Globo proíbe funcionários de falarem sobre relacionamento entre Zeca Camargo e Raí Resposta

A direção da TV Globo enviou email para a cúpula de todas as suas organizações, incluindo rádios e jornais, afirmando que está proibida qualquer citação, nota ou reportagem em que haja associação dos nomes do jornalista e âncora do “Fantástico” e o ex-jogador Raí.


Leia: Mulher afirma que já pegou Penélope Nova

Há algum tempo rola um boato sobre um suposto namoro entre os dois. Raí recentemente se separou da esposa e, dizem que foi para viver com o Zeca. Se for verdade, os dois deveriam assumir o relacionamento e acabar com esse mistério todo. Seria um belo casal.

*Com informações do jornalista Leo Dias, de O Dia.

Silvio de Abreu: “Beijo gay em novela não vai mudar nada na sociedade” Resposta

Durante entrevista à Sarah Oliveira, no programa Viva Voz (GNT), o autor Silvio de Abreu falou sobre beijo gay em novela: “Acho que não vai mudar nada na sociedade. A novela tem contribuído muito para que o homossexualismo não seja mais visto da mesma maneira preconceituosa”.


Como assim, senhor Silvio de Abreu? O beijo gay poderia contribuir e muito para diminuir o preconceito na sociedade, assim como a novela fez, por exemplo, ao exibir casais heterossexuais de idades muito diferentes diferentes. No início as pessoas se chocaram, depois foram se acostumando. São inúmeros os casos em que a novela contribuiu para mudanças na sociedade, ou será que o senhor, um novelista antigo, não sabe disso?

A Rede Globo nunca exibiu beijo gay em novelas, só um selinho lésbico. É lamentável que algumas pessoas que convivem com gays, em nome do dinheiro, fiquem cegas. Declarações como essa, senhor Silvio de Abreu, não contribuem em nada para que as relações homoafetivas sejam retratadas de uma maneira natural e os gays de maneira menos pejorativa nas novelas.

Thammy Gretchen será lésbica que se passa por homem em “Salve, Jorge” Resposta


Atenção: pelo Twitter, a novelista Gloria Perez desmentiu a notícia da “Folha de S. Paulo”, reproduzida pelo blog. Ela respondeu ao blog e nós agradecemos! Leia aqui!

Escalada para viver uma policial lésbica em “Salve Jorge” (Globo), próxima novela das 21h, de Glória Perez, a cantora Thammy Gretchen vai encarnar personagem inspirada em Teena (Hilary Swank), do filme “Meninos Não Choram”.

No longa, uma jovem se passa por homem para viver sua orientação sexual.
A informação é da coluna Outro Canal, do jornal “Folha de São Paulo”.

Nada contra, mas me parece pouco original que Thammy viva uma lésbica que se passa por homem, afinal, já estamos acostumados à sua imagem masculinizada. Seria legal vê-la em outro tipo de papel.

Bafão na novela Fina Estampa. ¨Marida de aluguel¨ é transexual. Resposta

Fina Estampa: ¨Marida de aluguel¨ é transexual
Mais um assunto vai dar o que falar na novela de Aguinaldo Silva, Fina Estampa. Uma das ¨maridas de aluguel¨ que trabalha para Griselda, personagem de Lilian Cabral, é transexual.

A cena, que vai ao ar no capítulo de amanhã, vai mostrar Quinzé (Malvino Slavador) entrando no vestiário da loja de Pereirão e encontrar Fabrícia (Luciana Paes) trocando de roupa. Por um momento, o rapaz fica apreciando a beleza da moça, que está de costas, mas no momento em que ela se vira, ele se assusta, dando um grito de pavor.

Assustado, ele conta a cena para a mãe:
¨Entrei no vestiário achando que não tinha ninguém lá, e, quando vejo, está a Fabrícia, ou melhor, o Fabrício. Fabrícia é homem!”.
E então, ela aparece e diz:
– Transexual: é esse o nome!
Ela ainda conta para Griselda que falsificou todos os documentos para conseguir trabalhar na loja de ¨maridas de aluguel¨, e Pereirão diz que vai pensar no que fazer com a situação.
Imperdível!!!

Globo vai mostrar beijo gay da série Glee amanhã (De madrugada…) 2

Cena do beijo entre os personagens Kurt e Blaine em Glee. (Reprodução)
Amanhã é dia de beijo na boca (gay!!!) na TV Globo. Mesmo diante de todas as polêmicas envolvendo o assunto nas novelas da emissora carioca, o beijo gay entre os personagens de Kurt (Chris Colfer) e Blaine (Darren Criss) na série adolescente americana Glee será mostrado na íntegra no episódio que vai ao ar amanhã de madrugada. 

Curioso é a idéia que uma série adolescente seja passada de madrugada, horário geralmente destinado a adultos. A Rede Globo, que transmite a série na TV aberta no Brasil, chegou a afirmar oficialmente que exibirá na íntegra e sem cortes o episódio ¨Nunca Fui Beijado¨, onde dois rapazes se beijam pela primeira vez na série que é febre no Estados Unidos, mas isso porque o episódio será exibido de madrugada. 
O ator Chris Colfer, que dá vida ao personagem de Kurt, um dos protagonistas da cena do beijo gay, soube do possível corte da cena do beijo no Brasil e sugeriu que as pessoas que têm problemas de ver um beijo entre dois homens, podem fechar os olhos durante o momento. E completa: 
– Foi um bom beijo, fazia sentido para os personagens e era importante para a trama. Não deveria haver tanto estardalhaço por causa disso. 
A série musical Glee é um dos programas de maior audiência da TV americana e é exibido nas noites de terça-feira no horário nobre (20h). A série é voltada para o público jovem e já ganhou prêmios importantes como o Emmy e o Globo de Ouro.

Em nova entrevista, Marcelo Serrado compara beijo gay a cenas de violência na TV Resposta



Marcelo Serrado desmentiu em entrevista ao programa “Muito+” (Band), de Adriane Galisteu, nesta terça-feira (10/01), que seja contra o beijo gay. Na verdade, o ator é contra o beijo gay em horário livre. Ele comparou o beijo gay a uma cena de violência: “… eu acho que só tinha que ser um horário mais tarde, como também eu acho que cena de violência tinha que passar mais tarde.”


Marcelo Serrado chamou as pessoas que disseram que ele era homofóbico de mal educadas. Depois, ele disse que “têm gays, às vezes, que são mais homofóbicos que os próprios”. “Concordo.”, disse a apresentadora Adriane Galisteu.

O ator, que interpreta o mordomo gay Crô, na novela “Fina Estampa” (Rede Globo) chegou a dizer que não quer que a filha veja, inclusive, beijo entre heterossexuais. Ele disse que proíbe a filha de ver novela. Conservador o moço, não?

Por fim, ele disse que os “homofóbicos” (se referindo aos gays que o criticaram) devem tomar cuidado para não falarem o que não devem.

Na verdade, quem deve tomar cuidado ao falar é a pessoa pública. A reação das outras pessoas é em função da declaração dada por ela. Marcelo, que cresceu no meio artístico, mandou mal ao dizer que não gostaria de ver a filha dele vendo um beijo gay. Essa é a minha opinião e a de muita gente. A dele é outra e estamos conversados.

Gay No BBB 12 – João Carvalho diz no Facebook que está interessado em homens e mulheres 1

João Carvalho em foto do Facebook


O representante comercial João Carvalho, de 46 anos e mineiro diz em seu perfil do Facebook que é solteiro e afirma estar interessado em conhecer homens e mulheres.
Todo tatuado, João diz também ser formado em direito e costuma promover eventos sociais de cunho diversificado, como eventos que falam de cidadania e diversidade sexual.
No perfil, ele também parece curtir bastante moda, já que publica várias fotos de desfiles e editoriais do gênero, um deles protagonizado pelo ex-namorado de Madonna, Jesus Luz. Alagoinhas Noticias – BBB 12  Big Brother Brasil.

"Big Brother Brasil 12" confinará quatro gays e duas lésbicas, diz diretor 2


Na próxima terça (10/1), estreia na Rede Globo, emissora que proíbe beijo gay em sua teledramaturgia, a décima segunda temporada do reality show “Big Brother Brasil”. Com isso, os bastidores no Projac (centro de estúdios da emissora no Rio) estão agitados.




O diretor Boninho revelou em seu Twitter que a nova edição do programa confinará quatro gays e duas lésbicas. A revelação surgiu depois que um de seus seguidores comentou sobre os perfis da casa.

Globo censura cena gay em "Fina Estampa" Resposta


A TV Globo continua censurando a sua teledramaturgia. Agora foi em “Fina Estampa”. A direção cortou uma parte da cena em que dois homens apareciam na cama, debaixo dos lençóis. A informação é da colunista do jornal “O Globo”, Patrícia Kogut.



A cena em questão é o flagra que a sobrinha de Crô (Marcelo Serrado) dá no tio ao pegá-lo com outro homem em sua cama. Ao ar foi apenas a personagem de Milena Toscano flagrando o tio, a cama é mostrada rapidamente e mal se vê que Crô está acompanhado.

A cena original escrita por Aguinaldo Silva previa que Vanessa veria o calcanhar do affair de Crô e uma tatuagem de escorpião tatuada no local. A tatuagem seria uma pista para identificar o namorado misterioso que, ao que tudo indica, é um dos saradões que aparecem jogando vôlei na praia. No texto de Aguinaldo também fica indicado que todos da turma do vôlei usam tornozeleira.



É isso, lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais que insistem em ver novela, devem se contentar em serem retratados de maneira caricata e superficial.

Com informações da “Capa”

"Vai ser uma loucura", diz Ricky Martin, sobre shows que fará, a partir de hoje no Brasil Resposta

Cantor deixa hotel em São Paulo




Ao assumir sua homossexualidade, em março do ano passado, o cantor porto-riquenho Ricky Martin deu uma guinada em sua carreira. Com 20 anos de estrada solo – 28, desde que começou na boy band latina Menudo – e mais de 60 milhões de discos vendidos, Enrique José Martín agora pode ser ele mesmo. Aos 39 anos, solta-se das amarras do preconceito e, enfim, vive ‘la vida loca’, como ele tanto cantou pelo mundo afora.

O cantor vem ao Brasil para três apresentações – hoje, em São Paulo, amanhã, no Rio de Janeiro e, na terça, em Porto Alegre –, completamente diferente daquele que passou por aqui, há seis anos, na turnê do disco Life, lançado em 2005. Desde então, não havia produzido nenhum material inédito. Em janeiro deste ano, chegou às lojas seu novo CD, Musica + Amor +Sexo.

Em sua conta no site de microblogs Twitter, o cantor deixou sua saudação para o público brasileiro. “Amanhã (anteontem) viajo para o Brasil. País maravilhoso! Os shows vão ser uma loucura!”, escreveu, na terça-feira passada. Ele chegou na manhã de ontem em São Paulo e, no fim da tarde, já estava animadíssimo com os shows. “Começou bagunça! Cheguei em São Paulo! (risos). Brasil, amanhã (hoje) é o show aqui” e, depois, em inglês, completou: “Já cheguei no Brasil! Vai ser incrível!”

Mesmo distante da música, Ricky Martin continuava, porém, estampando algumas manchetes latinas e mundiais, com suas boas ações sociais. Sua busca por uma mãe de aluguel para que ele pudesse, hoje, ter os seus dois filhos, Matteo e Valentino, de 3 anos, também chamou a atenção. Só voltou para as capas com o anúncio de sua homossexualidade e de uma autobiografia que seria reveladora, de nome Eu (Ed. Planeta, R$ 27,90). Hoje se sabe que ele é casado com o também porto-riquenho Carlos Gonzalez e passou a defender o direito ao casamento de pessoas de mesmo sexo.

Ainda assim, tudo isso o afastou dos estúdios e dos palcos. É onde se tornou o sex symbol para uma geração de adolescentes no fim dos anos 1990, com canções sensuais e polêmicas como Maria. Ao som de batidas fortes de pop, misturando os calientes ritmos latinos com o R&B, entre reboladas e requebradas, sempre usando calças de couro apertadas, ele deixou de ser um ídolo teen latino para explodir nos EUA, com o hit Livin’ la Vida Loca. O álbum, de nome Ricky Martin, vendeu 22 milhões de cópias pelo mundo e, ainda, trazia Be Careful (Cuidado Con Mi Corazón), num dueto entre ele e Madonna.

O hiato que durava seis anos chegou ao fim com Musica + Alma + Sexo. Seu nono trabalho de estúdio, mesmo depois de tanto tempo e de todas as polêmicas, atingiu o terceiro lugar da Billboard e liderou as paradas latinas.

É, porém, um disco irregular, como se o cantor ainda não soubesse o que realmente deseja. Quer ser pop? Quer voltar a ser um astro latino? Quer ser um símbolo gay? Quer manter a sua pose de galã latin lover? Nada é respondido.

Em videoclipes e shows, ele mantinha seu cabelo impecável, usava roupas coladas ao corpo e não economizava nos movimentos sensuais e sorrisos de lado para ganhar gritinhos agudos das fãs. Agora, ele parece desconfortável nessa posição. No vídeo oficial de Frío, que foi acessado mais de 10 milhões de vezes no canal oficial do cantor no Youtube – um fato comemorado pelo cantor no seu Twitter –, há uma moça loira que, em outros tempos, se contorceria por ele nos primeiros versos.

Sua voz também está escondida, sempre maquiada por teclados ou backing vocals. Só na balada Basta Ya, ele se solta. É possível captar, em vários momentos, a expressão da dúvida de Ricky Martin sobre qual caminho musical seguir depois de assumir sua homossexualidade. “Não se imponha limites / Faça o que tiver vontade / Siga seu destino / Fora dos trilhos”, canta ele, na primeira faixa, Mas.

Nas músicas românticas, ele é genérico, não declara seu amor para ele ou para ela. A coragem de se abrir em público sumiu em seu novo trabalho. Para sorte das fãs, os clássicos deverão estar presentes e, naqueles momentos, Ricky Martin voltará a ser o latin lover.





Pouco depois de gravar um clipe com Claudia Leitte, Ricky Martin foi entrevistado por Xuxa e Hebe. O encontro entre o cantor e as apresentadoras loiras aconteceu nesta quinta-feira (25).


A assessoria de imprensa da Rede Globo informou que ainda não previsão de quando a matéria vai ao ar.

Final de "Insensato Coração" pode ter celebração de união homoafetiva estável Resposta

Segundo o colunista do “F5”, Alberto Pereira Jr., o autor de “Insensato Coração”, Gilberto Braga, estaria irritado com o vazamento das cenas finais da novela das 21h., da Rede Globo. O fato é que caiu na rede.



Em um dos finais, o jornalista Kléber (Cássio Gabus Mendes) descobriria que Eduardo (Rodrigo Andrade) é seu filho. Ele aceitaria o filho, que assinaria a união homoafetiva estável com Hugo (Marcos Damigo).

Cássio Gabus Mendes fala sobre homofobia de Kleber, em "Insensato Coração" Resposta


O ator Cássio Gabus Mendes, que dá vida ao homofóbico jornalista Kléber Damasceno na novela “Insensato Coração” (Rede Globo), falou ao portal “Comunique-se” sobre sua personagem. Para ele, Kleber não deixaria de denunciar qualquer assassinato, inclusive de um gay. Cássio diz que seu personagem tem um sentimento “equivocado” e “controverso” com relação aos gays. Abaixo, alguns trechos da entrevista dada à jornalista Silvana Chaves:


Cássio explica de que maneira compôs a personagem e no que ele se assemelha ao cidadão comum, que se esconde atrás do trabalho:


“No caso da obra aberta, sempre recebo uma história a respeito do personagem. Nisso o Gilberto Braga é bem cuidadoso, me passou como deve ser. O personagem é muito bem desenhado. O que eu procuro fazer é ressaltar isso. O personagem vive de conflitos e isso, para mim como ator é muito bom. Isso facilita para ‘carregar as tintas’ do Kléber, porque por si só ele já tem potencial para isso.


“Ele é um jornalista extremamente competente, que adora jornalismo investigativo, economia, que dá a cara para bater mesmo quando tem algo a denunciar. O Kléber tem uma personalidade muito envolvente, seja na vida profissional, seja na pessoal. E mesmo ele sendo meio desequilibrado em seus problemas, continua muito envolvente. Ele é pavio curto, vive jogando e gastando o dinheiro, está sempre duro, é separado da esposa. Ou seja, ele já é muito conflituoso naturalmente. Sabendo disso, eu vejo o que me é apresentado e misturo, me guio muito pelo dia a dia, os rumos que o personagem vai tomando no ar.”


Sobre a homofobia da personagem, o ator diz:


“O Kléber é estourado, mala, dependendo do que é apresentado. A questão da homofobia, por exemplo, ele estoura, faz comentários na hora errada pra chocar mesmo. Ele tem uma coisa assim… é peitudo, sabe?


“Ele é extremamente competente no que faz, apaixonado mesmo. Mas a vida pessoal dele é um caos, o relacionamento familiar é super problemático, ele gasta tudo o que ganha nos jogos de azar, é viciado nisso… É terrível, totalmente desequilibrado. Ele tem esse sentimento homofóbico equivocado, e em situações como essa, ele explode, cospe tudo. Mas ao mesmo tempo ele tem um lado engraçado, leva as coisas, a vida com humor apesar de tudo.


“A profissão o faz superar coisas que seriam insuperáveis, como a bagunça da vida pessoal, estar em conflito com a família. É como se fosse um compensador. E por causa da profissão, do jornalismo, ele passa por cima de coisas que acredita, ela é mais forte que tudo pra ele. É o lado muito claro do repórter, essa forma como ele descobre as coisas, as investigações, o blog, para não ficar calado, mesmo sem emprego. Eu sempre tive fascinação por esse perfil de repórter, dessa ação, do repórter que carrega uma câmera e vai registrando, investigando tudo, seja na ficção ou na vida real. Bater de frente, fuçar mesmo, não abrir mão de determinadas coisas, pontos de vista.


“É bom ter na TV um personagem assim, que mostra isso, esse mundo mais real, mais próximo das pessoas. A paixão do Kléber pelo jornalismo, a competência dele na profissão, faz com que ele supere os equívocos da vida pessoal dele. É o conflito que eu comentei que deixa o personagem mais rico, mais humano.


Sobre informações de que sua personagem passará a defender lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT), Cássio disse:


“O Kléber é um cara que em momento algum eu duvido que ele deixaria de denunciar algo, mesmo que fosse um assassinato de um gay e ele tendo uma postura controversa contra os homossexuais. A questão aí é que, sendo contra um hétero ou contra um homossexual, é um crime, e para o Kléber, o crime tem que ser denunciado. Assassinato sim, ele denunciaria, não importa de quem fosse. Ele é aquele tipo de pessoa que corre atrás de provas, ajuda a apurar determinadas denúncias, esse lado investigativo dele é muito forte, presente. Como por exemplo, denunciar um banqueiro em seu blog pessoal, mesmo sabendo que poderia correr riscos, por não estar ligado à nenhum veículo.


“O Kléber usa o poder, a força que o blog dele tem, que ele tem como jornalista sem levantar nenhuma bandeira. Ele só quer que a justiça seja feita, mesmo que vá contra o que ele defende. Tem pessoas que são preto, totalmente intensas e outras que são branco, apáticas a tudo. O Kléber é cinza, ele é neutro. Ou seja, mesmo que ele tenha que passar por cima de princípios dele para praticar a paixão dele, que é o jornalismo, ele vai fazer isso. Ninguém é vilão e nem mocinho sempre. E com o Kléber não é diferente.

Atriz Louise Cardoso defende gays e diz que religiosos fazem leitura errada da Bíblia Resposta

Louise Carsoso (Foto: Reprodução)
A atriz Louise Cardoso interpreta uma mãe que descobre que seu filho é homossexual na novela ¨Insensato Coração¨. Na trama, a personagem Sueli não aceitou de início a orientação sexual de Eduardo, vivido pelo ator Rodrigo Andrade, mas depois ela entendeu qual era a verdadeira identidade dele e passou a ter orgulho do filho.

Na vida real, a coisa também não é diferente. Em entrevista ao site O Fuxico, Louise disse que fez vários estudos da Bíblia a respeito do assunto:

– Fiz estudos da Bíblia e vi que é uma interpretação errônea sobre o assunto. Ela fala contra a libertinagem no modo geral e não sobre gays. Mas a libertinagem seja sobre homossexuais ou heterossexuais. Não entendo que ela seja contra. Você conduz a interpretação do modo que quiser e acho que é isso que acontece.

A atriz que declara não ter nenhum tipo de preconceito, disse que não tem uma religião definida, mas segue um caminho espiritual, e acha péssimo dizerem que a Bíblia é contra os homossexuais:

– Antes de fazer a novela, eu estudei muito, ouvi vários depoimentos de religiosos e depoimentos terríveiscomo suicídio pela própria não aceitação em ser gay. Eu sou meditante e não tenho uma religião definida. Tenho um caminho espiritual e acho péssimo dizerem que a Bíblia é contra os homossexuais.

Indo ainda mais longe, Louise defende a criação da lei que criminaliza a homofobia e fala da importância da lei ser aprovada:

– Acho importantíssimo que a homofobia seja criminalizada, aliás acho que é mais importanteque o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Infelizmente ainda não é crime, mas espero que seja logo. Na novela eles não querem fazer o BO, ela fala que é porque ele é gay e pobre e é quase presa por desacato! A partir do momento que houver a criminalização da homofobia isso nunca vai acontecer. Todos têm de ter seus direitos. O preconceito é um atraso total. Esta violência contra os gays é a volta às trevas, para a época medieval.

¨Povo não aguenta mais viado em novela¨, diz autor Aguinaldo Silva Resposta

(Foto: Reprodução)
Mais uma vez o polêmico autor da Rede Globo, Aguinaldo Silva, deu declarações que colocam o gay brasileiro como ¨chato¨, diz que as organizações ativistas só existem para tirar dinheiro do povo e diz que não haverá beijo gay na sua próxima novela ¨Fina Estampa¨, que estréia esse mês. 

A entrevista foi para a revista Veja e Aguinaldo não economizou nas palavras para atacar a comunidade LGBT, as organizações de ativismo gay, e outros nomes conhecidos. Perguntado sobre o que afasta o público das novelas, Aguinaldo respondeu: 

– O povo não aguenta mais viado em novela. Chega! Tem muito. Tem novela que tem seis viados. As pessoas não aguentam mais isso. E geralmente os gays são todos iguais. São cópias dos héteros, querem casar, ter romance, engravidar e parir um filho nove meses depois. São gays chatos. 

A forma impressionante como ele trata os gays é o que impressiona. Imaginem como não se sentiria ao ser chamado de ¨bicha velha paraíba¨, ou ¨cabeça chata¨, formas pejorativas e preconceituosas de se referir a um homossexual que tenha nascido no nordeste do país. 

Ele diz também que vilões desenfreados também cansam o público, pois fazem maldades sem nenhuma justificativa, e citou o exemplo da personagem de ¨Senhora do Destino¨, Nazareth Tedesco, vivida pela atriz Renata Sorra, que era uma vilã ¨engraçadíssima porque tudo o que ela fazia dava errado¨. 

Quando Aguinaldo Silva foi perguntado se teria algum personagem gay em ¨Fina Estampa¨, ele foi categórico: 

– Tem um só, que é o Crodoaldo Valério, que quem está fazendo é o Marcelo Serrado. Eu fiz questão que fosse um ator hétero porque eu acho que ele vai me surpreender. Antes da novela estrear, já tem gay entrando no meu portal e escrevendo que não viu e não gostou porque eu criei um homossexual estereotipado. Como eu falei antes, acho ridículo tratar o gay como um personagem padrão. Eles tem seus códigos, seu universo. São pessoas diferentes. A graça desse personagem é que ele tem uma paixão devastadora pela Teresa Cristina (Cristiane Torloni), que o trata miseravelmente mal. Alguns gays têm essa mania de venerar as mulheres que o maltratam. Eu queria mostrar esse tipo de gay. As pessoas vão odiá-lo porque vai fazer mil maldades em nome dela, porque ele adora aquela mulher que é um horror, ela é péssima. 

E continuou, falando sobre o beijo gay nas novelas: 

– Eu estou começando a ficar irritado com essa coisa do beijo gay. Acho que tem uma torcida para que não aconteça, para que o assunto continue durando, mas as pessoas não aguentam esse assunto e se depender de mim ele acabou. A novidade é essa: não vai ter beijo gay em Fina Estampa, pode escrever. Não tem lugar no mundo em que os gays sejam mais ousados do que no Brasil. Aqui os gays não respeitam as fronteiras. Eles chegam no hétero e cantam mesmo, e se colar, colou. Porém, existe essa hipocrisia de você não poder mostrar um beijo gay na televisão. Por debaixo do pano vale tudo, mas publicamente é essa coisa hipócrita. A sociedade brasileira é assim e a tevê não quer correr o risco de perder o público. 

Concordo com a última frase de Aguinaldo, a sociedade brasileira é hipócrita! E também são os autores de novelas e emissoras de TV. Dizer que os gays do Brasil são ousados, é verdade. Os gays brasileitos têm que cobrar sim, mostrar que estão ali, porque nunca são respeitados! Gay no Brasil não tem vez, a não ser que seja um profissional bem sucedido e tenha certo destaque na sociedade. É por isso que o gay no Brasil tem mesmo que lutar pelos direitos e os grupos ativistas têm que buscar cada vez mais colocar o gay em evidência, porque nesse país, a população ignorante só aprende depois de muito ver e saber a verdadeira realidade do gay, pois como a maioria da população é analfabeta e burra, os meios de comunicação deveria ter um papel maior na educação do pensamento do povo ao invés de somente fazer com que as pessoas fiquem mais dementes. 

Aguinaldo Silva também deu a sua opinião a respeito das críticas que a Rede Globo recebeu por querer interferir na obra de Gilberto Braga e acabar com o romance dos personagens Eduardo e Hugo em ¨Insensato Coração¨: 

– Tem um grupo gay da Bahia que diz que eu sou o inimigo número um dos homossexuais. Dizem que nas minhas novelas os homossexuais são estereotipados. Essas entidades são todas um saco, todas elas tem interesses econômicos, vivem à custa do governo ou daquelas empresas alemãs que por má consciência financiam qualquer coisa. Claro que existem negros bandidos como existem brancos bandidos. A cor dos personagens não devia importar para essas entidades. Eles deviam combater as diferenças, mas para eles interessa grifar as diferenças. Se você bota hoje em dia uma bandida disfarçada de enfermeira, trinta sindicatos de enfermagem espalhados pelo Brasil te processam. Aí você tem que se preocupar com a audiência em Rondônia, em Tocantins… E não dá, porque você ainda tem uma novela para escrever. 

Esses grupos, Aguinaldo, servem para tentar diminuir um pouco o preconceito no país, para impedir que somente um lado da sociedade seja mostrado. Talvez você como um gay bem sucedido que vive na Europa e não precisa de salário mínimo para sobreviver, não precisa se envolver com isso. Mas existe uma outra parte, Aguinaldo, que precisa de atenção e ter suas vidas contadas e mostradas sim, pessoas que levam tiro em paradas do orgulho LGBT, que são espancadas em portas de boates, que são assassinadas por serem homossexuais, que diferente de você, não vivem dentro de casa escrevendo, pois precisam ir à luta para conseguir sobreviver nesse país selvagem que é o Brasil. 

Aquele velho ditado, enquanto não acontece comigo, que se foda o resto!

Estudo revela a importância das telenovelas no combate à homofobia Resposta


Em contraste às censuras das direções da Rede Globo e do SBT, à abordagem dos gays em suas novelas “Insensato Coração” e “Amor e Revolução”, estudo mostra que os gays da teledramaturgia contribuem para que parte da audiência atribua mais qualidades boas aos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros). A maioria das pessoas continua assistindo aos folhetins depois de o personagem gay aparecer.


Leia também: Globo e SBT censuram suas novelas e Agnaldo Silva concorda


Ateus e agnósticos são os que mais rechaçam tramas do gênero, seguidos por evangélicos, apesar de esse número afetar pouco a audiência final. É o que revela a dissertação de mestrado Os efeitos de personagens LGBT de telenovela na formação de opinião dos telespectadores sobre a homossexualidade, defendida em 2009 na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), pelo jornalista, professor de Comunicação da Uninove e mestre em comunicação e semiótica, Welton Trindade.


Trindade provou que a telenovela tem atuação educativa e transformadora na opinião dos telespectadores heterossexuais a respeito da causa LGBT, contribuindo para a diminuição da homofobia. O levantamento foi realizado no Distrito Federal, com 260 telespectadores heterossexuais de novelas, com mais de 16 anos, que assistiram a uma das seis produções das nove nos anos de 2004 a 2008, na Globo. As proporções de sexo, idade, classe social foram planejadas exatamente de acordo com o perfil de audiência da trama das 9. horas O número de 260 pesquisados foi considerado ideal por cálculos de proporcionalidade dos quase 488 mil telespectadores do DF.


Considerando 51,8% dos pesquisados sem convivência com gays, mas todos assistindo a tramas e personagens LGBT, “a telenovela coloca mais da metade dos telespectadores em contato com um universo que extrapola seu cotidiano, trazendo-lhes novas questões para lidar. E conhecendo-as, deixam de estranhá-las”, diz Trindade.


A respeito da reação dos espectadores quando personagens gays aparecem, 23% dos entrevistados afirmaram que passaram a aceitar os gays com o tempo. Dentre estes que mudaram de opinião, 18,6% citaram os meios de comunicação como causa. “O fato de ter ‘convivido’ com homossexuais na telenovela causou importantes mudanças nos telespectadores”, afirmou a pesquisa, que ainda mostrou que 39,4% dos questionados passaram a atribuir mais qualidades boas a LGBT por influência dos folhetins.


Com informações de ” O Povo Online”

Aguinaldo Silva tem razão Resposta

Autônomo de 42 anos teve parte de sua orelha decepada
Ontem (19/07), o editor de Entretenimento da “Folha de São Paulo”, Ricardo Feltrin, publicou reportagem dizendo que as direções da Globo e do SBT orientaram os autores a “baixar a bola” de personagens gays. A desculpa: estaria havendo uma “overdose” do tema. Na prática, as emissoras estão censurando a teledramaturgia. Antes da censura, porém, para ganhar audiência e criar o hábito de telespectadores LGBT (uma parcela considerável do IBOPE), anunciaram que teria um núcleo gay (“Insensato Coração, novela da Globo) e beijo lésbico e gay (“Amor e Revolução”, novela do SBT). Depois, cortaram cenas. A Globo há três semanas interveio na novela das 21h, vetando ousada e propagada cena gay em motel, entre o casal Hugo (Marcos Damigo) e Eduardo (Rodrigo Andrade). O SBT – que cortou a cena de beijo entre dois homens: Jeová (Lui Mendes) e Chico (Carlos Artur Thiré). A reportagem também cita o autor da próxima novela das 21h (“Fina Estampa) da Globo, Aguinaldo Silva. Segundo Feltrin, ele teria sido informado há três meses pela emissora de que deveria evitar polemizar com o assunto (gay) em sua próxima novela. A reportagem ainda diz que a Record, seguindo orientação da Igreja Universal do Reino de Deus, não aborda homossexualidade em suas novelas.

Hoje (20/07) pela manhã, Aguinaldo postou em seu twitter: “Não é verdade que falaram comigo sobre isso. Ninguém me pediu para ‘baixar a bola do gay’ em ‘Fina Estampa’. Eu mesmo evito chocar o público por minha conta, a responsabilidade é minha”. Eu, chocado com a frase do ex-ativista dos direitos dos LGBT, que foi editor do primeiro jornal gay do país, “O Lampeão”, perguntei: “Chocar o público? Como assim? Você acha que um beijo gay chocaria alguém?” Aguinaldo, que só segue uma pessoa, claro, não desceu do seu pedestal e não me respondeu. Mas talvez ele tenha razão.

O Brasil aceita, durante uma semana, peitos, bundas. No carnaval. Passada a folia, nada de palavrão. Tem condomínio multando morador que xinga! Isso mesmo! Se o cara estiver chateado e gritar “merda”, uma senhora pode denunciá-lo e ele será multado! Beijo gay então… O mesmo Brasil que não quer saber dos gays, também não quer saber, claro, da violência que eles sofrem. Esse lance de homofobia é algo criado pelos LGBT. Eles escolhem serem diferentes! Querem afrontar! Deve tem sido violentados na infância e por isso são pedófilos. Eles, certamente, tiveram um relacionamento péssimo com seus pais! Querem levar nossas crianças para o mal caminho! Querem fazer propaganda do homossexualismo com esse kit gay!

Chocados? Mas isso que grande parte da população pensa, Aguinaldo Silva tem razão! A presidenta Dilma não me deixa mentir, o senador Magno Malta não me deixa mentir, o deputado Jair Bolsonaro não me deixa mentir, a vereadora Myrian Rios não me deixa mentir, o pastor Silas Malafaia não me deixa mentir, a TV Record não me deixa mentir. Então por que se preocupar?

Pode ser que uma parte da população de bem, de família, tenha mudado de opinião ontem. É que um pai de família estava abraçado ao seu filho heterossexual e teve a orelha arrancada por um agressor que acho que os dois fossem um casal gay! Sim. Ele disse, antes de agredir: podem se beijar, a Lei permite! Claro que a Lei permite. E a Lei permite também que este mesmo agressor continue em liberdade, mesmo depois de provada a agressão e de fotos e vídeos do homem sem a orelha serem divulgadas pela TV e pela internet. Foi um juiz que disse isso, é a Lei! Segundo o juiz Heitor Siqueira Pinheiro, uma lei de 1989 não autoriza a prisão temporária para o crime de lesão corporal. Talvez por isso skinheads espanquem negros, homossexuais, travestis e sejam logo soltos. Talvez por isso eles voltem a espancar. Mas já que um pai de família perdeu a orelha em uma agressão gratuita, ele nem era gay, pode ser que algum heterossexual tenha se sensibilizado e queira saber de alguns números:

Não existe registro oficial nos Boletins de Ocorrência e Laudos do IML sobre a violência e discriminação contra a população LGBT. No estado do Rio de Janeiro existe, mas precisa ser nacional, para ter política de combate a este fenômeno. O montante de assassinatos de lésbicas, gays e travestis no Brasil, segundo dados do Grupo Gay da Bahia, aumentou 31,3% em 2010, em comparação a 2009. Foram 260 casos contra 198 do ano anterior.

Não para por aí. Veja números de pesquisas sobre a violência contra LGBT no Brasil: 60 % dos LGBT brasileiros já foram discriminados, 20% já foram espancados, 60% dos profissionais de educação não sabem lidar com LGBT, 87% dos brasileiros têm preconceito contra LGBT, 40 % dos adolescentes masculinos não querem estudar com LGBT. São números assustadores, que estão disponíveis no site a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT). Números que foram enviados à presidenta Dilma Rousseff, logo após ela vetar o kit do Programa “Escola sem Homofobia”. Números do MEC, da UNESCO, do INEP, da FIPE etc. Números confiáveis.

É urgente que a lei que criminaliza a homofobia seja aprovada. Mas a bancada fundamentalista do Senado conseguiu pressionar e agora está havendo uma negociação para colocar todos os tipos de preconceito em uma mesma balança. O Decreto 109-A, de 17 de janeiro de 1890, que estabelece a Laicidade do Estado, e o respeito a todas as religiões, qualquer que seja sua denominação, e o respeito aos ateus e às ateias não está sendo respeitado!

É preciso que tenha uma campanha contra o bullying e toda a forma de discriminação. Claro que não só os gays são discriminados, mas é preciso que tenha uma lei que deixe bem claro que não se pode discriminar ninguém por conta da orientação sexual e nem por conta da identidade de gênero. Qual é o problema? Quem se incomoda com isso? Só quem quer continuar a discriminar, claro!

Se você, independente de ser heterossexual, gay ou bissexual, quer continuar tendo o direito de abraçar e beijar, seu filho ou namorado, acesse http://bit.ly/pKhUwy e assine a carta que será enviada aos parlamentares que estão tratando da criminalização da homofobia! Cobre do deputado e do senador que você elegeu e informe os seus amigos a respeito do tema. Ninguém escolhe ser gay, heterossexual ou bissexual. E pouco importa o que leva (se é que algo leva) alguém a ter um comportamento diferente da maioria. Escolhemos, sim, entre respeitar ou próximo ou sair dando porrada em quem julgamos diferentes de nós.

ABGLT envia nota à direção da Rede Globo pedindo liberdade artística dos autores e que permaneçam com casal gay Resposta

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais (ABGLT),enviou nota encaminhada ao Diretor de Entretenimento da Rede Globo, Manoel Martins, a respeito da reportagem do jornal ¨Folha de S. Paulo¨, que publicou que os autores da novela ¨Insensato Coração¨, foram chamados para uma reunião com Manoel Martins, que pediu que os autores ¨esfriasse¨ a relação homossexual do casal ¨Eduardo e Hugo¨ e não fizessem apologia pela criação de uma lei que pune a homofobia.

Na nota,assinada pelo presidente da associação, Toni Reis, é pedido para que a emissora considere a liberdade artística dos autores e diz que os homossexuais também são parte do público que acompanha a novela e merece ser levado em consideração.

Confira a nota de Toni Reis na íntegra:


¨À Direção-Geral da Rede Globo
A/C Sr. Manoel Martins
Diretor-Geral de Entretenimento


Assunto: Novela Insensato Coração


Prezados Senhores, Prezadas Senhoras


A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT, criada em 31 de janeiro de 1995, rede nacional que atualmente congrega 237 organizações, vem manifestar sua preocupação em relação a notícias veiculadas hoje em relação à novela Insensato Coração.

Segundo informações publicadas na Folha de São Paulo hoje (19/17), os autores da novela, Gilberto Braga e Ricardo Linhares, foram informados na semana passada da determinação da Rede Globo de que a história dos homossexuais Eduardo e Hugo “fosse completamente esfriada” e “foram instruídos a não carregarem bandeira política, a pararem de fazer apologia pela criação de uma lei que puna a homofobia.”

Ora, até agora a novela Insensato Coração tem prestado um grande serviço retratando de forma real diversas situações em que a população gay vive, seja nos relacionamentos e na convivência diária entre si e com a sociedade em geral, seja na manifestação de atitudes favoráveis ou contrárias aos gays por parte de outras pessoas, seja na ocorrência da violência psicológica e física motivada por homofobia.

Entendemos que, longe de estar fazendo uma apologia, a novela está cumprindo um papel importantíssimo como veículo informativo, servindo para desmistificar a homossexualidade perante a sociedade em geral, contribuindo para modificar as atitudes que fazem prevalecer a homofobia. Censurar neste momento parte do teor que já vinha sendo anunciado pela própria emissora mesmo antes da novela ir ao ar, nos parece um recuo que apenas serve para referendar a mensagem que a própria novela estava passando: a homofobia ainda está predominante em nossa sociedade.

O debate sobre a criminalização da discriminação e da violência homofóbicas está bastante presente na sociedade atualmente. A novela tem retratado este fenômeno. Hoje mesmo, foi noticiado que um homem de 42 anos teve metade da orelha decepada após ser agredido por um grupo de jovens que pensaram que ele e o filho de 18 anos fossem um casal gay, pois estavam abraçados (fonte http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2011/07/18/pai-filho-sao-confundidos-com-casal-gay-agredidos-por-grupo-em-sao-joao-da-boa-vista-sp-924936932.asp)

Na referida reportagem da Folha de São Paulo, a assessoria da Globo teria informado o jornal que “a televisão é um veículo de massa que precisa contemplar todos os seus públicos e faz parte do papel da direção zelar para que isso aconteça”. Pois, somos um destes públicos e, seguindo a mesma lógica, por isso mesmo não seria desarrazoado contarmos com esta representação na novela.

Em fevereiro deste ano recebemos uma correspondência da Rede Globo que levanta pelo menos dois pontos de relevância para a presente discussão:

“Estimular que os autores abordem causas de interesse da sociedade, promovendo princípios, valores e direitos universais, é sem dúvida papel de uma empresa de comunicação consciente de sua responsabilidade social, uma vez que o convite à reflexão sobre a realidade por meio da ficção contribui com a transformação social… Entretanto, apontar de que maneira exatamente isto deve ser feito…, condicionando a liberdade criativa, é algo que vai além do desejável, sendo a novela uma obra ficcional autoral. É exatamente a livre expressão artística o principal ingrediente da fórmula do sucesso.”

Com base nas considerações acima, vimos por meio deste solicitar à direção da Globo para que prevaleça a livre expressão artística dos autores da novela Insensato Coração, mantendo a trama por eles escrita, preservando o senso de humanidade e a responsabilidade social da emissora rumo a uma sociedade que prime mais para os valores do respeito, da paz e da harmonia entre homens e mulheres, independente da orientação sexual ou identidade de gênero.

Na expectativa de sermos atendidos, estamos à disposição.

Atenciosamente

Toni Reis
Presidente¨



¨Beijo gay só lá em casa¨, diz o autor Aguinaldo Silva Resposta

O autor Aguinaldo Silva (Foto: Reprodução)
Durante entrevista no evento ¨Cenas de um Autor¨, Aguinaldo Silva, autor de novelas da Rede Globo, falou sobre a polêmica que envolve o beijo gay na tv aberta. 

O entrevistador foi Christiano Cochrane, filho da jornalista Marília Gabriela, e o evento ocorreu no Solar de Botafogo, no Rio. 

Aguinaldo, homossexual assumido, foi direto e disse: 

– Beijo gay só vai ter lá em casa. O público não quer ver isso. A voz do povo é a voz de Deus. 

Aguinaldo também foi perguntado sobre sua próxima novela, Fina Estampa, que irá substituir Insensato Coração. Ele não quis dar muitos detalhes, pois disse que o pouco que contou, já foi copiado em outras novelas.

Para a Rede Globo, gays só servem para ser piada. Emissora veta abordagem homossexual em Insensato Coração. Resposta

Crime homofóbico pode. Amor entre gays não pode! Essa é a Globo. 

Chamados para uma reunião com o diretor geral de entretenimento da Rede Globo, Manoel Martins, os autores da novela Insensato Coração, Gilberto Braga e Ricardo Linhares, foram proibidos de continuar abordando a homofobia na novela, e inclusive de defender a lei que criminaliza a homofobia. 

Manoel Martins pediu que o romance entre Eduardo e Hugo, personagens vividos por Rodrigo Andrade e Marcos Damingo, respectivamente, fosse esfriado na trama. 

Em nota, a Rede Globo informou que ¨a televisão é um veículo de massa que precisa contemplar todos os seus públicos e faz parte do papel da direção zelar para que isso aconteça¨. 

O interessante é que o assassinato de um jovem gay cometido por um homofóbico não foi tema da reunião. A cena continua, os ataques homofóbicos continuam, mas o amor e a relação entre dois homens não pode continuar. 

Acho que está chegando a hora de fazer um boicote também na emissora hipócrita que é a Rede Globo. A intenção dos autores foi a melhor possível, inclusive sempre é. Mas a alta direção da emissora sempre vem e corta a possibilidade de fazer com que esse país evolua. Principalmente por ser a televisão um veículo de massa, formadora de opiniões, é que ela tem a obrigação de ajudar na evolução da sociedade, de mostrar os caminhos que levam à uma sociedade mais igualitária e melhor. 

Quem iria imaginar que em pleno ano de 2011, um simples beijo gay seria causa de CENSURA na televisão? O mundo gay está na nossa cara o tempo todo, nos jornais, em programas de humor (fazendo dos gays motivo de piada), nas rádios, na internet. Os gays estão nas ruas, em paradas gays que levam 4 milhões de pessoas para uma das avenidas mais importantes do país. E agora qual o motivo de essas emissoras criarem essa polêmica toda em torno de algo que todo mundo já está cansado de saber que existe há muito tempo? 

A emissora tida como poderosa, justifica essas atitudes colocando a culpa no telespectador que, segundo ela, NUNCA ESTÁ PREPARADO para ver tal cena. E pelo visto, se depender da Rede Globo, nunca vai estar. 

Uma vergonha ver que ao invés de estimular o pensamento e contribuir para uma convivência melhor entre as diferenças, o que a televisão está fazendo a cada dia, é alienar a população, e mostrar que gay só serve para ser piada nos humorísticos ou mortos por homofóbicos.

Insensato Coração: Homofóbico vira ativista na reta final da novela Resposta

Cassio Gabus Mendes (Foto: Reprodução)
Na reta final de Insensato Coração, muitas novidades aparecem sobre o desfecho de alguns personagens. Com uma enorme abordagem do mundo gay na novela, um dos personagens que mais causa desconforto em algumas pessoas é Kléber, vivido po Cassio Gabus Mendes. 

Na trama, o jornalista é um homofóbico assumido e já foi motivo de vários momentos tensos de homofobia criados por ele. Acontece que essa imagem deve mudar logo. 

Depois que um jovem ser brutalmente assassinado por um grupo de pitiboys, ele vai começar a investigar as causas do crime. Ele vai se envolver bastante com as investigações, usando o mesmo blog que tinha para denunciar as armações do banqueiro Cortez, vivido por Herson Capri, e depois que descobrir que os motivos da morte se deram justamente porque o jovem era gay, Kléber vai passar a ser um ativista e lutar pelos direitos dos homossexuais. 

Achei uma boa idéia. 

O que você achou do desfecho de Kléber?