Mato Grosso prepara Grupo de Combate à Homofobia visando a Copa 2014 Resposta

Darwin Júnior - Olhar Copa

Darwin Júnior – Olhar Copa

 

 

A homofobia também entrou no pacote da capacitação da Segurança Pública em Mato Grosso visando a Copa do Mundo 2014. O Grupo Estadual de Combate à Homofobia (Greco) encerrou, na última sexta-feira (30/8), o seminário de “Nivelamento de Informações sobre Homossexuais, Travestis e Transexuais para profissionais da Segurança Pública”. Desde a sua criação, esta foi a primeira atividade do grupo que deve intensificar suas ações até 2014.

Policiais militares e civis, profissionais da Politec, guardas municipais, bombeiros, membros do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) e servidores da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) participaram da capacitação realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
O objetivo do seminário foi preparar os profissionais de segurança pública sobre as especificidades dos movimentos LGBT, além de capacitar os 30 integrantes do Greco empossados no último mês.
O secretário executivo do Greco, Rodrigues de Amorim Souza, explicou que “a capacitação irá colaborar para o policial quando for atender uma ocorrência envolvendo alguém do movimento. Ele deverá estar preparado para diferenciar as especificidades, a motivação criminosa e as providências necessárias a se tomar a partir do primeiro contato. Também vamos preparar nossa força policial para Copa do Mundo, quando receberemos pessoas de várias orientações sexuais”.
Já o coordenador do Greco, coronel BM, Marcos Roberto Weber Hübner, ressalta que os profissionais estão em constante evolução no atendimento das ocorrências que envolvem o público LGBT. Segundo ele, entre as ações que estão sendo desenvolvidas com os profissionais de segurança pública, uma das intenções é oferecer uma capacitação adequada para atender as ocorrências e realizarmos um bom trabalho.
“O evento é importante para conscientizar os policiais no que diz respeito ao atendimento das pessoas LGBT. O policial não pode deixar o preconceito aflorar na execução da atividade, porque a partir do momento em que ele deixa o sentimento surgir, ele deixa de compreender, de ser tolerante e passa a julgar as pessoas. A nossa função não é de julgar ninguém, e sim buscar a verdade”, afirma o delegado geral da Polícia Judiciária Civil, Anderson Garcia.

RJ: Policiais civis e militares serão capacitados para lidar com vítimas de homofobia Resposta

Perfilados no auditório Adauto Belarmino, no 7º andar do Edifício Central do Brasil, dezenas de oficiais da Polícia Militar e delegados de Polícia Civil acompanharam de pé, na tarde desta terça-feira, a execução do Hino Nacional, cantado pela travesti Jane Di Castro. Era o início da segunda edição da “Jornada Formativa de Segurança Pública e Cidadania LGBT”, que vai qualificar seis mil policiais civis e militares para lidarem com a diversidade e os direitos de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais.

O projeto pioneiro já capacitou cinco mil agentes que atuam em delegacias e batalhões da capital, e foi premiado pela União Europeia com a certificação de boas práticas de políticas públicas LGBT. Nesta nova edição, mais de seis mil PMs e inspetores de Polícia Civil que trabalham em unidades fora da capital serão treinados para o atendimento destinado ao público LGBT.

Durante 18 meses, esses agentes participarão de 40 encontros regionais com multiplicadores e especialistas formados pelo Programa Estadual Rio Sem Homofobia. Por dia, cerca de 200 policiais vão participar de palestras e debates. Um dos idealizadores da jornada, Cláudio Nascimento afirmou que este é o maior programa de capacitação de policiais sobre homofobia e cidadania LGBT já colocado em prática no país.

Ainda durante a cerimônia, Cláudio Nascimento, que é superintendente de direitos individuais, coletivos e difusos da secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, anunciou que, até o fim do ano, o estado irá dobrar o número de Centros de Cidadania LGBT, com a instalação de quatro novas unidades, sendo duas nos municípios de Queimados e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a terceira em Macaé, no Norte-Fluminense. O local da quarta unidade ainda não foi estabelecido.

De acordo com o secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Zaqueu Teixeira, a escolha das cidades que receberão os novos centros teve como critério a quantidade de casos de violência praticada contra gays, lésbicas e travestis. Ex-chefe de Polícia Civil, Teixeira diz empregar os registros de crimes de homofobia para nortear a implantação dos centros de cidadania.

Segundo Zaqueu Teixeira, até 2014 o estado contará com 13 unidades voltadas ao atendimento LGBT. Nesses locais, as vítimas de crime de homofobia e suas famílias recebem atendimento jurídico, psicológico e social.

Para se ter uma ideia da demanda por esse tipo de serviço, até março de 2012, 12 mil atendimentos foram prestados nos quatro centros de cidadania LGBT em atividade atualmente no estado e que funcionam no Centro, em Duque de Caxias, Friburgo e Niterói.

Ainda durante a cerimônia de abertura da jornada foram homenageados os delegados Monique Vidal e Márcio Mendonça, e os tenentes-coronéis Cláudio Costa de Oliveira e Luiz Octávio Lopes da Rocha Lima, considerados precursores da capacitação “Homofobia, Cidadania LGBT e Práticas Policiais”. O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, ressaltou a importância da qualificação para que os policiais do estado possam lidar de maneira correta com todas as minorias.

Fonte: O Globo