Associação promove “Jogos Gays” na Rússia para obter apoio à causa homossexual Resposta

Homossexuais fundaram associação de esportistas gays em protesto contra a lei anti-gay russa

Homossexuais fundaram associação de esportistas gays em protesto contra a lei anti-gay russa

Uma associação russa que promove o esporte e a defesa aos direitos dos homossexuais divulgou nesta terça-feira o plano de realizar os “Jogos Gays” no país em 2014, após as Olimpíadas de Inverno, que ocorrerão na cidade de Sochi em fevereiro.

O objetivo é obter apoio à causa gay, em um país no qual existe lei que proíbe a “propaganda homossexual”. O evento deve ser iniciado no dia 26 de fevereiro de 2014, três dias depois do encerramento das Olimpíadas, e durará até o dia 2 de março – antes, portanto, do início dos Jogos Paraolímpicos de Inverno, dia 7 de março.

Segundo a associação, os jogos não feririam a lei anti-gay. “Não convidamos menores aos nossos eventos”, declarou Elvina Yuvakaieva, presidente da Federação desportiva LGBT local, em referência à proibição da “propaganda homossexual ante menores” citada na lei.

“Esperamos captar a atenção de todos os esportistas e de quem cobrir os Jogos de Sochi”, continuou a russa. “Temos certeza de que não teremos problema”, completou Konstantin Yablotski, um dos fundadores do grupo.

Os primeiros Jogos Gays foram realizados em 1982, em San Francisco (EUA).

Sobre o apoio de atletas famosos russos, os organizadores mostraram pouca esperança. Vale lembrar que Yelena Isinbayeva, campeã mundial do Salto com Vara, foi alvo de polêmica ao defender a lei anti-gay durante o Mundial deste ano, que foi realizado em Moscou

Fonte: UOL Esportes

Vídeo de coral da polícia russa cantando Daft Punk vira hit. Assista Resposta

PoliciaRussa

Um coral formado por policiais russos ganhou fama instantânea na internet ao gravar a canção Get Lucky, do grupo francês Daft Punk.

Mais de 2 milhões de internautas já assistiram ao vídeo pelo YouTube.

A maioria dos comentários são positivos, embora há quem veja no vídeo uma estratégia para melhorar a imagem da polícia russa, com fama de truculenta.

A escolha do coral também chama atenção: o grupo francês de música eletrônica Daft Punk é famoso na cena gay. E a Rússia se tornou, nos últimos tempos, também famosa pela repressão a homossexuais.

Com medo de boicote Putin garante que lésbicas e gays serão bem-vindos nos Jogos de Inverno na Rússia Resposta

Vladimir Putin, presidente da Rússia, garante boas-vindas a gays nos Jogos de Sochi / Reuters

Vladimir Putin, presidente da Rússia, garante boas-vindas a gays nos Jogos de Sochi / Reuters

O homofóbico presidente da Rússia, Vladimir Putin, que criou a lei que bane a “propaganda homossexual”, com o argumento de proteger as crianças, declarou nessa segunda-feira (28/10) que atletas e torcedores lésbicas e gays serão muito bem-vindos durante os Jogos Olímpicos de Inverno, que serão disputados em fevereiro de 2014, na cidade de Sochi. As declarações se dão, porque Putin está com medo de um boicote à competição.

– Vamos fazer de tudo para ter certeza de que atletas, fãs e convidados se sintam confortáveis ​​nos Jogos Olímpicos, independentemente da sua etnia, raça ou orientação sexual – disse Putin em visita ao Comitê Olímpico Internacional (COI).

A criação da lei gerou críticas em muitos países e alguns pedidos de boicotes. Para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, isso é uma forma de tentar intimidar os homossexuais.

Em caso de desobediência à regra, moradores locais podem ser multados e presos, assim como estrangeiros, que podem pagar até 100 mil rublos, o equivalente a R$ 6 mil, e, até, deportados.

Homofobia: grupo de pais quer impedir show de Elton John na Rússia 1

Elton John

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, recebeu o contato de um grupo de pais que querem impedir o show de Elton John no país, nos dias 6 e 7 de dezembro deste ano.

O motivo é retrógrado: a homossexualidade do cantor incomoda a estes pais, que não querem que seus filhos, os jovens em geral e as leis locais sejam ameaçados por isso.

Mesmo com a perseguição homofóbica que existe na Rússia, Elton John não se intimida e volta ao país pela segunda vez neste ano. A primeira apresentação do cantor e pianista em terras ex-socialistas neste ano aconteceu em julho.

Na ocasião, grupos homofóbicos queriam que John mudasse seu figurino característico. Segundo os protestantes, as roupas do músico realizam uma “propaganda homossexual”, o que é proibido na Rússia.

Sinal da escalada da homofobia, grupo russo cria em rede social “safári” para “caçar” gays 1

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A atuação é simples e efetiva. O grupo utiliza o Vkontakte, rede social mais importante da Rússia, para anunciar a data dos “safáris” (como chamam a busca aos “criminosos”) e por módicos 250 rublos (R$ 18), qualquer um pode participar da “caça a pedófilos e a homossexuais”. Para os que estão ainda mais motivados pela “nobre causa de proteger as crianças russas”, o grupo Occupy Pedofilia faz um desconto – três caças por 600 rublos (R$ 43).

Participar dos "safáris" custa 18 reais por pessoa. A macabra caça aos homossexuais é organizada por meio do Vkontakte

Participar dos “safáris” custa 18 reais por pessoa. A macabra caça aos homossexuais é organizada por meio do Vkontakte

Fundado pelo ex-skinhead Maksim “Tesak” Martsinkevich em 2012, logo após ter cumprido uma pena de três anos por incitação a crimes de ódio étnico, o Occupy Pedofilia explica em sua página oficial que  o objetivo do movimento é “criar um banco de dados de pedófilos” para que “qualquer um possa conferir se tem algum colega, professor ou médico” que se encaixe no perfil-alvo do Occupy. Em uma das páginas do grupo, há mais de 160 mil seguidores.

Os membros do grupo Occupy dedicam seu tempo a encontrar homossexuais ou supostos pedófilos através da Internet e tudo acontece como nos habituais flertes virtuais: frases elogiando a foto do perfil, estabelecimento de uma amizade, troca de telefones e finalmente o encontro real.

Maksim “Tesak” Martsinkevich (de regata preta e verde) com membros do grupo Occupy Pedofilia, em Kiev, capital da Ucrânia

Maksim “Tesak” Martsinkevich (de regata preta e verde) com membros do grupo Occupy Pedofilia, em Kiev, capital da Ucrânia

Na hora do encontro, a surpresa. A vítima do trote é forçada a confessar para as câmeras que é um pedófilo ou um homossexual (para os “justiceiros russos”, os termos se equivalem) e logo em seguida passam por diversos tipos de humilhação, como ter que tirar a roupa, falar para os “entrevistadores” segurando uma banana, passar maquiagem e até mesmo beber urina. Em muitos dos casos, há também covardes agressões.

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Nos vídeos postados na Internet pelo grupo e nas discussões nos fóruns (abertas a qualquer internauta), os ataques mais comuns são aos “viados” – “pidor”, como chamam vulgarmente em russo, numa diminuição do termo “pederasta” – e não aos pedófilos, como anunciam.

[“Pise em um homossexual como merda”, diz cartaz homofóbico]

Em um dos casos que ganhou maior destaque, o ativista gay Artem Gorodilov, da cidade russa de Kamensk-Uralsky, foi sequestrado no meio da noite e levado até um cemitério onde está enterrado um outro ativista que se suicidou depois de ter sua sexualidade exposta pelo mesmo grupo neonazista.

Na noite em que foi sequestrado, Artem foi obrigado a correr em frente de um carro enquanto carregava uma cruz que havia sido arrancada do próprio cemitério. A Igreja Ortodoxa fez uma denúncia à polícia – por causa da cruz destruída -, os neonazis foram chamados a depor, mas soltos em seguida. Depois de ter sido interrogado pelas autoridades, um dos neonazis atacou Artem outro vez e jogou urina em cima do jovem.

“Pedófilos e gays são a mesma coisas. Eles representam a degradação do ser-humano”, explica a Opera Mundi Maksim, um dos líderes do movimento na cidade russa de Tula. “A morte de algumas pessoas é um efeito colateral. Imagine quantas coisas estes sujeitos teriam feito se estivessem vivos”.

Um dia após defender lei anti-gay na Rússia, Isinbayeva se diz mal interpretada 1

Yelena Isinbayeva diz que foi mal interpretada. Tadinha, não?

Yelena Isinbayeva diz que foi mal interpretada. Tadinha, não?

Um dia após defender a lei anti-gay russa, a principal atleta do salto com vara no mundo, Yelena Isinbayeva, se disse “mal interpretada”, via comunicado oficial.  Hoje, a medalhista de ouro no Mundial de Atletismo de Moscou afirmou que “se opõe a qualquer discriminação”.

“Quero deixar claro que respeito os pontos de vista de meus companheiros atletas e quero expressar de maneira firme que me oponho a qualquer discriminação contra a comunidade gay com respeito a sua sexualidade”, disse Isinbayeva.

Ela afirmou que, por ter usado o inglês para falar sobre o assunto, acabou mal interpretada. “O inglês não é minha língua materna creio que houve um mal entendido. O que eu queria dizer é que a gente deve respeitar as leis de outros países, principalmente quando são convidados”, continuou.

Ontem (15/8), em entrevista coletiva antes da cerimônia do pódio pelo seu triunfo no salto com vara, ela se mostrou a favor da lei russa que proibido “propaganda homossexual ante menores”, além de criticar a sueca Emma Green-Tregaro, que competiu no salto em altura com as unhas pintadas com as cores do arco íris, um símbolo gay.

“Nós nos consideramos pessoas normais, vivemos os garotos com as garotas, as garotas com os garotos. Isso vem desde sempre”, disse Isinbayeva na quinta-feira.

Opinião

Yelena Isinbayeva deve um pedido de desculpas a todos os LGBT do mundo por suas declarações homofóbicas. Não tem essa de ser mal interpretada.

Atletas, patrocinadores e COI pisam em ovos quanto à lei antigay russa Resposta

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Jeré Longman

Os Jogos Olímpicos de Inverno começam daqui a seis meses em Sochi, na Rússia. Os atletas se encontram numa situação de risco. Por um lado, eles enfrentam acusação por defender os direitos dos homossexuais. Por outro lado, podem ser banidos pelas autoridades olímpicas por se oporem publicamente às novas leis discriminatórias da Rússia.

Assim como a Rússia agora proíbe a “propaganda” em apoio à orientação sexual “não tradicional”, a estatuto olímpico proíbe os atletas de fazer gestos políticos durante os jogos de verão e inverno.

Por isso, é perfeitamente possível que qualquer atleta de bobsled ou esquiador usando um broche, adesivo ou camista em apoio dos direitos dos homossexuais seja mandado de volta para casa não pelas autoridades russas, mas por outro grupo que reprime a expressão: o Comitê Olímpico Internacional.

Por isso, é perfeitamente possível que qualquer bobsled ou esquiador usando um alfinete, patch ou T-shirt em apoio dos direitos dos homossexuais poderia ser enviado para casa de Sochi, não pelas autoridades russas, mas por outro grupo que suprime a expressão: o Comitê Olímpico Internacional.

Será que o COI vai infligir a si mesmo um desastre de relações públicas como este? Talvez não. Mas as autoridades olímpicas em todo o mundo, incluisive nos Estados Unidos, juntamente com a NBC e patrocinadores corporativos, colocaram a si mesmas e aos atletas numa posição desconfortável por se opor apenas levemente à lei russa que proíbe a “propaganda homossexual”.

Blake Skjellerup, um patinador de velocidade de curta distância da Nova Zelândia, disse que planeja usar um broche do orgulho gay em Sochi, e se tiver problemas, “que assim seja”. Harvey Fierstein, dramaturgo e ator, pediu uma boicote dos Jogos de Inverno. Ativistas dos direitos dos homossexuais em Nova York e em outros lugares pediram até mesmo a retirada da vodka russa dos bares.

Mas aqueles que organizam, transmitem e apoiam os Jogos ofereceram pouco além de uma crítica tardia e morna.

O estatuto olímpico diz que o esporte é um direito humano que deve ser praticado “sem discriminação de qualquer tipo”. Mas toda a indignação que o COI conseguiu transmitir quanto à nova lei anti-gay da Rússia foi uma declaração dizendo que o Comitê Olímpico iria “se opor fortemente a qualquer medida que ferisse esse princípio.”

Ao mesmo tempo em que o COI disse ter recebido garantias de que a lei não seria fiscalizada nos Jogos de Sochi, o ministro dos Esportes da Rússia disse que seria.

Antes de a lei ser aprovada, o COI poderia ter pressionado as autoridades russas, dizendo que não apoiaria os Jogos de Sochi em tais condições. Em vez disso, o Comitê Olímpico consentiu.

“Deveria ter havido comunicações alarmadas do COI em relação à lei logo no início”, disse Minky Worden, diretor de iniciativas globais e um especialista em Olimpíadas da Human Rights Watch. “Até onde sabemos, não houve.”

O movimento olímpico está novamente em risco, como esteve anteriormente por causa do doping e de escândalos de corrupção, disse Worden.

“O estatuto olímpico fala sobre a dignidade humana”, disse ele. “Como pode ser compatível com a dignidade deixar a esta discriminação ser aprovada sem nada além de uma leve condenação?”

O Comitê Olímpico dos EUA poderia se ter se unido aos comitês olímpicos de outros países e dizer que não toleraria uma lei discriminatória como esta.

Mas isso não aconteceu. E as autoridades norte-americanas decidiram não falar de forma unilateral. Scott Blackmun, diretor-executivo do USOC, enviou uma nota às autoridades olímpicas dos EUA, dizendo: “embora nós apoiemos fortemente direitos iguais para todos, a nossa missão é a excelência competitiva” e não a militância política.

Os Estados Unidos podem estar relutantes em se pronunciar porque, entre outras coisas, só recentemente reparou suas relações desgastadas com o COI. Larry Probst, presidente do USOC, pretende se tornar um delegado do COI numa eleição no mês que vem. Essa cautela se estende às autoridades olímpicas de todo o mundo uma vez que outra votação deve acontecer para substituir Jacques Rogge, presidente do COI.

Enquanto as autoridades olímpicas estão consumidas pela política interna, os atletas olímpicos ficam com a possibilidade de serem multados, detidos e deportados por violar a nova lei de intolerância da Rússia.

Poderia-se esperar que os funcionários da NBC se pronunciassem com força, uma vez que a rede paga US$ 775 milhões para transmitir os Jogos de Sochi, e seus jornalistas enfrentam a possibilidade de serem processados por abordar a questão da homossexualidade.

Documentaristas da Holanda foram presos em Murmansk, na Rússia, e deportados há duas semanas por violar a lei da propaganda, de acordo com a Human Rights Watch.

“A NBC está preparada para interromper uma transmissão ao vivo, ou não entrevistar nenhum atleta?”, Worden pergunta. “Quão preparados eles estão para uma situação em que alguém usar uma bandeira do arco-íris ou dizer:” Eu apoio o casamento gay?'”

A NBC Universal reiterou nesta terça-feira um comunicado que “apoia veementemente a igualdade de direitos e de tratamento justo de todas as pessoas.”

Recentemente, Marcos Lázaro, presidente do NBC Sports Group, disse aos críticos de televisão: “se ainda for a lei deles e estiver impactando qualquer parte dos Jogos Olímpicos, vamos nos assegurar de reconhecer isso.”

Patrocinadores olímpicos como a Coca-Cola e o McDonalds também têm silenciado publicamente. Na verdade, eles estão financiando Jogos em Sochi que contradizem suas próprias políticas corporativas sobre a discriminação.

Talvez a declaração mais forte tenha vindo vários dias atrás por parte de Richard Carrion, um delegado do COI de Porto Rico, que está tentando suceder Rogge como presidente. No futuro, disse Carrion, a não-discriminação deveria ser uma condição para sediar os Jogos Olímpicos.

Mas será tarde demais para Sochi.

Tradutor: Eloise de Vylder

Vídeos mostram cenas de gays sendo torturados na Rússia Resposta

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Após a denúncia de que grupos anti-gays estariam perseguindo e torturando os LGBT no país, um site italiano reuniu alguns vídeos do Youtube que comprovam essa ação neonazista. As imagens são fortes e mostram jovens sendo humilhados de forma violenta em público e em locais fechados, para onde gays são atraídos e passam por sessões de tortura.

Um dos membros do grupo extremista que não se importa em se expor é Denis Kazak. Em uma rede social russa, ele defende a conversão dos gays através de tortura psicológica, publicando fotos, textos e vídeos de seu tratamento desumano. Seu objetivo é salvar as crianças das mãos dos gays, como se homossexualidade fosse pedofilia. As cenas fazem qualquer LGBT se comover ao se imaginar nessa situação.

*Informações Pheeno

Drag queen costura a própria boca em vídeo em protesto contra a homofobia na Rússia Resposta

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A drag queen Barbie Breakout normalmente produz vídeos tutorais na internet com dicas de maquiagem.

Mas, dessa vez, ela resolver protestar contra a homofobia na Rússia, onde qualquer tipo de manifestação ou propaganda gay sofrem punição.

Barbie, em silêncio , vai passando uma agulha com uma linha entre seu lábio inferior e o superior, até que a boca fique completamente costurada.

Em seguida, vem a chamada em off: “Não deixem que proíbam a sua voz. Abra a boca!”.

Em entrevista, a drag diz que se sentiu extremamente impotente com a lei anti-gay e outras atrocidades cometidas contra a comunidade LGBT na Rússia. .

“Há, por exemplo, imagens que mostram como os adolescentes gays são atraídos para armadilhas e brutalmente torturados pela direita radical. Os autores dos vídeos são os próprios torturadores, que se vangloriam da atitude”, diz a drag.

Barbie Breakout trabalha como DJ e hostess em clubes noturnos de Berlim. Ela comentou sobre a repercussão do seu vídeo.

“A maioria das reações foi muito positiva. Claro, muitos agora vão me considerar louca. Mas o meu vídeo está ligado a páginas onde você pode ler sobre o contexto político – e alguns só tomaram conhecimento do assunto através do meu protesto”, diz Barbie.

Confira o vídeo:

Lady Gaga condena homofobia na Rússia e chama o governo de criminoso Resposta

Reprodução/Getty Images

Reprodução/Getty Images

Grande ativista pelos direitos dos LGBT, Lady Gaga não poupou críticas ao governo da Rússia.

“Enviando coragem aos LGBT na Rússia. A ascensão do abuso no governo é arcaico. Hostilizar adolescentes com spray de pimenta? Agressões? Mãe Rússia? O governo russo é criminoso. Opressão será respondida com revolução. LGBT russos, vocês não estão sozinhos. Nós vamos lutar pela liberdade de vocês… Por que você não me prendeu quando teve a chance, Rússia? Por que você não quis responder ao mundo?”, disparou em sua página no twitter.

Durante a Parada Gay no país, em maio, os participantes foram hostilizados por policiais e religiosos da Igreja Ortodoxa Russa. Além disso, recentemente, o Tribunal Municipal de Moscou aprovou uma lei que proíbe a realização do evento pelos próximos cem anos.

Obama diz que não tolera países que intimidam homossexuais Resposta

Barack Obama falou da comunidade LGBT no talk show de Jay Leno, da NBC

Barack Obama falou da comunidade LGBT no talk show de Jay Leno, da NBC

Dando mais uma prova que seu segundo mandato será marcado pela defesa dos direitos LGBT, o presidente estadunidense Barack Obama criticou as nações que perseguem a comunidade gay na noite da última terça-feira (7/8), durante uma entrevista ao programa The Tonight Show, da rede NBC. Obama fez o comentário ao falar da Rússia, que tem aprovado legislações anti-homossexuais.

“Sem tolerância para os países que tentam intimidar gays, lésbicas e transgêneros , de uma maneira prejudicial a eles”, disse Obama ao apresentador do programa, Jay Leno .

Sede da edição de inverno dos Jogos Olímpicos, no próximo ano, a Rússia tem sido pressionada a revogar leis restritivas à comunidade LGBT, como a que proíbe a realização de paradas gays.

“Eu acho que eles entendem que a maioria dos países participantes dos Jogos Olímpicos não toleraria que gays e lésbicas fossem tratados de forma discriminatória”, observou Obama sobre a possível revogação.

O presidente dos Estados Unidos ainda falou da necessidade de tratar todos com igualdade. “Uma coisa que é importante para mim é ter certeza que as pessoas serão tratadas de forma respeitosa e com justiça. É isso o que defendemos, eu acredito que esse preceito não é exclusivo para a América. É algo que deve ser aplicado em todos os lugares. “.

Revista russa para lésbicas desafia a homofobia no país Resposta

Capa da primeira edição com tiragem de 999 exemplares

Capa da primeira edição com tiragem de 999 exemplares

Está à venda a primeira revista dedicada a leitoras lésbicas na Rússia. Com uma capa onde o tom predominante é o rosa, a Agens, que em latim significa “poderoso”, é uma publicação glamorosa, editada com o objetivo de desafiar a homofobia do país. Atualmente, o Parlamento analisa um projeto de lei que pretende punir toda a publicidade homossexual.

A intenção da revista é “criar uma nova imagem da comunidade lésbica”, revelou a editora Milena Tcherniavskaïa, de 24 anos, no seu editorial. Com 120 páginas, a revista trimestral, tem artigos sobre conselhos para ter um cabelo mais bonito ao lado de outros sobre “como revelar a sua homossexualidade”.

Apresentada como uma “revista de mulheres para mulheres”, a primeira edição, com apenas 999 exemplares — pode ser comprada em sites gays ou em clubes especializados —, tem uma capa brilhante onde o cor-de-rosa é predominante e a recomendação “proibido a menores de 18 anos” está impressa, bem visível, tal como prevê a lei russa.

É “a primeira revista com glamour” para lésbicas na Rússia, a pensar nas mulheres entre os 22 e os 32 anos que trabalham, ganham um salário médio e têm um bom nível de educação, define Tcherniavskaïa. Portanto, as suas leitoras potenciais são jovens ativas e interessadas no que acontece no mundo, continua.

Demarcar-se dos ativistas gays

O objetivo da revista — que custa 299 rublos (cerca de 7,4 euros) — é dar informação a jovens mulheres que não têm medo de reconhecer a sua orientação sexual ao mesmo tempo que são profissionais de sucesso, continua Tcherniavskaïa. “Elas não têm medo de ser quem são e nós admiramo-las por isso”, acrescenta.

A Agens pretende distanciar-se dos ativistas gays, salvaguarda a editora, lembrando que muitas vezes esses militantes são muito agressivos na tentativa de defender os seus direitos. “Nem todos nos queremos manifestar”, justifica.

A publicação da primeira edição (o número zero) surge num momento em que a câmara baixa do Parlamento russo (a Duma) volta a discutir um projeto de lei que pune os autores de qualquer “ato público” que promova a homossexualidade ou a pedofilia. Esta lei, que prevê multas até 500 mil rublos (12.500 euros), já foi aprovada numa primeira instância, no início do ano, o que provocou críticas da comunidade LGBT.

Legislação semelhante já está em vigor em várias regiões da Rússia como, por exemplo, em São Petersburgo. Tcherniavskaïa reconhece que todos estão “um pouco com medo” porque já algumas pessoas terão sido multadas.

O autor dessa lei em São Petersburgo, o deputado Vitali Milonov já lamentou a criação desta revista. “A sua publicação não vai contra a lei, mas teria sido melhor se elas tivessem uma revista sobre gatos”, disse Milonov à agência noticiosa Ria Novosti.

A homossexualidade foi considerada crime na Rússia até 1993 e uma doença mental até 1999. Segundo uma sondagem recente do Centro Levada, mais de dois em cada três russos dizem-se “hostis” ou “reservados” em relação ao tema que, para a maioria, devia ser proibido.

Rede de sex shops na Rússia oficializa casamentos gays Resposta

O proprietário de uma rede de sex shops na Rússia achou uma maneira de driblar as leis cada vez mais duras com a comunidade LGBT no país e ainda ganhar algum dinheiro. O Ponto G, que possui lojas em Moscou, São Petersburgo e Arkhangelsk, instituiu o casamento gay nos estabelecimentos da rede.

O dono dos sex shops, Aleksandr Donskoi, criou um registro fictício de uniões de casais homossexuais, já que a união civil oficial não está permitida pela Federação Russa. O registro de casamentos entre pessoas do mesmo sexo custa mil rublos (62 reais) em Moscou e 600 rublos (37 reais) na filial de São Petersburgo.

Os valores incluem apenas as taxas mínimas, mas o sex shop oferece ainda serviços como uma certidão de casamento, fotos e um discurso solene. A festa depois da cerimônia também é organizada pelo sex shop, com direito a banda, strippers, bufê em restaurante e animadores. Vale destacar que o registro para o casamento “tradicional” (homem e mulher) na Rússia custa módicos 200 rublos (12 reais), incluindo o certificado.

De acordo com Donskoi, apesar da cerimônia não ter nenhum efeito legal, quase uma dezena casais procurou o sex-shop no mês de março. “Muitas pessoas querem ter esta cerimônia simbólica”. O primeiro casamento foi realizado no início de fevereiro. “Alguns acham que isso é piada, mas o primeiro casal levou isso a sério. Um jovem pediu a mão do seu parceiro e eles se casaram aqui no sex shop”.

A ideia do certificado emitido pelo sex shop não é, no entanto, de se especializar no público homossexual. “As pessoas podem vir aqui e registrar a amizade, por exemplo”, conta o empresário.

No entanto, nem todos veem com bons olhos a iniciativa do sex shop. Em entrevista ao Opera Mundi, Ivan Savvine, escritor e historiador russo residente nos Estados Unidos, explica que o fato da cerimônia ser realizada em um sex shop levará a mais estigmatização e marginalização da comunidade LGBT na Rússia.

“Para a maioria dos russos, um sex shop ainda é um local frequentado apenas por pessoas com algum desvio sexual”. E completa: “A associação direta da comunidade gay russo com a indústria do sexo pode aumentar os sentimentos homofóbicos e levar o público a equiparar a homossexualidade à promiscuidade”. Savvine recebeu asilo nos Estados Unidos devido à sua orientação sexual.

Para o historiador, o casamento igualitário ainda não é nem mesmo uma pauta na agenda da luta pelos direitos LGBT na Rússia. “Antes de fazer lobby pelo casamento entre pessoas do mesmo sexo como nos países ocidentais, temos que lutar por direitos e liberdades mais básicos, como a proteção contra a discriminação no local de trabalho e uma legislação contra crime de ódio”, explica Savvine.

Os direitos LGBT na Rússia tomaram as manchetes internacionais no último ano depois de que uma série de regiões do país, incluindo São Petersburgo, a segunda maior cidade russa, aprovassem leis “anti-propaganda gay”, com sanções administrativas à “promoção de sodomia, lesbianismo, bissexualidade e pedofilia a menores”.

Desde a aprovação da lei anti-propaganda gay, apenas uma pessoa foi multada. O conhecido ativista LGBT Nikolai Alekseev teve que pagar 5 mil rublos (313 reais) por carregar um cartaz do movimento gay em um local público de São Petersburgo onde havia menores de idade.

A nova cruzada anti-gay perpetrada pelas autoridades russas também atingiu a pop star Madonna. Um juiz disse que a cantora “violou brutalmente” a lei de São Petersburgo. Na sua turnê pela cidade, em 2012, Madonna criticou a lei e foram distribuídas pulseiras rosas durante o show, em apoio à comunidade gay. Ninguém foi multado.

O autor da lei anti-propaganda gay de São Petersburgo, Vitaly Milonov, não vê nenhuma violação legal ao surgimento do serviço de “casamento” entre pessoas do mesmo sexo na rede de sex-shops. No entanto, Milonov acredita que o empresário apenas queira se aproveitar de gays e lésbicas para ganhar dinheiro.

Fonte: Opera Mundi

Madonna será processada por deputado homofóbico e é criticada por gays na Rússia Resposta

Madonna durante show na Rússia

O deputado da assembleia legislativa de São Petersburgo, na Rússia, Vitali Milonov, acusou a cantora norte-americana Madonna de violar uma lei local, de autoria dele, que proíbe a “propaganda da homossexualidade e da pedofilia para públicos menores de idade”. Isso mesmo, a lei homofóbica acaba por associar homossexualidade a um crime, a pedofilia, como fez a deputada estadual Myrian Rios (na época PDT e hoje PSD – RJ) no ano passado, lembram?

O show foi assistido por vários observadores do governo da cidade, que filmaram um vídeo, registrando a presença no concerto dos “adolescentes de 12, 13 anos”, segundo o deputado Milonov, autor da lei homofóbica. Os organizadores do concerto em sua defesa destacam que todos os bilhetes tinham advertência por escrito, em que os jovens menores de 18 anos não são incentivados a assistir ao concerto de Madonna, e se havia criançada na sala, então foi acompanhada  por adultos.

A estrela ‘pop’ realizou na quinta-feira um concerto na cidade de São Petersburgo, durante o qual proferiu frases de apoio à comunidade LGBT russa.
 

Vitali Milonov
“É preciso punir Madonna ou os organizadores (do show)”, disse à agência Interfax deputado Milanov e prometeu iniciar o processo contra a cantora. “Madonna não respeita os países que visita. Na França é processada pela líder da ‘Frente Nacional’ Marine Le Pen, depois de ter demonstrado um vídeo estampada com uma suástica na testa dela. Na Ucrânia a cantora confundiu a bandeira ucraniana com a russa. E quando começaram a mostrar-lhe a bandeira azul-amarela (ucraniana), perguntou: ‘Será que vocês têm duas bandeiras?’”, afirmou Milonov, em declarações à agência Interfax.
 

Alguns polacos acharam o concerto de Madonna em primeiro de agosto, quando o país lembrava o aniversário do início da Revolta de Varsóvia contra a ocupação nazista, como um insulto. Parte da imprensa acusou a cantora de blasfêmia e provocação.

Durante a atuação em São Peterburgo, a cidade natal do atual presidente russo, Vladimir Putin, a cantora fez uma inflamada defesa dos direitos dos gays russos, cujas associações estão proibidas de celebrar marchas de orgulho gay.
 
“Queremos lutar pelo direito de sermos livres. Tenho viajado muito pelo mundo e vejo que as pessoas estão cada vez mais intolerantes, mas podemos mudar isso. Temos força para isso”, disse Madonna.
 


A cantora, que na terça-feira  (7) durante um concerto em Moscou já tinha suscitado polêmica ao pedir abertamente a libertação do grupo ‘punk’ feminino russo Pussy Riot, julgado por cantar contra Putin numa catedral ortodoxa, assegurou que o “amor” é a única coisa que pode mudar o mundo.

Durante o concerto de São Petersburgo foram distribuídas pulseiras cor-de-rosa, um símbolo do apoio aos LGBT.
 
“As pulseiras fazem parte do espetáculo. Estejam preparados para levantar as mãos em sinal de apoio”, afirmou a cantora na sua página na Internet horas antes do concerto.


Esta semana, várias organizações russas, algumas ligadas à religião ortodoxa, contestaram a realização dos concertos da diva POP e convocaram algumas ações de protesto.
 
Alguns ativistas LGBTs russos também apontaram o dedo à artista e criticaram a sua postura.
 
“Não é suficiente dizer algumas palavras a favor dos homossexuais entre duas canções durante um concerto. Se uma pessoa se assume como defensora dos direitos humanos, ela deve fazer algo mais sério”, afirmou, na quinta-feira (9), um líder local da organização Gay Russia Iouri Gavrikov.
 
O mesmo representante acusou Madonna de “hipocrisia”, uma vez que a cantora optou por atuar na Rússia e em especial em São Petersburgo, cidade que adotou em fevereiro passado uma lei “homofóbica”.
 

Mas gente, o que esses ativistas querem? Que Madonna não faça show em um lugar, só porque ele aprovou uma lei homofóbica? Se ela tivesse feito o show calada, sem se manifestar a favor dos direitos dos gays, tudo bem, essas bichas teriam razão, mas não foi o que aconteceu! Uó esses povo, hein!


Na Rússia, a homossexualidade foi considerada crime até 1993 e uma doença mental até 1999.


Em São Petersburgo, lei pode banir propagandas gays e veicula homossexualidade à pedofilia 1


Com a alegação de proteger as crianças, a Assembleia Legislativa de São Petersburgo aprovou na semana passada uma lei absurda: foram proibidas propagandas de cunho homossexual que possam alcançar menores de idade. Os legisladores da segunda maior cidade da Rússia querem coibir a veiculação de informações e materiais que incluam lesbiandade, homossexualidade, bissexualidade, transsexualidade e pedofilia. Na Assembleia, 29 deputados foram a favor, 5 contra e houve uma abstenção. O governador, Georgy Poltavchenko, tem duas semanas para sancionar ou vetar a lei.

De acordo com o texto, ao apresentar a homossexualidade como algo normal, a saúde e o desenvolvimento moral dos menores podem ser prejudicados. Se a legislação for desrespeitada e houver condenação, a pessoa — física ou jurídica — será multada e deverá pagar um valor entre 50 mil ou 500 mil rublos (o equivalente a US$ 1.700 e US$ 17 mil).

Apesar de a medida assustar outros governos e ativistas a favor dos direitos dos LGBTs, não é algo surpreendente na Rússia. Só em 1993 que o país aboliu um artigo do Código Penal que previa a prisão a quem tivesse práticas homossexuais. Na capital, Moscou, organizações tentam realizar manifestações desde 2006, quando prefeito à época as qualificou de “atos satânicos”. Outro caso é o do deputado Vitaly Milonov, que chamou os gays de “pervertidos” e acusou ativistas pró-direitos homossexuais de realizar uma agressiva campanha, com o apoio de países ocidentais, para converter as crianças em liberais.

Reações negativas pelo mundo

A aprovação da lei já provocou a reação de grupos ativistas russos e estrangeiros, e outras instituições e governos. O Departamento de Estado americano, o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido, o governo da Austrália e o Parlamento Europeu demonstraram grande preocupação com a lei. A Corte Europeia lembrou que não deve existir ambiguidade sobre o “direito individual de se identificar como gay, lésbica ou qualquer outra minoria sexual, e de promover seus direitos e liberdades”.

Hugh Williamson, diretor do Human Rights Watch para Europa e Ásia Central, disse que “29 de fevereiro foi um dia obscuro para São Petersburgo e para a Rússia”, e completou:

— A lei abre um perigoso precedente ao ligar maldosamente homossexualidade com pedofilia, para a liberdade de expressão no geral, e apenas serve para aumentar o sentimento homofóbico da sociedade. Agora, o governador tem a oportunidade de vetá-la e parar com essa iniciativa discriminatória.

A Rússia — apesar dos constantes ataques aos direitos homossexuais — está vinculada a Convenção Europeia dos Direitos Humanos e ao Pacto Internacional sobre Direitos Civis e políticos. O país também apoiou Comitê de Ministros do Conselho Europeu, que, em março de 2010, lançou um documento em prol do fim da discriminação da orientação sexual ou identidade de gênero.

Só nos resta boicotar São Petersburgo, caso a lei seja sancionada.