Ativismo gay tem interesses financeiros, diz Silas Malafaia 1

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O pastor homofóbico Silas Malafaia concedeu uma entrevista ao jornal “O Povo”, de Fortaleza (CE), onde esteve na semana passada durante a Escola de Líderes Associação Vitória em Cristo (Eslavec) que aconteceu entre os dias 5 e 9 de novembro.

Entre os assuntos abordados na reportagem, o líder religioso falou sobre a polêmica que envolve seu nome e movimentos homossexuais que o acusam de homofobia.

Malafaia rejeita o título e diz que não pode ser considerado homofóbico, pois a “homofobia é uma doença classificada na psiquiatria em que objetivo é matar, destruir, o homossexual” coisas que ele não deseja.

O motivo da discussão entre o pastor evangélico e os ativistas seriam motivos financeiros. “Aqui tem um interesse de grana, mamam grana dos governos federal, estaduais e municipais, de empresas estatais”, disse ele separando os homossexuais dos ativistas que fazem “sindicalismo gay”.

“A gente discute tanto liberdade de expressão e como é que podem rotular uma pessoa de homofóbica, na maior cara de pau, porque eu expresso uma opinião contra uma prática?”, questiona.

O pastor presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) volta a reafirmar que o homossexualismo não é condição, mas um comportamento. “Não existe uma prova de que alguém nasça homossexual”, afirmou.

Na entrevista o pastor também falou sobre política, dizendo que se manifesta não por ser evangélico, mas por ser cidadão. Também disse que seu chamado é influenciar as pessoas e não se candidatar a um cargo político.

“Não fui chamado para ser deputado, acho isso um absurdo, sou um pastor. Agora, como pastor sou cidadão”, disse.

O papa não acolhe os LGBT 1

Papa Francisco: “Não tenho ouro, nem prata”. Aham, e a gente acredita.

Papa Francisco: “Não tenho ouro, nem prata”. Aham, e a gente acredita.

O papa dos pobres, o papa Chico, o papa que sorri e abraça o povo, anda de Fiat e não no papa-móvel e ainda diz que não tem ouro nem prata, resolveu dizer que a Igreja Católica não julga os gays.

“Se uma pessoa é gay, busca Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?”

O primeiro oapa latino-americano, que durante sua permanência no Brasil evitou falar de temas como aborto e casamento gay, enfatizou em pleno voo entre Rio e Roma que “o catecismo da Igreja Católica explica de forma muito bonita” o tema da homossexualidade.

“Diz que não se deve marginalizar estas pessoas por isso. É preciso integrá-las à sociedade”, comentou Francisco.

“O problema não é que haja esta tendência, e sim a formação de um lobby. Esse é o assunto mais grave para mim”, acrescentou o Papa ao responder a uma pergunta de um jornalista sobre as denúncias a respeito da existência de um lobby gay dentro do Vaticano.

Especialistas apontam para um grupo de pressão que estaria conspirando para ter acesso a cargos de poder.

“Nenhum lobby é bom”, declarou o Papa ainda.

“O problema não é essa orientação. Devemos ser irmãos. O problema é fazer lobby por essa orientação, ou lobbies de pessoas invejosas, lobbies políticos, lobbies maçônicos, tantos lobbies. Esse é o pior problema”, enfatizou.

A pergunta feita ao Papa referia-se ao “escandaloso caso de amor” entre o monsenhor Battista Ricca, nomeado pelo Papa Francisco recentemente para um cargo estratégico no banco do Vaticano, e um capitão da guarda suíça, um caso do passado que, segundo Francisco, não era de seu conhecimento.

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, a orientação homossexual não é pecado, mas o ato sim, ou seja, as lésbicas e os gays devem ser castos. E é assim que o papa pensa. Isso é para ser aplaudido?

Além disso, no Brasil, o problema não é o lobby gay, mas o lobby antigay, liderado pelo deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.

“Deputados que consideram a homossexualidade uma doença propõem a ‘cura gay’. Querem alterar a resolução do Conselho Federal de Psicologia que impede seus profissionais de tratar homossexuais como doentes. O que é um gay? Como diz a palavra inglesa, é uma pessoa alegre. Se os homossexuais são felizes, por que submetê-los à terapia?”, pergunta Frei Betto, em seu artigo publicado na “Folha de São Paulo”. Sobre isso o papa nada falou.

O papa, que foi contra o casamento gay na Argentina, quando era cardeal e também foi contra o casamento gay na França, e perdeu as duas batalhas para um estado laico, está sendo acusado de homofóbico por militantes chilenos e argentinos. Por aqui, tem militante a favor das declarações do papa. E no meu Facebook, diversos gays emocionados com a estada dele aqui. Lamentável.

O papa não sabia dos kits distribuídos aos peregrinos da Jornada Mundial da Juventude contra a adoção de crianças por casais do mesmo sexo? Até parece. O mesmo kit continha uma informações equivocadas sobre  sexo e gênero.

É preciso enxergar além. Na hora de bater nos evangélicos, tudo bem, mas não se pode falar nada do papa? Homofóbico sim e contra as mulheres. Foi taxativo sobre a ordenação de mulheres: disse que não é a favor.

É muito mais perigoso do que um Silas Malafaia ou um Marco Feliciano, pois possui muito mais poder.

Enquanto um chefe de estado for contra a igualdade entre todos os seres humanos, independente de orientação sexual, identidade de gênero etc. e visitar o meu país, me sentirei no direito de protestar e aplaudir todos os protestos que acontecerem.

Se as orientações da Igreja Católica fossem restritas aos seus fiéis, tudo bem, as igrejas andam vazias mesmo, mas a visita do papa pode influenciar influenciar negativamente pessoas e até o Congresso, em um momento em que os LGBT buscam igualdade de direitos no Brasil.

All Out critica aprovação de projeto que permite ‘cura gay’ no Brasil 1

Uma organização internacional de direitos civis criticou nesta terça-feira a aprovação do decreto legislativo que autoriza o tratamento psicológico para alterar a orientação sexual de homossexuais no Brasil, uma bandeira do deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP).

A proposta aprovada por votação simbólica na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara ainda precisa passar por outras duas – de Constituição e Justiça e de Seguridade Social – antes de seguir para o plenário.

O projeto, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), derruba dois trechos de uma resolução de 1999 do Conselho Federal de Psicologia que proíbem os psicológicos de praticar a chamada ‘cura gay’ ou apoiar verbalmente as manifestações que busquem classificar o homossexualismo como um desordem psíquica.

‘Associações médicas como a Organização Mundial da Saúde (OMS) concordam que a chamada cura gay é perigosa’, disse Andre Banks, diretor-executivo da organização All Out, que faz campanha pela igualdade de direitos para homossexuais.

‘Infelizmente, políticos como Marco Feliciano e João Campos querem fazer retroceder o progresso no Brasil, mesmo que isso custe a segurança e a dignidade de milhares de brasileiros’, afirmou.

Polêmicas

Na justificativa do documento, o deputado João Campos afirma que o conselho ‘extrapolou seu poder regulamentar’ ao ‘restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional’.

O relator do projeto, Anderson Ferreira (PR-PE), disse à Agência Câmara que o parecer a favor visa corrigir uma ‘arbitrariedade’ do Conselho Federal de Psicologia.

O texto aprovado simbolicamente pela Comissão de Direitos Humanos suspende dois artigos da resolução 1/99 do conselho: um deles diz que os psicólogos não podem colaborar com serviços que proponham tratamento e cura da homossexualidade; outro proíbe psicólogos de falar publicamente que a homossexualidade é uma desordem psíquica.

Desde que assumiu a presidência da comissão, em março, o pastor evangélico Marco Feliciano vem sendo acusado de racismo – ele disse pelo Twitter que ‘os africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé’ – e homofobia.

Entre seus projetos, estão propostas que tentam suspender decisões do STF relacionadas ao aborto de anencéfalos e à união civil de pessoas do mesmo sexo.

‘É triste que os líderes de uma comissão de direitos humanos lutem para permitir que os médicos pratiquem psicoterapias arriscadas e muitas vezes fatais que não têm a menor chance de curar ninguém’, disse a nota da All Out, que recolheu quase 20 mil assinaturas contra a tramitação do projeto no Congresso.

Fonte: BBC Brasil

Para OAB, aprovação de ‘cura gay’ por comissão é ‘lamentável’ 1

O presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Wadih Damous, classificou nesta quarta-feira (10) como “lamentável” a aprovação pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara do projeto que autoriza piscólogos a proporem tratamento para reverter a homossexualidade, a chamada “cura gay”.

A sessão que aprovou a proposta foi presidida pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que conseguiu colocá-la em votação após várias semanas de adiamento por causa de protestos e manobras parlamentares contra o projeto. Marco Feliciano é alvo de protestos desde que assumiu o cargo em razão de falas homofóbicas e racistas.

Para Wadih Damous, segundo nota da OAB, a aprovação é “mais um dos absurdos cometidos pela chamada de Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados”. “É lamentável uma proposição como essa justamente no momento em que o país assiste a uma mobilização social capaz de enfrentar práticas fundamentalistas e dar efetividade à defesa e garantia dos direitos humanos”, afirmou.

De autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), coordenador da Frente Parlamentar Evangélica, a proposta pede a extinção de dois artigos de uma resolução de 1999 do Conselho Federal de Psicologia. Um deles impede a atuação dos profissionais da psicologia para tratar homossexuais. O outro proíbe qualquer ação coercitiva em favor de orientações não solicitadas pelo paciente e determina que psicólogos não se pronunciem publicamente de modo a reforçar preconceitos em relação a homossexuais.

Na prática, se esses artigos forem retirados da resolução, os profissionais da psicologia estariam liberados para atuar em busca da suposta cura gay.

Antes de virar lei, o projeto ainda terá de ser analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça até chegar ao plenário da Câmara. Se aprovada pelos deputados federais, a proposta também terá de ser submetida à análise do Senado. Somente depois a matéria seguirá para promulgação pelo Congresso.

Informações: G1

Opinião

É quase certo que essa proposta bizarra não será aprovada pelo Congresso Nacional, mas não deixa de causar espanto e perplexidade o fato de ele ter sido aprovado por uma comissão que trata de Direitos Humanos na Câmara dos Deputados. Se o PT não tivesse entregue de bandeja uma comissão tão importante, que ajudou a criar, nas mãos de parlamentares fundamentalistas, nada disso teria acontecido.

Todos culpam Feliciano pela ‘cura gay’, mas o projeto é do deputado João Campos 2

Deputados João Campos e Pastor Marco Feliciano

Deputados João Campos e Pastor Marco Feliciano

Todos estão protestando contra o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, pela aprovação do do Projeto de Decreto Legislativo (PDC) nº 234/2011, que suspende trechos da Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 1/99, que estabelece normas de atuação para profissionais de psicologia em relação a questões de orientação sexual. É bom lembrar que o projeto, mais conhecido como ‘cura gay’, é de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO).

Para deixar o seu protesto para os deputados, basta entrar em contato assim:

Deputado Pastor Marco Feliciano: telefone: (61) 3215-5254 – fax: 3215-2254 ou pela internet, clicando aqui.

Deputado João Campostelefone: telefone: (61) 3215-5315 – fax: 3215-2315 ou pela internet, clicando aqui.

Famosos protestam contra ‘cura gay’ 26

Foto: Arquivo MBPress

Foto: Arquivo MBPress

Na terça-feira (18/06), a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputadis aprovou um projeto batizado de “cura gay”. De autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), a proposta veta o direito do Conselho Federal de Psicologia de proibir tratamentos que se proponham a reverter a homossexualidade.

A aprovação gerou protestos pelas redes sociais. A atriz Thammy Miranda, homossexual assumida, não se calou e publicou no Instagram um texto bem irônico sobre o assunto.

Ela alega que está “doente” há 30 anos:

“Venho por meio deste comunicar que estou impossibilitada de trabalhar. Tô doente desde que nasci e aos 30 anos ainda não consegui minha cura! Preciso da ajuda do governo para pagar minhas contas e sustentar os meus luxos. Me coloco também a disposição do Deputado em questão a me curar, pois não sei mais o que vou fazer da vida com essa minha doença que já dura 30 anos! Peço a ele também, bolsa desemprego, bolsa alimento, bolsa gasolina, bolsa balada, bolsa cabeleireiro, bolsa imposto. Porque tô muito doente e não posso nem sair na rua, da que eu passo isso pra alguém? Vai que é contagioso e todo mundo ‘fica’ gay por minha culpa? ‘FICA’, né? Porque se é doenças, eu não sou gay e sim ‘ESTOU’ gay… Enfim, DEPUTADO, estou ansiosamente no aguardo do seu contato, pois quero muito me curar! Não sei se consigo viver mais 30 anos com essa doença!”

O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) presidiu a sessão que aprovou o projeto. A iniciativa tenta extinguir dois artigos de uma resolução de 1999 do Conselho Federal de Psicologia: um impede a atuação dos profissionais da psicologia para tratar homossexuais. O outro proíbe qualquer ação coercitiva em favor de orientações não solicitadas pelo paciente e determina que psicólogos não se pronunciem publicamente de modo a reforçar preconceitos em relação a homossexuais.

Apenas os deputados Simplício Araújo (PPS-MA) e Arnaldo Jordy (PPS-PA) votaram contra o projeto. Há cerca de um mês, Feliciano comentou sobre o assunto nas redes sociais: “A mídia divulga um projeto de lei como ‘cura gay’ quando na verdade ele não trata sobre isso, até porque homossexualidade não é doença. Esse projeto protege o profissional de psicologia quando procurado por alguém com angústia sobre sua sexualidade.”

Antonia Fontenelle contou no Twitter que é bissexual

Antonia Fontenelle contou no Twitter que é bissexual

A atriz Antonia Fantonelle foi às redes sociais protestar contra a aprovação na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da proposta que permite o ‘tratamento’ psicológico da homossexualidade.

Em seu twitter, Antonia revelou sua bissexualidade e postou uma mensagem indignada. “Eu nao sou gay, as vezes bi, mas uma coisa eu prometo se essa lei criada por esse doente do Feliciano for adiante, vou convocar pessoalmente…  meus amigos gays e poderosos e todos os gays desse país pra invadir o Congresso aí sim, vocês verão quem vai precisar de cura”, escreveu atriz, citando o presidente da CDHM, Marco Feliciano (PSC-SP).

“É o cumulo do absurdo, com tanta coisa importante acontecendo nesse momento, um bando de intolerantes, fichas podres, reunidos criando leis”, continuou Antonia na mensagem seguinte.

Rodrigo Andrade

Rodrigo Andrade

O ator Rodrigo Andrade , no ar em “Amor à Vida”, entrou na onda de protestos e apoiou a colega na rede social. “Senhor Dep. @MarcoFeliciano e demais, vcs deveriam tentar achar cura da imbecilidade de vcs isso sim!”.

“Sou a favor da fé, do amor e tenho Deus acima de td em minha vida. Mas,o momento historico q estamos vivendo e eles preucupados c cura gay?”, completou Rodrigo.

Bruno Gagliasso - ator encabeça lista de artistas contra a 'cura gay' /Foto: Reprodução Instagram

Bruno Gagliasso – ator encabeça lista de artistas contra a ‘cura gay’ /Foto: Reprodução Instagram

Depois de participar da passeata que reuniu 100 mil pessoas no Rio de Janeiro, nessa segunda-feira (17/06), Bruno Gagliasso começou uma campanha na tarde desta quarta-feira (19) contra o projeto de ‘cura gay’ proposto pelo deputado e pastor Marco Feliciano, que foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos nessa terça-feira (18). O ator foi logo seguido pela atriz Leandra Leal, cujos cartazes convidam os fãs a participarem de uma passeata contra Feliciano nesta quinta-feira (20), no Largo de São Francisco, no Centro da Cidade.

Leandra Leal - atriz também aderiu ao movimento /Foto: Reprodução Instagram

Leandra Leal – atriz também aderiu ao movimento /Foto: Reprodução Instagram

A foto dos dois atores está sendo compartilhada em toda a rede. O jornalista Bruno Chateaubriand, casado com o empresário André Ramos há 15 anos, pensou muito antes de postar a foto segurando o cartaz. “Fiquei muito transtornado com o projeto, mas não queria sequer citar o nome dessa pessoa, porque para mim ele é como o Lord Voldemort (de Harry Potter, Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado), mas não podemos ficar calados porque o Brasil está passando por um momento de insatisfação geral. Estamos vivemos um momento catártico e essa é a hora”, diz Chateaubriand à coluna, afirmando que a ‘cura gay’ vai contra a resolução da ONU, da Organização Mundial de Saúde, que não considera a homossexualidade uma doença e ainda baseado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, que promete um mundo livre e igual. “A maioria dos deputados não apresenta o que o povo quer ou precisa na saúde, educação e coisas tão importantes para o país. Falar desse cara é uma cosia horrível, mas não tem como ficar calado”, desabafa Bruno.

Bruno Chateaubriand - jornalista está inconformado com o projeto /Foto: Reprodução Instagram

Bruno Chateaubriand – jornalista está inconformado com o projeto /Foto: Reprodução Instagram

O projeto conhecido como ‘cura gay’ tem recebido várias críticas por pedir a extinção de dois artigos de uma resolução de 1999 do conselho que impedem a atuação de profissionais de psicologia para tratar homossexuais e a ação coercitiva em favor de orientações não solicitadas pelo paciente. Para que o projeto se torne lei, ele ainda terá que passar pela Seguridade Social e Família e a Constituição e Justiça, o plenário da Câmara e o Senado. Se sobreviver a tudo isto, ele ainda terá que ser aprovado pela Presidência da República.

As redes sociais estão em rebuliço com famosos e anônimos se manifestando, como o ator Alexandre Nero: “O negócio é o seguinte: se rolar manifesto contra esse lance de ‘cura gay’, se não puder rolar violência não me chamem”; além de tantos como Marcelo Tas, Susana Pires, Marcos Mion…

Conselho de Psicologia repudia aprovação de projeto da “cura gay” em comissão da Câmara 2

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) divulgou nota no início da noite de ontem repudiando a aprovação, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, do Projeto de Decreto Legislativo (PDC) nº 234/2011, do deputado João Campos (PSDB-GO), que suspende trechos da Resolução do CFP nº 1/99, que estabelece normas de atuação para profissionais de psicologia em relação a questões de orientação sexual.

O voto foi realizado de maneira simbólica, em que o presidente da comissão, deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP), disse “os favoráveis permaneçam como estão”, descreve o comunicado do CFP. Também não foi observado o quórum mínimo de parlamentares no momento da votação, que necessitaria de pelo menos 10 deputados presentes.

“O que aconteceu na tarde desta terça-feira configura um episódio triste para a história brasileira, que enfraquece a luta pelos Direitos Humanos no Brasil e, consequentemente, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias”, diz a nota.

O conselho observa que em nenhum momento, durante sua tramitação na CDHM, foram levados em consideração argumentos contrários à aprovação da proposta provenientes de diversos parlamentares, a exemplo do deputado Simplício Araújo (PPS-MA), que por diversas vezes pediu a retirada do assunto de pauta por considerar a proposta inconstitucional, e optou por fazer seu voto em separado dos demais. A aprovação do PDC também foi questionada pelo deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), que considerou que a comissão extrapolou as competências ao legislar e revogar o “poder de órgãos de classe”.

Os debates dentro da CDHM também deixaram de observar as manifestações públicas da sociedade civil e de entidades que atuam na área, a exemplo do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Conselho Nacional de Saúde (CNS), Conselho Nacional da Juventude (Conjuve), Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CNCD/LGBT), e Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR).

Resolução – A Resolução nº 1/99 do CFP foi elaborada em março de 1999, após exame de denúncias sobre a ocorrência de práticas de “tratamento da homossexualidade” por parte de profissionais da Psicologia e tendo em conta o consenso vigente na comunidade científica internacional, os princípios básicos da Constituição Federal e os compromissos mais elementares em favor dos direitos humanos.

“A homossexualidade não constitui doença para carecer de tratamento, nem distúrbio, tampouco perversão. Nesse sentido, a Psicologia pode e deve contribuir com seu conhecimento para o esclarecimento sobre as questões da sexualidade, permitindo a superação de preconceitos e discriminações”, diz a nota do CFP.

Após a aprovação na CDHM, o projeto passará pela apreciação das comissões de Seguridade Social e Família (CSSF) e Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), antes de ir ao Plenário da Câmara.

O vice-líder da Minoria na Câmara, deputado Simplício Araújo, porém, ingressou com recurso contra a aprovação da proposta conhecida como “cura gay”.  No recurso ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o parlamentar afirma que o presidente da comissão,  Marcos Feliciano, usou de manobra antirregimental ao colocar em votação a proposta, atropelando o regimento.

Feliciano ameaça retaliar Dilma em ano eleitoral se houver interferência na ‘cura gay’ 3

Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) Ailton de Freitas / Arquivo O Globo 4/4/1975

Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) Ailton de Freitas / Arquivo O Globo 4/4/1975

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Marco Feliciano (PSC-SP), reagiu nesta quarta-feira às críticas feitas por ministros do governo Dilma Rousseff sobre o projeto chamado de “cura gay”. O texto aprovado na comissão revoga artigos de resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que impede profissionais de oferecerem tratamentos para reverter a homossexualidade. Primeiro, em entrevista à imprensa, e em seguida, no microfone do plenário, o deputado ameaçou “tomar providências” se houver interferência do Executivo na tramitação do projeto na Câmara. Feliciano citou nominalmente os ministros Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Alexandre Padilha (Saúde) e disse que se os dois estiverem falando em nome da presidenta Dilma, ele irá tomar providências. O deputado, em entrevista depois da fala, lembrou que o próximo ano é “ano político”, numa referência indireta ao peso dos evangélicos nas eleições, incluindo a eleição presidencial.

— Estamos sendo achincalhados. Quero saber se os ministros Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Alexandre Padilha (Saúde) falam em nome da presidente Dilma. Se estiverem falando, vamos tomar providências. Estamos nos sentido rejeitados, agem por preconceito só porque somos evangélicos — queixou-se Feliciano, no plenário.

Indagado sobre que tipo de providências pretendia tomar, Feliciano fez mistério:

— Vou deixar todo mundo pensar (sobre as providências que disse que irá tomar), a presidente Dilma pensar, porque os ministros não pensam sobre o que falam ou fazem. Ano que vem é ano político. Não podem nos tratar com descaso.

O deputado afirmou ainda que o projeto aprovado ontem estava em outra comissão e agora, só porque foi aprovado na Comissão de Direitos Humanos, formada majoritariamente por deputados da bancada evangélica, está sendo alvo de crítica. Maria do Rosário lamentou a aprovação do projeto e disse que irá unir forças para evitar que ele seja aprovado em outras comissões.

— Este projeto estava em outra comissão, só porque foi aprovado na minha, vem essa reação. É preconceito contra a nossa fé. Eu mandei um recado em plenário: se os ministros falam em nome do executivo, da presidente, vamos querer mais explicações. O jogo político é legítimo, mas se ela fala em nome da presidente, aí é perseguição com a nossa bancada. Tudo o que a gente põe a mão é tratado com descaso, pejorativamente.

Mais cedo, em outra entrevista, Feliciano também ameaçou Maria do Rosário, dizendo que ela “estava mexendo onde não devia”. Feliciano negou que a aprovação com o projeto na comissão ontem tenha relação com as manifestações de rua. Segundo ele, há dois meses a comissão estava tentando votar o projeto.

— Queria aproveitar para mandar um recado: dona ministra Maria do Rosário, dizer que o governo vai interferir no Legislativo é muito perigoso. É perigoso dona ministra, principalmente porque ela mexe com a bancada inteira, feita não por religiosos, mas o projeto foi votado por delegados, advogados. Para a ministra falar que vai colocar toda máquina do governo para impedir um projeto, acho que ela esta mexendo onde não devia. Senhora ministra, juízo. Fale com a sua presidente porque o ano que vem é político — afirmou Feliciano.

Por ‘bolsa estupro’, Feliciano abre mão de trazer projeto para CDH

Cinco dias depois de tentar levar para a Comissão de Direitos Humanos, que preside, o projeto que prevê o “bolsa estupro”, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) recuou e desistiu da ideia. Mas trata-se de um recuo estratégico. Ele foi convencido por parlamentares que, como ele, também são a favor dessa iniciativa, a desistir da ideia de obrigar que o texto tramitasse na Comissão de Direitos Humanos. O argumento dos colegas é que, além da polêmica desnecessária, atrasaria a tramitação.

O bolsa estupro está previsto dentro do projeto que cria o Estatuto do Nascituro. Concede pensão mensal de um salário mínimo para a mãe vítima de estupro que gerar a criança. A proposta, que já foi aprovada nas comissões de Seguridade Social e Finanças e Tributação, está agora na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Feliciano apresentou na terça-feira ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o requerimento pedindo que desconsiderasse a solicitação anterior. Mas não apresentou a justificativa.

Antes, Feliciano achava importante votar o projeto na sua comissão: “O tema do Estatuto do Nascituro é de competência da Comissão de Direitos Humanos. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro”, argumentou Feliciano a Henrique Eduardo Alves no seu pedido inicial para trazer o projeto para sua comissão, agora cancelado.

O estatuto tramita na Câmara há dez anos e, ao longo desse tempo, outras propostas foram apensadas e que não estavam o texto original. É o caso da bolsa estupro, prevista num projeto isolado de dois deputados e foi incluído no substitutivo da relatora Solange Almeida (PMDB-RJ), em 2007.

Informações: O Globo

Opinião

É claro que esse absurdo não será aprovado, mas a presidenta Dilma precisa, sim, se manifestar, afinal, ela disse que seria implacável com relação aos direitos humanos em seu discurso de posso. Isso tudo está acontecendo porque o governo do PT deixou de lado uma comissão que ajudou a criar. Deixou nas mãos de um pastor evangélico fundamentalista. Quando se mistura política com religião dá nisso. Lamentável.

Apesar da ‘cura gay’, continuo acreditando em meu País 6

Brasil

Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados aprova autorização para ‘cura gay’. Uma vergonha nacional! Por essas e outras que temos que protestar. Sou gay, não sou doente e nem escolhi a minha orientação sexual. Isso que dá o PT entregar uma comissão tão importante nas mãos de um pastor fundamentalista. O Congresso Nacional está desmoralizado há tempos e essa aprovação bizarra só vem a reforçar isto. Mesmo assim, continuo acreditando em meu amado País.

É por essas e outras que continuarei a lutar, através do blog e das minhas atitudes no dia a dia por um Brasil justo, que trate todos iguais, independente de orientação sexual e identidade de gênero.

Comissão de Direitos Humanos aprova autorização para ‘cura gay’ 1

Sessão da Comissão de Direitos Humanos que aprovou projeto da "cura gay", na Câmara dos Deputados (Foto: Alexandra Martins/Ag. Câmara)

Sessão da Comissão de Direitos Humanos que aprovou projeto da “cura gay”, na Câmara dos Deputados (Foto: Alexandra Martins/Ag. Câmara)

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou nesta terça-feira (18) o projeto de lei que determina o fim da proibição, pelo Conselho Federal de Psicologia, de tratamentos que se propõem a reverter a homossexualidade. A sessão que aprovou a proposta foi presidida pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que conseguiu colocá-la em votação após várias semanas de adiamento por causa de protestos e manobras parlamentares contra o projeto.

De autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), a proposta pede a extinção de dois artigos de uma resolução de 1999 do conselho. Um deles impede a atuação dos profissionais da psicologia para tratar homossexuais. O outro proíbe qualquer ação coercitiva em favor de orientações não solicitadas pelo paciente e determina que psicólogos não se pronunciem publicamente de modo a reforçar preconceitos em relação a homossexuais.

Na prática, se esses artigos forem retirados da resolução, os profissionais da psicologia estariam liberados para atuar em busca da suposta cura gay.

Antes de virar lei, o projeto ainda terá de ser analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça até chegar ao plenário da Câmara. Se aprovada pelos deputados federais, a proposta também terá de ser submetida à análise do Senado. Somente então a matéria seguirá para sanção ou veto da Presidência da República.

Em seu parecer em defesa da proposta, o relator, deputado Anderson Ferreira (PR-PE), apontou que o projeto “constitui uma defesa da liberdade de exercício da profissão e da liberdade individual de escolher um profissional para atender a questões que dizem respeito apenas a sua própria vida”.

Ao justificar o projeto, o autor do texto afirmou que o Conselho Federal de Psicologia, ao restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional, “extrapolou o seu poder regulamentar e usurpou a competência do Legislativo”.

O texto foi aprovado por votação simbólica, sem contagem individual dos votos.

Sessão
Em contraste com as primeiras sessões presididas por Marco Feliciano, marcadas por tumultos e protestos de dezenas de integrantes de movimentos LGBT e evangélicos, a sessão desta terça atraiu poucos manifestantes. No fundo do plenário, um rapaz e uma garota ergueram cartazes durante o encontro do colegiado protestando contra o projeto da cura gay.

Uma das cartolinas dizia “não há cura pra quem não está doente”. Já o outro manifesto ressaltava “o que precisa de cura é homofobia”.

A análise do projeto da cura gay só foi concluída na Comissão de Direitos Humanos na terceira tentativa de votar o assunto. Nas outras duas oportunidades em que o tema foi colocado em pauta por Feliciano manobras de opositores da proposta conseguiram adiar a apreciação.

Na semana passada, o deputado Simplício Araújo (PPS-MA) utilizou vários recursos previstos no regimento interno da Casa, como o uso de discursos e a verificação de quórum, para evitar a votação. Durante o esforço para impedir a análise da matéria, o deputado do PPS chegou discutir com Feliciano.

Nesta tarde, Simplício tentou, mais uma vez, adiar a apreciação do projeto. Ele fez diversas intervenções durante a sessão para impedir que a matéria fosse votada e propôs novo pedido de retirada de pauta. Porém, a solicitação foi rejeitada pela maioria dos integrantes da comissão, muitos deles ligados à bancada evangélica.

“É lamentável que essa Casa não esteja ouvindo o clamor que está bem aqui, batendo à nossa porta. Projetos como esse, que são inconstitucionais, só trazem perda de tempo. E foi o que a gente viu aqui: uma tremenda perda de tempo. É uma matéria que não vai passar na Comissão de Constituição e Justiça. Uma bancada que quer jogar apenas para o seu eleitorado”, avaliou Simplício, em entrevista ao final da votação.

A aprovação ocorreu um dia após uma manifestação em Brasília que levou milhares à porta do Congresso, para protestar, entre outras coisas, pela saída de Marco Feliciano do comando da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. A multidão gritou por diversas vezes “Fora Feliciano”. O deputado é acusado de homofobia e racismo por declarações polêmicas dentro e fora do Congresso.

Simplício tentou barrar a votação praticamente sozinho. Um dos poucos parlamentares que se posicionaram contra a proposta foi o deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), que questionou a constitucionalidade do texto. Para Jordy, não cabe ao Legislativo alterar decisões de órgãos de classe. De acordo com ele, a votação do projeto poderia não ter eficácia.

“Eu posso apresentar um requerimento revogando a lei da gravidade? Se é apenas para produzir efeito pirotécnico, tudo bem, vamos jogar aberto. Muitos de nós não temos tempo para discutir coisas que sejam ineficácia. Se não é da prerrogativa desta Casa revogar atos da OAB, do Conselho Nacional de Medicina e do Conselho Federal de Psicologia, então, estamos aqui brincando. Estamos aqui jogando para a plateia”, ironizou.

Durante seu esforço para inviabilizar a apreciação do texto, Simplício Araújo alertou a Câmara para “acordar” diante da onda de manifestações que tomou conta das ruas das principais capitais do país nesta segunda. O deputado também acusou os colegas da comissão de estarem em busco de “holofotes para ganhar votos”.

“Essa aqui [a votação do projeto da cura gay] é uma prova de que estamos longe de entender o que a sociedade quer nos ver discutindo dentro dessa Casa. A voz das ruas diz que esse projeto é a maior perda de tempo. Não existe tratamento para o que não é doença. O que temos de tratar é a cara de pau dos políticos”, criticou Simplicio, arrancando aplausos dos poucos manifestantes que foram protestar contra a matéria.

Mais tarde, no plenário principal da Câmara, Simplício anunciou que seu partido, o PPS, iria ingressar com um requerimento na Mesa Diretora para tentar anular a votação da proposta que modifica as regras do conselho de psicologia.

Após encerrar a sessão, Feliciano comentou sobre o projeto. Ele enfatizou que concorda em “gênero, número e grau” com o texto de João Campos.

“É o único Conselho Federal de Psicologia do mundo que tolhe o direito do profissional de poder atuar. É o único que assusta, que amedronta o profissional que ele não pode tratar de uma pessoa que busque ele quando está com uma angústia interior. No meu pensamento, tomara que seja aprovado”, defendeu Feliciano.

Marco Feliciano é alvo de protestos antes de palestra em evento no Rio Grande do Sul Resposta

Protesto contra deputado e pastor Marco Feliciano em Santa Cruz do Sul (Foto: Reprodução/RBS TV)

Protesto contra deputado e pastor Marco Feliciano em Santa
Cruz do Sul (Foto: Reprodução/RBS TV)

Cerca de 200 pessoas participaram na tarde deste sábado (15/06) de uma manifestação em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, contra o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, Marco Feliciano. Por volta das 16h, após uma caminhada, o grupo já se concentrava em frente ao Ginásio Poliesportivo, onde é realizado o Encontro Interdenominacional de Missões Culturais, que teria a participação do deputado em uma palestra à noite.

Com cartazes, faixas e gritos de ordem, o grupo quer a renúncia de Feliciano da Comissão. A manifestação foi organizada nas redes sociais e começou na praça central de Santa Cruz do Sul,  passou pelas principais ruas da cidade até chegar ao Parque da Oktoberfest, onde é realizado o evento religioso. A Brigada Militar montou um esquema de segurança com viaturas, polícia montada e apoio da Guarda Municipal. Nenhum confronto foi registrado.

Marco Feliciano chegou por volta das 20h à cidade e se dirigiu direto ao local da palestra em um carro, sem falar com a imprensa. Os manifestantes já haviam se dispersado e não ocorreu nehum ato contra o deputado.

O evento é realizado pela Igreja Evangélica Pentecostal Ebenézer Conservadora no município. O compromisso do deputado é como pastor, e não político. As atividades começaram na manhã de sábado (15/06) e se estendem por hoje.

A organização não confirmou, mas Feliciano deve sair de Santa Cruz do Sul e voltar a Brasília hoje pela manhã.

O deputado se tornou alvo de protestos, após assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, por falas racistas e homofóbicas.

Fonte: G1

Papa reconhece corrupção e existência de lobby gay na Cúria Resposta

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O papa Francisco reconheceu a dificuldade da reforma da Cúria Romana e a existência de um ‘fluxo de corrupção’ e de um ‘lobby gay’ em uma recente reunião com religiosos latino-americanos, informou a agência de notícias I.Media hoje.

A reforma da Cúria (governo da Igreja), citada por ‘quase todos os cardeais’ nas reuniões preparatórias do último conclave, é uma tarefa ‘difícil’, admitiu em uma audiência concedida em 6 de junho aos líderes da Conferência Latino-americana de Religiosos (CLAR).

De acordo com um resumo da reunião que durou cerca de uma hora, publicado pelo site católico Reflexão e Libertação, o papa acrescentou: ‘Na Cúria, há pessoas santas, mas também existe uma corrente da corrupção’.

‘Fala-se de ‘lobby gay’, e é verdade, ele existe’, reconheceu.

‘Eu não posso conduzir esta reforma’, disse, admitindo ser muito ‘desorganizado’. Este será o trabalho, segundo ele, da comissão de oito cardeais nomeados por ele, que se reunirão pela primeira vez oficialmente em Roma, em outubro.

Milhares protestam em Brasília contra aborto e casamento gay 6

Evangélicos fazem ato por liberdade religiosa no gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília (Foto: Valter Campanato/ABr)

Evangélicos fazem ato por liberdade religiosa no gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília (Foto: Valter Campanato/ABr)

Sob um sol intenso, milhares de evangélicos (40 mil, de acordo com o comando da Polícia Militar; 70 mil, segundo os organizadores) ocuparam nesta quarta-feira (5) os gramados da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para protestar contra a descriminalização do aborto e o casamento gay e pedir liberdade de expressão religiosa.

O palco montado em frente ao Congresso Nacional atraiu líderes evangélicos, políticos de vários partidos e artistas gospel.

O evento organizado pelo pastor Silas Malafaia, um dos líderes da igreja Assembleia de Deus, foi realizado em um dos dias de maior movimentação no Legislativo. Dezenas de parlamentares ligados à bancada evangélica se revezaram para discursar no ato religioso.

Um dos temas mais recorrentes dos oradores do evento foi o casamento entre casais homoafetivos. Recentemente, decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que os cartórios do país oficializem casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Durante as manifestações ao público aglomerado diante do palco, os líderes evangélicos criticaram os esforços de parlamentares ligados a movimentos sociais de tentar criminalizar a homofobia.

Os pastores e políticos defenderam que qualquer cidadão tenha o direito de se expressar contra as uniões entre homossexuais. Durante o evento, alguns defensores dos direitos dos homossexuais chegaram a bater boca com evangélicos. A polícia interveio e controlou a situação.

Para Silas Malafaia, “o ativismo gay quer criminalizar a opinião”. O pastor evangélico ressaltou que, na opinião dele, “não existe delito de opinião”.

“Não existe opinião homofóbica. Existe homofobia. A sociedade é livre para criticar evangélico, criticar católico, criticar deputado. Agora, se criticar a prática homossexual é homofobia. Vai ver se eu estou na esquina”, discursou Malafaia.

Alvo de protestos por conta de declarações publicadas em redes sociais consideradas racistas e homofóbicas, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado Marco Feliciano (PSC-SP), disse que os críticos do casamento homossexual não lutam contra os gays, e sim “a favor da família”.

“[O evento] é uma resposta aos governantes e a todas as pessoas que chamam de progresso aquilo que não é, que é retrocesso. A família é a base de toda a sociedade. A minha permanência na Comissão de Direitos Humanos é a favor da família. Eu mostrei isso sem xingamento, sem briga, sem nada”, afirmou Feliciano.

Deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, durante a manifestação evangélica na Esplanada dos Ministérios (Foto: Valter Campanato/Abr)

Deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, durante a manifestação evangélica na Esplanada dos Ministérios (Foto: Valter Campanato/Abr)

Louvor e discursos

O evento evangélico teve início com breve discurso do pastor Silas Malafaia, que defendeu a “família tradicional” e a liberdade religiosa. Em seguida, o público ouviu de pé o Hino Nacional. Vários evangélicos carregavam bandeiras, a maioria com mensagens em defesa do casamento heterossexual e contra o aborto.

Após pregações de vários pastores, Silas Malafaia voltou ao palco para um último discurso antes dos shows de bandas gospel. O pastor da Assembleia de Deus fez duras críticas a decisões do Supremo Tribunal Federal, defendeu o direito de protestar contra a união homossexual e condenou o aborto.

No discurso, Malafia afirmou que o “ativismo gay” é “lixo moral”. “Eles nos chamam de fundamentalistas. Fundamentalistas porque defendemos a família, defendemos valores morais, somos contra as drogas. Sabe o que eles são? Os fundamentalistas do lixo moral! Escreve aí que o pastor Silas Malafaia chamou o ativismo gay de fundamentalismo do lixo moral”, disse.

O pastor criticou o Supremo Tribunal Federal por ter considerado constitucional a união civil entre pessoas do mesmo sexo, e o Conselho Nacional de Justiça por ter determinado que cartórios realizem casamento civil de homossexuais.

“O Supremo, que nós sustentamos, na caneta deu o casamento gay. O CNJ obriga cartório a casar. Uma mudança de paradigma tem que ser feita ou no Congresso ou por plebiscito. Isso é uma vergonha! Isso é uma afronta à sociedade, é uma afronta à maioria.”

Manifestante segura bandeira do Brasil com as cores do movimento gay durante manifestação de evangélicos na Esplanada dos Ministérios nesta quarta (5) (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

Manifestante segura bandeira do Brasil com as cores do movimento gay durante manifestação de evangélicos na Esplanada dos Ministérios nesta quarta (5) (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

Malafaia também criticou o advogado constitucionalista Luís Roberto Barroso, indicado pela presidente Dilma Rousseff para uma vaga no Supremo. A indicação foi aprovada nesta quarta pelo plenário do Senado. Barroso atuou como advogado no STF pela defesa da união homoafetiva e a liberação do aborto de anencéfalos.

“Agora mesmo estão sabatinando o novo candidato ao Supremo. O cara diz: ‘Sou a favor do aborto porque as mulheres sofrem’. Eu nunca vi uma resposta imbecil como essa. Diga a ele que qualquer tipo de aborto traz sofrimento para a mulher. Diga a ele, que defendeu gay como advogado, é ele que defende aborto”, afirmou Malafaia.

Malafaia também defendeu o deputado Marco Feliciano (PSC-SP). “Esse jogo contra Feliciano não é contra ele, é contra nós. Esses deputados hipócritas que defenderam tirar o Feliciano defendem o aborto.”

Ele criticou ainda tentativas de regulamentar a atividade da imprensa. “Esses esquerdopatas querem controlar a imprensa. Estão pensando que somos uma Bolívia, uma Venezuela. Aqui não! Aqui é imprensa livre. Os esquerdopatas querem um novo marco regulatório para controlar a imprensa, o Estado e a sociedade. Querem colocar a mão na gente, querem colocar a mão em nós. E ninguém vai nos calar. Para calar a nossa voz, vai ter que rasgar a Constituição do Brasil.”

Malafaia encerrou o discurso dizendo que os evangélicos voltarão a se reunir em Brasília se for preciso protestar.

CNBB critica decisão do CNJ sobre casamento gay 1

A direção da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) se reuniu na tarde desta quinta-feira e anunciou sua posição contrária à resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que determina que os cartórios celebrem não só a união como o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Em nota, o comando da entidade disse ainda que, além da questão de princípios da Igreja, não compete ao CNJ essa decisão.

“As uniões de pessoas do mesmo sexo não podem ser simplesmente equiparadas ao casamento ou à família, que se fundamentam no consentimento matrimonial, na complementariedade e na reciprocidade entre um homem e uma mulher, abertos à procriação e à educação dos filhos”, diz a nota do CNBB, lida pelo secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner.

O presidente em exercício da CNBB, dom José Belisário da Silva, disse que a Igreja é contra casamento entre homossexuais.

— O casamento é um patrimônio precioso da humanidade. Não se baseia só em afeto, mas também em valores subjetivos — disse dom Belisário.

A entidade também reafirmou sua posição contrária a redução da maioridade penal. “Criminalizar o adolescente com penalidades no âmbito carcerário seria maquiar a verdadeira causa do problema, desviando a atenção com respostas simplórias, inconsequentes e desastrosas para a sociedade”, diz outra nota da conferência.

Fonte: O Globo

“Eu sou um padre do século XXI”, diz padre excomungado em Bauru Resposta

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Semana passada, um padre do interior de São Paulo bateu de frente com a Igreja Católica, à qual jurou obediência, por defender ideias polêmicas sobre sexo fora do casamento e homossexualidade. Acabou excomungado. Padre Beto não se retrata e afirma que em momento algum desrespeitou os dogmas da religião. A reportagem é de Marcelo Canellas.

“Sexo é uma coisa, amor é outra”, diz Beto Daniel, padre excomungado.

“Ele faz pronunciamentos, declarações sobre temas complicados, polêmicos”, comenta dom Caetano Ferrari, bispo de Bauru.

“Eu posso amar uma pessoa e não fazer sexo com ela. Eu posso fazer sexo com uma pessoa e não amá-la”, afirma padre Beto.

“Ele é filho rebelde. Ele avança o sinal”, observa dom Caetano.

Quem é o padre que tirou o bispo do sério, a ponto de ser excomungado?

“Eu sou padre do século XXI. Ponto final”, diz padre Beto.

Na orelha, um piercing. “Já tenho três anéis, colocar mais um, pelo amor de Deus, né? E eu não gosto de anel com pedra, né? Falei: vou fazer um piercing”.

Em casa, Che Guevara na parede. Charutos. E uma salada de entidades místicas, santos e estrelas de cinema. E muitas atividades fora da igreja. Padre Beto se orgulha de ter estudado na Alemanha, no mesmo seminário em que o papa emérito Bento XVI se formou. Servindo à Diocese de Bauru, no interior de São Paulo, desde 2001, ele acaba de ser excomungado por causa de vídeos como esse, em que aparece em uma mesa de bar, falando sobre bissexualidade:

“Do homem se apaixonar por um outro homem, ou da mulher se apaixonar por uma outra mulher. E os dois sendo casados. Aqui existe amor também”, diz no vídeo.

A Diocese de Bauru diz que os vídeos provocaram escândalo, e exigiu que o padre os retirasse da internet.

“Nós não queremos enquadrá-lo também na marra. Mas ele fez um juramento como sacerdote, eu fiz também, de fidelidade aos ensinamentos da Igreja. Se eu sou da Igreja não posso falar contra o ensinamento da Igreja”, explica dom Caetano.

Padre Beto se recusou a cumprir a ordem. “É inegável a existência de bissexuais”.

Ele teve uma semana para voltar atrás. Quando o prazo se esgotou, a diocese instaurou o processo de excomunhão.

“Há quatro anos que eu estou aqui, todo ano eu tenho uma conversa com ele sobre estas coisas porque chegam para mim. O pessoal ouve na homilia, lê, ouve na rádio, ouve não sei o quê. Agora veio do mundo inteiro!  Entende? Então nós tivemos que dizer: Beto, não dá mais, Beto”, diz Dom Caetano.

A excomunhão foi decretada, na terça-feira passada, por um juiz instrutor nomeado pelo bispo. De acordo com a nota oficial da Igreja, padre Beto foi excomungado por violar as obrigações do sacerdócio e por se negar a cumprir a promessa de obediência.

A despedida do sacerdote foi numa igreja lotada, em que os fiéis aplaudiram de pé a última missa do padre Beto.

Ele não pode mais rezar missa e nem fazer casamentos e batizados. Também não tem mais direito a nenhum dos sacramentos católicos. Não pode se confessar, por exemplo, nem comungar. Mas, de acordo com as regras da Igreja, ainda pode ser chamado de padre até que o Vaticano dê a última palavra. A punição pode ser revista imediatamente em caso de retratação pública, o que não parece estar nos planos do padre Beto.

“Eu posso me arrepender, dizer que um casal pode ter relações sexuais antes do casamento? Se eu disser que vou me arrepender disso é de uma infantilidade muito grande e, hoje em dia, uma situação ridícula”.

O que seria, para padre Beto, fidelidade e traição no casamento?

“Em um dos seus comentários, você diz que se alguém tem uma relação extraconjugal com o consentimento do seu parceiro não há traição, é isso?”, pergunta o repórter.

“É isso. Se realmente há um consentimento franco dos dois”.

Para ele, suas opiniões não desrespeitam os dogmas da Igreja.

“Eu não toquei em dogma algum. Eu estou discutindo normas morais. Eu não posso comparar o amor homossexual com o dogma “Jesus Cristo é filho de Deus”. São discussões completamente diferentes”.

E contesta a ideia de pecado na relação homossexual.

“Onde existe pecado entre duas pessoas do mesmo sexo que se querem bem, que se gostam, que se amam?”.

“Agora uma questão pessoal, e você tem todo o direito de não responder se não quiser. No momento em que surgiu esta polêmica, muita gente começa a questionar e justificar a sua postura dizendo que você é gay. Você é gay?”, pergunta o rpórter.

“Não. Eu não sou gay, eu sou heterossexual e nunca senti atração por pessoa do mesmo sexo”, responde.

Muito popular entre os jovens de Bauru, padre Beto divide opiniões na Faculdade de Direito onde dá aula de ética,

“É inadmissível uma pessoa ser escrava de uma doutrina”, defende o estudante Francisco Soares Neto.

“A partir do momento que você se torna padre, pressupõe-se que você é a favor dos ensinamentos da Igreja, que você concorda com isso”, opina a estudante Manoela Veloso.

“Ao meu ver ele não infringiu nada. Ele estava ali refletindo sobre o assunto. E é o que ele nos faz na sala de aula: refletir, pensar”, afirma a estudante Marcela Gallo.

“Para muitos católicos, vai contra a Igreja Católica. Então confunde a cabeça da criança, por exemplo, que vai a uma missa e escuta um padre falar isso, sendo que em casa se prega outra coisa”, comenta a estudante Regina Benatti.

O padre excomungado diz que agora vai se dedicar ao magistério e ao trabalho de comunicador. E que seguirá procurando Deus onde for possível.

“Deus eu encontro em qualquer lugar. Se ele não vai mais estar acessível à minha pessoa pela eucaristia, que era um alimento espiritual fantástico, eu acredito que Deus vai me alimentar de uma outra forma”.

Fonte: Fantástico

Fiéis fazem passeata em Bauru em apoio ao padre que defendeu gays 2

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Primeiro a mobilização aconteceu numa rede social e reuniu 2.550 seguidores. Depois, os fiéis foram para as ruas de Bauru, no sábado (4/5), para pedir a volta do padre Roberto Francisco Daniel excomungado depois de defender a diversidade sexual.

Os manifestantes compararam o caso do padre com a forma como a Igreja Católica trata a pedofilia sem excomunhão. Com cerca de 250 participantes, o movimento foi batizado de “Eu apoio padre Beto”.

Em entrevista para o “Fantástico” (Rede Globo) o padre não só defende o amor entre pessoas do mesmo sexo, mas também relações extra conjugais desde que o casal aceite essas relações.

Um dos organizadores do movimento, Reginaldo Tech, disse, em entrevista para o jornal “JCNet” que o objetivo não foi reverter a excomunhão, mas sim “mostrar nosso apoio ao padre e ‘a liberdade de expressão”

Fonte: Toda a Forma de Amor

Homem gay enfreta pastor homofóbico e é aplaudido no metrô; assista 3

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Quem nunca se deparou com alguém pregando ideais religiosos em pleno transporte público, né?!

Pois bem, um pastor resolveu entrar em um vagão de metro em Nova York para dizer que ser gay é errado. O que ele não esperava era encontrar um homem gay no caminho, que não topou ouvir aquelas besteiras contra a homossexualidade calado!

Sem revidar com ofensas, mas com educação e civilidade, ele chamou o pastor de “falso profeta” que “ensina o ódio” e é “cheio de medo”! A atitude do rapaz foi aplaudida pelos outros passageiros do metro.

Confira trecho da conversa…

Pastor: “Vocês vêem o que estou dizendo? Você não pode aceitar dois homens juntos. E eles não tem seios, têm pênis. Dois homens tem pênis”

Rapaz: “Eu sou um homem. Eu sou um homem bom. E gay. E Jesus me ama”

Pastor: “Homem gay não. Você é um viadinho”

Rapaz: “Jesus me ama. Jesus me ama”

Assista ao Vídeo: 

Fonte: paraiba.com.br

Assessor de Feliciano diz que destino de crianças adotas por gays é o estupro 1

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A equipe do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, o pastor e deputado Marco Feliciano (PSC), está com o discurso “afiado”, para que ele continua sendo o centro das atenções. Em mensagem publicada nesta quinta-feira (2/5), um assessor do parlamentar afirma que o destino de crianças adotadas por gays é o estupro. O conteúdo da mensagem foi reproduzido pelo perfil de Feliciano no Twitter, mas não havia comentários.

Na mensagem postada pela conta de Roberto Marinho, que é registrado como funcionário do gabinete do deputado, o assessor copia um link de uma matéria de uma reportagem de uma TV de Campinas (veja abaixo o vídeo) sobre um caso de uma crianças que teria sofrido abusos de um casal gay.

“Olha isso @marcofeliciano, esse será o destino de crianças adotadas por gays. Casal gay estuprava filho adotivo.”, publicou o assessor. O pastor reproduziu o conteúdo para os seus mais de 160 mil seguidores no microblog. A assessoria de imprensa de Feliciano disse que o Twitter do pastor é particular e que não poderia comentar a postagem divulgada pelo parlamentar.

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Acusado de racismo e homofobia por movimentos sociais, Feliciano sofre pressão para renunciar a presidência da Comissão. O pastor afirma que não é racista nem homofóbico, mas que defende as opiniões da comunidade evangélica. Feliciano também responde a um processo de estelionato no Supremo Tribunal Federal (STF) e outro por discriminação.

‘Doei todo meu salário para tentar me curar’, diz pastor de igreja gay 3

Os pastores Fábio Inácio de Souza e Marcos Gladstone durante culto da Igreja Cristã Contemporânea (Foto: Divulgação)

Os pastores Fábio Inácio de Souza e Marcos Gladstone durante culto da Igreja Cristã Contemporânea (Foto: Divulgação)

Ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, onde atuou por quatro anos, o evangélico Fábio Inácio de Souza é fundador, junto com o hoje marido Marcos Gladstone, da Igreja Cristã Contemporânea, conhecida por defender a causa gay. Em entrevista, ele conta que deixou a congregação anterior após diversas tentativas de ocultar e até se “libertar” da homossexualidade.

“Fazia tudo o que me ensinavam, mas não conseguia me libertar. Fazia corrente de oração, subia para rezar em montes e até doei todo meu salário para tentar me curar. A igreja falava que está errado, mas tinha consciência da minha homossexualidade. Minha noiva era como uma irmã para mim”, conta.

Neste sábado (27/4), a São Paulo ganhará a primeira sede da igreja, que já possui templos em Minas e no Rio, no bairro do Tatuapé. Pais de dois filhos adotivos, os pastores falaram a Veja São Paulo.

Como era sua vida antes da Igreja Cristã Contemporânea?

Fábio — Aos sete anos fui para a igreja evangélica e sempre soube que era diferente dos outros meninos. Para mim, era pecado ser gay. Meus pais tinham orgulho de mim, então, mesmo sabendo da minha sexualidade, tentava esconder para não ferir ninguém. Aos 18 anos, fiquei noivo de uma menina para entrar no padrão da sociedade. Mesmo não sentindo nada ficamos noivos por quatro anos.

Você buscou a cura da homossexualidade na igreja?

Fábio — A Igreja Universal trabalha com o exorcismo. Fui pastor de lá durante quatro anos. Fazia tudo o que me ensinavam, mas não conseguia me libertar. Fazia corrente de oração, subia para rezar em montes e até doei todo meu salário para tentar me curar. A igreja falava que está errado, mas tinha consciência da minha homossexualidade. Minha noiva era como uma irmã para mim.

Como saiu da igreja?

Fábio — Eu já estava perto de casar. Já tinha comprado móveis e tudo, mas pensei: “não posso destruir minha vida”. Arrumei uma desculpa, terminei o noivado e saí da igreja. Na Universal, eu vivia na hipocrisia. Quando era pastor de lá, um rapaz me disse que precisava de uma oração porque estava apaixonado por outro homem. Orei para expulsar o demônio dele, mas não conseguia expulsar o demônio que vivia dentro de mim. Como eu, existiam outros pastores gays dentro da Universal.

Como descobriu a Igreja Cristã Contemporânea?

Fábio — Sentia falta de ter religião. Descobri uma igreja que não condenava a questão da homossexualidade e conheci o Marcos, que hoje é meu marido. Juntos, estruturamos a congregação. Existem vários pastores gays que não conseguem se libertar e vivem numa mentira. A gente acompanha casos aqui na igreja de pastor que vem com namorado. São muitos exemplos.

Qual a diferença entre a Igreja Cristã Contemporânea e outros templos evangélicos?

Fábio — Não vejo nenhuma diferença. A Bíblia que usamos é a mesma. A gente acredita no relacionamento a dois, na fidelidade, no respeito. A única diferença é que vemos a homossexualidade como algo normal e natural.

Marcos — Na verdade, o que existe na Bíblia são problemas de tradução. Lá, há um trecho que diz: “Como homem não te deitarás como se mulher fosse, pois é abominação.” Tenho duas considerações sobre essa passagem: erro na tradução e uma teoria construída de forma a rejeitar homossexuais. A palavra foi manipulada. No Antigo Testamento, abominação significa idolatria. A Bíblia tem que ser vista de acordo com o contexto histórico. Naquele tempo retratado na Bíblia, havia prática de sexo como oferecimento de sacrifício a um deus e havia prostitutos que se deitavam com homens que desejavam prosperar. Esse mesmo trecho fala que não se pode usar dois tipos de tecido numa roupa, não comer carne de porco, não pode cortar barba, mas há toda uma interpretação teológica para não se condenar essas coisas.

A Bíblia condena a homossexualidade?

Marcos — A Bíblia condena a promiscuidade. No Novo Testamento, há um trecho que diz: os afeminados não herdarão o reino dos céus. Quando você vai nos originais da Bíblia, você não encontra a palavra afeminado e, sim, depravado e infame. E depravado não é sinônimo de gay.

Qual a diferença entre a Igreja Cristã Contemporânea e outras igrejas inclusivas?

Marcos — Não somos igreja de militância gay. Não levantamos bandeira. A militância luta pelo direito de casar, a gente luta mostrando os casais, mostramos a família constituída com filhos adotivos. Exercitamos a prática, não a teoria. Não nos consideramos diferentes dos heterossexuais.

Pastora que pregava cura gay revela: ‘Fiz tudo o que a igreja mandou para deixar de ser lésbica, não deu certo’ 3

Foto: Gabriel Quintão

Foto: Gabriel Quintão

Ali no número 1600 da avenida São João, no centro de São Paulo, existe uma igreja evangélica em que as pessoas celebram a palavra de Deus, pagam dízimos, cantam em uníssono músicas animadas sobre o evangelho, e, em plena quarta-feira, lotam as cadeiras para acompanhar o culto. Tudo isso seria exatamente igual a qualquer outra igreja, se não fosse o fato de que a Comunidade Cidade de Refúgio se tratasse de uma igreja inclusiva, que recebe de portas abertas gays e lésbicas, sem julgamentos sobre suas orientações sexuais.

Para falar sobre a igreja, é preciso adentrar a história de duas mulheres que tiveram suas vidas completamente modificadas em 2002, quando se apaixonaram: Lanna Holder e Rosania Rocha.

Ex-lésbica e ex-hétero
Lanna sempre soube sua orientação sexual e aos 17 anos teve sua primeira experiência com uma mulher. No entanto, acreditava que sendo lésbica seria condenada ao inferno. Aos 21 anos se converteu à religião evangélica e deixou de lado uma companheira. Pouco depois se casou com um pastor, teve um filho, e a religião passou a ser parte principal de sua vida. Pelas igrejas do Brasil, ela pregava sobre a “cura” a que havia sido submetida e passou a ser vista como um exemplo a ser seguido – e uma prova viva de que seria possível superar a homossexualidade.

Em vídeos disponíveis no YouTube, é possível ver longos sermões da pastora pregando sobre a maldição e o pecado da homossexualidade. Igrejas lotadas de fiéis aclamaram suas palavras e acreditaram estar diante de uma pessoa “regenerada” e “trazida de volta ao caminho do bem”.

Em 2002, no entanto, a história mudou quando Lanna conheceu Rosania em uma igreja evangélica em Boston, nos Estados Unidos. Rosania, que morava na cidade, onde era dirigente de louvor de uma igreja frequentada por brasileiros, era casada com um pastor, com quem teve um filho. Muito conhecida na comunidade evangélica por cantar músicas gospel, iniciou uma grande amizade com Lanna, de quem sempre estava perto nos cultos: onde Lanna pregava, Rosania cantava. Da amizade ao amor bastaram seis meses e suas vidas foram viradas de cabeça para baixo. De celebridades evangélicas adoradas, Lanna e Rosania viraram párias na religião que ajudavam a espalhar.

Confira abaixo a entrevista que o Virgula Lifestyle fez por telefone com as pastoras:

Como foi a sua conversão e o processo para se tornar uma ex-lésbica?

Lanna – Eu tinha 21 anos quando me converti à religião por achar que iria para o inferno por causa de minha orientação sexual. Eu usava drogas, era alcoólatra e quando me converti essa parte da minha vida deixou de existir. A religião funcionou como um processo de restauração na minha vida, mas a minha orientação sexual nunca foi alterada. Eu nunca vivenciei nenhum processo de cura, mesmo assim segui numa busca constante para deixar de ser lésbica. Eu pensava: ‘Deus me libertou das drogas e do alcoolismo e não consegue me libertar da homossexualidade?’. Na igreja, a homoafetividade é apresentada ou como uma possessão demoníaca ou como uma doença. Eu tentava lidar com as duas coisas. ‘Se é uma doença, Deus vai ter que curar e se eu estiver possessa de algum espírito maligno, Deus vai ter que me libertar’. Tentei por sete anos.

A religião faz uma lavagem cerebral contra a homossexualidade?

Lanna – Hoje eu cheguei à conclusão de que a religião demoniza tudo o que ela não explica e não entende. A homossexualidade é uma questão muito cheia de ramificações e interpretações. A própria igreja não chega a um consenso sobre o que pensa a respeito. Enquanto tem uma parte que garante que é uma possessão demoníaca, outra parte tem certeza de que é uma doença. Por mais que no fundo a igreja saiba que a homossexualidade não é abominável, ela se recusa a corrigir um erro. É difícil voltar atrás e reconhecer que errou depois de milênios condenando os homossexuais. É mais fácil manter como está.

Você escondia sua verdadeira orientação sexual ou estava convicta de que havia sido realmente “curada”?

Lanna – Eu divulgava essa tal cura havia sete anos e pregava contra a homossexualidade. As pessoas me conheciam como “A missionária Lanna Holder, ex-lésbica”. Quando fui pra Boston, eu já estava conformada, achando que teria que viver minha vida toda escondendo minha verdadeira orientação sexual. Eu mentia, pois tinha certeza de que a minha orientação sexual era imutável, ao contrário do que eu fazia as pessoas acreditarem. Fiz tudo o que a igreja mandou fazer para deixar de ser lésbica: quebra de maldição, cura interior, desligamento de alma, quebra de vínculo. Depois de tudo, minha orientação sexual não mudou e então cheguei à conclusão de que fazia parte da minha natureza. Esconder foi a minha única opção. Fiquei casada com um homem, não porque era o que eu queria, mas porque era o imposto para que eu não fosse para o inferno.

Como foi o momento em que você se viu diante da paixão por uma mulher após tantos anos garantindo ser ex-lésbica?

Lanna – Nos conhecemos e no começo nos tornamos grandes amigas. Tivemos uma associação total na religião e quando chamavam a Rosania para cantar, me chamavam para pregar. A vida nos uniu. Viajamos pelos Estados Unidos juntas e eu confidenciava a ela os problemas que tinha em meu casamento, pois como o “exemplo” que eu era, não podia contar para ninguém o que eu enfrentava. Não falava sobre minha orientação sexual, mas conversávamos sobre diversas questões. Quando me dei conta, tudo o que eu fazia era pensando na Rosania. Eu queria estar ao lado dela e percebi que aquilo que eu sentia não era apenas amizade. Eu chorei muito, orei muito e perguntava a Deus quando aquilo passaria. Minha paixão por ela começou a confrontar com tudo aquilo que eu dizia ser errado em minhas pregações.

Como você encarou a paixão pela Lanna já que nunca havia tido interesse em uma mulher antes?

Rosania – Eu percebi um sentimento diferente por ela e então conversamos e admitimos estar apaixonadas. Choramos muito, pedimos muito perdão a Deus e, como éramos casadas, nos sentíamos muito erradas, pois cometemos adultério. Nosso pecado na verdade não foi o nosso amor, mas sim o fato de sermos casadas e de adulterarmos por seis meses. Quando eu era criança, me sentia um pouco diferente das minhas amigas. Mas nunca tinha tido contato sexual com uma mulher até, de repente, me ver apaixonada pela Lanna. Nada foi planejado, deixei o barco me levar, tentei fugir, ficamos separadas, mas a vida nos uniu. Eu sempre digo que me apaixonei por um ser humano e não necessariamente por uma mulher.

Como foi a reação da igreja ao saber que vocês estavam juntas?

Rosania – Contamos aos nossos maridos e depois aos nossos líderes, que nos aconselharam a não contar nada a ninguém para preservar a imagem da igreja. Confiamos que tudo daria certo, eu pensei que voltaria para meu marido e que a Lanna seguiria a vida dela, já que estava decidida a se separar. Mas assim que viramos as costas, eles (os líderes) pegaram o telefone e começaram a ligar para toda a comunidade evangélica contando a novidade. Eu morei 20 anos nos Estados Unidos e convivi com pessoas na igreja a quem considerava parte de minha família. Quando tudo aconteceu, tudo mudou. Eu entrava no banheiro para passar um batom, e as mesmas pessoas que se diziam minhas amigas, saíam imediatamente. Se tivéssemos nos apaixonado por outros homens e cometido adultério do mesmo jeito, a reação teria sido completamente diferente. Passaríamos por um período de disciplina e nossos “amigos” continuariam por perto. Como me apaixonei por uma mulher, subi ao púlpito e pedi perdão por ser quem eu era, mas nunca mais consegui me encaixar na igreja. Me usavam para pregar sobre pecado e aquilo acabou se tornando um circo.

Muitos nos disseram que não tínhamos caráter por termos assumido nosso amor, mas para ter coragem de enfrentar tudo e todos, foi preciso muito caráter. Eu poderia ter ficado cantando e a Lanna pregando sem nunca ninguém imaginar que tínhamos algo. Muitas pessoas da igreja são hipócritas, pregam uma coisa e fazem outra. Tem gente casada que prega para multidões e sai para pegar as menininhas da cidade, tira a roupa na frente da câmera e coisas do gênero. São pessoas assim que nos massacram. Eu me sinto muito mais em paz com Deus sendo o que sou de verdade.

Lanna – Quando eu me converti, já comecei a pregar que eu era uma ex-lésbica e então me tornei uma referência da cura. Na minha época eu era um Silas Malafaia falando que homossexualidade era coisa do demônio, que os gays iam para o inferno. É interessante perceber como a gente cai do cavalo com as nossas convicções. Eu que tanto perseguia os gays, me tornei uma perseguida com o mesmo discurso que eu usava ao assumir minha homossexualidade.

Como é a relação com seus ex-maridos atualmente?

Rosania – Temos uma relação muito bacana. Ele se casou de novo e será pai mais uma vez. Ele mora nos Estados Unidos e sempre o vejo, pois meu filho mora com ele.

Lanna – Só falo com meu ex-marido sobre assuntos relacionados ao nosso filho.

Como é a relação com seus filhos (Rosania tem um filho de 15 anos e Lanna tem um filho de 11 anos)

Rosania – De toda essa história, a coisa mais legal é a nossa relação com nossos filhos. Somos uma família incrível, agimos de maneira muito natural. Meu filho ama a Lanna e adora conversar com ela. Aliás, ele conta mais coisas pra ela do que pra mim. Não tem como uma pessoa afirmar que uma família constituída por gays não é coisa de Deus. Somos uma família feliz que vive em harmonia.

Como surgiu a ideia da igreja inclusiva?

Lanna – Tentamos frequentar outras igrejas, mas sempre ouvíamos as mesmas afrontas dos pastores no púlpito contra os gays. Começamos a fazer amizade com uma série de ex-evangélicos que também não eram aceitos na igreja por conta de sua orientação sexual. Pensamos em fazer algo em nossa casa mesmo, mas em 2011 inauguramos a igreja com 15 pessoas, hoje temos cerca de 500 membros.

Tirando o fato da igreja inclusiva aceitar os homossexuais, o que mais a diferencia das outras?

Lanna – Nada, se alguém entrar aqui sem saber que é uma igreja inclusiva vai achar que é uma igreja evangélica como qualquer outra. Sexo é só depois do casamento, temos dízimos e ofertas, louvamos a palavra de Deus… A bíblia do gay é a mesma do hétero, a única diferença é que interpretamos diferente a questão da homossexualidade. Não somos ativistas gays, mas acreditamos na inclusão.

Como vocês conquistam novos fieis?

Lanna – O evangelismo mais difícil é o de um gay. Primeiro que você já tem que entregar o folheto da igreja dizendo que ele é aceito como é, caso contrário eles rasgam o papel na nossa cara, jogam no chão… Na abordagem, eles logo acham que somos da igreja do pastor que fala mal, então já nos apresentamos como pastoras casadas antes de fazer o convite. Vamos nos pontos de maior concentração do público gay em São Paulo, que é a região da avenida Paulista, a rua Vieira de Carvalho e outras. Paramos nas portas das boates e fazemos flashmobs, cantando e dançando. Com isso, geramos curiosidade e eles se aproximam para saber de onde somos. Sempre vêm várias pessoas à igreja depois dessas abordagens. Vamos também à Parada Gay, à Feira da Diversidade e à Caminhada Lésbica entregar nossos folhetos.

O que os evangélicos convencionais acham da Comunidade Cidade de Refúgio?

Lanna – Tem pessoas que vêm aqui na porta para nos afrontar, teve uma senhora que quase me agrediu aqui na frente. Nos xingam, dizem que a nossa igreja é Sodoma e Gomorra, que é coisa do diabo. Há quem ligue e fale desaforos, deixe recadinhos mal-educados nas redes sociais… Tem quem pense, obviamente não é todo mundo, que aqui tem imoralidade, promiscuidade, que é um ponto de encontro para achar parceiros sexuais.

O que vocês acham do Silas Malafaia?

Lanna – Não temos nada contra o Silas Malafaia, mas achamos que ele só cresceu na religião baseado em polêmicas, a bola da vez são os homossexuais. Ele tem um discurso prepotente de dono da verdade e usa de muita ira para se referir aos gays. Lamentamos muito isso, porque o Silas Malafaia afasta todos os gays da igreja, pois eles acabam achando que todos os pastores pensam dessa forma. Mas ele não representa a maioria dos pastores. Ele não sabe o que ele fala (se referindo à comparação feita por Malafaia de gays a bandidos). Pregue a palavra de Deus, Malafaia! Pare de fazer polêmica!
E Marco Feliciano?
Rosania – A única coisa que temos a dizer ao Feliciano é: “cresça”! Ele é uma pessoa narcisista e tudo o que ele faz é para ganhar holofotes. Infelizmente ele está conseguindo isso da pior maneira possível.