusado de dar declarações “violentas de ódio e desrespeito” em pronunciamentos na Casa, entre 2004 e 2005. O deputado foi denunciado por, entre outras coisas, chamar o presidente Lula de “homossexual” e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, de “especialista em assalto e furto”.
Relembre outros momentos de machismo e homofobia de Bolsonaro: clique aqui.
Com informações do “Congresso em Foco” e do “Vermelho”

Conselho de Ética abre processo contra Bolsonaro e pede cassação do mandato Resposta

Foi aberto hoje pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados, um processo disciplinar contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), afim de averiguar supostas práticas de racismo e homofobia cometidas pelo inimigo número um dos gays.

A representação feita pelo PSOL, pede que Bolsonaro tenha seu mandato cassado e utiliza as confusões que o deputado se envolveu no programa CQC, onde deu declarações racistas e homofóbicas, assim como a briga com a senadora Marinos Brito (PSOL-PA), que se irritou durante uma entrevista da deputada Marta Suplicy sobre o projeto que criminaliza a homofobia, onde Bolsonaro ficou atrás com panfletos anti-gays.

Relator do processo, od eputado Sérgio brito (PSC-BA), disse que irá apresentar o relatório preliminar do caso até o final deste mês, e que depois disso, Bolsonaro terá um prazo de até cinco dias úteis para apresentar sua defesa.O processo contra Jair Bolsonaro vai ser o primeiro a ser julgado depois que houve a mudança no Código de Ética e Decoro Parlamentar da Casa, que atualmente permite que pedidos de cassação contra deputados possam receber penas alternativas, como suspensão, censura verbal ou escrita, casos que poderão ser atribuídos ao deputado homofóbico, caso os atos dele não sejam considerados de natureza grave.

Bom, espero que este processo seja julgado com bom senso.

Deputado Jair Bolsonaro entrega sua defesa na Câmara e afirma ser homofóbico Resposta

O deputado federal ultraconservador Jair Bolsonaro (PP-RJ), entregou nesta quarta-feira (13/04), sua defesa contra as acusações de homofobia e racismo que enfrenta na Corregedorida da Câmara dos Deputados. A defesa de Bolsonaro será apreciada pelo seu colega de partido, que preside o Conselho de ética, deputado Eduardo Fonte (PP-PE). No documento de 13 páginas, ele alega que não entendeu a pergunta feita pela cantora Preta Gil durante o programa “CQC” (Band), sobre como ele reagiria se um de seus filhos namorasse uma negra. O deputado disse que não iria discutir “promiscuidade” com Preta. O deputado alega que entendeu que a pergunta era referente a uma união gay.



Bolsonaro deixou para apresentar a defesa no último dia do prazo regimental da Corregedoria e não entregou cópia do texto à imprensa, alegando que está impedido pelas regras da Casa.
O deputado disse, também, que os integrantes do programa poderiam ter ligado para ele, já que o programa foi gravado dia 13/02 e só foi ao ar dia 28/03.
O parlamentar citou , em sua defesa, casos que considerou similares ao seu, como o fato do ex-ministro José Dirceu (PT-SP), quando era deputado em 1993, “ter assinado um projeto que trazia de volta à escravidão ao país”. Em 1993, o jornal “Folha de S. Paulo” colheu assinaturas de 50 deputados para a aprovação da PEC da Escravatura, de um projeto fictício que previa o retorno à escravidão no Brasil.
Na visão tacanha do deputado Bolsonaro, um erro justifica o outro. Só que no caso dele houve uma pergunta e ele não é surdo e nem burro – apesar das declarações que ele constantemente dá, dignas de um beócio.
O deputado ainda citou o apresentador Marcelo Tas, do programa “CQC”, que afirmou ter orgulho de sua filha lésbica, no segundo programa com a participação dele, depois de toda a repercussão negativa das declarações dadas no primeiro programa. “Eu teria vergonha de ter uma filha lésbica ou um filho gay e duvido que um pai queira ter um filho homossexual. Para mim, é igual à morte”, disparou. Eu teria vergonha de ter um pai como Bolsonaro.
Sobre homofobia, que não é crime no brasil, o deputado disse o seguinte:
– Se (ser homofóbico) for a defesa das crianças nas escolas, sou homofóbico. e defender a família e os bons costumes (é ser homofóbico), podem continuar me chamando de homofóbico. A luta continua. (Deputado) tem imunidade é para falar.
Indagado se não temia estimular agressões a homossexuais, ele disse:
– Tem muito mais agressão a professor de escola do que a homossexuais. Não podemos achar que todo homossexual é um santo.
Na legislatura passada, Bolsonaro escapou de punição na Corregedoria da Câmara, que investigava diversas representações contra ele por comportamento homofóbico. À época ele foi advertido de que não seriam tolerados atos semelhantes.
Questionado esta tarde se não temia ser punido, desta vez, com a decisão da Mesa Diretora de encaminhar pedido de abertura de processo, por quebra de decoro parlamentar, ao Conselho de Ética, ele disse que não fez nada.
Relembre:

Na segunda-feira (28/03), Jair Bolsonaro, deu entrevista racista e homofóbica ao programa “CQC” (Band). Ao responder a pergunta: “Se seu filho se apaixonasse por uma negra, o que o senhor faria?”, o deputado respondeu que não iria discutir “promiscuidade” com ela.


O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), encaminhou quatro representações contra Jair Bolsonaro. As ações foram protocoladas pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, pela seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil, pelo Deputado Edson Santos (PT-RJ) e pela Comissão de Direitos Humanos, assinada por um grupo de 19 deputados. Vários parlamentares protestaram.

O presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, Tony Reis, protestou: “É muito triste a gente perceber que temos parlamentares com esse nível de discussão. Ele rasga a Constituição Federal a cada declaração”. Tony citou trechos da Carta Magna que teriam sido violados por Bolsonaro. “Ele tem que ler – e se for analfabeto, a gente pode fazer uma leitura apra ele – o artigo 3º e o artigo 5º da Constituição que dizem: “todos são iguais perante a lei e não haverá discriminação de qualquer natureza”. “Ele se lixa pela questão dos direitos humanos, ele se lixa pela democracia, pelos principais valores republicanos. Ele já teve declarações em que mandou o [ex-presidente] Fernando Henrique [Cardoso] para o paredão, já chamou nosso [ex]presidente [Luiz Inácio] Lula [da Silva] de bêbado, já chamou nossa presidente [Dilma Roussef] de ladra, terrorista… então é uma pessoa que realmente está caindo no ridículo”, afirmou. “Se ele quer aparecer, que ele amarre uma melancia no pescoço e não fique fazendo esse tipo de sensacionalismo”, reclamou. “Quando ele atacou só os gays, era uma coisa, mas agora ele está mexendo com muita gente. Então estamos muito tranquilos de que esse senhor vai ser punido”, disse Tony.

O Conselho Nacional de Combate à Discriminação Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CNDC/LGBT) divulgou nota repudiando “com veemência as declarações racistas, sexistas e homofóbicas feitas pelo deputado federal”.

A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa fez um ato de repúdio às falas do deputado Jair Bolsonaro. Além dos religiosos, diversas autoridades estiveram presentes.

O presidente da Fundação Palmares, Eloi Ferreira de Araujo disse que a entidade estuda, com o seu departamento jurídico, a adoção de medidas contra o ato de racismo.

No sábado (09/04), 10 pessoas foram detidas em ato que opôs grupos favoráveis às declarações do deputado Bolsonaro e contrários, em São Paulo. Durante a manifestação realizada no vão livre do Masp, na capital paulista, a polícia teve de interferir para evitar o confronto entre os grupos. Entre eles, oito que apoiavam o deputado. Além das detenções, foram registradas apreensões de um bastão, pedaços de metal e madeira e “estrelinhas ninjas”.

A Polícia militar fez um cordão de isolamento para impedir que o grupo pró-Bolsonaro, responsável pela convocação do ato, e o formado por estudante e militantes negros e LGBT (lésbica, gay, bissexual e trangênero), que se reuniu para tentar impedir que a manifestação, entrassem em confronto. De acordo com as agências de notícias, houve provocações dos dois lados.

Caso vença o processo contra Bolsonaro, Preta Gil irá doar todo o dinheiro ao combate ao racismo e à homofobia Resposta

A cantora e apresentadora Preta Gil, que será madrinha da 15ª Parada do Orgulho LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero) de São Paulo, disse em seu Twitter que, caso vença o processo contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), irá doar “todo o dinheiro ao combate ao racismo e (à) homofobia”.
Preta, que foi ofendida na última segunda-feira, por Bolsonaro – ele disse que não iria discutir “promiscuidade”, quando ela lhe perguntou o que ele faria se um de seus filhos namorasse uma negra – teve o seu site hackeado. “Meu site foi hackeado por um fanático que se diz defensor do tal deputado (Jair Bolsonaro), mais uma vez eu me pergunto, o que está acontecendo?”, escreveu Preta, em seu microblog.
A cantora ainda parece surpresa e atordoada com tanta agressividade: “Sinto (estar havendo) um retrocesso no caminho da humanidade, nunca imaginei ver de novo tanta agressividade, racismo, preconceito”, escreveu Preta, no Twitter.
Preta ainda disse que “as palavras ditas diariamente por esse deputado em programas de TV, rádio e jornais, não só ao meu respeito”, são “um afronte a todos nós”.
Ela agradeceu “aos (…) queridos fãs, amigos e até mesmo aqueles que não são meus fãs, mas me respeitam como mulher, cidadã, eu digo, vamos lutar”. “Acreditem, se não tivesse acontecido isso comigo, talvez não descobriríamos tanta podridão, agora podemos combatê-la”, completou a cantora.

#forabolsonaro Saiba como exigir que os deputados abram processo por quebra de decoro contra Bolsonaro Resposta

Vamos agir! A hora é esta! Envie mensagem à Ouvidoria da Câmara dos Deputados, pedindo aos deputados, membros do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, que abram, nas formalidades da legislação em vigor e do Rgimento Interno da Câmara dos Deputados, processo por quebra do decoro parlamentar, garantindo o direito de defesa, para ao final, provada ser verdadeora a denúncia de racismo e homofobia, Cassar o mandato do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ).

Não podemos permitir um racista homofóbico na Câmara dos Deputados! Clique http://bit.ly/ibprrX e envie a sua mensagem!

Preta Gil: Sou negra gay e feliz 1


Durante o lançamento oficial da 15ª Parada do Orgulho LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero), na noite da última quarta-feira (30/11), a cantora Preta Gil comentou a entrevista racista e homofóbica do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) ao programa “CQC” (Band). Ao responder a pergunta: “Se seu filho se apaixonasse por uma negra, o que o senhor faria?”, o deputado respondeu que não iria discutir “promiscuidade” com ela.





“Passei nos últimos dias por um terror. Fui injustamente agredida por um político que não só me agrediu, mas a todos que são negros, gays ou que são os dois. Eu, no meu caso, sou uma mulher, negra gay e feliz”, afirmou a cantora e apresentadora.

Preta já avisou que vai processar o deputado. As reações da sociedade civil organizada foram imadiatas. Além de muitos protestos nas redes sociais.

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), encaminhou quatro representações contra Jair Bolsonaro. As ações foram protocoladas pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, pela seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil, pelo Deputado Edson Santos (PT-RJ) e pela Comissão de Direitos Humanos, assinada por um grupo de 19 deputados.

A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa fez um ato de repúdio às falas do deputado Jair Bolsonaro. Além dos religiosos, diversas autoridades estiveram presentes.

O presidente da Fundação Palmares, Eloi Ferreira de Araujo disse que a entidade estuda, com o seu departamento jurídico, a adoção de medidas contra o ato de racismo.

Relembre momentos de machismo, homofobia e racismo de Bolsonaro 6

O presidente da Câmara dos Dputados, Marco Maia (PT-RS), encaminhou na última quarta-feira (30/03), quatro representações contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) para serem analisadas pela Corregedoria da Casa. As ações dizem respeito às declarações homofóbicas e racistas do deputado em entrevista ao programa “CQC” (Band).

Jair Bolsonaro disse que seus filhos não namorariam gays, porque foram bem educados e não tiveram pais ausentes e, respondendo a uma pergunta da cantora e apresentadora Preta Gil, afirmou que seus filhos não namorariam uma negra, pois ele é contra essa “promiscuidade”. Após Preta Gil afirmar que irá processá-lo, o deputado, que sabe que racismo é crime no Brasil e homofobia não, disse que entendeu apenas que a pergunta sobre se o filho namorasse um gay. O deputado também disse que torturaria seu filho se o encontrasse fumando maconha.

As ações encaminhadas foram protocoladas pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, pela sccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), pelo deputado Edson Santos (PT-RJ) e pela Comissão de Direitos Humanos, assinada por um grupo de 19 deputados. Nesta quinta-feira, deve ser protocolada mais uma representação, da Procuradoria da Mulher da Câmara dos Deputados.

Com o encaminhamento, caberá ao corregedor, Eduardo Fonte (PP-PE), dar um parecer à Mesa Diretora sobre o tema para que seja decidido se Jair Bolsonaro vai ou não para o Conselho de Ética. O deputado, que disse estar se “lixando” para o movimento gay, mesmo depois de toda a repercussão negativa de suas declarações, terá cinco dias para se defender após ser notificado pela Corregedoria.
Jair Bolsonaro disse, na última quarta-feira (30/03), que não teme ser cassado por racismo. Bolsonaro também disse que não tem medo de ser destituído da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Sim, ele faz parte da comissão!
“Quem manda na minha cadeira é o líder do meu partido. Ele é quem decide, eu não saio de lá. Estou lá para não ser uma comissão só voltada para a demagogia e para defender interesses de quem está à margem da lei, como presidiários. Eu nunca vi defenderem direitos de famílias de vítimas de assassinos”, afirmou Bolsonaro.
A principal voz Câmara contra a discussão sobre direitos dos homossexuais (que faz parte da discussão sobre direitos humanos) tem sido a do deputado Jair Bolsonaro, que está em seu sexto mandato e é capitão do Exército. Representantes da Frente Evangélica e os da Família, em geral, medem as palavras ao tecer críticas aos projetos voltados aos interesses dos LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero).
Desde o final do ano passado (2010), Jair Bolsonaro aumentou os seus ataques à comunidade LGBT. Tudo porque ele ficou indignado com a iniciativa do Ministério da Educação (MEC), de distribuir material didático, a princípio a 6 mil escolas públicas do ensino médio. O material, chamado pejorativamente por Bolsonaro de “kit gay”. é composto de três vídeos educativos e um guia de orientação aos professores.
O material foi exibido para especialistas e parlamentares em seminário sobre o tema realizado na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados em novembro do ano passado (2010). Em sessão realizada no Plenário, se valendo da imunidade parlamentar e do fato de a homofobia não ser crime, Bolsonaro disse o seguinte que o “kit gay” é um “estímulo ao homossexualismo e um incentivo à promiscuidade”. Ele disse, também, que dá “nojo” discutir o conteúdo do filme. E completou: “Esses gays e lésbicas, querem que nós, a maioria, intubemos, como exemplo de comportamento, a sua promiscuidade”. Antes do episódio do “CQC”, nada foi feito contra ele.
No passado, durante discussão com a então deputada, Maria do Rosário (PT-RS), disse que ela era uma vagabunda, empurrou a deputada e disse que só não estupraria ela, porque ela não merece.
Jair Bolsonaro, que defende a ditadura militar, já defendeu, também, o fuzilamento do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Além de milhares de pessoas que protestaram contra o deputado Jair Bolsonaro, vários políticos como Jean Wyllys e Marta Suplicy também manifestaram sua indignação:
“Ele é um hipócrita. Fala em nome da família, mas ele está se lixando – para usar expressão dele – para as famílias de homossexuais. Mães e pais que estão neste momento ferido, ofendidos”, disse Jean.
“Para tudo tem limite! Principalemnte para um representante do povo que deve ter como regra o respeito à Constituição Brasileira e prezar pelo decoro parlamentar”, escreveu, em nota, a senadora Marta Suplicy.
A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) fez um ato de repúdio às falas do deputado Jair Bolsonaro. Além dos religiosos, estiveram presentes autoridades como a chefe da Polícia Civil, Marta Rocha, o promotor Marcos Kac, o delegado Henrique Pessoa, entre outros.
O interlocutor da comissão, o babalaô Ivanir dos Santos, disse que a atitude de Jair Bolsonaro foi “um ato fascista e que ameaça de novo, a democracia, a liberdade de expressão e a liberdade religiosa”.
A chefe da Polícia Civil, delegada Marta Rocha, disse que, enquanto cidadã, acha que “todas as pessoas devem se posicionar contra qualquer tipo de intolerância”. E lembrou de quando estava à frente da 12ª DP (Copacabana) e ajudou a organizar a Caminhada Contra a Intolerância Religiosa, que reúne milhares de pessoas há três: “Aquele dia foi mais do que um dia festivo, foi a realização do estado democrático de direito. Foi para nos lembrar que todo poder emana do povo e em seu nome será exercido. Esse povo não pode ser entendido sob a ótica da cor, da orientação sexual, da raça, da etnia ou da condição econômica.
O vereador Carlos Bolsonaro, chamou todos os que protestaram contra o seu pai de oportunistas. E completou:
“Enquanto discordar de que crianças de sete anos aprendam lições de homossexualismo for mais grave do que ser ladrão, o Brasil estará perdendo”.

Jean Wyllys: Bolsonaro só é corajoso para ofender 1

O deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) comentou as declarações racistas e homofóbicas ditas pelo seu colega, o também deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ). “Agora Bosonaro está tão amedrontado. Ele que sempre foi tão corajoso para ofender os homossexuais, para debochar das vítimas da ditadura militar”. Para Jean, há uma tentativa do Bolsonaro, de substituir o racismo pela homofobia, porque ofensa aos LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero) ainda não é considerada um crime no Brasil.
Em entrevista ao programa “CQC”, o deputado Jair Bolsonaro disse que os filhos dele não correm o risco de namorar uma negra e nem de ser gay porque foram muito bem educados.
Um grupo de 20 deputados está levando adiante cinco medidas que pretendem tomar em relação a Bolsonaro: ingressar com uma representação junto ao Ministério Público Federal, recorrer ao Conselho de Promoção da Igualdade Racial, recorrer também ao Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana e, por fim, pedir ao Partido Progressista (PP) que o destitua da cadeira a qual ele tem direito na Comissão de Direitos Humanos da Câmara.
A cantora Preta Gil, ofendida por Bolsonaro durante a entrevista ao “CQC”, disse que vai processar o deputado por racismo.
A OAB-RJ ingressou nesta quarta-feira (30/03) com uma representação na Câmara dos Deputados contra Bolsonar.
Apesar de tudo isso, Bolsonaro voltou a atacar os gays hoje, em entrevista durante o velório do ex-vice-presidente José de Alencar. Ele disse que está se lixando para os grupos gays.
Jean Wyllys disse que “é preciso desmascarar a estratégia de Bolsonaro: ele está tentando se safar de um crime de racismo que ele cometeu. Por que é que ele está assumindo com todas as letras ser homofóbico e injuriando os homossexuais de maneira grotesca, violenta e odiosa? Porque ele sabe que no Brasil homofobia não é crime. Então, ele se assume homofóbico e pede descolpa pelo crime de racismo, porque ele sabe que homofobia não é crime. Ele não teve coragem de assumir a sua própria posição, reiterando as declarações que deu ao CQC. E mais, o argumento de que ele não entendeu a pergunta da cantora Preta Gil é acreditar que as pessoas são muito ingênuas ou burras. Até foneticamente não há nenhum tipo de proximidade entre mulher negra e filho gay.

Família Bolsonaro: um péssimo exemplo ao Brasil Resposta

Como se não bastassem as declarações racistas e homofóbicas do pai, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), agora os filhos dele – na tentativa patética de defendê-lo – também demonstram ódio e intolerância. É uma espécie de vírus passada de pai para filho. São eles o deputado estadual, Flavio Bolsonaro (PP-RJ) e o vereador Carlos Bolsonaro (PP-RJ).

Desde segunda-feira o nome de Jair Bolsonaro está nos Trending Topics (TTs) do Twitter. Os TTs, são os assuntos mais comentados da rede. Os comentários são em repúdio às declarações de Bolsonaro, que disse no “CQC” que os seus filhos não correm o risco de namorar uma negra ou virar gays porque foram “bem educados”. A pergunta a respeito do namoro com uma negra, foi feita pela cantora Preta Gil, que já avisou: processará Jair.

O vereador Carlos Bolsonaro chama de “oportunistas” todas as pessoas que estão protestando no Twitter, no Orkut e no Facebook contra o seu pai. No Twitter, ele escreveu: “Papai mandou, eu obedeço com muito orgulho. Se os filhos respeitassem os pai nos dias de hoje, certamente teríamos um pais melhor”. E completou: “Enquanto discordar de que crianças de 7 anos aprendam lições de homossexualismo for mais grave do que ser ladrão, o Brasil estará perdendo”.

O deputado estadual Flavio Bolsonaro disse que houve uma confusão, na resposta do pai: “entendem, ele não tem aquela opinião sobre negros, a resposta foi para pergunta ‘se um filho seu tivesse um relacionamento gay'”. Flavio mente, todos viram a resposta que Jair deu à Preta sobre namoro com uma negra.

A OAB-RJ ingressou nesta quarta-feira com uma representação na Câmara dos Deputados contra o deputado Jair Bolsonaro por quebra de decoro parlamentar. Que voltou a atacar os gays: “Soldado que vai a guerra e tem medo de morrer é um covarde. O que eu falei, ou me equivoquei ou houve equívoco na edição. a minha resposta não bate com a pergunta. Tô me lixando pra esse pessoal aí”, afirmou Bolsonaro, com relação ao processo.

“Cada um faz o que quiser com o seu corpinho cabeludo. Não tenho nada contra isso. É problema deles. O que eles têm para me oferecer não me interessa. Agora, não quero que o grupo gay crie com o MEC (Ministério da Educação) currículo de escola para o primeiro grau” – disse Bolsonaro, referindo-se a uma audiência pública na Câmara dos Deputados, no ano passado, onde o MEC teria discutido com o movimento gay aspectos do currículo escolar.

O que causa espanto é que Jair, Flavio e Carlos parecem tratar os gays como animais ou pessoas que não merecem respeito algum. Aliás, até com animais devemos ter respeito, correto? Para Jair, gay deveria apanhar (ele já disse isso) na infância. Para eles, ser gay é pior do que ser bandido. O problema é que ambos são políticos, democraticamente eleitos, ou seja, tem gente que apoia essas declarações. Apoia, aplaude e elege gente que é incapaz de obedecer à Constituição e tratar todos de maneira igual. Mais grave: gente sem nenhuma noção de respeito pelos seres humanos diferentes dele.

Foi assim como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Bolsonaro queria fuzilar! É assim como os gays. Assim também – tomadas as devidas proporções – foi com o regime nazista. Para os nazistas, os judeus, por exemplo, não eram pessoas em toda a sua plenitude. Durante a escravidão, aqui no Brasil, só para citar um exemplo, os negros também não.

Estamos em 2011 e a realidade é que existem pessoas que pensam exatamente isso dos LGBT (lésbicas, gays, bissexuasi e transexuais). Pensam que eles não merecem consideração, respeito, nada. A realidade é que tem gente que considera que os gays é que “espalham” a Aids pelo mundo. Muita gente, desde a infância do filho, educa da seguinte maneira: não faça isso, é coisa de veado!

Ainda bem que o outro lado existe. Existem pais, como o ex-jogador de futebol (esporte extremamente machista e racista), Toninho Cerezo, que escreve uma carta emocionante à uma revista dizendo, com todas as letras, que ama a sua filha transexual: Lea T. Lea T., diga-se de passagem, uma top model internacional.


Muita coisa está mudando no Brasil, os avanços dos direitos dos LGBT, durante o governo Lula, foram grandes, mas também a homofobia vem crescendo, como uma espécie de repressão dos conservadores. Dos que não querem ver a diversidade do mundo. Dos que só enxergam beleza naquilo que é seu espelho.

Por isso, além de direitos como união homoafetiva, casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e da aprovação do PLC 122/06, que criminaliza a homofobia, é necessário que o Brasil invista na educação. Educar, para respeitar as diferenças. Para que filhos de pais intolerantes, que pregam o ódio e a violência, não obedeçam cegamente, sem discernimento e nenhum senso crítico os pais, como vereador Carlos Bolsonaro faz. Para que os filhos, respeitem os pais e, também, o resto do mundo, inclusive os LGBT. É importante que o governo invista na formação de bons profissionais na polícia também, para que casos como o do professor Guilherme Rodrigues, agredido na Avenida Paulista e desencorajado por uma policial a prestar queixa – ele só registrou porque é ativista dos direitos LGBT, ou seja, consciente – não se repitam.

Enquanto isso não acontece, precisamos estar atentos. As redes sociais têm se mostrado importantes veículos de protesto contra certos absurdos. “Por ter gente demente / Tem gente que é previnida”, canta Ney Matogrosso, na bela canção “Coisas da Vida, de Alzira Espindola e Itamar Assumpção. Estejamos prevenidos, mas com coragem.

Carnaval de Salvador registra 80 casos de racismo, violência contra a mulher e homofobia Resposta

O carnaval de Salvador (BA) registrou 80 casos de racismo, violência contra a mulher e homofobia em seus circuitos entre quinta-feira e domingo. A informação foi divulgada pelo Observatório da Discriminação Racial, da Violência contra a Mulher e LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero).
Desde o início da folia, a equipe da Secretaria Municipal da Reparação (Semur) em parceria com o Ministério Público (MP) do Estado da Bahia, Defensoria Pública e Delegacia Especial de Defesa à Mulher atende nas unidades instaladas nos circuitos da festa (Ladeira de São Bento, Estação da Lapa, Campo Grande e Ondina) com o propósito de registrar reclamações das vítimas de discriminação de raça, gênero e orientação sexual.
Destre os casos denunciados, constam agressões verbais e físicas sofridas por homosexuais, além de registros de recusa em contratações por conta da orientação sexual. Ao todos, foram três casos registrados até o fim da manhã de domingo. Os casos foram encaminhados à Defensoria e ao MP.
Além disso, oito agressões contra mulheres foram registrados – em cinco dos casos, as vítimas tiveram de procurar atendimento médico.
Sete vítimas de racismo registraram as agressões.