Rogéria critica gays vítimas de homofobia em São Paulo e diz que eles apanham porque não sabem se defender 1

Rogéria deu declarações equivocadas no Programa do Jô

A atriz Rogéria, uma das travestis mais famosas do Brasil, criticou os gays vítimas da homofobia em São Paulo, em entrevista ao Programa do Jô, na última quinta-feira (27/10), para ela, se fosse com travesti, a coisa seria diferente. Ela também criticou o comportamento de quem vai às paradas gays e disse que nunca sofreu bullying ou foi vítima de homofobia na vida.


Veja a entrevista, clicando aqui.

Logo no início da entrevista (por volta dos 5 minutos de programa), Rogéria já falou com desdém sobre um assunto muito sério: “Eu nunca sofri esse tal de bullying, bullying que vem de bulinar, não é Jô?”
Depois (por volta dos 14 minutos), o apresentador Jô Soares perguntou se Rogéria já foi vítima de homofobia. Ela disse que “não porque quando estavamos na Cinelandia, que os skinheads vinham pegar os gays, eu rapidamente ia na Lapa, pegava as bandidas da Lapa, elas vinham, acabavam com eles e eu dizia: ‘deixa esse ultimo pra mim’ e (faz gestos de quem está arranhando alguém”.
Rogéria, então, resolveu criticar os gays vítimas de homofobia: “Hoje eu não sei como o gay foge, porque eu vi aqui, gratuitamente, gente, junta uma pá de gay e vai lá, mete a porrada também!”
Jô responde: “Esse seu lado violento e assustador – eu aqui já me deu um arrepeio, ainda bem que eu sou seu amigo -, não é todo o gay que tem. E nem tem a obrigação de ter. Eu acho que essa é uma proteção que deve vir da própria sociedade, da polícia.”
Rogéria, interrompe e diz: “Mas é muito chato isso, não é não, Jô?”
Jô responde: “Claro, é evidente que sim.”
Rogéria continua: “São Paulo faz a maior passeata do mundo para mim e de repente, na Avenida Paulista, que é a glória, os caras estão batendo nos gays e uns gays meio homens, né? Manda se meter com travesty, pra ver se eles vão.”
Lamentáveis as declarações desta senhora, sobretudo, porque no início da conversa sobre homofobia, Jô Soares citou o caso de pai e filho que foram agredidos por serem confundidos com gays. Nem gays eram. E claro que travestis também são vítimas de homofobia. Rogéria precisa sair da sua bolha e cair na real, antes que ela própria venha a ser mais uma vítima de ódio gratuito.
Sobre paradas gays, Jô perguntou se não era mais interessante ter uma passeata gay, já que a parade virou “um carnival”.
“Jô, os gays têm que entender o seguinte, a gente não pode ir pra rua com os seios de fora, se beijando, proque são as senhoras, que trazem os filhos par aver aquela parada”, respondeu Rogéria, sob aplausos da plateia.
O que Jô queria saber é se ela não achava mais eficás uma passeata, mas ela não deve saber a diferença entre parade e passeata. As senhoras vão ver, beleza, mas não é desfile de moda e nem vitrine, deveria ser palco para reinvidicação de direitos iguais.